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Forum Cinema em Cena

Oscar 2008: Previsões


studioworks
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Não sou fã de Zellweger, mas tenho que reconhecer que ela incorporou Kim Novak muito bem. Todas as fotos estão maravilhosas, sem exceção.

 

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Vi The Golden Age. Cate Blanchett está, de fato, magnífica. Cada gesto, postura, fala, estão elegantemente sutis, mas também exalam poder, coragem e determinação, compondo o retrato de uma rainha convicta de seus princípios, mas ao mesmo tempo amargurada pela impossibilidade de ter uma vida normal como a de seus súditos.

 

O filme, contudo, é pavoroso. Tirando Cate, tudo é completamente nonsense ali.

 
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finalmente visto le scaphandre et le papillon, de fato mais 1 grande filme da temporada, principalmente pela direção inovadora de schnabel e estupenda fotografia do genial e constante colaborador de spielberg, janusz kaminski, merecia maior reconhecimento por parte da academia, ainda mais qd olhamos de perto os indicados, enfim, é só mais 1 de tantos injustiçados esse anoD4rk Schn31d3r2008-02-08 15:40:20

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There Will Be Blood visto.

 

 

 

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Estou em choque... é outra esfera cinematográfica. Não há como comparar nem com o filme dos Coen. Um é uma montanha, o outro, um simples morrinho, e isso referindo-se ao filme que é um dos melhores dos Coen... Tanto em termos de linguagem, decupagem, quanto estrutura dramática do roteiro até sua dramaticidade, construção de personagem, fotografia, edição de som, trilha sonora e tudo que envolva a esfera cinematográfica. There Will Be Blood pode ser comparado com poucos filmes. Não vai ganhar Oscar, e fico até surpreso que tenham indicado-o. A obra-prima da década...

 

 

 

Mantenho Paranoid Park como meu favorito simplismente por ser um cinema mais parecido comigo, um cinema que me pega como profissional, mas There Will Be Blood alcança níveis que não vejo um filme alcançar desde quando? Sinceramente, não sei...

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Queria tanto acreditar que não há uma mão pesada sua' date=' Fe, nesse post....Não está sendo tendencioso?

 

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Não, não estou. Se fosse, falaria que é o filme da minha vida, ou o melhor de todos ou não sei oq mais. Paul Thomas Anderson fez "o filme maior" em muito tempo, mas é um longa que como disse, não me pega pessoalmente nem profissionalmente falando, algo que o difere para mim, de Paranoid Park, onde ali sim, tem uma avaliação minha prejudicada.

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Eu não gosto de Mangólia e acho Embriagado de Amor regular' date=' mas o trailer de Sangue Negro me animou muito. Tô baixando Elizabeth 2 (sim, Blanchett sempre vem na frente!), mas depois baixo esse tbm. Encontrei emule, inclusive.[/quote']

 

 Por quê? D:

 Por quê? D:

 

 PS: o Pato pediu pra perguntar tbm.

Troy Atwood2008-02-08 20:59:08

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é verdade, sweeney todd = dreamgirls 2007, isto é, um filme com hype monstruoso e ... NADA, muito fraco mesmo, sinceramente, o problema é muito marketing e pouco resultado, e pior é q é isso mesmo o q faz diferença no momento final, o da votação, a não ser qd se é uma completa BOMBA, aí não tem jeito ... e agora, mesmo não tendo assistido a atuação de day lewis em TWBB, acho q dificilmente depp por uma atuação apenas boa, vá vencer esse oscar, realmente day lewis parece ser o total favorito principalmente por ter a atuação mais elogiada do ano, ainda mais q clooney e jones já venceram antes, mesmo assim, agora vejo o mortensen com alguma chance, parece o mesmo caso de adrien brody qd levou o oscar em cima do próprio lewis e hanks, por o pianista, a alguns anos atrás ... depp só leva mesmo se bater aquele sentimento de q ele foi indicado algumas vezes, e nunca ter levado antes ... e o pitt, meu deus, ignoraram o pitt frente a esses indicados, minha NOSSA 06 , alguém disse aqui a muitos meses atrás pra prestarem atenção no casal pitt e jolie, agora eu acho justamente o contrário, acho q justamente por eles estarem despertando tanta inveja, eles foram esnobados das principais premiações, pq além deles serem a sensação da mídia da atualidade, provavelmente eles devem falar muita coisa q os outros não querem ouvir, só pode 06D4rk Schn31d3r2008-02-08 23:59:43

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Um novo clásssico

Com o poderoso Sangue Negro, Paul Thomas
Anderson deixa de ser um diretor talentoso: ele
agora já é um dos grandes do cinema americano

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Isabela Boscov


cinema3.jpg

Day-Lewis, como o magnata do petróleo Daniel Plainview: uma encarnação ao mesmo tempo eletrizante e violenta do espírito americano

É 1898, e Daniel Plainview, trabalhando sozinho no poço estreito e profundo de sua pequena mina de prata, escorrega num degrau da escadaria tosca, despenca até o chão, quebra uma perna – e, antes de começar o que será uma longa e penosa ascensão até a superfície, pára para admirar as pepitas que conseguiu desencavar. Plainview vai ainda se arrastar da boca da mina até o escritório poeirento onde venderá sua prata. Enquanto ela é pesada, ele pode ser visto, deitado no chão, com a perna esticada em uma tala rústica e um sorriso beatífico no rosto. Com essa abertura estranha, que sublinha com a música dissonante e extraordinariamente perturbadora composta por Jonny Greenwood, guitarrista da banda Radiohead, o diretor Paul Thomas Anderson estabelece o tema dominante de Sangue Negro (There Will Be Blood, Estados Unidos, 2007), que estréia nesta sexta-feira no país: durante toda a sua trajetória, de garimpeiro paupérrimo a magnata do petróleo, Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) nunca deixará de brigar, corpo a corpo, com um solo que reluta até em deixar crescer um ou outro arbusto retorcido. Tudo o que ele guarda de valioso está em suas entranhas, e tem de ser arrancado de lá pela força da vontade. É uma vida brutal, que molda homens também eles brutais – como Plainview.

cinema2.gifSangue Negro é baseado no romance Oil!, publicado em 1927 por Upton Sinclair. Mas o que Paul Thomas Anderson faz, em sua adaptação muito livre, é engrandecê-lo: o que era uma história da conquista da segunda fronteira do Oeste – a de seu subsolo – passa a ser um épico de dimensão espiritual. Ou, na verdade, de uma dimensão que, na alma americana, é ainda mais forte: o empreendedorismo. Quatro anos depois daquele início, Plainview pode ser encontrado à beira de um poço de petróleo rudimentar, com seus empregados. Um deles beija o seu bebê, desce e morre empalado por uma estaca solta. Plainview adota o menino por afeição (a qual, à semelhança do solo com que trabalha, ele esconde nos seus estratos mais profundos), e também porque uma criança pode ser um trunfo para um negociante. Na etapa seguinte, situada em 1911, Plainview vai comprar uma porção significativa da Califórnia de rancheiros que não conseguem plantar nada, mas estão sentados sobre um oceano de petróleo. Sempre com o menino ao seu lado – o qual chama de H.W., como se este já fosse um pequeno magnata –, ele se apresenta como "um homem de família", e portanto mais atento ao bem-estar da comunidade do que os outros aventureiros do ramo. Há ali um rapaz, contudo, que compreende que isso não passa de retórica: Eli Sunday (Paul Dano), pregador messiânico e fundador de uma certa Igreja da Terceira Revelação. Insinuante e extremamente ambicioso, Eli vai iniciar com Plainview uma rivalidade mortal, que não visa a definir apenas qual dos dois é o homem mais forte: visa, principalmente, a decidir qual deles tem o meio mais eficaz de controlar outros homens – se a promessa de enriquecimento ou de salvação.


cinema4.jpg

Dano, como o pastor: o que melhor controla um rebanho, a riqueza ou a salvação?

Upton Sinclair era um socialista e um romântico; Paul Thomas Anderson tem oito décadas de história de vantagem sobre ele, e nada do idealismo do escritor sobreviveu em seu filme. Ele é, ao contrário, apocalíptico na maneira como retrata as duas forças motrizes do desenvolvimento dos Estados Unidos – a riqueza e a religião –, e na forma como identifica nelas apenas manifestações diversas de uma mesma obsessão por domínio, controle e conquista. Filmado em planos longos, de vistas imensas, Sangue Negro reproduz em toda a sua potência a mitologia do Oeste modelada nos faroestes de John Ford. Mas é como se ela fosse vista aqui pela lente de Stanley Kubrick, em que a simetria e o formalismo anunciam não a ordem, mas o caos latente sob ela. Como em toda a ficção e o folclore americanos, porém, são os indivíduos que encarnam as grandes forças. O diretor desenha, assim, o pano de fundo, mas entrega aos seus atores a tarefa de se pôr em primeiro plano e concentrar a ação – e Day-Lewis e Dano se enfrentam e se sobrepujam cena após cena, dobrando um ao outro em combates de uma violência moral e física que ao mesmo tempo choca e eletriza. Dessa combinação entre a intensidade de seus atores e a maestria com que evoca o mundo que eles habitam, Anderson tira algo poderoso: o equivalente cinematográfico do "grande romance americano", como, na tradição literária, são chamadas as obras capazes de encapsular de maneira definitiva os estados de alma do país. Desde Boogie Nights e Magnólia, Anderson se revelara um cineasta de talento incomum. Agora, aos 37 anos, ele acaba de se tornar algo maior – um clássico.

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Eu não gosto de Mangólia e acho Embriagado de Amor regular' date=' mas o trailer de Sangue Negro me animou muito. Tô baixando Elizabeth 2 (sim, Blanchett sempre vem na frente!), mas depois baixo esse tbm. Encontrei emule, inclusive.[/quote']

 Por quê? D:
 Por quê? D:

 PS: o Pato pediu pra perguntar tbm.

 

Pretensão e incapacidade artística de seu realizador. Duvido muito que se não houvesse a chuva dos sapos (que não serve pra nada, diga-se), houvesse tanta idolatração acerca deste filme. Julianne Moore histérica (graças a má direção, claro), John C. Reilly e William H. Macy interpretando a si mesmo, Phillip Seymour Hoffman em um papel escroto de doer, o garoto é péssimo, o restante do elenco desperdiçado,... Travellings vão, travellings vem, Magnólia termina sem dizer a que veio. A não ser, é claro, por aquela famigerada cena comentada em branco e para que seu diretor exibisse seus dotes estéticos. Somente.

 

Sobre Embriagado de Amor, fora um Adam Sandler bem bom e a Emily Watson roubando a cena, não vejo nada que o marcasse mais em minha memória. O filme da carreira de Anderson continua sendo seu primeiro, Boogie Nights.

 

EDIT.: O pessoal tá reclamando de hype acerca de Sweeney Todd. Por favor, digam que é piada.
Bernardo2008-02-09 09:54:09
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perguntinha: já saiu a lista dos apresentadores?

 

Ainda não divulgaram nada, eu acho o_O.

 

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Parece que caso a cerimônia aconteça agora no fim do mês, foi confirmado que a Amy Adams vai ir cantar lá. Só por isso já fico contente pelas indicações de Enchanted 02

 

 
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O Fe já viu There Will Be Blood? Que inveja!06

 

Bem, vi Sweeney Todd e No Vale das Sombras. Alguém disse acima que o musical de Burton era o Dreamgirls do ano, e eu justamente me lembrava a cada minuto disso na projeção. Enfim, achei o filme fraco, decepcionante mesmo. Embora eu achei que fosse por birra pessoal (eu costumo me decepcionar com os filme do Burton).

 

No Vale das Sombras é um típico produto Paul Haggis. Pretensão, clichês, melodramas, pieguice, e tudo mais. Achei de regular para ruim.

 

Com estes dois filmes, agora já vi 4 dos cinco indicados ao Oscar de ator e já tenho a certeza do porque Day-Lewis está tão favorito. A média está tão fraca.
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