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Poesias

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Eu gosto de poesias.

 

Se você gosta de poesias e escreve alguma, poste aqui.

 

Ou então se ler alguma que gostou, poste aqui também.

 

 

 

Eu criei essa daqui, eu acho ruinzinha mas é o melhor que posso fazer smiley5.gif

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A BATALHA DOS LORDES

 

 

 

Às vezes você percebe

 

Que sua vida não tem mais sentido

 

Se sente como uma lebre

 

Fugindo do lobo faminto

 

Olhos vermelhos te seguem

 

Demônios querem levar

 

Sua alma doce e pura

 

Eles irão sacrificar

 

Seus templos são feitos de ossos

 

Seu vinho é água e sangue

 

Firmados sobre os destroços

 

De um povo perdido, distante

 

Pro inferno eles vão te mandar

 

Sua alma para agonizar

 

Lembre-se você é só carne

 

Roída por vermes e insetos

 

Seu destino é sofrer obstante

 

Sustentando dos homens os tetos

 

Vestidos de fome e dor

 

Resistindo sozinhos cansados

 

As mentiras estão ao seu lado

 

A discórdia é sua companheira

 

Resista até o fim por aquela

 

Recompensa, derradeira

 

 

 

Mas a angústia toma conta

 

Do seu corpo dilacerado

 

Por que estou seguindo isso?

 

Qual a razão de ser caçado?

 

Vou lutar pela minha vida

 

Vou lutar por meu ideal

 

Tenho volta, se tenho ida

 

Vou ser feroz, imortal

 

Lutando contra o vento

 

Tua espada é teu guia

 

Você pára e fica atento

 

Um demônio te vigia

 

Seus olhos rubros queimando

 

Você tenta olhar ao redor

 

Você sabe que não sai ganhando

 

Essa guerra não tem dó

 

Você luta pela vitória

 

Para o fim dessa guerra

 

Liberdade, liberdade

 

Clama, prostrado em terra!

 

 

 

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"Tudo que cessa é morte,e a morte é nossa

Se é para nós que cessa.Aquele arbusto

Fenece,e vai com ele

Parte da minha vida.

Em tudo quanto olhei fiquei em parte.

Com tudo quanto vi,se passa,passo,

Nem distingue a memória

Do que vi do que fui."

7-6-1928 (Odes escolhidas,Ricardo Reis)

Fernando Pessoa.

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Tenho fome de tua boca, de tua voz, de teu pêlo,
e pelas ruas vou sem nutrir-me, calado,
nao me sustenta o pão, a aurora me desequilibra,
busco o som liquido de teus pés no dia

Estou faminto de teu riso resvalado,
de tuas maos cor de furioso celeiro,
tenho fome da palida pedra de tuas unhas,
quero comer tua pele com uma intacta amendoa

Quero comer o raio queimado em tua beleza,
o nariz soberano do arrogante rosto,
quero comer a sombra fugaz de tuas pestanas

e faminto venho e vou olfateando o crepusculo
buscando-te, buscando teu coracao ardente
como um puma na solidao de Quitratúe

 

Pablo Neruda smiley32.gif

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Eu gosto de poesias.
Se você gosta de poesias e escreve alguma' date=' poste aqui.
Ou então se ler alguma que gostou, poste aqui também.

Eu criei essa daqui, eu acho ruinzinha mas é o melhor que posso fazer smiley5.gif




A BATALHA DOS LORDES

Às vezes você percebe
Que sua vida não tem mais sentido
Se sente como uma lebre
Fugindo do lobo faminto
Olhos vermelhos te seguem
Demônios querem levar
Sua alma doce e pura
Eles irão sacrificar
Seus templos são feitos de ossos
Seu vinho é água e sangue
Firmados sobre os destroços
De um povo perdido, distante
Pro inferno eles vão te mandar
Sua alma para agonizar
Lembre-se você é só carne
Roída por vermes e insetos
Seu destino é sofrer obstante
Sustentando dos homens os tetos
Vestidos de fome e dor
Resistindo sozinhos cansados
As mentiras estão ao seu lado
A discórdia é sua companheira
Resista até o fim por aquela
Recompensa, derradeira

Mas a angústia toma conta
Do seu corpo dilacerado
Por que estou seguindo isso?
Qual a razão de ser caçado?
Vou lutar pela minha vida
Vou lutar por meu ideal
Tenho volta, se tenho ida
Vou ser feroz, imortal
Lutando contra o vento
Tua espada é teu guia
Você pára e fica atento
Um demônio te vigia
Seus olhos rubros queimando
Você tenta olhar ao redor
Você sabe que não sai ganhando
Essa guerra não tem dó
Você luta pela vitória
Para o fim dessa guerra
Liberdade, liberdade
Clama, prostrado em terra!
[/quote']

Legal essa "A Batalha dos Lordes",é sua mesma(?)...parece letra de heavy metal...

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Eu gosto de poesias.

Se você gosta de poesias e escreve alguma' date=' poste aqui.

Ou então se ler alguma que gostou, poste aqui também.

 

Eu criei essa daqui, eu acho ruinzinha mas é o melhor que posso fazer smiley5.gif

 

 

 

 

A BATALHA DOS LORDES

 

Às vezes você percebe

Que sua vida não tem mais sentido

Se sente como uma lebre

Fugindo do lobo faminto

Olhos vermelhos te seguem

Demônios querem levar

Sua alma doce e pura

Eles irão sacrificar

Seus templos são feitos de ossos

Seu vinho é água e sangue

Firmados sobre os destroços

De um povo perdido, distante

Pro inferno eles vão te mandar

Sua alma para agonizar

Lembre-se você é só carne

Roída por vermes e insetos

Seu destino é sofrer obstante

Sustentando dos homens os tetos

Vestidos de fome e dor

Resistindo sozinhos cansados

As mentiras estão ao seu lado

A discórdia é sua companheira

Resista até o fim por aquela

Recompensa, derradeira

 

Mas a angústia toma conta

Do seu corpo dilacerado

Por que estou seguindo isso?

Qual a razão de ser caçado?

Vou lutar pela minha vida

Vou lutar por meu ideal

Tenho volta, se tenho ida

Vou ser feroz, imortal

Lutando contra o vento

Tua espada é teu guia

Você pára e fica atento

Um demônio te vigia

Seus olhos rubros queimando

Você tenta olhar ao redor

Você sabe que não sai ganhando

Essa guerra não tem dó

Você luta pela vitória

Para o fim dessa guerra

Liberdade, liberdade

Clama, prostrado em terra!

[/quote']

Legal essa "A Batalha dos Lordes",é sua mesma(?)...parece letra de heavy metal...

 

 

 

É minha sim. Isso quer dizer que ficou boa? smiley17.gif

 

 

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Ficou boa...uma dificuldade em criar textos como esse é usar o "tempo" certo,às vezes,você coloca o verbo no presente,depois coloca o verbo no passado....vc diz ele,depois vc diz "eu"...tipo:"vou ser feroz"...."vc luta pela vitória"....não sei se vc entendeu o que eu quis dizer,mas continue (lendo pela segunda vez,achei mais interessante ainda)....

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Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repolsa lá no céu eternamente,
E viva eu k na terra sempre triste.

Se lá no asento etério, ond subiste,
Memória desta vida se consente,
Ñ te esqças daqle amor ardente
Q já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou,
Da mágoa, sem remédio, de perder-t,

Roga a Deus q teus anos encurtou,
Q tão cedo d k me leve a ver-t
Quão cedo desta vida t levou.

               Luís Vaz de Camões

 

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Eu e ela de mãos dadas
na praia vamos andando
Do cocô dos vira-latas
vamos sempre desviando

O sol já está nascendo
pois mais um dia desperta
É nossa a imprudência:
andar em praia deserta

Olhamos para o mar
de encanto desmedido
Só queremos esquecer
o quanto está poluído

É tão bela a paisagem
que o sol veio iluminar
Mas veio a radiação
em cada raio solar

Vamos levar pra casa
lembranças desse lirismo
antes que algo nos venha
acabar o romantismo

 

Rosebud38714.4401157407

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Essa eu ñ sei qm fez' date=' eu peguei com uma amiga, na escola.

 

Inabalável como as estrelas

Ao som de palavras doces..

Como a água q corre,

Meu amor por vc ñ morre.

Meu coração t alcança,

Minha vida balança ao som do teu nome...

[/quote']

Deixa eu advinhar, sua amiga tinha uns 5 anos né?

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Essa aqui eu acho foooodasmiley32.gif

O Menino Experimental

 

 

O menino experimental come as nádegas da avó e atira os ossos ao cachorro.

 

 O menino experimental futuro inquisidor devora o livro e soletra o serrote.

 

 O menino experimental não anda nas nuvens.

Sabe escolher seus objetos.

 Adora a corda, o revólver, a tesoura,

o martelo, o serrote, a torquês.

Dança com eles.

Conversa-os.

 

 O menino experimental ateia fogo ao santuário para testar a competência dos bombeiros.

 

 O menino experimental, declarando superado o manual de 1962, corrige o professor de fenomenologia.

 

 O menino experimental confessa-se ateu e à-toa.

 

 O menino experimental é desmamado no primeiro dia.

Despreza Rômulo e Remo.

Acha a loba uma galinha.

 

No tempo do oco pré-natal gritava: “Champagne, mamãe! Depressa!”

 

O menino experimental decreta a alienação de Aristóteles.

Expulsa-o da sua zona, só com a roupa do corpo e amordaçado.

 

 O menino experimental repele as propostas da prima de dezoito anos chamando-a de bisavó.

 

 O menino experimental escondendo os pincéis do pintor e trancando-o no vaso sanitário, obriga-o a fundar a pop art, única saída do impasse.

 

 O menino experimental ensina  a Vamp a amar. Dorme com o radar debaixo da cama.

 

 O menino experimental, dos animais dó admite o tigre e o piloto do bombardeio.

Deixa o cão mesmo feroz e o piloto civil às pulgas.

 

O menino experimental  benze o relâmpago.

 

O menino experimental antefilma o acontecimento agressivo, o Apocalipse, fato do dia.

 

 O menino experimental festeja seu terceiro aniversário convidando Jean Genet e Sofia Loren para jantar.

Espetados na mesa três punhais acesos.

 

O menino experimental  despede a televisão, “brinquedo para analfabetos, surdos, mudos, doentes, antinietzsches, padres, podres, croulants”.

 

 O menino experimental atira uma granada em forma de falo na mãe de Cristóvão Colombo, sepultado nas Américas.

  (MURILO MENDES)

 

Scarlet Rose38708.6790856481

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Nossa, Muito legal essa poesia, scarlet!

 

Essa eu gosto bastante:

A miséria do meu ser

A miséria do meu ser,
Do ser que tenho a viver,
Tornou-se uma coisa vista.
Sou nesta vida um qualquer
Que roda fora da pista.

Ninguém conhece quem sou
Nem eu mesmo me conheço
E, se me conheço, esqueço,
Porque não vivo onde estou.
Rodo, e o meu rodar apresso.

É uma carreira invisível,
Salvo onde caio e sou visto,
Porque cair é sensível
Pelo ruído imprevisto...
Sou assim. Mas isto é crível?

                  Fernando Pessoa

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Florbela Espanca


 

 

                           Fanatismo



Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida


Meus olhos andam cegos de te ver !


Não és sequer a razão do meu viver,


Pois que tu és já toda a minha vida !

Não vejo nada assim enlouquecida ...


Passo no mundo, meu Amor, a ler


No misterioso livro do teu ser


A mesma história tantas vezes lida !



"Tudo no mundo é frágil, tudo passa ..."


Quando me dizem isto, toda a graça


Duma boca divina fala em mim !



E, olhos postos em ti, digo de rastros :


"Ah ! Podem voar mundos, morrer astros,


Que tu és como Deus : Princípio e Fim ! ..."

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Há um ano atrás eu escrevia vários poemas, inclusive com esse daqui eu me classifiquei num desses concursos que rendem uma antologia no final.

Havia assistido a "Entrevista com Vampiro" e fiquei com aquela cena do Lestat mordendo o Louis e todo aquele clima mórbido na cabeça e tal, e saiu essa:

Adeus Luz da Manhã

Adeus luz da manhã
Meu sangue nas presas dos predadores
  
Adeus luz da manhã
Nas sombras a temerei

Sevícias contra minh’alma
Tomou-me pela descrença
E sorveu toda a fé

O corpo está morto
Claro tão quanto à neve
Ou como uma falsa rosa branca
Ocultando por de trás da pureza
O vermelho melancólico
Aflição redundante
Dos espinhos que trás consigo

Sombras rojantes
Em noites de luar
É no que nos tornamos
Assassinando almas
Haurindo delas o meio
Que mantém esses abatidos corpos
Em pé

Extraindo do dia
Mais fantasmas
Para compartilhar de nossa solidão
Junto ao luar

Oh! Luz da manhã
Como um prisioneiro a deleitar
Do soprar da liberdade em seu rosto

Oh!  Luz da manhã
Extirpe-me dessa casca
E por gratidão... A ti darei...
... A exaltar a pura alvura do dia...
Oh! Luz da manhã
...Talhada em pedra
A imagem da deplorável magnitude
De uma alma infausta

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Já que a Pipoquinha falou em Fernando Pessoa...uma poesia dele em homenagem à Portugal e aos bravos navegadores, que muitos brasileiros não dão muito valor. Neste primeiro vemos a melancolia portuguesa de um passado de glórias, mas sem perspectivas para o futuro.

O Infante

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.

Deus quis que a terra fosse toda uma,

Que o mar unisse, já não separasse.

Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

 

E a Orla Branca foi de ilha em continente,

Clareou, correndo, até o fim do mundo,

E viu-se a terra inteira de repente,

Surgir, redonda, do azul profundo.

 

Quem te sagrou criou-se português.

Do mar e nós em ti nos deu sinal.

Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.

Senhor, falta cumprir-se Portugal.

 

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Agora, continuando, mais Fernando Pessoa, numa poesia muito foda. Uma das mais célebres.Muito boa...

Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São Lágrimas de Portugal!

Por te cruzamos, quantas mães choraram,

quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

 

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu.

Conan o bárbaro38710.6990046296

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Florbela Espanca


 

 

O meu impossível


Minh'alma ardente é uma fogueira acesa,
É um brasido enorme a crepitar!
Ânsia de procurar sem encontrar
A chama onde queimar uma incerteza!


Tudo é vago e incompleto! E o que mais pesa
É nada ser perfeito. É deslumbrar
A noite tormentosa até cegar,
E tudo ser em vão! Deus, que tristeza!...


Aos meus irmãos na dor já disse tudo
E não me compreenderam!... Vão e mudo
Foi tudo o que entendi e o que pressinto...


Mas se eu pudesse a mágoa que em mim chora
Contar, não a chorava como agora,
Irmãos, não a sentia como a sinto!...

 

 

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Vou-me embora pra Passárgada

 

Vou-me embora pra Passárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Passárgada

 

Vou-me embora pra Passárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que eu nunca tive

 

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

 

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Passárgada

 

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

 

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

Lá sou amigo do rei

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Passárgada

 

 

Essa poesia do Manu Bandeira é linda, porém um tanto quanto utópica

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