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Blood Festival

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Olha, mas pelos filmes que o pessoal tem postado (salvo algumas exceções, claro), a menção de Let The Right One In é válida sim. É um excelente filme, e que aborda o assunto sobre outro viés.

 

Não quero bagunçar o tópico, mas não tenho como deixar passar a citação de que Dracula "é o melhor filme do Coppola", essa foi brincadeirismo puro hein. 06

 

E só um lembrete, esse "Os viciosos" é o título de The Addiction em Portugal - o filme nunca foi lançado no Brasil, infelizmente...
Schonfelder2010-06-18 12:00:59

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Aquela música do Nosferatu de Murnau deve ser a mais sinistra que eu já ouvi. O Conde Orlok é um ser tão degenerado... É como uma doença personificada, que leva morte por onde passa. Em vários momentos eu tive vontade de parar o filme, tirar alguma imagem dele e pendurar na parede. São várias imagens perfeitas, de uma beleza horrível. A procissão de caixões nunca saiu da minha mente.

 

02. ENTREVISTA COM O VAMPIRO (Interview with a Vampire: The Vampire Chronicle' date=' Neil Jordan)

 

Elegant, erótico e misterioso, belo trabalho de atmosfera de Neil Jordan (auxiliado pela trilha soberba), que não nega as óbvias leituras homossexuais da trama e com uma atuação surpreendente de Kirsten Dunst.[/quote']

Elegante, misterioso e sexy é exatamente como eu defino Entrevista com o Vampiro. Acrescentaria a palavra "triste". E mesmo sendo triste, aquele mundo tem uma força que me puxa em direção a ele (eu quero ser um deles!). Os três primeiros adjetivos atribuídos ao filme eu uso também para Lestat. Tom Cruise está tão irresistível quanto o próprio filme. Também sou atraída pelo relacionamento indeciso de Louis e Claudia, que é bonito de uma forma doentia. Louis e Lestat são opostos que mostram o conflito no qual aquela vida pode jogar um ser humano. Assumir seu lado monstruoso ou se prender ao que existe de bom na sua humanidade perdida.

 

Vou baixar a trilha sonora. E sei que não vou escutar aquela versão estragada de Sympathy for the Devil. Deviam ter usado a original.

 

 

Olha aí... nem foi tão ruim assim... hahaha... só torço o nariz para Entrevista Com o Vampiro que eu acho fraco mas ainda assim acho Kirsten Dunsten perfeita (e também só aqui). Mas adoro o do Polanski' date=' perdi a conta das vezes que vi (dublado) nos Corujões da Globo.

[/quote']

Considerando Entevista com o Vampiro, Dunst prometia mais. Ela é uma adulta, ao invés de ser uma criança tentando imitar uma mulher adulta, e equilibra inocência com um gosto pela morte. Mesmo assim eu a considero uma atriz competente e gosto de vê-la nos filmes. Meu segundo trabalho preferido dela é Maria Antonieta, onde ela está adoravelmente fútil e cheia de charme.Lucy in the Sky2010-06-18 12:27:43

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Sei que cada um tem o seu dia, mas que se dane, estou cansada do povo enchendo minha paciência. O Nacka apaga o post se quiser.

 

1. Drácula de Bram Stoker (Francis F. Coppola)

Logo no início, o filme dá uma boa mostra de que é dramático, exagerado e intenso, e uma coleção de imagens impressionantes, inclusive clichês. O personagem Drácula desperta sentimentos contraditórios. Primeiro é um homem desgraçado pelo qual se sente compaixão, depois uma criatura perniciosa e repulsiva habitando um mundo abominável, e depois ele se torna sedutor e volta a despertar compaixão. O mesmo acontece com o seu amor por Mina. A cena romântica e erótica em que ela bebe o sangue dele, embora não seja muito lembrada, é um dos momentos mais lindos que um casal já viveu no cinema. Eles são O casal do filme, dá a maior vontade de que fiquem juntos, mas também dá vontade de que Mina se salve. Drácula é corrompido, mas não tanto que o impeça de se apaixonar, e como não sentir pena dele? O filme tem um único defeito: Keanu Reeves. Não entendo por que Coppola deixou que ele entrasse em seu filme, mas felizmente ele não aparece tanto e a direção é boa demais para que ele consiga estragar alguma cena.

 

2. Nosferatu (Murnau)

 

3. Entevista com o Vampiro (Neil Jordan)

 

O segundo e o terceiro estão comentados no meu post anterior.

 

Lucy in the Sky2010-06-18 13:20:26

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Sei que cada um tem o seu dia' date=' mas que se dane, estou cansada do povo enchendo minha paciência. O Nacka apaga o post se quiser.

 

1. Drácula de Bram Stoker (Francis F. Coppola)

Logo no início, o filme dá uma boa mostra de que é dramático, exagerado e intenso, e uma coleção de imagens impressionantes, inclusive clichês. O personagem Drácula desperta sentimentos contraditórios. Primeiro é um homem desgraçado pelo qual se sente compaixão, depois uma criatura perniciosa e repulsiva habitando um mundo abominável, e depois ele se torna sedutor e volta a despertar compaixão. O mesmo acontece com o seu amor por Mina. A cena romântica e erótica em que ela bebe o sangue dele, embora não seja muito lembrada, é um dos momentos mais lindos que um casal já viveu no cinema. Eles são O casal do filme, dá a maior vontade de que fiquem juntos, mas também dá vontade de que Mina se salve. Drácula é corrompido, mas não tanto que o impeça de se apaixonar, e como não sentir pena dele? O filme tem um único defeito: Keanu Reeves. Não entendo por que Coppola deixou que ele entrasse em seu filme, mas felizmente ele não aparece tanto e a direção é boa demais para que ele consiga estragar alguma cena.

 

[/quote']

Também acho a cena linda. Até comentei quando o Luiz postou o top dele. E realmente há esse "conflito" entre querermos que Mina se salve e de que sentimos pena por ele. Boa, Lucy. 16

 

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Eu não acho que o Drácula tenha se apaixonado pela Mina. Ele se apaixonou pela ideia de que ela era sua amada do passado que renasceu e usou seus poderes para seduzir a pobre. Ou seja, a vaidade que o fez pensar que era melhor do que os outros quando ele renega deus, é a mesma que faz ele "seduzir" a Mina... pura vaidade de ter.

 

Como posso acreditar que ela realmente gostava dele? Ela estava sob efeito de encantos, hipnotizada. Todo aquele romance nada mais foi do que um engodo.

 

Quem ama a Mina de verdade é o Jonathan, que foge do inferno para salvar sua amada do capeta (a metáfora é escancarada).

 

E a Kah concordaria comigo se o Jonathan fosse interpretado pelo Johny Depp06

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Peço desculpas pelo atraso, pessoal. Minha lista está em ordem crescente. Aí vai:

 

Blood Festival - Alexei

 

 

3. Quando Chega a Escuridão (Near Dark, 1987), de Kathryn Bigelow

 

near-dark-1.jpg 

 

Em Near Dark, quando Caleb conhece uma jovem forasteira bonita e muito estranha, chamada Mae, ele é um filhote já em idade de sair do ninho. Mae se aproveita disso e, decidindo fazer dele um vampiro igual a ela, o apresenta à sua nova família, completamente desfuncional e quase desprovida de regras. Mas a insistência de Caleb em não abraçar novos hábitos pode causar sua ruína, levando a reboque os que estão ao seu redor.<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

Um dos muitos trunfos deste filme excepcional – que é estruturado por meio de sequências grandiosas graças ao talento de Kathryn Bigelow e à sua singular capacidade de transcender questões de gênero e compreender tanto o universo masculino quanto o feminino – é a compreensão de que não é apenas a vida de Caleb que muda a partir do encontro com Mae; ele mesmo é um agente de mudança, um explosivo detonado quando sua antiga família, a funcional, encontra a nova. Dessa intersecção entre mundos tão diferentes – o do amor e o da quase ausência dele – cria-se uma espécie de juízo final em miniatura, no qual aqueles passíveis de redenção terão sua chance, enquanto que os irrecuperáveis encontrarão seu destino.

2. O Vício (The Addiction, 1995), de Abel Ferrara

 

The+Addiction.jpg

 

O Vício, obra do diretor norte-americano Abel Ferrara, é uma espécie de pacote completo. Nele se pode encontrar um argumento rico, direção de atores competente, excelência estética e, principalmente, um diretor inteligente e que quer, de fato, dialogar com o espectador. Desse conjunto foi criado o melhor filme sobre vampiros que, ao mesmo tempo, não é exatamente sobre o vampirismo.

O Vício é o modus operandi da predação em todas as escalas, assim como da presença ou ausência de moralidade que a constrói. Aqui, o rato de laboratório é Kathleen – a grande Lili Taylor, que frequentou as câmeras de Robert Altman nos Anos 1990 –, transformada numa vampira após ser mordida por uma estranha num beco. O nascer da sede de sangue – o vício do título – leva Kathleen a negar a maior parte das lições aprendidas em aulas de filosofia. “Aquela frase de Santillana, ‘os que não aprendem História estão condenados a repeti-la’, é uma mentira, pois não existe história; o que somos está sempre conosco”. Ou seja, tudo o que importa é o agora, o vício e a ausência de culpa ao satisfazê-lo. Nada mais.

O grande dilema de Kathleen e da sua nova disciplina do sangue é que ela não traz a iluminação almejada. Ao contrário, Kathleen se torna um mero veículo para a desgraça e Ferrara mostra sua queda ao fundo do poço por meio de sequências bem indigestas, embora embaladas por uma fotografia em preto-e-branco que é nada menos que antológica. O predador que transfere a responsabilidade pela matança à vítima – “olhe-me nos olhos e me diga para ir embora”, diz ela antes de um de seus muitos ataques – não serve ao crescimento da coletividade e nem a ele mesmo, e Kathleen só percebe isso após um frenesi alimentar que, certamente, vai assombrar o espectador por muito tempo.

No meio de todo esse pessimismo, no entanto, há espaço pra esperança. De tanto buscar a morte definitiva ou o renascimento – e se algum desses objetivos é alcançado ou não ao final do filme é algo a se discutir –, Kathleen terá a chance de aprender que ela estava enganada desde o começo. Sua disciplina do sangue é menos auto-indulgência e mais controle, menos potência e mais vivência, mais processo que resultado. Afinal de contas, como afirmou Neil Gaiman, “o que seria dos que habitam o Inferno se não tivessem a capacidade de sonhar com o Céu?"

 

1. Nosferatu (Idem, 1922), de F. W. Murnau

 

Nosferatu1.jpg

 

Tanto já foi dito sobre Nosferatu - o arquétipo do vampiro, o ser amaldiçoado que carrega o fardo de precisar matar seus semelhantes para simplesmente existir - que escrever algo mais seria redundante. Nosferatu é dor, solidão, terror e morte. E o belo texto do Scofa também.

 

Uma única menção honrosa, que eu vou comemorar se aparecer em alguma lista:

 

A Sombra do Vampiro (Shadow of the Vampire, 2000), de E. Elias Merhige

 

  Shadow-of-the-Vampire-horror-movies-7096094-1024-768.jpg

 

Esse filme, que não entrou na lista porque simplesmente não havia mais espaço, foi um dos meus preferidos no ano em que foi lançado nos cinemas. Merhige, a pretexto de mostrar como poderia ter sido a filmagem de Nosferatu (de Murnau, o primeiro lugar da minha lista) caso o diretor tivesse usado um vampiro verdadeiro, cria uma verdadeira opera gótica, uma tragédia cujo protagonista é um velho vampiro (Willem Dafoe, que está extraordinário) que insiste em ser o que é - um monstro do passado, uma relíquia - num mundo que não tem mais lugar para ele. É um filme cômico, trágico e muito bonito, tudo ao mesmo tempo.

 

 
Alexei2010-06-21 08:42:06

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Legal que você também curte. Penso que eu mesmo nem precisaria de 10 filmes pra incluí-lo, bastaria um top 5. Fecharia com a lista com Deixa Ela Entrar, que também é sensacional. Ficaria assim, então:

 

1. Nosferatu

2. O Vício

3. Quando Chega a Escuridão

4. A Sombra do Vampiro

5. Deixa Ela Entrar

 

 

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Boa a lista. Esse do Ferrara parece ser muito bom, como o Bat é o próximo da lista e ele já anunciou que esse está no seu top estou curioso para ver o que ele tem a dizer também.

 

 

Nacka
Mr. Scofield
Beckin
Renato

Alexei
Lumière
Rob
Bat

The Deadman

THX

Fran Pierre

Tensor

 
Nacka2010-06-21 23:53:55

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Eu não acho que o Drácula tenha se apaixonado pela Mina. Ele se apaixonou pela ideia de que ela era sua amada do passado que renasceu e usou seus poderes para seduzir a pobre. Ou seja' date=' a vaidade que o fez pensar que era melhor do que os outros quando ele renega deus, é a mesma que faz ele "seduzir" a Mina... pura vaidade de ter.

 

Como posso acreditar que ela realmente gostava dele? Ela estava sob efeito de encantos, hipnotizada. Todo aquele romance nada mais foi do que um engodo.

 

Quem ama a Mina de verdade é o Jonathan, que foge do inferno para salvar sua amada do capeta (a metáfora é escancarada).

 

E a Kah concordaria comigo se o Jonathan fosse interpretado pelo Johny Depp06
[/quote']

 

 

Menos, bem menos. 06

 

Eu concordo com o seu discurso, mas eu achei a paixão, nesse caso, linda. Eu geralmente não gosto de mocinhas que escolhem a paixão e não o amor (a Bella idiota é um exemplo disso), mas nesse aqui o Gary Oldman me seduziu também. 06 A química e a paixão entre os dois é linda. E ele renegou Deus por ódio da Igreja não ter salvado a alma da antiga amada.

 

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Pessoal sobre as listas, postem quando der, porque não adianta estabelecer prazos quando ninguém os cumpre. 

 

 

Ah, o Jailcante me mandou mp, está fora do Festival.

 

 

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Dentões! Haha

 

Bondade sua, mas obrigado pelo elogio, meu querido. De qualquer forma, acredito que cada um deve ter uma experiência muito pessoal com esse filme, eu penso. Ele vai nas entranhas mesmo.

 

Ademais, divulgar o Ferrara é sempre bom, não é?

 

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pois é, mas melhor não arriscar. 06.gif

 

 

 

 

 

pq tu pode falar algo que eu não tinha percebido, pensar "hei, é verdade, tem isso mesmo" e na hora de escrever isso ficar batendo na cabeça e sair uma cópia do teu. 06.gif depois que eu escrever os meus dois textos eu leio com mais calma os que já foram postados. Só vou escrever dois pq o meu top 1 eu não vou conseguir rever a tempo e teria dificuldade em escrever se não fizesse.

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Complicado elaborar essa lista, tem muitos filmes desse sub-gênero que eu realmente gosto, mas são apenas três, então:

 

deixa-ela-entrar-04.jpg

03. Deixa Ela Entrar (Låt Den Rätte Komma In, de Tomas Alfredson, 2008)

 

Lindo estéticamente, frio em sua essência (isso é um elogio), tão frio quato sua gélida paisagem, mas não tão frio quanto sua protagonista - mesmo que ela não tenha opção. E ainda tem um clímax que me faz ter orgulho de amar o cinema.

 

27540559-27540713-large.jpg

02. Um Drink No Inferno (From Dusk Till Dawn, de Robert Rodriguez, 1996)

 

uma comédia vampiresca com Tarantinismos e tudo o que isso pode significar, não tem como dar errado. dos filmes mais divertidos que tenho lembrança. uma salada de insanidade, sujeira e ironia.

 

23vz5td.jpg

01. Os Viciosos (The Addiction, de Abel Ferrara, 1995)

 

O Alexei acabou com o ineditismo da citação da obra-prima do Ferrarão, e acabou também com o que poderia ser dito em termos de trama, então me atenho a dizer que Ferrara aposta, como de costume, em mostrar uma NY decadente, mas com outro tipo de culpados. O "vampirismo" encarado com realidade, como se um mero vício fosse, é algo a ser respeitado, tanto pela abordagem inédita como pela forma que é feita, com entranhas e criatividade. E caramba, o Chris Walken.

 

PS: eu ia citar tbm Nosferatu do Murnau, mas esse fica acima do top um. esse daí é cinema em essência, bem mais que um filme de vampiro.

 

bat2010-06-21 23:28:47

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 Demorou, mas alguém teve coragem de colocar um filme do naipe de um "Drink no Inferno" entre os Top 3...

 

 Gosto muito, muito desse filme. Um dos filmes mais divertidos e moralmente incorretos do mundo (os mocinhos são bandidos e assassinos escrotos, o "homem de Deus" não tem fé, a água benta é armazenada em camisinhas e o interesse romântico do "mocinho" é uma menor de idade etc). Além de tudo é um show de carnificina e nojeira, tem um Tarantino surtado e... Salma Haiek!!!! (pena que dure pouco em cena).

 

 PS: Aquela cena do Taranta (podófilo assumido como eu) bebendo/lambendo Tequila nos pés da Salma é uma coisa...   den

         

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Eu assisti esse filme apenas uma vez e faz tanto, mas tanto tempo... A única coisa que lembro dele é a cena que tem num bar. Tem, não tem? Ou estou delirando e não assisti esse filme? Eu acho que é esse mesmo, lembro do Tarantino e do George Clooney nele. O George Clooney está nele, não está? 06.gif Só revendo para poder dar uma opinião.

 

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