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Forum Cinema em Cena

Fuga de Alcatraz


Bart Scary
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Tem um filme que vi uma vez com o Tim Robins que é muito parecido... Ele também foge de uma prisão de segurança máxima por um buraco na parede. No filme tem o Morgan Freeman tbm... Alguem lembra do nome desse filme?!

 

ôôu, um clássico, baseado em Stephen King. É Um Sonho de Liberdade (Shawshank Redemption).
Marcela2007-08-19 15:14:21
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esse é daqueles filmes feitos com uma cartilha sobre cinema debaixo do braço. o resultado final é o mais quadradinho possível, tudo dentro dos padrões narrativos clássicos de filmes de aventura. pena, já que o mote é bastante interessante e poderia ter sido transformado em algo muito, muito bom.

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aliás' date=' desculpem-me os fãs, mas Clint e Siegel juntos, com justa exceção para o excepcional O Estranho Que Nós Amamos, não produziram nada realmente memorável. são filminhos "de época", que não sobreviveram bem ao tempo. [/quote']

 

Não acho que seja por aí... na minha opinião, o que houve é que esses filmes praticamente inauguraram um gênero, que evoluiu e se aperfeiçoou a ponto de produzir novos filmes que terminaram por ofuscar esses precursores. Ou vc acha que "tiras" como John McClane e Martin Riggs não são filhotes do meu querido Dirty Harry?
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então... é mais ou menos a mesma linha de raciocínio. elas (as obras) inauguraram o gênero, fundaram o estereótipo, mas, devido a essa evolução que se desenrolara a partir delas, sua qualidade acabou sendo ferida pelo tempo. elas funcionaram perfeitamente na época, mas, atualmente, para mim (não assisti a elas nos anos 70 para saber qual foi a importância para aquele momento histórico), não possuem atrativos que possam ser suficientes para conferir-lhes memorabilidade - algo que Duro de Matar, embora não seja uma obra da qual goste taaanto assim, possui, como produto cinematográfico, não como percursor de um gênero ou coisa semelhante.

 

complementando: sem contar que, quando assisto O Estranho Que Nós Amamos (e não estou simplesmente julgando os outros trabalhos a partir deste, até porque seguem linhas totalmente opostas de cinema), fico pensando no quanto essa parceria poderia ter rendido caso eles tivessem produzido mais obras com essa qualidade - algo que só pode resultar em frustração diante desses outros filmes. até o Clintão, que na época fazia apenas papeis de homem durão, máquina de justiça e etc., consegue funcionar (e bem) com um personagem bastante dramático e de idiossincrasia totalmente verossímil em relação à realidade, algo que parecia praticamente impossível de se ver, diante de seus outros papéis até o momento.
Dan...2007-08-20 18:45:16
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mas, me referia aos filmes de Dirty Harry, mais precisamente. Fuga de Alcatraz não foi pioneiro de nada, não. sei lá, repete uma fórmula bastante utilizada em filmes de aventura/ação dos anos 60.

 

com o adendo da inscrição "baseado em fatos reais", claro.
Dan...2007-08-20 19:01:07
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e é exatamente neste ponto que entra em voga a questão da originalidade da obra. pegue um filme como O Expresso da Meia Noite, por exemplo (sim, o propósito do filme é outro, mas não é sobre isso que quero falar), também baseado em uma história verídica cujo final já é de nosso conhecimento - afinal, sabemos que o filme foi produzido a partir das memórias do próprio protagonista da situação. o fato de conhecermos previamente o fim é praticamente irrelevante, já que não importa o que é que vai acontecer no final de tudo, mas sim a forma como é desenvolvida toda a história até que isso aconteça. ambas desembocam no mesmo mar - a fuga do protagonista -, mas, com uma diferença determinante: enquanto Siegel apostou na supracitada fórmula quadrada, Parker realizou uma excelente obra dramática recheada de seqüências marcantes, entregando um filme muito mais tenso do que aquele que, em virtude de sua proposta, deveria ter na tensão uma de suas principais qualidades.  

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sem contar que o filme de Siegel tem como principal "ponto positivo" o fato de ter sido o primeiro a ter cenas filmadas dentro da famosíssima prisão estadunidense. ora, se este é o maior mérito do filme...

edit: vi agora tua menção a Papillon - um exemplo incrível da tal fórmula à qual me referi anteriormente. aliás, este é outro que, apesar de não ser mau filme, é completamente frustrante para quem conhece o material original - li o livro há uns 10 anos atrás, inclusive tenho "pedaços" dele em casa (o tempo fez o serviço direitinho). era um dos meus preferidos, na época. quase não acreditei que filme e livro vinham da mesma fonte, quando assisti a ele, há alguns anos atrás. acho que eles se basearam no resumo que acompanhava a contra-capa do livro para realizá-lo, ou qualquer coisa semelhante. sério, é absurdo o que fizeram com um material tão rico.
Dan...2007-08-20 20:04:03
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 Tá. Mas olha só até o título em DVD foi mudado, tipo de "Alcatraz- Fuga impossível", que p/ quem não conhecesse a história poderia  render um "cardo" bom de suspense, em DVD ele tem o título broxante de "Fuga de alcatraz", donde se conclui, sem esforço nenhum que os malas fugiriam, não importa o suspense.

 

 Tá, concordo que se perdeu ótimas chances de fazer um suspense mais arretado.

 Assim a la "Prision Break", com cenas/situações clichês, tipo  guardas  checando a cela enqto o Clint estava ausente... aff!

 

 By the way, eu nunca vi o filme de "Papillon", apenas li.

 

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 Tá. Mas olha só até o título em DVD foi mudado, tipo de "Alcatraz- Fuga impossível", que p/ quem não conhecesse a história poderia  render um "cardo" bom de suspense, em DVD ele tem o título broxante de "Fuga de alcatraz", donde se conclui, sem esforço nenhum que os malas fugiriam, não importa o suspense.

 

 Tá, concordo que se perdeu ótimas chances de fazer um suspense mais arretado.

 Assim a la "Prision Break", com cenas/situações clichês, tipo  guardas  checando a cela enqto o Clint estava ausente... aff!

 

 By the way, eu nunca vi o filme de "Papillon", apenas li.

 

[/quote']

 

Oi, Maria!

 

Haha, mas se fosse impossível, ele não teria fugido, né?06 Acho que essa ficha caiu quando escolheram o título do dvd.
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então... é mais ou menos a mesma linha de raciocínio. elas (as obras) inauguraram o gênero' date=' fundaram o estereótipo, mas, devido a essa evolução que se desenrolara a partir delas, sua qualidade acabou sendo ferida pelo tempo. elas funcionaram perfeitamente na época, mas, atualmente, para mim (não assisti a elas nos anos 70 para saber qual foi a importância para aquele momento histórico), não possuem atrativos que possam ser suficientes para conferir-lhes memorabilidade - algo que Duro de Matar, embora não seja uma obra da qual goste taaanto assim, possui, como produto cinematográfico, não como percursor de um gênero ou coisa semelhante.

 

complementando: sem contar que, quando assisto O Estranho Que Nós Amamos (e não estou simplesmente julgando os outros trabalhos a partir deste, até porque seguem linhas totalmente opostas de cinema), fico pensando no quanto essa parceria poderia ter rendido caso eles tivessem produzido mais obras com essa qualidade - algo que só pode resultar em frustração diante desses outros filmes. até o Clintão, que na época fazia apenas papeis de homem durão, máquina de justiça e etc., consegue funcionar (e bem) com um personagem bastante dramático e de idiossincrasia totalmente verossímil em relação à realidade, algo que parecia praticamente impossível de se ver, diante de seus outros papéis até o momento.
[/quote']

 

Bons argumentos, Dan, bons argumentos... a verdade é que... 08 eu sou A MAIOR FÃZOIDE do Clintão... não sou muito imparcial pra julgar a obra e a carreira dele não... 05
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então... é mais ou menos a mesma linha de raciocínio. elas (as obras) inauguraram o gênero' date=' fundaram o estereótipo, mas, devido a essa evolução que se desenrolara a partir delas, sua qualidade acabou sendo ferida pelo tempo. elas funcionaram perfeitamente na época, mas, atualmente, para mim (não assisti a elas nos anos 70 para saber qual foi a importância para aquele momento histórico), não possuem atrativos que possam ser suficientes para conferir-lhes memorabilidade - algo que Duro de Matar, embora não seja uma obra da qual goste taaanto assim, possui, como produto cinematográfico, não como percursor de um gênero ou coisa semelhante.

 

complementando: sem contar que, quando assisto O Estranho Que Nós Amamos (e não estou simplesmente julgando os outros trabalhos a partir deste, até porque seguem linhas totalmente opostas de cinema), fico pensando no quanto essa parceria poderia ter rendido caso eles tivessem produzido mais obras com essa qualidade - algo que só pode resultar em frustração diante desses outros filmes. até o Clintão, que na época fazia apenas papeis de homem durão, máquina de justiça e etc., consegue funcionar (e bem) com um personagem bastante dramático e de idiossincrasia totalmente verossímil em relação à realidade, algo que parecia praticamente impossível de se ver, diante de seus outros papéis até o momento.
[/quote']

 

Bons argumentos, Dan, bons argumentos... a verdade é que... 08 eu sou A MAIOR FÃZOIDE do Clintão... não sou muito imparcial pra julgar a obra e a carreira dele não... 05

 

haha, entendo perfeitamente. aconteceria o mesmo comigo, caso fosse divagar sobre Allen, por exemplo.
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 Tá. Mas olha só até o título em DVD foi mudado, tipo de "Alcatraz- Fuga impossível", que p/ quem não conhecesse a história poderia  render um "cardo" bom de suspense, em DVD ele tem o título broxante de "Fuga de alcatraz", donde se conclui, sem esforço nenhum que os malas fugiriam, não importa o suspense.

  ...

 

[/quote']

 Oi, Maria!

 

Haha, mas se fosse impossível, ele não teria fugido, né?06 Acho que essa ficha caiu quando escolheram o título do dvd.

 

 Na verdade  dizem que naõ se sabe se  os  mals fugiram.

 Dizem que um belo  os guardas foram verificar as celas e os caras não estavam nelas.

 Não se sabe se fugiram ou se estão mortos.

 
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aliás' date=' desculpem-me os fãs, mas Clint e Siegel juntos, com justa exceção para o excepcional O Estranho Que Nós Amamos, não produziram nada realmente memorável. são filminhos "de época", que não sobreviveram bem ao tempo. [/quote']

 

Discordo... Perseguição Implacável ainda é referência não só de estilo de filme policial, mas de personalidade dos protagonistas de filmes desse gênero que ainda viriam...

 

Mas concordo que o cinema de Siegel é todo 'redondinho'...
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aliás' date=' desculpem-me os fãs, mas Clint e Siegel juntos, com justa exceção para o excepcional O Estranho Que Nós Amamos, não produziram nada realmente memorável. são filminhos "de época", que não sobreviveram bem ao tempo. [/quote']

 

Discordo... Perseguição Implacável ainda é referência não só de estilo de filme policial, mas de personalidade dos protagonistas de filmes desse gênero que ainda viriam...

 

Mas concordo que o cinema de Siegel é todo 'redondinho'...

 

é por isso que afirmo, logo abaixo, que juntos, Clint e Siegel fundaram este estereótipo a partir de Dirty Harry (cujo primeiro filme eu gosto, não me interessei muito pelos outros dois que vi, o dois e o quatro, acho). realmente concordo com isso, essa idiossincrassia do personagem é uma referênca no gênero. o que afirmo também é que, mesmo assim, seus filmes, para mim, não são dignos de memorabilidade, apesar de serem precursores.
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ah, quanto ao cinema redondinho, vale dizer que a exceção de O Estranho Que Nós Amamos também é muito válida. sério, esse filme realmente é surpreendente, um drama intenso pra caramba e com um terceiro ato extremamente surpreendente. nem parece Siegel, não mesmo. e chega até ser a engraçado ver o Eastwood interpretando um personagem crível, em meio a tantos papéis sobre-humanos que ele havia realizado até então - e continuaria a fazer subseqüentemente. o pior de tudo é que eu ainda tenho que elogiar a atuação dele. é realmente soberba.

Dan...2007-08-21 12:51:45
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é por isso que afirmo' date=' logo abaixo, que juntos, Clint e Siegel fundaram este estereótipo a partir de Dirty Harry (cujo primeiro filme eu gosto, não me interessei muito pelos outros dois que vi, o dois e o quatro, acho). realmente concordo com isso, essa idiossincrassia do personagem é uma referênca no gênero. o que afirmo também é que, mesmo assim, seus filmes, para mim, não são dignos de memorabilidade, apesar de serem precursores.
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Bom, considerando os tempos politicamente corretos em que vivemos (qual a maior crítica ao novo Duro de Matar 4.0? A de que o personagem de Willis destroí tudo ao seu redor), acho que o primeiro Dirty Harry principalmente (o único dirigido pelo Siegel) continua vivo e forte e uma amostra de um cinema em que éramos mais inocentes, mas menos hipócritas.
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