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A Espiã


Marko Ramius
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A Espiã

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Black Book

Gênero: Drama Guerra Suspense
Ano/Produção: 2006/Holanda, Inglaterra e Alemanha
Duração: 105 min.

Direção: Paul Verhoeven
Elenco: Carice van Houten, Sebastien Koch

Sinopse

Na Holanda ocupada da Segunda Guerra Mundial, bela garota judia se junta à resistência e infiltra-se entre os nazistas.

Do diretor de INSTINTO SELVAGEM.

Indicação Holandesa ao OSCAR Estrangeiro de 2007.

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agora entendi pq verhoeven ficou tanto tempo no ostracismo, o cara perdeu a mão de vez na direção, um dos filmes mais decepcionantes pra mim do ano, ainda mais pela expectativa alta em torno desse projeto e principalmente por ter sido indicado a alguns prêmios, mais precisamente ao oscar de filme estrangeiro, ..., sem condições, o filme começa até muito bem, mas depois de uma certa travessia com um barco num rio, dali descambam situações estupidamente forçadas, algumas soando bastante ridiculas, dignas de novela das 8 07 ... tudo muito mal conduzido, roteiro, atores, cenas de tiroteio ...

 

nota 2,5

 
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  • 2 weeks later...
  • 2 weeks later...
  • 1 month later...

Não gosto nem desgosto. Apenas vi O Homem Sem Sombra que é razoável, mas não passa disso. Ia alugar Instinto Selvagem antes de ver esse, mas não sei se vai dar. Dependendo de A Espiã, meu interesse pode subir ou descer. Antes nem dava bola, mas li comentários tão entusiasmantes que tô razoavelmente ansioso. Mas primeiro verei Paranoid Park.

 

A Espiã ainda não saiu de cartaz nem do Rio, Felipe. Está em horários ruins, mas como são apenas 15 cópias para todo Brasil...

 

E com duas estréias de dois filmes de cópias limitadíssimas chegando por aqui, tenho mais esperanças em encontrar um 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias por aqui.05

 

 
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Opa, chegou aqui tbm.05

 

E quanto ao Verhoeven eu gosto do cara apesar de ainda só ter tido oportunidade de ver seus filmes hollywoodianos. Gosto bastante de Instinto Selvagem, Robocop e O Vingador do Futuro. O Homem sem Sombra eu vi faz muito tempo, mas achei meio fraco em comparação aos outros, assim como Showgirls.

 

 

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A Espiã (Zwartboek; Paul Verhoeven; 2006)

 

No primeiro ato, Paul Verhoeven praticamente fala diretamente: estou sendo sarcástico!! A cena em que Rachel recita versículos em troca de comida é óbvialííííííssima em seu sarcasmo. E pra salientar isso tudo, Rachel desenha uma cruz com calda de chocolate!!! Com a trilha sonora então... vamos participar da vaquinha do rubysun, gente! E pago pau sim pra cena final. Pago um boquete triplo e até quadrúplo pro Verhoeven, que num frame de 5 segundos faz uma crítica ao poderio bélico tão devastadora quanto a bomba de Hiroshima que os Estados Unidos lançaram. Sem ter visto nenhum de seus outros filmes (com exceção de O Homem Sem Sombra), arrisco-me a dizer que este seja o melhor quadro que Verhoeven já fez!!!

Mas claro, A Espiã também não é feito apenas do sarcasmo brilhante de Verhoeven, adoro esse filme porque ele é magnético, te segura até o fim e não tira sua atenção nem por um segundo!!!! Tem um clima bem noir (fotografia fodástica!!!) e é eletrizante e muito tenso, possui cenas que lhe fazem morrer de rir (a conversa dos bêbados e o maria-vai-com-as-outras que se segue), mas de lhe fazer roer até a pele dos dedos (o confronto entre Eris e Müntze). ::) ::) Sem contar o banho de bosta né, brrrrrrr... Carice Van Houten é magnífica, se entrega ao papel de corpo ( ::) ::)) e alma e o Sebastian Koch (que chamou atenção em A Vida dos Outros) também merece menção, BEM foda.

Enfim, me surpreendi. É tudo o que disseram e mais um pouco. ???

9/10

Bernardo2008-03-05 20:49:33
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Tbm me surpreendi com o filme, bem melhor do que eu esperava. Prende sua atenção do início ao fim e consegue ser extremamente tenso, em parte devido a história que vai tomando rumos bem imprevisíveis, e as descobertas e reviravoltas, que dão o tom de que qualquer coisa pode acontecer. A direção de Verhoeven é ótima e cria cenas únicas e memoráveis, como Ellis descolorindo seus pelos (!) ou lavando o pé na privada. E a atuação de Carice é outro dos pontos altos do filme, consegue transmitir tudo pelo que o personagem passa e encantar o espectador. Só achei que o final se prolonga um pouco, mas o filme é tão bom que dá pra relevar qualquer defeito. 5/5

 

Ps: Achei a tradução brasileira um grande spoiler, considerando que durante um certo tempo vc ainda não sabe que ela vai se tornar uma espiã. Preferia o título americano, Black Book.

 

 

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Achei interessante essa crítica do Omelete:

 

 

A Espiã

Paul Verhoeven sequestra o gênero da espionagem para fazer um filme autoral sobre identidade

10/01/2008Marcelo Hessel

Quando Alex Murphy vira um policial de lata em RoboCop, ele deixa de ser Alex Murphy? Quando Sebastian Caine adquire invisibilidade em O Homem sem Sombra, ele se torna outra pessoa? Quando Douglas Quaid descobre em O Vingador do Futuro que estava sendo enganado por si mesmo, ele deixa de ser Douglas Quaid?

Questões de identidade são uma constante nos filmes do cineasta holandês Paul Verhoeven. Normal que essa discussão se imponha também em A Espiã (Zwartboek), o seu primeiro trabalho produzido e falado em holandês desde O Quarto Homem, de 1983. Quando a judia holandesa Rachel (Carice van Houten), protagonista de A Espiã,

adota o nome de Ellis e se infiltra entre os alemães para ajudar a

resistência holandesa na Segunda Guerra Mundial, ela deixa de ser

Rachel?

A crise de consciência é o cerne do processo de

transformação da morena Rachel na loira Ellis - transformação essa que

Verhoeven registra com sua usual obsessão pelo mundano e pelo choque,

na cena em que Carice pinta até os pêlos da vagina para enganar os

nazistas. Nesse processo, o embate mais profundo acontece entre a

sedução da assimilação (os alemães têm o dinheiro, as armas, o poder, o

champagne e o chocolate que faltam aos holandeses) e o esforço de

preservar a própria memória (Rachel viu sua família toda ser morta

pelos nazistas antes de assumir o nome Ellis).

Memória, tanto pessoal quanto coletiva, é sinônimo de identidade para Verhoeven, nessa declaração de princípios que faz de A Espiã um

longa bastante ético sobre questões fundamentais do Holocausto, como o

colaboracionismo. RoboCop voltou a ser Alex Murphy quando teve sua

memória reativada por resquícios materiais de sua velha casa. Douglas

Quaid acertou-se com o passado também pela via da memória, que lhe

havia sido apagada. Rachel/Ellis fará de sua memória - mais

especificamente, o pingente com as fotos de sua família, em brilhante

cena do filme - instrumento de reafirmação.

Pelo caminho ficam as intrigas, as conspirações, os

tiroteios, os amores impossíveis, os inimigos que se faziam de aliados,

os aliados que se faziam de inimigos... A Espiã trata de temas

abstratos sem abrir mão de uma narrativa e de uma estrutura típica dos

filmes de espionagem e de guerra. A revista francesa Les Cahiers du Cinéma deu

um nome nos anos 60 para esses autores que infiltram idéias complexas

em filmes digeríveis: cineastas-sequestradores. Verhoeven sequestra o

filme de espião - da mesma forma como sequestrou, em sua longa

temporada hollywoodiana, a ficção científica e a aventura espacial -

para transmitir idéias de uma forma que o espectador médio, mesmo

inconscientemente, compreenda.

Dos cineastas em atividade hoje no mundo, Verhoeven

talvez seja o mais célebre sequestrador de gêneros, e com justiça. Em

nome de uma discussão que não tem nada de simplista, A Espiã

se apropria de esquematismos (a forma como o roteiro emenda

reviravoltas chega a ser abusada) sem o menor pudor. Ao fim de uma

primeira impressão, seria fácil dizer que o filme é apenas mais um

sobre a Segunda Guerra Mundial, mas nada estaria mais longe da verdade.

 

 

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  • 2 months later...
A ESPIÃ - 4/10 - A comparação maiS justa que consigo fazer com “A Espiã” é com o igualmente fraco “Olga”, do diretor de novelas Jaime Monjardim. Apesar de ambos contarem com uma protagonista esforçada, a história se esvai lentamente pelo trabalho de direção medíocre e pelo fraco desenvolvimento de sua narrativa que parece mais preocupado com o registro de situações trágicas e exóticas, mas sem qualquer profundidade no contexto histórico ou na relação entre os personagens. Sendo assim, “A Espiã” é uma história não contada da 2ª Guerra Mundial muito mal contada. Outra bola fora de Paul Verhoeven.<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><?:NAMESPACE PREFIX = O />

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Tbm me surpreendi com o filme' date=' bem melhor do que eu esperava. Prende sua atenção do início ao fim e consegue ser extremamente tenso, em parte devido a história que vai tomando rumos bem imprevisíveis, e as descobertas e reviravoltas, que dão o tom de que qualquer coisa pode acontecer. A direção de Verhoeven é ótima e cria cenas únicas e memoráveis, como Ellis descolorindo seus pelos (!) ou lavando o pé na privada. E a atuação de Carice é outro dos pontos altos do filme, consegue transmitir tudo pelo que o personagem passa e encantar o espectador. Só achei que o final se prolonga um pouco, mas o filme é tão bom que dá pra relevar qualquer defeito. 5/5

Ps: Achei a tradução brasileira um grande spoiler, considerando que durante um certo tempo vc ainda não sabe que ela vai se tornar uma espiã. Preferia o título americano, Black Book.

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Bernardo/Felipe, eu sei que esse não é o primeiro filme que discordamos e nem será o último, mas como é que vcs conseguiram elogiar esse filminho ... uma produção medíocre e rasa, é a "Olga" holandesa ...07
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Teu comentário sobre "levar a sério" A Espiã no tópico do Pablo já mostra que você claramente não entendeu o filme, Thiago. E eu achando que o sarcasmo do Verhoeven era mais óbvio que 2 + 2 = 4.

 

Mas sabe que se formos pensar, de certa forma, escutar pessoas falando mal de A Espiã por cometerem o pecado capital de levá-lo a sério até engrandece o filme e a visão crítica do Verhoeven...
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agora entendi pq verhoeven ficou tanto tempo no ostracismo' date=' o cara perdeu a mão de vez na direção, um dos filmes mais decepcionantes pra mim do ano, ainda mais pela expectativa alta em torno desse projeto e principalmente por ter sido indicado a alguns prêmios, mais precisamente ao oscar de filme estrangeiro, ..., sem condições, o filme começa até muito bem, mas depois de uma certa travessia com um barco num rio, dali descambam situações estupidamente forçadas, algumas soando bastante ridiculas, dignas de novela das 8 07 ... tudo muito mal conduzido, roteiro, atores, cenas de tiroteio ...

 

nota 2,5

 
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Até as cenas de nudez são mal conduzidas, né?? 06
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Bernardo/Felipe' date=' eu sei que esse não é o primeiro filme que discordamos e nem será o último, mas como é que vcs conseguiram elogiar esse filminho ... uma produção medíocre e rasa, é a "Olga" holandesa ...07
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Sabe qual é o segredo? Eles não "pensaram" o filme... 03
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Teu comentário sobre "levar a sério" A Espiã no tópico do Pablo já mostra que você claramente não entendeu o filme' date=' Thiago. E eu achando que o sarcasmo do Verhoeven era mais óbvio que 2 + 2 = 4.

 

Mas sabe que se formos pensar, de certa forma, escutar pessoas falando mal de A Espiã por cometerem o pecado capital de levá-lo a sério até engrandece o filme e a visão crítica do Verhoeven...
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Vc acha que eu não entendi o filme pq vc alega que eu levei o filme do Verhoeven a sério, sendo que o próprio diretor realizou um filme que não deveria ser levado a sério?06

 

A expressão "levar a sério" pode ser entendida literalmente, o que não é o caso.

 

O problema Bernardo é que a tal visão crítica do Verhoeven é rasa. Recitar versos da Bíblia para ganhar comida, fazer o sinal da cruz no prato, tomar um banho de merda, entre tantas idéias, só reflete que o seu deboche é inconsequente. É como o Babenco em "Carandiru" que mostra um policial entrando numa cela, deixando um dos presidiários vivo e voltando logo em seguida para executá-lo. Aliás, pintar os pêlos púbicos de loiro e comer bastante chocolate para não morrer por excesso de insulina são os maiores exemplos de inteligência que ele foi capaz de desenvolver.
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Bernardo/Felipe' date=' eu sei que esse não é o primeiro filme que discordamos e nem será o último, mas como é que vcs conseguiram elogiar esse filminho ... uma produção medíocre e rasa, é a "Olga" holandesa ...07
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Sabe qual é o segredo? Eles não "pensaram" o filme... 03

 

Dook, como eu já comentei anteriormente, eu convido você a pensar sobre o que escreve, não entenda "pensar" o filme de maneira literal apenas para atender a suposta idéia que vc tem sobre mim ao assistir um filme.03
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