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Forum Cinema em Cena

Liberdade


King Edward
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Não quero dizer que a VEJA seja a revista imparcial. Já li muitas "opiniões" da revista que não concordei. Quero dizer que ela não é manipuladora. Ainda mais da massa. Muito menos falsa.

 

 

 

E sim' date=' o senso crítico é muito necessário. Principalmente pra essas coisas que se vê na internet, como wiki, blog do zezé e afins.[/quote']

 

 

 

Veja não é manipuladora?? Essa é boa.

 

 

 

Faça como o Plutão disse e assista "Além do Cidadão Kane" e você vera que a Veja é como a Rede Globo como a maioria de revistinha e jornalzinho que o povo lê, são todas empresas manipuladoras da massa.

 

 

 

"Para alcançar conhecimento, adicione coisas todo dia. Para alcançar sabedoria, elimine coisas todo dia." (Lao Tsé)EdTheTrooper2007-10-08 21:27:44

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Não somos livres.

Nossa liberdade é relativa. Não podemos entrar em países sem autorização, o que é um sintoma da falta de fraterniadade humana, mas é necessário no mundo de hoje, embora eu quisesse ver um mundos em fronteiras.

 

Também temos uma liberdade relativa imposta pela natureza. 06A lei da gravidade no impede de locomover livremente por qualquer lugar...

 

 

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Finalmente alguém resolveu entrar no assunto proposto!!!! 10.gif

 

 

 

Não somos livres.Nossa liberdade é relativa. Não podemos entrar em países sem autorização' date=' o que é um sintoma da falta de fraterniadade humana, mas é necessário no mundo de hoje, embora eu quisesse ver um mundos em fronteiras.Também temos uma liberdade relativa imposta pela natureza. A lei da gravidade no impede de locomover livremente por qualquer lugar...

 

[/quote']

 

 

 

sim, nossa liberdade é relativa. mas isso não quer dizer que não sejamos livres. Somos livres para determinado assunto e para outros não. temos liberdade para violar leis civis, porém elas trarão consequências negativas.Anakin2007-10-08 22:33:21

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 Não somos livres, não.

  A liberdade tal como a conhecemos é ilusória.

 

 Desde que nascemos já começa o cerco, vem o berç oe suas grades limitando o seu espaço (a desculpa é a proteção).

 

 Daí já começa a te enquadrar nos "nãos",  não pode isso, não pode aquilo... aff!

 

 Então tu se conforma, se acostuma até que não faça mais diferença e tu vive uma liberdade que lhe foi imposta, ensinada pq desconhece outra.

 

 
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Boa noite. Amigos e Amigas!

Vou lhes dizer uma coisa' date=' é frase de pára-choque de caminhão, mas vale a pena:

Vc é livre desde que, não tire a liberdade do outro e como vc não é uma ilha...

T+!
[/quote']

 

 É isso.

 Viver em comunidade faz as leis necessárias.

 Daí, cada cultura, escolhe a liberdade que quer ter.

 

 Sei lá, acho que a liberdade que realmente nos interessa, nós a temos. 

 Todos os dias tu escolhe como quer viver seu dia. Tu pode até escolher não viver.

 
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1 - não' date=' eu não te insulto. você me insulta mais pessoalmente, enquanto eu me contenho para não fazer o mesmo.

2 - a wiki não é 100% confiável, só isso. é preciso ter senso crítico também. saber filtrar algumas informações da internet. principalmente num site onde qualquer um escreve o que quer. ou seja, os internautas tem liberdade para editar. e por causa dessa liberdade há um conteúdo inseguro. nesse caso, a liberdade não é uma coisa positiva.

3 - você disse que se informa através de outros meios de comunicação. isso é inteligente. mas colocar a VEJA como uma revista de quinta categoria, sendo que ela é tão respeitada e premiada internacionalmente é cegueira diante de fatos.

4 - a mídia pode alterar fatos? sim, quando a ela interessa. no caso da reportagem do che, várias cartas foram mandadas mandando o pessoal ### (acho que o aquiles era um deles). a Veja publicou apenas cinco cartas na edição seguinte, em que a reportagem era elogiada. sim, a mídia está sendo parcial aí. como falei, é impossível ser imparcial. você não consegue contar algo que aconteceu sem dar ênfase aquilo que você quer. você também tem essa liberdade, e as revistas também tem. no caso de uma revista famosa e séria, pegaria muito mal para a imagem dela colocar uma informação totalmente falsa. por isso não interessaria colocar esse tipo de coisa.[/quote']

 

1-Posso ser insultado, mas não me incomodo.03 Diferente de você, que além de se incomodar não argumenta decentemente com lógica não tendo coerência ao postar. Veja a sua incoerência abaixo:

<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

2-Claro que a Wiki não é 100% confiável nunca disse o oposto. Mas isto não anula a confiabilidade da Veja. Anula? Outro ponto é se qualquer Zé mane pode editar a Wiki com qualquer besteira, por que você não experimenta?  Duvido que sua edição venha ficar muito tempo no ar se não tiver coerência ou fonte confiável. Ela é constantemente usada e revista por várias pessoas que fazem manutenção no site. Eu já alterei e não permaneceu nem um dia.

 

3-Sou cego? Uiu! Fui ofendido.  Na verdade fui duplamente ofendido. Ao dizer que a wiki não é 100% confiável e com toda a razão, pois seu sistema de edição é sujeito a erros por isto é bom já está ciente do que já sabe ao recorrer. Mas o engraçado aqui, que sua critica de fidelidade e de fontes confiáveis não recaem sobre a revista Veja com mesma intensidade. A revista enfia goela a baixo artigos de determinados presidentes como homens íntegros, sendo que na sua administração não costa esta integridade governamental. Lembra do Collor? Grande categoria que ela tem ao distorcer a opinião pública. E olha que nem mencionei que ela fez isto por interesses próprios, para poder assim receber benefícios por de traz da eleição do Collor.

 

4-Tá bom cara! Se não é possível ser imparcial é melhor nos rendemos a conversa fiada de determinadas mídias. Mas eu prefiro ir mais longe nesta sua visão “lúcida”, se mundo é injusto e sem liberdade devemos deixar-lo ser injusto e escravizado. Se o Brasil é corrupto devemos ser corruptos, ou deixar de lado fingir que isto não nos atrapalha. Em fim, esta idéia que mídia nenhuma é imparcial é pra lá de cômoda é até uma forma de ser inativo ou até cúmplice da situação. Isto até me lembra da Alemanha Nazista que deixou se sucumbir às propagandas de um regime totalitário.

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Não somos livres.
Nossa liberdade é relativa. Não podemos entrar em países sem autorização' date=' o que é um sintoma da falta de fraterniadade humana, mas é necessário no mundo de hoje, embora eu quisesse ver um mundos em fronteiras.

Também temos uma liberdade relativa imposta pela natureza. 06A lei da gravidade no impede de locomover livremente por qualquer lugar...
[/quote']

 

Por que é necessário vivermos em fronteiras como gado?17

 

A lei da natureza é justa neste ponto de limitar indivíduos ao chão e não criando homens com capas vermelhas voando por ai. Para de ver superman. 03

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sim' date=' nossa liberdade é relativa. mas isso não quer dizer que não sejamos livres. Somos livres para determinado assunto e para outros não. temos liberdade para violar leis civis, porém elas trarão consequências negativas.[/quote']

 

Fala isto para o processo de libertação de determinadas colônias britânicas. 06

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2-Claro que a Wiki não é 100% confiável nunca disse o oposto. Mas isto não anula a confiabilidade da Veja. Anula? Outro ponto é se qualquer Zé mane pode editar a Wiki com qualquer besteira' date=' por que você não experimenta? Duvido que sua edição venha ficar muito tempo no ar se não tiver coerência ou fonte confiável. Ela é constantemente usada e revista por várias pessoas que fazem manutenção no site. Eu já alterei e não permaneceu nem um dia.

 

[/quote']

 

 

 

disso eu sei. se tem uma besteira muito grande lá, vem outro e reedita. Redita por outra besteira, porque não? Afinal, a enciclopédia é livre.

 

 

 

 

4-Tá bom cara! Se não é possível ser imparcial é melhor nos rendemos a conversa fiada de determinadas mídias. Mas eu prefiro ir mais longe nesta sua visão “lúcida”' date=' se mundo é injusto e sem liberdade devemos deixar-lo ser injusto e escravizado. Se o Brasil é corrupto devemos ser corruptos, ou deixar de lado fingir que isto não nos atrapalha. Em fim, esta idéia que mídia nenhuma é imparcial é pra lá de cômoda é até uma forma de ser inativo ou até cúmplice da situação. Isto até me lembra da Alemanha Nazista que deixou se sucumbir às propagandas de um regime totalitário.

 

[/quote']

 

 

 

Uma revista, um jornal ou qualquer fonte de informação é escrita por pessoas. pessoas que tem a liberdade de expressar seu ponto de vista. só que nós, leitores, não somos obrigados a concordar com o ponto de vista do escritor.

 

Há um tempo atrás a veja publicou sobre o fim do voto secreto. Devo desconsiderar isso? De jeito nenhum! Isso é uma importantíssima informação. Porém anexada á notícia vem a opinião do jornalista, que foi muito negativa a respeito do ocorrido. isso eu não preciso considerar. É a opinião dele, que pode ser diferente ou igual a minha.

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disso eu sei. se tem uma besteira muito grande lá' date=' vem outro e reedita. Redita por outra besteira, porque não? Afinal, a enciclopédia é livre.


Uma revista, um jornal ou qualquer fonte de informação é escrita por pessoas. pessoas que tem a liberdade de expressar seu ponto de vista. só que nós, leitores, não somos obrigados a concordar com o ponto de vista do escritor.
Há um tempo atrás a veja publicou sobre o fim do voto secreto. Devo desconsiderar isso? De jeito nenhum! Isso é uma importantíssima informação. Porém anexada á notícia vem a opinião do jornalista, que foi muito negativa a respeito do ocorrido. isso eu não preciso considerar. É a opinião dele, que pode ser diferente ou igual a minha.[/quote']

 

1-Seria melhor a Wiki está no comando de um idiota só do que de todos não é mesmo. É este o seu raciocínio?

<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

2-Aproveitando: Você considera que este assunto foge da proposta? De maneira nenhuma. A pauta da liberdade de mídia não é excludente no debate aqui. Uma vez que a liberdade da mídia majoritária não tem limites em maquiar artigos e manipular, chegando ao ponto de ferir a liberdade alheia. A mídia desta revista é tão monopolista e igual à mídia televisiva da rede globo.

 

3-A liberdade de um editor chefe como JJJ pode ter, em manipular a opinião pública ao seu favor. Mas em compensação não espere credibilidade de seu público ao longo do tempo. Está mesma liberdade de um editor expor o que quer da maneira que o favorece, cabe a mim também de rejeitar merdas tendenciosas. No entanto, calunia e difamação não se aplica da mesma maneira para a mídia e para o cidadão comum ou aplica? Roberto Marinho censurou “Além do cidadão Kane” na justiça, proibindo todos os meios de vincular este documentário aqui no Brasil. Com que moral a Rede Globo pode posteriormente criticar a censura uma vez que colabora para a mesma?

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1-Seria melhor a Wiki está no comando de um idiota só do que de todos não é mesmo. É este o seu raciocínio?

 

 

 

seria melhor se a enciclopédia fosse comandada e editada por um grupo pessoas que tem pleno conhecimento do assunto. Intelectuais de verdade' date=' e não um bando de internautas vadios que pensam que sabem. Como pra você qualquer intelectual de verdade é idiota, então sim.

 

 

 

 

3-A liberdade de um editor chefe como JJJ pode ter, em manipular a opinião pública ao seu favor. Mas em compensação não espere credibilidade de seu público ao longo do tempo.

 

 

 

Exatamente por isso que o editor chefe não manipularia informações. Porque ele perderia a credibilidade de seu público. por isso seria muita tolice de uma revista conceituada como a VEJA manipular fatos.

 

 

 

Já sobre manipular opinião pública, o editor só coloca a sua opinião. Se um bando de tolos vão concordar com eles "só porque leram", sem ter um senso crítico nem opinião própria, isso não é problema do editor.Anakin2007-10-09 21:07:20

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Ainda sim a revista Veja manipula os fatos. Ela manipula tanto que você ainda a defende apesar de ter mais erros do que Lúcifer.<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

E com este argumento que inocenta a malícia do editor, ele pode publicar o que bem entender sem ser responsabilizado pela repercussão da sua falsa notícia. Não é mesmo? Eita visãosinha parcial e sem vergonha está sua. Por acaso você trabalha como editor da Veja?

 

Então se for assim, não é problema do corrupto roubar e sim do povo que o colocou lá. Dalhe Anakin!10

 

Vamos continuar: Então não é problema do estuprador e sim da vítima, que se vestiu de forma atraente para ser cobiçada por maníacos. Dalhe Anakin! 06

 

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Ainda sim a revista Veja manipula os fatos. Ela manipula tanto que você ainda a defende apesar de ter mais erros do que Lúcifer.

 

 

 

 

Fato ou opinião? Vamos ver se a Veja manipula fatos, ou você está disposto a continuar nesse seu prejulgamento absurdo?

 

 

 

veja_abril.jpg

 

 

 

capa380.jpg

 

 

 

0207_capaveja.jpg

 

 

 

É claro que tem muitas outras capas que denunciaram corruptos e ajudaram na investigação. mas pra você isso não importa, não é mesmo? você prefere ficar nessa sua teoria de que tudo que é grande conspira contra você e a sociedade. A VEJA foi a corajosa denunciadora de todos os esquemas políticos. É claro que apareceu muita gente poderosa mandando eles calarem a boca. eu faria isso se uma revista internacionalmente famosa colocasse meu nome na capa falando verdades sobre mim. mas a VEJA não se calou, e continuou denunciando, continuou falando o que tinha que ser falado. Mas pra você isso não interessa, não é mesmo? Dalhe, ignorância!

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Fato ou opinião? Vamos ver se a Veja manipula fatos' date=' ou você está disposto a continuar nesse seu prejulgamento absurdo?
[/quote']

 

Fato! 06

 

180px-Collor_de_Mello_Cacador_de_Marajas.jpg

 

 

 http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/iq051220015.htm

LEITURAS DE VEJA
A dama da sucessão e o astro da largada

Alexander Goulart (*)

O título deste artigo é a junção de dois outros títulos editados pela revista Veja em anos diferentes. O primeiro refere-se à edição de 14 de novembro de 2001, cuja capa foi dedicada ao "Fenômeno Roseana – os bastidores da campanha que levou a governadora do Maranhão ao segundo lugar nas pesquisas"; já o segundo é da edição de 17 de maio de 1989, cuja capa trazia as seguintes indagações: "Collor, quem é, o que quer e por que está agitando a sucessão".

As aberturas das matérias de capa também são muito parecidas. A edição sobre Roseana diz: "A dama da sucessão – Filha de ex-presidente, com saúde frágil e um governo bem avaliado, Roseana Sarney vira a estrela da corrida para o Planalto ao assumir o segundo lugar nas pesquisas eleitorais." A edição sobre Collor diz: "O astro da largada – com a popularidade de caçador de marajás e o prestígio de inimigo do presidente Sarney, Fernando Collor dispara nas pesquisas de opinião." Se quisermos voltar um pouco mais no tempo, existe uma outra edição (23/5/88) de Veja trazendo Collor na capa: "Collor de Mello, o caçador de marajás." O olho da matéria exaltava: "No seu papel de caçador de marajás, o alagoano Fernando Collor de Mello torna-se um dos governadores mais populares do país."

Não se quer aqui fazer comparações entre Collor e Roseana, mas identificar o que há de comum na construção da imagem política. Vejamos alguns trechos das matérias de Veja que ilustram muito bem a semelhança entre os dois fenômenos:

(Veja, 23/3/88) "...Fernando Collor de Mello, 38 anos, sem assinar uma única grande obra em seu estado, conquistou a simpatia dos alagoanos e popularidade no Brasil inteiro num fenômeno tão curioso quanto inesperado. À frente do segundo menor estado brasileiro, Fernando Collor figura hoje entre os governadores mais festejados do país..."

(Veja, 14/11/01) "Ela tinha tudo para não emplacar no time das estrelas nacionais. É filha de uma oligarquia que há mais de três décadas manda num dos estados mais atrasados e pobres do Brasil... sua carreira política começou há apenas onze anos, quando já beirava os 40, enfrentou eleições pelo PFL, um dos partidos menos populares do país, mas Roseana Sarney Murad é o fenômeno da temporada."

Como se dá a construção desses fenômenos? Dois governadores desconhecidos nacionalmente conquistam as massas um ano antes das eleições presidenciais. Eles não apresentam projetos, são amados e odiados em seus estados, governam alternando atos conservadores e progressistas, investem verbas públicas nos veículos de comunicação de suas famílias, não têm grande biografia política, são acusados de irregularidades em seus governos e mesmo assim reúnem mais intenções de votos do que políticos de tradição histórica.

No caso de Collor, sua tática de se tornar conhecido nacionalmente como "O caçador de marajás" foi a faísca responsável pelo incêndio que se seguiu logo depois. A mídia caiu direitinho na armação, mesmo com todas as acusações de irregularidades no governo de Alagoas. Nada disso era importante diante da imagem de "Indiana Collor", como bem referiu o então presidente dos EUA, George Bush (o pai). Um trecho da matéria de Veja em 1988 ilustra bem esse entusiasmo da mídia:

Esse senhor, herdeiro de boa fortuna e mimado pelo ambiente aconchegante de uma família endinheirada, tinha tudo para avançar pela vida como um desses eternos garotões de praia e de vida noturna. Em vez disso, acabou combatendo marajás, desafiando a aristocracia dos usineiros alagoanos e prometendo passar a limpo a tradição de violência em seu Estado."

O leitor que quiser se divertir ou chorar, deveria ler essa edição de Veja, na qual, na foto de capa, Collor aparece diante do quadro de Deodoro da Fonseca, comparado ao militar, com direito a seguinte afirmação:

"Deodoro foi o primeiro presidente da República e era alagoano. Eu também serei presidente como ele."

Mas Veja até então não acreditava totalmente na possibilidade de o governador chegar à Presidência:

"Nada impede que um governador de estado sonhe com a Presidência, mesmo que esse estado seja muito pequeno e o pretendente exiba uma biografia sem o lastro usual nessas postulações."

O ex-governador de Alagoas, Suruagy, foi mais lúcido:

"Collor é a maior farsa montada no Brasil, não passa de um fruto da mídia eletrônica."

A edição de 1989 já não foi tão inocente. Veja foi além da propaganda criada pela "República de Alagoas", mostrando que Collor não era uma unanimidade e que havia muitas desconfianças sobre sua honestidade. Nesta edição, a revista exibiu alguns comentários de políticos sobre o candidato:

"Ele não é um candidato, é um videoclipe." José Thomaz Nonô;

"Esse troço de Collor está uma doença." Borges da Silveira;

"Ele é um produto artificial, que não diz o que pretende, mas o que lê nas pesquisas." José da Costa;

"O problema é que Collor não passa de uma farsa." Teotônio Vilela Filho.

Hoje, parece que Veja toma mais cuidado com o que diz. A matéria sobre Roseana mantém certa empolgação com a governadora, mas alerta para os processos envolvendo irregularidades na administração do estado. A reportagem é sutil sobre as confusões administrativas do Executivo do Maranhão, mas deixa uma boa brecha para que outros veículos ou quem sabe o próprio Ministério Público esclareça as suspeitas. Vale lembrar aqui uma frase de Collor sobre Roseana e Jorge Murad, em 1992: "A musa do impeachment e seu ex-marido não resistem a uma investigação de dez minutos da Receita Federal."

Contudo, a frase mais significativa e importante desta edição é a seguinte:

"Com um marketing imbatível, Roseana Sarney sobe nas pesquisas sem prometer nada. Bastou explorar sua fina estampa."

Que esse fenômeno é pura propaganda não há dúvida, mas ainda é necessário ampliar a discussão acerca dessa fórmula nem tão nova de se construir um candidato a partir da imagem.

O ano eleitoral se aproxima e o eleitor deve estar atento para o que vê na televisão. Também a mídia deve estar de olhos bem abertos para os processos de manipulação da imagem. A televisão alterou o discurso político, e as propagandas políticas seguem como base o entretenimento. Hoje, a técnica de se vender um candidato através da tela da televisão é imbatível, não importando quais sejam suas idéias ou partido político. A ênfase da campanha política centrada num indivíduo em vez de no programa de ação do partido põe em perigo o sistema democrático, conforme afirma Raymond Strother: "Em certas circunstâncias, é possível eleger verdadeiros fantoches."

No livro "Vende-se política", o autor, Lawrence Rees, afirma que "a televisão projeta o mito do líder, e não é interessante que ele fale diretamente com a câmera, mas que fale apenas quando não estiver prometendo alguma coisa e, em seguida, seja filmado em ação numa variedade de situações controladas, utilizando o comentário para listar suas realizações ou características. Os consultores políticos e publicitários criam e manipulam a imagem dos políticos e, com o uso principalmente da televisão, conseguem transformar política num negócio em que a imagem é o produto principal, o dinheiro é o motor de tudo e as idéias deixam de ter importância."

O programa televisivo do PFL, em que Roseana aparece sorridente em situações simpáticas, segue rigorosamente as características da pós-política, em que, conforme Nestor Canclini, "age-se como se não houvesse conflitos, tem-se a impressão de que não é necessário negociar, apenas se fotografa, se filma, se televisiona e se consome essas imagens. Nada de discursos intelectuais, nem de confrontos diretos, imprevisíveis, com tensões sociais".

O que temos visto na televisão é a vontade que o político tem de não se parecer com um político.

(*) Jornalista em Porto Alegre

Plutão Orco2007-10-10 11:00:18
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A VEJA tinha uma opinião a favor do Collor. Porque não? Afinal, ele foi o primeiro presidente eleito por votações diretas após o regime militar. Por isso muita empolgação, por isso muito prestígio a ele. Só que ele bobeou, fez cagada, sofreu empeachment. E hoje é senador do Alagoas.

 

 

 

(Veja, 23/3/88) "...Fernando Collor de Mello, 38 anos, sem assinar uma única grande obra em seu estado, conquistou a simpatia dos alagoanos e popularidade no Brasil inteiro num fenômeno tão curioso quanto inesperado. À frente do segundo menor estado brasileiro, Fernando Collor figura hoje entre os governadores mais festejados do país..."

 

 

 

13.gif06.gif

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Quem acha que a Globo é manipuladora de massa tem que achar que a Veja também é' date=' já que as duas empresas são "associadas": o que a Veja publica na quinta, aparece domingo no Fantástico.[/quote']

 

 

 

A época é mais associada, Ana (é claro). A VEJA também sabe falar mal da programação global quando há uma novelinha de meia pataca.

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A VEJA tinha uma opinião a favor do Collor. Porque não? Afinal' date=' ele foi o primeiro presidente eleito por votações diretas após o regime militar. Por isso muita empolgação, por isso muito prestígio a ele. Só que ele bobeou, fez cagada, sofreu empeachment. E hoje é senador do Alagoas.

(Veja, 23/3/88) "...Fernando Collor de Mello, 38 anos, sem assinar uma única grande obra em seu estado, conquistou a simpatia dos alagoanos e popularidade no Brasil inteiro num fenômeno tão curioso quanto inesperado. À frente do segundo menor estado brasileiro, Fernando Collor figura hoje entre os governadores mais festejados do país..."


13.gif06.gif

 

Revista que emite opinião não é revista informativa, não é diferente de eu ou você. O papel da mídia não emitir suas opiniões pessoais e sim ser impassível disto. <?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

E a veja na época fez o a propaganda do Collor de Melo como um salvador da pátria, que na época de governador do estado de Alagoas era um governador perfeito.

No entanto, seu estado era uma prova de péssima administração. Era um prelúdio do que viria a ser como presidente.  Para outros detalhes da revista de uma olhada aqui:

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=20163

Plutão Orco2007-10-10 11:35:33
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A época é mais associada' date=' Ana (é claro). A VEJA também sabe falar mal da programação global quando há uma novelinha de meia pataca.[/quote']

 

Opinião sobre novelinhas não conta. Se bem que eu duvido que ela fale mal das novelas. No máximo repete alguma crítica já feita por outros meios, quando já não tem jeito.
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