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Forum Cinema em Cena

John Ford


Cremildo
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Qual o melhor filme do diretor?  

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  1. 1. Qual o melhor filme do diretor?

    • Homem Que Matou o Facínora, O (1962)
      0
    • Terra Bruta (1961)
      0
    • Rastros de Ódio (1956)
      1
    • Mogambo (1953)
      0
    • Depois do Vendaval (1952)
      0
    • Legião Invencível (1949)
      0
    • Sangue de Herói (1948)
      0
    • Paixão dos Fortes, A (1946)
      0
    • Como Era Verde Meu Vale (1941)
      0
    • Vinhas da Ira, As (1940)
      0
    • No Tempo das Diligências (1939)
      1
    • Outro
      0


Recommended Posts

ford-hat.jpgJohn-Ford-MonumentValley.jpg

 

Cineasta norte-americano (1/2/1895-31/8/1973). Diretor dos principais

faroestes da década de 40. Seu verdadeiro nome é Sean Aloysius

O''Feeney. De família irlandesa, nasce no estado do Maine, onde conclui o

ensino médio.

 

Em 1914 vai para Hollywood trabalhar com o irmão, Francis, diretor e

roteirista de cinema na Universal Studios. É ator, contra-regra e

assistente nos filmes do irmão. Em 1917 estréia na direção fazendo os

primeiros westerns. Seu estilo valoriza cortes bruscos de cenas, muita ação e enredos que revelam humor e visão sentimental do passado.

 

 

John%20FordCom orçamentos modestos e poucos atores, produz alguns clássicos do faroeste, como No Tempo das Diligências

(1939), em que une a concisão narrativa do cinema mudo às

potencialidades audiovisuais do falado. Na época de sua exibição, a cena

do ataque dos índios a uma diligência causa sensação na platéia. Outros

clássicos de sucesso são Rio Bravo (1950) e Rastros de Ódio (1956).

Dirige alguns dos mais importantes atores da época, como John Wayne,

com quem faz seus filmes mais cultuados, Henry Fonda, Tyrone Power e

James Stewart.

 

 

Sua obra influencia cineastas como Orson Welles. Ganha diversos prêmios, entre eles Oscar de melhor direção por O Delator (1935), Vinhas da Ira (1940), Como Era Verde o Meu Vale (1941) e Depois do Vendaval (1952).

 

fordeyepatch.jpg

 

Filmografia

 

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Eu vi 4 filmes da filmografia dele: No Tempo das Diligências, As Vinhas da Ira, O Homem que Matou o Facínora e Rastros de Ódio.

 

 

 

Os dois primeiros são excelentes. Os outros dois pertencem ao panteão que só abriga aquelas obras mais iluminadas. Tanto Facínora quanto Rastros são jornadas intensas e prazerosas do início ao fim, visualmente fantásticos, com estórias envolventes e elenco inspiradíssimo.

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01 - Rastros de Ódio

 

02 - As Vinhas da Ira

 

03 - O Homem Que Matou o Facínora

 

04 - O Delator

 

05 - Paixão dos Fortes

 

06 - No Tempo das Diligências

 

07 - Depois do Vendaval

 

08 - Rio Grande

 

09 - O Céu Mandou Alguém

 

 

 

Não há um filme que eu tenha visto dele que não seja pelo menos bom. E os cinco primeiros estão tecnicamente empatados como OP.

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Ford é possivelmente o diretor com a filmografia mais extensa que eu

conheço. Não sei se ele conseguia manter a consistência em todos os seus

filmes, mas já vi vários dos mais conhecidos e todos são, no mínimo,

bons. Geralmente, muito bons.

 

 

 

Meu top:

  1. Rastros de Ódio

  2. Vinhas da Ira

  3. No Tempo das Diligências

  4. O Homem que Matou o Facínora

  5. Paixão dos Fortes

  6. Depois do Vendaval

  7. A Mocidade de Lincoln

  8. Como Era Verde Meu Vale

  9. Rio Grande

 

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Não vi muitos dele - ainda mais considerando, como o felipe mencionou, sua enoooorme filmografia - mas dentre os que eu vi há um quarteto de OPs e até os que menos gosto são, no mínimo, bons.

 

  1. Rastros de Ódio (1956)│5/5
  2. Paixão de Fortes (1946)5/5
  3. Como Era Verde Meu Vale (1941)│5/5
  4. As Vinhas da Ira (1940)│5/5
  5. O Homem que Matou o Facínora (1962)│3/5
  6. No Tempo das Diligências (1939)│3/5
  7. A Conquista do Oeste (1962) [segmento A Guerra Civil]3/5

     

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  • 11 months later...

Visto RASTROS DE ÓDIO

 

7122.jpg

 

Na trama, Ethan Edwards (John Wayne) regressa para a casa de seu irmão após o fim da Guerra Civil Americana, só para ter quase toda a sua familia exterminada por uma tribo indigena, alem de ter sua pequena sobrinha sequestrada. Agora, juntamente com Martin Pawley (Jeffrey Hunter), filho de criação de seu irmão, Ethan parte em uma jornada para resgatar Debbie, e vingar a morte de sua familia.

 

RASTROS DE ÓDIO é um brilhante trabalho de John Ford. O cineasta nos entrega um faroeste envolvente, com uma historia simples, mas cativante, e belas imagens. Ford faz uso brilhante do panavision para mostrar as belas paisagens desérticas do Texas, enquanto Ethan E Martin cavalgam em busca de Debbie. E essas imagens não são simplesmente belas, mas extremamente simbólicas, exemplo da rima visual que abre e fecha o filme, e que exemplifica de forma perfeita e sem palavra alguma a triste natureza do protagonista do filme.

 

Ethan Edwards, que cai como uma luva na face carrancuda de John Wayne mostra-se um personagem incrivelmente interessante e ambiguo. Embora seja o arquétipo do caubói grosseirão, anti social e de mira infalivel, pode-se ver muito mais por trás da persona de Ethan. Claramente racista, Ethan trata Martin de forma rispida e indiferente pelo fato do rapaz ter sangue indio. E é curioso, e até um pouco revoltante a forma como este mesmo preconceito muda radicalmente o objetivo inicial de Ethan em sua jornada pelo oeste.

 

Enfim, RASTROS DE ÓDIO é o que podemos chamar de um filme completo. Um excelente faroeste que em minha opinião, merece o lugar que tem na historia do cinema.

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  • 5 months later...
  • 2 weeks later...

 Visto SANGUE POR GLÓRIA

 

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 Na trama, durante a 1ª Guerra mundial, o Capitão Flagg (James Cagney) e o Sargento Quirt (Dan Dailey) dois rivais de longa data, são designados para lutar na mesma unidade em território francês. A rivalidade entre os dois aumenta ainda mais quando eles se envolvem com a mesma mulher, a bela Charmaine (Corinne Calvet), filha do estalajadeiro local.

 

 SANGUE POR GLORIA é um misto de drama de guerra e comedia rômantica. Uma combinação estranha, mas que Ford encara com bastante dignidade. Devo dizer que este não é um dos grandes trabalhos do diretor americano, justamente pelo cineasta encontrar problemas para transitar entre o lado drámatico da historia, e o lado cômico (que ao meu ver, é o predominante). O filme tambem tem algum problema de ritmo, chegando a provocar sono em sua primeira metade. A subtrama envolvendo o romance platônico entre o Cabo Kiper (William Demarest) e a jovem Nicole (Marisa Pavan) é excessivamente explorado, e poderia ter cumprido a mesma função na trama com menos tempo de tela..

 

 Mas o projeto tem seus méritos. James Cagney e Dan Dailey tem uma excelente química, e as melhores cenas são os conflitos dos dois. O climax em que os dois, bêbados, disputam a mão de Charmine das mais variadas formas possiveis já vale o filme.

 

 EnfIm, SANGUE POR GLORIA não é o melhor trabalho do Ford. Tem problemas de ritmo e de transição de tons. Mas vale pela quimíca da dupla principal.

 

 TOP FORD

 

 1) RASTROS DE ÓDIO

 

 2) NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS

 

 3) SANGUE POR GLÓRIA

 

 4) DEPOIS DO VENDAVAL

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  • 1 year later...

 Visto AS VINHAS DA IRA

 

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    Na trama, Tom Joad (Henry Fonda) é um ex presidiário, que ao voltar pra casa em Oklahoma, encontra a sua família na miséria, devido a Depressão Americana. Em busca de novas oportunidades, a família Joad viaja para a Califórnia, onde esperam encontrar trabalho e uma vida digna. Mas o lugar para onde esta família esta indo pode ser ainda pior do que aquele que estão deixando para trás.

 

 AS VINHAS DA IRA talvez seja um dos trabalhos mais célebres dirigidos por John Ford. Por isso confesso que estava com certa expectativa em relação ao filme, e talvez por isso tenha me decepcionado com o resultado. Não que se trate de um filme ruim, pois Ford retrata com bastante competência a miséria das famílias rurais durante a famosa Grande Depressão de 1929, assim como a humilhação a que essas famílias humildes eram submetidas pelas autoridades e pelos grandes donos de terra, em um regime que beirava o escravocrata.

 

  Mas não é o suficiente. Pelo menos para mim, faltou algo ao filme. Eu vejo todo o calvário pelo qual a família Joad está passando, mas simplesmente não consegui me conectar emocionalmente com nenhum dos personagens. A exceção acaba sendo o próprio protagonista, defendido por Henry Fonda com seu talento habitual. Tom Joad começa o filme como membro renegado da família, para depois se tornar o principal pilar dos Joad, e por fim algo ainda maior, ilustrado pelo seu icônico discurso "Eu estarei lá".

 

 Quanto a parte técnica, esta sim é primorosa e irretocável. A fotografia em preto e branco casa perfeitamente com o tom depressivo e melancólico da história, e Ford vale-se dos planos panorâmicos que o tornaram famoso para retratar as imensidões desertas e improdutivas dos campos americanos, a medida em que os Joad cruzam o país em seu velho caminhão, lotado com tudo que conseguiram carregar.

 

 No final das contas, não achei AS VINHAS DA IRA tudo o que falam.. Retrata de forma competente um cenário social muitas vezes esquecido nos Estados Unidos, já que muitos acham que a quebra da bolsa de 29 afetou só as grandes cidades, mas acho que era um filme que tinha abertura para desenvolver mais os seus personagens.

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