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Review: ONCE Abril 24, 2008 • Não Há Comentários

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”Once” (no Brasil ”Apenas Uma Vez”) é um filme ‘’sorriso canto de rosto”, e se estende assim toda a projeção. O casal principal é cativante o suficiente para nos fazer ir a qualquer lugar que a seqüencia mandar - de forma apaixonada e inconseqüente - enquanto torcemos por eles.

O romance é palpável e faz decrescer qualquer falha que tenha. Clichês da projeção parecem únicos, reais. Não atrapalham. A câmera e a filmagem amadadora têm seus encômodos excluídos assim que vemos o filme como um documentário sobre o amor acontecendo.

O ar documental ainda traz um momento fascinante. Após um vermos um video (com fotografia de grande brilho e constraste, como de costume) com a ex-namorada do personagem principal, temos um corte seco para a imagem real de Markéta Irglóva. O amadorismo na imagem do longa faz demorar o reconhecimento do fim do vídeo, criando uma alegoria perfeita para ilustrar a substituição de amantes.

”Once” também não seria tão satisfatório sem a presença de Markéta Irglóva e Glen Hansard. A primeira com um sorriso quase infantil de tão apaixonante, e o segundo com seu ar desleixado e sonhador. Ambos possuem, em seu primeiro filme, interpretações dingníssimas, dentre melhores e exemplares para romances. Possuindo tudo o que se é necessário para um casal acontecer na tela. Passando amor real em entreolhares.

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Com orçamento curtíssimo, o diretor John Carney merece vários aplausos por inúmeras vezes criar planos e cenas maravilhosas, tendo várias vezes apenas notáveis som e luz ambiente, fotografia e edição de som quase inexistente. Veja a primeira canção (Falling Slowlly, Melhor Canção no Oscar 2008 ) e a cena da primeira composição da moça. São mostras máximas de simples-expressão artística. Rebuscada mas intensa.

Em ”Once”/”Apenas Uma Vez” além de um romance cativantissímo, de personagens que se tornarão marcantes a quem veja,  é exposição de amor a arte (tanto música quanto cinema) por parte da equipe geral do longa. É um exemplo bem-sucedido de projeção onde há sobreposição de emoções pessoais nos personagens fictícios. Os personagens se tornam próximos do espectador, e para crer nisso, basta assistir aos momentos finais do longa e se emocionar.

“ONCE” Direção: JOHN CARNEY, Roteiro: JOHN CARNEY.
2006 (Irlanda)
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  • 2 weeks later...

É incrível o quanto o Rapaz lembra o cantor Damien Rice em todos os seus trejeitos quando canta. A Moça também lembra a ex-parceira de Damien, Lisa Hannigan. Até mesmo o contraste entre a voz sofrida dele e a voz doce dela é semelhante ao contraste entre as vozes desses cantores.

Como sou fã incontestável de Damien Rice isso só contribuiu para que eu gostasse ainda mais do filme.
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