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Massacre da Serra Elétrica - O Início


Nacka
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Prelúdio ao Massacre da serra elétrica tem primeiro trailer e site

 

2_leatherface.jpgA New Line Cinema acaba de divulgar o primeiro trailer de Texas Chainsaw Massacre: The Beginning, filme que se passa antes de O massacre da serra elétrica e mostra as origens do maníaco Leatherface.

Pra fazer um "charminho", o estúdio só permite que o vídeo funcione depois das 22 horas e antes das 4 da manhã, mas aqui no Omelete não tem frescura. O vídeo é tenso, claro, mas você sabe se cuidar, não? Bah, nem é tão forte assim... mas é bem bacana de qualquer maneira!

Além do trailer, o novo website da produção foi inaugurado. Lá estão papéis de parede, a sinopse e algumas fotos inéditas. Confira:

Trailer

Site oficial

Com direção de Jonathan Liebesman, o terror tem Jordana Brewster, Andrew Bryniarski, R. Lee Ermey, Taylor Handley, Matthew Bomer, Diora Baird, Heather Kafka, Marietta Marich e Terrence Evans.

A estréia nos Estados Unidos acontece em 6 de outubro de 2006.

Big One2006-09-27 17:39:21
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O remake já foi uma merda e prequels tem se mostrado uma decepção' date=' via de regra... Só os fãzóides colocarão fé nisso aí...

P.S.: e nada do novo Sexta-Feira 13...

[/quote']

Nem sei o que esperar do novo Sexta-feira 13 e nem desse prequel do Massacre. Vindo do Michael Bay, a gente pode esperar qualquer coisa, menos coisa boa...

Mas o novo Halloween já foi decidido, e pelo diretor escolhido vai ter escatologia e gostosas.

 

Novo Halloween tem diretor e vai reinventar a série

Por Érico Borgo
6/6/2006

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2.jpgA Dimension Films finalmente encerrou meses de boatos, pronunciando-se oficialmente sobre a franquia Halloween.

O clássico filme de John Carpenter, que originou em 1979 todo um subgênero no terror e suspense, não será continuado, como originalmente imaginava-se. No estilo de Batman begins, o novo filme mostrará um começo inédito para o maníaco Michael Myers e pretende reinventar toda a franquia.

Para cuidar da série o estúdio chamou Rob Zombie (A casa dos 1000 corpos, Rejeitados pelo diabo), roqueiro que tem obtido sucesso entre os fãs do gênero com suas produções. Ele escreverá, produzirá e dirigirá o filme, também servindo como supervisor da trilha sonora. Malek Akkad (Halloween H20) co-produzirá ao lado de Andy Gould, colaborador de Zombie.

Em seu blog, Zombie explicou: "O que vou fazer é começar a franquia do zero. Este será o novo Halloween. Chamem de refilmagem, reinvenção, atualização, tanto faz, contanto que vocês entendam que se trata de um novo início... um começo sem qualquer ligação com a série anterior. É exatamente por isso que eu subi a bordo, porque terei liberdade para sair correndo com essa coisa toda debaixo do braço".

"Eu conversei com John Carpenter sobre esse filme outro dia e ele me disse 'vá fundo, Rob. Transforme ele em algo seu', e é exatamente isso que eu pretendo fazer", completou.

A Miramax Films financiará o projeto ao lado da Dimension Films. A estréia é prevista para outubro de 2007.

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O Remake é LINDA e aparentemente a prequel vai ser igualmente LINDA.

Trash movies valem por dois motivos: escatologia e gostosas. Aparentemente o Massacre foca o segundo ponto....

De nada adianta ter gostosas VESTIDAS... Fiquei com sensação de gozo interrompido com o Massacre quando percebi que só teria o umbigo da Jessica para admirar...

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Um dado curioso no DVD do filme:

O diretor cortou uma cena onde a personagem da Jessica aparecia mais velha e num hospício. O começo e final do filme aparecia ela contando a história pra polícia ou para um reporter, não lembro.

O fato é que ele cortou porque o cara que editou o filme falou que uma cena semelhante a essa estaria no filme O Iluminado do Kubrick. A mulher do Nicholson também apareceria no começo e no fim do filme num hospício contando a história. Todo mundo que ouvia a história duvidaria dela, mas no fim apareceria aquela foto do Nicholson no baile confirmando que a história dela é verdade.

Mas resolveram cortar a cena (em ambos os filmes) porque ninguém queria ver a mulher num hospício depois de ter conseguido fugir do local dos crimes.

Sei lá se isso é balela, mas é isso que o cara fala no making of do filme.

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O Remake é LINDA e aparentemente a prequel vai ser igualmente LINDA.

 

Trash movies valem por dois motivos: escatologia e gostosas. Aparentemente o Massacre foca o segundo ponto....

De nada adianta ter gostosas VESTIDAS... Fiquei com sensação de gozo interrompido com o Massacre quando percebi que só teria o umbigo da Jessica para admirar...

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Que nada, as vezes a indução é melhor que a simples exposição. E o umbigo da Biel é melhor que muitas coelhinhas da playboy enfileiradas...

 

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Gostei do remake, tirando comparações com o original.

gostei do trailer desse tb, me pareceu um pouco mais violento, e eles colocaram a "parte do jantar", aquela tão conhecida do original

E Jordana Brewster rules smiley4.gif

Beckin Lohan2006-6-7 13:5:38
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  • 3 months later...

Novo "Massacre da Serra Elétrica" conta história do assassino

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Por John DeFore

AUSTIN, Texas (Hollywood Reporter) - O sangrento "O Massacre da Serra Elétrica", de Tobe Hooper, foi refilmado em 2003, conferindo roupagem contemporânea ao festival de sangue. Por isso, a questão de se "O Massacre da Serra Elétrica -- O Início" está à altura do filme original, de 1974, já não interessa a ninguém, exceto aos fãs mais ardorosos.

Visto como uma história de terror, "O Início" é um filme eficaz, que deve ter resultados razoáveis nas bilheterias, sem, entretanto, atrair um público maior do que o habitual para o gênero.

O filme foi criado de maneira a deixar espaço para outros trabalhos posteriores na série e vai estrear nos Estados Unidos em 6 de outubro.

Nele, o espectador verá as circunstâncias tristes e desagradáveis do nascimento de Leatherface -- sua mãe adotiva o encontra numa lata de lixo e o resgata, fazendo uma boa ação que acabará por prejudicar incontáveis pessoas em décadas futuras.

A história passa voando pela infância do assassino para reencontrar o gigante deformado trabalhando num matadouro que é fechado em 1969. Depois de castigar seu chefe por ter sido demitido, o brutamontes e seu tio (R. Lee Ermey, em clima de sargento maníaco) se vêem com dois corpos dos quais precisam se livrar e com uma família esfomeada para alimentar. O tio Hoyt, que assumiu a identidade de um xerife que matou, coloca seu sobrinho diante da tábua do açougueiro e diz a ele: "Carne é carne, ossos são ossos".

Nesse momento entram na história dois jovens casais cujo carro quebra e que são "resgatados" por Hoyt. As torturas brutais às quais são submetidos, e suas tentativas de fuga, não fogem do padrão dos filmes da série e não chegam a ser tão pavorosas quanto as do filme de 2003.

"O Massacre da Serra Elétrica -- O Início" é prejudicado pela ausência de uma atriz como Jessica Biel (do filme de 2003). Jordana Brewster está bem em seu papel, mas não chega a ser uma rainha do terror.

A câmera hiperativa e as cores ácidas do filme também satisfazem às expectativas do gênero, mas não chegam ao nível do "Massacre" de 2003.

A ausência crucial em "O Início" é o humor. Uma exceção, porém, se vê na primeira vez em que se propõe à família que coma um "cozido de xerife". Ao que a matriarca reage, chocada: "Charlie!".

Mas não demoramos a descobrir que não é o canibalismo ao qual ela faz objeção -- ela apenas faz questão de que seja dita uma oração antes da refeição.

Toda a premissa da série "Massacre" já está começando a cheirar tão mal quanto o matadouro de Leatherface. Será que essa tendência do horror simplesmente reflete um medo americano, como as formigas radiativas gigantes que personificavam o medo da bomba atômica nos anos 1950?

Ser for verdade, talvez seja hora de os americanos começarem uma dieta. Os Estados Unidos precisam de novos alimentos para seus bichos-papões.

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Novos clipes do prelúdio ao Massacre da Serra Elétrica

Por Érico Borgo
27/9/2006

envie_amigo.gif

poster2.jpgNovos clipes de Texas Chainsaw Massacre: The Beginning, filme que se passa antes de O massacre da serra elétrica e mostra as origens do maníaco Leatherface, foram divulgados. Confira abaixo!

Com direção de Jonathan Liebesman, o terror tem Jordana Brewster, Andrew Bryniarski, R. Lee Ermey, Taylor Handley, Matthew Bomer, Diora Baird, Heather Kafka, Marietta Marich e Terrence Evans.

Trailer

A estréia nos Estados Unidos acontece em 6 de outubro de 2006.

Clipe 1:
QuickTime, Alta
QuickTime, Baixa
Windows Media Player, Alta
Windows Media Player, Baixa

Clipe 2:
QuickTime, Alta
QuickTime, Baixa
Windows Media Player, Alta
Windows Media Player, Baixa

Clipe 3:
QuickTime, Alta
QuickTime, Baixa
Windows Media Player, Alta
Windows Media Player, Baixa

Clipe 4:
QuickTime, Alta
QuickTime, Baixa
Windows Media Player, Alta
Windows Media Player, Baixa

Clipe 5:
QuickTime, Alta
QuickTime, Baixa
Windows Media Player, Alta
Windows Media Player, Baixa

Clipe 6:
QuickTime, Alta
QuickTime, Baixa
Windows Media Player, Alta
Windows Media Player, Baixa

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  • 2 months later...
  • 2 weeks later...

Assisti a este filme e não me impressionei com ele.

 

 

 

Foram cerca de 85 minutos que me decepcionaram.

 

 

 

A "apatia" dos personagens em reagir às desgraças que lhes acontecia me deixou com raiva. :(

 

 

 

Se tivessem que morrer, que lutassem mais dignamente e com fibra, coisa que apenas vi um pouco na personagem interpretada pela Jordana, durante o filme.

 

 

 

E se tal película foi baseada em fatos reais, de uma família de doentes psicopatas que mataram dezenas de pessoas no final dos anos 60 e início dos 70, vale pelo conteúdo histórico e alerta social.

 

 

 

--> http://en.wikipedia.org/wiki/Leatherface

 

 

 

--> http://en.wikipedia.org/wiki/The_Texas_Chainsaw_Massacre:_The_Beginning

 

 

 

--> http://en.wikipedia.org/wiki/The_Texas_Chain_Saw_Massacre

 

 

 

--> http://en.wikipedia.org/wiki/Ed_Gein

 

 

 

PS: SIM, gente deste tipo existiu e existe !! Acreditem se quiser, mas existem sujeitos capazes de cometer coisas que este filme encenou !! :(

 

 

 

Isso serviria de "exemplo" para a sociedade conhecer o que pode aparecer vez ou outra em termos de loucura, sadismo, ignorância, crueldade e absurdo em seu meio.

 

 

 

E o pior ainda: esse pessoal pode viver entre nós, em pleno século XXI, sem que saibamos onde estão ou quem são, exceto quando acontecem atrocidades como as do mostradas no filme.

 

 

 

Como alerta social, algo que pode vir acontecer no mundo real, achei o filme válido.

 

 

 

Mas, em termos de gosto pessoal, não gostei.

 

 

 

Achei muito fraco a história, mesmo que ela tenha se baseado em fatos verídicos.

 

 

 

Um pouco do que que valeu a pena também foi a gata da Jordana aparecer em um modelito que deixava sua barriguinha de fora a maior parte do filme e umas cenas mais "sensuais" da outra gatinha, a Diora Baird, no decorrer do filme.

 

 

 

No mais, o filme apenas mostrou sangue e mortes como este gênero procura realçar, sem mostrar nada além do que se espera dele.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

devilcoelhodog2006-12-31 13:57:00

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  • 2 months later...

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massacre2_6.jpg

 

massacre2_9.jpg

 

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'Massacre da Serra Elétrica: O Início' chega hoje nas locadoras

 

 

Ao invés de lançar nos cinemas, a Playarte lança hoje em todas as locadoras do país as cópias em DVD do filme 'O Massacre da Serra Elétrica: O Início'. O filme estará disponível para locação nesta quarta-feira, 14 de Março.

Jordana Brewster, Taylor Handley e R. Lee Ermey, o Xerife Hoyt do remake de 2003, são os nomes principais do elenco, que ainda tem Matthew Bomer, Diora Baird, Heather Kafka e Andrew Bryniarski voltando ao papel de Leatherface.

 

Assim como no primeiro filme, que embolsou mais de US$ 80 milhões somente nos EUA, a história mostrará um grupo de jovens que cruza os domínios do assassino serial Leatherface e sua família de psicopatas. O filme revelará a origem do conhecido vilão, assim como o motivo do uso de uma moto-serra e da máscara feita de pele humana.

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entao ja ta na hora de mover esse topiuco..mods please!
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  O Massacre da Serra Elétrica: O Início.

 Play Arte, lança direto em DVD, o excelente filme "O Massacre da Serra Elétrica: O Inicio", um dos grandes sucessos de bilheteria do gênero nos Estados Unidos.

 

 

Dentre os principais clássicos do gênero - aquelas produções que figuram entre as primeiras de qualquer lista das dez mais apavorantes da história do cinema - nunca entendi a contemplação em torno do filme “O Massacre da Serra Elétrica” (1974). Vi o longa quando tinha nove anos de idade, numa época em que eu já conhecia bem os filmes de terror, pois constantemente esvaziava a prateleira das locadoras em busca de obras verdadeiramente assustadoras.

Nesse período, o que mais me apavorava eram os fantasmas. Eu ria dos “
Sexta-Feiras 13” e “Halloweens”, mas ficava mudo com as vozes demoníacas de “Amityville”, ou com o palhaço de “Poltergeist”. Até mesmo o fantasma da biblioteca em “Caça-Fantasmas” já foi capaz de me tirar da sala.
O Massacre da Serra Elétrica” não me assustava porque eu não tinha o medo da violência como tenho hoje. Para mim, a possibilidade de encontrar uma família de canibais liderada por um homem que veste pele humana era praticamente impossível. Um fantasma poderia matar, um homem, não. Incrível! Até mesmo quando fui atrás de meu pai num supermercado e vi um homem apontando uma arma para a cabeça dele, não tive tanto medo como tinha quando sentávamos frente a um copo para evocar um espírito.

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Após anos de ignorância, passei a respeitar o clássico de 1974 quando o vi novamente há alguns anos. O Boca do Inferno já estava no ar, todos falavam bem do filme, menos eu. Quase fui mutilado por uma motoserra pelo amigo Felipe M. Guerra, quando declarei numa lista de discussão minha discórdia. Hoje, época em que o gênero busca corpos mutilados, percebo o quanto fui ignorante.

Em 2003, lançaram uma refilmagem excelente do filme original. Conseguiram recontar o filme de 74, acrescentando uma enxurrada de sangue e pedaços humanos. Não havia mais o terror puramente psicológico, a graça era ver vísceras, uma perna decepada, um homem preso a um gancho como se estivesse numa cruz, além do rosto deformado do novo ícone do terror atual, interpretado pelo grandalhão Andrew Bryniarski. Apesar dos exageros, o filme foi aclamado pelos fãs do gênero e fez um tremendo sucesso nos cinemas pelo mundo, o que tornou inevitável uma seqüência. Mas, como continuar uma história praticamente encerrada pelo filme de 2003, que narrou um documentário policial sobre as 33 vítimas da família de canibais?

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Se uma continuação não seria possível, o ideal seria contar uma pré-seqüência, apresentando os primeiros ataques da família Hewitt e até mesmo o nascimento do monstro apelidado de Leatherface. E isso foi exatamente o que fizeram! E fizeram muito bem! A nova versão, chamada “O Massacre da Serra Elétrica: O Início”, é tão boa quanto o filme de 2003, com muito mais violência e mortes, e ainda com espaço para uma grande homenagem ao clássico de 74, num dos momentos mais doentes da história do cinema.

O novo massacre tem início num matadouro, em 1939, onde uma senhora sofre com a pressão do chefe, enquanto agoniza devido a fortes dores na barriga. Depois de uma chamada do patrão, ela cai dura no chão, praticamente morta. Seu corpo varre juntamente com a placenta um bebê com uma deformação no rosto. Bem-vindo ao mundo, Tommy Hewitt, vulgo Leatherface. Atirado ao lixo, o bebê é resgatado e criado por uma velha, mesmo com seu rosto macabro e seu retardo mental.

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Durante os créditos, o filme apresenta rapidamente (o que é uma pena) várias idades da vida do rapaz, suas tendências de alto-mutilação e o preconceito que sofreu durante toda a infância e início da fase adulta. Aqui fica claro que Tommy sempre foi uma vítima do sistema, alguém que não conseguira ter as mesmas oportunidades que as outras pessoas, sofrendo humilhações e todas as formas de menosprezo. Alguém que talvez precisasse de ajuda médica e não o trabalho numa Casa de Carnes chamada Lee. De seu sofrimento pessoal até as marretadas violentas contra seu chefe era apenas questão de dias. O primeiro encontro com a motossera é um toque mágico do roteiro.

Acompanhamos então, em 1969, quatro anos antes dos acontecimentos do filme de 2003, os momentos que antecedem a viagem de quatro amigos pelo Texas rumo ao Vietnã, onde os irmãos, Dean (Taylor Handley) e Eric (Matthew Borner) pretendem se alistar – mesmo contra a vontade do mais novo. Com eles, as belas namoradas, Chrissie (Jordana Brewster) e Diora Baird (Baley), curtem o passeio pelo deserto em busca de momentos californianos.

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Assim como no primeiro filme, eles param no Açougue da família esquisita para conversar sobre o futuro, abastecer, comprar algumas coisinhas, arrumar alguma encrenca no local, enfim. Nesse ínterim, o espectador é apresentado ao nascimento de mais um personagem clássico da nova franquia, o psicótico Xerife Hoyt (interpretado pelo talentosíssimo R.Lee Ermey). Quando o verdadeiro Xerife aparece na casa dos horrores em busca do assassino Tommy e ainda diz que é a única lei da região, seu destino já está praticamente definido. É só questão de tempo.

Na estrada, os jovens enfrentam a fúria de uma motoqueira ladra, mas esquecem de olhar a estrada, onde uma gigantesca vaca está prestes a explodir com o impacto do veículo. (Nota-se aqui a ironia do roteiro ao mostrar sempre a carne como principal motivo de todas as dores que os jovens terão pelo caminho rumo ao inferno. No filme de 2003, a ironia foi trabalhada quando a personagem de Jessica Biel se esconde num frigorífico, entre nacos) A batida é tão violenta que o carro capota na estrada por um lado e arremessa Chrissie para o outro, sem que ela quebre um osso sequer. Sortuda a garota, não?

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Surge então o novo Xerife da região, pronto para carregar os jovens para o matadouro caseiro, local onde terão que aprender a resistir à dor e à tortura psicológica para tentar sobreviver antes que Tommy os leve para o porão.

Assim como no filme de 2003, as mortes demoram a acontecer. È impossível não torcer por um fim rápido para as vítimas, depois de presenciar tanta dor. Dois dos jovens chegam a clamar pela morte rápida, inclusive colocando uma espingarda apontada para a testa. “Tenho outros planos para você!”, diz o Xerife contrariando o pedido. Essa boa idéia do roteiro já havia sido trabalhada no primeiro filme, quando a caronista estoura os miolos quando descobre que está sendo levada para o lado errado e também quando o rapaz pede que a namorada finalize seu sofrimento com uma faca.

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Mas a dor física não chega a incomodar tanto quanto a psicológica. Ficar amarrada ao pé da mesa, enquanto duas senhoras conversam durante o café da tarde, é um bom exemplo disso. Outro seria o momento em que dois jovens são lavados como porcos para serem preparados para o abate; ou quando alguns dedos são derrubados no chão durante a refeição...

Com todos esses momentos inspirados, “O Massacre da Serra Elétrica: O Início” peca novamente pelas inverdades apresentadas. È difícil imaginar que alguém que esteja do lado de fora da casa, próximo da estrada, sabendo o que acontece por lá, queira retornar para salvar os amigos ao invés de aproveitar a oportunidade para escapar. È bonito, mas improvável. A possibilidade da lâmina quente da motossera destroçar seu corpo é motivo mais do que suficiente para uma fuga estratégica.

12.jpg15.jpg



Além do mais, o uso de jovens bonitas entra em contraste direto com a família canibal, dando a sensação clara de maniqueísmo. Tal estratégia de aproximação do público teen acaba perdendo um pouco do impacto e da veracidade. É mais fácil se importar com pessoas comuns, como acontece no clássico, que continha inclusive um paralítico entre as vítimas, do que jovens modelos oriundos de revistas como a “Capricho”.

Outro ponto negativo é a ausência da fotografia documental de Daniel Pearl, cujos trabalhos nas versões de 1974 e 2003 foram perfeitos. Desta vez, a função ficou a cargo do desconhecido Lukas Ettlin, o que resultou num excesso de cenas escuras e sombrias, contrastando com o vermelho-sangue dos momentos violentos.

Apesar de não contar com a participação da texana Heather Kafka, que no filme de 2003 fez a esquisita ladra de bebês Henrietta, o elenco, de um modo geral, foi bem escolhido. O destaque maior entre as vítimas fica por conta da brasileira Jordana Brewster (A Prova Final). Apresentando momentos de raiva e desespero, a atriz não é tão atlética quanto a Jessica Biel e nem expressiva quanto a Marilyn Burns, mas ainda assim é suficientemente capaz de esboçar ingenuidade e fraqueza. Já entre os Hewitts, quem chama a atenção é mais uma vez R.Lee Ermey. Ele já havia mostrado talento no longa “Nascido para Matar” e aqui está mais uma vez psicologicamente perturbado. Suas cenas são sempre capazes de arrepiar a espinha até dos mais fortes.

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Afinal, qual é melhor? O filme de 2003 ou sua seqüência? Na internet, as opiniões são divididas. Há os que dizem que “O Massacre da Serra Elétrica: O Início” deveria ser o remake oficial, enquanto há os que consideram a continuação boa, mas não superior ao primeiro filme. Para mim, os dois filmes são excelentes dentro de suas propostas, um complementando o outro, com seu banho de sangue e violência, fazendo jus ao estilo atual do cinema de horror. Para ambos, eu daria nota 9, pela ousadia e pelas homenagens ao clássico.

Para concluir, eu não poderia deixar de citar a tradicional cena do jantar. Com direito a oração e cabeça abaixada antes da refeição, a cena é bastante angustiante. Não tem tanto impacto como a de 1974, quando a vítima está sozinha diante dos monstros, mas é tão silenciosa e nojenta quanto. É sempre bom ver a família quase toda reunida mais uma vez.

E, no final, a imagem que fica é a do soberano assassino da motosserra. Envolto em neblina, enquanto caminha lentamente pela estrada de terra, é impossível não pensar na solidão e na crueldade da figura mascarada. Ele está vivo! Leatherface está apenas começando sua carreira...

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Eu achava que era isso. Não é?!13

De qualquer forma' date=' quero ver (apesar dos pesares). Vou ficar de olho pra ver quando chega na minha locadora.

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Não tem nem menção a personagem dela, até porque a história desse aqui que é o início se passa em 1969 e a do remake em 1974, quando eles já tinham matado várias pessoas...
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Eu achava que era isso. Não é?!13

De qualquer forma' date=' quero ver (apesar dos pesares). Vou ficar de olho pra ver quando chega na minha locadora.[/quote']

 

Não tem nem menção a personagem dela, até porque a história desse aqui que é o início se passa em 1969 e a do remake em 1974, quando eles já tinham matado várias pessoas...

 

Acho que mais cedo ou mais tarde, os produtores vão ter essa idéia de filmar a história daquela garota...

 

Aí, vai ser O Massacre da Serra Elétrica Zero, ou O Massacre da Serra Elétrica The Beginning 2. Sei lá...06
Jailcante2007-03-22 23:28:09
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