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Forum Cinema em Cena

Dario Argento


Investigador L
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Visto o filme que fecha a "Trilogia Dos Animais", QUATRO MOSCAS NO VELUDO CINZA

 

 

 

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Na trama, Roberto Tobias (Michael Brandon) é um baterista que percebe estar sendo constantemente seguido por um homem misterioso. Certo dia, Roberto decide confrontar este homem, seguindo-o até um teatro abandonado, mas na luta que se segue, o musico aparentemente mata o homem com uma punhalada certeira. Túdo é fotografado por uma enigmatica figura mascarada, que passa a atormentar o baterista lhe enviando pertences do morto e as fotos da briga fatídica.

 

 

 

QUATRO MOSCAS NO VELUDO CINZA é um bom giallo, que cumpre bem o que se propõe. Poderia ser ainda melhor se tivesse um protagonista mais carismatico, como era o caso de PRELUDIO PARA MATAR ou O PASSARO FAS PLUMAS DE CRISTAL, pois o baterista vivido por Brandon mostra-se um personagem bem chato. Mas felizmente isso é compensado por um time carismatico de coadjuvantes e é claro, pela otima direção de Argento.

 

 

 

Os créditos iniciais são um primor, ao contrapor a barulheira feita pelo solo de bateria de Roberto com um silencio absoluto que só é quebrado pelo bater do coração do misterioso assassino. Outra interessante brincadeira que o diretor faz com o som é na introdução do personagem "Deus" vivido por Bud Spencer. Assim que o personagem aparece na tela, ouvimos acordes de "Aleluia". Inicialmente achei deslocado, mas depois percebi que se tratava de uma idéia bem divertida que se encaixava com o filme.

 

 

 

Diferente de outros trabalhos do cineasta italiano como SUSPIRIA e TENEBRE, QUATRO MOSCAS... não carrega muito no gore. Apesar de ter sim sua dose de violência, é um filme muito mais de suspense oculto do que de horror explicito. Há sequencias que são de ficar com os musculos tensos esperando o proximo plano, como na cena em que o Detetive Arrosto ( Jean Pierre Marielle) revista um banheiro de uma estação de trêm atrás do criminoso, ou quando a bela Amelia (Marisa Fabbri) é espreitada pelo assassino em sua casa. É um suspense simples, e até clichê, mas muito bem executado.

 

 

 

Voltando a falar dos coadjuvates. Bud Spencer parece se divertir vivendo " Deus", um homem aparentemente sem teto, mas que tem muita influencia e é cheio de contatos. Já Jean Pierre Marielle vive o efeminado Deteive particular Gianni Arrosto de forma divertidissima. A cena em que ele e o protagonista se encontram é simplesmente hilaria.

 

 

 

QUATRO MOSCAS... é um filme muito mais de clima do que de visual, embora a direção de arte mereça aplausos pela assustadora mascara do assassino, que retrata o rosto de uma criança. Mas ainda sim, o filme não possui a direção de foto e arte embasbacante de outros trabalhos de Argento já citados, sendo até um pouco pobre neste quesito. Mas tem seus momentos, como o pesadelo recorrente monocromatico de Roberto, e a belissima cena final, que entra para aquelas sequencias em que violencia grafica vira beleza estética.

 

 

 

Enfim, QUATRO MOSCAS NO VELUDO CINZA vale a conferida. Não fica entre os melhores trabalhos do Argento, mas é um Giallo de responsa bastante atmosférico.

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  • 2 weeks later...

Visto MANSÃO DO INFERNO

 

 

 

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Na trama, Rose Eliot (Irene Miracle) é uma jovem poetisa que vive em uma mansão novaiorquina que serve como prédio residencial. Certo dia, ela tem acesso a um livro chamado "As Três Mães", que relata como o arquiteto Varelli foi obrigado a construir três mansões para três poderosas bruxas. Uma em Friburgo, uma em Roma e a ultima em Nova York para a bruxa conhecida como "Mãe Das Trevas".

 

 

 

Rose passa a desconfiar que a mansão onde esta vivendo seja de fato o covil de uma das bruxas do livro, e envia uma carta para seu irmão Mark (Leigh McCloskey) contando a sua historia. Quando Rose não responde suas ligações, Mark decide ir de Roma a Nova York descobrir o que houve com a irmã.

 

 

 

MANSÃO DO INFERNO é a segunda parte da chamada "Trilogia Das Bruxas", começada pelo brilhante SUSPIRIA. Enquanto aquele filme era centrado na "Mãe Dos Suspiros", que tinha sua mansão na Alemanha, esse é centrado na "Mãe Das Trevas", a mais jovem e cruel das três mães, segundo o livro de Varelli.

 

 

 

Se no 1º filme da trilogia, a historia não importava muito, em MANSÃO DO INFERNO ela importa menos ainda. Argento esta muito mais interessado em criar um pesadelo estético e atmosférico do que em contar uma historia, o que aqui não é um demérito, pois não só o cineasta faz isso muito bem, como tambem em nenhum momento ofende a inteligencia do expectador para alcançar seu objetivo.

 

 

 

Assim como em seu antecessor, a foto e a arte de MANSÃO DO INFERNO, evocam o tempo todo um ambiente onirico e absurdo, como se de fato tivessemos sido jogados dentro de um pesadelo. Os corredores da mansão onde se passam a historia simplesmente parecem não ter fim. Os ambientes são iluminados por luzes coloridas doentias, que parecem vir de lugar nenhum. É como se o ambiente deixasse claro para os personagens (e para nós) que dificilmente a lógica vai salvar alguem aqui.

 

 

 

E se em SUSPIRIA, tinhamos a personagem de Jessica Harper para nos guiar através do inferno, neste 2ª filme da trilogia das bruxas, nós não temos esse luxo. Há um verdadeiro rodizio de protagonistas e focos narrativos, pois podemos acompanhar tanto um dos irmãos Elliot, quanto Sara (Eleonora Giorgi), que acaba se envolvendo no mistério por pura curiosidade. É o recurso do falso(a) protagonista sendo utilizado em potencia maxima. Por isso o filme nos dá a impressão de que ninguem esta seguro, e de que qualquer um dos personagens pode morrer a qualquer momento, pois ninguem é indispensavel para que a narrativa continue.

 

 

 

MANSÃO DO INFERNO tem muitas qualidades, especialmente no que diz respeito a parte estética e criação de clima. Mas tem seus defeitos. Se por um lado a variação de foco narrativo é bom por gerar insegurança no publico, por outro temos que ver alguns personagens descobrirem coisas que já sabiamos. A lenda das três Mães é contada inacreditaveis quatro vezes durante o filme, o que é uma redundancia atroz. E a trilha sonora, tão importante nos filmes de Argento (SUSPIRIA é o melhor exemplo), aqui é fraca e excessivamente burocratica.

 

 

 

Mas estes defeitos não derrubam os méritos de MANSÃO DO INFERNO. Com certeza um excelente "filme de bruxa" que merece ser conferido. Curioso para assistir o ultimo filme da trilogia.

Questão2012-03-16 14:34:02

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Visto TERROR NA ÓPERA

 

 

 

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Na trama, a jovem soprana Betty (Cristina Marsillach) ganha a chance de estrelar a ópera "Macbeth", após a cantora principal se acidentar. Mesmo temendo a fama de maldita da peça, a cantora aceita. Os problemas de Betty começam quando um misterioso assassino mascarado passa a persegui-la, forçando-a a assistir a maioria dos assassinatos cometidos por ele.

 

 

 

Estéticamente falando, TERROR NA ÓPERA é um dos filmes mais inventivos de Argento. O filme já começa com um plano detalhe no olho de um corvo. O plano vai se abrindo aos poucos até nos revelar uma ópera, onde "Macbeth" esta sendo ensaiado. Este plano de abertura diz muito sobre o que o filme quer tratar, já que sua temática principal é justamente a visão.

 

 

 

Tanto é, que nunca ví um filme se utilizar tanto da camêra subjetiva como este, fazendo do expectador quase um personagem dentro do filme. São varios os planos subjetivos, seja demonstrando o ponto de vista do assassino, de Betty, do que pode ser visto através de um olho mágico, de uma camêra, de uma televisão, ou mesmo o ponto de vista dos corvos usados na ópera.

 

 

 

Pra quem tem agonia com o olho, assistir TERROR NA ÓPERA sera angustiante. A começar pelo aparato de agulhas que o assassino usa para manter os olhos de Betty abertos, forçando-a a assistir a execução de suas vítimas. Outras passagens poderiam ser citadas, como quando um dos personagens tem um olho devorado por um corvo, ou o bem elaborado Slow motion, mostrando a passagem de uma bala através do olho magico.

 

 

 

Mas apesar de toda essa inventividade técnica e estética, o filme de Argento acaba sendo emocionalmente inócuo. Chega um momento em que a criatividade do cineasta italiano com a câmera deixa de servir ao filme, e soa como mero exibicionismo. Em certas cenas, o cineasta posiciona a sua câmera em angulos improvaveis, e usando esse recurso repetidas vezes, acaba arrancando o expectador do filme.

 

 

 

Cuidado com detalhes de roteiro nunca foi o forte de Dario Argento, e tudo bem pra mim, enquanto ele conseguir manter um clima que me prenda dentro do filme. Mas não é o que acontece aqui, o que acaba por evidenciar estas falhas com os detalhes da trama, gerando incomodação. Pra piorar, TERROR NA ÓPERA parece ser muito mais um filme sobre a desorientação que um stalker causa em sua vítima do que na investigação pra deter tal Stalker. E para isso era necessario uma atriz que ao menos não comprometesse. Não é o caso da péssima (porem bela) Cristina Marsillach. A cena em que o assassino encurrala Betty em seu apartamento é mutio bem dirigida em nivel de posição de camêra, mas a direção de atores inexiste. Isso simplesmente mata metade da tensão da cena.

 

 

 

TERROR NA ÓPERA é um filme estéticamente criativo, como eu já disse. Mas infelizmente, parece que foi justamente essa ambição estética que fez com que o filme se descuidasse em outros pontos igualmente importantes.

 

 

 

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Questão2012-03-18 15:38:22

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  • 7 months later...

Visto PHENOMENA

 

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Na trama, Jennifer Corvino (Jennifer Connely) é uma adolescente americana, enviada pelo advogado de seu pai para um colégio interno para garotas localizado em uma area remota da Suiça; Lá, com a ajuda do Professor John McGregor (Donald Pleasence), a jovem vai aprender a entender e controlar a misteriosa ligação telepatica que ela possui com insetos, ao mesmo tempo em que um assassino em serie aterroriza a região, com seus crimes brutais.

 

PHENOMENA parte de uma premissa bem interessante, ao jogar uma garota com capacidades paranormais no meio de uma trama de Giallo. Mas infelizmente, a execução esta longe de ser uma brastemp. Falta ao filme aquelas cenas embasbacantes, onde a violencia gráfica ou é levada ao nivel gore, como em SUSPIRIA ou onde esta mesma violencia se transforma quase em beleza grafica, como em QUATRO MOSCAS NO VELUDO CINZA. Mas infelizmente, não há nenhuma cena realmente digna de nota no filme, excetuando o climax, onde Dario Argento presta clara homenagem ao classico SEXTA FEIRA 13.

 

Jennifer Connely, somente com quinze aninhos na epoca, vive aqui a sua primeira protagonista. A personagem xara da atriz, mostra-se estranha desde a sua primeira cena, onde brinca com uma abelha no carro que se dirige a escola onde vai estudar, e declara com orgulho amar todos os insetos. A personagem vai revelando mais uma serie de comportamentos estranhos ao longo do filme, como crises de sonambulismo, e preferencias por papinha de bêbe. Mas infelizmente, a personagem não conseguiu me cativar, o que me levou a não me importar muito com o seu destino.

 

O excelente Donald Pleasence vive o paraplégico Professor McGregor com sua competencia habitual. Pleasence inclusive tem como principal companheira de cena uma chimpanze, que funciona como sua enfermeira. A chimpanze inga inclusive é o personagem mais carismatico do filme. E claro que Argento tinha que dar um jeito de encaixar a sua esposa (na epoca) no elenco. Daria Nicolodi, estrela de PRELUDIO PARA MATAR, interpreta uma das professoras da escola, e como em quase todos os filmes do marido em que ela aparece, um fim nada agradavel a aguarda. Me pergunto se colocar a esposa nesses papeis era a forma que o Argento tinha de expressar o que queria fazer com ela. :D

 

A trilha sonora do filme é otima, utilizando musicas de bandas como Iron Maiden e Motorhead. Infelizmente, essas trilhas são muito mal utilizadas dentro do filme, erro que Argento repetiria em seu trabalho posterior, TERROR NA OPERA. Aqui, as musicas das bandas metaleiras surgem totalmente fora de contexto, arrancando o expectador do filme, e diluindo toda e qualquer tensão que a cena pudesse ter.

 

TOP ARGENTO

 

1) SUSPIRIA

 

2) PRELUDIO PARA MATAR

 

3) SLEEPLESS

 

4) O PASSARO DAS PLUMAS DE CRISTAL

 

5) QUATRO MOSCAS NO VELUDO CINZA

 

6) TENEBRE

 

7) MANSÃO DO INFERNO

 

8) O GATO DE NOVE CAUDAS

 

9) PHENOMENA

 

10) TERROR NA OPERA

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  • 9 months later...

 Concordo em gênero, numero e grau com sua critica sobre OS PASSAROS DAS PLUMAS DE CRISTAL, JACK RYAN. Gostaria inclusive de destacar uma passagem

 

 

 

O filme em questão tem duas vantagens em relação à maioria dos giallo a que assisti: ele é um pouco mais antigo – e, sendo o primeiro trabalho de Argento, não pode ser acusado de ser repetição de uma fórmula – e consegue ver a si mesmo como um filme levemente absurdo e encarar isso com bom humor.

 

 

 

 

 

 Uma das sequências que mais me marcou é uma em que a mocinha é encurralada pelo assassino em um quarto, e ela tenta fugir de todo o jeito, enquanto seu algoz tenta abrir a porta a facadas. Argento me deixou tenso durante toda a cena, manipulando minhas emoções ao meu bel prazer. Mas depois que o filme terminou que eu fui me dar conta de uma coisa: o assassino nunca ia alcançar a mocinha daquele jeito :D

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  • 10 months later...


DARIO ARGENTO FORÇADO A REPOUSO
el  quinta, 26 junho 2014 22:45Escrito por  Nuno Reis




O realizador italiano sofreu um acidente em casa e vai passar um mês em repouso.



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O lendário realizador italiano, Dario Argento, que em finais de Maio recebeu o prémio Mestres do Fantástico do Festival Internacional de Cine Fantástico de Madrid, Nocturna 2014, recupera em casa após uma queda nas escadas lhe ter causado sérios danos físicos.


Argento sofreu ferimentos na cabeça, pescoço, costas e pernas que causam dor tanto sentado como de pé. Por ordens médicas passará o próximo mês em repouso absoluto.


A sua aparição na convenção Days of the Dead de Indianapolis foi obviamente cancelada.


Quanto ao cinema, anunciou recentemente o seu novo projecto, "The Sandman", um filme sobre um assassino em série protagonizado por Iggy Pop.



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  • 1 month later...

Mestre do terror Dario Argento busca conhecer "seu lado sombrio" Cineasta italiano prepara novo filme e seriado de TV que produzirá nos EUA

Aos 74 anos, e mesmo após dezenas de filmes e prêmios, Dario Argento, o grande mestre do cinema de horror italiano, continua não conhecendo bem seu lado obscuro. "Eu sempre digo para as pessoas que, se é para elas lerem algo que vai ser útil, que leiam Freud. Se ele não tivesse existido, se não tivesse mudado tudo com suas observações e teorias, estaríamos ainda vivendo como os homens das cavernas. Eu mesmo, eu converso com o Dario, mas não o conheço muito bem. Talvez isso me motive até hoje", declarou o diretor, que recebeu no fim de semana o troféu pela carreira no Festival de Locarno, na Suíça. Pai da atriz e diretora Asia Argento e criador de obras como "Suspiria e Inferno", ele contou que prepara um novo longa-metragem e uma série para a TV. 

 

Argento é modesto, ao contrário do que poderia sugerir sua filmografia. Mas, se ainda não domina seu lado sombrio, já encontrou uma receita para sempre transformá-lo em filmes assustadores? "Não tem uma receita. Senão seria muito fácil. Conto a profundidade da minha parte obscura. Apesar de não entendê-la completamente, tenho bom diálogo com ela", respondeu o diretor quando questionado sobre seu método de trabalho e sua receita para ter feito com que gerações de cinéfilos morressem de medo.

 

O cineasta salienta que, para as novas produções, buscará recursos na América "Vou produzir nos Estados Unidos. Ali tem mais liberdade e possibilidade de fazer cinema, de contar historias. Além de haver mais dinheiro, há mais abertura. Os produtores americanos são mais abertos a vários gêneros, que vão além da comédia, que hoje em dia domina o mercado italiano de cinema ", analisou o cineasta. 

 

Argento, para quem a preparação de um filme e de suas cenas é tão apaixonante quando a filmagem, comentou ainda que para ele é sempre encantador poder criar cenários interessantes e propor situações que podem ser até esdruxulas, mas que surtem efeito no público. "Preparar e filmar são dois aspectos muito importantes de todo filme. É sempre uma delícia para mim. E confesso que aprendi muito nos últimos anos dirigindo também no palco", comentou o diretor que, em 2013, dirigiu sua primeira ópera, Macbeth, de Giuseppe Verdi, baseada na obra de William Shakespeare. "É uma montagem completamente diferente das que já havia visto. Tem sangue, homicídio, nudismo, relação sexual de dois personagens no palco. Foi um momento belíssimo. E cada vez mais quero encarar desafios assim." 

 

FONTE: CORREIO DO POVO

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  • 1 month later...
The Sandman | Dario Argento lança campanha para financiar filme com Iggy PopLonga fará referência aos trabalhos clássicos do diretor
Natália Bridi
09 de Outubro de 2014
 
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Dario Argento  lançou  uma campanha de crowdfunding para financiar o seu próximo filme, The Sandman, que será estrelado por Iggy Pop. A produção busca levantar US$ 250 mil pelo Indiegogo (via Variety).

Daniela Tully escreveu o roteiro, que mostrará Pop como um serial killer inspirado pela lenda alemã que retrata o Sandman como uma criatura que roubava os olhos de crianças que não queriam dormir. No filme, o assassino matará suas vítimas com uma colher e levará os olhos como um troféu. O longa também deve fazer referência a clássicos de Argento como Suspiria (1977) e Prelúdio Para Matar (1975).

Entre as recompensas para os colaboradores estão mensagens pessoais de Argento e Pop, visitas ao set e um papel de assassino no filme

 

FONTE: OMELETE

 

 Crowdfunding é uma prática que está se tornando cada vez mais comum para viabilizar produções cinematográficas. Será que a moda pega?

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  • 1 month later...

 Visto TRAUMA

 

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   Na trama, David Parsons (Christopher Rydell) impede que uma jovem cometa suicídio pulando de uma ponte. Esta jovem é Aura (Asia Argento), uma garota que sofre de anorexia nervosa, e que fugiu da clinica onde estava internada. Devolvida para a família, ela acaba testemunhando os pais serem vítimas do serial killer conhecido como o "Headhunter", que decapita as suas vítimas, levando as cabeças com ela. Agora, com a ajuda de David, Aura tentara descobrir a identidade do assassino de seus pais.

 

  Filme que marca o início da longa parceria entre Argento e sua filha Asia, TRAUMA é um bom Giallo, mas que diferente de outros longas do diretor como TERROR NA OPERA ou o clássico PRELÚDIO PARA MATAR parece investir mais na violência Off Screen do que no gore explícito, um movimento interessante do diretor tentando sair de sua "zona de conforto". Não que não haja cenas de gore explícito, pois o mago da maquiagem Tom Savini está presente, e nos entrega algumas cenas de decapitação bem interessantes. E apesar de estar mais "comportado", Argento ainda guarda na manga algumas sequências estéticas deliciosamente bizarras, como aquela em que vemos uma cabeça semi morta despencar no poço de um elevador, ou aquela em que o protagonista se vê perdido em uma sala coberta de cortinas de plástico, tentando desesperadamente encontrar uma saída.

 

  O roteiro escrito por Argento e mais quatro colaboradores até que está bem coeso em relação a trama principal. O recurso filmico e narrativo que esconde e ao mesmo tempo oculta a identidade do assassino foi muito bem pensado, lembrando o já citado PRELUDIO PARA MATAR.  A trama também pega emprestado elementos do clássico Hitchcockiano JANELA INDISCRETA ao colocar um garotinho como vizinho do assassino, em uma subtrama que apesar de ficar um pouco solta em relação ao resto do filme, cria momentos interessantes de suspense, e acaba inevitavelmente por se encontrar com a trama principal do filme no 3º ato da narrativa. O filme tenta fazer um comentário a respeito da anorexia, mas parece um pouco indeciso em saber se a temática deve ser apenas pano de fundo ou ter importância real na trama. Há também uma leve forçada de barra na passagem do 2º para o 3º ato da trama, mas nada que comprometa.

 

 A fotografia sombria do filme parece investir em boa parte do tempo em uma paleta de cores azulada quase onírica, reforçando a ambientação opressiva das ações do Headhunter, que prefere atacar as suas vítimas em noites chuvosas. Merece destaque também a bela trilha sonora composta por Pino Donnagio, colaborador habitual do cineasta Brian De Palma, que se adaptou bem ao estilo de Dario Argento, mas sem com isso perder o seu próprio estilo, casando bem com a melancólica jornada de David e Aura.

 

  O elenco esta surpreendentemente bem dirigido, já que verdade seja dita, Argento nunca ligou muito para esse quesito, mas aqui se supera. Christopher Rydell e Asia Argento tem uma boa química em cena, e por isso conseguimos acreditar no casal, que tem a sua relação dentro da trama desenvolvida a contento. Rydell faz de David o típico herói dos filmes de Argento, um homem que por força das cirscunstancias (acrescidas aqui a atração e senso de responsabilidade por uma jovem frágil) acaba investigando as ações de um serial killer. Já Asia Argento, apesar de ser muito criticada parece, pelo menos pra mim, fazer um bom trabalho aqui. Asia faz de Aura uma menina frágil tanto fisicamente quanto psicologicamente, devido a sua anorexia, e o tal "trauma" do título de presenciar o assassinato dos pais. Ela desenvolve uma dependência quase infantil por David, mas que em momento algum soa forçada ou caricata. Vale destacar ainda as participações de Piper Laurie, a eterna Margaret White, vivendo aqui mais uma mãe toxica no papel da mãe de Aura, e Brad Dourif, que interpreta um médico que pode ser um dos alvos do Headhunter.

 

  No geral, TRAUMA é um bom filme de Dario Argento. Reconhece-se o estilo do diretor, apesar de aqui ele estar bem mais contido. Mas vale a pena a conferida, pois conta com protagonistas carismáticos, um roteiro convincente, Asia Argento lindamente frágil como Aura e o ótimo trabalho de maquiagem do mestre Tom Savini nas cenas de decapitação. Vale a conferida.

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  O que foi que aconteceu com o Argento nesse filme? Que filminho mais horrível! Acho que é a pior adaptação de "Drácula" que eu já vi. As atuações são péssimas, os efeitos especiais são risíveis e o roteiro é de doer de tão ruim. E o pior, uma decupagem que não só é pouco criativa, mas que é totalmente ineficiente, parecendo querer valorizar o tal 3D do título (e acho que o filme deve ser pior visto em 3D). Passem longe desta boma jogada por um cara que já fez OPs como SUSPIRIA.

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   Thriller sobrenatural mediano dirigido pelo Argento para a TV. A história gira em torno de uma ninhada de guaxinins que é massacrada para a industria de peles, mas a pele dos animais é amaldiçoada, e todos que a desejam sofrem destinos horríveis. A premissa é um pouco tosca, mas parece ser uma crítica a indústria de peles, e dá ao diretor italiano a chance de fazer o que faz melhor, mostrando sequências do bom e velho gore, como aquela onde uma mulher, sob a influência da pele maldita, costura as narinas e a boca, além da sangrenta sequência que fecha o filme. PELTS pode não ser o melhor trabalho do Argento, mas também não é ruim, e quando comparado ao recente DRÁCULA 3D parece até O PODEROSO CHEFÃO :D

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 Visto SÍNDROME DE STENDHAL

 

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   Bom thriller de horror dirigido pelo Argento em 1996. A premissa, que mostra uma jovem detetive, vivida por Asia Argento, sofrendo de uma rara doença psicossomática que faz com que ela sofra vertigens e alucinações cada vez que se depara com obras de arte de grande beleza é um excelente trampolim para que Dario possa exercer a sua criatividade estética. A história é interessante, mas ao meu ver exigia uma protagonista mais bem preparada do que Asia Argento. A filha do diretor é gata pra caramba, e não chega a ser terrível como atriz, mas é bastante limitada. Sua personagem , Anna Manni, passa por uma série de transformações dramáticas ao longo da narrativa que Asia não consegue acompanhar. Mas apesar da protagonista pouco talentosa, SÍNDROME DE STENDHAL ainda é um suspense bastante atmosférico, que vale a conferida.

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 Visto UM VULTO NA ESCURIDÃO

 

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  Decididamente Dario Argento e adaptações de clássicos literários não se misturam. Nesta produção de 1998, o diretor italiano nos apresenta a sua versão para o clássico "O Fantasma Da Opera" de Gaston Leroux. Estrelado por Asia Argento, em sua terceira colaboração com o pai, o roteiro é absolutamente falho, com diálogos absolutamente constrangedores. O grande problema do filme é que toda a narrativa gira em torno do triangulo amoroso formado pelo Fantasma (Julian Sands), Christine (Asia Argento) e Raoul (Andrea Di Stefano), mas a relação da corista com os seus pretendentes não tem absolutamente nenhuma credibilidade.  O filme até tem algumas cenas de gore relativamente interessantes, mas longe da inventividade que Argento é capaz de atingir. No geral, a incursão de Argento no mundo do Fantasma da Opera não chega a ser um desastre completo, como foi a sua adaptação de Bram Stocker, mas é um filme bem enfadonho e pouco memorável no fim das contas.

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  • 1 year later...

 Visto A MÃE DAS LÁGRIMAS

 

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  Fecho da "Trilogia das Mães" iniciada pelo clássico setentista SUSPIRIA e que ganhou continuidade nos anos 80 com MANSÃO DO INFERNO, este A MÃE DAS LÁGRIMAS se revela o filme mais fraco da trilogia. Estrelado por Asia Argento, filha do diretor e parceira habitual do pai, o fecho da trilogia acaba soando como um amontoado de idéias requentadas dos dois filmes anteriores, e executadas sem a mesma paixão. Até existe uma tentativa de inventividade, ao tornar o escopo da narrativa supostamente mais apocalíptico, na melhor sequência do projeto, onde uma série de pessoas comuns começa a acometer uma série de atrocidades por Roma, com direito a uma passagem perturbadora em que um bebê é atirado de uma ponte. Mas não é o bastante. Além disso, se a trilha sonora do grupo Goblin foi um dos grandes fatores que tornou SUSPIRIA um clássico, aqui a trilha sonora de Claudio Simonneti, ex integrante do Goblin e parceiro de Argento em vários projetos soa derivativa e sem inspiração.

 

 Apesar dos pesares, A MÃE DAS LÁGRIMAS não chega a ser uma tragédia completa. Mas é um fecho pálido para esta trilogia do Argento.

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