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Forum Cinema em Cena

Mike Leigh


Kain
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Mike Leigh é um diretor inglês. É um senhor distinto, boa pinta, gosta de xadrez e de cavalos. Procura dama sensata, austera e que goste de cor-de-rosa para um relacionamento calmo e cheio de amor cordial. PS: Se ela não tiver uma perna, ela ganha pontos.

 

Ok, falando sério.

O Leigh é conhecido principalmente pelo improviso. Dizem (eu não posso confirmar) que o processo de criação dele consiste em ter uma idéia, chamar o elenco e se isolar com eles por 6 meses, desenvolvendo a trama, os personagens, etc, tudo por forma do improviso.

Eu assisti três filmes dele:

Naked (um dos melhores filmes de todos os tempos, sério. Eu pelo menos achei)

O Segredo de Vera Drake (eu sei que isso é clichê, mas é tipo-assim um soco no estômago)

Segredos e Mentiras (eu preciso rever)

Ainda falta Topsy Turvy (um musical) e alguns outros pra eu ver dele. Alguém já viu algo dele/gosta/etc?

Alguém quer discutir Naked comigo? Por favor?

Etc.
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Se eu gosto do Mike Leigh? Bem, faço uma prece com o rosto colado no chão e o corpo voltado para sua casa duas vezes por semana. Serve? Haha

Falam que ele, realmente, tranforma os roteiros de seus filmes em um processo coletivo (O Godard deve sentir uma inveja...). A Imelda Staunton, por exemplo, ajudou a construir o soberbo Vera Drake não só com sua interpretação, mas com várias falas e situações mostradas no filme também. Pelo que sei, Topsy-Turvy é o filme onde essa metodologia foi mais utilizada.

 

Meus preferidos dele são, além do próprio Vera Drake, Naked, All or Nothing e Secrets and Lies, que considero um dos melhores filmes da década passada, com folga. Ainda não vi Life is Sweet e Career Girls.

 

Discutirei Naked contigo com o maior prazer, mas quero rever o filme antes (a primeira vez foi há muito tempo). Retomo o tópico assim que providenciar isso.

 

P.S.: Alguém pedir para discutir o cinema de Leigh aqui é uma bênção.
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Saulo, se você achou a interpretação da Imelda em Vera Drake genial, você precisa ver Naked. A atuação do David Thewlis nesse filme é, IMO, uma das melhores dos últimos 15 anos. Sem exageros.

 

Eu queria ver aquele Garotas de Futuro (Career Girls) que parece ser interessante, mas não acho em lugar nenhum. Hooray. Devo alugar Topsy Turvy agora e levar pra assistir na praia. Só hesitei em pegar esse antes porque era muito grande (sim, eu dou preferência a filmes pequenos, etc) mas o Leigh já me convenceu de que ele vale à pena, etc.
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  • 2 months later...
  • 2 years later...

 

 

Será que os comentários no outro tópico são suficientes pra reviver isso aqui?

 

Apesar de não ser profundo conhecedor, sou fã do Mike Leigh, possivelmente o maior e mais talentoso herdeiro de Robert Altman, mesmo possuindo estilo próprio. Seus filmes são erguidos ao redor de um interesse quase investigativo pelo humano, frequentemente tendo a instituição familiar e as pessoas comuns como escopo. São, também, abarrotados de sabedoria e maturidade. A impressão que se tem é que a experiência de assistir a seus filmes é como ouvir, por cerca de duas horas, as histórias de um velho observador da condição humana. É um negócio muitas vezes dolorido, repleto de dúvidas, compreensão e, claro, muito bonito.

 

Preciso, antes de tudo, rever alguns de seus filmes. Mas quem aprecia, por favor, participe. E quem nunca viu faça um favor a si mesmo: assita.

 

 

Gago2009-07-18 10:47:47

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eu não tenho nada a acrescentar nesse tópico por enquanto, a não ser aquilo que escrevi no o que você anda vendo, já que só assisti aquele do cara.

 

mas espero remediar isso logo, como falei lá também. pretendo hoje mesmo alugar o vera drake, deu uma curiosidade muito grande de assistir. se fizer, comento amanhã algo.
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Só vi dois: Agora ou Nunca e Happy-Go-Lucky. O primeiro é mediano, com várias subtramas fracas (a dos namorados que vivem brigando, principalmente), mas que consegue se sustentar graças as fenomenais atuações e ao fato do Leigh se focar quase que exclusivamente no terceiro ato naquela família. O segundo já foi comentado por aí, é um retrato contundente sobre o atual estado do mundo, onde as pessoas conduzem sua vida com frieza e stress.

Ainda me interessam Segredos e Mentiras, Vera Drake, Naked e Topsy-Turvy.
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  • 1 year later...

Gosto muito dos filmes dele, especialmente do tratamento que o cara dá aos seus personagens, que são sempre pessoas identificáveis nos seus exageros, nos seus erros. E eu nunca vi uma atuação ruim num filme do Leigh, acho que tem poucos diretores hoje em dia que sabem dirigir atores tão bem que nem ele.

 

Os que assisti até agora: Simplesmente Feliz, Vera Drake, Agora ou Nunca, Segredos e Mentiras e Naked. To com Career Girls por aqui mas ainda não vi.
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  • 1 year later...

Diretor britânico Mike Leigh chefiará júri do Festival de Berlim

Reuters

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LONDRES (Reuters) - O diretor e roteirista britânico Mike Leigh vai presidir o júri do próximo festival de Berlim, disseram os organizadores nesta sexta-feira.

 

Conhecido por filmes que retratam dramas sociais, Leigh substituirá a atriz Isabella Rossellini no comando da comissão que vai selecionar os ganhadores do prêmio no próximo festival, de 9 a 19 de fevereiro de 2012.

 

Leigh, de 68 anos, dirigiu filmes de sucesso como "Segredos e Mentiras, "O Segredo de Vera Drake" e "Another Year" e desfruta de considerável prestígio no circuito cinematográfico europeu.

 

"Segredos e Mentiras" ganhou a Palma de Ouro de melhor filme no Festival de Cannes em 1996 e "O Segredo de Vera Drake" levou o Leão de Ouro no festival de Veneza, em 2004. Leigh foi indicado sete vezes ao Oscar, mas nunca ganhou.

FONTE: O GLOBO
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  • 11 months later...
Mike Leigh: ‘Está difícil para todos que querem criar’
  • Prestes a rodar a vida do pintor William Turner, o cineasta britânico dispara contra a política de financiamento cultural na Inglaterra

André Miranda (Email)

Publicado: 1/07/12 - 7h15
Atualizado: 1/07/12 - 9h43
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Mike Leigh estava há dois anos sem filmar AFP / Martin Bureau

RIO - A crise europeia pode fechar muitas portas, mas não cala todas as vozes. Sobretudo uma voz sem muitos pudores que há anos usa o cinema como forma de representação para questões sociais. Dois anos após o lançamento de seu último longa-metragem, o inglês Mike Leigh ("Segredos e mentiras") se prepara para rodar um novo filme, uma biografia do pintor William Turner (1775-1851). Será seu retorno ao cinema, bem em meio a mudanças na política de financiamento na Inglaterra, à crise na Europa e a uma polêmica das grandes em que foi envolvido.

A confusão começou no início do ano, quando o primeiro-ministro inglês, David Cameron, anunciou mudanças no financiamento público à produção de filmes no Reino Unido. Hoje, o principal mecanismo de investimento no cinema independente inglês é um fundo criado em 2000 e alimentado por lucros de uma loteria federal. A escolha dos contemplados pelo fundo sempre partiu da qualidade dos projetos. Cameron, porém, mudou a regra: a escolha, agora, deve priorizar obras com potencial de bilheteria, sob a justificativa de tornar o cinema inglês mais competitivo no mundo.

Solidariedade de Ken Loach

Uma frase atribuída a um profissional não identificado do mercado, publicada pelos jornais, resumia o sentimento da classe: "Com isso, a carreira de Mike Leigh estará acabada." Na época, importantes diretores como Ken Loach foram a público protestar. Mike Leigh se calou. Mas não por muito tempo.

— Temos na Inglaterra um governo de direita que não se preocupa em proteger as artes. David Cameron faz um dos piores governos em muito tempo, é caótico. Não tem ideia do que está fazendo, assume posições limitadas sobre o que representa uma sociedade e sobre aquilo de que esta sociedade precisa. E as artes não estão entre suas prioridades — diz Leigh, em entrevista por telefone, de seu escritório, em Londres.

Não só sua voz está ativa, como a carreira de Leigh está longe do fim. O diretor, acostumado a rodar histórias que na maioria das vezes giram em torno dos problemas sociais da Inglaterra, trabalha há alguns anos num projeto diferente, e mais grandioso. Sem revelar de onde virá o financiamento, ele já deu início à pré-produção de um filme sobre Turner, pintor romântico inglês do início do século XIX, célebre por suas paisagens. Mas Leigh afirma que não se trata de uma mudança de rumo.

— Às vezes não é preciso ser direto para tratar dos temas sociais que estão em voga no mundo. Como artista, tenho a responsabilidade de lidar com os problemas da sociedade e vou continuar fazendo isso — diz. — O problema do cinema é sempre a questão de fechar as contas, ainda mais nesta época de crise e falta de financiamento.

O último longa de Leigh foi "Another year", lançado no Festival de Cannes de 2010. A trama tem uma história extremamente corriqueira, que poucos diretores conseguiriam transformar em cinema: a rotina de um casal de idosos ao longo de um ano. O filme nunca estreou no Brasil.

— Eu me preocupo em fazer filmes sobre o mundo real, sobre a maneira como vivemos. Cada um deles tem elementos mais complexos para preencher a história, mas em geral eles tratam da vida simples — explica o diretor. — É difícil dizer por que "Another year" nunca foi ao Brasil. Em geral, meus filmes são bem recebidos aí. Até já tive peças, como "Festa de Abigail", encenadas em São Paulo.

Ao lado de Ken Loach e Stephen Frears, todos com idades em torno de 70 anos, Leigh, 69, é dos mais respeitados cineastas britânicos em atividade. Em 1996, ele recebeu uma Palma de Ouro em Cannes por "Segredos e mentiras"; em 2004, ganhou um Leão de Ouro em Veneza por "O segredo de Vera Drake" (2004); e teve sete indicações ao Oscar — cinco por roteiro, duas por direção. Ainda assim, é considerado um dos maiores outsiders do cinema, rótulo com o qual concorda só em parte.

— Eu ainda me sinto de certa forma um diretor fora do grande mercado, que faz filmes com caráter independente, não comerciais. Por outro lado, meus trabalhos são reconhecidos internacionalmente, repercutem, são selecionados para festivais. Então, apesar de algumas dificuldades, não tenho muito do que reclamar — avalia.

Outra característica famosa de Leigh é uma certa ranzinzice ao lidar com a vida. Em aparições públicas, sua expressão costuma ser sempre a mesma: os olhos um pouco caídos, sérios, a barba e o bigode escondendo quase completamente a boca e as bochechas salientes. Os sorrisos são raros. Mas a disposição para lidar com alguns temas, frequente.

— A arte é uma parte essencial de nossas vidas, como comida e bebida. As pessoas precisam de arte, de estímulo cultural, sobretudo em tempos difíceis como estes. Então é um absurdo cortarem ou limitarem os incentivos às artes como vem ocorrendo na Inglaterra. Não é só com o cinema. A situação está difícil para todos que querem criar — afirma.



 
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