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Forum Cinema em Cena
-felipe-

Os Infiltrados

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Nossa, só agora vi a crítica do Bernardo

Krivochein no zetafilmes.com.br...tirando alguns pontos, eu não conseguiria escrever melhor...tá lá na íntegra quase tudo o q venho falando aqui.

 

dêem uma olhada no site e confirmem:

http://www.zetafilmes.com.br/criticas/osinfiltrados.asp?pag=osinfiltrados

 

só vou postar o comentário do excelente Christopher Doyle, diretor de fotografia de Conflitos Internos...se antes eu já gostava do seu trabalho, hj eu venero o cara.

 

“Eu

acho decepcionante, senão deprimente, de ver alguém da integridade e

escolaridade de Marty: 1) aparentemente não saber ou ligar de onde o

original se enraíza (o que acho um insulto à nossa integridade e aos

nossos esforços... quando, de todos os cineastas do mundo, Marty é

aquele que finge celebrar excelência, integridade e visão em

cinematografia); 2) na necessidade de chupar bilheteria, ou o estúdio,

ou o pau de sabe-se lá quem ele sente vontade de chupar... não pode ser

pelo dinheiro... não pode ser pelo filme (pelas razões acima)... deve

ser apenas para estar trabalhando... que é a minha motivação na maior

parte do tempo... mas ter algo caindo no colo de alguém apenas porque

este alguém é supostamente competente num certo tipo de cinema é

exatamente a razão de estarmos seguindo em frente e dos contadores

estarem realizando versões sem legendas do que nós fazemos; 3) me deixa

muito triste ver Marty e tantos outros se generizando e banalizando até

a mediocridade. De fato, mediocridade não é uma doença somente

ocidental... mas parece que é uma infecção maligna e endêmica.”

 

Christopher Doyle, diretor de fotografia, consultor visual do primeiro “Infernal Affairs”.

 

Falou tudo.

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Assisti hoje o filme com mais 4 pessoas e todas concordaram que Conflitos Internos é melhor por uma série de razões. Me alio ao Haziel em tudo o que ele diz e _entendo_ o que ele quer dizer.

 

CONTÉM SPOILERS

 

1) O personagem do Andy Lau (contraparte do Matt Damon) é muito melhor desenvolvido e apresenta uma ambivalência que cria sentimentos mistos no espectador. Às vezes você quer que ele morra, às vezes você sente pena dele quando parece que ele se redimiu. O personagem do Matt Damon é um tanto linear, o que representou uma perda para a trama. E o Damon até que leva um jeito especial para esse tipo de personagem com dilemas existenciais e a procura de sua identidade tendo em vista seus dois maiores sucessos recentes. Porque suprimiram algo tão interessante do personagem original me é um enigma.

 

2) O final do filme chinês é melhor estruturado do que o da refilmagem. Assim que o filme chinês acaba você sai com uma angústia tremenda. No filme americano, apesar de o final ser mais violento, isso não ocorre. Na verdade esse exagero no final até prejudicou o filme. Na sessão que estava as pessoas gargalharam após aquele mata-mata, quando duvido que a intenção do diretor tenha sido essa. O exagero, e a consequente graça inusitada, quebraram a tensão e a angústia que deveriam ter sido

geradas pelo final. Aqueles que não acharam graça no mínimo acharam a situação muito forçada e um tanto inverossímel. No caso do filme chinês parte da angústia se dá em função da dualidade que o Andy Lau expressa na reta final do filme. Mas, ao mesmo tempo, fica-se na dúvida se seu ato foi uma redenção revestida na vingança ou se foi um ato de ambição. O personagem do Damon  não expressa tal conflito. Apenas no final ao pedir a condecoração do DiCaprio ele expressa alguma inclinação para um ato de  redenção. Redenção esta que surge simplesmente do nada - ao contrário do personagem chinês, onde a redenção é de certo modo

construída, mas ainda deixando dúvidas. Por esta razão, sua redenção aparenta uma grande artificialidade.

 

3) O final "o bem vence o mal". Por que os ocidentais precisam sempre da certeza de que o bem se sobressai ao fim de tudo? No filme chinês isto é incerto. Todo mundo se fode, e, às vezes, na vida real também é assim. Além disso, Matt Damon morre. Andy Lau fica vivo, o que é muito mais trágico para o personagem, que terá que conviver com os reflexos das suas ações para o resto da vida. CI é um filme emocionalmente mais aprofundado e aí está a sua grandeza. Quem assisti-lo como quem assiste tão somente um filme policial não irá conseguir se sintonizar com isso.

 

4) CI enfatizou mais o lado humano e as emoções de ambos os infiltrados fazendo com que o espectador se identificasse com ambos. Essa identificação serviu para criar toda uma diversidade de sentimentos ao ver o filme. Enquanto que em OI você tão somente se choca com a violência.

 

5) Do contrário que se possa pensar, o fato de o filme ser mais longo não significou que os personagens tenham sido melhor desenvolvidos. Na verdade, Lau, Yan e Wong tinham suas personalidades melhor delineadas e aprofundadas. Scorssese de certo modo desdobrou o superintendente Wong em 3 personagens (Sheen, Baldwin e Walhberg), mas estes não puderam expressar a humanidade presente no Wong. Os Infiltrados mostra esses 3 basicamente enquanto policiais fazendo seu serviço, Conflitos Internos mostra Wong também enquanto uma pessoa que se importa muito com Yan (enquanto que em OI isso ocorre superficialmente). Quando Wong morre a carga emotiva é fortíssima - o choque não é só pela violência do ato, mas pela perda daquele grande personagem. Quando Sheen morre o choque é mais em função da violência com que a cena ocorre.

 

6) DiCaprio atuou muito bem, mas seu personagem perdeu grande parte da angústia que tinha Yan em ter que estar fazendo esse tipo de trabalho. Em 2:30hs ele expressa seu descontentamento com a situação 1 ou 2 vezes, enquanto que com Yan você sentia que ele carregava um verdadeiro fardo. Seu sofrimento era muito melhor desenvolvido e é parte importante para a história, fazendo com que o desfecho fosse muito mais trágico aos olhos do espectador. Assim como o que ocorre com Wong, a morte de Yan é muito mais dramática dentro daquilo que o filme te provoca.

 

7) Os Infiltrados perde o suspense psicológico presente em Conflitos Internos, que é todo delineado em momentos de expectativa e apreensão, com reviravoltas constantes. Os Infiltrados é mais crú na violência, mas menos inteligente ao não criar pouca ou nenhuma tensão (talvez o único tenha sido a perseguição do DiCaprio ao Damon após o cinema - e mesmo assim é a repetição de uma cena que está no original).
mitzplik2006-11-16 12:59:01

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Assisti hoje o filme com mais 4 pessoas e todas concordaram que Conflitos Internos é melhor por uma série de razões. Me alio ao Haziel em tudo o que ele diz e _entendo_ o que ele quer dizer.

 

1) O personagem do Andy Lau (contraparte do Matt Damon) é muito melhor desenvolvido e apresenta uma ambivalência que cria sentimentos mistos no espectador. Às vezes você quer que ele morra' date=' às vezes você sente pena dele quando parece que ele se redimiu. O personagem do Matt Damon é um tanto linear, o que representou uma perda para a trama. E o Damon até que leva um jeito especial para esse tipo de personagem com dilemas existenciais e a procura de sua identidade tendo em vista seus dois maiores sucessos recentes. Porque suprimiram algo tão interessante do personagem original me é um enigma.

 

2) O final do filme chinês é melhor estruturado do que o da refilmagem. Assim que o filme chinês acaba você sai com uma angústia tremenda. No filme americano, apesar de o final ser mais violento, isso não ocorre. Na verdade esse exagero no final até prejudicou o filme. Na sessão que estava as pessoas gargalharam após aquele mata-mata, quando duvido que a intenção do diretor tenha sido essa. O exagero, e a consequente graça inusitada, quebraram a tensão e a angústia que deveriam ter sido

geradas pelo final. Aqueles que não acharam graça no mínimo acharam a situação muito forçada e um tanto inverossímel. No caso do filme chinês parte da angústia se dá em função da dualidade que o Andy Lau expressa na reta final do filme. Mas, ao mesmo tempo, fica-se na dúvida se seu ato foi uma redenção revestida na vingança ou se foi um ato de ambição. O personagem do Damon  não expressa tal conflito. Apenas no final ao pedir a condecoração do DiCaprio ele expressa alguma inclinação para um ato de  redenção. Redenção esta que surge simplesmente do nada - ao contrário do personagem chinês, onde a redenção é de certo modo

construída, mas ainda deixando dúvidas. Por esta razão, sua redenção aparenta uma grande artificialidade.

 

3) O final "o bem vence o mal". Por que os ocidentais precisam sempre da certeza de que o bem se sobressai ao fim de tudo? No filme chinês isto é incerto. Todo mundo se fode, e, às vezes, na vida real também é assim. Além disso, Matt Damon morre. Andy Lau fica vivo, o que é muito mais trágico para o personagem, que terá que conviver com os reflexos das suas ações para o resto da vida. CI é um filme emocionalmente mais aprofundado e aí está a sua grandeza. Quem assisti-lo como quem assiste tão somente um filme policial não irá conseguir se sintonizar com isso.

 

4) CI enfatizou mais o lado humano e as emoções de ambos os infiltrados fazendo com que o espectador se identificasse com ambos. Essa identificação serviu para criar toda uma diversidade de sentimentos ao ver o filme. Enquanto que em OI você tão somente se choca com a violência.

 

5) Do contrário que se possa pensar, o fato de o filme ser mais longo não significou que os personagens tenham sido melhor desenvolvidos. Na verdade, Lau, Yan e Wong tinham suas personalidades melhor delineadas e aprofundadas. Scorssese de certo modo desdobrou o superintendente Wong em 3 personagens (Sheen, Baldwin e Walhberg), mas estes não puderam expressar a humanidade presente no Wong. Os Infiltrados mostra esses 3 basicamente enquanto policiais fazendo seu serviço, Conflitos Internos mostra Wong também enquanto uma pessoa que se importa muito com Yan (enquanto que em OI isso ocorre superficialmente). Quando Wong morre a carga emotiva é fortíssima - o choque não é só pela violência do ato, mas pela perda daquele grande personagem. Quando Sheen morre o choque é mais em função da violência com que a cena ocorre.

 

6) DiCaprio atuou muito bem, mas seu personagem perdeu grande parte da angústia que tinha Yan em ter que estar fazendo esse tipo de trabalho. Em 2:30hs ele expressa seu descontentamento com a situação 1 ou 2 vezes, enquanto que com Yan você sentia que ele carregava um verdadeiro fardo. Seu sofrimento era muito melhor desenvolvido e é parte importante para a história, fazendo com que o desfecho fosse muito mais trágico aos olhos do espectador. Assim como o que ocorre com Wong, a morte de Yan é muito mais dramática dentro daquilo que o filme te provoca.

 

7) Os Infiltrados perde o suspense psicológico presente em Conflitos Internos, que é todo delineado em momentos de expectativa e apreensão, com reviravoltas constantes. Os Infiltrados é mais crú na violência, mas menos inteligente ao não criar pouca ou nenhuma tensão (talvez o único tenha sido a perseguição do DiCaprio ao Damon após o cinema - e mesmo assim é a repetição de uma cena que está no original).
[/quote']

 

OOOOOOS Spoilers, poem um aviso antes do texto.

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Não lembro dessa cena do Damon(Ele broxando),alguém poderia me falar dela.

Ainda temos outra passagem que mostra descaradamente essa necessidade do personagem do Damon em se auto-destacar,quando o chefe dele fala sobre as vantagens em se casar,que a pessoa passa a ter uma imagem mais séria,mostra ter mais responsabilidade etc....

 

Finalmente vejo um DiCaprio maduro e não mais o Jack de titanic16

 

Tenho uma observação:

Quando o Costigan fica sabendo que o Damon é o infiltrado ele deveria ter ido falar com o sargento e não com a médica.

 

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Garbage' date=' o mitzplik colocou um CONTÉM SPOILERS gigante, não viu?

E mitzplik, bem vindo ao clube CI06..escreveu muito bem.
[/quote']

 

Colocou hoje a 12:51, depois que eu o avisei na madrugada.
Garbage2006-11-16 18:02:51

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Revi o filme hj e acabei pegando uns detalhes que haviam escapados da 1º vez!!! Muito bom o filme, melhor pela 2º vez...

 

Nota do Filme(0 a 10): 9,5

 

Já quero o DVD do filme06

 

 

 

 

 

 

Spoiler sobre o final!!!!!!!!!!!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não sei se estou certo, ou menos o diretor pensou nisso, mas a cena final com a visão da cúpula da Assembléia Legislativa com o ratinho não tem um sentido subliminar?

 

Scorsese não quis dizer com aquela cena que os verdadeiros ratos estão no Poder? Aqueles retratados no filme são apenas os ratinhos entre as verdadeiras ratazanas?

 

 
maximum2006-11-16 22:41:10

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Com certeza, maximum.

 

Aliás, acho que essa é a principal mensagem do filme.

 

E não vi nada de subliminar. Scorsese foi bem explícito na cena final. Ironias à parte, foi uma bela sacada.

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Fato ou Opnião?

E tempo:Acho O Aviador sensacional.


Seja sincero' date=' do fundo do seu coração: preciso responder?

Acha O Aviador sensacional e não acha que a composição do personagem é madura? Pra mim, Di Caprio faz um excelente Howard Hughes.
[/quote']

Exato,para você.

O personagem em sí é maduro,mas DiCaprio não o foi ao interpretar o personagem.....

 

Agora sobre o filme em questão:

Spoiler:

Vocês acharam que a morte do Damon perdeu sua força para a morte SURPREENDENTE do DiCaprio?
Rafal2006-11-17 08:19:10

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Fato ou Opnião?

E tempo:Acho O Aviador sensacional.


Seja sincero' date=' do fundo do seu coração: preciso responder?

Acha O Aviador sensacional e não acha que a composição do personagem é madura? Pra mim, Di Caprio faz um excelente Howard Hughes.
[/quote']

Exato,para você.

O personagem em sí é maduro,mas DiCaprio não o foi ao interpretar o personagem.....

 

Agora sobre o filme em questão:

Spoiler:

Vocês acharam que a morte do Damon perdeu sua força para a morte SURPREENDENTE do DiCaprio?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu acho que a morte do Collin (Damon) foi seca! Sem qualquer rodeio! isso é bom? Err, não sei! Na 1º vez que vi o filme não gostei da cena, mas 2º vez que vi o filme já gostei!
maximum2006-11-17 11:21:49

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Com certeza' date=' maximum.

 

Aliás, acho que essa é a principal mensagem do filme.

 

E não vi nada de subliminar. Scorsese foi bem explícito na cena final. Ironias à parte, foi uma bela sacada.
[/quote']

 

Falei de subliminar, porque ninguém que viu o filme comigo (foram 6 pessoas) percebeu a sacada de Scorsese!06

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“Eu acho decepcionante' date=' senão deprimente, de ver alguém da integridade e escolaridade de Marty: 1) aparentemente não saber ou ligar de onde o original se enraíza (o que acho um insulto à nossa integridade e aos nossos esforços... quando, de todos os cineastas do mundo, Marty é aquele que finge celebrar excelência, integridade e visão em cinematografia); 2) na necessidade de chupar bilheteria, ou o estúdio, ou o pau de sabe-se lá quem ele sente vontade de chupar... não pode ser pelo dinheiro... não pode ser pelo filme (pelas razões acima)... deve ser apenas para estar trabalhando... que é a minha motivação na maior parte do tempo... mas ter algo caindo no colo de alguém apenas porque este alguém é supostamente competente num certo tipo de cinema é exatamente a razão de estarmos seguindo em frente e dos contadores estarem realizando versões sem legendas do que nós fazemos; 3) me deixa muito triste ver Marty e tantos outros se generizando e banalizando até a mediocridade. De fato, mediocridade não é uma doença somente ocidental... mas parece que é uma infecção maligna e endêmica.”
Christopher Doyle, diretor de fotografia, consultor visual do primeiro “Infernal Affairs”.
[/quote']

 

Falou, falou e falou... e a única coisa que disse foi um vômito de quem tá com inveja pq o outro filme faturou milhões a mais que o dele. O comentário do Lau foi extremamente mais sensato, apesar de eu ter a sobrancelha erguida pelos motivos dele (mto palavrão? wtf?).

 

A personagem da psicóloga em Os infiltrados foi o personagem mais fraco na minha opinião...q moral ela tem pra julgar o Damon sendo q ela dava pro DiCaprio?...no original (lá vou eu de novo) a personagem da mulher do Law não mostra estar julgando ele' date=' pelo menos na minha visão.[/quote']

 

Que moral ela tem? A moral de quem acaba de descobrir que o cidadão honesto que ela pensava morar, é um mafioso dos piores gêneros.

 

Sobre o personagem do DiCaprio ainda não consegui enxergar toda essa profundidade nele...verei novamente pra tirar uma conclusão melhor' date=' mas essa de ele ter "sangue de bandido" pra mim é forçado....se eu entendi, ele nunca roubou nada, só a família dele q era "barra pesada", aí ele quis entrar p/ polícia pra "limpar" o nome da família ou pelo menos provar q ele não era igual. só por ele ter sangue de bandido seria realmente a melhor escolha p/ ser infiltrado, mesmo sendo um policial fraco?
[/quote']

 

Não é questão dele ter sangue de bandido, e sim dos outros o julgarem por causa disso (primeira cena do Mark Wahlberg), além de ter convivido num ambiente onde o pai era um loser de primeira categoria, perto do tio que era poderoso; além de passar a infância inteira tendo duas caras, trocando sotaque; ele já tinha uma vida dupla naturalmente. E onde eles chegam a dizer que ele era um mau policial?

 

O personagem do Leung era um outro excelente policial q aceitou a missão' date=' mas não imaginava ficar tanto tempo, e tinha as tentações de ter regalias, sendo o preferido do chefão, e mesmo assim manteve a integridade.
[/quote']

 

SPOILERS

 

Vc não prestou atenção na conversa entre DiCaprio e Damon ao final? Quando DiCaprio diz que o CD com a conversa foi passado pra ele, pelo advogado, à mando do Costello? Que o Costello confiava mais no DiCaprio do que no Damon? Além disso, tem uma hora que o Costello oferece mais poder, e o DiCaprio recusa, numa conversa no bar?

 

1) O personagem do Andy Lau (contraparte do Matt Damon) é muito melhor desenvolvido e apresenta uma ambivalência que cria sentimentos mistos no espectador. Às vezes você quer que ele morra' date=' às vezes você sente pena dele quando parece que ele se redimiu. O personagem do Matt Damon é um tanto linear, o que representou uma perda para a trama. E o Damon até que leva um jeito especial para esse tipo de personagem com dilemas existenciais e a procura de sua identidade tendo em vista seus dois maiores sucessos recentes. Porque suprimiram algo tão interessante do personagem original me é um enigma.
[/quote']

 

Matt Damon faz um Colin Sullivan que seria prato cheio pra Freud: é brocha, adora demonstrar poder mas enfraquece perto do seu pai, ambicioso e totalmente sem-vergonha, muito bem mascarado. É um mau-caráter de primeira categoria, dissimulado e fraco quando vai lidar com coisas mais poderosas (como a cena no cinema pornô). Não vi profundidade alguma no personagem de Lau, pq a interpretação dele era quase monocórdica, e o tempo dele em cena era curtíssimo.

 

2) O final do filme chinês é melhor estruturado do que o da refilmagem. Assim que o filme chinês acaba você sai com uma angústia tremenda. No filme americano' date=' apesar de o final ser mais violento, isso não ocorre. Na verdade esse exagero no final até prejudicou o filme. Na sessão que estava as pessoas gargalharam após aquele mata-mata, quando duvido que a intenção do diretor tenha sido essa. O exagero, e a consequente graça inusitada, quebraram a tensão e a angústia que deveriam ter sido

geradas pelo final. Aqueles que não acharam graça no mínimo acharam a situação muito forçada e um tanto inverossímel. No caso do filme chinês parte da angústia se dá em função da dualidade que o Andy Lau expressa na reta final do filme. Mas, ao mesmo tempo, fica-se na dúvida se seu ato foi uma redenção revestida na vingança ou se foi um ato de ambição. O personagem do Damon  não expressa tal conflito. Apenas no final ao pedir a condecoração do DiCaprio ele expressa alguma inclinação para um ato de  redenção. Redenção esta que surge simplesmente do nada - ao contrário do personagem chinês, onde a redenção é de certo modo

construída, mas ainda deixando dúvidas. Por esta razão, sua redenção aparenta uma grande artificialidade.
[/quote']

 

SPOILERS

 

Redenção? Tem certeza? Pra mim, o ato dele representou apenas uma necessidade de manter a própria imagem na polícia, era o mínimo que um outro policial faria. Ele era um bundão, que ainda não tinha decidido se ia ou não tocar o barco do Costello. O único ato dele notável foi o assassinato do Costello, mas que se deu por um motivo bem besta: ele finalmente descobriu que o mundo não era em preto-e-branco como ele pensava, o FBI atrapalhava a polícia de Boston, e no fundo todo mundo se corrompia o máximo para poder se dar bem.

 

Concordo com vc sobre o final do original, mas, ele é incompatível com o tom que Scorsese deu para a refilmagem. Os Infiltrados tem um pouco de drama sim, assim como tem um pouco de comédia. Jack Nicholson imitando um rato, usando um pau postiço para assustar, aquela maravilhosa cena da ópera e da cocaína, as piadas do Wahlberg, os jorros de sangue. Acho que ficaria bem bizarro colocar o final do original, muito dramático (e se for considerar o contexto de CI, bem brega) para o remake.

 

3) O final "o bem vence o mal". Por que os ocidentais precisam sempre da certeza de que o bem se sobressai ao fim de tudo? No filme chinês isto é incerto. Todo mundo se fode' date=' e, às vezes, na vida real também é assim. Além disso, Matt Damon morre. Andy Lau fica vivo, o que é muito mais trágico para o personagem, que terá que conviver com os reflexos das suas ações para o resto da vida. CI é um filme emocionalmente mais aprofundado e aí está a sua grandeza. Quem assisti-lo como quem assiste tão somente um filme policial não irá conseguir se sintonizar com isso.

 

4) CI enfatizou mais o lado humano e as emoções de ambos os infiltrados fazendo com que o espectador se identificasse com ambos. Essa identificação serviu para criar toda uma diversidade de sentimentos ao ver o filme. Enquanto que em OI você tão somente se choca com a violência.
[/quote']

 

Again, tem certeza? Tem certeza que aqueles policiais eram bonzinhos? Que eles só não queriam aparecer na TV, manter a imagem, usar o distintivo e explodir uns pretos? Ou vc achou aquele personagem do Baldwin um cara íntegro? Ou o personagem do Wahlberg?

E outra: não tem emoções em Os Infiltrados? Esse é muito mais violento, claro, porém todos os personagens são mto desenvolvidos na minha opinião, com seus arcos e dilemas, que eu já esclareci algumas vezes por aqui (nesse post inclusive).

E pra mim, Conflitos Internos ficou PIEGAS demais.

 

5) Do contrário que se possa pensar' date=' o fato de o filme ser mais longo não significou que os personagens tenham sido melhor desenvolvidos. Na verdade, Lau, Yan e Wong tinham suas personalidades melhor delineadas e aprofundadas. Scorssese de certo modo desdobrou o superintendente Wong em 3 personagens (Sheen, Baldwin e Walhberg), mas estes não puderam expressar a humanidade presente no Wong. Os Infiltrados mostra esses 3 basicamente enquanto policiais fazendo seu serviço, Conflitos Internos mostra Wong também enquanto uma pessoa que se importa muito com Yan (enquanto que em OI isso ocorre superficialmente). Quando Wong morre a carga emotiva é fortíssima - o choque não é só pela violência do ato, mas pela perda daquele grande personagem. Quando Sheen morre o choque é mais em função da violência com que a cena ocorre.
[/quote']

 

Discordo. O Superintendente Wong não foi ramificado em três personagens. O personagem de Wahlberg é inexistente no original e o personagem de Baldwin aparece sim no original, jogando golfe. O Queenan (Sheen) não se importava com o Costigan (DiCaprio)?? E na cena em que o DiCaprio e o Wahlberg tretam e o Sheen diz que "como eu vou não te prender se te virem?". E aliás, o personagem de Sheen é um dos mais importantes da trama, pq:

- pela profissão

- funciona como um pai pro DiCaprio

- é o único ponto lúcido dos personagens. A calma com que o Martin Sheen interpreta ele faz com que o personagem sirva como um ombro de apoio para o Costigan (DiCaprio), que está à beira de um ataque de nervos, como a maioria dos personagens.

A morte dele é um dos momentos mais tensos da refilmagem, pq vc percebe que o Costigan vai ter que se virar sozinho, não vai ter o ÚNICO cara que ajudava ele, e o único ponto sensato da trama. Na boa, essa cena no Conflitos Internos eu achei constrangedora, trilha brega, câmera lenta, flashback... vixe.

 

6) DiCaprio atuou muito bem' date=' mas seu personagem perdeu grande parte da angústia que tinha Yan em ter que estar fazendo esse tipo de trabalho. Em 2:30hs ele expressa seu descontentamento com a situação 1 ou 2 vezes, enquanto que com Yan você sentia que ele carregava um verdadeiro fardo. Seu sofrimento era muito melhor desenvolvido e é parte importante para a história, fazendo com que o desfecho fosse muito mais trágico aos olhos do espectador. Assim como o que ocorre com Wong, a morte de Yan é muito mais dramática dentro daquilo que o filme te provoca.
[/quote']

 

SPOILERS

 

Discordo, acho que a interpretação de DiCaprio um primor justamente por demonstrar o filme inteiro que está à beira de um ataque de nervos, e que está louco para que aquele inferno termine.

E vc citou um ponto da interpretação do Leung que pra mim ficou ridículo: a expressão facial conhecida como cara de bunda. Eu estava pouco me lixando pra ele quado ele morreu no original, pq eu só me lembro de algumas cenas boas, quando ele conversa com o superintendente, o resto ou é inexpressividade quando no ninho dos mafiosos, ou cara de cu quando está sozinho.

 

7) Os Infiltrados perde o suspense psicológico presente em Conflitos Internos' date=' que é todo delineado em momentos de expectativa e apreensão, com reviravoltas constantes. Os Infiltrados é mais crú na violência, mas menos inteligente ao não criar pouca ou nenhuma tensão (talvez o único tenha sido a perseguição do DiCaprio ao Damon após o cinema - e mesmo assim é a repetição de uma cena que está no original).

[/quote']

 

Discordo, acho que vc está levando o filme só por um lado, simplificando completamente a angústia do DiCaprio, a falta de caráter do Damon, que norteiam todo o drama psicológico do filme, que é calcado nos diálogos e não na violência. O quote do Rafal até fala do personagem do Damon.

 

Não lembro dessa cena do Damon(Ele broxando)' date='alguém poderia me falar dela.

Ainda temos outra passagem que mostra descaradamente essa necessidade do personagem do Damon em se auto-destacar,quando o chefe dele fala sobre as vantagens em se casar,que a pessoa passa a ter uma imagem mais séria,mostra ter mais responsabilidade etc....

[/quote']

 

Rafal, eles não chegam a mencionar o fato, mas é sugerido. Tem aquela conversa com a Madolyn, que ela fala que eles podem superar isso e que acontece com todo mundo, e o Damon fala que é culpa dele. Além disso, tem uma outra cena em que os dois estão na cama, o Damon virado de costas para ela, e ela querendo, dando em cima dele, e ele evitando envergonhado. E ele fala: "se vc quiser terminar, dá você o fora em mim, pq eu também sou incapaz de fazer isso".

 

 

Tenho uma observação:

Quando o Costigan fica sabendo que o Damon é o infiltrado ele deveria ter ido falar com o sargento e não com a médica.

 

Bom' date=' podia mostrar pra família e pro trabalho. Mas o que acontece é que ele previu que mostrando para alguém que o Damon prezava, ele sairia correndo atrás dele. E foi o que aconteceu.

 

E o pessoal mete o pau no Shyamalan pq ele matou o crítico, vai entender06

 

Gosto do Shyamalan, mas pra mim, a cena do crítico em Lady in the Water foi gratuita e boba, o momento mais constrangedor da carreira dele. Qual foi a relação disso com Os Infiltrados? 01

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contém spoilers.

 

"Matt Damon faz um Colin Sullivan que seria prato cheio pra Freud: é brocha, adora demonstrar poder mas enfraquece perto do seu pai, ambicioso e totalmente sem-vergonha, muito bem mascarado. É um mau-caráter de primeira categoria, dissimulado e fraco quando vai lidar com coisas mais poderosas (como a cena no cinema pornô). Não vi profundidade alguma no personagem de Lau, pq a interpretação dele era quase monocórdica, e o tempo dele em cena era curtíssimo."

 

É um mau-caráter e ponto. Unidensional, linear. Nenhum problema quanto a isso, ok? É só a contestação de um fato.

 

Interpretação de Lau monocórdica? Sem profundidade? Respeito sua opinião. Mas é a única pessoa no mundo que vi dizer isso até agora.

Lau é um personagem mais humano, repleto de ambivalências. Do início ao fim do filme. E isto torna o filme mais impactante. Pois o espectador tende a empatizar inclusive com o Lau e, em certo ponto, inclusive torcer por ele ainda que tenha feito tantas besteiras em sua vida.


"Redenção? Tem certeza? Pra mim, o ato dele representou apenas uma necessidade de manter a própria imagem na polícia, era o mínimo que um outro policial faria. Ele era um bundão, que ainda não tinha decidido se ia ou não tocar o barco do Costello. O único ato dele notável foi o assassinato do Costello, mas que se deu por um motivo bem besta: ele finalmente descobriu que o mundo não era em preto-e-branco como ele pensava, o FBI atrapalhava a polícia de Boston, e no fundo todo mundo se corrompia o máximo para poder se dar bem."

 

Eu não disse que ele aparenta uma redenção por completo. De fato, dá mais a entender que ele fez aquilo em favor da própria imagem.

No caso do Lau, há indícios de uma redenção de fato. E para o espectador isso torna o filme uma experiência com uma profundidade maior. Ao mesmo tempo que você vê o Lau humano e o Lau desumano. Quem assiste ao filme fica numa dissonância cognitiva justamente pelo fato de o Lau ter toda essa dualidade presente em seus atos. É uma experiência mais angustiante e conflitiva. Enquanto que o no caso de OI é algo mais linear, posto que os personagens são justamente unidimensionais.


"Concordo com vc sobre o final do original, mas, ele é incompatível com o tom que Scorsese deu para a refilmagem. "

 

Não vou nem discutir o argumento de o final ser incompatível ou não. Levantei apenas a questão de ele ter obtido um resultado oposto ao que desejou. Quando queria chocar, muita gente achou graça. Falha grosseira a meu ver - e que um filme tão bajulado nunca poderia ter tido.

 

Você gostou do final do original? Concorda comigo? Como? Você mesmo não disse que Lau era desprovido de profundidade, monocórdico. E que o Leung é inexpressivo, com cara de bunda? Então me explique, como você pode concordar comigo acerca do final, se você tem justamente essas opiniões a respeito dos personagens que estão envolvidos neste mesmo final. Este é o ponto principal onde você demonstra uma contradição na sua argumentação em torno do filme e que eu gostaria que você explicasse.


"Acho que ficaria bem bizarro colocar o final do original, muito dramático (e se for considerar o contexto de CI, bem brega) para o remake."

 

O que é um 'final bem brega'? Onde pessoas usam roupas coloridas dos anos 80 e com Wando na trilha sonora? Nunca esperaria uma ofensa gratuita dessas para quem pede tantos argumentos para justificar uma posição. Explique melhor.


"Esse é muito mais violento, claro, porém todos os personagens são mto desenvolvidos na minha opinião, com seus arcos e dilemas, que eu já esclareci algumas vezes por aqui (nesse post inclusive)."

 

Em comparação com CI a quantidade de dilemas e conflitos é significativamente diminuta.


"E pra mim, Conflitos Internos ficou PIEGAS demais."

 

Isso não é argumento, não é fato. Explique.


"O Queenan (Sheen) não se importava com o Costigan (DiCaprio)?? E na cena em que o DiCaprio e o Wahlberg tretam e o Sheen diz que "como eu vou não te prender se te virem?".

 

Num filme de 2:30hs uma ou duas cenas é pouco para sensibilizar o espectador a cerca da profundidade dessa relação. Em CI, que deve ter 1:40h isso fica muito mais consolidado. Sendo assim, a morte de Wong é muito mais impactante e dramática.


"Na boa, essa cena no Conflitos Internos eu achei constrangedora, trilha brega, câmera lenta, flashback... vixe."

 

Você pode achar o que quiser da trilha e da edição, mas pela razão exposta anteriormente pouco importam esses detalhes. Se você assiste filmes se apegando aos detalhes técnicos e não na trama, então realmente não irá apreciar muito filmes. Tão pouco um filme oriental, posto que tem suas idiossincrasias que muitos ocidentais não conseguem compreender. Por isto a necessidade de tantos remakes.


"E vc citou um ponto da interpretação do Leung que pra mim ficou ridículo: a expressão facial conhecida como cara de bunda. Eu estava pouco me lixando pra ele quado ele morreu no original, pq eu só me lembro de algumas cenas boas, quando ele conversa com o superintendente, o resto ou é inexpressividade quando no ninho dos mafiosos, ou cara de cu quando está sozinho."

 

Argumento desprovido de fundamentação. Reparou como você, que exigiu tanta argumentação, está partindo para termos ofensivos? Se for pra continuar assim, é melhor pararmos a discussão por aqui.

Você se estava se lixando pra quando ele morreu no original? Poxa, parabéns, novamente você é a primeira pessoa no mundo a declarar isso.


"Discordo, acho que vc está levando o filme só por um lado, simplificando completamente a angústia do DiCaprio, a falta de caráter do Damon, que norteiam todo o drama psicológico do filme, que é calcado nos diálogos e não na violência."

 

Os personagens são simplificados (tomando CI como ponto de comparação). Não estou dizendo que isso é ruim, mas é um fato. DiCaprio está sim com os nervos à flor da pele, Damon é um estúpido. É isso e ponto. Sem a dualidade que permeia CI (mas que você não quer assumir ou não compreendeu, sempre utilizando adjetivos para diminuir o filme, nunca utilizando fatos, argumentos).

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outros argumentos comparando os filmes. Contém spoilers.

 

8) O humor irônico de CI foi trocado por um humor escrachado um tanto repetitivo que só prejudicou qualquer tensão que poderia ter sido construída no espectador. OI tentou fazer uma piada a cada cena - CI tinha piadas nos momentos certos. A cena do Eric Tsang com o Wong na delegacia é memorável pela ironia de ambas as partes. Tsang dizendo que não apertaria as mãos de um defunto e Wong dizendo que Tsang - que estava se achando o máximo ao fazer aquele banquete - nunca tinha pago um jantar tão caro (fazendo referência a perda de todo o carregamento de drogas na cena anterior).

 

9) DiCaprio é admitido para ser um infiltrado imediatamente depois de um corte na cena anterior onde ele ficou sendo desmoralizado uns 5 minutos pelo Wahlberg e o Sheen. Não houve uma transição que demonstrasse que inclinação fez com que os superiores tivessem aceito o DiCaprio que passou a cena anterior totalmente acuado sem expressar nenhuma motivação clara que o fizesse se engajar de fato naquilo que foi proposto pelos seus superiores. Ele teria todo indício para ser um fracassado (ou até mesmo aceitar a tarefa para jogar no outro time) numa operação que parecia ser a mais importante na história daquele departamento de polícia. Numa tarefa tão cabal dificilmente policiais com tanto expertise aceitariam alguém de qualidade duvidosa. Talvez eles tenham incubido o DiCaprio na tarefa justamente pelo histórico familiar dele (o que poderia ser um facilitador) mas ele não demonstrou nenhuma característica pessoal que justificasse a escolha. Parecia frágil, sem determinação, amendrotado...

 

10) A história do Nicholson ser informante do FBI pareceu uma opção um tanto quanto sem consistência.

 

11) o triângulo amoroso é completamente inverossímel. Mais uma opção exagerada do filme.

 

12) o código morse era uma opção muito mais interessante que o SMS (e a revelação do uso do código morse, ótima)...

 

Claro que há público para ambos os filmes e uns acharão um melhor que o outro. Enquanto que OI enfatiza a violência, CI enfatiza as emoções. Nesse sentido OI me remete a violência coreografada criada por John Woo (mais uma referência chinesa para variar), só que logicamente em uma escala Scorsseseana, o que obviamente é algo que impressiona e tem seu mérito.

 

Só que, independente de qualquer comparação com CI, OI está longe de ser esta obra-prima que dizem, principalmente se levarmos as opções inverossímeis e inconsistentes citadas e o final ruim (que em vez de chocar fez muita gente rir - era algo sério ou uma piada?).

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Fato ou Opnião?

E tempo:Acho O Aviador sensacional.


Seja sincero' date=' do fundo do seu coração: preciso responder?

Acha O Aviador sensacional e não acha que a composição do personagem é madura? Pra mim, Di Caprio faz um excelente Howard Hughes.
[/quote']

Exato,para você.

O personagem em sí é maduro,mas DiCaprio não o foi ao interpretar o personagem.....

 

 

Porque ? Não vi nada de errado na atuação dele 09...

 

A propósito, fui ver Os Infiltrados, achei um dos melhores filmes do ano. Elenco foda e a direção nem preciso comentar nada, já quero até rever. icon_mrgreen

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Vixe quanta polêmica!

Assiti Os Infiltrados três vezes, se gostei....0616

Spoiler

 

Alguém entendeu aquele lance da fotografia? Numa cena o quadro estava no apê do Colin, em outra bem posterior, Costigan deu uma boa olhada e até colocou numa posição de destaque, o contrário do Colin que a queria enfiada num porão.03
ADLIZ2006-11-17 21:20:27

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mitzplik, só essa cena citada por vc no item 8 já coloca todas as cenas de "ação" de Os Infiltrados no chinelo...a tensão de um saber q o informante do outro está na mesma sala é demaaais.

 

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Com Spoilers

 

"Na boa' date=' essa cena no Conflitos Internos eu achei constrangedora, trilha brega, câmera lenta, flashback... vixe."

 

Você pode achar o que quiser da trilha e da edição, mas pela razão exposta anteriormente pouco importam esses detalhes. Se você assiste filmes se apegando aos detalhes técnicos e não na trama, então realmente não irá apreciar muito filmes. Tão pouco um filme oriental, posto que tem suas idiossincrasias que muitos ocidentais não conseguem compreender. Por isto a necessidade de tantos remakes.
[/quote']

 

Sem ofensas, mas é uma gafe dizer que 'meros detalhes técnicos' como trilha, edição ou câmera têm menos relevância que a trama. A trama de Conflitos Internos é muito boa SIM. Só que o que importa também é FORMA como se conta isso. Por exemplo: Kill Bill tem uma trama (ou um fiapo de) absurda e extremamente simples, nem por isso o filme deixa de ser genial, pq a forma como Tarantino contou foi maravilhosa. Conflitos Internos tem uma trama muito boa, mas que falha em aspectos básicos tais como direção, atuações, edição, trilha; o que torna o filme insuportável. A única coisa que se salva é o roteiro, mas é difícil dizer que se salva, já que as idiossincrasias orientais foram demolidos pelo amadorismo da produção.

 

Não sou contra qualidade técnica. Pelo contrário, sou bastante a favor dela. Uma edição pode tornar um filme insuportável. Ray e Conflitos Internos pra mim foram dois filmes insuportáveis, por causa dos excessivos cortes, e do editor, que provavelmente entrou na sala errada e pensou estar montando o trailer.

 

Além do mais: câmera lenta é só um mero detalhe? Câmera lenta mal utilizada pra mim é um dos erros imperdoáveis que um cineasta pode causar. Erros que a dupla de diretores de Conflitos Internos cometeu. A trilha também pode contribuir para tornar o filme bem chato, e a trilha de Conflitos Internos tem seus bons momentos (os créditos de abertura, uma parte dos temas), mas a trilha sonora mesmo, aquela que fica no fundo, é horrível na minha opinião.

 

"Matt Damon faz um Colin Sullivan que seria prato cheio pra Freud: é brocha' date=' adora demonstrar poder mas enfraquece perto do seu pai, ambicioso e totalmente sem-vergonha, muito bem mascarado. É um mau-caráter de primeira categoria, dissimulado e fraco quando vai lidar com coisas mais poderosas (como a cena no cinema pornô). Não vi profundidade alguma no personagem de Lau, pq a interpretação dele era quase monocórdica, e o tempo dele em cena era curtíssimo."

 

É um mau-caráter e ponto. Unidensional, linear. Nenhum problema quanto a isso, ok? É só a contestação de um fato.

 

Interpretação de Lau monocórdica? Sem profundidade? Respeito sua opinião. Mas é a única pessoa no mundo que vi dizer isso até agora.

Lau é um personagem mais humano, repleto de ambivalências. Do início ao fim do filme. E isto torna o filme mais impactante. Pois o espectador tende a empatizar inclusive com o Lau e, em certo ponto, inclusive torcer por ele ainda que tenha feito tantas besteiras em sua vida.[/quote']

 

Não é unidimensional! Ele tem os seus motivos para tudo: tem um complexo de inferioridade e uma necessidade muito grande de parecer importante; foi muito mimado pelos poderes que o Costello proporcionou pra ele desde criança. No fundo, é um frustrado. É um pouco vingativo também, além de se apegar ao poder com muita facilidade. Ele tem muitas características, norteadas por sentimentos parecidos, mas mesmo assim, muito rico, e uma das melhores interpretações do ano corrente. Mas até entendo seu ponto de vista. Discordamos por aqui.

 

Eu acho que peguei pesado com o Andy Lau e o Tony Leung mesmo. A questão é que eu não consegui ver muitas variações na expressão facial, tom de voz, sentir mesmo, fazer com que eu me importe por eles. Mas o erro mor é do montador, que não me deixou olhar para os personagens por mais de 2 segundos. Plano-seqüência, tomadas longas devem ser um palavrão pra ele.

 

Eximo os atores de culpa, mas que a interpretação deles me soou fraca, soou. Não vi muita variação, humanidade, instabilidade, nas questões humanas dele (aqui onde vc provavelmente deve discordar totalmente).

 

"E vc citou um ponto da interpretação do Leung que pra mim ficou ridículo: a expressão facial conhecida como cara de bunda. Eu estava pouco me lixando pra ele quado ele morreu no original' date=' pq eu só me lembro de algumas cenas boas, quando ele conversa com o superintendente, o resto ou é inexpressividade quando no ninho dos mafiosos, ou cara de cu quando está sozinho."

 

Argumento desprovido de fundamentação. Reparou como você, que exigiu tanta argumentação, está partindo para termos ofensivos? Se for pra continuar assim, é melhor pararmos a discussão por aqui.

Você se estava se lixando pra quando ele morreu no original? Poxa, parabéns, novamente você é a primeira pessoa no mundo a declarar isso.
[/quote']

 

Perdão, peguei pesado. Mas é que eu tenho sério problema com alguns atores que fazem expressões que parecem de gente que está fazendo cocô, pra expressar drama (dentre os 'Ocidentais', Sean Penn é um desses atores). Espero que não soe como ofensa, mas foi só uma maneira de eu dizer que soou artificial pra mim. 0301

 

"Concordo com vc sobre o final do original' date=' mas, ele é incompatível com o tom que Scorsese deu para a refilmagem. "

 

Não vou nem discutir o argumento de o final ser incompatível ou não. Levantei apenas a questão de ele ter obtido um resultado oposto ao que desejou. Quando queria chocar, muita gente achou graça. Falha grosseira a meu ver - e que um filme tão bajulado nunca poderia ter tido.

 

Você gostou do final do original? Concorda comigo? Como? Você mesmo não disse que Lau era desprovido de profundidade, monocórdico. E que o Leung é inexpressivo, com cara de bunda? Então me explique, como você pode concordar comigo acerca do final, se você tem justamente essas opiniões a respeito dos personagens que estão envolvidos neste mesmo final. Este é o ponto principal onde você demonstra uma contradição na sua argumentação em torno do filme e que eu gostaria que você explicasse.
[/quote']

 

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Não há contradição nenhuma aí. Em questões de HISTÓRIA eu gostei do final do original. Em questões do FILME eu achei que ficou ruim (tanto que eu até citei o contexto), pq não adianta ele me entregar um final bom se o resto do filme foi de uma artificialidade substancial.

 

"Acho que ficaria bem bizarro colocar o final do original' date=' muito dramático (e se for considerar o contexto de CI, bem brega) para o remake."

 

O que é um 'final bem brega'? Onde pessoas usam roupas coloridas dos anos 80 e com Wando na trilha sonora? Nunca esperaria uma ofensa gratuita dessas para quem pede tantos argumentos para justificar uma posição. Explique melhor.
[/quote']

 

Pô, eu falo que achei o negócio brega, e vc fala que eu te ofendi... onde?

Não é questão de roupas coloridas. Conflitos Internos, o FILME (não a história), foi pra mim, absolutamente artificial, devido ao amadorismo técnico, e o desempenho fraco dos atores. E tentar forçar um drama, num filme que de resto era todo artificial, pra mim é brega. Dramatizar uma coisa nada dramática.

 

"E pra mim' date=' Conflitos Internos ficou PIEGAS demais."

 

Isso não é argumento, não é fato. Explique.[/quote']

 

Ver o que eu disse acima. Colocar câmera lenta, flashbacks dele com o Superintendente, trilha melosa (pra mim), em uma produção artificial de tão amadora é piegas pra mim.

 

"Redenção? Tem certeza? Pra mim' date=' o ato dele representou apenas uma necessidade de manter a própria imagem na polícia, era o mínimo que um outro policial faria. Ele era um bundão, que ainda não tinha decidido se ia ou não tocar o barco do Costello. O único ato dele notável foi o assassinato do Costello, mas que se deu por um motivo bem besta: ele finalmente descobriu que o mundo não era em preto-e-branco como ele pensava, o FBI atrapalhava a polícia de Boston, e no fundo todo mundo se corrompia o máximo para poder se dar bem."

 

Eu não disse que ele aparenta uma redenção por completo. De fato, dá mais a entender que ele fez aquilo em favor da própria imagem.

No caso do Lau, há indícios de uma redenção de fato. E para o espectador isso torna o filme uma experiência com uma profundidade maior. Ao mesmo tempo que você vê o Lau humano e o Lau desumano. Quem assiste ao filme fica numa dissonância cognitiva justamente pelo fato de o Lau ter toda essa dualidade presente em seus atos. É uma experiência mais angustiante e conflitiva. Enquanto que o no caso de OI é algo mais linear, posto que os personagens são justamente unidimensionais.
[/quote']

 

Explique porque eles são unidimensionais. Já apontei muitas características dos personagens que anulam essa tese. Muita gente pensa que o filme é maniqueísta, quando ele é muito mais pessimista em relação à polícia, onde as intenções dos policias ao entrarem na Força estão mais implícitas do que se pode imaginar. Vou bater de novo nessa tecla (perdão pelo trocadilho páblico): a maioria dos policiais tem uma boa índole, mas querendo mesmo é criar uma imagem. E dentre os mafiosos, a maioria faz de tudo pra se dar bem, mas também estão na selva pela sobrevivência. Como disse o Costello: quando tem uma arma apontada para vc, qual é a diferença (entre policiais e criminosos)? Eles tem o código de ética, mas ele também funciona como um quase disfarce, apenas por existir. Existe em teoria, o que pode afagar os ânimos, mas na prática... não vou me extender mais no personagem de Damon, mas não consigo enxergar uma maneira de vê-lo como unidimensional.

 

"Esse é muito mais violento' date=' claro, porém todos os personagens são mto desenvolvidos na minha opinião, com seus arcos e dilemas, que eu já esclareci algumas vezes por aqui (nesse post inclusive)."

 

Em comparação com CI a quantidade de dilemas e conflitos é significativamente diminuta.[/quote']

 

Discordo. Pra mim, os dilemas e conflitos de CI é praticamente nulo, pois o filme falha em questões primárias que fazem com que ele não me transmitisse nada. Complementações abaixo.

 

"O Queenan (Sheen) não se importava com o Costigan (DiCaprio)?? E na cena em que o DiCaprio e o Wahlberg tretam e o Sheen diz que "como eu vou não te prender se te virem?".

 

Num filme de 2:30hs uma ou duas cenas é pouco para sensibilizar o espectador a cerca da profundidade dessa relação. Em CI' date=' que deve ter 1:40h isso fica muito mais consolidado. Sendo assim, a morte de Wong é muito mais impactante e dramática.[/quote']

 

Então, na minha opinião, vc perdeu um dos melhores trabalhos de elenco dos últimos tempos, pq pra mim, DiCaprio, Damon, Nicholson, Wahlberg, Sheen e Winstone, em meio à tanta testosterona fazem trabalhos com as emoções à flor da pele.

 

"Discordo' date=' acho que vc está levando o filme só por um lado, simplificando completamente a angústia do DiCaprio, a falta de caráter do Damon, que norteiam todo o drama psicológico do filme, que é calcado nos diálogos e não na violência."

 

Os personagens são simplificados (tomando CI como ponto de comparação). Não estou dizendo que isso é ruim, mas é um fato. DiCaprio está sim com os nervos à flor da pele, Damon é um estúpido. É isso e ponto. Sem a dualidade que permeia CI (mas que você não quer assumir ou não compreendeu, sempre utilizando adjetivos para diminuir o filme, nunca utilizando fatos, argumentos).
[/quote']

 

Não, não é fato. É opinião. Pra mim, Conflitos Internos é que é uma simplificação de Os Infiltrados. Pelo desempenho dos atores principais, e por toda a estrutura dramática dos personagens impede que o filme seja uma simplificação do original:

 

- Billy Costigan (DiCaprio): teve uma infância difícil; viveu com o pai, um irlandês conhecido como loser de primeira categoria pelo irmão Jackie e pelos mafiosos, por trabalhar carregando malas no aeroporto quando podia ganhar muito mais ilicitamente. Alternava uma temporada na casa do pai e na casa da mãe, separados. Tinha uma vida dupla, quando pequeno tinha que se fingir de cidadão de Massachussets do norte, ou mudar o sotaque e ir em cheio às tradições do pai no sul. Resolve entrar na polícia, para não seguir o caminho criminoso do tio Jackie, ou o caminho frustrado do pai. Quando ele está para ser aprovado, é humilhado pelo Dignam, que o julga pela família. Ele chega a dizer que era a família dele, e não ele; e então, Queenan e Dignam decidem, devido à vida dupla que levava quando ele era criança, que ele se infiltraria na máfia irlandesa. É obrigado a cometer crimes, para poder se passar por bandido e esconder que esteve na Academia policial. Quando ele conhece Costello, ele logo aprende as conseqüências violentas disso. Fica nervoso por não saber lidar com isso, embora tenha uma certa familiarização com isso. Desenvolve uma certa azia por si mesmo, seguido pela constante paranóia de ser descoberto; o que lhe dá o diagnóstico de um viciado em remédios. E quando está infiltrado é um gângster eficiente, o Costello o trata muito bem, depois de um tempo, tanto que ele passa a ser o homem mais confiável do bando depois do Mr. French. Tanto que ele pede para a psicóloga receitar remédios, para que ele não perca a cabeça, e vire um soldado de Costello mesmo. Isso chega até a ser sugerido pelo Dignam, ironicamente, em um momento, para apagar a ficha dele, e virar um soldado do Costello. Sofre pressão profissional: os chefes dele são Dignam (Wahlberg) e Queenan (Sheen). O primeiro não confia em ninguém que não o Queenan, e oferece um dos piores apoios morais possíveis. Já o Queenan é calmo, o único personagem do filme que não está prestes a entrar em erupção. A composição de Sheen dá um ar de dignidade, e muito paternal. A morte dele é um dos momentos mais tensos da refilmagem, pq agora, Costigan vai ter que enfrentar tudo sozinho, sem nenhum ombro de apoio. Tudo isso estava presente o filme todo. Se isso não é um drama psicológico, então eu não sei o que é um...

 

- Colin Sullivan (Matt Damon): em questões de família, era muito mais afortunado que Costigan. Costello o acolheu desde pequeno, e passou a ajudá-lo em troca de alguns trocados. Porém, ele tem na sua cabeça uma imagem muito forte do Costello, um ideal, e sente a constante necessidade dese provar, de se mostrar importante, de se fazer ver. Tem ambições como as de qualquer ser humano, quer subir na vida, quer impressionar o pai. Só que, no fundo, tem uma visão negativa muito de si mesmo (mal conhecido e absurdamente comum, conhecido como complexo de inferioridade). É um frustrado sexual. Tenta aproveitar o seu relacionamento com a Madolyn, quer ser feliz, mas não consegue. Só que ele então, coloca a ambição acima de tudo, porque pelo menos em alguma coisa ele tinha que se dar bem. Não tem escrúpulos de ser um infiltrado na polícia, é dominador a medida que o concedem privilégios, mente. E a cena no cinema pornô é emblemática: "Frank, vc tem que ser discreto, e me deixar fazer as coisas do meu jeito. Eu encontro o rato pra vc", em tom de súplica, pq em alguma coisa ele tinha que se destacar. Caricato? Existem vários pontos de vista de se enxergar ele, o mau-caráter dissimulado (que vc reconhece), o frustrado que quer aparecer, a criança mimada, entre vários outros estigmas que se pode dar. A existência de vários pra mim é satisfatório na composição do personagem e em todo o seu drama conforme o filme.

 

8) O humor irônico de CI foi trocado por um humor escrachado um tanto repetitivo que só prejudicou qualquer tensão que poderia ter sido construída no espectador. OI tentou fazer uma piada a cada cena - CI tinha piadas nos momentos certos. A cena do Eric Tsang com o Wong na delegacia é memorável pela ironia de ambas as partes. Tsang dizendo que não apertaria as mãos de um defunto e Wong dizendo que Tsang - que estava se achando o máximo ao fazer aquele banquete - nunca tinha pago um jantar tão caro (fazendo referência a perda de todo o carregamento de drogas na cena anterior).

 

Vou dizer de novo: a atmosfera dos dois filmes são muito diferentes. O universo criado por Scorsese em Boston é quase que paralelo ao nosso' date=' regado à muita testosterona, muito tenso, mas muito bem-humorado. Não vi problema no humor escrachado, e acho que ele não foi incompatível com a tensão criada. Foi muito eficiente da parte do Scorsese conseguir dosar todo o bom humor com a tensão, que não atrapalhou a minha sessão. Pra mim, o filme sabe quando rir; achei o filme bem-humorado, mas parece que vc acha que ele tem piadas a todo minuto, o que não pareceu pra mim.

 

9) DiCaprio é admitido para ser um infiltrado imediatamente depois de um corte na cena anterior onde ele ficou sendo desmoralizado uns 5 minutos pelo Wahlberg e o Sheen. Não houve uma transição que demonstrasse que inclinação fez com que os superiores tivessem aceito o DiCaprio que passou a cena anterior totalmente acuado sem expressar nenhuma motivação clara que o fizesse se engajar de fato naquilo que foi proposto pelos seus superiores. Ele teria todo indício para ser um fracassado (ou até mesmo aceitar a tarefa para jogar no outro time) numa operação que parecia ser a mais importante na história daquele departamento de polícia. Numa tarefa tão cabal dificilmente policiais com tanto expertise aceitariam alguém de qualidade duvidosa. Talvez eles tenham incubido o DiCaprio na tarefa justamente pelo histórico familiar dele (o que poderia ser um facilitador) mas ele não demonstrou nenhuma característica pessoal que justificasse a escolha. Parecia frágil, sem determinação, amendrotado...

 

Eu interpreto dessa fora: era tudo estratégia.

 

Dignam resolveu usar de uma chantagem. Pensando como ele: Costigan foi manipulado para se infiltrar de maneira muito boa. Depois da desmoralização, ele se sentiu 'em débito' com a Força, por causa da família; como ele tinha feito toda a Academia para poder entrar, usar da condição de "vc só vai ser policial se vc for infiltrado" é um pulo.

 

Costigan foi escolhido porque ele era considerado bom em dissimulação (e no final, se mostrou muito mais dissimulado que o Damon, o Costello preferiu confiar o CD a ele do que ao Sullivan), pq ele fez aquilo a infância inteira.

 

Não há incoerência aí, pra mim.

 

10) A história do Nicholson ser informante do FBI pareceu uma opção um tanto quanto sem consistência.

 

Desenvolva. É sem consistência um criminoso poderosíssimo' date=' se obcecar pela proteção a ponto de delatar bandidos menores e fracos, para receber regalias do FBI? Porque vc acha que o caso do Costello não tinha sido solucionado ainda, ou pelo menos, ter uma força-tarefa com mais poderes?

 

11) o triângulo amoroso é completamente inverossímel. Mais uma opção exagerada do filme.

 

Desenvolva - O Retorno. Porque inverossímel? Querendo ou não Sullivan e Costigan eram colegas de trabalho, e Madolyn era psicóloga do Costigan, e trabalhava um andar abaixo do Sullivan. Era próxima dos dois. Além disso, acentua uma parte frágil da personalidade do Sullivan.

 

12) o código morse era uma opção muito mais interessante que o SMS (e a revelação do uso do código morse' date=' ótima)...
[/quote']

 

Tempestade em copo d'água. Fato completamente supérfluo, pra mim.

 

Só que' date=' independente de qualquer comparação com CI, OI está longe de ser esta obra-prima que dizem, principalmente se levarmos as opções inverossímeis e inconsistentes citadas e o final ruim (que em vez de chocar fez muita gente rir - era algo sério ou uma piada?).
[/quote']

 

Vc deve estar reclamando da morte do Sullivan pelo Dignam? Dignam tinha motivos de sobra pra matar o Sullivan - responsabilidade na morte do Queenan, incompatibilidade com a personalidade (vide os constantes aborrecimentos no ofício), inveja por ele conseguir promoções tão rápido, alpem do próprio ter uma personalidade explosiva. É surpreendente. Me fez rir sim. Qual o problema? Não vejo problema em colocar bom humor no filme.

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Vou ser xingada, mas enfim... Eu não gostei muito não.

 

 

 

<Spoiler>

 

Quando eu achava que o final ia ser sensacional, cheio de boas sacadas e coisas que me fariam ficar de boca aberta, simplesmente todo mundo mata todo mundo.

 

</Spoiler>

 

 

 

2 coisas:

 

- Alguém viu o que era o desenho que o Costello entregou para os padres?

 

- "Ask me why I didn't tell." Alguém sabe?

 

 

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