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Forum Cinema em Cena

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postado por tiago lucio

Espero que com tempo, o espectador (não aquele que "consome" o cinema), reconheça as virtudes de "Fim dos Tempos", não ao ponto de considerá-lo uma obra-prima irretocável, mas um filme com seus altos e baixos, pontos positivos e negativos e não uma bomba cujos problemas são pra lá de reconhecíveis ... volto a dizer ... "encontrar" falhas no filme é muito fácil ... e acho que esses comentários a favor do filme, cada um acaba realçando um aspecto positivo do filme e o conjunto o torna muito mais do que um mero filme fraco ou ruim ...  

 

 

mas o filme tiago é muito ruim... plantas que produzem toxinas e matam pessoas pode até ser uma boa ideia...muitas ideias estranhas(p ex. como brilho eterno de uma mente sem lembranças) viram bons filmes, por que são historias bem contadas...

 

e o indiano não sabe o que esta falando..
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Não há o que criticar sobre um toxina produzida pelas plantas e que exterminam o "bom senso" das pessoas (ou coisa que o valha) ... pegando carona nos fãs do Spielberg, isso é um grande McGuffin ... e não nego que o filme seja ruim, apenas acho que ele tb tem pontos positivos. E estou ciente tb que sou minoria no Sistema Solar nessa minha opinião. Thiago Lucio2008-06-24 16:40:23
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Não achei o filme ruim. é um filme mediano que talves valha uma segunda revisão.

 

O fato é: O que era verdade de fato em "Fim dos Tempos"?

 

O vento era mesmo o agente transmissor? As plantas eram de fato o que causavam o problema? Vejam vocês, o fato de aparecer na TV um cara falando que eram as plantas pode ser interpretado como mera manipulação de massas através da mídia? E se, de fato, a toxina era obra de experiências do governo? Será que Shy não estava brincando com isso? E ele mesmo, ao inserir no roteiro algo sobre "plantas" não estava ele mesmo mostrando o que a manipulação de uma opinião pode causar?

 

Outra coisa: explosões atômicas causam "ventania". Aliado a isso, o fato de que uma usina nuclear é mostrada de fundo e de que o fenomeno, num primeiro instante, foi regional e temos algo novo e mais plausível com os fatos.

 

Para os religiosos, ainda outra referência: O Espírito Santo na bíblia é representado pelo vento. No filme de Shy, temos o vento como protagonista e totalmente oposto à ideia do Espírito Santo: Ao passo que o ES seria um moderador de comportamento, dando a noção do que é certo e o errado e persuadindo para que se faça o certo, no filme de Shy o vento atua justamente ao contrário, ou seja, removendo a noção da necessidade de sobrevivência e fazendo com que todos se matem, o maior "pecado" que pode ser cometido.

 

O filme consegue algum êxito como suspense. E também tem uma cena muito bonita, quando a garota (que na minha opinião atuou melhor que o casal protagonista, hehehhe) deixa a contenção de sentimentos de lado e desaba!

 

 
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Há abordagens com relação à maneira como a mídia trata esse tipo de assunto ... note que todo o caos tb é provocado em função da maneira como a notícia repercute ... e acho que o principal argumento que o roteiro sustenta é justamente que aquele que nos livros sempre constarão explicações teóricas pq o homem ignora que possa haver algo na ciência e/ou na natureza além da nossa própria compreensão.

 

E estava pensando sobre o personagem do Leguizamo ... ele é inteiramente unidimensional, ou seja, um professor de matemática que só fala em números que chega ao ponto de propor um enigma matemático em um momento-chave ... mais estranho do que achar que se trata de um diálogo ridículo é levar a sério que só pq ele era professor de matemática, ele só falava através desses "códigos" ....  aí está a ironia do esteriótipo.

 

Agora, essa coisa de Espírito Santo eu não embarco não ... rs
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eu não sei como um filme tão mediocre' date=' pode ter tantos fãs...
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Acho que você não leu o tópico todo... O número de pessoas que gostaram do filme é infinitamente menor do que o número de pessoas que não gostaram. E das pessoas que gostaram não vi nenhuma colocar o filme nas nuvens.
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eu não sei como um filme tão mediocre' date=' pode ter tantos fãs...
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Acho que você não leu o tópico todo... O número de pessoas que gostaram do filme é infinitamente menor do que o número de pessoas que não gostaram. E das pessoas que gostaram não vi nenhuma colocar o filme nas nuvens.

 

Ele não deve ter visitado o tópico do Indiana Jones ... 09
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Sempre que alguém tenta defender esse filme sempre tenta justificar porque o que todo mundo fala que é ruim na verdade não é. Isso é sintomático...

 

Na verdade não. Isso é relativo na verdade. Vc pode achar que personagens que fogem do vento e o "herói" que conversa com uma planta são idéias estúpidas demais pra serem levadas em consideração e/ou a sério. Pelo filme que eu vi, não vejo da mesma forma.

 

PS: Destaquei essas duas passagens, pois são os trechos que mais gosto do filme ... e gosto do filme justamente pelo absurdo dessas idéias 03
Thiago Lucio2008-06-26 13:52:56
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Uma cena estúpida' date=' sem sentido e muuuuuito ruim é aquela que a mãe bota a filha no viva voz do celular. Credo.


E a cena do cara falando com a planta foi claramente inserida pra fazer rir. E não fez.
[/quote']

 

A do celular achei tosca também.

 

Mas a do cara falando com a planta eu ri. 06 

Outra cena que ri foi a do Mark correndo em câmera lenta e gritando pra tentar salvar o gordinho que ia levar o tiro. 06
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Outra cena que ri foi a do Mark correndo em câmera lenta e gritando pra tentar salvar o gordinho que ia levar o tiro. 06

 

Pois é... eis aí um momento de tensão que, nos dias mais inspirados do Shy seria uma sequência memorável, figurando entre as melhores sequências de seus filmes anteriores.
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THE HAPPENING, EUA 2008

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Acaba sendo comum assitir às obras de Shyamalan subestimando-as. Até mesmo quem conhece o diretor, o aprecia, vê sempre o viez do suspense como máxima. Erra. Cada vez com mais força o diretor indiano aprofunda seus filmes tendendo teorias sociológicas, que nem sempre são imagináveis em sinopses como a dessa obra.

Em “The Happening”, a natureza depois de assitir por tempos o homem se auto-extinguindo, resolve salvar-se, dando um ‘empuranzinho’ à população que a está levando junto, inutilizando o extinto humano de auto-preservação. O roteiro do longa faz caricatura. Generaliza e dá forças: o homem está se matando, inutilizado o sentido que o previne disso, o resultado é o suicídio em massa. O instinto máximo do homem vem se tornando a busca pela unicidade (sim, física) no mundo. “Perdemos contato. Com quem? Com todos.”

O homem em escala desevolutiva. Shyamalan desenvolve em seus personagens destacando que dentro do homem permance a animalidade e toda a fraqueza escondida atrás da racionalidade. O homem inerte frente ao que não controla, as ações dos personagens são como criaturas mínimas indo de um lado ao outro, em desespero, pela simples sobrevivência.

Há adição de comicidade no contexto. Como depois de anos inerte, o monstro levantasse, mostrando então a superioridade. Cômico ver a irônia de se fugir do vento ou pedir clemência à uma planta (de plástico).

O longa parece conter cada uma das vulnerabilidades do mundo humano. O que dizer  quando, depois de inúmeros corpos se atirarem de um prédio, alguém olha para cima, olhando, talvez não, mas clama: “Meu Deus”. A fraqueza do homem frente a possibilidade de estar sozinho.

Existem deslizes: se em um momento é sútil e áspero dizendo “olha, é tudo falso” em outro é totalmente dispensável e panfletário quando diz “vocês mereceram tudo isso”. E se em uma cena sabe chocar deixando o subconsiente formar a imagem, no outro utiliza recursos de som para ‘atenuar’, estragando algo que provavelmente era brilhante.

Mas as sutilezas parecem somar mais. Na última cena citada, Shyamalan já se remenda. Depois do choque, o diretor contempla o pânico (o que prova que aquele recurso foi um dos mais infeliz de sua carreira) dentro de um carro, mas muito diferente do restante de sua filmografia, os passageiros sentem-se seguros trancados ali. Shyamalan eleva a câmera, um furo no isolamento humano dentro de suas invensões. John Leguizamo, ótimo, tenta acalmar mas está no seus olhos o que virá. Sutíl e áspero, triste.

E defendo que John Leguizamo não esteja sozinho na excelência do elenco apedrejado. A personagem caricatural e exagerada de Deschanel, culpada por um tiramissu. Mais seria só mesmo um tiramissu? O mundo ruiu antes que outra coisa acontecesse. E quando pondera suas ações, também não é pálida.

Wahlberg me agrada muito. O ser-humano entra em certo desconserto frente ao perigo. Não seria estereótipo demais se fosse o esperado? Certo que não é seu melhor momento, mas de ruim está longe. Talvez sua interpretação tenha um ponto máximo em um momento do filme, que talvez seja pura bobagem, a resposta ao tiramissu seria real ou apenas um perdão? Assim sendo a atuação de Mark Wahlberg não estaria excelente naquele momento?

Me corrói um pouco os momentos finais. Mas os inúmeros elogios que fiz, me faz repensar inúmeras vezes a respeito desse. Provavelmente, “The Happening” é mais um filme de Shyamalan que irei rever várias vezes e descobrirei sempre o novo. O Sergio Alpendre, do Chip Hazard, disse um ótima verdade na sua resenha desse mesmo filme. Poucos como Shyamalan nos fazem pensar tanto em suas obras nos dias de hoje. São pinturas à se reparar não na superfície, mas em cada pincelada. E isso não é ótimo?

THE HAPPENING
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M. NIGHT SHYAMALAN:
Lady In The Water blankstar.gifblankstar.gifblankstar.gifblankstar.gifblankstar.gif
Unbreakable blankstar.gifblankstar.gifblankstar.gifblankstar.gif
The Happening blankstar.gifblankstar.gifblankstar.gifblankstar.gif
Signs blankstar.gifblankstar.gifblankstar.gif
The Sixth Sense blankstar.gifblankstar.gifblankstar.gif
The Village blankstar.gifblankstar.gif

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Sei lá ... eu não consigo ler e ficar à vontade mesmo com um comentário positivo com relação ao filme como esse do Faéu ... assim como os que falam mal pra caramba ... 09 ... eu acho "exagero" tanto crucificá-lo como enaltecê-lo ... enfim ... se é que me entendem ... 06

 

PS: Nunca que o melhor filme do Shyamalan é "A Dama na Água"...09 
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