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Não Por Acaso


Thiago Lucio
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Não Por Acaso linha_vinho.gif
(Não Por Acaso, 2007)


» Direção: Philippe Barcinski
» Roteiro: Philippe Barcinski, Fabiana Werneck Barcinski, Eugenio Puppo
» Gênero: Drama
» Origem: Brasil
» Duração: 90 minutos
» Tipo: Longa
» Trailer: clique aqui
» Site: clique aqui

» Sinopse: Ênio é um homem de meia-idade que vive na solidão depois de um relacionamento fracassado. Pedro, 30 anos, namora Teresa, que está de mudança para sua casa. Herdou do pai uma marcenaria e o gosto pela sinuca. Quando um acidente de trânsito atravessa as trajetórias paralelas dos dois, o imponderável se impõe e o descontrole começa.

» Elenco ::.

-

Ator/Atriz

Personagem

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-

Rodrigo Santoro  clique%20para%20ver%20o%20perfil

Pedro

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-

Leonardo Medeiros

Ênio

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-

Letícia Sabatella

Lúcia

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-

Branca Messina

Teresa

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-

Rita Batata

Bia

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-

Graziela Moretto

Mônica

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-

Cássia Kiss

Iolanda

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-

Ney Piacentini

Nogueira

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-

Cacá Amaral

Tobias

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-

Sílvia Lourenço

Paula

 
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NÃO POR ACASO - 8/10 - De uma maneira geral, eu gosto de filmes que gostam de abordar desvios do comportamento humano, distúrbios da vida em sociedade e todas as "doenças" que estão diretamente ligadas ao nossa natureza, afinal nem tudo é tão preto no branco como deveria ser e o filme nacional "Não Por Acaso" é um ótimo exemplar que procura analisar as consequências do imprevisível dentro da vida de seus dois personagens principais. As metáforas existentes no roteiro do filme são bem claras e óbvias e, em alguns momentos, não são tão sutis, mas conseguem estabelecer muito bem a relação do controle x acaso. Ênio ( Leonardo Medeiros ) trabalha na compania de tráfego da cidade de SP e é responsável por manter a ordem e oferecer alternativas rápidas e precisas diante do 1º sinal de congestionamento. Pedro ( Rodrigo Santoro ) é um jovem criador de mesas de sinucas e jogador profissional que adora prever cada uma de suas jogadas com precisão cirúrgicas afim de garantir as melhores tacadas, porém assim <?:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" />como Ênio, o acaso irá interferir o controle do seu mundo. Um acidente irá modificar a vida desses dois sujeitos por completo. <?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

Rodrigo realizar um bom trabalho, mas o filme tem um outro dono e atende pelo nome de Leonardo Medeiros. A sua interpretação introspectiva e melancólica é um show a parte tamanha a sua fragilidade diante dos acontecimentos de sua vida e com a chegada da sua filha adolescente ( Rita Batata, ótima ) ele passa por uma fase que passeia pelo incômodo e constrangimento para a aceitação de uma nova realidade. A sequência onde o diretor Philippe Barcinski mostra o trânsito de SP ao som da narração de Ênio ( comparando o trânsito ao fluxos córporeos do corpo humano ) e a aquela em que ele literalmente pára o trânsito são maravilhosas, mas os momentos de interação entre pai e filha garantem a melhor sintonia com o público sem ser caricata ou piegas, mas de uma maneira gradativa e sensível.

 

O núcleo de Pedro também se completa dentro da proposta do filme, mas é aquele que mostra os maiores deslizes se tratando de roteiro. Cito duas em especial: a condição imposta para que Pedro conheça a personagem interpretada pela Letícia Sabatella ( linda, linda, linda ... e ótima atriz, é claro !!!! ) que é implausível, afinal o vínculo dele com o imóvel em questão não se justifica; e racionalmente não existe aceitação para que ela se coloque a disposição para um passeio com um estranho no meio da mata ou coisa que valha, o que compromete o desenvolvimento da relação dois personagens ( algo diferente do que ocorrera com pai e filha no outro núcleo ). Rodrigo e Letícia defendem seus personagens ( ela precisa urgentemente fazer mais cinema, pois é ótima ) e a conclusão dada a relação entre os dois é pra lá de satisfatória, mas o apelo emocional não corresponde ao preenchido pelo outro núcleo.

 

"Não Por Acaso" aborda temas que promovem a reflexão ( pelo menos são questionamento que eu sempre me faço ) sobre até que ponto podemos planejar a nossa vida, até que ponto o excesso de controle nos impede que ocorra o feliz acaso ou até que ponto as decepções não fazem parte do nosso aprendizado e crescimento, como devemos lidar com as mudanças em nossas vidas, quando vale a pena arriscar, o risco sempre vale a pena, ou seja, um filme do jeito que eu gosto.

Thiago Lucio2007-06-10 22:53:44
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Considerando ser o primeiro longa do Philippe Barcinski (um dos melhores diretores de curtas do país), o filme foi uma pequena decepção pra mim. Mas eu gostei.

Como o roteiro do filme foi selecionado em um projeto de elaboração de roteiros de Sundance, ele passou por alguns consultores de lá e nos créditos percebi que um deles foi o Guillermo Arriaga (roteirista de Três Enterros e dos filmes do Iñarritu). É bem perceptível que a estrutura narrativa de Não Por Acaso segue uma linha de "histórias que se cruzam", algo na moda hoje em dia, porém muito melhor de que um Crash ou um Babel, o filme é  conciso e as duas histórias não se cruzam de forma extrema e nem são levadas à grandes consequências, o que é um ponto positivo.

As atuações são boas, e Barcinski filma a cidade como ninguém. Mas é um filme de ótimos momentos que às vezes não parece se consolidar em uma obra sólida que segure suas 1 hora e quarenta de filme. No mais, gostei do uso da música (que muita gente está criticando por aí) e certamente está acima do que está sendo produzido no país atualmente.

 

 
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Gostei da trama pai e filha, bela atuação mesmo do Leonardo, e muito bonita e forte aquela sequencia em que ele sai alterando o trânsito pra poder encontrar a filha, essa trama se resolve bem, realista e coerente. Já a parte da trama envolvendo o Santoro e a Sabatella, achei meio forçada, até inverossímil mesmo em algumas partes, como por exemplo:

 

- uma mulher como a personagem da Letícia (ambiciosa, riquinha, fresca mesmo) jamais se interessaria por alguém como o personagem do Santoro. O filme nem mostra ela se interessando por ele, não passa essa idéia, é tudo muito mecânico.

 

- o mesmo serve para o vice-versa, ou seja, um cara como o Pedro (personagem do Santoro), e ainda tendo sofrido tão recentemente uma perda como a que sofreu, cair em cima de uma pessoa tão diferente dele e da pessoa que ele perdeu... ficou muito gratuito, do nada, forçado.

 

E outras coisas que se eu for comentar vira spoiler.

 
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Gostei da trama pai e filha' date=' bela atuação mesmo do Leonardo, e muito bonita e forte aquela sequencia em que ele sai alterando o trânsito pra poder encontrar a filha, essa trama se resolve bem, realista e coerente. Já a parte da trama envolvendo o Santoro e a Sabatella, achei meio forçada, até inverossímil mesmo em algumas partes, como por exemplo:

 

- uma mulher como a personagem da Letícia (ambiciosa, riquinha, fresca mesmo) jamais se interessaria por alguém como o personagem do Santoro. O filme nem mostra ela se interessando por ele, não passa essa idéia, é tudo muito mecânico.

 

- o mesmo serve para o vice-versa, ou seja, um cara como o Pedro (personagem do Santoro), e ainda tendo sofrido tão recentemente uma perda como a que sofreu, cair em cima de uma pessoa tão diferente dele e da pessoa que ele perdeu... ficou muito gratuito, do nada, forçado.

 

E outras coisas que se eu for comentar vira spoiler.

 
[/quote']

 

Então Marcela, concordo que a trama do Rodrigo e da Letícia seja a mais irregular, mas comentando sobre as suas dúvidas:

 

- eu acho que quando vc comenta que uma mulher como ela não se interessaria por um sujeito como ele, vc está trabalhando com pré-conceitos, o que nunca é bom. E o envolvimento só ocorreu depois que ela se deu conta que precisava perder o controle de sua vida, que a sua rotina estava muito burocrática, que a sua vida estava sem ... vida;

 

- o caso do Paulo é que na verdade o que move ele não é o sentimento que tinha pela namorada e sim que a segurança que aquela relação trazia pra ele dentro da percepção de mundo que ele tinha que era de controle extremo. Quando ele chora, ele não chora a perda da pessoa, mas ele chora a perda da situação que lhe era confortável ... tanto que qdo ele se envolve com a personagem da Letícia, ele não demora pra repetir automaticamente as mesmas coisas que ele fazia com a outra, como se quisesse "sentir" o mesmo sentimento ...

 

Eu achei um pouco forçado ela topar ir com ele no meio do matagal sem grandes preocupações, por mais "relaxada" e despreocupada que ela quisesse estar ... mas são detalhes perto da relevância da proposta do filme.
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Gostei da trama pai e filha' date=' bela atuação mesmo do Leonardo, e muito bonita e forte aquela sequencia em que ele sai alterando o trânsito pra poder encontrar a filha, essa trama se resolve bem, realista e coerente. Já a parte da trama envolvendo o Santoro e a Sabatella, achei meio forçada, até inverossímil mesmo em algumas partes, como por exemplo:

 

- uma mulher como a personagem da Letícia (ambiciosa, riquinha, fresca mesmo) jamais se interessaria por alguém como o personagem do Santoro. O filme nem mostra ela se interessando por ele, não passa essa idéia, é tudo muito mecânico.

 

- o mesmo serve para o vice-versa, ou seja, um cara como o Pedro (personagem do Santoro), e ainda tendo sofrido tão recentemente uma perda como a que sofreu, cair em cima de uma pessoa tão diferente dele e da pessoa que ele perdeu... ficou muito gratuito, do nada, forçado.

 

E outras coisas que se eu for comentar vira spoiler.

 
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Então Marcela, concordo que a trama do Rodrigo e da Letícia seja a mais irregular, mas comentando sobre as suas dúvidas:

 

- eu acho que quando vc comenta que uma mulher como ela não se interessaria por um sujeito como ele, vc está trabalhando com pré-conceitos, o que nunca é bom. E o envolvimento só ocorreu depois que ela se deu conta que precisava perder o controle de sua vida, que a sua rotina estava muito burocrática, que a sua vida estava sem ... vida;

 

- o caso do Paulo é que na verdade o que move ele não é o sentimento que tinha pela namorada e sim que a segurança que aquela relação trazia pra ele dentro da percepção de mundo que ele tinha que era de controle extremo. Quando ele chora, ele não chora a perda da pessoa, mas ele chora a perda da situação que lhe era confortável ... tanto que qdo ele se envolve com a personagem da Letícia, ele não demora pra repetir automaticamente as mesmas coisas que ele fazia com a outra, como se quisesse "sentir" o mesmo sentimento ...

 

Eu achei um pouco forçado ela topar ir com ele no meio do matagal sem grandes preocupações, por mais "relaxada" e despreocupada que ela quisesse estar ... mas são detalhes perto da relevância da proposta do filme.

 

É, talvez eu esteja sendo pré-conceituosa, mas isso foi acentuado justamente pelo fato de que o filme não mostrou a Lucia se interessando pelo Pedro, foi uma transição muito brusca entre o não estar e o estar interessada. Nao deu pra ver essa transição, entende?? Então o espectador não compra a idéia que alguem como a Lúcia efetivamente pudesse se interessar por alguem como Pedro, porque a própria personagem não "vende esse peixe" em momento algum. Essa necessidade dela de relaxar, de "deixar rolar", aparece muito de repente, nao é gradual, não dá pistas. É mais ou menos isso.

 

Já qto a Pedro, sim, acho que ele chora a perda da situação confortável também, mas a perda principal ainda é a da pessoa. Aquelas "manobras mentais" meio doentias para substituir a namorada que morreu parecem forçadas porque são introduzidas muito abrupta e inesperadamente, qdo ele ainda deveria estar vivendo a sensação da perda, entende? Não sou psicóloga, mas gosto de observar as pessoas, e acredito que esses recursos psicológicos de tentar substituir alguem que se perdeu não acontecem assim tão recentemente após a perda.
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Então ... vc concordou comigo ... discordando ... enfim ...

 

- não houve planejamento para a decisão dela, foi algo inesperado, não houve transição ... ela simplesmente se rendeu a um impulso e este sentimento nem sempre é materializado, pq é algo justamente inesperado ...

 

- para nós a perda principal seja a pessoa, mas pode ser que para o Pedro não e tudo aquilo que ocorre no decorrer do filme me leva a crer que aquilo que ele necessitava era alguém para substituir o papel da namorada ... independe da pessoa necessariamente ... eu acho muito subjetivo analisar qto tempo demoraria pra uma pessoa se recompor diante de uma perda ... mas não existe isso de pouco ou muito tempo ...
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Não por Acaso (idem, Brasil, 2007) Dir.: Phillippe Barcinski. Com: Rodrigo Santoro, Leonardo Medeiros, Letícia Sabatella, Branca messina, Rita Batata, Cássia Kiss, Graziela Moretto. Filme mediano que não traz nada de novo. Nada. O roteiro tenta despistar isso introduzindo um acidente de carro para q as coisas realmente aconteçam, mas é basicamente a mesma história do "pai que conhece a filha finalmente" e do "viúvo recomeçando a vida amorosa". Vale dizer q o acidente em questão é ridículo, e a personagem morta é mais burra que uma porta. Além disso, o diretor comete o mesmo erro q Edward Zwick cometeu em "Diamante de sangue", imprimindo uma beleza estética ao invés de retratar o filme de maneira crua. Isso sem falar dos diversos desequilíbrios de cores nas cenas, o q torna tudo mais artificial ainda. Pra completar, o filme erra ao mostrar os dois já recuperados depois de duas perdas enormes de uma hora pra outra sem um prévio desenvolvimento. Como se não bastasse, o final é decepcionante, tentando desesperadamente um felizes para sempre, sem concluir de maneira satisfatória a narrativa. Atuações? Bom, todas meramente corretas, com exceção de Leonardo Medeiros, q traz uma boa carga dramática em cena. Rodrigo Santoro mostra bem a dor de seus personagem, mas como já foi dito, abandona rapidamente isso, mostrando um cara já completamente recuperado, louco pra transar (e não, eles não estavam atrás do prazer, como acontecia em "A Última Ceia": aqui, a transa procura apenas a beleza estética como em "Olga" e "Cold Mountain"). "Não por Acaso" é decepcionante: não faz o estudo de personagens que pretendia, nem muito menos serve para um espectador desavisado q escolheu o filme na bilheteria, possui algumas partes inspirada, mas só. Dessa vez, a péssima bilheteria e o preconceito contra filmes brasileiros vieram a calhar.2,5/5 12.gif
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Também achei o filme fraquinho...tentei gostar dele' date=' mas não consegui achar muito bom não, é legal que deve ter sido dificil se fazer, e tal, mas o filme anda anda anda e acaba, não chega a empolgar.

 

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Pois é, eu sinto q já vi esse filme várias e várias vezes só q numa novela.

 

 

 

O filme não chega em lugar algum, anda, anda, anda, e no final, nada. É muito chato e decepcionante. 12.gif

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Também achei o filme fraquinho...tentei gostar dele' date=' mas não consegui achar muito bom não, é legal que deve ter sido dificil se fazer, e tal, mas o filme anda anda anda e acaba, não chega a empolgar.
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Pois é, eu sinto q já vi esse filme várias e várias vezes só q numa novela.

O filme não chega em lugar algum, anda, anda, anda, e no final, nada. É muito chato e decepcionante. 12.gif

 

Ainda bem que não estamos diante de uma verdade absoluta, não é mesmo ? Pois o filme é ótimo, vale a pena e recomendo !!!!!!!!!!!

 

Com relação ao que vc comentou só acho um pouco perigoso as pessoas trabalharem com esses conceitos do tipo ... não se deu tempo pra aceitar a perda, não teve como reconhecermos que ele reconheceu a perda ... isso não é um padrão ... ainda mais se levarmos em consideração que estamos falando de dois seres frios e melancólicos ... pelo pouco que mostrou é possível identificar o tamanho da perda e o personagem de Santoro não quis uma transa logo que possível, ele queria muito mais do que isso, que é a segurança de um relacionamento ... diminuir a perspectiva para uma mera satisfação sexual é um cúmulo diante da abrangência do filme.

 

O que menos importa no filme é a maneira como a garota morre ... se não tivesse sido mostrado não faria diferença alguma, logo não há pq dar crédito a algo que não compromete a trama do filme mesmo sendo o estopim ... aliás o estopim é a morte, a perda e não a forma como ocorreu ... até concordo que não foi a melhor das idéias, mas é o que menos importa diante de tudo aquilo que o filme representa.

 

Vc fala que existe uma preocupação com a estética, mas vc pode notar que a direção segura e precisa além da fotografia fria do filme realçam a personalidade de seus protagonistas tanto que no climax o tom da direção é mais "natural", mais casual, pois as "algemas" foram quebradas ... acho que a sua comparação com "Diamante de Sangue" não foi feliz, pois o que Zwick fez foi embelezar a pobreza e a violência e não há nenhum embelezamento aqui ... ah sim, a extrema frieza de se apresentar os fatos, o que é bem diferente. 

 

Se tem algo que "Não Por Acaso" não pode representar é a justificativa de haver preconceitos contra filmes nacionais, pelo contrário ... o filme é de ótima qualidade tanto técnica como artística ... eu acho que além de desavisados existem muitos espectadores que escolhem o filme na bilheteria que são desatentos tb ...

 

Eu respeito as opiniões e tal, e sinceramente até evito participar de muitas discussões, pois sou da opinião de que o filme deve falar por si e não por seus defensores, mas existem algumas coisas, algumas situações que precisam ser tratadas, que precisam ser lançadas e discutidas ... espero que com isso mais pessoas possam ver esse belíssimo filme nacional e participem do tópico tb.

 

Recomendo !!!!!!!!
Thiago Lucio2007-06-28 08:46:29
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Thiago,

 

Vc argumenta muito bem, é uma das pessoas daqui do fórum das quais vale a pena discordar, pois sabemos que a discussão não vai degringolar para a baixaria...06 Como vc, às vezes evito entrar em determinadas discussões com determinadas pessoas, porque não gosto de conflitos gratuitos.

 

Chamo a atenção para as frases da sua assinatura. É muito importante, também, lembrar que, afinal de contas, gostar ou não de algo é, em última análise, altamente subjetivo, influindo aí fatores que, como nós, posters, não nos conhecemos profundamente, não temos como levar em consideração em relação uns aos outros, como experiências de vida, personalidade, coisas que estão acontecendo no momento atual, identificação ou não com as situações expostas nos filmes etc. Enfim, nossas análises individuais dependem, principalmente, de quem nós somos. Por isso é inevitável vez por outra discordarmos e até termos opiniões totalmente diferentes uns dos outros.
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Thiago' date='

 

Vc argumenta muito bem, é uma das pessoas daqui do fórum das quais vale a pena discordar, pois sabemos que a discussão não vai degringolar para a baixaria...06 Como vc, às vezes evito entrar em determinadas discussões com determinadas pessoas, porque não gosto de conflitos gratuitos.

 

Chamo a atenção para as frases da sua assinatura. É muito importante, também, lembrar que, afinal de contas, gostar ou não de algo é, em última análise, altamente subjetivo, influindo aí fatores que, como nós, posters, não nos conhecemos profundamente, não temos como levar em consideração em relação uns aos outros, como experiências de vida, personalidade, coisas que estão acontecendo no momento atual, identificação ou não com as situações expostas nos filmes etc. Enfim, nossas análises individuais dependem, principalmente, de quem nós somos. Por isso é inevitável vez por outra discordarmos e até termos opiniões totalmente diferentes uns dos outros.
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Sim, claro Marcela ... isso é algo que deve ser levado em consideração, pois senão todos nós gostaríamos dos mesmos filmes, o que não é verdade ... e eu sempre busco filtrar a discussão no argumento, embora eu tenha que reconhecer que é difícil, não por querer que se torne uma baixaria ou vc tome por ofensa pessoal ou vc ache que a pessoa é medíocre ou algo do gênero. Mas às vezes não dá ... infelizmente ... é da natureza ...

 

Na verdade essa minha frase é uma variação do que um antigo usuário comentava de que FILMES É O QUE É + O QUE SOMOS e é bem isso mesmo ... não existem verdades absolutas qdo no final das contas uma pessoa pode perfeitamente gostar de um filme medíocre que pode até ganhar um Oscar, enfim ...
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1-Ainda bem que não estamos diante de uma verdade absoluta' date=' não é mesmo ? Pois o filme é ótimo, vale a pena e recomendo !!!!!!!!!!!

 

 

 

2-Com relação ao que vc comentou só acho um pouco perigoso as pessoas trabalharem com esses conceitos do tipo ... não se deu tempo pra aceitar a perda, não teve como reconhecermos que ele reconheceu a perda ... isso não é um padrão ... ainda mais se levarmos em consideração que estamos falando de dois seres frios e melancólicos ... pelo pouco que mostrou é possível identificar o tamanho da perda e o personagem de Santoro não quis uma transa logo que possível, ele queria muito mais do que isso, que é a segurança de um relacionamento ... diminuir a perspectiva para uma mera satisfação sexual é um cúmulo diante da abrangência do filme.

 

 

 

3-O que menos importa no filme é a maneira como a garota morre ... se não tivesse sido mostrado não faria diferença alguma, logo não há pq dar crédito a algo que não compromete a trama do filme mesmo sendo o estopim ... aliás o estopim é a morte, a perda e não a forma como ocorreu ... até concordo que não foi a melhor das idéias, mas é o que menos importa diante de tudo aquilo que o filme representa.

 

 

 

4-Vc fala que existe uma preocupação com a estética, mas vc pode notar que a direção segura e precisa além da fotografia fria do filme realçam a personalidade de seus protagonistas tanto que no climax o tom da direção é mais "natural", mais casual, pois as "algemas" foram quebradas ... acho que a sua comparação com "Diamante de Sangue" não foi feliz, pois o que Zwick fez foi embelezar a pobreza e a violência e não há nenhum embelezamento aqui ... ah sim, a extrema frieza de se apresentar os fatos, o que é bem diferente. 

 

 

 

5-Se tem algo que "Não Por Acaso" não pode representar é a justificativa de haver preconceitos contra filmes nacionais, pelo contrário ... o filme é de ótima qualidade tanto técnica como artística ... eu acho que além de desavisados existem muitos espectadores que escolhem o filme na bilheteria que são desatentos tb ...

 

 

 

6-Eu respeito as opiniões e tal, e sinceramente até evito participar de muitas discussões, pois sou da opinião de que o filme deve falar por si e não por seus defensores, mas existem algumas coisas, algumas situações que precisam ser tratadas, que precisam ser lançadas e discutidas ... espero que com isso mais pessoas possam ver esse belíssimo filme nacional e participem do tópico tb.

 

 

 

7-Recomendo !!!!!!!!
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1-Ainda bem mesmo, pois o filme é chato e não recomendo!!!!!

 

 

 

2-Sim meu caro deixa ser, tanto são frios q um sai correndo pra er o acidente, desesperado e outro chora, chora, chora. E não meu caro, eles só passearam por um dia e logo foram pra cama. Aquilo é querer um relacionamento? Pois é, vc está dizendo algo q o filme nunca foi.

 

 

 

3-Meu caro, se não me convenci com o acidente, como vou me convencer com o restantr do filme q é a base para o q acontecerá?

 

 

 

4-Binmgo, foi isso mesmo q Barcinski fez: embelezou a pobreza. Por exemplo, a cena em q a filha e o Ênio vão beber cerveja num bar de quinta categoria com amigos de trabalho, Barcinski joga uma luz de pôr-do-sol com tamanho excesso q se torna incrivelmente artificial. O filme é inconstante nesse aspecto, exatamente como Zwick fez em "Diamante de Sangue". E que fotografia fria, pelo amor de Deus? O filme claramente utiliza isso para embelezar, pois se fosse assim, o q Zwick fez em Diamante tb seria aceitável: o pôr-do-sol na morte de Danny serveria para realçar a primeira vez em q ele fez algo digno. A extrema frieza vista aqui é a mesma em "Diamante", em certo momento vejo uma metrópole fria, impessoal, em outro vejo-a calorosa, amigável, magnificamente bela, muito diferente do q é na verdade.

 

 

 

5-Ainda bem q o filme teve péssima bilheteria e ficou pouco tempo em cartaz. Quanto a essa indireta meu caro, eu sabia q se tratava de duas pessoas q perderam seus entes em um acidente de carro. Eu vi o trailer!

 

 

 

6-Tenho pena dos pobres coitados q vêem o filme na esperança de ver algo tão profundo como vc acha. Chega a ser irritante ver os mocinhos "correndo contra o tempo para recuperar sua amada". Pra quê dois personagens se o filme não entrelaça as duas tramas (como o filme "As Horas" fez magnificamente bem), e conta a mesma história por duas vezes.

 

 

 

7-Não recomendo!!!

 

 

 

Por fim, acho q o filme é uma salada de frutas de vários outros filmes ("As Horas", "A Última Ceia", etc.), sem o mesmo resultado. Parece uma novela ou um filme dirigido por Daniel Filho.

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Já vi o filme logo em sua semana de estréia, mas fiquei com preguiça de entrar e colocar os pontos vistos, pois a discussão estava muito pessoal..., mas após ler algumas coisas, vamos lá:

1) A parte técnica do filme é precária. Desde a utilização absurda do 5.1, que destorce os sons graves, fato este que é bizarro, pois o filme, em nenhum momento pedia tal configuração em sua linguagem. Erro do Barcinski em mais um de seus momentos de insegurança; Detalhe: A produção do longa foi a parada a pedidos do Meirelles pois o Barcinski não estava dando conta, e esse fato, aparece durante todo o longa.

 

2) A fotografia tem diferenças de temperatura de cor gritantes, a partir do primeiro plot, quando entra o núcleo do Santoro. Temos uma fotografia fria, e a partir do acidente, a cor passa para o ocre, o que fez parecer que estavamos em outra época, até aí ok, indicava talvez um flashback, apesar de que o roteiro não indicava isso. Depois, em tomadas seguintes, a fotografia de um mesmo núcleo oscilava entre quente e fria, e ainda sem utilizar toda a exposição da película, algo, mais uma vez, precário. Sem falarmos das várias tomadas com foco doce. O foquista deveria ser metralhado.

 

3) Direção de arte das mais errôneas dos últimos tempos, fazendo o filme em certos momentos ter a aparência de anos 80, algo que logo era posto em xeque, enfim, a identidade visual do filme é mal definida e ainda por cima feita nas cochas, prova disso a loja de revelação, onde aparece: revelação Digital e o processo mostrado é ótico...06

 

4) Trilha sonora regurgitante do ponto de vista narrativo e até de linguagem. Se vai utilizar música com voz, tem que ser extremamente bem pensado e na primeira vez que entra a voz do cantor, é como se um soco fosse dado no telespectador tirando-o da estória, pois música e imagem não se completam, pelo contrário.

 

5) Atores completamente fora do tom, corporalmente (Santoro perde sua proposta de curvatura em vários momentos), até na construção de personagem, o diretor, na realidade trabalho de Fátima Toledo junto com o Barcinski, que não sabe dirigir atores, transformaram a pesonagem de Leonardo Medeiros, nele mesmo. Quem o conhece, sabe que vemos ele na tela. E ainda por cima fazem o coitado, deste grande ator, apresentar um dos momentos mais constrangedores de sua carreira ao andar de um lado para o outro e abrir a porta para representar sua apreensão. Nem em curso inicial de teatro tal erro é cometido. A Menina está com um tom acima vocalmente, o que faz ela "gritar" em cada fala. Mas o fim está em Letícia Sabatella, que nem fumar sabe. Não tem motivação para tomar as atitudes que toma, o que torna sa trajetória não-crível. Neste ponto o filme tem, talvez, seu pior desempenho.

 

6) Roteiro: Aqui a insegurança de Barcinski fica clara ao propor dois curtas dentro de um longa. Um erro primário. O final, patético: A menina não iria viajar, que faz andando de bicicleta? Enfim, um roteiro piegas, mal estruturado, que teve ajdua em Sundance para desenvovê-lo, pois até Barcinski achava-o sem alma, e isto, ficou claro ao final da projeção.

 

Barcinski tem a O2 por trás, portanto, acredito que daqui uns anos outro longa seu será lançado, e espero que faça valer a sua fama adquirida com seus belíssimos curtas.
FeCamargo2007-06-29 13:41:14
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1) Bom, vou seguir o conselho do Fe e "não falar sobre o que eu não sei".

 

 

 

2) É exatamente o que eu pretendia dizer com "embelezava a pobreza": Barcinski faz o mesmo erro de Edward Zwick ao não mostrar a metrópole crua e fria, o que claramente seria melhor para o tom melancólico que o filme emprega.

 

 

 

3) Sem falar naquela foto no penhasco, digna de novela das 8, com toda aquela babaquice escrota típica.

 

 

 

4) Aqui eu devo dar os parabéns ao Fe, pois ele disse EXATAMENTE o que eu senti quando escutei aquela voz. 10.gif

 

 

 

5) Bom, se o Leonardo Medeiros estava sendo o Leonardo Medeiros, nesse caso seu trabalho foi até que bem feito. Agora da Letícia Sabatella foi realmente um caos, uma atuação tão pobre que francamente quase q uevomitei ao ver ela pegando a garrafa de café e o copo.

 

 

 

6) Mais uma vez concordo, é o que eu disse, o filme tenta fazer o que "As Horas" fez, mas sem sucesso: entrelaçar as tramas. Só que aqui, diferente do outro filme, uma das tramas poderia ter sido jogada fora, existe sem motivo algum. Fora o fato das analogias do filme serem extremamente óbvias, o filme se acha mais inteligente do que é na realidade.

 

 

 

Eu realmente estou feliz da péssima bilheteria alcançada por "Não por Acaso". Só queria ver um curta do Barcinski para ver se ele é realmente tudo isso que falam (o q depois de "Não por Acaso", passei a duvidar). [email protected] 14:26:43

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Já vi o filme logo em sua semana de estréia' date=' mas fiquei com preguiça de entrar e colocar os pontos vistos, pois a discussão estava muito pessoal..., mas após ler algumas coisas, vamos lá:

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Essa foi a única parte do seu comentário que não foi convincente e que não se justifica ... de resto, vc está no seu direito. 03
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01 Vou ver essa semana . Quem sabe a' date=' até que enfim , o Rodirgo Santoro se sobressai em um filme . Sua participação em As Panteras - Detonando e 300 é irrisória .

 

Ps.: Não  vi Simplesmente Amor.
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O seu melhor papel ainda é em "O Bicho de Sete Cabeças".
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01 Vou ver essa semana . Quem sabe a' date=' até que enfim , o Rodirgo Santoro se sobressai em um filme . Sua participação em As Panteras - Detonando e 300 é irrisória .

 

Ps.: Não  vi Simplesmente Amor.
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O seu melhor papel ainda é em "O Bicho de Sete Cabeças".

 

 

Concordo. Se bem que gostei bastante dele em Hoje É Dia de Maria, na primeira temporada.
FeCamargo2007-06-30 13:11:41
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O seu melhor papel ainda é em "O Bicho de Sete Cabeças".

 

 

 

Concordo. Se bem que gostei bastante dele em Hoje É Dia de Maria' date=' na primeira temporada.

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 Vi pouca coisa desse trabalho dele, mas é um que se destaca tb embora tenha sido feito pra TV.

 

Sei lá, repassei a carreira do Santoro na minha cabeça e confesso que tive que reconhecer que ele não fez tantos projetos assim pra estar na "crista da onda". Ok, era um jovem galã que está provando que está querendo se desgarrar desse passado tanto que seus papéis mexem com a falta de beleza, ou seja, ele ficou magérrimo em "Maria", ficou meio afetado em "300", completamente afetado em "Carandiru", acho ele esforçado ... mas ainda assim esses são os seus dois melhores trabalhos: "O Bicho de Sete Cabeças" - 1º filme - e "Hoje é Dia de Maria" - do Luiz Fernando Carvalho.
Thiago Lucio2007-07-01 10:25:36
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