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Forum Cinema em Cena

Educação (An Education)


Kate B.
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Procurei, procurei e não achei tópico sobre o filme. Inclusive usando o sistema de busca. Se já tiver um tópico, sorry moderadores.

 

Sinopse: Jenny tem 16 anos e vive com a família no subúrbio londrino em 1961. Inteligente e bela, sofre com o tédio de seus dias de adolescente e aguarda impacientemente a chegada da vida adulta. Seus pais alimentam o sonho de que ela vá estudar em Oxford, mas a moça se vê atraída por um outro tipo de vida. Quando conhece Danny, homem charmoso e cosmopolita de trinta e poucos anos, vê um mundo novo se abrir diante de si. Ele a leva a concertos de música clássica, a leilões de arte, e a faz descobrir o glamour da noite, deixando-a em um dilema entre a educação formal e o aprendizado da vida.

 

carey_mulligan_and_peter_sarsgaard_an_education_movie_image.jpg

 

 

education.jpg

 

 

 

Assisti hoje e tive uma bela surpresa. O trailer já havia me agradado e o filme só fortaleceu a ideia. Um filme simples, mas com diálogos interessantes e um assunto que, por mais que possa parecer batido, muito bem colocado aqui: as escolhas da vida, nas mãos de uma garota de 16 anos, muito bem interpretado pela Carey Mulligan (é delicioso ver a fascinação de Jenny por tudo aquilo que ela sempre

quis e David a oferece - o jazz, os restaurantes, França, boêmia, concertos...) Aliás, o todo o elenco está ótimo, com destaque para Alfred Molina e o adorável (?) canalha, que conquista não só Jenny mas a todos, Peter Sarsgaard.

 

Melhor Atriz

Sandra Bullock - Um Sonho Possível

Helen Mirren - The Last Station

Carey Mulligan - Educação

Gabourey Sidibe - Preciosa

Meryl Streep - Julie e Julia

 

Eu não vi as outras atuações, mas, na boa... Digo sem medo, essa garota tem minha torcida para levar. Pena que acho eu que o Oscar já seja da Bullock.

 

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Achei uma decepção. É o tipo de filme que sabe-se lá como continua a ser feito.

 

O roteiro do Hornby não tem quase nada digno do autor de About a boy, Fever Pitch e High FidelityÉ um texto extremamente impessoal, quadrado, convencional, previsível, sem qualquer sinal de vida e que se contenta em seguir a fórmula no puro piloto automático. E o pior de tudo é quando o terceiro ato chega e ele revela que desde o início sua intenção era incluir uma lição de moral ridícula e que de tão manjada e insossa, parece aquelas que a tia conta pra gente quando criança.

É nessa hora que a direção poderia consertar as coisas e criar um filme divertido. Mas quem é Lone Scherfig? Ninguém. Ela não faz absolutamente NADA para beneficiar a obra, apenas ocupa lugar na cadeira com seu nomezinho e só. É uma mera operária padrão, que aceitou filmar cada vírgula do texto de Hornby, mas sem qualquer ressonância emocional. É vazio. Uma direção que nem se pode dizer que é burocrática; ela simplesmente inexiste.

Por isso que lamento tanto ver um elenco tão bom desperdiçado em uma obra como essa. A Carey Mulligan é uma presença iluminada, detentora de um carisma descomunal, do tipo que só dela sorrir, uma onda de alegria me percorrer (além de ser muito talentosa em cenas mais fortes). Todos os atores conseguem a proeza de conferir certo peso ao que vemos (o que, de outra maneira, ele não teria) e não há ninguém que se destaque negativamente.

 

Mas fora isso, é um filme fadado ao completo esquecimento.
Lumière2010-02-25 02:11:54
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Nha, Luiz não gosta de nada 06.gif

 

Para mim foi um filme delicioso de se assistir. E todas as mulheres do filme, cada uma representa um papel de mulher. A jovem que quer aprender tudo, a curiosidade, as descobertas; a mãe, a dona de casa; a professora, que parece ter uma vida monótona, mas que Jenny descobre um lar cheio de tudo aquilo que ela adoraria ter; a diretora, que preza pela tradição sempre e a Helen, que se arrepia só de pensar em ir para a faculdade, vazia, mas bela, amiga e que quer se divertir.

 

O que você falou agora, sobre querer dar lição de moral, realmente parece, mas eu não liguei. Simplesmente pelo fato que eu já sabia que ela iria tomar aquela decisão no final, e pelo que a própria Jenny falou depois que tudo aconteceu: 'não posso pegar um atalho para tudo aquilo que eu sempre quis'. Ela ia acordar, cedo ou tarde. Ela apenas ficou encatada porque alguém estava lhe oferecendo tudo o que ela sempre quis, mas é aquilo, o caminho mais fácil para o que você quer, não é o certo. Eu acredito nisso, e foi o que ocorreu com ela.

 

 

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Olha, eu tenho um problema com isso de representar cada situação de um tema, porque tende a simplificar as coisas. Foi o que aconteceu aqui, cada personagem representa um estereótipo específico (a menina imatura e impulsiva, que quer curtir a vida; a mãe, dona de casa, submissa aos desejos do pai - o destino que aguardaria Jenny se tivesse se casado com David -; a professora, independente, inteligente, que mora sozinha por opção - a Jenny do futuro -; a diretora, que acredita na educação como base da vida; etc.). Não tenho problemas com estereótipos, mas o filme parece acreditar neles, pois os leva a sério demais (tirando a Helen).

 

O mal da lição (além de ser veeeeeelha) é deixar as coisas previsíveis demais, já que o roteirista precisa utilizar a história que está contado como base para ela. Claro que este filme não foi feito para ser imprevisível, mas quando vc já sabe tudo o que está por vir, parte da graça acaba se perdendo.

 

Enfim, ficou parecendo mesmo que eu odiei o filme, mas é que eu esperava muito mais.
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Olha' date=' eu tenho um problema com isso de representar cada situação de um tema, porque tende a simplificar as coisas. Foi o que aconteceu aqui, cada personagem representa um estereótipo específico (a menina imatura e impulsiva, que quer curtir a vida; a mãe, dona de casa, submissa aos desejos do pai - o destino que aguardaria Jenny se tivesse se casado com David -; a professora, independente, inteligente, que mora sozinha por opção - a Jenny do futuro -; a diretora, que acredita na educação como base da vida; etc.). Não tenho problemas com estereótipos, mas o filme parece acreditar neles, pois os leva a sério demais (tirando a Helen).[/quote']

 

Engraçado, não achei a Jenny impulsiva. Apenas sedenta por coisas novas, mas cada passo que ela deu foi analisado por ela. Ela estava sempre questionando tudo ao seu redor e por isso sempre tinha argumentos para defender suas ideias.

 

Não foi à toa que na discussão dela com Emma Thompson, ela ganhou. "Você tem que nos ensinar, mas tem que nos dizer para que". E não é mesmo? Imagina você se estudássemos o dia inteiro sem saber pelo que, para o que nos aguardava. Todos falam de universidade, mas se não soubéssemos o que tem nela, como seria? Não digo que largaríamos tudo pelo alto, foda-se tudo, mas com certeza tudo ficaria um pouco mais entediante.

 

O que disvirtuou a Jenny de seu caminho foi pular etapas para tudo o que ela queria.

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É legalzinho, vale pela ótima atuação da Mulligan, pelos coadjuvantes e por alguns momentos no inicio, principalmente. Mas no geral achei meio desregular, com algumas partes boas e outras bem ruinzinhas, em especial aquele terceiro ato mal desenvolvido, tenho impressão que aquele momento em especial da vida da Jenny podia ter rendido mais do que foi mostrado. Nem tenho problema com a previsibilidade do que acontece nem com a suposta moralidade do final, só achei que o embalo pra esses resultados foi demonstrado de maneira banal, sem graça mesmo... teria sido legal ver um desenvolvimento maior da personagem nesse momento, depois do prolongado segundo ato de deslumbre da Jenny, que acaba enjoando até a partir de certo momento. Eu tbm sinto que perdi um poco de conexão com a personagem nessa fase e acabei não restabelecendo a mesma de uma maneira satisfatória lá pro fim, outro motivo para essa sensação amarga dos ultimos 15 minutos talvez.

 

Mas não é ruim, gostei de algumas partes em especial, como os toques comicos do personagem do Molina e o inicio do relacionamento do Sarsgaard com a Mulligan. E a guria detona mesmo, faz o filme valer a pena. Mas no final  prevalece aquela sensação de que poderia ter sido mais interessante, mais envolvente.
Beckin2010-02-26 19:44:44
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Foi como voltar no tempo' date=' lá pelos meus oito ou nove anos, quando eu jantava com a minha avó para, logo em seguida, assistirmos a uma novelinha do SBT. E desse tempo eu sinto saudades apenas da velhinha.
[/quote']

 

Maldade 06

 

 

Eu gostei bastante, mas sinceramente não entendi sua indicação a Oscar de melhor filme.

 

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  • 3 months later...
EDUCAÇÃO - 7.5/10 - Gostei do filme, ele tem lá o seu charme, especialmente pelo carisma da protagonista, aborda dilemas morais bastante pertinentes, não apenas pela época, mas me decepcionei, pois criam-se conflitos, mas no final força-se um "happy ending". O filme dá uma queda vertiginosa a partir do momento que ocorre o "twist" do final do 2º ato. Boas atuações, Mulligan ótima (mas nada que justificasse uma indicação), achei que o Saarsgard foi bem tb (Ewan McGregor faria horrores com este mesmo papel), mas é apenas um drama mediano. Diria, no máximo, levemente acima da média. Thiago Lucio2010-06-04 07:43:25
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1) Não achei os personagens muito esteriotipados. O Saarsgard não era 100% cafajeste. Para dormir com a Mulligan, ele não precisava propor casamento nem levá-la a Paris. Parece que ele tinha um pouco de vontade de abandonar a esposa, apesar de ser algo que nunca teria coragem de fazê-lo. A Mulligan, por sua vez, não era tão inocente, pois sabia que seu namorado era mentiroso e ladrão. E o pai não era o arquétipo do pai rígido.

 

2) Achei que o roteiro não conduziu a proposta do casamento de forma correta. A começar, a diretora e a professora usaram dos argumentos errados para tentar dissuadir a jovem a abandonar os estudos para casar-se. Elas deveriam ter alertado a jovem para o perigo de se tornar totalmente dependente de um homem, especialmente se pouco conhecido. Ao invés disso, elas se limitaram a repetir para as jovens as promessas de sucesso moderado que uma formação acadêmica lhe reservaria. Considerando o preconceito reinante na época que afastava da mulher as melhores carreiras, este argumento não era um dos mais fortes. Outrossim, achei um absurdo o pai concordar com o casamento ignorando por completo a vida do pretendente à filha, deixando, inclusive, que esta abandonasse os estudos. Ele deveria ao menos insitir em conhecer a família, amigos e a casa do rapaz. E o pior é que o casamento do noivo era algo público e notório e este morava nas redondezas. POrtanto, não era algo tão difícil de ser descoberto.

 

3) O último ato foi realmente forçado e apressado. Parece daqueles finais produzidos às pressas devido a má recepção pelo público do final original. Não entendi como a professora ajudou a jovem a passar em Harward, se a diretora lhe negou a rematrícula. Será que ela se graduou em outra escola mais fraca e recebeu aulas particulares da professora independente?

Richard2010-06-12 02:23:59

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