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Forum Cinema em Cena

Gustavo Adler

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  1. Gustavo Adler

    John Wick: Parabellum

    Porque mad max fury road tem uma história por trás do fiapo de história, e tem muita história no amontoado de ações!
  2. Gustavo Adler

    Coringa - Joker (Joaquim Phoenix, 04/10/2019)

    acho que tu não leu o que eu disse, eu não neguei que ele é um sociopata, só disse que ele não é só um sociopata e além disso, ele usa a sociopatia pra mostrar o quão o sistema social que vivemos já predispõe todos nós a loucura, ou a sociopatia, e que basta um empurrãozinho (o texto todo que tracei da exemplos dessa visão do Heath) Sim, é verdade, mas ai é a questão da arte que deixa em aberto. Será que ele falou isso de quando ele acabar as pessoas civilizadas vão se comer umas as outras, ele não está fazendo uma crítica justamente a esse civilizismo que faz as pessoas ficarem predispostas a loucura? será que se não houvesse essa necessidade de civilidade, as pessoas não poderiam livremente gerir suas próprias vidas? De fato o Heath não aborda se não tivesse antes a civilização das pessoas como elas seriam. Mas eu tenho a impressão de que esse trecho ele fala com base no processo civilizatório do qual as pessoas já foram sujeitas por todas as suas vidas. Ele acha que o caos é a harmonia, resta saber o que ele pensa de caos, cada um cuidando da sua vida e a coletividade ser resultado disso, ou não existir coletividade e cada um cuidar da sua, ou há guerra e conflito eterno sem ninguém conseguir cuidar da sua vida, ou o pessoal cuida da sua vida mas sempre em conflito eterno, ou há coletividades e conflitos caoticamente dispostos no tempo das pessoas e das gerações, sem haver uma estrutura que as delimite.... mas o que eu tenho certeza é que ele prega que cada um tem que se mover solto, livremente, caoticamente, sem uma ordem, e o resultado disso será apenas isso, resultado, consequencia, sem um fim, sem um plano, sem objetivo. pois eu discordo, pra mim, Heath tenta a toda hora demonstrar como a sociedade deixa a gente louca. Não vi em nenhum momento o filme ou ele demonstrar que a pessoa é louca e que a sociedade permita que nós sejamos monstruoso anestesiados e hipócritas, pois ele não acha que exista monstruosidade. Ao meu ver, a monstruosidade é também uma criação, na visão do Heath. Pelo que eu pude perceber, é justamente isso que baseia a ideia de que o caos seria o ideal. Pois ele a todo momento aponta como que a monstruosidade é decorrente da necessidade criada pelo sistema social das pessoas conviverem obrigatoriamente umas com as outras, desejando uma coisa, recompensa, sobre a regra e planos de quem está no poder. Para o Coringa de Heath, o ideal seria cada um viver sua vida livremente, vagar pelo espaço da vida sem planos e objetivos, podendo ou não ocasionalmente haver conflitos entre um(s) e outro(s), mas também podendo haver afiliações entre um(s) e outro(s), e não necessariamente ligações e conflitos duradouros, e, que, no meio da liberdade das pessoas, tais eventos se dispersariam na mistura de multiplos eventos decorrentes da liberdade caotica da pessoa consigo mesma. Ao meu ver, a tal natureza monstruosa do ser humano é porque ele é obrigado a seguir os ritos da sociedade, preso em suas estruturas. De fato, não há nada que aponte que ele ache que a monstruosidade é decorrente disso, mas sei lá, algo na postura dele quando ele trata esses assuntos me faz ter essa leitura. Por exemplo, ele percebe que o Batman foge das regras dessa estrutura, e age conforme ele mesmo, opa. Acho que estou repensando isso. Ta ai, um ponto que talvez aponte pra o que você está dizendo, ele percebe que o Batman não age como os outros, aceitando seguir os planos e os ritos, e, por isso ele quer demonstrar que ele pode expor a monstruosidade inerente a ele, como ele acredita que é inerente a todo o ser humano? Mas ai é que está, eu não acho que o Coringa vê o Batman como uma monstruosidade, eu não acho que o Coringa acredita na existência da monstruosidade, e, no fim, ele acha que o Batman segue não caindo na loucura que ele tanto prega, porque ele, Batman, acreditou em valores que aceitou ter durante sua socialização. A luta do Coringa com o Batman é fazer com que ele perca esses valores e haja livremente, caoticamente, se ele quiser matar mata, se quiser salvar salva, e siga sua vida. Algo assim. Não entendo o Leagder acreditando na monstruosidade humana, como características (sim, talvez que o homem faz atos monstruosos, mas caoticamente se livre fosse permitido viver). É justamente a ideia do cão que corre atrás do carro mas quando o alcança não sabe o que fazer. Ao meu ver, o Coringa tem um certo desprezo pelo Batman ter esses valores e se segurar neles (e ao meu ver esse desprezo fica bem claro na conversa entre os dois na prisão, quando ele diz pra não agir como eles, reconhecendo que ele não é como eles, e portanto, deve se livrar dessas amarras bestas que são esses valores que ele segue). Esse desprezo só vai se perder quando ele ve que realmente não consegue dobrar o Batman. Se o Coringa acreditasse na monstruosidade humana, logo, não vejo porque o mesmo citar o caos frequentemente, pois se somos monstros, logo, há uma ordem aqui de ação devido a nossa natureza, sermos monstros nos atacando. Eu acho que discordo em partes, de fato o Coringa fala de que tem planos, mas definitivamente ele define ter planos como algo ruim e ponto. Não há, para o Coringa, planos bons ou planos ruins, há ter planos, e eles são ruins (pois somos cachorros que quando alcançamos o carro não sabemos bem o que fazer com ele), porque acabam sendo feitos pela limitação humana, e, portanto, em benefício dessa limitação, ou seja, acabamos destroçando o carro porque nos foi criado a necessidade de ter um plano pra ele. Então, eu não acho que o Coringa diz que o sistema é malvado e que somos loucos. Acho que o Coringa diz que como podemos aceitar viver sob essas regras e ritos, dentro desse sistema, que acaba nos levando a uma situação completamente tensa e propensa a loucura. Pra o Coringa, ao meu ver, a loucura não é uma característica, é assumir que esse estilo de vida é insana (que é reforçado até pela atitude do Duas caras quando ele fala pro Gordon: vivemos em um mundo insano em tempos insanos" algo assim, como que assumindo a sugestão do Coringa, de que esse modo de vida nessa gaiola que é a sociedade é insana e precisa ser tratada como, precisamos ser insanos mesmo, e não por mascaras). Ou seja, a loucura, na visão do Coringa, nem é consequencia, nem é natureza humana, nem é fruto de um trauma, é viver sob essas circunstâncias acima citadas, sobre regras, planos, em uma estrutura separada e hierarquizada (justamente pra fazer os planos acontecerem). Com o caos, não há loucura, porque há muita tanta coisa, pois não haverá a vida sob o julgo de regras e planos. É isso que estou entendendo do filme de Heath, atualmente. Percebe que o lance das balsas é um plano? são regras que o Coringa estipulou? é isso que o Coringa quer mostrar, viver sobre regras é loucura, e leva a loucura, basta só um empurrãozinho. E, pelo trailer e suposto enredo que vazou, eu acho que não é o que o filme do Phoenix vai mostrar não, pois parece que o trauma e stress com que ele, pessoalmente, passou, vai ser o transformador de uma pessoa que genuinamente queria fazer rir pra uma pessoa que genuinamente ri fazendo sofrimento. mas trailer não diz nada (embora muitos trailers são melhores que o filme hahaha)
  3. Gustavo Adler

    Coringa - Joker (Joaquim Phoenix, 04/10/2019)

    Sim, mas a loucura dentro desse contexto de sociedade com os problemas que ele apontou anteriormente ("se uma pessoa comum morre, o dia é normal como outro qualquer, mas se algum embaixador, político ou dono de um empreedimento famoso morre, as pessoas perdem suas cabeças" "Eles fazem planos, eu não, eu sou um cão que corre atrás da roda e quando alcança não sabe o que fazer com ela", tem a conversa dele com o Batman, que não me lembro bem, mas diz: "você não é assim, não é como eles, não aja como se fosse um deles, você não é" quando põe fogo na parte dele que foi combinada com os traficantes: "precisamos de vilões melhores nessa cidade" - aqui eu interpeto que ele critica essa nossa apatia por fazer aquilo que queremos fazer, e só nos prontificamos a fazer mediante a chantagem de um ganho econômico...). Acho que essa loucura que o Heath menciona é justamente essa tensão que a estrutura social da nossa sociedade (ou das sociedades megalomaniacas) cujos membros são um cachorro que não sabe bem o que fazer. Você põe o desejo e a necessidade de manter o controle sobre as coisas em um grupo de animais que somos nós humanos, que não sabemos muito bem o que é esse controle e como mante-lo, acabamos todos meio loucos em uma gaiola, em um estado de tensão que basta um empurrãozinho. Da pra fazer essa extrapolação a uma matilha de lobos, também. Pega um lider alfa autoritário e centralizador (sim, há alfas menos autoritários e menos centralizadores), que quer mais comida, quer concentrar mais comida, e pra isso ele cobra sempre mais do seu grupo. Só que ele não sabe como obter mais e o que fazer pra obter mais, então ele vai cada vez mais usar da força e do seu status pra tentar alcançar esses desejos (e quanto menos "sábios os alfas são, sim, há lobos que aprende mais sobre o que está fazendo e lobos que sabem menos, maiores são a chance dele abusar de seu status de alfa). Então, por isso que acho que o filme abordará mais a questão pessoal, como um trauma em uma pessoa que está já sob stress pode leva-lo a loucura (não sei se o filme vai abordar tão profundamente as questões sociais como o Heath Ledger apontou. E estou estou dando os créditos ao Ledger porque acho que essa abordagem, essa concepção do Coringa que eu estou pensando a respeito, ao meu ver, tem muito da visão de mundo do Heath, do que ele acredita ser a sociedade. Estou cada vez mais convencido que esse personagem foi mais criação do Heath Ledger do que do Nolan).
  4. Gustavo Adler

    Coringa - Joker (Joaquim Phoenix, 04/10/2019)

    Um assunto um pouco off topic, que se acharem melhor discutir em outro lugar, eu acharia massa. Mas ao ver uma postagem de um youtuber que eu conheço no twitter associando o momento atual do brasil defendendo trabalho infantil com o coringa do Heath Ledger, me veio uma reflexão que não sei se faz sentido. O youtuber associou a imagem do coringa a sociopatia, só que eu não acho que o Coringa do Ledger seja um sociopata, ou não só sociopata (talvez seja sociopata também, mas a sociopatia dele além de não ser a unica coisa que o faz agir como age, acho que a sociopatia dele é usada por ele pra outros fins, que eu irei abordar mais a frente). Acho que ele é um anarquista puro, uma pessoa que vê a teia, a estrutura social, e os consequentes costumes da sociedade, e se propõe a ser um critico sádico, explorando a natureza desse sistema para provar que ele leva as pessoas a um estado de insanidade naturalizado. Pois, diferente dos coringas dos quadrinhos, que queria por fogo no circo só pra por fogo no circo, só pra provar que todos querem por fogo no circo, ou que todos podem expor sua natureza má, o Coringa do Ledger, ao meu ver, (e, sim, do Ledger, não do Nolan, pois acho que o personagem teve muito mais a contribuição do ator do que do diretor, rick que venha me crucificar hehehe) acha que a forma como a sociedade se encontra, a sua organização e estrutura, cria esse monstro dentro da gente (ou a gente), e que se manifesta de várias formas e basta um empurrãozinho pra que ele expresse toda a sua sociopatia alimentada por esse sistema. Por que eu acho isso? porque o Coringa do Ledger a toda hora se refere aos planos deles (deles eu interpreto que seja do sistema, de quem se beneficia do sistema), de que ele não faz planos, ele é um cachorro que corre atrás da roda mas quando a alcança não sabe o que fazer (na verdade, quando ele fala essa frase, ele está defendendo o que o ser humano na verdade é e, portanto, o que a sociedade, como estrutura, deveria respeitar pelo ser humano ser assim). Tem outra parte também que ao falar do efeito na sociedade da morte de uma pessoa importante, ele expõe a loucura que é a casta e o aparthaid social. Esse filme presente, me parece, vai abordar mais o Coringa como um resultado traumático, como, qualquer pessoa normal, em situação de stress e após um momento traumático, está suscetível a se tornar um psicopata. Não vai abordar um Coringa sociopata por natureza, mas não vai ter a abordagem que o Heath construiu. Bem, particularmente eu prefiro a abordagem que o Heath deu, pois acaba também transcendendo a pessoa ou a complexidade do comportamento humano, como indivíduo, e faz uma abordagem social!
  5. Gustavo Adler

    Era uma vez em Hollywood - Dir Quentin Tarantino

    AAah entendi. Eu tava pensando que o Zorro era um personagem clássico a favor daquela imagem de velho oeste americano, do americano fodão e bonzinho, salvando as donzelas dos selvagens, e que ai, o Tarantino queria inverter isso. Mas, agora, que tu me explicou que o Zorro era o oposto disso, agora entendo e faz todo o sentido juntar o zorro com o jango. Criei expectativas agora!
  6. Gustavo Adler

    O Rei Leão (Jon Favreau - 19/07/2019)

    Mas o que tá me fazendo ter alta expectativa é a sensação de louvor a esses majestosos animais, ao ser um desenho-pretensão de ser filme real, com texturas reais, o que leva diretamente a majestade que a Africa possui e seus personagens. O desenho, ao meu ver, foi uma representatividade disso, além da história linda e paralelo, ao mesmo tempo, que era uma representação simbólica de alguma filosofia das civilizações africanas (ou de parte delas ou de parte de algumas delas, enfim..), que está intimamente ligado a toda a majestade da Africa, dos seres vivos que nela habitam e de suas histórias. Mas aqui em um suposto live acton, acho que a representação vai ultrapassar um pouco e dar uma sensação de vivência maior! Essa é a minha expectativa
  7. Gustavo Adler

    Mulan (Live Action)

    Gostei
  8. Gustavo Adler

    A Pequena Sereia (Live Action)

    https://twitter.com/MidiaNINJA/status/1147120960778252289?s=20 E você se contradisse nesse raciocinio, pois como ter jovem talentoso se não há investimento em atores negros e personagens negros? *E o vídeo acima demonstra bem isso, quando fala de cultura, não só é uma questão de visão de mundo adquirida durante sua vivência, de como um diretor negro irá tratar um filme diferente de um diretor branco, mas, consequentemente, de criar na cultura branca o fim do privilégio branco e hábitos e políticas pra formenta a cultura negra nos cinemas também. Sim, porque só existem atores brancos bons porque existe toda uma política e uma estrutura cinematográfica americana voltada pra isso.
  9. Gustavo Adler

    A Pequena Sereia (Live Action)

    Me diga quantas vezes uma atriz principal negra foi trocada por uma branca eurocentrada? (eu te digo, inúmeras, inúmeras. Colocaram até a Johanson pra ser uma niponica). Quantas vezes colocaram um personagem negro pra ser principal? (eu te digo, quase nunca)
  10. Gustavo Adler

    Knives Out, Dir: Rian Jonhson

    Esse filme parece que vai ser bem legal
  11. Gustavo Adler

    O Rei Leão (Jon Favreau - 19/07/2019)

    Que massa, pow, senti uma energia foda aqui nessas fotos
  12. Gustavo Adler

    Knives Out, Dir: Rian Jonhson

    OOOpaaa,, parece bem maneiro o filme
  13. Gustavo Adler

    Era uma vez em Hollywood - Dir Quentin Tarantino

    eita, fiquei interessad nisso ai. mas pera, o zorro era um heroi da linha americana que salvava as mulheres dos indigenas selvagens e canibais e dos ladrões salafrários e maltrapilhos? então é uma repaginada?
  14. Gustavo Adler

    Invocação do Mal 3

    Mas ai é que está, a coisa perde a estranheza a partir do momento que você decifra que: a) não existe nada sobrenatural (portanto, nada que fuja as leis da natureza e que possa lhe infligir mal sem que você "antevenha" o perigo e b) todo e qualquer estranheza vem da mente, e não dos fatos, enquanto os fatos não são explicados, ou desconhecidos, há a sensação de estranheza. E ai o ponto a) liga-se com o ponto b), se você já sabe que não existe sobrenatural, a estranheza deixa de ser algum perigo fora dos fenomenos físicos e que você esteja desarmado, resultando no que me faz justamente gostar mais da tensão do que de aparições, que enquanto tensão, enquanto vultos e sugestões, a ameaça permanece na estranheza, e assim fica na sugestão. Portanto, minha estranheza deixa de ser do que eu vejo, mas passa a ser o tipo de perigo que pode me sugerir. E acredite, quando vejo um filme sugestivo e não demonstrativo, eu passo a interpretar o perigo como a existencia de deus a partir do momento que acreditamos que ele existe (ou seja, nesse caso, a existencia da assombração, na nossa cabeça, a partir do momento que acreditamos nela. Traduzindo, o fato pode não existir de fato, mas a crença nele faz com que de fato, as pessoas passem a se comportar como se tivessem sido assombradas, passem a esquecer as coisas e ouvir barulhos e ser de fato de assombrações, de, no fim, no ápice do surto psicótico, a pessoa pode sim ficar tomada pela ideia de uma entidade lhe enfligindo mal. É uma auto explicação que eu dou para mim, me colocando naquelas cenas de filmes que sugerem, porque eu passo a me ver a sem querer me convencendo da existencia desse fenomeno e isso me tomando por completo). Quanto a crença, sim, o ateísmo é a crença da não existencia de que deus ou qualquer forças além das explicações que são possíveis de ser feitas com base nos fenomenos do universo, ou pelo menos, que o universo já pode se explicar sozinho, e, portanto, não precisa da crença em deus (é uma crença do mesmo jeito). P.S: Agora percebi que quando falei da questão do ateísmo e sua relação com minha falta de medo pra ver monstros, parecia que eu tava fazendo alusão ao ateismo em geral, e dando a entender que ateus não irão temer caras feias. Na verdade, eu quis dar uma possível explicação do porque essas aparições em filmes não me assustam mais, que eu acho que, em mim, tem a ver com minha fé na não existencia dessas coisas. Mas é uma coisa que eu percebo em mim, não que atrelo ao fato de eu ser ateu, necessariamente. Pra comparação, filmes de terror que me assustavam antes de ser ateu eram ligados justamente a espiritos, possuição, casas assombradas e tal, justamente porque eu era ligado nisso e adorava esse tipo de perspectiva (e a creditava). PORÉM, mesmo filmes desse tipo tinham que ser sugestivos (porque na minha cabeça, se eu visse uma pessoa morta, eu simplesmente falaria com ela, ou se eu visse o diabo, eu simplesmente zombaria dele e dizia "cade, não pode me fazer nada otário". Mas já essas entidades estando ocultas e trabalhando de forma que eu não os veja e não os antevenha, me dava o medo de que eles pudessem me fazer mal sem eu perceber que eles estavam agindo em mim, ou especificamente aonde eles estavam me atacando,e ai, quando a assombração aparecia, era apenas o ponto final, que ela vinha sem explicação, após eu ter comprado a ideia de que há algo tenebroso pra além da minha imaginação) Eu concordo com tudo com relação a tecnicidade da cena, foi bem feita e foi feita pra atingir esse climax, foi honesta, mas ainda assim foi pior do que não mostrar a freira. Pra mim teria se tornado uma puta sequencia ameaçadora se o climax fosse o resultado psicológico perdubador do vacuo da presença materializada da freira, e sim ela agindo de forma a derrubar o psicologico da medium. Pra mim, a cena terminaria muito melhor se a sombra fosse pra o quadro e ficasse ali aquele quadro encarando a personagem da medium sem que o espectador tivesse a certeza que aquela imagem no quadro era a aparição ou o quadro, mas que o diretor conseguisse bolar alguma ameaça real resultando disso, como: a sombra vai até o quadro, a medium fica encarando o quadro por longo tempo, a imagem ficasse presa no quadro, encarando-o por tanto tempo que gerasse quase que uma claustrofobia do ambiente fechado escuro e tenebroso e dai acontecesse algo dúbio que pusesse a vida da mulher em risco. As aparições hoje em dia, se não forem amarradas por um clima sugestivo muuuuito bem feito, me tira da imersão do filme, completamente. Mas ai é que está, concordo com tudo, mas a imgem pode ser sugestiva,, e não física. Você pode vislumbrar uma imagem de horror só através de sugestões ou pode ver a imagem de horror, e eu acho que filmes que mais me tocam trabalham mais na primeira linha.
  15. Gustavo Adler

    Invocação do Mal 3

    Pois pra mim não faz efeito nenhum cara feia. Sinceramente, não sei se é porque sou ateu e já estou precavido de todos os fenômenos supostamente sem explicação (barulhos, vultos ou mesmo aparições que eu possa ter visto mas que depois de repensado, fica tudo esclarecido, isso com o tempo se torna hábito e toda a situação que seria desconfortante porque teoricamente não teria explicação, você já está pre disposto pelo hábito de pensar: "aah, tem uma explicação pra esse fenomeno ter ocorrido"). Tipo, usando o exemplo da sombra da freira, ela estava perfeita, perfeita, amedrontadora, ao mesmo tempo que era sutil ( e o medo está justamente nessa sutileza), lembrando até umas cenas do filme antigão a casa das almas perdidas, mas ai, a cena caga tudo quando a freira se materializa num mostro na foto. Era pra ter ficado ali, pois, como o conan disse, tudo isso já mostrava que havia ali uma figura a espreita. Se aquela aparição foi uma tentativa da aparição de subjulgar a alma da caçadora de fantasmas, que utilizasse de outra sutileza, como um "acidente" ou ambientação psicologicamente agonizante pra protagonista (e pro espectador, por tabela), se lá, que utiliza-se outro recurso que não a aparição de monstros. Sei lá, a aparição de monstros faz o oposto do que supostamente me deveria causar, ao invés de me causar mais medo e susto ou susto, me faz é "me acordar do pesado" (pesadelo quando o filme é bom né, porque se não, vira só uma perca de tempo mesmo) e perceber que aquilo ali é um filme e, me causando desconexão com o mundo ali apresentado de forma que eu fico: "opaa, deixa essa cara feia passar que o filme deve voltar a ficar bom"
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