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Wikileaks


Plutão Orco
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Atualmente é a organização mais polêmica e na mira dos governos mundiais. Especialmente porque ela não tem pudor como os meios de informação circense como CNN, FOX, GLOBO etc.<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

Ao informar todo tipo de absurdo das autoridades mundiais incluso aqui o Brasil, mostra que na mesma medida que vivemos na era da informação também ainda coexistimos na era da censura mundial. Afinal documentos secretos que colocam em check a credibilidade daqueles que nos governam. EUA na sua cruzada santa do petróleo e posição estratégica no oriente médio, mostra sua real faceta assim como as outras pseudo nações moralistas do mundo. Nações que ficam no mesmo nível de abutres que se alimentam da miséria do povo civil dos países conquistados que morre por nada por um erro que não é deles.

 

Apesar de os mesmos pseudo órgãos de informação dizerem no que devemos pensar em seus pífios artigos de opinião ou artigos de opinião e domesticação da população que o governo é governo. Ou que é uma baixa aceitavel, um erro etc e tal. Mas o mesmo argumento não é valido se um cidadão comum o faz. Eu digo o governo não é sagrado e não está acima de tudo assim como suas leis tiranas. Especilamente as nações que adoram se fazer de superiores.

 

Assim ao desafiar as nações mais poderosas do mundo o diretor Julian Assange foi preso por um crime que foi uma represaria dos suecos, pelo site provavelmente com as influencias dos EUA. Mesmo se ele cometeu o crime, que talvez seja pouco provável. Deixar de usar camisinha na Suécia ganhou uma potencialidade absurda e radical.

 

Ta certo que existe o risco de vida <?:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" />em contrair DST’s, mas a escolha é da pessoa acima de tudo. Isto leva para outra questão sobre a lei soberana do país apesar de intolerante e validez de criminalizar decisões pessoais consensuais. Mas não deixa de ser pertinente já que foi o meio de tirar credito pelo seu trabalho. E é muito conveniente esta manifestação das mulheres logo agora que o site busca revelar documentos secretos. E prisões de membros da Wikileaks não é novidade Jacob Appelbaum, especialista em segurança de computadores e um dos voluntários da WikiLeaks, foi detido no aeroporto de Newark.

 

http://www.wikileaks.at/

Plutão Orco2011-01-05 18:11:35
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Então, a "desculpa" p/ prendê-lo é uma amostra, um cala boca.

Vai ser uma caça aos bruxos velada. Uma multa de trânsito será motivo... aff!

 

Antes, Assange aparecia na mídia até com uma certa pose de i-love-holofotes, hoje parece meio assustado...aff!


Anyway, não saquei qual foi a dele  em escancarar p/ a mídia.

Será que não haveria um modo mais seguro de se espalhar todos esse segredos?

Acho que ele não dura muito, enfureceu muitos países não-bonzinhos 09

 

 
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Concordo antes ele ficasse no anonimato. Ele deu à cara a tapa por isto foi perseguido e ainda é. Por estas e outras que os heróis não mostram o rosto. Quando a pessoa se expõe assim sofre mesmo e os vilões não são como os dos quadrinhos eles são muito piores ainda mais sendo o próprio governo. Podem acabar com sua vida num piscar de olhos. <?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

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Eu acho legitimo alguns países terem seus segredos.

É tipo na guerra fria onde ninguém sabia quem tinha mais armas e assim o telefone vermelho nunca tocou.

 

Acho perigoso isso que ele tá fazendo.

Se ele revela que um país está sacaneando o outro isso pode gerar conflitos... aliados e contra aliados e qd se dão conta estamos prestes a uma guerra ...aff!

 

Anyway, a cabeça dele deve tá valento mais que a do Osama...aff!
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É divertido ver a repercussão do trabalho da Wikileaks.

 

 

 

Mas o que eles fazem está errado. Como você se sentiria se divulgassem seus pensamentos mais íntimos publicamente, sem sua permissão? O que a Wikileaks faz é basicamente isso. Invasão de privacidade em escala global.

 

 

 

O pior é que a Wikileaks nem divulga documentos realmente importantes. Só fofocas e fuxicos que geram constrangimento e mais nada. Jornalismo de verdade é feito divulgando coisas importantes como documentos que provam superfaturamento de uma obra pública, por exemplo. Não divulgando os pensamentos de Clinton sobre a sanidade de Kirchner.

 

 

 

Nações, assim como indivíduos, precisam se relacionar e essas relações não sobrevivem à sinceridade total. Todos os povos tem seus próprios interesses. E trabalhar por esses interesses requer diplomacia, política e mentiras. É assim nas relações pessoais. E é assim nas relações entre países.

 

 

 

Quem apóia a Wikileaks deveria ser coerente e tornar públicas suas contas de email, diários, cartas, extratos bancários, pensamentos e qualquer outra coisa pessoal. Mas ter seus próprios podres expostos não é tão interessante quanto ver o dos outros, não é? 06.gif

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Para começar informar os segredos dos líderes de estado não se refere particularmente na sua vida pessoal, para isto temos a mídia local fazendo Big Brother e sua palhaçada de sempre.<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

A mídia que se contenta a mostra a vida de reis e rainhas de estadistas e em mostrar falsos sorrisos e uma vida fictícia como a dos quadrinhos do lanterna verde e liga da justiça nas relações diplomáticas.

 

 

glsign001.jpg

 

Onde existe a simplória dicotomia do bem e do mal ou eixo do bem e eixo do mal, da ética e moral que sobrepujam valores de sobrevivência incompatibilidade de culturas e valores quando atende a conveniência.  

 

Wikileaks está longe de ser apenas site de fofocas. É um site de denuncia acima de tudo é a única imprensa com atividade atual que divulga o que é escondido mais do que na guerra do Vietnã como as campanhas do Iraque e Afeganistão.

Para quem tem dúvida da moral e da seriedade do site.

 

 

EUA tentaram ocultar responsáveis por acidente Aéreo no Brasil

21/12/2010 — Administrador

legacy.jpg.pagespeed.ce.D-oerMU413.jpgO governo dos Estados Unidos agiu junto ao Itamaraty e à Polícia Federal para tirar do Brasil os pilotos norte-americanos envolvidos no acidente entre um jato Legacy e o Boeing 737 da Gol, ocorrido no dia 29 de setembro de 2006 e que matou 154 pessoas. A revelação consta de telegramas enviados a Washington por diplomatas e obtidos pelo site WikiLeaks.

A primeira intervenção teria ocorrido logo em outubro, quando foram enviados ao Brasil três funcionários do Conselho de Segurança de Transportes (NTSB) e um da Administração Federal de Aviação (FAA) para acompanhar as investigações.

Enquanto isso, a embaixada dos EUA trabalhava para tirar do país os pilotos Joe Lepore e Jan Paladino. Na época, eles não conseguiriam deixar o território brasileiro, pois estavam com seus passaportes retidos.

Intervenções

Em novembro de 2006, o cônsul-geral Simon Henshaw Henshaw interveio junto ao Itamaraty para pedir que os pilotos tivessem permissão para sair do país. Um telegrama do dia 17 de novembro mostra que o diretor das Comunidades Brasileiras no Exterior do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Manoel Gomes Pereira, disse que iria transmitir a preocupação “oralmente”, pois “temia que qualquer comunicação por escrito poderia causar repercussão contrária aos pilotos”.

O ponto culminante da ação política sobre o acidente teria ocorrido no dia 21 de novembro. Em ligação para o cônsul-geral, Manoel Gomes Pereira teria dito que ligara pessoalmente para dois dos juízes que atuavam no caso do acidente, explicando a preocupação dos EUA. “Ele recomendou que não se tomassem mais ações até o julgamento, pois os juízes são sensíveis a pressões externas”, relatou o telegrama.

Em 1 de dezembro de 2006, o embaixador Clifford Sobel escreveu a Washington dizendo acreditar “ser apenas uma questão de tempo” até os pilotos do Legacy conseguirem a autorização para sair do país.

Sobel procurou o delegado da PF Renato Sayao, para obter informações sobre o habeas corpus. “Contatado pela embaixada, Sayao disse ser improvável, mas possível, que os pilotos sejam formalmente acusados”.

Acidente

O acidente ocorrido em setembro de 2006 foi o pior da aviação brasileira até então. Todos os 154 ocupantes do avião da Gol morreram após o choque com o jato particular Legacy, da empresa americana ExcelAire.

Na ocasião, Lepore e Paladino foram acusados de negligência. A base da acusação estava na suposição de que eles teriam desligado o transponder, equipamento que alerta para a possibilidade de uma colisão. No entanto, a Justiça do Estado do Mato Grosso, onde ocorreu a tragédia, os inocentou.

Com o passar das semanas, foi exposto a precariedade do sistema aéreo brasileiro, causado pelo aumento no número de voos, que não foi devidamente acompanhado pelos investimentos de infra-estrutura. O fator de maior gravidade estava no reduzido número de controladores aéreos, que trabalhavam longas horas e em péssimas condições.

Fonte: eBand

 
Obs.: A informação de dados pessoais o governo já faz em quase tudo na sua vida e você nem se importa. A única diferença é que o estado não gosta quando mostra seus métodos que vão de contra partida a sua falsa moral. Exemplo Guantánamo...Plutão Orco2011-01-05 21:42:11
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Você não cansa desse blá blá blá?

 

 

 

Está fazendo o mesmo que acusa a "malvada" mídia de fazer. Transformando a mídia tradicional em vilã e a wikileaks em heroína.

 

 

 

E o pior é que você ainda vem falar da "moral e seriadade" do site. Que moral tem um site que aceita material roubado e publica conteúdo de correspondência pessoal alheia? Que seriedade tem um site que se preocupa em promover fofoquinhas sobre líderes de estado?

 

 

 

 

 

 

 

EUA tentaram ocultar responsáveis por acidente Aéreo no Brasil

 

 

 

Qual a novidade? Você acha mesmo que o governo brasileiro não sabia disso? Todos os países tentam proteger seus cidadãos quando estes cometem crimes em outros territórios.

 

 

 

O Brasil é ainda pior, pois protege até cidadãos estrangeiros criminosos que vêm se esconder aqui, como o assassino italiano e o assaltante inglês. Enquanto protege criminosos, manda embora cidadãos honestos que pedem asilo, como os atletas cubanos.Nostromo2011-01-06 16:47:43

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No Brasil não dá muito certo revelar segredos pq os mais sujos são escancarados dia sim dia não... afff!

Tipo  os podres da ditadura,  político com dinheiro na cueca, impunição do mensalão...

 

Que mais de sujo que isso poderia vir a tona... aff!

Neh... acho que Wikileaks não funciona por aqui, não

 

Qto a outros países até acho legítimo,  divulgação tipo denúncia, como esse video de americanos matando civis no Iraque ( a quem interessar possa: http://videos.sapo.pt/PYRp3oQlb5gHjt0STGVV)

 

By the way, hackers invadindo PC de´governos alheios não é algo novo.

Talvez o mérito do Wikileaks seja o de escancarar invés de negociar com a informação obtida.

 

 
MariaShy2011-01-07 06:25:11
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Você não cansa desse blá blá blá?

Está fazendo o mesmo que acusa a "malvada" mídia de fazer. Transformando a mídia tradicional em vilã e a wikileaks em heroína.

E o pior é que você ainda vem falar da "moral e seriadade" do site. Que moral tem um site que aceita material roubado e publica conteúdo de correspondência pessoal alheia? Que seriedade tem um site que se preocupa em promover fofoquinhas sobre líderes de estado?

 


Pergunto o mesmo para você não se cansa de ser parcial?<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

Mídia tradicional?! De fato é tradicional em tomar partidos dos contribuintes ricos estão se lixando para os problemas reais do mundo. E odeiam movimentos sociais questionam o mundo ultra conservador deles. Acha que A Folha de São Paulo' date=' A Globo, Época e outros veículos de informação de grandes patrocínios são isentos de exibir e se posicionar de acordo com seus chefes editores e patrocinadores? Se a wikileaks rouba informação o que dizer dos informantes jornalísticos que conseguem furos de reportagens sobre escândalos aqui. Isto então desvalida o trabalho deles e não vejo você pestanejar isto. A Veja é campeã disto embora seja mais por razões políticas do que morais.

 

E outra você acusa o site a um mero site de fofoquinhas imbecis. Mas se esquece que estas fofoquinhas não são sobre o novo vestido da presidente, ou penteado da princesa de gales típicas da globo e companhia. Aqui estas fofoquinhas são sobre como eles vêem as ações diplomáticas com paises, povos e ideologias. A ideologia é fofoca diferente de visual da roupa que o próprio Rubens E. Filho pode notar sem precisar se meter <?:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" />em enrascada. Isto está muito acima do que uma mera revista de Caras e Bundas.





Qual a novidade? Você acha mesmo que o governo brasileiro não sabia disso? Todos os países tentam proteger seus cidadãos quando estes cometem crimes em outros territórios.

O Brasil é ainda pior, pois protege até cidadãos estrangeiros criminosos que vêm se esconder aqui, como o assassino italiano e o assaltante inglês. Enquanto protege criminosos, manda embora cidadãos honestos que pedem asilo, como os atletas cubanos.

 

Tanto sei Nostromo  que coloquei a matéria toda aqui que mostra isto. Não leu? Sobre todos os paises protegerem os seus acho isto é imoral, quando de fato são criminosos.

 

 

Não nego que de fato o governo é parcial neste campo, mas é muito mais parcial ainda a mídia que aponta o dedo sujo como se não soubesse que a Itália tem um Papa amoral que foi soldado mirim na juventude hitlerista e que a função de um soldado é matar. Então não têm mocinhos nestas histórias apenas lados mais podres.

 
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No Brasil não dá muito certo revelar segredos pq os mais sujos são escancarados dia sim dia não... afff!

Tipo  os podres da ditadura,  político com dinheiro na cueca, impunição do mensalão...

 

Que mais de sujo que isso poderia vir a tona... aff!

Neh... acho que Wikileaks não funciona por aqui, não

 

Qto a outros países até acho legítimo,  divulgação tipo denúncia, como esse video de americanos matando civis no Iraque ( a quem interessar possa: http://videos.sapo.pt/PYRp3oQlb5gHjt0STGVV)

 

By the way, hackers invadindo PC de´governos alheios não é algo novo.

Talvez o mérito do Wikileaks seja o de escancarar invés de negociar com a informação obtida.

 

 
[/quote']

 

Mesmo que fossem supostos milicianos, não justifica tal ação já que não ofereceram qualquer resistência e ainda foi uma tipa execução sumária. Só mostra como mundo é o mesmo desde que o homem está aqui à brutalidade é que prevalece. Mate e pergunte depois é filosofia do exército em qualquer país uma mentalidade bruta e bárbara.
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Porque é que todo ultra-liberal chama a moral dos outros de "falso moralismo"?

 

 

 

Quanto ao tópico, concordo com a Shy e com o Nostromo. Se é de meu interesse que minha correspondência seja sigilosa, é do interesse do Estado, salvo casuísmos excepcionais, que a correspondência de seus líderes também o seja.

 

 

 

 

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mídia malvada... parcial... fofoca boa... fofoca ruim... Papa nazi

 

 

 

Eu nunca disse que a mídia tradicional era imparcial. Nunca me pus ao lado dela. O problema é que você pintou um quadro preto e branco, no qual a bondosa Wikileaks pode tudo, pois revela fofocas que você julga pertinentes e quer saber. Enquanto a mídia tradicional é a maligna, que só serve aos interesses da elite, só porque não invade o email dos outros.

 

 

 

Uma coisa é pegar documentos sobre um orçamento de obra pública e divulgar que a construtora responsável foi contratada sem licitação e gasta mil reais em uma tampa de privada. Esse documento é público. É de interesse público. Serve para saber onde nosso dinheiro está sendo gasto. E é mais do que justo chamar atenção para essas irregularidades.

 

 

 

Outra bem diferente é publicar conteúdo de mensagens pessoais, nas quais diplomatas e chefes de estado trocam informações de interesse exclusivamente interno ao governo. Divulgar esse tipo de coisa só causa mal estar e prejudica as relações internacionais.

 

 

 

A própria mídia que você diz que é tão parcial, não esqueceu o passado do atual Papa. Vários veículos de informação divulgaram isso logo quando ele recebeu assumiu o "cargo". Se a mídia fosse tão maligna quanto você diz, você mesmo nunca saberia disso.Nostromo2011-01-07 16:19:47

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Porque é que todo ultra-liberal chama a moral dos outros de "falso moralismo"?

Quanto ao tópico' date=' concordo com a Shy e com o Nostromo. Se é de meu interesse que minha correspondência seja sigilosa, é do interesse do Estado, salvo casuísmos excepcionais, que a correspondência de seus líderes também o seja.

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<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

Povo não informado é um povo enganado.

 

Enquanto não existir meios de comunicação igual ao wikileaks prisões secretas vão continuar existindo sem nenhum conhecimento do mundo. Lugares onde pessoas que são até inocentes sendo torturadas, mortas e colocadas em condições sub humanas. O problema desta animosidade contra o site é que ele mexe com o suposto eixo do bem, países europeus e os EUA. Mas se ele dedica-se a países como a China, Venezuela, Cuba e os do “eixo do mal” Coréia do Norte, Irã e Síria ele seria aclamado por muitos meios de comunicação vendidos como um jornalismo ousado e muitos de vocês estariam também admirando. Estou errado?

 

Só lembrar que foi graças ao trabalho ousado da impressa na década de 60 e 70 é que foi possível o fim da guerra do Vietnã, pois a opinião pública ficou sabendo que tipo de guerra era feita.

 

Aproveitando:

 

http://wikileaksbrasil.org/?page_id=933

3.2 A importância do vazamento de informações com princípios para o jornalismo, para o bom governo e para uma boa sociedade

O vazamento de informações com princípios mudou o curso da história para melhor. Ele pode alterar o curso da história no presente, e pode nos dirigir a um futuro melhor.

Considerem Daniel Ellsberg trabalhando dentro do governo americano durante a Guerra do Vietnã. Ele entra em contato com os Papéis do Pentágono, um registro meticulosamente mantido de planejamento estratégico e militar sobre a guerra. Estes papéis revelam as profundezas do lamaçal no qual o governo dos EUA havia afundado ao iludir o povo americano sobre a guerra. Ainda assim o público e os meios de comunicação nada sabem sobre essa informação chocante e urgente. Na verdade, leis sobre sigilo estão sendo usadas para manter o público ignorante das desonestidades grossas praticadas pelos seus próprios governos. Apesar dessas leis sobre sigilo e sob grande risco pessoal, Ellsberg foi capaz de divulgar os Papéis do Pentágono para os jornalistas e para o mundo. Apesar das acusações criminais contra Ellsberg, eventualmente retiradas, o lançamento dos Papéis do Pentágono chocou o mundo, expôs as mentiras do governo e ajudou a encurtar a guerra e a salvar milhares de vidas americanas e vietnamitas.

O poder do vazamento de informações com princípios para obrigar governos, corporações e instituições a prestarem contas está sendo amplamente demonstrado pela história recente. O escrutínio público de instituições que de outra forma seriam herméticas e pouco transparentes obriga essas instituições a considerar as implicações éticas das suas ações. Que político arriscaria praticar uma transação corrupta e secreta caso soubesse que o público poderia descobrir? Que plano de repressão seria deflagrado caso fosse revelado a todos os cidadãos, não apenas de seu país, mas do mundo? Quando o risco de constrangimentos e descobertas aumentam, o jogo se vira contra a conspiração, contra a corrupção, contra a exploração e contra a opressão. Governos abertos e transparentes dão respostas às injustiças ao invés de serem sua causa. Governos abertos e transparentes expõem e desfazem a corrupção. A governança aberta e transparente é o método mais eficiente de promoção da boa governança.

Atualmente, com governos autoritários no poder na maior parte do mundo, o crescimento de tendências autoritárias em governos democráticos, e o crescente aumento de poder investido em incontáveis organizações, a necessidade de abertura e transparência está maior do que nunca. O interesse do WikiLeaks é o de revelar a verdade. Ao contrário das atividades disfarçadas das agências de inteligência do Estado, como uma agência de notícias o WikiLeaks se baseia no poder do fato manifesto para ser capaz de empoderar cidadãos a levar governos e corporações corruptos e opressores à justiça.

Com a sua caixa postal anônima, o WikiLeaks provê uma avenida para cada funcionário do governo, cada burocrata, e cada empresário, que se torna cúmplice da censura da informação que sua instituição quer esconder mas o público precisa conhecer. O que a consciência não pode conter, e a confidencialidade institucional injustamente concede, o WikiLeaks pode divulgar para o mundo. Ele está dizendo que um número de agências governamentais em diferentes países (e realmente alguns países inteiros em alguns casos) têm tentado banir o acesso ao WikiLeaks. Esta é, é claro, uma resposta idiota, aparentada daquele avestruz que costuma enfiar a cabeça na areia. Uma resposta muito melhor seria a de se comportar de formas mais éticas.

Governos autoritários, instituições opressoras e corporações corruptas devem ser sujeitadas à pressão, não apenas da diplomacia internacional, leis de liberdade de informação ou mesmo eleições regulares, mas de algo muito mais forte – a consciência das pessoas que vivem neles.

Plutão Orco2011-01-07 23:12:13
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Eu nunca disse que a mídia tradicional era imparcial. Nunca me pus ao lado dela. O problema é que você pintou um quadro preto e branco' date=' no qual a bondosa Wikileaks pode tudo, pois revela fofocas que você julga pertinentes e quer saber. Enquanto a mídia tradicional é a maligna, que só serve aos interesses da elite, só porque não invade o email dos outros.

 

[/quote']

Você está se referindo aos piratas da net. Eles agiram por sua própria conta não foi à ação da wikileaks se quer saber. <?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

http://wikileaksbrasil.org/?p=97

 

Os piratas da rede que agiram assim foram por conseqüência de uma ação de indignação.

 



Uma coisa é pegar documentos sobre um orçamento de obra pública e divulgar que a construtora responsável foi contratada sem licitação e gasta mil reais em uma tampa de privada. Esse documento é público. É de interesse público. Serve para saber onde nosso dinheiro está sendo gasto. E é mais do que justo chamar atenção para essas irregularidades.

Outra bem diferente é publicar conteúdo de mensagens pessoais' date=' nas quais diplomatas e chefes de estado trocam informações de interesse exclusivamente interno ao governo. Divulgar esse tipo de coisa só causa mal estar e prejudica as relações internacionais.

 

[/quote']

 

Errado. Era documento público as filmagens dos corruptos de Brasília?

 

E outra se tudo do jornalismo precisar de consentimento para vazar informação ou estar em domínio público deixa de existir como tal.

 

Informações militares e diplomáticas não são isentas da corrupção ativa, crimes de guerra e mesmo para prejudicar o ecossistema.

 

http://wikileaksbrasil.org/?p=955

 

 




A própria mídia que você diz que é tão parcial' date=' não esqueceu o passado do atual Papa. Vários veículos de informação divulgaram isso logo quando ele recebeu assumiu o "cargo". Se a mídia fosse tão maligna quanto você diz, você mesmo nunca saberia disso.[/quote']

 

Ai você está certo. Contudo se eles acham imoral o Lula deixar o militante de esquerda aqui como a mídia e os italianos tanto criticam, por que diabos os italianos não ficam também indignados com a falta de moral do Vaticano em ter um Papa que lutou com os nazistas? Será por que ele não foi comuna? Um outro criminoso militante em um dos cargos mais importantes do país. Capiche?
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Você está se referindo aos piratas da net. Eles agiram por sua própria conta não foi à ação da wikileaks se quer saber.

 

 

 

Em verdade' date=' estou me referindo ao conteúdo de várias contas de e-mail que a wikileaks divulgou. Principalmente o conteúdo da conta de e-mail pessoal da Sarah Palin.

 

 

 

Errado. Era documento público as filmagens dos corruptos de Brasília?

 

 

 

Não misture corrupção com relações externas. Mentir nas relações externas visa garantir os interesses do povo. Barganhar, obter recursos e alianças, garantir negócios e investimentos. Enquanto corrupção visa apenas o benefício do próprio político desonesto. E mesmo para revelar corrupção não é correto invadir a privacidade alheia sem investigação prévia e ordem judicial.

 

 

 

E outra se tudo do jornalismo precisar de consentimento para vazar informação ou estar em domínio público deixa de existir como tal.

 

 

 

Discordo. Não é preciso abrir mão da ética para ser um jornalista.

 

 

 

Informações militares e diplomáticas não são isentas da corrupção ativa' date=' crimes de guerra e mesmo para prejudicar o ecossistema.[/quote']

 

 

 

Realmente não estão. Mas as fofocas sobre o "Batman" russo não foram divulgadas para proteger o ecossistema ou revelar crimes de guerra. E sim para servir à agenda política pessoal do Assange.

 

 

 

Ai você está certo. Contudo se eles acham imoral o Lula deixar o militante de esquerda aqui como a mídia e os italianos tanto criticam' date=' por que diabos os italianos não ficam também indignados com a falta de moral do Vaticano em ter um Papa que lutou com os nazistas? Será por que ele não foi comuna? Um outro criminoso militante em um dos cargos mais importantes do país. Capiche?[/quote']

 

 

 

Primeiro não é "militante de esquerda". É assassino condenado.

 

 

 

E sobre os italianos, a resposta é simples: religião embota a mente. Eles não se indignam com o Papa nazi pelo mesmo motivo que eles (e boa parte do resto do mundo) continuam enfiados em uma igreja corrupta.

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Em verdade' date=' estou me referindo ao conteúdo de várias contas de e-mail que a wikileaks divulgou. Principalmente o conteúdo da conta de e-mail pessoal da Sarah Palin.

 

[/quote']

 

Passe a fonte da reportagem não li nada a respeito.



Não misture corrupção com relações externas. Mentir nas relações externas visa garantir os interesses do povo. Barganhar' date=' obter recursos e alianças, garantir negócios e investimentos. Enquanto corrupção visa apenas o benefício do próprio político desonesto. E mesmo para revelar corrupção não é correto invadir a privacidade alheia sem investigação prévia e ordem judicial.

[/quote']

 

Ta bom quais mentiras são benéficas então? Ameaças de armas de destruição em massa? Pedir ao Brasil espionar a Venezuela? Para depois cultivar uma inimizade com o vizinho. Sabemos muito bem que ordens judiciais estão longe de serem a base no jornalismo do mundo todo ao revelar escândalos.




Discordo. Não é preciso abrir mão da ética para ser um jornalista.

 



Qual ética? A ética é um ponto de vista e não uma verdade absoluta. Para a moral do exército americano para contratar mercenários da Blackwater é certo' date=' mesmo sabendo que eles são controversos em ser os novos cavaleiros templários para erradicar os mulçumanos da face da terra. Fanáticos da extrema direita cristã.

 




Realmente não estão. Mas as fofocas sobre o "Batman" russo não foram divulgadas para proteger o ecossistema ou revelar crimes de guerra. E sim para servir à agenda política pessoal do Assange.

 


Será que foi só uma fofoca sem nada de mais apenas para gerar constrangimento? Duvido!Pois isto não condiz com a maior parte do trabalho que o site já fez para ajudar nas denúncias e tirar o poder de líderes de estado de continuar a enviar tropas no Iraque como gados para o matadouro.


Primeiro não é "militante de esquerda". É assassino condenado.

E sobre os italianos' date=' a resposta é simples: religião embota a mente. Eles não se indignam com o Papa nazi pelo mesmo motivo que eles (e boa parte do resto do mundo) continuam enfiados em uma igreja corrupta.[/quote']

 

Será? Afinal o governo da Itália em todos os setores ainda é corrupto na mesma época em que ele foi acusado dos atentados. Tenho minhas dúvidas, mas o problema maior não é ele e sim o Lula. Usam isto para tirar crédito do ex-presidente. Existem muitos casos assim em outros países e nem por isto criou esta animosidade toda. Claro que isto não dá margem para por em liberdade um assassino, mas acho mais correto ele ser julgado no tribunal internacional como foi feito para os Nazistas. A propósito...<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2010/12/11/wikileaks-divulga-documentos-diplomaticos-sobre-o-vaticano.jhtm

 

Deixando de lado a discussão a cima para postar:<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

E continua a perseguição com mais vapor do que os crimes da Blackwater bando de fascistas enrustidos sob a tutela da lei ou diria falsa lei moldada por eles. Viva O Grande Irmão!14

 

http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/110108/manchetes/manchetes_eua_twitter_wikileaks

 

Reuters

EUA ordenam que Twitter ofereça dados do WikiLeaks e apoiadores  

 

Sáb, 08 Jan, 04h04

WASHINGTON (Reuters) - Um tribunal dos Estados Unidos ordenou que o Twitter disponibilize detalhes das contas do WikiLeaks e de vários apoiadores como parte de uma investigação criminal sobre a divulgação de centenas de milhares de documentos confidenciais.

A intimação obtida pelo Departamento de Justiça dos EUA --datada de 14 de dezembro e publicada pela revista online Salon.com na sexta-feira-- disse que os registros procurados no site de microblogs são "relevantes para uma investigação criminal em curso".

 

O tribunal ordenou que o Twitter dê informações sobre a conta do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, e de Bradley Manning, analista de inteligência do Exército norte-americano suspeito de vazar documentos do Pentágono levados a público pelo WikiLeaks no ano passado.

 

As informações pretendidas pelo governo incluem todos os registros de conexão e tempo da sessão, os endereços de IP usados para acessar o Twitter, e-mails e endereços residenciais, além de registros de faturas e detalhes de contas bancárias e cartões de crédito.

 

A intimação incluía as contas de apoiadores do WikiLeaks Jacob Appelbaum, Rop Gonggrijp e Birgitta Jonsdottir, um voluntário do WikiLeaks e ex-membro do Parlamento da Islândia.

 

"O Wikileaks condena veementemente esse assédio dos indivíduos pelo governo dos Estados Unidos" disse o advogado de Assange, Mark Stephens, em comunicado divulgado em Londres.

 

O governo dos EUA está examinando se as acusações criminais podem ser impostas contra Assange por ajudar a levar a público centenas de milhares de informações confidenciais diplomáticas dos EUA que têm envergonhado Washington e vários de seus aliados.

 

Stephens disse que três dos quatro indivíduos visados pelo Departamento de Justiça nunca trabalharam para WikiLeaks e que são cidadãos que o apoiaram voluntariamente como ativistas ou políticos.

 

(Reportagem de Anthony Boadle)

Plutão Orco2011-01-08 19:17:31
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Passe a fonte da reportagem não li nada a respeito.

 

 

 

Aqui tem uma menção ao ocorrido: LINK

 

 

 

Faz uma busca no google que você acha uma notícia completa.

 

 

 

Ta bom quais mentiras são benéficas então? Ameaças de armas de destruição em massa? Pedir ao Brasil espionar a Venezuela? Para depois cultivar uma inimizade com o vizinho. Sabemos muito bem que ordens judiciais estão longe de serem a base no jornalismo do mundo todo ao revelar escândalos.

 

 

 

Não é difícil saber o que é útil para o país como um todo e o que não é.

 

 

 

Sobre a Venezuela' date=' não deveríamos ter qualquer contato com esse país enquanto ele for governado por um projeto de ditador.

 

 

 

Qual ética? A ética é um ponto de vista e não uma verdade absoluta. Para a moral do exército americano para contratar mercenários da Blackwater é certo, mesmo sabendo que eles são controversos em ser os novos cavaleiros templários para erradicar os mulçumanos da face da terra. Fanáticos da extrema direita cristã.

 

 

 

Não vou ficar relativizando certo e errado.

 

 

 

Será que foi só uma fofoca sem nada de mais apenas para gerar constrangimento? Duvido!Pois isto não condiz com a maior parte do trabalho que o site já fez para ajudar nas denúncias e tirar o poder de líderes de estado de continuar a enviar tropas no Iraque como gados para o matadouro.

 

 

 

Cada um com seu deus. Os cristãos têm Jesus' date=' você a Wikileaks...

 

 

 

Será? Afinal o governo da Itália em todos os setores ainda é corrupto na mesma época em que ele foi acusado dos atentados. Tenho minhas dúvidas, mas o problema maior não é ele e sim o Lula. Usam isto para tirar crédito do ex-presidente. Existem muitos casos assim em outros países e nem por isto criou esta animosidade toda. Claro que isto não dá margem para por em liberdade um assassino, mas acho mais correto ele ser julgado no tribunal internacional como foi feito para os Nazistas.

 

 

 

Eu não acho. O crime dele diz respeito apenas à Itália. Não há motivos para intervenção internacional.Nostromo2011-01-11 01:06:49

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...Se é de meu interesse que minha correspondência seja sigilosa' date=' é do interesse do Estado, salvo casuísmos excepcionais, que a correspondência de seus líderes também o seja.
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Ah, sei lá, não dá p/ comparar violação de nossos com segredos de uma figura pública, pq estes sempre estão ligados  ao Estado e atingiriam muitas pessoas e talvez com consequências ruins.

Pessoas comuns costumam não ter segredos que atinjam milhões.

 

Anyway, repito, segredos fdm acho que têm mais é que ser escancarado na mídia mesmo.

 

Talvez a Wikileaks esteja inventando um novo tipo de jornalismo.
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Aqui tem uma menção ao ocorrido: LINK

Faz uma busca no google que você acha uma notícia completa.

 

Menção vaga' date=' mas o restante conheço bem. A Editora Abril ainda é a mesma de 40 anos sem tirar e por, para ela a palavra anarquista é mesma encontrada naqueles retrógrados dicionários da década de 60 e 70 ou em enciclopédias como a Delta Júnior e Badem. Uma pena que o repertório deles ainda é o mesmo do que o dos seus patrões da ditadura ou de amigos como o grupo Naspers, assim desqualificando os anarquistas sendo eles santinhos do pau oco. E claro chamando de subversivo atos corajosos de se contrapor ao sistema desonesto de mundo e compactuando com o grupo de mídia podre dos Naspers (mídia de extrema direita sul africana defensora do Apartheid). <?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

Enquanto que na mesma página temos o playboy de MG o senhor Aécio Neves, enquanto alguns adoram chamar Lula de pinguço ninguém aqui na mídia local e nacional chama o Aécio de drogado. Anão ser a mídia subversiva, cortesia de definição da abril para aqueles que se opõe aos seus valores totalitários. Sobre Assange todos da wikileaks sabem deste seu passado “criminoso”, porém isto não o desqualifica como alguns gostariam de fazer.

 

 


Não é difícil saber o que é útil para o país como um todo e o que não é.

 

 

De fato. A mentira tem suas utilidades para os desonestos, corruptos e especialmente se você é uma nação bélica que precisa de pretextos para invadir um país, fomentar a indústria bélica, roubar os recursos da nação e desestruturar a região de forma que ela fica dependente e submissa a sua autoridade.

 



Sobre a Venezuela' date=' não deveríamos ter qualquer contato com esse país enquanto ele for governado por um projeto de ditador.

 

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Começo acreditar que Hugo Chaves deveria ser canonizado em vista de comparação a política norte americana. E se deveríamos ficar longe de um país só por ele ter influência com a esquerda (me lembra a guerra fria), o que dizer da China um dos maiores parceiros econômicos dos EUA. Acho que ai cai por terra à idéia do Brasil ser amigo apenas de países “decentes” e não de ditaduras, mesmo porque o Brasil não tenta impor nada a nenhum país diferente de outras nações dominantes.

 




Não vou ficar relativizando certo e errado.

Cada um com seu deus. Os cristãos têm Jesus' date=' você a Wikileaks...

 

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Wikileaks não é uma idolatria religiosa para começar pelo menos não para mim, mas admiro e incentivo o tipo de trabalho. E só. Não o vejo como uma ameaça à segurança e me parece uma idéia caduca ver desta maneira.



Eu não acho. O crime dele diz respeito apenas à Itália. Não há motivos para intervenção internacional.

 

Eu não confio na justiça da Itália à direita conservadora tem muita influência no país, acho difícil eles serem isentos de parcialidade nos processos de julgamento.

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Ah, sei lá, não dá p/ comparar violação de nossos com segredos de uma figura pública, pq estes sempre estão ligados  ao Estado e atingiriam muitas pessoas e talvez com consequências ruins.

Pessoas comuns costumam não ter segredos que atinjam milhões.

 

Anyway, repito, segredos fdm acho que têm mais é que ser escancarado na mídia mesmo.

 

Talvez a Wikileaks esteja inventando um novo tipo de jornalismo.
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Wikileaks mesmo sendo o que fez errado, embora ainda não me convenceram disto. Isto não elimina o fato das informações serem ainda mais criminosas de quem as revelou. Tipo não me concentro a “meliantes” menores, mas em algo maior. E isto virou comum já na sociedade mundial em ver criminosos menores como ameaças maiores do que os poderosos que governam. Tipo terroristas são mal, governo anti-terror é bom, mesmo que cometam vários absurdos pelo caminho se igualando ao seu suposto inimigo.

 

Quem tem medo do Wikileaks?

18/12/2010 — Eduardo Maskell

foto_mat_261351.jpg“Uma organização de comunicação livre, assentada no trabalho voluntário de jornalistas e tecnólogos, como depositária e transmissora daqueles que querem revelar anonimamente os segredos de um mundo podre, enfrenta os que não se envergonham das atrocidades que cometem, mas se alarmam com o fato de que suas maldades sejam conhecidas por quem elegemos e pagamos”, escreve o sociólogo Manuel Castells em artigo para o jornal espanhol La Vanguardia.

Texto em português publicado originalmente no IHU-Online – Publicado no La Vanguardia em 30/10/2010

Tinha que acontecer. Há tempos os governos estão preocupados com sua perda de controle da informação no mundo da internet. Já estavam incomodados com a liberdade de imprensa. Mas haviam aprendido a conviver com os meios de comunicação tradicionais. Ao contrário, o ciberespaço, povoado de fontes autônomas de informação, é uma ameaça decisiva a essa capacidade de silenciar sobre a qual a dominação sempre se fundou. Se não sabemos o que está acontecendo, mesmo que teimemos, os governantes têm as mãos livres para roubar e anistiar-se mutuamente, como na França ou na Itália, ou para massacrar milhares de civis e dar livre curso à tortura, como fizeram os Estados Unidos no Iraque ou no Afeganistão.

Os ataques contra o Wikileaks não questionam sua veracidade, mas criticam o fato de sua divulgação com o pretexto de que colocam em perigo a segurança das tropas e cidadãos. Por isso o alarme das elites políticas e midiáticas diante da publicação de centenas de milhares de documentos originais incriminatórios para os poderes fáticos nos Estados Unidos e em muitos outros países por parte do Wikileaks. Trata-se de um meio de comunicação pela internet, criado em 2007, publicado pela fundação sem fins lucrativos registrada legalmente na Alemanha, mas que opera a partir da Suécia. Conta com cinco empregados permanentes, cerca de 800 colaboradores ocasionais e centenas de voluntários distribuídos por todo o mundo: jornalistas, informáticos, engenheiros e advogados, muitos advogados para preparar sua defesa contra o que sabiam que lhes aconteceria.

Seu orçamento anual é de cerca de 300 milhões de euros, fruto de doações, cada vez mais confidenciais, mesmo que algumas sejam de fontes como a Associated Press. Foi iniciado por parte de dissidentes chineses com apoios em empresas de internet de Taiwan, mas pouco a pouco recebeu o impulso de ativistas de internet e defensores da comunicação livre unidos em uma mesma causa global: obter e divulgar a informação mais secreta que governos, corporações e, às vezes, meios de comunicação ocultam dos cidadãos. Recebem a maior parte da informação pela internet, mediante o uso de mensagens encriptadas com uma avançadíssima tecnologia de encriptação cujo uso é facilitado àqueles que querem enviar a informação seguindo seus conselhos, ou seja, desde cibercafés ou pontos quentes de Wi-Fi, o mais longe possível de seus lugares habituais. Aconselham não escrever a nenhum endereço que tenha a palavra wiki, mas utilizar outras que disponibilizam regularmente (tal como http://destiny.mooo.com). Apesar do assédio que receberam desde a sua origem, foram denunciando corrupção, abusos, tortura e matanças em todo o mundo, desde o presidente do Quênia até a lavagem de dinheiro na Suíça ou as atrocidades nas guerras dos Estados Unidos.

Receberam numerosos prêmios internacionais de reconhecimento pelo seu trabalho, incluindo os do The Economist e da Anistia Internacional. É precisamente esse crescente prestígio de profissionalismo que preocupa nas alturas. Porque a linha de defesa contra as webs autônomas na internet é negar-lhes credibilidade. Mas os 70.000 documentos publicados em julho sobre a guerra do Afeganistão ou os 400.000 sobre o Iraque divulgados agora, são documentos originais, a maioria procedentes de soldados norte-americanos ou de relatórios militares confidenciais. Em alguns casos, filtrados por soldados e agentes de segurança norte-americanos, três dos quais estão presos. O Wikileaks tem um sistema de verificação que inclui o envio de repórteres seus ao Iraque, onde entrevistam sobreviventes e consultam arquivos.

De fato, os ataques contra o Wikileaks não questionam sua veracidade, mas criticam o fato de sua divulgação, sob o pretexto de que colocam em perigo a segurança das tropas e de cidadãos. A resposta do Wikileaks: os nomes e outros sinais de identificação são apagados e são divulgados documentos sobre fatos passados, de modo que é improvável que possam colocar em perigo operações atuais. Mesmo assim, Hillary Clinton condenou a publicação sem comentar a ocultação de milhares de mortos civis e as práticas de tortura reveladas pelos documentos. Nick Clegg, o vice-primeiro-ministro britânico, ao menos censurou o método, mas pediu uma investigação sobre os fatos.

Mas o mais extraordinário é que alguns meios de comunicação estão colaborando com o ataque que os serviços de inteligência lançaram contra Julian Assange, diretor do Wikileaks. Um comentário editorial da Fox News chega inclusive a cogitar o seu assassinato. E mesmo sem ir tão longe, John Burns, no The New York Times, procura mesclar tudo num nevoeiro sobre o personagem de Assange. É irônico que isso seja feito por este jornalista, bom colega de Judy Miller, a repórter do The Times que informou, consciente de que era mentira, a descoberta de armas de destruição em massa (veja-se o filme A zona verde). Essa é a tática midiática mais antiga: para que se esqueçam da mensagem, atacam o mensageiro. Nixon fez isso em 1971 com Daniel Ellsberg, que publicou os famosos papéis do Pentágono que expuseram os crimes no Vietnã e mudaram a opinião pública sobre a guerra. Por isso Ellsberg aparece em entrevistas coletivas ao lado de Assange.

Personagem de novela, o australiano Assange passou boa parte de seus 39 anos mudando de lugar desde criança e, usando seus dotes matemáticos, fazendo ativismo hacker para causas políticas e de denúncia. Agora está mais do que nunca na semiclandestinidade, movendo-se de um país para outro, vivendo em aeroportos e evitando países onde se procuram pretextos para prendê-lo. Por isso, foi aberto na Suécia, onde se encontra mais livre, um processo contra ele por violação, que logo foi negado pela juíza (releiam o começo do romance de Stieg Larsson e verão uma estranha coincidência). É o Partido Pirata da Suécia (10% dos votos nas eleições europeias) que está protegendo o Wikileaks, deixando seu servidor central trancado em um refúgio subterrâneo à prova de qualquer interferência.

O drama apenas começou. Uma organização de comunicação livre, assentada no trabalho voluntário de jornalistas e tecnólogos, como depositária e transmissora daqueles que querem revelar anonimamente os segredos de um mundo podre, enfrenta os que não se envergonham das atrocidades que cometem, mas se alarmam com o fato de que suas maldades sejam conhecidas por quem elegemos e pagamos. Continuará.

Tradução: Cepat (Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores)

Fonte: Carta Maior

 

Amy Goodman entrevista Noam Chomsky sobre WikiLeaks e outros temas

10/01/2011 — Eduardo Maskell

171877-57351-205x300.jpg.pagespeed.ce.bgiTFJQ24g.jpgA estação alternativa de rádio estadunidense Democracy Now, na pessoa da sua principal animadora Amy Goodman, entrevistou à distância o linguista, filósofo e activista libertário Noam Chomsky.

Foi em vésperas do seu 82º aniversário. Uma longa conversa que publicamos em duas partes – hoje a primeira. Por Noam Chomsky e Amy Goodman.

Numa entrevista exclusiva falámos com o dissidente político e linguista de fama mundial Noam Chomsky sobre a publicação de mais de 250.000 telegramas secretos do Departamento de Estado dos EUA, por parte da WikiLeaks. Em 1971 Chomsky ajudou o informador de dentro do governo [estadunidense] Daniel Ellsberg a publicar os “Documentos do Pentágono”, um relatório interno secreto dos Estados Unidos sobre a guerra do Vietname. Em comentário a uma das revelações, de que vários líderes árabes pressionam os EUA para atacarem o Irão, Chomsky diz: “As últimas sondagens mostram que a opinião dos árabes é que a maior ameaça na região é Israel, com 80% dos entrevistados, e em segundo lugar vêm os EUA com 77%. O Irão aparece como uma ameaça para 10%”, explica. “Isto pode não aparecer na imprensa, mais de certeza algo que os governos israelita e estadunidense, e os seus embaixadores, sabem. O que isto revela é o profundo ódio à democracia por parte dos nossos dirigentes políticos”.

Amy Goodman [AG]Encontramo-nos com o distinto dissidente político e linguista de reputação mundial Noam Chomsky, professor emérito do Massachusetts Institute of Technology e autor de mais de cem livros, incluindo o seu mais recente Esperanças e realidades, para obter a sua reacção aos documentos da WikiLeaks. Há quarenta anos, Noam e Howard Zinn ajudaram o denunciante de dentro do governo Daniel Ellsberg a editar e publicar os “Documentos do Pentágono”, a história interna ultra-secreta dos EUA da guerra do Vietname. Noam Chomsky fala-nos a partir de Boston… Antes de falarmos da WikiLeaks, qual foi a sua participação nos “Documentos do Pentágono”? Não creio que a maioria das pessoas esteja informada sobre isso.

Noam Chomsky [NC]: Dan e eu éramos amigos. O Tony Russo também os preparou e ajudou a filtrá-los. Recebi cópias do Dan e do Tony e várias pessoas as distribuíram à imprensa. Eu fui uma delas. Então o Howard Zinn e eu, como você disse, editámos um volume de ensaios e indexámos os documentos.

AGExplique como funcionou. Penso sempre que é importante contar essa história, especialmente aos jovens. Dan Ellsberg – funcionário do Pentágono com acesso ao máximo segredo – saca da sua caixa de fundos essa história da intervenção dos EUA no Vietname, fotocopia-a, e então como veio parar às suas mãos? Entregou-lha directamente a si?

NC: Chegou-me por intermédio de Dan Ellsberg e de Tony Russo, que tinham feitos as fotocópias e preparado o material.

AGFoi muito editado?

NC: Bem, nós não modificámos nada. Não corrigimos os documentos. Ficaram na sua forma original. O que fizemos, o Howard Zinn e eu, foi preparar um quinto volume além dos quatro que apareceram, que continha ensaios críticos de muitos peritos sobre os documentos, o que significavam, etc. E um índice, que é quase imprescindível para poderem ser seriamente utilizados. É o quinto volume da série da Beacon Press.

AGEntão foi um dos primeiros a ver os documentos do Pentágono?

NC: Sim, para além do Dan Ellsberg e do Tony Russo. Quer dizer, talvez tenha havido alguns jornalistas que puderam vê-los, mas não tenho a certeza.

AGE actualmente, o que pensa? Por exemplo, acabamos de reproduzir o vídeo do congressista republicano Peter King, que diz que se deveria declarar a WikiLeaks como organização terrorista estrangeira.

NC: Penso que é revoltante. Temos de compreender – e os Documentos do Pentágono são outro exemplo claro – que uma das principais razões do segredo governamental é proteger o governo contra a sua própria população. Nos Documentos do Pentágono, por exemplo, houve um volume – o volume das negociações – que poderia ter tido influência nas actividades em curso, e o Daniel Ellsberg não o revelou logo. Apareceu pouco depois. À vista dos documentos propriamente ditos, há coisas que os estadunidenses deveriam ter sabido e que outros queriam que não se soubessem. E, que eu saiba, pelo que eu próprio vi deste caso, agora é o mesmo. De facto, as revelações actuais – pelo menos as que eu vi – são interessantes, sobretudo pelo que nos esclarecem sobre como funciona o serviço diplomático.

AGAs revelações dos documentos acerca do Irão aparecem precisamente no momento em que o governo iraniano aceitou uma nova ronda de conversações nucleares para o começo do próximo mês. Na segunda-feira, o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu disse que os telegramas reivindicam a posição israelita de que o Irão constitui uma ameaça nuclear. Netanyahu disse: “A nossa região tem estado presa a uma narrativa que é o resultado de sessenta anos de propaganda que apresenta Israel como principal ameaça. De facto, os dirigentes compreendem que esse ponto de vista está na falência. Pela primeira vez na história existe um acordo de que a ameaça é o Irão. Se os dirigentes começarem a dizer às claras aquilo que têm dito à porta fechada, podemos realizar uma mudança radical na caminhada para a paz.” A secretária de Estado Hillary Clinton também falou do Irão na sua conferência de imprensa em Washington. Disse o seguinte:

Hillary Clinton: “Creio que não deveria ser surpresa para ninguém que o Irão é uma fonte de grande preocupação, não só para os EUA. Em todas as reuniões que tenho, em qualquer parte do mundo, aparece a preocupação com as acções e as intenções do Irão. Por isso, qualquer dos alegados comentários dos telegramas confirma que o Irão representa uma ameaça muito séria do ponto de vista dos seus vizinhos e uma preocupação muito séria muito para além da sua região. Por isso a comunidade internacional se reuniu para aprovar as sanções mais duras possíveis contra o Irão. Isso não aconteceu porque os EUA tivessem dito ‘Por favor, façam isso por nós!’. Aconteceu porque os países – depois de avaliarem as provas quanto às acções e às intenções do Irão – chegaram à mesma conclusão que os EUA: que temos de fazer o que pudermos com o fim de unir a comunidade internacional para que ela actue e impeça o Irão de se converter em um Estado com armas nucleares. De modo que, se os que lerem as histórias sobre esses, em supostos telegramas, pensarem cuidadosamente, chegarão à conclusão de que as preocupações com o Irão são bem fundadas, são amplamente partilhadas e continuarão a ser fundamento para a política que mantemos com os países que têm a mesma opinião, para impedir que o Irão adquira armas nucleares.”

AGAssim falou a secretária Hillary Clinton, ontem, numa conferência de imprensa. Qual o seu comentário sobre Clinton, sobre o comentário de Netanyahu, e o facto de Abdullah da Arábia Saudita – o rei que está a ser operado às costas em Nova Iorque – ter incitado os EUA a atacarem o Irão.

NC: Isso só vem reforçar o que eu disse antes, que o significado principal dos telegramas que têm sido publicados é, até agora, o que nos dizem sobre os dirigentes políticos ocidentais. Hillary Clinton e Benjamin Netanyahu de certeza conhecem as cuidadosas sondagens da opinião pública árabe. O Brookings Institute publicou há poucos meses amplas sondagens sobre o que pensam os árabes acerca do Irão. Os resultados são bastante impressionantes. Mostram que 80% da opinião árabe considera que a maior ameaça na região é Israel. A segunda maior ameaça são os EUA, com 77%. E o Irão só é referido como ameaça por 10%. No que diz respeito às armas nucleares, de um modo bastante notável, há 57% que diz que, se o Irão possuísse armas nucleares, isso teria um efeito positivo na região. Pois bem, não se trata de cifras pequenas. 80% e 77%, respectivamente, dizem que Israel e os EUA constituem a maior ameaça. 10% dizem que o Irão é a maior ameaça.

Claro que, aqui, os jornais nada dizem sobre isso – dizem-no na Inglaterra – mas é certamente algo que os governos de Israel e dos EUA e os seus embaixadores sabem muito bem. Mas não se vê aparecer uma palavra sobre isso. O que isso revela é o profundo ódio à democracia por partes dos nossos dirigentes políticos e dos dirigentes políticos israelitas. São coisas que nem referidas podem ser. Isso impregna todo o serviço diplomático. Não há nenhuma referência a isso nos telegramas.

Quando falam dos árabes referem-se aos ditadores árabes, não à população, que se opõe rotundamente às conclusões dos analistas, neste caso Clinton e os médias [a mídia]. Também há um problema menor que é o maior problema. O problema menor é que os telegramas não nos dizem o que pensam e dizem os dirigentes árabes. Sabemos o que foi seleccionado daquilo que disseram. De modo que há um processo de filtragem. Não sabemos o quanto a informação é distorcida. Mas não restam dúvidas: o que é mesmo uma distorção radical – ou nem sequer uma distorção, mas sim um reflexo – é a preocupação de que o que importa são os ditadores. A população não importa, mesmo se se opõe totalmente à política estadunidense. Há coisas semelhantes noutros sítios, como as que têm a ver com essa região.

Um dos telegramas mais interessantes foi aquele de um embaixador dos EUA em Israel para Hillary Clinton, que descrevia o ataque a Gaza – que deveríamos chamar o ataque israelo-estadunidense a Gaza – em Dezembro de 2008. Indica correctamente que houve uma trégua. Não acrescenta que durante a trégua – que de facto Israel não respeitou mas o Hamas respeitou escrupulosamente segundo o próprio governo israelita –, não foi disparado um só míssil. É uma omissão. Mas logo surge uma mentira directa: diz que em Dezembro de 2008 o Hamas retomou o disparo de mísseis e que por isso Israel teve de atacar para se defender. Acontece que o embaixador não pode deixar de saber que há alguém na embaixada dos EUA que lê a imprensa israelita – a imprensa israelita dominante – e nesse caso a embaixada tem de saber que é exactamente o contrário: o Hamas estava a pedir uma renovação do cessar-fogo. Israel considerou a oferta, recusou-a e preferiu bombardear em vez de optar pela segurança. Também omitiu que Israel nunca respeitou o cessar-fogo – manteve o cerco [a Gaza] em violação do acordo de trégua – e em 4 de Novembro, dia da eleição de 2008 nos EUA, o exército israelita invadiu Gaza e matou meia dúzia de militantes do Hamas, o que motivou trocas de tiros em que todas as vítimas, como de costume, foram palestinianas. De imediato, em Dezembro, quando terminou oficialmente a trégua, o Hamas pediu que ela fosse renovada. Israel recusou e os EUA e Israel preferiram lançar a guerra. O relatório da embaixada é uma falsificação grosseira, e é muito significativa porque tem a ver com a justificação do ataque assassino, o que significa que ou a embaixada não fazia ideia do que estava a acontecer ou estava a mentir descaradamente.

AGE o último relatório que acaba de aparecer – da Oxfam, da amnistia Internacional e de outros grupos – sobre os efeitos do cerco de Gaza? O que está a acontecer agora?

NC: Um cerco é um acto de guerra. Se alguém insiste nisso é Israel. Israel desencadeou duas guerras – 1956 e 1967 – em parte na base de que o seu acesso ao mundo exterior estava muito restringido. Esse mesmo cerco parcial que consideraram como um acto de guerra e como justificação – bem, uma entre várias justificações – para o que chamaram “guerra preventiva” ou, se preferir, profilática. Assim o entendem perfeitamente e o argumento é correcto. Um cerco é, desde logo, um acto criminoso. O Conselho de Segurança, e não só, instaram Israel a que o levantasse. Tem o propósito – como declararam os funcionários israelitas – de manter o povo de Gaza num nível mínimo de existência. Não querem matá-los todos porque não seria bem visto pela opinião internacional. Como eles dizem, “mantê-los em dieta”.

Esta justificação começou pouco depois da retirada oficial israelita. Houve umas eleições em Janeiro de 2006 – as únicas eleições livres em todo o mundo árabe – cuidadosamente monitorizadas e reconhecidas como livres, mas tiveram um defeito. Ganharam os que não deviam ganhar. Ou seja, o Hamas, os que Israel e os EUA não queriam. Rapidamente, em muito poucos dias, os EUA e Israel impuseram duras medidas para castigar o povo de Gaza por ter votado mal em eleições livres. O passo seguinte foi que eles – os EUA e Israel – trataram, em colaboração com a Autoridade Palestiniana, de provocar um golpe militar em Gaza para derrubar o governo eleito. Fracassou. O Hamas derrotou a tentativa de golpe. Foi em Julho de 2007. Então endureceram consideravelmente o assédio. Entretanto ocorreram numerosos actos de violência, bombardeamentos, invasões, etc.

Mas basicamente Israel afirma que, quando se estabeleceu a trégua no verão de 2008, o motivo por que Israel não a observou, retirando o cerco, foi o facto de um soldado israelita – Gilad Shalit – ter sido capturado na fronteira. Os comentadores internacionais consideram isso um crime terrível. Bem, pode-se pensar o que for, a captura de um soldado de um exército atacante – e o exército estava a atacar Gaza – não chega aos calcanhares do crime que é sequestrar civis. Precisamente na véspera da captura de Gilal Shalit na fronteira, as tropas israelitas tinham entrado em Gaza, sequestraram dois civis – os irmãos Muammar – e levaram-nos para o outro lado da fronteira. Desapareceram algures no sistema carcerário de Israel, onde centenas de pessoas, talvez mil, são detidas sem acusação por vezes durante anos. Também há prisões secretas. Não sabemos a que se passa nelas. Isto é, por si só, um crime muito pior do que o sequestro de Shalit. De facto, poder-se-ia argumentar que houve uma razão para se ter silenciado o facto. Israel, durante anos, de facto durante décadas, tem vindo a comportar-se assim: raptos, capturas de pessoas, sequestros de barcos, assassinatos, levar gente para Israel por vezes como reféns durante anos e anos. De modo que isso é uma prática habitual; Israel pode fazer o que entende. Mas a reacção, aqui e no resto do mundo, ao sequestro de Shalit – que não é um sequestro, não se sequestra um soldado, mas captura-se – é considerá-lo um crime horrendo e uma justificação para manter o cerco e assassinar… uma desgraça.

AGEntão temos a Amnistia Internacional, a Oxfam, a Save The Children e outras dezoito organizações de ajuda a instarem Israel para que levante, sem condições, o bloqueio a Gaza. E a WikiLeaks publica um telegrama diplomático estadunidense – transmitido ao Guardian pela WikiLeaks – que conta: “Directiva nacional de recolha de informações humanas: Pede-se ao pessoal dos EUA que obtenha pormenores de planos de viagem, como itinerários e veículos utilizados por dirigentes da Autoridade Palestiniana e membros do Hamas”. O telegrama pede: “Informação biográfica, financeira, biométrica de dirigentes e representantes mais importantes da A.P. e do Hamas, incluindo a Jovem Guarda, dentro de Gaza e da Cisjordânia, e fora”, diz.

NC: Isso não deveria ser uma surpresa. Contrariamente à imagem que é projectada neste país, os EUA não são um intermediário honesto. São participantes, e participantes directos e cruciais, nos crimes israelitas, tanto na Cisjordânia como em Gaza. O ataque a Gaza foi um caso claro: utilizaram armas estadunidenses, os EUA bloquearam as tentativas de cessar-fogo e deram apoio diplomático. O mesmo vale para os crimes diários na Cisjordânia, e não devemos esquecê-los. Na realidade, a [ONG] Save The Children informou que na área C – a parte da Cisjordânia controlada por Israel – as condições são piores do que em Gaza. Também isto acontece porque há um apoio crucial e decisivo dos EUA, tanto no plano militar como no económico; e também ideológico – o que tem a ver com a distorção da situação, como acontece também, dramaticamente, com os telegramas.

O próprio cerco é, em si mesmo, simplesmente criminoso. Não somente bloqueia a ajuda desesperadamente necessária como, além disso, afasta os palestinianos da fronteira. Gaza é um local pequeno e superpovoado. E os tiros e os ataques israelitas afastam os palestinianos do território árabe junto da fronteira e também impõe aos pescadores de Gaza o limite das águas territoriais. São forçados por canhoneiras israelitas – é tudo o mesmo, claro está – a pescar junto à costa onde a pesca é quase impossível porque Israel destruiu os sistemas eléctricos e de saneamento e a contaminação é terrível. É apenas um estrangulamento para castigar as pessoas por estarem ali e por insistirem em votar “mal”. Israel decidiu: “Não queremos mais isto. Livremo-nos deles.”

Também deveríamos lembrar que a política israelo-estadunidense – desde Oslo, desde o começo dos anos 1990 – foi separar Gaza da Cisjordânia. É uma violação directa dos acordos de Oslo, mas foi sendo implementada sistematicamente e teve muitas consequências. Significa que quase metade da população palestina ficaria à margem de qualquer possível acordo político a que se pudesse chegar. Também significa que a Palestina perde o seu acesso ao mundo exterior. Gaza deveria ter aeroportos e portos marítimos. Até agora Israel apoderou-se de cerca de 40% do território da Cisjordânia. As últimas ofertas de Obama oferecem-lhe ainda mais, e certamente os israelitas planeiam apoderar-se de mais. O que resta são pedaços de território cercados. É o que o planificador Ariel Sharon chamou bantustões. E estão também na prisão, enquanto Israel se apodera do Vale do Jordão e expulsa os palestinianos. Todos esses são crimes de uma só peça. O cerco de Gaza é particularmente grotesco dadas as condições de vida a que obriga as pessoas. Quero dizer, se uma pessoa jovem em Gaza – estudante em Gaza, por exemplo – quer estudar numa universidade da Cisjordânia, não pode fazê-lo. Se uma pessoa de Gaza precisa de um estágio ou de um tratamento médico sofisticado num hospital de Jerusalém Oriental, não pode lá ir! E não deixam passar os medicamentos. É um crime escandaloso, tudo isso.

AGNa sua opinião, que deveriam fazer os EUA neste caso?

NC: Aquilo que os EUA deveriam fazer é muito simples: deveriam unir-se ao mundo. Quero dizer que supostamente existem negociações. Tal como são apresentadas aqui, o quadro tipicamente traçado é de que os EUA são um intermediário honesto que procura unir os opositores recalcitrantes – Israel e Autoridade Palestiniana. Isso não passa de uma farsa.

Se houvesse negociações sérias, seriam organizadas por uma parte neutral e os EUA e Israel estariam de um lado e o mundo estaria do outro. Não é um exagero. Não deveria ser segredo que desde há muito tempo existe um consenso internacional completo para uma solução diplomática, política. Todos conhecem as linhas básicas. Alguns detalhes, sim, poderão ser discutidos. [Nesse consenso] incluem-se todos, excepto os EUA e Israel. Os EUA têm vido a bloquear a solução ao longo de 35 anos, com derivas ocasionais, e breves. [Esse consenso] inclui a Liga Árabe. Inclui a Organização dos Estados Islâmicos, que inclui o Irão. Inclui todos os protagonistas relevantes com excepção dos EUA e de Israel, os dois Estados que o recusam. De modo que, se houvesse alguma vez negociações sérias, é assim que seriam organizadas. As negociações que há chegam apenas ao nível da comédia. O tópico que está a ser discutido é uma nota de rodapé, uma questão menor: a expansão dos colonatos. Claro que é ilegal. De facto, tudo o que Israel está a fazer em Gaza e na Cisjordânia é ilegal. Nem sequer tem sido polémico, desde 1967 (…)

AGQuero ler-lhe agora a mensagem-twitter de Sarah Palin – a ex-governadora do Alaska, claro, e candidata republicana à vicepresidência. É o que ela colocou no twitter sobre a WikiLeaks. Rectifico, foi colocado no Facebook. Ela diz: “Primeiro, e antes de mais, que passos foram dados para impedir que o director da WikiLeaks, Julian Assange, distribuísse esse material confidencial altamente delicado, sobretudo depois de ele já ter publicado material, não uma vez mas duas, nos meses anteriores? Assange não é um jornalista, é-o tanto como um editor da nova revista da al-Qaeda em inglês “Inspire”. É um agente anti-EUA que tem sangue nas mãos. A sua anterior publicação de documentos classificados revelou aos talibãs a identidade de mais de 100 das nossas fontes afegãs. Porque não persegui-lo com a mesma urgência com que perseguimos os dirigentes da al-Qaeda e dos talibãs?” Que lhe parece?

NC: É exactamente o que se esperaria de Sarah Palin. Não sei o que ela entende ou não, mas acho que devemos dar atenção ao que nos dizem as revelações [da WikiLeaks]… Talvez a revelação, ou referência, mais dramática seja o ódio amargo à democracia revelado tanto pelo governo dos EUA – Hillary Clinton e outros – como pelo corpo diplomático. Dizer ao mundo – bem, de facto estão a falar lá entre eles – que o mundo árabe considera o Irão como a principal ameaça e que deseja que os EUA bombardeiem o Irão, é extremamente revelador, sabendo eles, como sabem, que cerca de 80% da opinião árabe considera os EUA e Israel como a maior ameaça, que 10% consideram o Irão como a maior ameaça, e que uma maioria de 57% pensa que a região teria a ganhar se o Irão tivesse armas nucleares, que funcionariam como um dissuasor. Isso, eles nem sequer o referem. Tudo o que referem é apenas o que foi dito pelos ditadores árabes, os brutais ditadores árabes. Isso é que conta.

Não sabemos até que ponto é representativo do que dizem, porque ignoramos qual é o filtro. Mas isto não importa muito. O aspecto mais importante é que [para eles] a população é irrelevante. Só interessam as opiniões dos ditadores que apoiamos. Se nos apoiam, então eles são o mundo árabe. É um quadro bem revelador da mentalidade dos dirigentes políticos dos EUA e, pode-se presumir, da opinião das elites. A avaliar pelos comentários que têm aparecido aqui. E é também o modo como tem sido apresentado na imprensa. O que pensam os árabes, isso não interessa.

Tradução do inglês: Passa Palavra

Original (em inglês), em DemocracyNow

Fonte: Diário Liberdade

 
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Wikileaks mesmo sendo o que fez errado' date=' embora ainda não me convenceram disto. Isto não elimina o fato das informações serem ainda mais criminosas de quem as revelou. Tipo não me concentro a “meliantes” menores, mas em algo maior. E isto virou comum já na sociedade mundial em ver criminosos menores como ameaças maiores do que os poderosos que governam. Tipo terroristas são mal, governo anti-terror é bom, mesmo que cometam vários absurdos pelo caminho se igualando ao seu suposto inimigo.

 [/quote']

Uai, mas essa divisão entre bons e maus não é feita pela wikileaks (sabemos que os maus sao os EUA ha ha ha).

Ela fode todos os governos "democraticamente"

 

Desculpe a ignorância (li pouco sobre confesso), mas ainda não li nada sobre acusá-la de tendenciosa, partidária...

Aí sim seria terrivel... aff!
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Uai, mas essa divisão entre bons e maus não é feita pela wikileaks (sabemos que os maus sao os EUA ha ha ha).

Ela fode todos os governos "democraticamente"

 

Desculpe a ignorância (li pouco sobre confesso), mas ainda não li nada sobre acusá-la de tendenciosa, partidária...

Aí sim seria terrivel... aff!
[/quote']

 

É o que mais têm é reportagem tedenciosa e partidária.

 

Está aqui é a melhor.06

 

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Menção vaga' date=' mas o restante conheço bem.[/quote']

 

 

 

Eu sei. Fiquei com preguiça de procurar uma reportagem completa. Mas isso saiu em toda a mídia. Não apenas em material da editora Abril. Então nem adianta falar mal da editora.

 

 

 

De fato. A mentira tem suas utilidades para os desonestos' date=' corruptos e especialmente se você é uma nação bélica que precisa de pretextos para invadir um país, fomentar a indústria bélica, roubar os recursos da nação e desestruturar a região de forma que ela fica dependente e submissa a sua autoridade.[/quote']

 

 

 

A mentira é útil para todos. Qualquer um que já tenha se relacionado com alguém sabe o quanto ela é útil e necessária (na medida certa, sem exageros).

 

 

 

E ninguém rouba recursos. Os EUA, por exemplo, foram ao Iraque atrás de petróleo. Todos sabiam disso logo que eles anunciaram a ofensiva. Mas o recurso não será roubado. As multinacionais vão se instalar e gerar empregos e melhorias na vida dos iraquianos. Certamente vai ser muito melhor que estar sob o comando de um ditador racista. Se a situação política do país se estabilizar, o Iraque pode vir a ficar como os Emirados Árabes, por exemplo. Os EUA por sua vez conseguem garantir o recurso desejado por um preço camarada. Ambos saem ganhando.

 

 

 

Começo acreditar que Hugo Chaves deveria ser canonizado em vista de comparação a política norte americana. E se deveríamos ficar longe de um país só por ele ter influência com a esquerda (me lembra a guerra fria)' date=' o que dizer da China um dos maiores parceiros econômicos dos EUA. Acho que ai cai por terra à idéia do Brasil ser amigo apenas de países “decentes” e não de ditaduras, mesmo porque o Brasil não tenta impor nada a nenhum país diferente de outras nações dominantes.[/quote']

 

 

 

Cada um com suas crenças... O fato é que ele está destruindo a Venezuela em todos os aspectos e gerando benefício zero para a população.

 

 

 

A parceria com a China é igualmente inadequada na minha opinião. Lucrativa, sem dúvida. Mas não acho certo.

 

 

 

Wikileaks não é uma idolatria religiosa para começar pelo menos não para mim' date=' mas admiro e incentivo o tipo de trabalho. E só. Não o vejo como uma ameaça à segurança e me parece uma idéia caduca ver desta maneira.[/quote']

 

 

 

A partir do momento que você passou a achar que a Wikileaks pode até violar a ética, virou idolatria. Tudo pode, se for feito pela Wikileaks.

 

 

 

Eu não confio na justiça da Itália à direita conservadora tem muita influência no país' date=' acho difícil eles serem isentos de parcialidade nos processos de julgamento.[/quote']

 

 

 

Assim todo criminoso de orientação política diferente da do governo de seu país teria que ser julgado internacionalmente. O que seria nonsense e inviável. Além disso, abriria portas para interesses estrangeiros influenciarem diretamente os assuntos internos do país. Coisa que você tanto critica.

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Eu sei. Fiquei com preguiça de procurar uma reportagem completa. Mas isso saiu em toda a mídia. Não apenas em material da editora Abril. Então nem adianta falar mal da editora.

 

 

Se fosse assim fácil de encontrar por que não achou' date=' olha que eu procurei sobre a reportagem onde o site de acordo com você procurou prejudicar arbitrariamente as pessoas comuns e não achei nada. Ainda acho que se referiu ao grupo Anonymus que fez o ataque ao grupo MasterCard.

 



A mentira é útil para todos. Qualquer um que já tenha se relacionado com alguém sabe o quanto ela é útil e necessária (na medida certa, sem exageros).

 

 

Decupla-me, mas comparar as relações entre países a meras relações sociais e toda a sua complexidade antropológica não funciona, não cola já que se assim fosse todos nesta relação deveriam estar na mesma condição social para começar a falar a mesma língua o que por si só já é absurda a idéia devido à diversidade étnica e cultural envolvida. Olha que as diferenças de culturas vão além da língua, os valores éticos também não são a mesma coisa, os valores religiosos e inclusive são motivos de conflito e isto adicionado aos recursos envolvidos de cada nação em cada região, os fatores clima, geografia, flora e fauna. Tudo isto não coloca todos na mesma sociedade ocidental com valores ocidentais ao qual os USA não aceita e fazem o mesmo papel de seus amigos Europeus durante o século XIX durante a exploração do continente Asiático e Africano.

 


E ninguém rouba recursos. Os EUA' date=' por exemplo, foram ao Iraque atrás de petróleo. Todos sabiam disso logo que eles anunciaram a ofensiva. Mas o recurso não será roubado. As multinacionais vão se instalar e gerar empregos e melhorias na vida dos iraquianos. Certamente vai ser muito melhor que estar sob o comando de um ditador racista. Se a situação política do país se estabilizar, o Iraque pode vir a ficar como os Emirados Árabes, por exemplo. Os EUA por sua vez conseguem garantir o recurso desejado por um preço camarada. Ambos saem ganhando.

 

[/quote']

 

Ninguém rouba? Falar isto é mesma coisa que falar que a Bélgica durante a partinha da África foi para lá somente para fazer o que você disse o mesmo discurso para trazer a civilização aquele “povo bárbaro” e “incivilizado”. O Iraque é bárbaro e os emirados Árabes são civilizados. EUA vieram para salvar o próprio povo iraquiano de si mesmo e de seu ditador, vieram para tomar as rédeas de um povo despreparado e que não conhece a democracia. Acho mesmo que ai não existe uma relação de submissão? A propósito pesquise a respeito.

 

 

 

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Cada um com suas crenças... O fato é que ele está destruindo a Venezuela em todos os aspectos e gerando benefício zero para a população.

A parceria com a China é igualmente inadequada na minha opinião. Lucrativa' date=' sem dúvida. Mas não acho certo.

 

[/quote']

 

Engraçado a grande parcela da população mais pobre que é de fato a maioria não acha à mesma coisa. Acho que a população camponesa o idolatra uma vez que seu governo buscou de fato beneficiar os desfavoráveis do até então governo de classes. A começar fez a reforma agrária o que desagradou os poderosos e que levou até o seu golpe, além de enraivecer seus vizinhos como o Brasil Elitista muito antes do Lula.

 

E concordo que ele foi autoritário, mais ainda não é uma ditadura. Não vi refugiados, torturas e mortes que normalmente acontece em todo governo totalitário.

 

 




A partir do momento que você passou a achar que a Wikileaks pode até violar a ética' date=' virou idolatria. Tudo pode, se for feito pela Wikileaks.

 

[/quote']

 

Não acho que o site pode tudo. Mas informar ou denunciar não é crime e nunca foi. Eles não estão roubando, matando ou prejudicando alguém inocente. Eles estão expondo os crimes de alguém que se esconde da sua patente.

 

Afinal o que existe e defende-se é a ética da conveniência de que algumas pessoas com poder podem mais como Nixon, Bush e secretários de estado.

 

Revelar crimes de guerra é crime? Ou negar a revelar os mesmo não é ainda mais imoral?

 

 



Assim todo criminoso de orientação política diferente da do governo de seu país teria que ser julgado internacionalmente. O que seria nonsense e inviável. Além disso' date=' abriria portas para interesses estrangeiros influenciarem diretamente os assuntos internos do país. Coisa que você tanto critica.[/quote']

 

Engraçado o caso dele de orientação política deve então ser julgado pelas leis do seu país de acordo com você. O mesmo então vale para os dito criminosos refugiados em outros países, dissidentes cubanos, iranianos, chineses e norte coreanos, mas quando se são dissidentes de orientação política de esquerda a conversa é outra. O que me garante de fato que os refugiados são de fato vítimas dos governos totalitários em questão? Nada. Tanto que os EUA receberam muitos criminosos cubanos em seu território e mantiveram em seu solo.

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Uai, mas essa divisão entre bons e maus não é feita pela wikileaks (sabemos que os maus sao os EUA ha ha ha).

Ela fode todos os governos "democraticamente"

 

Desculpe a ignorância (li pouco sobre confesso), mas ainda não li nada sobre acusá-la de tendenciosa, partidária...

Aí sim seria terrivel... aff!
[/quote']

 

É o que mais têm é reportagem tedenciosa e partidária.

 

Está aqui é a melhor.06

 

Me referia a Wikileaks agir de forma partidária.

todo mundo sabe que informação nos dias de hoje é poder.

E se ela (a wikileaks) beneficiasse apenas alguns países com informação.

 

Tipo, beneficiar um país da Europa lhe dando vantagens a ponto de ameaçar a "hegemonia" dos EUA...
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