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Guillermo del Toro

Na sua opinião, qual é o melhor filme de Guilermo del Toro?  

29 members have voted

  1. 1. Na sua opinião, qual é o melhor filme de Guilermo del Toro?

    • A Espinha do Diabo
      4
    • Blade 2
      3
    • Cronos
      1
    • Hellboy
      1
    • Mutação
      1
    • O Labirinto do Fauno
      23


Recommended Posts

Guillermo del Toro está fora de O Hobbit

Constantes atrasos forçaram o diretor a buscar outros filmes

Está fora dos dois filmes baseados em O Hobbit. Os problemas financeiros da MGM e constantes atrasos da produção fizeram com que o diretor fosse obrigado a deixá-la, já que ele tem diversos compromissos marcados com outros estúdios.

“Devido aos atrasos que impedem que as filmagens sejam marcadas tive que tomar uma das decisões mais difíceis da minha vida. Depois de dois anos vivendo, respirando e desenhando o mundo criado por Tolkien, eu lamento, mas preciso deixar a direção dessas incríveis adaptações", declarou del Toro em comunicado oficial.

Del Toro, porém, seguirá trabalhando no roteiro ao lado de Peter Jackson, que continua como produtor executivo. O neo-zelandês tem agora a difícil tarefa de encontrar outro cineasta que tenha estilo compatível com o seu, estabelecido na trilogia cinematográfica O Senhor dos Anéis, e ao mesmo tempo possa aproveitar tudo de O Hobbit que já foi desenvolvido por del Toro. Afinal, criaturas, sets e figurinos já estão desenhados, além de algumas animações de pré-visualização e sequências de batalhas.

A estreia prevista para dezembro de 2011 já tinha virado pó. Agora, sem diretor, o destino da Terra-média nas telas está ainda mais incerto...

Ainda bem que Del Toro pulou fora e vai se dedicar a outros filmes o Hobit virou uma novela sem fim.

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Sem Hobbit, Guillermo Del Toro deve privilegiar projetos na Universal

Frankenstein, Drood, O Médico e o Monstro, Nas Montanhas da Loucura e Matadouro 5 esperam na fila

Quem está feliz com a saída de Guillermo del Toro de O Hobbit é a Universal. Em 2007 o diretor assinou um contrato de prioridade com o estúdio, que vigoraria originalmente por três anos. Se Del Toro anunciar em breve um novo filme, é grande a chance de que seja com a Universal.

O principal deles, pelo qual Del Toro parece ter mais apreço, é Frankenstein. O monstro criado por Mary Shelley está na moda - pode virar sci-fi noir, policial, entre outros - e se encaixa bem no gosto do mexicano. Também na Universal, em segundo plano, Del Toro tem os remakes de O Médico e o Monstro e Matadouro 5.

Ainda na Universal, mais incertos são Drood, uma adaptação do romance do escritor Dan Simmons, e Hellboy 3 e Nas Montanhas da Loucura - dois projetos cativos de Del Toro que ainda não acharam lugar na agenda da Universal. Del Toro fala apaixonadamente da adaptação do clássico de H.P. Lovecraft, mas não parece ser o tipo de projeto ao qual o estúdio daria prioridade neste momento.

Enquanto não fecha nada como diretor, Del Toro segue escrevendo livros (o romance Noturno tem duas continuações planejadas) e produzindo filmes. Ele supervisiona Pinocchio, Don't be Afraid of the Dark, Deadman, Hater, Morte, a linha de terror-família da Disney Double Dare You e o remake de O Orfanato.

Quero muito ver Del Toro em outros projetos com seu toque de horror pessoal e a Universal ofereceu praticamente um banquete de opções para ele.

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Guillermo Del Toro dá sua palavra final sobre a saída de O Hobbit

"Essa tem sido a situação mais difícil da minha vida", diz

Os dois filmes baseados em O Hobbit, mas prometeu ao fórum TheOneRing, especializado em O Senhor dos Anéis, que escreveria uma última vez para falar da sua saída.

Del Toro o fez neste domingo. Leia os trechos mais interessantes do post:

"Pete [Jackson] e companhia têm se comprometido com OSdA por anos, eu também venho desenvolvendo filmes por anos, e rodei vários em locações... Mas raramente você se desloca assim para um período longuíssimo, e especialmente você tem contratos forjados em ferro que congelam outras obrigações contratuais que você tenha com múltiplos estúdios. Meu comprometimento com o projeto exigia enormes sacrifícios tanto pessoais quanto profissionais, e as consequências se estenderiam por anos. Eu trouxe minha vida e minha família para a Nova Zelândia em 2008.

Então, enquanto os conhecidos atrasos, os obstáculos e as complexidades contratuais não sejam culpa de uma pessoa ou de uma entidade, você simplesmente precisa entender que a situação ficou suficientemente complexa para dar no que deu. Acredite, deixar o pessoal de O Hobbit é extremamente doloroso. Como eu disse antes, toda a sorte de designs, animatrônicos, storyboards e esculturas que estou deixando representam fielmente minhas ideias para Mirkwood, aranhas, Wargs, Stone Trolls etc, e todo mundo tem o mesmo objetivo em mente: assegurar a melhor transição possível para o novo diretor.

Acredito que esses filmes acontecerão. A pré-produção continua neste exato momento. A equipe de roteiristas, eu incluso, continuará trabalhando. Não estou aqui para explicar passo a passo a situação, mas pra dizer que ela tem sido a mais difícil da minha vida. A partir de agora não sou mais uma voz oficial nesse projeto - e convido todo mundo a acompanhar a próxima fase da minha jornada como cineasta."

Pode deixar que isto mesmo que eu vou fazer, vou acompanhar tua carreira com entusiasmo.

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Cineastas seguem caminho de Spielberg e migram para games

 

Steven%20Spielberg

Foto: Divulgação

A maior reclamação em relação aos filmes baseados em jogos é, à

exceção da máxima “eles não capturam o sentimento do jogo”, de que os

próprios desenvolvedores do título não se envolvem o suficiente para

garantir o sucesso. Há evidências de que a reclamação seja mais do que

choro, vide a adaptação de Silent Hill para as telonas, na qual

a mera colaboração do diretor de som do jogo deu outro ar ao

longa-metragem.

 

 

 

Agora, e quando acontece o inverso? Ainda que não de conhecimento comum,

Steven Spielberg, a mente por trás de E.T., Parque dos

Dinossauros e Indiana Jones, vem colaborando com o mundo

dos jogos muito antes das grandes produções dessa geração.

 

 

 

Chamava-se The Dig a produção da Lucas Arts (isto mesmo, o

estúdio do renomado George Lucas) prometida primeiro como episódio da

série Amazing Stories e depois como um filme, ambos assinados

por Spielberg. Porém, tornou-se tão cara em sua época (final da década

de 80) que a única forma de vê-la concluída foi transformá-la em um

jogo. Lançado somente em 1995, The Dig, é a história de

arqueólogos tentando entender como uma civilização chegou ao fim em um

planeta alienígena. Foi um sucesso com a crítica da época.

 

 

 

Só que o caso de The Dig, Spielberg foi o escritor da obra. Ele

só veio a interagir fortemente com o mundo dos jogos bem mais tarde, em

1999, sob comando de seu próprio estúdio, a Dreamworks SKG, na criação

de um dos mais famosos FPS, ou First Person Shooters (Tiro em

Primeira Pessoa), Medal of Honor. Além de inteligente, o

jogo recriava o cenário da Segunda Guerra Mundial e exaltava uma

narrativa e um senso de propósito quase inexistente no gênero, cuja

repercussão mais tarde criou uma própria vertente puramente baseada no

maior confronto do século 20.

 

 

 

Spielberg, entretanto, trabalhou apenas no primeiro episódio da aclamada

franquia, vendendo seu estúdio para a Electronic Arts um ano depois,

coisa que diz ter se arrependido em entrevista dada ano passado à

agência Reuters, falando sobre seu novo contrato com a própria

EA para a produção de três novos jogos.

 

 

 

Interação entre cinema e videogame

 

 

 

Cada vez mais os dois mundos se aproximam. Já não soa estranho ver nomes

como Gore Verbinski, Peter Jackson e Guillermo del Toro, grandes

figuras do cinema norte-americano, próximo a futuros projetos dos jogos.

Verbinski já contratou remanescentes do ex-estudio Pandemic (Star

Wars: Battlefront) para realizar, dentro do seu próprio time, o

Blind Wink, o que ele chamou de cinco grandes projetos que podem ser

publicados junto a Universal.

 

 

 

Peter Jackson e Guillermo del Toro são casos mais fechados e cheios de

segredos. Jackson, abertamente um grande fã da franquia Halo,

criou, em cooperação com a Microsoft Game Studios, seu próprio grupo

chamado apenas de Wingnut Interactive e seu primeiro

projeto seria o cancelado Halo: Chronicles. Ainda

assim, Jackson e sua turma continuam firmes em um projeto ainda maior

que aparecerá durante a E3 deste ano, o maior evento de videogames

do planeta.

 

 

 

Enquanto isso, Del Toro, que aparentemente não mais se encarregará da

direção do filme O Hobbit, adaptado da obra literária

de J.R.R. Tolkien, não vê problemas em ajudar na construção do jogo

baseado no filme, coisa que já adiantou que pretende não ter pressa. Foi

o jeito de o diretor criticar os péssimos jogos baseados em filmes,

vítimas da pressa para que estes estréiem junto com suas contrapartes

cinematográficas. O diretor diz que pretende evocar emoções como o jogo Flower

para PlayStation 3, e não apenas replicar cenas dos cinemas.

 

Fran Pierri2010-06-09 07:50:24

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Site diz que Guillermo Del Toro pode fazer novo Van Helsing

Universal estaria planejando filme do caçador de vampiros de Bram Stoker

Já faz dez dias que Guillermo Del Toro deixou os dois filmes baseados em O Hobbit. Até que os boatos sobre novos projetos estavam demorando... Segundo o Pajiba, um deles pode ser nada menos que Van Helsing.

A fonte anônima do site, que usa o nome Hollywood Cog, costuma atirar para todos os lados e não acerta muito, então não se empolgue. Ele diz que a Universal estaria desenvolvendo um novo longa sobre o caçador de vampiros, a partir de um argumento escrito pelo próximo diretor mexicano, descrito apenas como "uma história de horror e ação".

Como Del Toro tem um contrato com a Universal (e vários projetos na fila), faria sentido. Vamos esperar confirmações ou desmentidos.

Van Helsing de novo, não e mais fácil fazer o Drácula.

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Guillermo Del Toro fala sobre possível filme de Van Helsing

"Não há contrato acertado", diz, lacônico, o diretor

Na quinta-feira, o site Pajiba soltou um rumor interessante: agora que não é mais o diretor de O Hobbit, Guillermo Del Toro poderia assumir um filme sobre o caçador de vampiros Van Helsing, criado por Bram Stoker.

Ao Latino Review, Del Toro deu uma declaração curta que pode ser encarada de várias formas: "Não há contrato acertado". Aos otimistas, pode ser um sinal de que há, sim, conversas rolando.

A fonte do Pajiba havia dito que a Universal estaria desenvolvendo um novo longa sobre Van Helsing, a partir de um argumento escrito pelo próximo diretor mexicano, descrito apenas como "uma história de horror e ação".

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Próximo filme de Guillermo del Toro pode ser The Haunted Mansion

Filme será baseado em brinquedo do parque da Disney

Depois que Guillermo del Toro deixou O Hobbit, instaurou-se um clima de mistério e especulação sobre qual seria seu próximo filme. Agora o diretor anunciou oficialmente na Comic-Con que vai escrever, produzir e talvez dirigir um reboot em 3-D de Mansão Mal-Assombrada, adaptação ao cinema de um dos brinquedos do parque da Disney.

Sobre o conceito do filme, del Toro deixou claro que pretende se basear apenas no brinquedo. "Não vamos contratar o Eddie Murphy. Não vamos fazer uma comédia. Será assustador e divertido, mas a parte assustadora será assustadora", garantiu o diretor, já eliminando a chance de Murphy, que estrelou a versão de 2003, reaparecer.

Para dar um gostinho do que podemos esperar de The Haunted Mansion, del Toro exibiu um teaser de uma casa mal-assombrada em animação ao estilo de Mike Mignola, criador de Hellboy. A história do filme será centrada no Hatbox Ghost (fantasma da caixa de chapéu), que você pode ver na galeria ao lado.

O filme tem produção do Walt Disney Studios. Vale frisar que Del Toro, inicialmente, vai apenas produzir e escrever The Haunted Mansion. O mexicano promete anunciar o seu próximo filme como diretor em breve.

Hatbox_Ghost_01

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24/07/2010 11h15

Guillermo del Toro anuncia seu novo filme de terror e versão de Frankenstein

Da Redação

 

Dont%20Be%20Afraid%20of%20the%20Dark

Foto: Divulgação
Durante a Comic-Con, feira de cultura pop que está sendo realizada em San Diego, nos Estados Unidos, Guillermo del Toro (Hellboy II - O Exército Dourado) anunciou seu novo filme de terror Don't Be Afraid of the Dark, que está previsto para ser lançado em 2011. "O filme é tão sério quanto um ataque de gonorréia!", explicou o cineasta que irá produzir e roteirizar o longa.

A direção é do estreante Troy Nixey, ex-quadrinista. Don't Be Afraid of the Dark é remake de um filme de TV, de 1973, que é um dos favoritos de del Toro, quando jovem. Ele, então, comprou os direitos no final dos anos 90 e assumiu o roteiro com Matthew Robbins. No elenco estão Guy Pearce e Katie Holmes.

Durante a feira americana, del Toro e Nixey mostraram um teaser trailer, no qual de uma tela escura surge uma voz assustadora que sussurra: "Você está sentado ali no escuro. Mas não se preocupe, não há nada a temer ". Fotos de pessoas com medo aparecem por toda a tela. Em seguida, uma menina que se esconde sob um lençol com uma lanterna respira pesadamente. Enquanto a tensão cresce, um flash rápido de um rosto monstruoso grita.

"Que p... foi isso?!?", disse del Toro aos gritos, soltando um monte de palavrões. "De qualquer maneira, se há crianças na platéia já é tarde demais. Isso é assustador, seu filho da p...".

Além do novo filme, del Toro revelou que está trabalhando em uma série de histórias de terror para a TV e uma nova versão de Frankenstein.

No mesmo evento, o cineasta confirmou que irá roteirizar e produzir The Haunted Mansion, baseado na atração da Disney.
CACO/CAMPOS2010-07-24 17:53:41

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Não é muito difícil fazer um remake melhor que o original de Don't Be Afraid of the Dark. O filme é MUITO ruim, sem dúvida figura na lista dos piores que já vi. Mal dirigido, mal atuado (principalmente), péssimos efeitos especiais, um terror, no mau sentido.

 

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Guillermo del Toro fala sobre filme de Mansão Mal-Assombrada

Cineasta decidirá em janeiro se dirigirá o filme

Em conversa com nossos parceiros do Collider durante o Toronto International Film Festival, Guillermo del Toro falou sobre o reboot em 3-D de Mansão Mal-Assombrada, adaptação ao cinema de um dos brinquedos do parque da Disney que ele está escrevendo e produzindo.

Del Toro disse que entregou uma ideia de história para a Walt Disney Pictures na semana passada, juntamente com artes conceituais para exemplificar o que pretende criar visualmente para o filme. O roteiro já começou a ser produzido por Matthew Robbins e ele deve reunir-se com o escritor dentro de um mês.

Segundo ele, o estúdio deve decidir em janeiro de 2011 se dará o sinal verde para transformar o projeto em produção. Quando isso acontecer ele pensará se ficará ou não com a direção. O cineasta comentou ainda que é um grande fã do brinquedo de parque de diversões e que o filme está sendo desenvolvido para pegar censura 13 anos. A trama "combinará os dois espíritos que vivem na mansão. Um é brincalhão e o outro é sombrio e deturpado. O resultado dá um tom todo especial à mansão", completou.

Vale lembrar que Del Toro tem também outro projeto importante na manga - Nas Montanhas da Loucura - que ele pretende realizar a seguir. Se tudo der certo com o filme, parece difícil que ele possa assumir Mansão Mal-Assombrada como diretor.

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Guillermo del Toro vai escrever e dirigir animação - 27/09/2010 16:46

guillermodeltoro_01.jpgGuillermo del Toro (O Labirinto do Fauno) irá escrever e dirigir a animação Trollhunters, um projeto da DreamWorks, informou o Hollywood Reporter.

O cineasta contou que a animação o chamou a atenção porque ele acredita que nos próximos 10 anos o panorama do entretenimento será convertido em um mundo transmídia - uma união de filmes, TV, livros, vídeo e internet - e que os artistas precisarão ser educados em todos os aspectos da mídia.


Trollhunters é baseado no livro de del Toro que acabou de ser enviado para a editora. "Eu queria desenvolver uma história que pudesse ser infanto-juvenil mas que fosse um gênero que desse medo. Basicamente, [o projeto] combina histórias de contos de fadas com o mundo moderno e trata de como é difícil ser uma criança", comentou.

Ele já começou a trabalhar no roteiro e pretende terminar antes do início de seu próximo projeto, Nas Montanhas da Loucura.

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 Visto A ESPINHA DO DIABO

 

devils_backbone1.jpg

 

 Na trama, Carlos(Fernando Tielve) é um rapaz que acaba de perder o pai para a Guerra Civil Espanhola. Ele é enviado para um orfanato no meio do deserto, onde ficara aos cuidados de Carmen (Marisa Paredes). A medida que os dias passam, Carlos de descobre que não é apenas a tensão da guerra que assombra o local, pois um fantasma pode estar rondando o orfanato.

 

 É impossivel assistir A ESPINHA DO DIABO sem se lembrar de um dos trabalhos mais celebres de Del Toro, O LABIRINTO DO FAUNO. Em ambos os filmes, uma criança muito criativa é enviada para um lugar remoto, e ao mesmo tempo que lida com os horrores trazidos pela guerra, se depara com uma realidade fantastica.

 

 Não apenas na historia se encontra as semelhanças, mas nas doses de terror quase infantil (no bom sentido) com que o diretor tempera a narrativa. Exemplos disso são cenas como o primeiro contato de Carlos com o fantasma, em que o menino vê uma sombra se aproximando de sua cama, e ao olhar não vê ninguem. Ou quando Carlos é perseguido pelo espirito através dos corredores do orfanato  (Embora esta mesma cena se utilize mal do cliche do olho na fechadura).

 

 Então onde este filme se diferencia da produção de 2006? A começar pela direção muito mais modesta. Del Toro mostra que sabe criar cenarios simples, mas mesmo assim lindos e assustadores, como os corredores do orfanato a noite, e o porão munido com uma sisterna. O bizarro fica por conta de uma bomba não detonada, que caiu e ficou cravada no meio do patio do orfanato, lembrando a nós e aos personagens a guerra que acontece atrás daqueles muros.

 

 O filme traz tambem uma gama de personagens bem interessantes, como a diretora Carmen. Tendo uma deficiencia fisica que a obriga a usar uma perna mecânica, a professora se mostra comprometida com a causa revolucionaria, mas ao mesmo tempo cansada de ver os efeitos da guerra, e cética em relação a validade do conflito. Já Federico Luppi interpreta o Dr. Casares de forma serena e melancolica, como um homem que jamais consegue declarar o seu amor por Carmen, o que torna extremamente simbolico o travelling que mostra os dois personagens em seus respectivos quartos, literalmente com uma parede entre eles.

 

 Enfim, alguns podem acusar A ESPINHA DO DIABO de ser o "primo pobre" de O LABIRINTO DO FAUNO, mas eu discordaria. É um filme com qualidade e caracteristicas proprias. E por mim, Del Toro poderia fazer mais um filme sobre "Crianças lidando com o fantastico em plena guerra civil". Se manter  a mesma qualidade, vou assistir numa boa.

 

Valeu16

 

 

 

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Guillermo del Toro comenta seus próximos projetos

Pacific Rim podem começar em setembro

O diretor voltou a dizer que respeita a decisão da Universal Pictures de não financiar Nas Montanhas da Loucura mas garantiu que ainda está longe de desistir do filme. "Foi uma decisão difícil para todos nós. Mas existe 100% de chance de que tentarei de novo", disse. O cineasta tentará negociar uma maneira de tirar a produção da Universal, que é parcialmente dona dessa versão do projeto (já que investiu no desenvolvimento), para levá-la a outro estúdio.

Del Toro, afinal, mantém ótima relação com a empresa. Ele conversará em breve sobre outro filme que está desenvolvendo há bastante tempo. "Vou me reunir com eles em breve para discutir Frankenstein", afirmou.

Mas tudo indica que Pacific Rim, da Legendary Pictures, será mesmo o próximo filme do cineasta. "Passamos seis meses desenvolvendo uma bíblia visual para esse. Começamos a filmar em setembro", disse.

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 Visto HELLBOY 2: O EXERCITO DOURADO

 


 

 

 


 hellboy-2-poster.jpg

 

 


 

 

 


 

 

 


 Na trama, Nuada (Luke Goss) Principe dos elfos, rebela-se contra o pai e a politica que este adota em relação aos humanos. Para efetuar seu plano de varrer a raça humana da terra, o Principe Nuada começa a reunir os pedaços de uma velha coroa magica que lhe daria o controle do poderoso Exército Dourado, uma legião de gigantes de metal praticamente invencivel. Para detê-lo, o Bureau de Pesquisa e Defesa Paranormal é ativado, enviando seu principal agente, o dêmonio Hellboy (Ron Pearlman) para frustrar os planos do vilão.

 

 


 

 

 


 Confesso que nunca gostei muito do 1º filme que Del Toro dirigiu baseado nas hqs de Mike Mignola (com as quais não estou familiarizado). Não que eu achasse o 1ª filme ruim, mas eu o achava bastante esquecivel, se utilizando mal dos clichês da "jprnada do heroi" e até um pouco pobre visualmente quando se falava de Del Toro. Por isso, demorei pra dar uma chance para sequencia.

 

 


 

 

 


 Mas após assistir HELLBOY 2, percebi que Del Toro corrigiu muito doe erros presentes no filme de 2004, nos entregando um filme muito mais rico visualmente falando, mas que apesar de ter um protagonista bastante carismatico, em pouquissimos momentos consegue estabelecer uma conexão com o público para que de fato nos importemos com seus personagens.

 

 


 

 

 


  Ron Pearlman mesmo sob pesada maquiagem consegue dar um imenso carisma a Hellboy,e é interessante notar que Selma Blair consegue mostrar uma boa evolução de sua pérsonagem do 1º filme para este, mostrando-se muito mais segura de sí, o que chega a ser representado visualmente através de seus poderes, já que agora as chamas controladas pela moça não são mais azuis, mas vermelhas. Por outro lado, há uma patética tentativa de desenvolver o personagem de Abe Sapien (Doug Jones) através de um artificial romance com a Princesa Nuaya (Anna Waton).

 

 


 

 

 


 Enfim, HELLBOY 2: O EXERCITO DOURADO é levemente superior ao filme original, mas esta longe de ser um filme realmente divertido. Os filmes de Hellboy não chegam a ser filmes ruins, mas tambem não são bons, figurando entre os filmes mais fracos do Del Toro, na minha opinião. Há rumores que um dos varios projetos de Del Toro seria o fecho da trilogia do personagem criado por Mignola. Por mim, não precisa ter pressa.

 

 


 

 

 


 TOP DEL TORO

 

 


 

 

 


 1) A ESPINHA DO DIABO

 

 


 

 

 


 2) O LABIRINTO DO FAUNO

 

 


 

 

 


 3) BLADE 2: O CAÇADOR DE VAMPIROS

 

 


 

 

 


 4: HELLBOY 2: O EXERCITO DOURADO

 

 


 

 

 


 5)  HELLBOY

 

 


 

 

 


 
Questão2012-03-15 00:59:00

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Pacific Rim, o sci-fi de Guillermo Del Toro

Por

Silvana Perez
24/03/2012

pacificrimart.preview-300x140.jpgGuillermo Del Toro está envolvido em diversos projetos atualmente, e um dos mais aguardados é a ficção científica PACIFIC RIM. Com roteiro de Patrick Melton e Marcus Dunstan (Jogos Mortais 4 a 7) e Travis Beacham (remake de Fúria de Titãs), o filme “se passa em um futuro no qual criaturas gigantes ameaçam destruir a Terra, cidade por cidade. Para combater essa aniquilação, o planeta precisa se unir e usar armas de alta tecnologia para erradicar a ameaça”.

Sem revelar muitos detalhes, Del Toro falou um pouco sobre a produção: “É um poema muito, muito bonito sobre monstros gigantes. Monstros gigantes contra robôs gigantes. Robôs da altura de um prédio de vinte e cinco andares surrando monstros da altura de prédios de vinte e cinco andares. Nós estamos tentando criar um mundo no qual os personagens sejam reais, e mostrar como isso afetaria nosso mundo politicamente, como afetaria a paisagem se criaturas assim saíssem do mar etc.”

PACIFIC RIM tem data de estreia agendada para 12 de julho de 2013, e traz no elenco Charlie Hunnam (da série Sons of Anarchy), Idris Elba (Extermínio 2), Rinko Kikuchi, Charlie Day (da série It’s Always Sunny in Philadelphia), Max Martini (da série Revenge), Rob Kazinski, Clifton Collins Jr. (Star Trek), Diego Klattenhoff e Ron Perlman (que já havia trabalhado com Del Toro em Hellboy).

FONTE: BOCA DO INFERNO

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Dos projetos de Del Toro. Quais realmente devem sair?

 

 

 

Creio que Fankestein, Pacific Rim, Hellboy 3 (e uma continuação conceitual do A Espinha do Diabo / O Labirinto do Fauno). E embora tudo aposte contra, creio que saíra o Nas Montanhas da Loucura (por pura teimosia do Diretor - ainda bem).

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Sobre A Espinha do Diabo, o visual do Fantasma foi fantástico, o melhor que já vi. A História da Bomba também é muito interessante, assim com a cena que dá nome ao filme.

 

 

 

Falando nisso ele ainda terá envolvimento no visual do Dragão Smaug no Hobbit?

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 Que eu saiba, o Del Toro não esta mais envolvido com O HOBBIT, alem de sua participação no roteiro. Mas é possivel que o Jackson use alguma das idéias visuais dele, afinal, o cara passou três anos trabalhando no filme antes de largar o projeto. 

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 Visto MUTAÇÃO

 

 Muta%C3%A7%C3%A3o+(1997).jpg

 

 

   Na trama, Nova York é assolada por uma doença infantil transmitida por baratas, que vem ceifando a vida das crianças da cidade. A Dra. Susan Tyler (Mira Sorvino) cria uma nova espécime para se misturar as baratas e erradicar os genes que provocam a doença, sendo que essa nova espécie não deveria sobreviver mais do que seis meses. Três anos depois, uma serie de mortes e desaparecimentos misteriosos passam a ocorrer nas proximidades dos metrôs e entradas de esgoto. É quando a Dra. Tyler percebe um terrível padrão, que pode indicar que sua criação não só sobreviveu, mas evoluiu para uma raça de criaturas carnívoras e letais.

 

 MUTAÇÃO foi a primeira empreitada Hollywoodiana do Del Toro. E o diretor se sai muito bem.O cineasta cria aqui um autêntico "Filme B" ao estilo dos anos 50, ao criar uma trama onde os personagens enfrentam uma horda de baratas gigantes que são fruto de um ousado experimento. O diretor escreveu o roteiro com mais dois colaboradores, mas percebe-se assinaturas do mexicano, como a influência do clássico romance "Frankenstein" no que diz respeito ao sentimento de culpa da protagonista em relação aos monstros do filme.

 

 O diretor consegue criar um clima bastante tenso, ao nos apresentar uma Nova York constantemente castigada pela chuva, o que resulta nos tuneis incrivelmente úmidos explorados pelos protagonistas. E se o cineasta se utiliza de um clichê ou outro do gênero horror, não se pode negar que ele é incrivelmente inventivo na maior parte do tempo, como na cena envolvendo a morte de um padre, que atirado por uma barata gigante do alto de sua igreja, cai sobre um engradado de latas de tinta branca, nos dando a impressão de ter sido esmagado justamente como uma barata quando o liquido branco se espalha ao redor de seu cadáver.

 

 Mira Sorvino segura bem o papel da protagonista. Sua Dra. Susan Tyler transita bem entre os vários papéis que as personagens femininos costumam ter nesse tipo de filme, indo da donzela em apuros para a guerreira "A lá Ripley" sem que tais transições soem forçadas ou convenientes demais a narrativa. Seu conflito envolvendo a 'culpa de criador" também é bem trabalhado pelo filme, embora temendo que o publico não percebesse tais conflitos, Del Toro coloca a figura de um professor interpretado por F. Murray Abraham para jogar na cara dela (e na nossa) os erros cometidos por ela. E esta é a unica função do professor na trama.

 

 Quanto aos outros personagens, não há muito o que dizer, pois a maioria esta lá para virar comida de barata. Jeremy Northam vive o marido da protagonista, e o roteiro acaba colocando-o como um herói improvavel com saídas estilo McGyver. Josh Brolin tem uma pequena participação como um inspetor sanitário que encontra um triste fim. Mas a participação de Giancarlo Giannini é sempre bem vinda. O ator italiano interpreta aqui um sapateiro em busca do filho autista, sequestrado por uma das baratas gigantes.

 

 Mas falemos das baratas. Passado mais de quinze anos desde o lançamento do filme, os bichões continuam assustadores e nojentos. Como todos sabem, Del Toro sempre preferiu trabalhar com animatrônicos do que com CGI, e aqui vale bastante a pena. As baratas de MUTAÇÃO interagem de forma bastante verossímíl com suas presas. Vale mencionar que o filme marca o início da longa parceria com Doug Jones, que emprestou seus movimentos para algumas das baratas. 

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 Visto PACIFIC RIM

 

 pacific_rim_ver12_xlg.jpg

 

 

   Na trama, a Terra é invadida por gigantescos monstros chamados Kaijus, que surgem de uma fenda dimensional no fundo do oceano pacífico. Em resposta, os governos do planeta deixam as suas diferenças de lado, e criam o programa Jaeger, que consiste na construção de enormes robôs de batalha para defender as grandes metrópoles dos ataques dos Kaijus. Um dos pilotos de Jaeger, Becket (Charlie Hunnan) se exila depois de perder o irmão durante uma batalha, além de os governos já não acreditarem que os Jaeger tem a eficiência de antes, devido ao aumento de Kaijus na fenda. Anos depois, Becket é procurado por Stacker Pentecost (Idris Elba) líder do Programa Jaeger, que esta reunindo os melhores pilotos para a execução de um plano que pode por fim a guerra com os Kaijus.

 

  Confesso que não levava muita fé neste mais recente trabalho do Del Toro. O conceito de monstros enfrentando robôs gigantes me parecia ultrapassado e ingênuo demais para os cínicos dias atuais, mesmo no que diz respeito ao cinema de puro entretenimento. Mais uma vez, a sétima arte me ensinou que não existem ideias ultrapassadas e ingênuas se os artistas por trás do projeto forem bons no que fazem e acreditarem realmente no que estão fazendo. E uma coisa eu digo, Del Toro e sua equipe acreditaram na historia que queriam contar.

 

 O cineasta consegue tornar o seu universo onde o planeta viu a construção de robôs gigantes como resposta obvia a invasão de monstros do oceano bastante crível dentro do mundo do filme. E não perde nem um pouco de tempo pra isso. Em pouco mais de cinco minutos, numa narrativa clara e objetiva (mas sem soar didática) já sabemos como o mundo tem vivido com a presença desses monstros, e o que são Kaijus e Jaegers.

 

 O roteiro também explora conceitos bastante interessantes, como o fato de que são necessárias duas pessoas para pilotar um Jaeger, e que ao fazer isso, através da interface neural da maquina, os pilotos compartilham memórias e emoções. Existe todo um conjunto de regras tanto no funcionamento dos robôs como no funcionamento dos monstros, mas tudo vai sendo compreendido de forma organica, fugindo com destreza da armadilha do didatismo.

 

   Como na maioria dos filmes de Del Toro, o aspecto visual é um show a parte. Embora eu confesse que esperava mais do visual dos Kaijus, os Jaeger não me decepcionaram. A forma como os robôs reagem aos estímulos de seus pilotos é perfeitamente retratada pela equipe de efeitos especiais, dando verdadeira personalidade as maquinas. Além disso, o diretor que adora uma referência, não resistiu ao deixar bem claro a nacionalidade de cada Jaeger, como o robô russo, que lembra as antigas e pesadas roupas de mergulho russas, ou o chinês, que parece um verdadeiro samurai.

 

  Mas não adiantaria nada bons efeitos especiais e um roteiro redondo se o filme não tivesse personagens cativantes. Embora nenhum dos personagens de PACIFIC RIM possa ser considerado complexo (na verdade, o filme claramente trabalha com tipos) eles são carismáticos o bastante para fazer com que o publico se importe com o seu futuro. Destaque para Idris Elba, que dá o grau certo de autoridade e honra nos fazendo acreditar que um exercito realmente o seguiria para a morte certa,  e para a divertida participação de Ron Perlman, parceiro habitual de Del Toro, vivendo aqui um traficante de órgãos de Kaiju.

 

 No geral, PACIFIC RIM é um excelente blockbuster, que entrega tudo o que promete entregar. Nas mãos de um cineasta menos hábil poderia ter rendido um filme sem alma e clichê, mas Del Toro consegue fazer do filme uma grande diversão, uma grande homenagem ao cinema da década de 50 e ao antigo cinema comercial oriental, lotado de monstros e robôs gigantes.

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 Visto CRONOS

 

 Cronos-1993.jpg

 

 

   Na trama, Jesus Gris (Federico Luppi) é um velho antiquário que compra em um leilão vários objetos, e descobre escondido dentro de uma santa um estranho artefato dourado em forma de inseto. Gris acidentalmente aciona o artefato, que lhe atinge com um ferrão, injetando algo em seu corpo. O antiquario descobre que seu uso parece rejuvenesce-lo, embora também lhe dê uma estranha obsessão por sangue. Enquanto tenta lidar com essa estranha condição, Jesus ainda deve lidar com as ameaças do Sr. De La Guarda (Claudio Brook) um velho milionário que esta a anos atrás do artefato chamado Cronos.

 

  Longa de estréia de Guilhermo Del Toro, que também marcou o início de sua longa parceria com atores como Federico Luppi e Ron Perlman, esta produção mexicana de 1993 traz um Del Toro em fase embrionária, arriscando pouco esteticamente, mas já trazendo no roteiro escrito como de costume por ele mesmo, muito das temáticas que permeiam boa parte de sua filmografia. Mais do que a história de um senhor que se vê seduzido pela juventude ao se tornar uma criatura vampírica, CRONOS é uma história de amor entre um avô e sua neta, no caso Jesus e a pequena Aurora (Tamara Shanath).

 

  Na figura desta criança e na sua ligação com o avô que se vê os momentos mais bonitos do filme, tanto esteticamente quanto narrativamente. Através desta relação, o cineasta mexicano tenta dar a sua história um toque de conto de fadas, coisa que voltaria a fazer com mais sucesso em produções posteriores, pois aqui parece que o diretor não conseguiu encontrar o tom certo. Talvez tenha me incomodado o fato de Aurora não abrir a boca em nenhum momento do filme, e isso nunca ser explicado.

 

  Ainda assim, Del Toro não é completamente mal sucedido em sua proposta. Percebe-se em Aurora muitas das características dos protagonistas infantis de A ESPINHA DO DIABO e O LABIRINTO DO FAUNO, onde as crianças conseguiam ver a bondade e segurança no sobrenatural e no fantástico, vislumbrando as verdadeiras ameaças na natureza humana real e palpável, representada aqui pela ganância do Sr. De La Guarda e seu sobrinho/capanga Angel (Ron Perlman).

 

  Federico Luppi está excelente como protagonista. Quando encontramos Jesus Gris pela primeira vez, ele é apenas um pacato e simpático antiquário, que quer apenas viver o que lhe resta da vida e cuidar de sua neta e esposa Mercedes (Margarita Isabel). Mas após usar Cronos pela primeira vez, vemos o velho senhor sentindo-se mais jovem, e até mais sexualmente ativo com Mercedes, e Luppi retrata de forma extremamente competente os sentimentos contraditórios de medo e atração que Jesus passa a ter pelo artefato.

 

  Alias, o design do artefato que dá titulo ao filme é um dos grandes méritos da produção. Parecendo se movimentar através de um mecanismo que mistura cordas e engrenagens, o pequeno besouro dourado movimenta suas patinhas de forma mecânica, até crava-las juntamente com o ferrão no corpo do usuário. Neste ponto, Del Toro consegue criar uma visão assustadora e bizarra ao mostrar Mercedes e Aurora esperando Jesus sair do banheiro, enquanto o velho esta com o artefato preso ao seu peito.

 

  O conceito de vampirismo também é muito bem trabalhado. Uma sequência em particular consegue misturar de forma perfeita tensão e humor negro, quando em uma festa de ano novo, Jesus segue até um banheiro um dos convidados que teve um sangramento nasal, e após o sujeito sair, tenta discretamente lamber a sangueira que o sujeito deixou no chão e em cima da pia. Não há presas para higienizar aqui. O vampirismo é mostrado como é, macabro e nojento.

 

 Também devo destacar a participação de Ron Perlman como o bandido canastrão Angel De La Cruz. Perlman retrata aqui o tipico sobrinho que faz todas as vontades do tio insano, pois sabe que ele vai morrer logo e assim ficara com a herança. Perlman dá um ar caricato ao seu vilão, mas nem por isso menos ameaçador, e direção e roteiro não esquecem que apesar das mudanças físicas sofridas por Jesus, Angel é o verdadeiro monstro, o que o diretor retrata visualmente de forma bastante competente no climax da história, ao mostrar a boca e nariz de Angel lambuzados de sangue, como se ele mesmo fosse o vampiro.

 

  Mesmo que traga um Del Toro inexperiente e "um pouco tímido", CRONOS está longe de ser seu trabalho mais fraco. Tem seus momentos tocantes, como uma certa cena envolvendo o bau de brinquedos de Aurora, e um plano final de tocar o coração dos mais cínicos. Leva a minha recomendação.

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 Meu top Del Toro atualizado

 

 1) A ESPINHA DO DIABO

 

 2) O LABIRINTO DO FAUNO

 

 3) BLADE II: O CAÇADOR DE VAMPIROS

 

 4) CRONOS

 

 5) MUTAÇÃO

 

 6) PACIFIC RIM

 

 7) HELLBOY 2: O EXÉRCITO DOURADO

 

 8) HELLBOY

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 Visto A COLINA ESCARLATE

 

 Colina-Escarlate-poster-elenco.jpg

 

 

  Na trama, Edith Cushing (Mia Wasikowska) é uma jovem aspirante a escritora, que apaixona-se por Sir Thomas Sharpe (Tom Hiddleston), um aristocrata inglês de passado misterioso. Os dois se casam, e vão morar na isolada mansão de Sharpe na Inglaterra, tendo como unica companhia a irmã de Thomas, a fria Lady Lucille (Jessica Chastain). Entretanto, ao passar dos dias, Edith logo percebe que a casa é assombrada por fantasmas, que guardam brutais segredos envolvendo a família Sharpe.

 

 Com este A COLINA ESCARLATE, percebe-se a intenção de Guillermo Del Toro de escrever uma carta de amor ao horror gótico. Desde a escolha de colocar a protagonista como uma escritora que escreve "histórias com fantasmas" e tem em Mary Shelley um exemplo, passando pela típica figura da velha e decrépita mansão, que abriga uma família cheia de segredos trágicos, retratos de antepassados que sobrevivem em memórias enlouquecidas, e como não poderia deixar de ser, assombrações.

 

 Na parte narrativa, A COLINA ESCARLATE é extremamente incompetente no que se propõe (com uma, mas importante exceção), entretanto, o roteiro escrito por Del Toro em parceria com Matthew Robbins, com quem já havia trabalhado em MUTAÇÃO cria uma história cheia de referências ao gênero, mas que antecipa demais a si próprio. Depois da primeira cena de cada personagem, já sabemos a sua função na trama e o seu provável destino final. O problema não é trabalhar com tipos do gênero. O problema é expô-los demais como tais. Assim sendo a história parece ser auto consciente em um ponto, para perder essa auto consciência em outro. Fora quanto a já dita auto consciência parece trabalhar contra o filme, quando revela a verdadeira natureza dos fantasmas que assombrarão Edith logo no começo, através da declaração da jovem de que "Os fantasmas são metáforas".

 

 Esteticamente, o novo trabalho de Del Toro é louvável. A começar pela cenografia. Allerdale Hall, a mansão onde se passa a maior parte da história é um verdadeiro personagem dentro do filme. Situada em cima de uma mina de argila vermelha, a casa parece sangrar no chão e nas paredes nos momentos mais intensos. Um buraco no teto permite que folhas secas e neve entrem, fazendo com que o interior da casa reflita as estações. Os moveis são enormes, expondo a situação opressiva em que a protagonista se encontra.

 

 O figurino e a fotografia são outro destaque. As roupas refletem a exata natureza dos seus personagens. Edith, por exemplo aparece sempre com trajes claros, como branco e dourado, enquanto a ameaçadora Lucille usa cores mais ameaçadoras como preto e vermelho, o que é exposto pelo roteiro através da comparação entre borboletas e mariposas. O mesmo vale para os personagens masculinos, com Thomas usando roupas pretas, enquanto o Dr. Alan McMichael interpretado por Charlie Hunnam surge com roupas claras. A fotografia do filme também marca os momentos vividos pela protagonista. O início do filme, situado nos Estados Unidos, onde vemos Edith apaixonada por Sir Thomas é marcado por uma fotografia ensolarada, enquanto a segunda metade do filme, situada na Inglaterra mostra ambientes sombrios e deprimidos. A montagem do filme reforça o caráter de homenagem de A COLINA ESCARLATE ao referenciar o estilo de montagem dos filmes de horror do expressionismo alemão, ao fazer o fade out fechando em um circulo.

 

  O elenco está relativamente bem dirigido. Mia Wasikowska convence como a jovem intelectual que acaba mergulhando em um pesadelo. Tom Hiddleston também consegue transmitir o conflito de seu personagem, que inicialmente aproxima-se de Edith por interesse e acaba se apaixonando por ela. Mas o destaque vai para Jessica Chastain e a sua assustadora Lucille. A personagem surge oscilando entre a frieza absoluta e a loucura passional, reforçado pela atriz pelo tom afável da mulher, que contrasta com seu olhar penetrante.

 

 Entretanto, é na interação do elenco que se encontra um dos principais problemas do filme. O romance entre Edith e Thomas simplesmente não funciona. Como o coração dramático do filme se situa (ou deveria se situar) exatamente nesta relação, isso acaba sendo desastroso para o projeto, pois não conseguimos acreditar no tal romance, seja pela forma atrapalhada com que o roteiro apresenta essa relação ou pela total falta de química entre Mia Wasikowska e Tom Hiddleston.

 

 Os fantasmas do filme também são outro problema. As assombrações surgem revelando sua total natureza digital, soando totalmente artificiais. As aparições até funcionam quando aparecem rapidamente, mas quando ganham atenção total da câmera, (o que é bem comum) perdem credibilidade. Uma pena que o cara que concebeu criaturas fantásticas como as baratas de MUTAÇÃO e o monstro sem olhos de O LABIRINTO DO FAUNO, tenha se rendido ao CGI sem vergonha.

 

 No geral, percebe-se que A COLINA ESCARLATE tinha pretensões bem maiores. Mas infelizmente, não as atinge.

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