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Forum Cinema em Cena

Gustavo Adler

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  1. Eu acho que foi intencional isso, foi puro deboche!
  2. Sinceramente, genérico pelo trailer
  3. seria bem legal se em algum deles, no final poós crédito, demonstrasse os paralelos dessa metafóra com a realidade das florestas, porque há muitos, por exemplo, o fato das arvores estarem todas conectadas, que na realidade, é por rede fungica
  4. Eu assisti, e tive a mesma sensação, mas acho que é melhor do que Begins, porque enquanto o Nolan meio que ignora o fato do Bruce Wayne ser um bilionário e que isso reflete, querendo ou não, na degeneração de Gothan (e até faz propaganda a favor quando diz que as empresas wayne iria pra uma votação rpa se tornar pública de modo que um dos membros socios pudesse ganhar dinheiro cm corrupção, em uma clara propaganda de que desejar que toda a riqueza de Gothan através do Wayne se torne um bem público que beneficie toda a cidade é um ato de quem apenas quer ganhar dinheiro ao tornar a empresa uma coorporação pública, quando não é necessariamente verdade). Sim, vendo o filme eu percebi isso, mas eu entendo a critica, também visualizei certos maneirismos de filme de heroi. O filme me agradou, mas os maneirismos de filme de heroi (como no final, após todo o misterio do charada ter sildo resolvido, ainda ter um grupo que o charada participa que tenta matar a candidata a prefeita e cria um ultimo ato de porradaria e atuação heroica do Batman) pode parecer meio enfadonho. Eu tive alguns momentos que se eu virasse a chave, e encarasse: "aah, é só mais um filme de heroi", eu teria me desconectado. O lance que eu havia demonstrado incomodo nos trailers, de ver o Batman a lá superhomem, levando bala e nem sentindo, realmente deu o tom do Batman, que levou até tiro de escopeta hahahaha Mas, por incrível que pareca, isso, ao meu ver, enriqueceu mais, pois, de fato, ele parece imitar o Superhomem, pareceu que o Reeves estava fazendo um Superhomen vestido de Batman, com um porém: O próprio filme assume que o Batman é um bilionário orfão escondido em uma mansão que enquanto está nos seus dois primeiros anos de vigilante vingativo, descarregar suas dores batendo nas pessoas de classes mais baixas, e, sendo assim, o fato do Batman ser um Superman não é porque o Batman é um super man, mas porque ele é um bilionário que é isso que faz ele ser intocável, inabalável como um Super man. É igual a polícia tropa de choque toda equipada com mil armaduras, que fica intocada e inabalável frente a população que se manifesta contra as medidas de um governo. Então, parece sim que o Reeves quis transformar o morcegão em um "deus intocável" das sombras, que mesmo as pessoas armadas não irão derruba-lo, mas sendo quem transforma o Batman em Deus não são seus superpoderes, mas ser um integrante da elite. E enquanto ele vai descobrindo, através do Charada, que a elite econômica da cidade, do qual ele faz parte, é a responsável pela deterioração de Gothan, ele vai aprendendo que atuou como mlicia fascista esses 2 anos, ao invés de oferecer suporte para a população não ficar tão susceptível a ser aliciada pelo crime, enquanto combate a elite "corrupta" de Gothan. isso foi o que gostei do filme, mas o filme tem problemas sim, esse tom detetivesco, no fim, foi só pra incrementar o filme de super heroi que é o Batman, porque, no fim, os enigmas eram meio "fáceis", a investigação foi toda chupada do Seven, mas sem ter a complexidade do mesmo (porque se tratava de um filme de heroi que tinha que envolver cenas de adrenalina, porradaria, ações heroicas...), e os maneirismos de um filme de herói, tipo, reduzir o espectro da realidade a um ambiente simplista, como, por exemplo, reduzir os problemas das pessoas que estão envolvidas no crime mas que estão em classes mais baixas da sociedade, a probemas como ser uma imigrante que está nas mãos da elite que retem seu passaporte (amiga da Selina), ser uma pessoa nascica em um ambiente de prostuição e atuação do crime (a própria Selina). Da a sensação de que todo o problema do crime na cidade é porque pessoas de classes mais baixas estão em uma situação degradante (pelo menos nos aspcetos que estamos acostumados a entender como sendo degradantes).
  5. Hmm, ainda não assisti, e temo sentir o mesmo que esse critico, de mais uma historia contada mil vezes. A única coisa que vejo que o Batman pode explorar e que nunca explorou foi o fato de criticar o quão classista e "corrupto", e fácil, é um bilionário comprar equipamentos de policia de choque para sair batendo em pessoas de classes mais baixas, empregados de coorporações, se colocando como super heroi e justiceiro.
  6. Será que o filme vai questionar o porque os Wayne possuem um reinado enquanto a maioriia dos trabalhadores sofrem com o dia a dia se esgueirando nas esquinas a procura de um espaço, ou vai ficar só na ladainha de ser ma cidade corrupta e dominada por marfiosos? (porque, convenhamos, "corrupção" e "marfia" é apenas um bi produto de uma sociedade de castas, todo mundo necessita correr atrás de uma forma de alcançar a casta superior para não viver a vida humilhante da casta inferior, o lance do Charada questionar a parte dos Wayne na responsabilidade de Gotham ser corrupta como é me pareceu que talvez o diretor tivesse os culhões de questionar até porque a Warner é um reinado inabalável enquanto muitos se debatem para manter-se vivos, ops, Warner não, Waynes (levando em conta também os filmes do planeta dos macacos que o Matt Reeves fez que, em algum grau, tratava dessa questão de conflitos inter-nacionais, em que um possui um aparato gigantesco de onde se necessita de recursos infinitos que pressiona a buscar novos espaços onde habtam outras populações enquanto escala uma crise pandemica)
  7. SIm, mas a abordagem do segundo filme é olhando pro primeiro através dos olhos de um personagem do segundo (e personagem muito representado como parte da comunidade negra), ou seja, soa mais como a forma com que a história ficou conhecida (e se faz pertinente nos questionarmos se é a forma com que ficou conhecida pela comunidade negra), mais do que a história em si. E o Candyman no primeiro filme fala justamente do racismo não como uma relação direta inter pessoal causal entre negros e brancos e brancos e negros, mas como um estado de violência contra uma comuidade inteira em que, ocasionalmente, uma pessoa branca, que por ventura, possa vir a tentar (se beneficiar?) se aventurar ali possa vir a sofrer. Muito embora o primeiro filme fosse feito por um roteirista e diretor branco, o filme tem um claro recorte social, um claro denúncio das consequencias de uma sociedade de classe (racista) para as camadas mais baixas (em sua maioria negra). É só ver que quando a branca universitária (que é desvalorizada pelos professores brancos homens - recorte de genero já presente no filme, ou seja, os idelaizadoes dessa obra tinham uma noção bem delineada da questão social e estava colocando isso no filme) foi a Cabrini Greene, lá era claramente uma área marginalizada, de pessoas com baixo poder aquisitivo e sem acesso a infra estruturas básicas, bastante vigiada pela polícia, e com fama de ser um local violênto. O primeiro filme realmente não quis tratar da branca indo fazer uma tese de faculdade (utilizando corpos negros como escada?) como uma denúncia do fato das pessoas brancas (inevitavelmente) acabarem se beneficiando, enquanto buscam dar sustento as suas vidas nas profissões que escolheram, dessa estrutura e se valendo da condição de precariedade e marginalidade com que pessoas de baixa classe se encontram. O primeiro filme não teve essa intenção, mas, por ser escrito por pessoas brancas, acabou que, inconscientemente, sendo um sintoma que foi muito bem abordado e jogado na cara pelo segundo filme (feito por uma pessoa integrante da comunidade negra e das suas vivências e estudos). O segundo filme, ao comentar o primeiro através do ponto de vista de um personagem negro do segundo filme, acaba denunciando o fato de que, "mais uma branca foi querer tratar pessoas negras como dados de sua tese para publicar livros e teses, mas quando foi se deparar com a realidade viu que o buraco era mais em baixo, e acabou fazendo parte" (seja como vítima, seja como a causadora, mesmo porque, o primeiro filme o Candyman também pode ser apenas um delírio de alguém que vivencia aquele estado de paranóia que fica suspenso no ar em um local com a fama de ser um local violento, vamos lá, todo mundo já passou por uma experiência mínima que seja de ir a uma rua que todo mundo diz que tem assalto, que é violenta, e fica com aquela sensação de que tá vendo um ladrão ou estuprador a cada esquina, e todo mundo sabe que quantos foram os casos de crimes que a sociedade culpou uma pessoa de cor de pele negra como a culpada quando a única certeza que se tem hoje é que ela não foi a realizadora do ato). A maior força desse filme, e foi uma das forças que poucas vezes vi em um filme, quero dizer, nem nos filmes que procuram através das suas histórias explorar mais a condição de uma sociedade de castas racista, que foi o fato desse filme tratar essa condição não como uma relação causal inter pessoal entre uma classe e outra, ou entre pessoa membro de uma casta e outra, e nem (só, também, mas não só) como uma estrutura de poder que se beneficia e estimula essa sociedade estratificada, mas que trata essa condição como uma maldição mesmo, como um estado de coisas do qual as estruturas de poder se formaram e hoje atuam (e se beneficiam), e que reflete nas relações inter pessoais e inter-classes das mais variadas formas, até mesmo das formas aparentemente inversas do que seria esperado de uma relação de explorador-explorado. Bicho, ai que se engana, o problema da gente ler o racismo só como uma questão inter-pessoal causal onde o branco gera sofrimento ao negro é errada, E eu vi esse filme novamente, e, como você apontou, no primeiro olhar, parece não fazer sentido a essa lógica da maldição do Candyman ser a maldição racista, quando ele corta o pulço do protagonista, chama a polícia, e inventa a história de que viu o assassino andando por ali. Mas, na verdade, a mensagem é clara, o racismo se apresenta também na condição de violência com que a população periférica se encontra, tendo que lutar entre si sobre a esperança de conseguir um lugar melhor ao sol. É a população negra a toda hora se vendo a passar por traumas que são rememórias do passado. E, quanto a narrativa do filme, para mim, colou muito bem, era uma pessoa que acreditava na lenda e que desejava po-la em prática, e o personagem principal estava "possuído" pelo espírito de Candyman. No fim, a mensagem não era exatamente para a lenda de Candyman caçar brancos, mas era para não deixar a lembrança da dor, a epigenética de tantos traumas, acabarem, mesmo porque, além da reparação que é preciso ser feita, esses traumas continuam existindo, bastando que se de motivos pros cães do estado fazerem o que sempre aprendeu a fazer. É um estado de "vibração" da sociedade que tem contra a população negra que paira eternamente no ar, dos quais as pessoas negras sentem, e, o máximo que o avanço fez foi inibir que esse estado se manifeste na matéria, precisando para tanto de uma justificativa qualquer que seja. Mas o estado está lá. Em contrapartida, o trauma e a violência decorrente também continuam e continuarão presentes enquanto esse estado pairar no ar da nossa sociedade. Repito: A maior força desse filme, e foi uma das forças que poucas vezes vi em um filme, quero dizer, nem nos filmes que procuram através das suas histórias explorar mais a condição de uma sociedade de castas racista, que foi o fato desse filme tratar essa condição não como uma relação causal inter pessoal entre uma classe e outra, ou entre pessoa membro de uma casta e outra, e nem (só, também, mas não só) como uma estrutura de poder que se beneficia e estimula essa sociedade estratificada, mas que trata essa condição como uma maldição mesmo, como um estado de coisas do qual as estruturas de poder se formaram e hoje atuam (e se beneficiam), e que reflete nas relações inter pessoais e inter-classes das mais variadas formas, até mesmo das formas aparentemente inversas do que seria esperado de uma relação de explorador-explorado. E, o final desse filme é claro, não se pode deixar esse "trauma epigenético" sessar enquanto esse estado de coisas continuar, pois, caso contrário, se não houver consequencias negativas, ele tende a se retroalimentar e se perpetuar como se naturalmente as coisas fossem como são. A questão é: Não é que a personagem do primeiro filme é uma oportunista escrota que está se beneficiando do fato de ser branca e tentando sentar na janelinha da maldição, mas é o fato de que não tem como ela deixar de ser branca em uma sociedade que nunca permite se tirar as pessoas de pele mais escura da condição de negro criada desde a fundação do país.
  8. Esse filme foi um grande deboche aos fãs, a todo o hype e expectativa, a indústria, aos cliches gerados pelo impacto do primeiro filme, e a própria obra em si hahaha É meio que, assim como o BBB é o "status quo" fazendo um culto ao fato de nossa sociedade atual se assemelhar muito a uma obra que um zé doidinho escreveu uns tempos pra cá sobre uma sociedade distópica controlado por um poder cyber absoluto, o mundo hoje é muito semelhante ao primeiro matrix, só que todos estão viciados na carne virtual e não querem largar, e o Matrix 4 é um deboche meio doentiu e iônico disso, meio que como se fosse uma gargalhada pertubada, que tira sarro ao mesmo tempo que não sabe para onde ir, não vê mais sentido na própria obra.
  9. Não necessariamente, o homem contava histórias antes de haver mercado. E muitos fazem cinema sem levar pro mercado, O valor é em si mesmo, e não no retorno que se teria ao levar pro mercado
  10. Mas eu acho que meio que é isso que o filme quer fazer na gente. O foda é que só quem sente esse desespero ou desilusão é quem já está vendo a merda acontecendo desde a muito tempo! E eu não estava faando de ti sobre "só que o mundo está no nilvel do filme, só quer se negar a aceitar isso." mas ate como desabafo de quem acabou de assistir o filme (tipo um tiro pro alto haha) na verdade, o critico (que eu gosto, aliás, confio na critica dele) tbm parece exigir um efeito circense para algo que era pra ser tratado com a maior seriedade possível, nua e crua. Não era pra rir, e se há uma oportunidade de fazer comédia em uma situação onde eramos pra estar desesperados, é porque o desespero é ainda maior, logo, o desespero vem como risada. Pow, essa parte dos maloqueiros eu me senti vingado como ela. "Foda-se, quero sentar na grama e ver o mundo se explodir enquanto gozo, bando de lixo"
  11. só que o mundo está no nilvel do filme, só quer se negar a aceitar isso. E amei o filme, e torci pelo meteoro. E para quem espera rir do filme, o filme não é pra rir mesmo não. O espirito do filme é o espirito da personagem da Lowreence. na verdade, da Lowrence somado a alguém que diante do absurdo da situação da população, manda o foda-se e escarneia com quão ridiculo é a sociedade atual. O filme ou é pra ficar com vergonha de nós mesmos, ou mesmo pra espurgar nossa raiva e angustia diante de tanta estupidez, por todos os lados, afinal, o personagem masculino se vê encantado uma certa hora e passa por um breve momento ficar acreditando nas propagandas miraculosas vendidas pelos bilionários, aliás, a própria tentativa de desviar a rota do cometa com ogivas nucleares que foi abortada já tinha grandes chances de ser um fracasso como bem diz o personagem do Di Caprio "tudo parece impossível até que se tente realizar" (algo assim) Me lembrei dos liberais encantados com o capitalismo verde, a lá Miriam leitão, Biden e companhia. Me senti representado pelo meteoro e pelos bicho lá que devoraram os lixo bilionários E sobre o critico, só o fato dele não levar a sério sobre "conversas sérias sobre o rumo da humanidade por causa de uma personagem" já demonstra claramente como "a vibe" está errada, essa vibe sempre de procurar o melhor entretenimento, uma oportunidade de ter um momento de gozo naquilo que o filme propõe. Ai é que está, o filme não propõe fazer você sorrir, mas sim, fazer mesmo ficar nervoso (para quem está envolvido com a seriedade da questão), e até pra sentir um gozo de sarcasmo nervoso para quem já vê isso como mensagem repetida e que precisa ser jogada na cara pra ver se o pessoal entende. Ou seja, o tom certo é mais próximo do personagem da Lawrence do que de quem vai assistir a um filme Sobre o filme ser muito auto centrado nos EUA, isso é verdade, MAS Na França tem movimento anti vacina bombando. No Brasil, país onde está ano após ano sofrendo com problema de seca mais grave e mais grave, com tempestades cada vez mais violentas, culminando nessa da Bahia (e Manaus não fica longe, desde dia 22 tá tendo uma tempestade lá que mais parece um furacão), aquecimento global aqui ou é uma piada ou uma oportunidade de fazer negócio com embalagens natureza freendly.
  12. hmmm, intrigante, pelas criticas, negativas e positivas
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