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Forum Cinema em Cena

Gustavo Adler

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Everything posted by Gustavo Adler

  1. Vários filmes de ação tem cenas semelhantes. Ou seja, vamos por fantasminhas ou seres sugadores de eter que pronto, é filme de terror. Pronto, fantasminha camarada é filme de terror. Ao meu ver, toda a ambientação do filme da mais pra filme de perseguição e confronto do que de terror. Se tivesse se focado na perseguição e duelo de poderes, talvez teria funcionado melhor, porque como terror, a unica coisa ali que vejo funcionar foi a cena do menino jogador de baiseball Isso está incluso no filme, mas não é isso no filme, não entende? E nem é abordado, é só uma citação (Kubrick 19e sei laquando) Os fantasminhas/traumas aparecem na introdução do personagem principal, somem e depois reaparecem num final pra lá de brochante! Literalmente você viu outro filme, ou se focou em pequenas gotas interessante do que tem ali pra poder acreditar na qualidade da obra
  2. Meu Caro, diferentemente dos outros brinquedos possuidos, esse parte do pressuposto de que ele mata através da fisicalidade do boneco, não o boneco ser uma porta de entrada. Sinceramente, não sei como você´consegue captar o sentimento de terror dessa premissa, uma premissa que é furada antes mesmo de assistir, desculpa. Já sinto sair da imersão do filme toda vez que me vejo imaginando ele. Não tem como, há um certo momento que os fogos de artificios não adiantam pra fazer uma coisa ser outra.
  3. É, mas um boneco robo pode te atacar de diversas formas, até mesmo dando um curto circuito no forno elétrico automático, te vigiar e te controlar pelo computador e colocando biscoitos pra que você entre nos conteúdos que ele quer que você entre (e através desse mecanismo, "te possuir" e mudar sua personalidade de forma a agir como ele quer), pode controlar seu carro automático.... Mas um boneco possuido por um ... ser sobrenatural, mas que precisa da sua fisicalidade pra causar algum mal as pessoas (tipo, não é que o boneco serve como porta de "recipiente" pro sobrenatural acessar o mundo natural, é que ele precisa do boneco pra agir, pra bater com as mãos do boneco, na pessoa, pra pegar uma faca e matar uma pessoa). Isso me tira completamente da imersão do filme, uma vez que não vejo perigo nenhum na força física de um bonequinho, basta chutar que é macumba, ora bolas.
  4. Essa cenna, ao meu ver, tá mais pra uma cena tensa de ação. O filme todo é um filme de ação de perseguição x-man com elementos de terror (que tirando a cena do garoto do football americano, não assusta e é previsivel). Pega o exemplo do IT 2, filme marromeno e previsivel, sabemos de antemão que nenhum personagem que acompanhamos vai morrer, então toda as cenas que envolvem eles é perfumaria e fogos de artificio que após duas ou três cenas já ficamos sabendo as regras do jogo. Mas ali sim, as cenas carregam o peso da morte (dos outros casos onde a coisa matou de forma barbara e misteriosa - misteriosa devido a ser uma criatura que simula ser uma quando na verdade é outra - ) e mistério que carrega uma figura com cara de alegria mas que, na verdade, carrega uma mensagem de terror e morte iminente. Falta menos dramalhão e mais efetivo terror. Que que adianta a menina ter cara assustada se ela é super poderosa, se todos podem voar, e se tudo isso quebra todo o mistério e faz com que a gente preveja que ninguém ali super poderoso está em perigo realmente, pois já prevemos que basta ter poder que pimba, já sabemos como escapar? Falta o filme parar de gastar tempo com firulas telecineticos e xmenicos, que até foram bastante interessantes, no sentido da ação de ver como cada uma antecipava o movimento da outra, tipo, a melhor parte foi quando a iluminada do mal foi até a casa da menina achando que tava entrando na cabeça da menina, quando na verdade, estava era dando entrada pra menina entrar na cabeça dela. Mas isso tudo não teve nada de terror, teve era de filme de ação. E, tipo, justamente por tentar abordar os dois aspectos, no fim, nem explorou ao máximo a potencialidade de uma disputa de poder iluminado na tentativa de uma pegar a outra, e nem abordou o terror que é pessoas superpoderosas torturarem para se alimentar. Mas as assombrações do hotel que perseguiram o Deny não poderia ser a abordagem do filme sobre o efeito de um momento traumático e marcante de uma criança na personalidade e qualidade de um indivíduo? Não poderia ser esses fantasmas decorrente do trauma passado no hotel entrar em disputa com os traumas atuais frente a ameaça dos iluminados atuais, que se alimentam de medos, traumas, de forma que os fantasmas que assombram Deny adulto o ajudou a encarar as ameaças dos iluminados, demonstrando que pro mal ou pro bem as sequelas de um momento traumatico influenciou em suas características e qualidades que o permitiu encarar ameaças da fase adulta e que também deu experiência pra conseguir superar seus medos e evitar que, assim, tenha esse sentimento que permite com que esses iluminados imortais se alimentem?
  5. Cara, por criança sendo esquartejada é só uma cena, SÓ UMA CENA. E, ao meu ver, terror vai além disso. E sobre a oportunidade perdida, me esqueci, mas acho que tem a ver com a temática do Kubrick no primeiro filme e o lance do medo como alimento para os iluminados, sei lá, me esqueci um pouco do filme. Acho que a melhor parte foi o final no hotel, ficou a expectativa do conflito entre casa x os iluminados, mas que ficou só na expectativa mesmo, porque o conflito, puff.
  6. Rapaz, que suspense heim, um buneco assassino possuido por... tanto faz. Esse suspense é um natimorto hehehe Chuta que é macumba
  7. filme bom, mas não vi nada de terror e acho que foi uma oportunidade perdida
  8. Muito muito muito melhor, me arrisco dizer que ai sim seria um baita final! que desgraça é o capital
  9. Minha nossa, ... quanto disperdicio de vida
  10. Rapaz, não assisti nem o primeiro e nem esse, mas já preferi esse ao primeiro possuido pelo demonio.
  11. Parasita e Bacurau são fodas. Mas o melhor é Parasita, o joker é o piozinho
  12. O pior é que a coisa mais linda que essa nova saga conseguiu desenvolver foi a conexão entre Kaylo e Rey e um romance entre eles viria a ser uma coisa organica e muito bem explicado durante a nova saga, mas esse ultimo episodio fez o favor e cagar todo o clima que havia sido construido entre os dois nos filmes anteriores. Sim, entendo que passa uma mensagem abusiva, mas a saga dava um outro sentido pra esse apego aos dois, era do que apesar da escrotidão do Kylo, a Rey via nele ainda humanidade e era por essa humanidade que ela havia se encantado. Só que a ultima saga cagou tanto que o que restou foi um relacionamento abusivo premiado pela redenção da mulher ao charme do rapaz
  13. filminho paia viu. Toda a primeira parte foi um tédio forçado e sem propósito, Na verdade, o filme todo foi sme qualquer conexão com os anteriores, o palpatine aparece como o inimigo maior do nada, já no começo do filme, todo mundo indo em busca dos amuletos que indicarão onde está o palpatine (o mesmo enredo do sétimo, onde encontrar luke, que só foi resolvido no final, que era o oitavo). Não sei se a ideia já era ser o palpatine por trás disso tudo, desde o sétiimo, mas coloca-lo lá, de forma imediata, com todo mundo correndo pra encontra-lo sem ter aquele tempo de choque onde as pessoas se questionam e procuram mais informações para saber a veracidade e tal. Muito mas muito mal feito. SIm, já de antemão, detestei a ideia do retorno do palpatine, porque reduz o problema de um sistema autoritário a ambição de uma pessoa, todo o problema que envolve a saga é por conta do palpatine. O fantastico trabalho de mostrar como um personagem e o que ele representa pode se perpetuar por futuras gerações com o Ben Solo admirando e se inspirando no Vader (que o fato de ter sido pai dele foi segundo plano,ao meu ver), aqui a mensagem é o inverso, mostra que o que representa um personagem só pode perpetuar por conta do próprio personagem. Personaliza toda uma estrutura que forma o império e a galáxia do SW em uma só figura. É uma simplificação e redução mongolóida que já devia ser superado a muito tempo nos cinemas. A redenção do Kylo foi patética. Agora pronto, basta alguém ganhar poder Neo e salvar você da morte que pronto, você se redimirá de uma hora pra outra, largará seu sonho de concluir o que seu ídolo começou para lutar contra. E de repente, Kylo e Rey começam a salvar vidas, a se teleportar, teve uma hora que eu pensei que os dois iam ver o mundo através de códigos de computador. Mais uma vez reduzindo toda a filosofia da saga a respeito do que é o conhecimento da força, em que para conseguir desenvolver uma nova técnica ou habilidade é preciso um profundo conhecimento e relação com essa coisa que ninguém sabe exatamente o que é mas que está em tudo e é o mistério de tudo. A batalha final contra o Palpatine foi outra coisa muito ruim. O palpatine com um raio poderia derrubar uma frota quase toda, então rpa que um exército todo? A única coisa que restou foi a ideia de díade da força apresentada (só apresentada) no filme. Aaah, e as atuações, principalmente do ator que fez o Kylo e da atriz que fez a Rey, que foram muito bons.
  14. EU também vou esperar o torrent. Não vi, mas tirando a média de todos os comentários, esse filme é mais um repeteco de filmecos que usam a marca pra tentar se vender. eu não vi, então da onde tirei isso? das criticas positivas ao filme, de QUEM GOSTOU dos filmes, ou melhor, DOS MOTIVOS QUE AS PESSOAS QUE COMENTARAM O FILME APONTARAM. É enfadonho perceber a mongolice desse filme até mesmo na defesa deles por parte de quem gostou dele, fica claro que não gostou do filme, e sim do fetiche que a marca sw já possui. Sinceramente, vou ver em casa só pra ficar curtindo sabres de luz se chocando.
  15. Desculpa, soto Mas a grande parte das criticas foi machismo, racismo e mimo sim. Os atores foram muito bem escolhidos, a protagonista não foi colocada de forma mal feita, muito pelo contrário. A triologia tem suas falhas, mas não as que os fãs racistas retardados apontavaram; Fizeram muito bem os diretores do GoT em pular fora, quem é que precisa de fãs racistas e retardados enchendo o seu saco? eles que vão pra puta que pariu
  16. Comigo acho que o encanto se dava pela ingenuidade de ver um mundoo novo, a força, o mistério da força e tudo o mais. Agora,, hoje com tantos filmes e histórias sobre novos mundos, etc, e com a mega exposição da franquia e também com a maturidade de perceber que toda a criação do starwars (mesmo os personagens criados) são com base na realidade, tipo, a forma dos bichos segue o que conhecemos no mundo que vivemos (não estou criticando, pois não tem como nós criarmos algo para além do que experimentamos)... isso acaba exigindo mais da franquia pra ser cativante. Só que, no fim, acaba que a franquia mais se vale da magia que ela criou do que tentar abordar outra experiencia pra tentar cativar (e não falo de um filme com roteiro mais inovador ou edição ou direção, falo mesmo de outros temas, outros assuntos que a saga pode abordar, sei lá). Eu também gostei do ep VII e VIII, mas, sei lá, pra mim foi só mais um. Situação parecida está acontecenndo comigo com relação aos filmes de herói.
  17. Comigo eu acho que SW tá banalizado. Nada que tá vindo dele mexe comigo mais, estou meio apático a essa franquia. Nem mesmo duelo de sabres se torna algo relevante. E esse retorno de palpatine, que brega isso heim? Seria genial se Kyle fosse, sem perceber, resultado de um plano de treinamento montado por Palpatine para que outros pudessem tentar continuar o que o Palpatine tentou. Ou o Snoke, mas isso? Parece que o unico problema do universo é o malvadão do Palpatine
  18. Mas o filme todo é assim, tanto a construção das cenas, a construção do personagem, a construção do treinamento (percebe que o treinamento a imagem que da é de que são pessoas dedicadas que tem que treinar arduamente e ter disciplina? nunca abordando como um ambiente opressor mas sim como ócios do oficio. As cenas que mostram o comandante ralhando com seus comdandados é sempre numa justificativa de que o trabalho é árduo e precisa estar preparado se não pede pra sair, mas nunca aborda a questão da policia ser treinada em uma lógica de guerra, os soldados serem treinados a tratar seu próprio povo como inimigos a serem eliminados, isso é dado como natural, como se fosse natural que surgissem pessoas que precisariam ser abatidas, que seriam inimigas do bem. E percebe como essa visão se encaixa na conduta policial durante suas ações nas comunidades). A minha opinião é que o tráfico ilegal É o sistema (tem um jornalista italiano que denunciou a márfia italiana que lançou um livro denunciando que o tráfico de cocaina que sustentou todo o crescimento econômico ocidental). Mas o primeiro filme não trata como sendo o sistema e nem como parte, e o segundo: Sim, mas isso no Tropa 2 e pecebe que ele trata como um sistema fechado? o governador corrupto, o marfioso, a policia corrupta. A discussão não passa de bandidos com poder de márfia que é capaz de financiar a carreira de um político e subornar alguns policiais. A discussão nunca nem ao menos se permite usar pra deixar em aberto que talvez todo o modelo de sociedade moderna tenha em sua natureza algo que de condições pra esses fenômenos e nem mesmo que esses fenômenos seja o sistema de forma mais escancarada. Sei lá, a impressão que eu tenho é que o Padilha é o Clint Eastwood brasileiro(me veio a mente aquele filme dele cuja a atriz principal é a Angelina Jolie). Mas ai nem a hq e nem o filme tratam como vilão, como alguém a serviço da mídia. Em nenhum momento da aparição do Murray ele fala pela empresa que o contratou, em nenhum momento ele fala o que a sua empresa quer que ele diga, em nenhum momento pareceu que o personagem estava atendendo uma ordem, etc. E em nenhum momento o personagem exercendo sua profissão trata o Arthur mal de uma forma que pareça atípico do trabalho normal e que se espera de um comediante como ele (é só lembrar do Jô Soares. Pra ter uma ideia, o Murray nem chega aos pés de ser tão cartunesco como aquele comediante escroto que me esqueci o nome e nem faço questão de lembrar, que foi processado por uma piada escrota contra a profissão de doadora de leite materno). Sim, mas nem tudo que é resutado (negativo) do sistema é anti sistema, e o Coringa é resultado negativo mas que não é anti-sistema. Brecha a gente pode ver, porque arte é isso. Mas a forma com que foi abordado os antagonistas, mais uma vez, repito, as pessoas com que o Capitão Nascimento combatia eram sempre tratados como necessário combater como um inimigo, um mal, e não como um ser humano. O capitão nascimento e sua função como agente que perseguia e combatia o crime como algo positivo e necessário. O que acho que de fato o Padilha fez foi tentar criar um choque para a abordagem que, pra ele, ao meu ver, era exagerada, só isso. Agora poucos dos quais o Coringa combatia eram coisas que pareciam humanas mas que eram más e que se fazia necessário combate-las. Nem os policiais, talvez os playboys, mas ainda sim, ali foi mais uma ação de reflexo, um resultado inexperado suas mortes do que algo desejado. E sobre o Onibus 174, bem, realmente parece uma coisa meio esquisito esse filme ser do mesmo diretor do 174, mas eu vi a muito tempo, não me lembro muito bem, mas me parece claramente a visão de alguém que vê os problemas mas não quer ou não sabe se aprofundar, se radicalizar neles Massa, você me deu uma boa oportunidade de como no Filme de Tropa de elite os antagonistas do personagem principal não dá muita dúvida de que precisam ser combatidas. Primeiro é importante salientar que nada do filme aponta como o personagem Wayne sendo hostil e sim a figura. Tipo, o Wayne não faz nenhuma ação ou atitude realmente anti-ética. Não expressa nenhuma opinião de querer o mal para o outro e suas ações não apontam para isso, até mesmo apontam pro sentido contrário. Agora sua figura sim, é hostíl, hostil a indiferença que ele tem (sem saber que tem) ao que passa a mãe e o Arthur, é repugnante essa pretensão de querer salvar pessoas e Gotham como se a vida dos outros fossem cachorros abandonados que precisam de um lar, vamos adotar.... Mas em nenhum momento o Wayne verbaliza ou se comporta a confirmar o que a ponta essa figura, como, por exemplo, a de fazer caridades para cuidar de pessoas carentes que precisam do seu cuidado. Sim, ele tem ongs filantrópicas, mas pessoalmente você não encontra nenhuma ação dele que possa apontar racionalmente: "ali, olha como ele é escroto" Agora compara com o Tropa de elite 1, me diz um antagonista do policial que você pode dizer que: "olha, aquele ali pode ser uma boa criança que está sendo torturada, talvez um estudante que tá precisando pagar a passagem pra ir a escola" ou "um jovem que vende drogas a varejo que poderia tar vendendo qualquer outra coisa e que isso não necessariamente o faz ser uma pessoa ruim". Não, ali ou são pessoas com má intenções FOREVER ou são pessoas que são, no mínimo, cumplices safadas. E a ação do Capitão e do Matias era de ou exageradas mas que é preciso ou exageradas que deveria ser evitadas, mas nunca se quer questionam se a policia deveria mesmo combater esses jovens. É sempre em tom de afirmação mas denunciando a forma abusiva. E percebe que enquanto o Coringa é muito mais aberto a você ver o Wayne como uma boa pessoa ou uma má pessoa, já que nos Tropa de Elite essa abertura é muito mais estreita? Bem, no primeiro filme eu só vejo o Matias como ascenção de um herói abusivo, vamos dizer assim. E sim, de fato é uma vingança e o filme trata meio com tom melancólico esse reinicio do ciclo de violência. Eu concordo que ele trata a questão com dor e tristeza, e usa o Matias pra mostrar isso, uma boa pessoa de boas intenções que, no fim, se ve fazendo os mesmos abusos e agindo por vingança pra combater o mal. Mas em nenhum momento o filme da abertura pra questionar a policia, a missão, a função do que eles estão fazendo ali. O Matias nunca, nunca em tempo algum (nem mesmo quando está em um ambiente onde toca a música policia dos titãs, e detalhe, que ao meu ver, essa inserção da música no filme é meio que um deboche a próprio sentido da música) é uma figura que questiona o papel da polícia e se essas pessoas devem realmente ser combatidas. O segundo, sim, vai procurar questionar se outras além dessas devem ser combatidas de fato, que esses é apenas uma estrutura. Mas de novo, sem questionar a função da polícia e sua atuação, e trata a milícia como um erro da polícia e não parte natural mas exagerada e sem medo de se expor de uma estrutura opressiva que treina seus funcionários a lerem o mundo sob essa ótica. Eu percebi também esse didatismo, mas não me incomodou. Inclusive essa cena dos garotos roubando o cartaz e chutando o Coringa me pareceu até a reforçar o carater cartunesco que o Questão aponta que o filme da pros seus antagonistas. Ali parecia mesmo que os garotos eram otários sádicos. Mas nem considero um pecadilho, considero como parte estrutural dos filmes de hoje, dentro do contexto de filme entretenimento do qual os filmes estão inseridos. E achei meio que orgânico
  19. Mas o filme percebe. Os bandidos são melindrosos, apanham e ainda sim tentam não confessar seus erros, e no fim confessam e dão a informação que os policiais queriam. Mensagem da cena: o muleque era um bandido que queria a todos os custos escapar da lei e graças ao rigor e determinação do policial (e isso tudo está na construção do personagem no filme) em fazer tudo o que for preciso pra que a justiça seja feita e seja punido os culpados, é que o bandido confessou seu crime e delatou seus parceiros de crime. Como disse, de a pessoa huma história e contextos em determinados pontos e você vai ver as opções de escolha que cada pessoa tem em cada determinado contexto nos momentos de sua história de vida. O filme Coringa julgou, e julgou ao meu ver que todos nós podemeríamos está ali, sendo um Coringa, dado determinado tipo de história de vida, determinado momento e contexto pelo qual aquele momento se insere, TODOS, inclusíve Gordon. Mas atenção para a palavra poderíamos, pois é isso que o filme julga. O filme não julga que IRIAMOS ser o Coringa. E é ai que você se equivoca ao achar que a questão de um adolescente escolher só roubar ao invés de matar depois de roubar é uma evidência de que nem todo mundo poderia ser um coringa. Porque poderia é um verbo que indica probabilidade e não certeza. Mesmo com toda as condições da pessoa ser Coringa, ela pode muito bem não ser, mas se você pegar uma quantidade de 100 pessoas, te garanto que mais de 50% delas seria um Coringa. Ou seja, o fato de uma ou outra pessoa não ter sido Coringa ainda não é a exclui do fato de que ela poderia ter sido um, só não foi por uma escolha ou escolhas idiossincráticas de sua personalidade, de seu momento, de seu temperamento, de sua crença... que distoaram do padrão. Entenda, a questão aqui não é a pessoa, não é persnoficar o problema. É claro que as estatísticas e o que o filme diz que qualquer um PODERIA ser um Coringa não é personificando a questão, mas entendendo o efeito da sociedade, da forma como a sociedade está estruturada, no fato social - como revelou Durkheim. Embora o filme todo seja um estudo da personalidade do Coringa, na verdade, o estudo da personalidade do Coringa como ferramenta de, também revelar, os fatores sociais que podem levar um ser humano a uma condição extrema a ponto de encarnar em toda a sua personalidade um comportamento que é apenas uma das tantos outros aspectos do comportamento que fazem parte da espécie humana. E sobre se por dinheiro, por fama, por aceitação, admiração, ascensão social, ou satisfação pessoal devido a alguma apego estético ou simbólico com essa personificação (que mais uma vez, é reflexo indireto dos fatores antes mencionado, admiração, ascensão social), essa personificação da pessoa é uma conduta como proposta de toda a sua identidade, como função social e como imagem de si mesmo e de como os outros reconhecerão essa imagem de si mesmo. Algins escolhem a identificação com o crime por ascensão ou aquisição de bens materiais e poder social, outros, muito influenciado por um meio social que cobra isso, por satisfação social, porque ali se sentem realizados, se sentem "macacos alfas" de seu próprio mundo. Então, que contra ponto heim? Matias é um policial honesto que basicamente, faz as mesmas coisas do Capitão. Mata, tortura, rotula, criminaliza, persegue, gentrifica, genocida... Percebe? Justamente por representar um exemplo de policial correto, a figura do Matias é um elogio a conduta da PM, é dizer que a PM faz o que faz porque é o que tem que fazer, e coloca as excentricidades do Capitão Nascimento como resultado de seus problemas pessoais. O filme não coloca o Murray como Avatar. O Murrey é um profissional da comédia, que fala por si e ele só representa a mídia porque é um funcionário da mídia e porque é o tipo de conduta de comediantes que mais a mídia tende a escolher para ser ancora de seus programas. Que sistema, Questão? bandidagem não é o sistema, ele só vai tratar da bandidagem como infiltrada (e não como parte, nem como inerente e muito menos como sendo o sistema) no Tropa de Elite 2 O primeiro é um combate a quem se desvia do sistema, simples assim. Esse é o erro dos conservadores e incels, achar que policia é anti-sistema, e que sair matando grupos representantes de minorias politicas é ser anti - sistema (quando na verdade, é base do próprio sistema ou fruto da base que o próprio sistema se vale como justificativa) A policia do Padilha nunca foi anti-sistema, nuuunca foi anti-sistema. E nem o Coringa. O Coringa (personagem construido após o Arthru surtar, como resultado do surto) foi resultado (indireto, pois o resultado direto foi o surto do personagem, dai o que resultasse desse surto é imprevisivel, e é isso que se tornou o Coringa, um resultado imprevisível do surto) do sistema, e não um anti-sistema. Onde é que o pai do Batman é hostil? Ele deu um tapa no Coringa porque o Coringa foi lá incomoda-lo. O Wayne pode muito bem ser um doce e uma pessoa amável e delicada, o fato dele ter sido "hostíl" com o Coringa não o faz ser uma pessoa hostíl, mas sim que o cara vem de um mundo completamente diferente da do Arthur e, portanto, não é capaz de entender, prever e, portanto, criar alguma simpatia ou empatia com aquele mundo do qual o Arthur é resultado, ou mesmo com a pessoa Arthur (que ele nem conhecia, era completamente indiferente, e veio esse "mendigo" ir lá incomoda-lo dizendo que era seu filho). Arthur e Wayne vem de mundos completamente distintos, e conflitantes (e o Coringa é resultado do conflito entre esses mundos). Não é spam, é um exemplo prático de que a qualidade de pessoas como Amoedo e Wayne é indiferente para o fato de que as estruturas sociais que permitiram eles terem a história de vida que tiveram e assim serem o que são como figura sociais, oportunidades e propostas dependem de que o outro mundo exista, de que um mundo de pessoas servis e com condições precarizadas. E Wayne será indiferente ao outro mundo, e toda proposta que vem deles para com os que vem desse outro mundo será indiferente a esse mundo. Será "um ato de solidariedade", no máximo. O filme do Coringa trata os Wayne como indiferente, mas trata a classe e a estrutura como indiferente (e justamente a questão do Wayne não ser pai dele e a mãe do Wayne ser uma pessoa surtada só deixa mais claro que o Wayne não é um fdp indiferente, que ele não abandonou a mãe do Arthur por ser indiferente, ele como pessoa, como carater. O Wayne não soube como lidar com os problemas que a mãe a aprensetava e a demitiu, ou a levou ao tratamento acreditando ser essa a melhor coisa a fazer, porque ele está preso nesse paradigma, está preso em seu mundo. Para ele, o mundo certo é o mundo em que ele vive, pessoas normais e corretas são qualidades proveniente do mundo dele, que ele aprendeu a reconhecer como normais e corretas). A qualidade do filme está justamente ai, em contar a história de uma pessoa, de um personagem, e de sua interação com os demais personagens, demais pessoas, sem personificar (ou de ir além de personificar) os problemas e fenômenos que resultaram naquela história e presentes naquela história. Macho, você está sendo seletivo. A classe média que ve a polícia como corrupta é uma, a classe média que ve como opressora é outra E É MINORIA. A classe média que o filme retrata é a minoria, é a classe média media alta da PUC que teve a oportunidade de dedicar suas vidas no estudo das relações e estruturas sociais e, portanto, consegue ter uma visão (não profunda, sua bolha não permite) do que é a polícia. A classe média em geral venera a policia e ve como autoridade. E muitos dessas também vê a polícia como entidade corrupta, mas isso elas tratam (como todos que veneram esse modelo de mercado) a questão como se fosse uma questão pessoa, personifica o problema. Todas elas acham a polícia como uma autoridade que deve ser respeitada e por isso não deve ser corrupta, acha que deve ser mais valorizada pelo estado e pela sociedade de forma que seja mais gratificante e incentivante o que eles definem como boa prática policial. E o filme do Padilha define as práticas policiais como honestas, não como corruptas. E abordam a imagem de policia dessa visão da maioria da classe média. E, sim, a periferia em grande parte ve a polícia como opressora, e diferentemente da minoria da classe média que teve a oportunidade de estudar a sociedade, com profundidade. Mas tem uma grande parcela das pessoas que fazem parte da classe social que são alvos da opressão policial que também vê a polícia como autoridade e valor acima de tudo. E muitos, inclusive, SONHAM em ser policial e matar bandidos (muitos são seus vizinhos e até amigos de infância, por mais irônico que posa parecer). Errata: tem as classes médias que usam entorpecentes e que tem uma chance maior, pouco mas tem, de serem abordadas pela polícia. Mas normalmente elas também se encaixam no grupo de pessoas esclarecidas a respeito das estruturas sociais (ou de certos aspectos delas). Mas enfim, lógico que há muitos sub grupos e grupos dentro de cada classe e que muitos verão a polícia como ferramenta opressora e muitos verão como autoridade a ser respeitada. Digo que a ideia "oficial" da classe média é a da policia como autoridade.
  20. Sim, nem todo mundo vai se corromper e quebrar diande das dificuldades, mas todo mundo tem sua história, e quando se torna parte do todo mundo já vem com a sua história. Por exemplo, Gordon na Piada Mortal, não cedeu a loucura, mas ali além de ele já ser parte de todo mundo, já ter sido resultado de uma história, a história dele já estava estabelecida, ele já era um adulto com suas definições de mundo bem consolidadas. Mas põe Gordon em uma história em que a escolha seja ganhar dinheiro matando o outro ou se matando aos poucos por migalha? a maioria vai escolher a segunda opção (a maioria da periferia brasileira escolhe a segunda opção), mas pega dentro do contexto da períferia algumas histórias, alguns contextos em desenvolvimento, ou já desenvolvidos, e você verá que dentro desse contexto, a escolha para a primeira opção se torna mais provável (e aparentemente a mais lógica a se tomar). Há estudos que revelam que as crianças adolescentes e adultos de periferia que entram ou praticam criminalidade como hábito profissão ou estilo de vida, a maioria tem algum histórico pertubador em seu desenvolvimento dentro de um contexto já privativo que é a periferia dos países. Aqui você está lendo as palavras da lei, não a interpretação dela, e muito menos como a nossa sociedade acha que deve ser. Na lei é proibido execução e tortura, porém, ao mesmo tempo perdoa execuções e torturas em determinados contextos, além dos vários mecanismos dispostos na constituição que servem pra dar permissão a matar, torturar, invadir, perseguir, criminalizar grupos, etc (só pra exemplo, tem o já falado abuso de autoridade, morte por resultado do conflito etc). Mas isso não tem nada a ver com o filme Tropa de Elite, ao meu ver. O filme "julga" como bom ou ruin os atos policiais do filme se baseano a constituição, mas sim com base nas compreensões de moral e ética de nossa sociedade (a constituição é a interpretação e a transcrição da compreensão de moral e ética da parte hegemônica do país), e, ao meu ver, querendo ou não, reforça a visão do que é certo da nossa sociedade com base na conduta policial! Esse Coringa é diferente, não me parece reforçar as atitudes do Coringa como boas, pois o ato que ele pratica é ponto passifico na nossa sociedade de ser um ato ruim (diferentemente do policial combatendo bandido que é tomado como ponto pacifico, até por nós, como algo bom), e em nenhum momento é ressaltado as qualidades consideradas boas (pela sociedade que o Padilha conhece muito bem) do personagem como se fosse ligado a profissão, como se fosse uma conduta boa de um bom policial. As qualidades do Coringa é de uma pessoa pertubada e que sua ligação com a profissão de matar é pertubada. O policial não, o policial é rigido, rispido, defende uma concepção moral com base na disciplina e na ordem, e tudo isso está refletido em cada ação de "tortura" da polícia, quando o policial bate em um vagabundo é pra quebrar a postura melidrosa do bandido, em nenhum momento se permite abrir pra uma sensação de que a pessoa possa tar inventando uma culpa pra não ser mais torturada. Ela é torturada porque assim tem que ser, ela não é torturada, ela é tratada com rigor porque é um bandido e como tal vai sempre querer o pior pro policial e pras pessoas de bem. A diferença é que o Coringa não é um herói que vai limpar a sociedade dos corrputos, sujos e não merecedores do sucesso, mas sim uma pessoa com problemas que não aguentou a pressão de seu contexto e surtou fazendo atos horrendos. O Capitão Nascimento não, é um policial honesto que luta pra limpar as ruas e as cidades da bandidagem e que é rigoroso no combate e no tratamento da bandidagem. O padilha trata a tortura policial meio que os ócios do ofício de uma profissão (naturalmente ou não, isso o TE não aborda) horrenda. E assim, até quero acreditar que o Padilha bajulou a policia sem querer, mas ao ver a propaganda que foi a série O Mecanismo (nem vi essa porcaria, mas nem precisa ver pra saber). Sim, mas você tá personalizando algo wque o filme mesmo tratou como social O Murrey não é o mesmo pro Coringa que o bandido é pro Policial (e pro filme Tropas de elite, pus policial pra ressaltar que antes e acima do filme tem a compreensão de policial da sociedade que o filme utiliza quase que ibis litros). O Murrey não faz nenhum ato imoral, não mata, não roube, e nem humilha de fato com esse intuito o Arthur. O Murrey tá mais pra <comediante> fazendo seus ócios do ofício do que realmente se valendo da posição dele pra debochar do Arthur (e não que pessoalmente o Murrey guarde um desprezo e deboche o Arthur, e ele faz, mas tudo dentro das normas da profissão, cumprindo o objetivo da profissão). Os únicos que seriam sinonimos artísticos do bandido do Tropa de Elite seriam os que roubaram o cartáz do Arthur e bateram nele e os playboys que assediaram a moça e bateram nele. Os policiais? ora, os policiais, perto do Capitão nascimento, foram até um anjo. Não há nada no filme do Coringa nesses personagens em si que justifique o ato do Coringa, o que há de justificativa é a estrutura social, será que a função de comediante está sendo bem empregada pelas instituições, pelas normas e diretrizes seguidas pela profissão? Será que o que é entendido como função de comediante é um entendimento justo? será que a função de policial está sendo bem seguida pelas instiuições, pelas normas e diretrizes seguida? Será que o que é entendido como função de policial é um entendimento justo? O filme não aborda isso, mas o resultado disso está presente, que não são exatamente as pessoas, mas o resultado do exercício de suas profissões como elas são concebidas, dentro de uma estrutura socialmente construida. Os policiais do filme do Coringa são corretos e exercem suas profissões de forma correta e honesta Percebe que enquanto no Tropa de Elite o policial carrega a imagem que a sociedade tem dele como uma profissão honrosa e que luta pelo que é certo, já no Coringa diz que não é certo o que o policial foi construido pra lutar por? A questão aqui, ao meu ver, é se o Padilha usou essa imagem de policial que temos como uma forma de escancarar seus horrores, que ao meu ver, se escancarou foi apenas na intensidade. Se a tortura não fosse com um saco na cabeça, mas dando tapas e tirando a roupa em praça pública, certamente essa impressão de policial extrapolando seu poder não estaria tão presente. Mas o filme do Padilha sim personoficia o mito da policia. O Coringa nem personifica o mito do Coringa e nem o mito do policial, do comediante. Talvez ele personifique a vingança contra o sistema. Mas não precisam ser figuras simpáticas. E cá entre nós, paremos de acreditar que Amoedos da vida serão simpáticos a vida da e nas periferias, serão simpáticas as lutas dos trabalhadores em teto e sem terra. Ao meu ver isso é a ilusão do Padilha. O policial é temido por quem é potencialmente um alvo de suas abordagens. Para a classe média em geral e classe baixa que quer ser média, a policia é respeitada e venerada. Não só o público vê como o filme aborda essa visão, se utiliza dela.
  21. Bem, a filha da Sophie é uma criança, logo a mãe pode ter sido assassinada pela memória da Sophie mas a Sophie não sabe quem, e isso pode ser mais uma coisa a enriquecer a trama nas mãos de um bom diretor (e estamos falando de Matt Reeves, que com base na trilogia do planeta dos macacos, me parece que tem competencia pra usar isso de forma muito boa).. Mas tem uma coisa aqui que não me agrada que é o fato de que, no fim, a origem do Batman e da Mulher Gato toda se concentrar no Coringa, dando a ideia de que tudo aconteceu porque o Coringa apareceu, ou porque em um dado momento Gothan estava tão corroida que gerou um problema social do qual gerou o Coringa e a partir dai tudo aconteceu. Acho isso um ponto fraco nesse potencial deixado Exatamente, e eu acho que ele usou a ausência desse contraponto pra justamente provocar em nós esse conflito de se ver torcendo pelo sucesso do personagem quando o sucesso do personagem significa fazer coisas horrendas. Ao meu ver, foi realmente uma brincadeira do diretor pra nos mostrar que qualquer um é um Coringa, que ao ver uma pessoa com os olhos cheio de ódio te assaltando, você pode ser aquela pessoa, aquela pessoa não é um monstro, é um humano, tão quanto você. E sobre a Sophie, eu acho que é uma dubiedade que ele deixa pra deixar multiplas interpretações e que conforme nossa resposta vai reforçar essa ideia de que a gente pode ser o Coringa ou não. Por exemplo, na cena final, após o assassinato do apresentador de TV, a parte em que a multidão salva o Coringa da polícia, foi real ou foi delírio? está em aberto e cabe a você decidir. Se você decidir que foi real, será que decidiu porque você embarcou no desejo de ver o sucesso do personagem? Na hora eu me senti incomodado, porque tava me vendo empolgado em ver a multidão ali e tava sentindo que o filme tava reforçando positivamente a atitude dele, segundos após, parei pra pensar e não achei que tava reforçando mas apenas mostrando como as pessoas são suceptiveis a embarcar nessa loucura, e depois que me dei conta de que pode ser um delírio do personagem é que agora estou parando pra pensar que na verdade, essa escolha que fiz de ter crido na cena de salvamento muito me diz sobre mim mais do que sobre o personagem. Mas ai acho que a alegação de que o filme tropas de elite é fascista procedem, porque toda a ação policial é justificável e valorizada como parte positiva da conduta policial do Capitão. Quando o policial está torturando, a abordagem é de tratar sempre o Capitão Nascimento como um policial rigoroso e disciplinador, e em todas as suas ações criminosas é sempre nesse tom, de um policial rigido e disciplinador que se sujeita aos piores horrores para combater criminosos. A narrativa é sutilmente diferente dessa do Coringa, sutilmente. Os personagens mortos pelo Arthur não são caricaturas como bandidos e tal, tirando os playboys no metro. Fizeram mal ao personagem, é meio que explicável como um ato de vingança, mas ainda sim, tanto o apresentador, como os policiais, são pessoas que estão ali exercendo sua profissão e não parecem demonstrar nenhum traquejo de sadismo ou diversão em ver o Coringa pra baixo (o apresentador está debochando do Arthur assim como debocharia de qualquer outro entrevistado excentrico e periférico, marginalizado. Pega o Jô Soares, por exemplo). E ele mata a MÃE dele, que por mais que tenha, supostamente, torturado ele, ela também sofria com problemas mentais e também foi meio que abusada, supostamente. E enquanto a violação da vida está sob uma ótica da disciplina em cumprir seus objetivos, que são inquestionavelmente valiosos para o filme do Tropas de Elite, no Coringa está sobre sim um desejo de expurgo social, de vingança a um sistema que o marginaliza e o abusa, mas não exatamente as pessoas que ele mata como pessoas ruins, e está sob a ótica de um homem torturado também por suas paranóias e suas loucuras, ou seja, não há qualidades positivas aqui que justifiquem seus atos, o que justifica seus atos são as qualidades negativas da desigualdade e indiferença do sistema, o ato de matar alguém continua sendo algo barbaro. Sim, não digo que o filme do Coringa seja totalmente de não valorizar a atitude dele, pois, ao meu ver, tem muitas escolhas ali que dão essa impressão de que ele está certo e tem que matar mesmo, aqui coloco como principal a escolha do Coringa de matar só o apresentador do programa e não os demais entrevistados e funcionários do programa, e não digo que o filme do Tropa seja fascistóide, porque ainda sim o Capitão Nascimento é um cara pertubado e o filme trata a profissão policial como uma profissão ingrata e que sua conduta fascistóide como um produto indesejado. Mas ainda sim, tenho a impressão que o filme Tropa de elite carrega o imaginário brasileiro de autoridade policial buscando fazer o que é certo dentro de um sistema corrupto.
  22. Essa é a filosofia certa pra se fazer um filme, ao meu ver. Espero que consigam realiza-lo como a filosofia diz
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