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Red Sparrow (Francis Lawrence + Jennifer Lawrence)

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Francis Lawrence reúne-se com Jennifer Lawrence mais uma vez para adaptação do livro de Jason Matthews, um ex-agente da CIA. A obra segue Dominika Egorova, uma bailarina recrutada ao "escola pardal", um programa russo de espionagem em que agentes aprendem a usar sedução como arma.

Elenco também inclui Joel Edgerton, Mary-Louise Parker, Jeremy irons, Ciarán Hinds, Charlette Rampling, etc.

http://www.imdb.com/title/tt2873282/

http://www.foxmovies.com/movies/red-sparrow

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A princípio não gostei. Achei que esse fosse um filme para final do ano, "temporada Oscar", mas a vibe do trailer e o lançamento em março dão a impressão de ser um Atomic Blonde sem Charlize Theron ( o que certamente seria uma grande deficiência).

O trailer em maior qualidade (3x bit rate do YT): http://movietrailers.apple.com/movies/fox/red-sparrow/red-sparrow-trailer-1_h1080p.mov

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On 14/09/2017 at 3:23 PM, Mozts said:

 

A princípio não gostei. Achei que esse fosse um filme para final do ano, "temporada Oscar", mas a vibe do trailer e o lançamento em março dão a impressão de ser um Atomic Blonde sem Charlize Theron ( o que certamente seria uma grande deficiência).

Pois é. Não me chamou muita atenção também.  E olha que a Lawrence precisa de um sucesso depois do floop de MÃE.

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Jennifer Lawrence revela que fez Operação Red Sparrow como resposta ao vazamento de fotos íntimas
Por Renato Furtado — 22/11/2017 às 16:05
  

O suspense de espionagem reúne a estrela com seu diretor na franquia Jogos Vorazes, Francis Lawrence.

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Há três anos, Jennifer Lawrence foi vítima de hackers, que invadiram sua nuvem de arquivos pessoais para roubar e, posteriormente, divulgar inúmeras fotos íntimas da atriz na internet. A violação é, evidentemente, um grande trauma para a atriz, mas em entrevista ao The Hollywood Reporter, Lawrence revelou que começou o processo de superação através da produção de seu próximo filme, Operação Red Sparrow:

"O filme é muito sexual, algo que sempre me assustou muito. Sempre neguei fazer esse tipo de filme - especialmente depois do que aconteceu com a invasão. Sempre neguei fazer qualquer filme sensual assim. Então, finalmente fazer Operação Red Sparrow foi como recuperar algo que foi arrancado de mim", declarou a ganhadora do Oscar por O Lado Bom da Vida.

No longa, que reúne a estrela com seu diretor na franquia Jogos Vorazes a partir de Em Chamas, o cineasta Francis Lawrence, a atriz interpreta a espiã Dominika Egorova, uma Sparrow - ou agente especial da inteligência russa treinada para utilizar táticas de sedução contra os inimigos. Egorova, no entanto, acaba iniciando uma ardente e perigosa paixão com Nathaniel Nash (Joel Edgerton), um oficial da CIA e seu principal alvo.

Lawrence, que declarou ainda estar se recuperando das consequências do hack, é uma das atrizes mais bem pagas do mundo e pode escolher praticamente qualquer projeto que desejar. Assim, é interessante perceber que ela não só vem diversificando sua carreira nas telonas - com a opção por protagonizar o controverso Mãe!, de Darren Aronofsky -, como também utiliza o cinema para superar um trauma e enviar uma mensagem forte de apoio às vítimas que sofreram o mesmo que ela.

Coestrelado por Matthias Schoenaerts, Charlotte RamplingJeremy Irons e Mary-Louise Parker, Operação Red Sparrow estreia no dia 1º de março de 2018.

 

Fonte: Adoro Cinema

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Operação Red Sparrow | Filme com Jennifer Lawrence ganha novas imagens

Filme estreia no Brasil em 1° de março de 2018.

Operação Red Sparrow“, novo filme estrelado por Jannifer Lawrence (“Mãe!”), ganhou duas novas imagens. Na primeira temos uma foto da protagonista Dominika Egorova (Lawrence) e a segunda traz uma turma de agentes do programa “Pardal”, que é o responsável por transformar homens e mulheres em armas letais. Veja:

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O diretor Francis Lawrence (“Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”) falou um pouco mais sobre o filme em uma entrevista recente ao USA Today:

“Estou atraído por personagens solitários e isolados em viagens solitárias e isoladas. Mas também gosto muito quando os personagens estão em um dilema no qual o público pode sentar e imaginar estar no lugar deles. Há elementos na história dela que nos permitem entrar no mundo dos espiões de forma mais pessoal e não de maneira política. É um pouco audaz, um pouco perverso, um pouco assustador e muito tenso”.

 

FONTE: CINEMA COM RAPADURA

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Tambem pensei o mesmo Questão em relação a Viuvá Negra, mas sera que a Marvel ia tão longe, o filme e um suspense de espionagem como os de antigamente, parece muito bom e sai da fantasia escapista humor e explosão dos filmes da atualidade

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DIRETOR SE DEFENDE DE COMPARAÇÕES COM A VIÚVA NEGRA DA MARVEL!

Capa da Publicação

Desde que foi anunciado, o filme Operação Red Sparrow tem atraído a atenção dos fãs da Marvel, por ter supostas similaridades com a história da Viúva Negra, membro dos Vingadores nos cinemas e interpretada por Scarlett Johanson.Mas, segundo o diretor Francis Lawrence, as comparações são um pouco exageradas, ainda que ele entenda de onde vêm. Falando ao site Screen Rant, Lawrence comentou a respeito: “Há pessoas que acham que a história é similar à da Viúva Negra. Não foi inspirado nela, mas sim no livro Red Sparrow, que foi escrito por um cara que trabalhava na CIA, Jason Matthews. Suas referências vêm de um lugar muito, muito diferente. Mas sempre haverá esse tipo de comparação. Eu acho que é um filme bem único. É um thriller, e não um filme de ação, não se baseia em tecnologia. É para maiores. Há violência, é um pouco perverso. Tem suspense, um monte de intriga. É um filme de espionagem bem diferente.”
No filme, a personagem Dominika, interpretada por Jennifer Lawrence, é forçada em um programa russo que treina crianças desde cedo, para que se tornem espiãs. Ela se rebela contra seus mestres e há ainda balé no passado da ex-agente especial, o que também traça alguma similaridade com a Viúva Negra vista nos cinemas.O diretoR esclarece ainda que boa parte do filme narra fatos acontecidos após Dominika se machucar e se afastar do balé. “Há uma cena, de início, onde temos um grande balé, um momento coreografado que trabalhamos duro para fazer acontecer e Jennifer treinou bastante para isso. Tivemos dublês de dança e muita coisa legal. O que é ótimo, mas é algo logo de início.” A comparação deve dar o que falar, ainda mais agora, depois de rumores sobre um possível filme da Viúva Negra em produção. Mas o que você acha? É tudo uma grande coincidência ou Dominika realmente tem muitos traços da Viúva Negra?

 

Imagina nem passou pela minha cabeça, os cenários da Sala Vermelha de treinamento das Viuvas Negras não estão parecidos, a aparência de garota fragil com franja pior ainda.Quem falou um absurdo desses?:rolleyes:

Miniatura

Miniatura

Miniatura

 

Atomica: Viúva negra em Berlim.
Red Sparrow: Viúva negra loira
Mad Max: Viúva negra caminhoneira
Kill Bill: Viúva negra espadachim
Jogos vorazes: Viúva negra Legolas
Capitã Marvel: Viúva Negra espacial
Mulher Maravilha: Viúva negra grega
Anjos da noite: Viúva negra das trevas
Mulan - Viuva Negra Chinesa
Bela de Bela e a Fera : Viuva Negra da zoofilia 

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Deveria se chamar Red "chupa Marvel" Sparrow ou Red "vacilou Marvel" Sparrow. Dito isto este trailer foi mais do mesmo..o primeiro trailer eh melhor...

 

Tem um filme com a mesma premissa....só que lá eles quertiam fazer uma Jason Bourne de saias.

 

 

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Primeiras críticas a ‘Operação Red Sparrow’ são mistas; Confira!

Publicado em 20/02/2018 às 18:52 por Rafaela Gomes

O mais novo filme de Jennifer Lawrence, ‘Operação Red Sparrow‘, não parece ter agradado a crítica especializada de maneira ampla.

Com 60% de aprovação no Rotten Tomatoes, a produção que se espelhava no sucesso ‘Atômica‘ não aparenta ter a mesma força. Dividindo as opiniões dos críticos, o thriller de espionagem é considerado fraco pela falta de um roteiro eletrizante e bem construído, à medida que também é elogiado por alguns, pelo seu grau de tensão.

Para te preparar para a estreia no início do mês, separamos o que as principais avaliações dizem de ‘Red Sparrow‘.

Confira:

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“O filme ressoa com uma topicalidade precisa, para uma audiência que se afasta da sombra exumada da ameaça soviética”. – Eric Kohn, indieWire

“Conseguindo um equilíbrio às vezes desconfortável entre a espionagem do ‘não confie em ninguém’ e o sensacionalismo, ‘Red Sparrow‘ parece atrair um público bastante grande, mas deixa poucos espectadores plenamente satisfeitos”. – John DeFore, Hollywood Reporter

“Elegantemente tenso e envolvente”. – Owen Gleiberman, Variety

“Nem inteligente o suficiente para envolver, nem divertido o suficiente para ser trashy, este é um filme que só funcionaria se fosse um pouco pior ou muito melhor”. – Alonso Duralde, TheWrap

“Um thriller extravagantemente produzido com grandes locações, ‘Operação Red Sparrow‘ se sustenta com bastante rapidez (mesmo com um tempo de duração de 139 minutos, a coisa mais indulgente sobre o filme), mas de fato não tem uma trama de virar a cabeça ou deixar os nervos à flor da pele”. – Jesse Hassenger, AV Club

“Mais desconfortável para a audiência do que para a pessoa que está ali, sendo torturada”. – Ashley Menzel, We Live Entertainment

 

FONTE: CINEPOP

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[CRÍTICA] OPERAÇÃO RED SPARROW – É O FILME DA VIÚVA NEGRA PROTAGONIZADO PELA MÍSTICA? (3,5/5)

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Com um elenco de peso, Operação Red Sparrow conta a história de uma agente russa colocando sua vida em risco para salvar sua mãe e seu amor por um agente americano! Jennifer Lawrence vive uma relação de amor e ódio com o seu público. Depois de viver a mutante Mística em X-Men: Primeira Classe e Katniss Everdeen em Jogos Vorazes, o mundo voltou seus olhos para a atriz, que se transformou na queridinha de Hollywood. O problema foi que os estúdios perceberam isso e passaram a explorar ainda mais a imagem de Lawrence, deixando o público cansado de seus protagonismos forçados mesmo quando a atriz entregava um trabalho competente em tela.
Alheia às críticas, a atriz vem expandindo seu currículo com papeis cada vez mais complexos e profundos. Foi assim com o elogiado Mãe! e parece se repetir em Operação Red Sparrow. Não esperem uma trama recheada de pancadaria visceral e tomadas de tirar o fôlego, como aconteceu em Atômica. Pelo contrário. Aqui, a violência é mostrada de uma maneira muito mais psicológica. O que não a torna menos chocante!
A introdução do filme nos apresenta ao contexto que será abordado durante toda a trama. Vemos Dominika cuidando de sua mãe doente antes de sair de casa e apresentar-se como a mais importante bailarina da Escola Bolshoi. Ao mesmo tempo, o agente da CIA, Nate Nash, encontra-se com um informante para trocar informações confidenciais. A direção de arte de Francis Lawrence é impecável mesmo em ambientes completamente opostos. O diretor consegue destacar a beleza nos movimentos de dança dos bailarinos diante dos holofotes, assim como por mais que Nate se encontre com seu informante em um ambiente escuro e misterioso, o tempo todo percebemos tudo o que acontece ao seu redor.
Mas é claro que precisamos de uma reviravolta para a história, de fato, ter início. Durante uma das apresentações mais importantes de sua vida, Dominika sofre um acidente que acaba de vez com sua carreira. Enquanto isso, uma ronda rotineira da polícia assusta Nate, que, desesperado por proteger seu informante, foge e põe fim à sua operação na Rússia. É aqui que os caminhos de nossos personagens começam a se enveredar a um mesmo destino.
Com o fim de seu envolvimento com o Balé Bolshoi, a Escola logo deixará de pagar o aluguel de seu apartamento, assim como as despesas médicas de sua mãe. A par do que acontece com Dominika, seu tio lhe oferece uma chance para conseguir muito dinheiro. Seu tio é ninguém menos que o chefe da SVR, o Serviço de Inteligência Russa. Desesperada por conseguir dar uma condição de vida digna à sua mãe, Dominika aceita a proposta de seu tio, mas é testemunha de um crime e sua única chance de continuar viva é tornar-se uma Red Sparrow. Red Sparrow é um programa de treinamento que prepara homens e mulheres para extrair informações de agentes de outras Companhias de Inteligência ao redor do mundo. Aí você se pergunta: É agora que ele se torna a Viúva Negra?
Ao contrário do que possa parecer (e do que os trailers nos fazem pensar) a Operação Red Sparrow não forma super-agentes. Na verdade, ela forma super-amantes! O treinamento inclui certa perícia em elementos infiltrativos e até mesmo uma dose de resistência a técnicas de tortura, mas em nenhum momento é sugerido que os Red Sparrow são combatentes ou estrategistas. Suas missões envolvem sedução, conquistar a confiança do inimigo e extrair o que precisam dele, mas sem o uso da violência. Mas isso não torna o treinamento menos árduo. É durante o treinamento que temos algumas das cenas mais chocantes do filme.
Dominika é humilhada, sofre tentativas de estupro, é julgada por algo que parece absurdo conceber, mas segue adiante. Inabalável. Ao concluir o treinamento, ela recebe sua primeira missão: Descobrir quem é o informante de Nate Nash, por quem ela acaba se apaixonando. Talvez essa seja uma das grandes falhas do filme. O tempo todo, vemos Dominika como uma mulher forte que faz de tudo para alcançar seus objetivos, mesmo que isso a faça lutar contra todos em seu caminho. O relacionamento entre os agentes enfraquece a imagem que é construída durante toda a trama. Como se não bastasse, a química entre os atores não funciona em tela. Joel Edgerton entrega uma performance apagada, ofuscada ainda mais pelas boas atuações de Jeremy Irons, Matthias Schoenaerts e da própria Jennifer Lawrence.Nós não conseguimos sentir aquela paixão proibida, que faz com que os agentes desafiem uma missão de risco para proteger um ao outro.
Mas um dos principais problemas da produção é o seu ritmo. Mesmo se tratando de uma história focada em jogos de espionagem e muito mais puxada para o drama do que a ação, ainda assim a trama discorre de maneira lenta e arrastada. É possível sentir que boa parte das cenas poderiam ser cortadas sem que isso prejudicasse o roteiro. Aliás, essas cenas acabam por adicionar alguns furos ao roteiro, ou pelo menos deixar o espectador pensando que aquela solução foi muito conveniente para a reviravolta final.
Pelo menos, a trama te recompensa com algumas reviravoltas satisfatórias. Afinal de contas, não faria sentido um filme com mais de duas horas se desenvolver de maneira lenta para no final ser exatamente aquilo que você estava imaginando o tempo todo! Mais uma vez precisamos elogiar as atuações. Principalmente por se tratar de um filme com pouca ação, os atores precisam se entregar ao máximo para convencer quem está assistindo. Jeremy Irons rouba a cena sempre que aparece. O ator consegue ofuscar a grande atuação de Lawrence e até mesmo o surpreendente Schoenaerts. Matthias Schoenaerts, o tio de Dominika, é extremamente competente em seu papel. Ele nos entrega uma performance fria e ao mesmo tempo deturpada, sempre escondendo algo malicioso por trás de suas palavras gentis. Mas o grande destaque vai para Charlotte Rampling, a instrutora dos Red Sparrow. A atriz está assustadoramente confortável em seu papel, de um modo que é possível perceber sua devoção pelo país e o quanto ela se sente bem em "torturar" seus alunos. Mas não porque ela é uma pessoa ruim, mas porque isso os transformará em agentes melhores para servir à Rússia. Talvez seja por termos atuações tão sólidas e consistentes que Joel Edgerton fique apagado. Até mesmo o alívio cômico do filme é mais interessante que o agente Nate.
Operação Red Sparrow vem no embalo de Atômica e pode chamar a atenção de um público que gostaria de ver a Viúva Negra ganhando sua própria produção. Afinal de contas, as semelhanças são óbvias. No entanto, ele consegue se destacar por seus méritos próprios, mesmo que possua um ritmo lento e que pode desagradar parte do público. Para aqueles que conseguirem acompanhar a jornada com paciência, a recompensa é gratificante, mas vale lembrar que se trata de um filme que exige esse tipo de artifício. As atuações sólidas e a direção impecável de Francis Lawrence são o grande destaque do filme, além de termos mais uma protagonista feminina forte para integrar um time que vem se tornando cada vez mais significante nas telonas.
Dominika Egorova pode não ser o papel de maior destaque da carreira de Jennifer Lawrence, mas é certamente um dos mais fortes e complexos pelos quais a atriz já passou.Se você quer um filme recheado de cenas de ação, talvez seja melhor procurar outra opção. Mas se você quer pensar e ser surpreendido, Operação Red Sparrow é uma escolha ousada, mas que te deixará com aquela sensação de valeu a pena!
Nota: 3,5/5

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mais uma critica detonando...:o

Destituído de senso, Operação Red Sparrow se arma de artifícios para envolver por meio do choque, mas os neutraliza diante da lascívia impregnada em sua narrativa. (1.5/5)

Designado como thriller de espionagem, Operação Red Sparrow rompe com essa denominação da pior forma possível. Não há nenhuma relação bem definida entre os personagens, tampouco uma linha narrativa diligente que possibilite um confronto interior em meio ao conflito instaurado e aos indícios lançados. Mesmo diante dessa desordem, Francis Lawrence nos convida a entrar na dança junto com a sua protagonista.

Dominika Egorova (Jennifer Lawrence) é uma jovem bailarina em ascensão da Companhia de Balé Bolshoi, que vê sua vida se transformar ao sofrer uma grave contusão durante uma apresentação. O trauma acaba com todas as suas chances de seguir carreira na dança, fazendo-a assumir uma nova ocupação, uma vez que precisa cuidar de Nina (Joely Richardson), sua mãe doente, e ainda cobrir os gastos com o aluguel, antes subsidiado.

A nova vida a que é submetida lhe dará além de uma nova identidade, a garantia de amadurecimento diante dos inúmeros percalços que terá de dominar. Esse ritual de dominação não cabe apenas à jornada de autoenfrentamento que a personagem passará, mas também ao ato de dominar o outro, que será aprendido, aperfeiçoado e aplicado, logo após ser recrutada por seu tio Vanya (Matthias Schoenaerts) para integrar uma escola de espionagem que a tornará uma sparrow, desempenhando tal função para o Serviço de Inteligência Russo. No entanto, ao ter o seu caminho cruzado com o do agente da CIA, Nate Nash (Joel Edgerton), acontecimentos mudarão o rumo de sua missão a ponto de desconcertá-la, oportunidade ideal para o americano defraudar todo o treinamento pelo qual a jovem foi sujeitada. Contudo, em meio a alianças e jogos psicológicos se aproveita muito pouco do longa.

Técnicas que evidenciam a exposição do corpo se tornam praxe; isso fica claro não só pela exposição física a qual o filme se submete, mas pelas afirmações reincidentes no decorrer da projeção sobre os procedimentos do ofício de um sparrow e seus pormenores, taxando-os como armas numa luta global de poder, exploradores da fraqueza através da sedução, praticantes da manipulação para terem consigo porte de informações, e claro, seres que devem manter distância da moral emocional, visto que isso pode implicar no insucesso de suas incumbências. Repetidas vezes isso é evidenciado de diferentes maneiras, que passamos a desconfiar da infalibilidade não só dos personagens, mas do realizador.

Indefectível, por sinal, é tudo o que Francis Lawrence não demonstra ser nesse novo longa. Habituado a lidar com histórias visualmente expressivas, como em Constantine (2005), onde trafega por um universo sobrenatural, e em Eu Sou a Lenda (2007), obra cujos efeitos especiais entretêm pela aparência tenebrosa das criaturas que integram Manhattan, em Operação Red Sparrow ele reitera a sua faceta esteta, ao mesmo tempo em que explicita a sua queda pelo exagero, amansada somente ao enveredar, anteriormente, pela direção de três dos quatro filmes da franquia Jogos Vorazes.

Mas parece que não é só o sobrenome e o blockbuster distópico infantojuvenil incluso na filmografia que o diretor e a atriz têm em comum. Um certo relaxo parece acometê-los, dado que ele pouco se atenta à narrativa de maturação que tem nas mãos, por não expor à sua protagonista o direcionamento referente às intenções e ao comportamento da personagem, que não alimenta os seus dilemas interiores nesse processo de transição, por parecer desconhecê-los. É evidente que a natureza de Dominika sofre alterações relevantes, porém a atriz não se apropria completamente das travessias evolutivas da jovem, em especial na fase em que está em Budapeste, pois são as mudanças estéticas, como a cor do cabelo e as roupas, que sinalizam as modificações por intermédio de um clima dos mais voluptuosos. Surpresa nenhuma, posto que o filme se sustenta muito em seus aspectos visuais.

O red do título já indica a predominância da cor vermelha utilizada nos objetos de cena, indumentárias e também pensada na concepção de visage da protagonista. As variações na paleta de cores acontecem para pontuar que o rubro pode ir de encontro ao derramamento de sangue, provindo no terceiro ato, principalmente, do embate com armas brancas, ou mesmo estar em adornos como almofadas, na cortina do teatro onde Dominika se apresenta no início do longa, e em todo o figurino, do calçado à peça elementar, já no período como Agente de Inteligência.

Operação Red Sparrow falha ao concentrar seus esforços num drama físico sedento por explorar não só a tortura mediante sanguinolência, mas também através da exibição da violência de ato sexual, por vezes, não consentido. Refém de seu erotismo enganoso e desconcertante, o filme que poderia investir na ferocidade da embrionária trama psicológica que tenta desenvolver, aniquila requícios de potencialidade, reduzindo-se a um chamariz escandalizante.

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