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Forum Cinema em Cena

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Graças a Deus que o público e os produtores não são tão excepcionais quanto o Pablo, e agora o Snyder vai poder usar toda sua genialidade para nos dar um novo Superman, com orçamento milionário.


E o Pablo, esse vai continuar digitando seus textinhos raivosos na internet e tentando - sem sucesso - um dia trabalhar com cinema...

 
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Graças a Deus que o público e os produtores não são tão excepcionais quanto o Pablo' date=' e agora o Snyder vai poder usar toda sua genialidade para nos dar um novo Superman, com orçamento milionário.

E o Pablo, esse vai continuar digitando seus textinhos raivosos na internet e tentando - sem sucesso - um dia trabalhar com cinema...

 
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Mentira que você achou o filme tudo isso, né? 08  De tão ansioso que eu estava para ver a nova obra de Snyder peguei o filme logo na primeira sessão do primeiro dia de exibição, chegando uma hora antes no cinema para pegar um bom lugar! Só que sai do cinema achando o filme apenas bacaninha e desejando ter ido num dia de desconto.. Até o pessoal do omelete, que é mais "nerd", não fez uma resenha muito diferente da do Pablo.

 

Adorei a resenha, Pablo. Três estrelas estão de bom tamanho para Sucker Punch, infelizmente.

 

Ps.: Resenha que acabou com o filme (e com o Snyder!) foi a da Isabela Boscov..

 

beradero2011-03-25 18:46:20

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Bonzinho, você é muito bonzinho Pablo.

 

Sabe, eu tava com uma curiosidade como um critico "convencional" iria resenhar esse filme se ele não sacar todas as referências pop-geek, bem como os diveros estilo que ele tenta combinar, como fantasia, steam punk, animação japonesa e até videogames (sério, parece que a trama principal do filme veio diretamente de Legend of Zelda.

 

Mas ai eu me toquei, dane-se isso, um filme ruim como sucker punch é ruim independente se a pessoa saca ou não. E para começo de história, um filme nem deveria se apoiar em referências culturais para ser bom.

 

E o que temos em Sucker punch é um filme com uma história rasa, sem graça, personagens sem nenhum apelo além da beleza e tentando filosofar em um simbolismo idiota, com aquele mentor que vomita fases de biscoito da sorte chinês e aquela narração que supostamente deveriar ligar os pontos sobre anjos. Santo pai do céu aquilo foi estúpido.

 

A ação é fantástica. Mas lutas e combates são interessantes quando eles valem algo. Ver a lutas épicas de Senhor dos anéis é interessante porque elas são vitais durante a luta do bem contra o mal. Em Sucker punch elas não tem nenhum peso na história a não ser uma possível metáfora sobre a "dança" de babydoll ser a sua arma e enquanto faz a sua performa-se, o filme ao invés de sexualizar as moças, as mostram por super guerreiras vindo de um manga ou comic. Sim mostrar a Emily Browning em um vestido de colegial e a cada chance mostrar um angulo por de baixo da saia não é exatamente um manifesto feminista, mas o filme trata mais as moças como um burlesque de ação do que uma fantasia masturbatória para adolescentes.

 

Então boa parte do filme é completamente inútil, afinal ver uma luta com um dragão que não tem nenhum interferência na história é legal visualmente, mas logo fica chato, porque não tem importância alguma.

 

Ainda mais são as atrizes. Duas das moças mal abrem a boca, e quando fazem não vão bem, Carla Gugino até que manda bem em fazer um sotaque russo digno de um filme camp, e a protagonista faz muito pouco além de ter os olhos grandes e lábios partidos. A relação das irmãs até que ficou bacana, mas quando ela começou a se desenvolver mesmo, o filme já tinha mais de uma hora e meia e o trem que fazia eu me importar já passou a muito tempo.

 

Sucker Punch tem boas doses de criatividade e tenta achar a sua identidade ao fazer um amálgama de várias outras, e sem dúvida vai tirar uma reação da audência, seja boa ou ruim. Acho que isso é melhor que ver um filme-nada que o marasmo hollywoodiano perpetua. Mas isso não faz de Sucker Punch bom, de forma alguma.

 

 

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Nossa. que decepção... =\

 

Muito ruim, mistura de Panteras 2 (o 1o. ainda é razoável) com Um Estranho no Ninho...

Atuações

_péssimas_ (tb só tem beldade, é verdade), direção horrível, diálogos

constrangedores, roteiro superficial entupido de falhas e clichês (isso

eu até perdôo, pelo estilo do filme), enfim, um lixo quase total.

 

Claro que é lindo de se ver, na verdade acho que erraram só o veículo, isso era pra ser um jogo, aí seria até interessante.

 

É uma pena mesmo.

 

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Fiz uma crítica de Sucker Punch no site para o qual escrevo. Enquanto

digitava, perguntava-me se havia sido o único a perceber certos detalhes

que me fizeram considerar este um ótimo filme. Esperava que o Pablo

também percebesse, já que ele sempre acerta em cheio nas críticas sobre

filmes mais psicológicos (Cisne Negro, etc), mas fiquei decepcionado por

não encontrar tal abordagem mais aprofundada nesse âmbito.

 

 

 

Por exemplo: ainda não ouvi ou li ninguém se perguntando sobre os

nomes das meninas, porque elas são chamadas por aqueles apelidos

específicos. Pra mim, são essenciais para o conceito do filme e seus

significados.

 

 

 

Por favor leiam, adoraria discutir sobre filme com vocês.

 

 

http://www.kinemail.com.br/

 

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Uau... Snyder e David Lynch... sério cara? sério mesmo???

 

O Pablo não fez uma abordagem mais profunda nesse filme porque não é necessário chapa. Li coisas interessantes na sua resenha, como a forma que você explorou a teoria que as quatro moças são parte da psique de Babydoll.

 

O problema está que nem a Babydoll e as outras garatoas não são interessantes ou tem uma personalidade desenvolvida. Blondie e Amber tem apenas algumas linhas de diálogo (nem você conseguiu dar um adjetivo para elas), as irmãs Sweet Pie e Rocket tem um background pouco mais explorado, mas nada demais, e Babydoll em momento algum transparece um verdadeiro sentimento de culpa pelo o que aconteceu, a atriz se restringe ao mesmo olhar durante toda a projeção.

 

São personagens rasas e massantes, não fazem uma conexão com a audiência e logo metáforas do jeito que você colocou só funcionariam se a gente se importasse com o que acontecesse com elas, o que não é o caso. E chapa, se você só conseguiu conectar a personagem de Blondie com a protagonista por causa da cor dos cabelos delas, acho que tem um furo na sua teoria. De boa, acho que você tá proculando pêlo em ovo.

 

O Script não ajuda também. Essencialmente são apenas diálogos de exposição da trama ou o Glenn Scott tentando ser "profundo" quando na verdade está apenas recitando ditados de um biscoito da sorte chinês. Mas nada bate a narração que inícia e fecha o longa sobre anjos: piegas e forçado, Snyder procurando dar um peso e seriedade para a história. Eis um erro, de tentar levar a sério uma louca fantasia dessas.

 

A idéia de realidade e sonho não é explorada muito bem neste filme pois diferente de Nolan que é sutil em "A Origem", Snyder já opta por começar o filme com uma cortina de tearto e chega a mostrar um pouco do backstage logo na primeira cena... elegante como um elefante. Isso junto com um sanatório todo estilizado já deixa claro que TUDO é uma fantasia, fosse esse o efeito que o diretor queria ou não. Em nenhum momento Sucker Punch nos deixou em dúvida se estamos na realidade ou não.

 

Então eis algo que me deixa incomodado em muitas críticas positivas que eu vejo desse filme (não a sua). Que Sucker Punch é genial mas o problema é a audiência que não sacou as referências ou as mensagens "escondidas". Acho isso uma de uma arrogância tremenda, a audiência não é burra e um bom filme não pode ser bom apenas pelos referências e matáforas que emprega. Precisam de um bom enredo, de personagens engajantes, de um desenvolvimento coeso  e por ai vai. E Sucker Punch não tem essas coisas.

 

 

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Caro LucasFilmes,

 

 

Não me entenda mal quando traço uma comparação entre Lynch e Sucker Punch (não Snyder per se). Refiro-me a maneira em que sonho/imaginação são abordados por ambos. Eles não param para explicar a lógica do que se vê em nenhum momento, nenhum personagem abre a boca pra fazer o espectador 'entender' a mecânica da narrativa, está tudo na imagem. Se o público vai 'entender' (ou querer, ao menos) são outros quinhentos. Pra mim isso é libertador, principalmente vindo de um blockbuster caro. Particularmente acho muito mais sutil que Inception, que não pára de se auto-explicar o filme inteiro. Snyder não é exatamente o mais sutil dos cineastas, mas há algo no filme que o é, tenho certeza.

 

Também acredito que a necessidade fazer uma abordagem mais profunda de um filme não depende de mim ou de você, mas de quem tem vontade de fazer. Sucker Punch me provocou nesse sentido e eu pensei que isso também aconteceria com o Pablo, o que não aconteceu, por isso fiquei um tanto frustrado. Mas também não cobro de ninguém.

 

Não acho que o roteiro do filme seja perfeito (aquelas narrações no início e no final são meia-boca, espero q sejam cortadas na versão do diretor), mas julguei certas coisas de maneira diferente de você. Scott Glenn, por exemplo, faz exatamente o que você disse, recita ditados de biscoito, e isso é ótimo. O personagem dele não é pra ser profundo, ele é um clichê hilário e divertido e Snyder sabe disso. Ele é curioso por que é uma espécie de totem do Nolan, está para nos lembrar que não estamos na realidade como a conhecemos, vide o final.

 

"Em nenhum momento Sucker Punch nos deixou em dúvida se estamos na realidade ou não." Melhor que isso, Sucker Punch não separa realidade e imaginação com palavras, isso limitaria o filme. Elas estão profundamente entrelaçadas. Os tais três níveis de imaginação que existem no filme estão muito conectados, sempre fazendo referências entre si, e achei o divertido fazer essas conexões.

 

Quanto às personagens, eu as achei interessantes justamente por não serem 'reais', mas projeções de uma garota de 20 anos sobre si mesma (Army of Me, da Björk, é a música mais bem escolhida do filme). Adoro o fato de nenhuma das garotas ter um nome, só apelidos na realidade alterada. Blondie pode ser o elo mais fraco nesse sentido, mas o fato de ela trair as outras garotas já diz algo sobre a própria Babydoll. Ela traiu a si mesma? Em que sentido? É algo para pensar. Já Amber tem uma ligação bem mais forte quanto à ideia dos olhos. Primeiro ela é interpretada por Jamie Chung, cujo os olhos já são um atrativo à parte (antes de Jamie, a intérprete de Amber era Emma Stone e seu grandes olhos). Segundo, na cena da 'dança' na cozinha, Amber, aflita, falha em pegar a faca do chão e evitar que o cozinheiro use-a para matar Rocket. Não foi uma 'falha dos olhos' da aflita Babydoll que terminou por matar sua irmã? Devaneios... Também não acho que o roteiro mate Rocket por causa de uma faca, ela tem sim uma ligação com a irmã morta de Babydoll. E Sweet Pea, além de ser muito foda, seria o alterego verdadeiramente forte de Babydoll. Sua proteção com Rocket reflete as verdadeiras intenções de Babydoll ao atirar no padrasto no início do filme, e 'libertar Sweet Pea' foi a maneira que ela encontrou de se libertar da culpa.

Se isso não for interessante eu não sei mais o que é.

 

Você diz que um filme precisa de 'um bom enredo, de personagens engajantes, de um desenvolvimento coeso e por ai vai' para ser bom. Eu vejo essas coisas em Sucker Punch, em níveis diferentes do comum. Só não acho que está tão cara quanto os trailers sugerem. E concordo contigo, as críticas (tanto as positivas quanto as negativas) são muito arrogantes. Talvez seja um mal nossa época. Agora dá licensa que eu vou assistir ao filme pela 3º vez :P

 

 

PS.: Detesto Superman, queria que Snyder produzisse outra obra original.

FilipeMarcena2011-03-27 17:41:38

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Cara... de boa, eu não consigo ver as coisas como você, me desculpe. Podemos até discutir mais, mas acho que já estamos mais no subjetivo do bagulho.

 

Sobre "A Origem" se explicar toda hora. Bom, sim claro. O filme é uma ficção cinetífica das antigas amigo, na qual os personagens, enredo e tudo mais giram em torno da hipótese futuristica baseada em explicar e demonstrar o funcionamento deste novo mundo. Como funciona a invasão dos sonhos é o centro da história, neste caso o diálogo de exposição é necessário. Ainda assim DiCaprio e Marion Cotillard conseguiram montar dois bons personagens.

 

Bom, para Snyder fazer outro roteiro original pela Warner, só se Sucker Punch fizer um boa, mas muito boa bilheteria. Na verdade os executivos da Warner detestaram o filme nas projeções premilinares e rolou o boato que eles chamaram o filme de "Desaste em CGI".

 

A politicagem de Hollywood diz que Sucker Punch foi uma das exigências de Snyder para dirigir os futuros projetos de filmes de heróis da DC (que os dieitos pertencem a (crase) Warner). Então para deixar o diretor feliz e garanti-lo para o Super-homem. Eu tenho alguns problemas com Watchman, mas Snyder é um dos poucos diretores atuais que sacam como fazer um bom filme de super heróis e acho que ele pode sim fazer um bom trabalho com o Homem de Aço.

 

 

 

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Me decepcionei com a crítica, Pablo.

O filme é mais do que uma homenagem aos Mangás: ele aborda o desenvolvimento do herói (no caso heroína). Não considero sua narrativa fraca. Muito pelo contrário. Após cada missão, a heroína evolui até chegar à grande cena que é o final. Aquele final, por sinal, era mais do que necessário.

Aliás, o filme é uma verdadeira homenagem ao cinema, além de contar com uma belíssima trilha sonora que funciona de uma forma espetacular nesse filme.

Ao meu ver, ele é um pop filosófico do qual estávamos precisando há muito tempo.

Acho difícil o diretor ser doentio como você disse a ponto de explorar a sexualidade nesse sentido. O que ele fez foi homenagear diferentes gêneros pop.

Abçs.
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Participo pouco das discursoes.. sou mais um "usuário" dos filmes do que um "somelier" d das películas. Mas eu gostei.. não foi tudo que eu esperava, mas gostei bastante. Claro que o que mais me impressionou foi o visual, mas a história é boa. Gosto de histórias que me levam a pensar " o que esta acontecendo" como as reviravoltas temporais do filme.. E gosto de imaginar depois que assisto tudo que nao foi mostrado.. os eventos, o que passou pela cabeça das personagens... tudo... Fico meio triste pq o crítico, nao participa das discursoes... pelo menoss sempre q vejo algo polemico, o Pablo se omite.. deixando apenas seu ponto de vista e sem dar muita importancia aos leitores, q no fim das contas, se importam em discutir e criticar, algumas das criticas muito inteligentes, sejam concordando ou discordando, entao fica minha "CRITICA" ao Pablo ou outros membros do Cinema em cena.. participem.. é Gratis..!;)

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