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Sideways - Entre Umas e Outras


Moviolavídeo
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Ser dono de video-locadora tem suas compensações. Uma delas é poder rever bons filmes. Como este. A pedido, insistente do Graxa, devo dizer, lancei este tópico.

 

Gosto muito dos chamados filmes de estrada. Talvez porque eu leve uma vida um tanto quanto sedentária ou por apreciar as aventuras e desventuras daqueles que se propõem a fazer uma viagem rumo às loucuras do desconhecido e de novos horizontes.  Assim, Sideways – Entre Umas e Outras, se encaixa perfeitamente neste gênero road movies que assisti com enorme prazer e posso garantir que foi uma experiência reveladora no que diz respeito aos conflitos e angústias dos seres humanos e suas relações afetivas, conjugais e interpessoais. Tudo com um toque de nostalgia, aprendizagem do mundo dos vinhos e muito bom humor.<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><?:NAMESPACE PREFIX = O />

 

Uma comédia dramática que tem inúmeras qualidades cinematográficas: Brilhante interpretação de Paul Giamatti como um escritor fracassado e enólogo anônimo de bar da esquina e Virgínia Marsden uma garçonete atraente que tem um papel fundamental nesta história de amores perdidos e caminhos que se cruzam; Fotografia “envelhecida” que lhe dá um charme muito romântico e nostálgico e é claro uma história fantástica de quatro pessoas que fazem uma “viagem” nos vinhedos californianos em busca de suas verdades e mentiras.

 

Temos também uma “aula” sobre o mundo dos vinhos: a forma de apreciá-los corretamente (paladar, cor, aroma, envelhecimento, etc... etc...); as diferentes qualidades das uvas e seus respectivos vinhos. Uma cena comovente é a explicação que o personagem Miles Faymond faz sobre a sua paixão pelos vinhos Pinots. Ele esclarece que a uva deve ser plantada num lugar específico no mundo, num clima extremamente equilibrado sem muita chuva ou muito sol e que deve ser colhido na hora exata e que deve receber do proprietário da vinícola um cuidado muito especial já que a casca desta qualidade de uva é muito fina. Só assim, depois de muita dedicação – do plantio da uva à fabricação do vinho – sairá  um produto de qualidade.  Nesta cena, percebe-se que o personagem está fazendo uma alusão a sua própria pessoa que foi, de algum modo, negligenciada pela esposa já que não teve (no seu ponto de vista) o tratamento “afetivo” suficiente para manter o relacionamento conjugal estável e duradouro (está divorciado a 2 anos).

 

Outra cena marcante é a descrição que faz Maya sobre seu fascínio pelo vinho.  Ela pensa no trabalho árduo que teve as pessoas envolvidas no plantio e na fabricação da bebida; no tempo que o vinho ficou guardado até chegar à sua taça  e ser apreciado no momento certo quando tais pessoas talvez nem existam mais. Saber a hora certa de abrir uma garrafa e apreciar toda a qualidade desta bebida milenar e ter a consciência que este momento é único. Aqui também se nota claramente o exato momento em que Miles fica apaixonado por esta mulher encantadora que também é uma grande apreciadora de bons vinhos.

 

Entre uma taça e outra o roteiro nos leva a uma viagem pela alma humana e seus conflitos existenciais. Mas não se trata de um filme pessimista ou muito triste. Muito antes pelo contrário. Existem cenas hilárias bem ao estilo de cinema pastelão para fazer um contraponto ao drama existente na obra.

 

Fica-se com uma enorme vontade de abrir aquela garrafa de vinho guardada para os momentos especiais. Infelizmente esquecemos que todos os dias temos nossos pequenos momentos especiais que precisam ser celebrados.  Um brinde a esta excelente obra cinematográfica sensível e humana.



 

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Acho ducaralho, Moviola, falou falar da outra dsupla, o amigo do Miles, Jack, que tb está ótimo, enquanto Miles explica e toma o vinho com toda cuidado, seu buddy vira a taça e parte pra cima da mulhereda, além de ser um fiel escudeiro e tenta tirar o amigo da deprê.

 

A cena dos caras tentandio destruir o carro é hilária, as cena road movie, as paisagens dos vinhedos e plantações da California são animais, deu muita vontade de fazer um trip dessas, alías o turismo na região, principalmente em busca do Pinot, aumentou consideravelmente após o filme. Recomendadíssimo.

 

 

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Esse eu já acho meio superestimado. Ë claro que é um ótimo filme (08/10)' date=' mas não me pegou... [/quote']

 

Pra desfazer qualquer impressão de que estou te perseguindo (hahah), cara, eu concordo plenamente contigo. Bom filme, com um compasso que eu aprecio bastante, bem cadenciado, mas também acho superestimado. Payne o construiu muito bem, mas me parece que não tem tanta substância por baixo daquela capa de intelectualidade elegante não. Aquele monólogo sobre a Pinot Noir (no qual o cara está falando obviamente dele mesmo) é dolorosamente óbvio.

 

Do elenco, Virginia Madsen é quem eu destaco. Está excepcional, rouba as cenas sem esforço algum. Church tem umas falas e cenas horríveis, gratuitas e de mau gosto mesmo (como quando corre pelado no meio da rua) mas faz o que pode.
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  • 6 months later...

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