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Forum Cinema em Cena

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    • O jogo "Nerve" é o resultado de uma desconstrução social que não dá sentido algum ao seu desenvolvimento. O filme tem um enredo que atrai por fazer com que as interações sociais sejam mais intensas e extremas. Uma compilação de informações que dá o real sentido de seu valor e como as atuais plataformas se beneficiam disso. Alguns enquadramentos dinâmicos dão sentido a essa correria de acessos e informações. A personagem Vee (Emma Roberts) está enclausurada socialmente porque não consegue vislumbrar seus sonhos, deixando a mãe e saindo da sombra do irmão, sendo que o desentrave é o tal jogo. Nem sei quantas vezes já vi essa premissa, mas com um corpo para o público adolescente a trama caminha razoável até o primeiro ato e depois cai... muito. O enredo esquece a problemática da Vee e começa a perder o rumo após cair na armadilha do relacionamento teen. O filme esquece da racionalidade de seu mundo para tentar chegar ao final a qualquer custo. Temos problemas sérios com a edição onde há inúmeras cenas com falhas de posicionamento após os cortes, fazendo com que as atuações fiquem péssimas. Os arcos dos personagens simplesmente não se encaixam, impossibilitando melhor suas complexidades. O jogo que deveria ser um personagem nada mais é do que o reflexo dos "observadores" com o senso de moralidade corrompida e sem objetivo. As cenas finais tenta dar uma moral ao enredo, mas as costuras já estão tão esgarçadas que rende ao cliché mais uma vez. Recomendaria o trailer ao invés do filme.    
    • The Secret Garden é a enéssima refilmagem de um filme do século passado do qual só guardo boas lembranças dessa produção noventista. Este aqui é um filme estilo Sessão da Tarde, bem feitinho e com elenco bem empenhado, mas ainda assim não me empolgou como a versão de 1993, vai ver pela nostalgia que guardo dele. É aquele filme bem feito e tem elenco estelar pra quem nunca viu alguma das produções anteriores, feito como qualquer refilmagem recente. Ou seja, pra esta nova geração Nutella-Covid.. 8-10   Summerland é outro filme Sessão da Tarde tradicional de amadurecimento, etc e tal, só que a pegada inglesa lhe confere um charme extra, como sempre. Lembra uma versão sadia de Verão de 42, com aquela pegada LGTB+ dos tempos atuais. Coincidência é que a vilã deste filme é a mesma atriz-mirim do filme acima, só que no papel principal. Boa atuação a dela, ficar de olho em seus futuros projetos. Resumindo, filme bonitinho porém esquecível. E a Gemma, estupenda.. gosto muito dela. 8-10
    • Filme mudo, "A Noiva de Glomdal", de 1926, é um filme bonitíssimo do mestre dinamarquês Carl Theodor Dreyer, baseando-se em duas lendas alemãs sobre um amor adolescente que enfrenta a não concordância do pai da noiva. Como bem definiu Freud: O amor que mais dura é o amor contrariado! A corajosa mocinha foge de um casamento arranjado para ficar com seu amor verdadeiro. Juntos, eles depois terão que enfrentar o ciúme do ex-noivo. "E também a força da natureza", como diz a sinopse. Que é um plano fantástico de mais de 10 minutos, com o ator enfrentando a forte corredeira de um rio. Muito legal! A trilha sonora é ininterrupta, mas muito delicada, e casa muito bem com a bela paisagem rural - de resto, moldura artística do Movimento romântico. Chamou a minha atenção uma cena bem sensual para a época, aliás o filme, na essência, é sobre a sexualidade na adolescência. Que era uma questão a ser resolvida pelo casamento, ao invés de ser prorrogada como nos dias atuais. Parte do final do filme é considerada perdida. Mas nada que interfira na compreensão.
    • lembrando também que esse filme foi produzido pela Touchstone Pictures..subsidiária da Disney😁, dirigido pelo Spock, Leonard Nimoy... Ah, e que esse filme deu polemica na época porque numa cena aparece um suposto fantasma, treta que até apareceu no Fantastico, e que no final era um cartaz de papelao esquecido no cenário..🤣
    • Sempre me imponho o dever de assistir a mais filmes de Nanni Moretti, mas algo passa na frente. Eles sempre me surpreedem pelo tom. Aqui não é diferente: Parece drama, mas é uma comédia; ou é uma comédia que parece drama. Em "A Missa Acabou", de 1985, temos um Moretti ator, roteirista, e diretor, para contar a história de um jovem padre que deixa sua paróquia em uma ilha para retornar à terra natal, nos arredores de Roma. Lá chegando, encontra um ambiente transformado pela descrença. Seus amigos de juventude militante esquerdista ou estão presos ou querem distância do passado; sua irmã está grávida e quer abortar; sua mãe está doente; seu pai tem um relacionamento extraconjugal com uma mulher mais jovem; o antigo pároco a quem substitui na Igreja trocou o ordenamento por uma esposa e um filho; ninguém comparece às missas... Toda essa situação angustia o protagonista, o violenta, o enraivece, e o torna, ele mesmo, incapaz de disseminar a paz dos evangelhos. Sua crença, portanto, é apenas "o" hábito. A veste talar. E a direção é muito boa nesse sentido, ao enfocar várias vezes como a peça é a única coisa que o distingue especialmente das outras pessoas. Essa estratégia será repetida mais tarde em "Habemus Papam" de 2011. Gostei bastante.
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