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Forum Cinema em Cena

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Eu peguei uma sessão relativamente vazia, a sala era grande, mas deveria ter umas 40 pessoas no máximo. Mas por "sorte" um pirralho com voz de menina ficava falando o filme todo atras de mim. Quando a Eva apareceu ele ficou: "será, que ela veio ver se tinha vida na Terra", "Pai, ela é um prototipo fabricado que nem o Wall-E", "Ela morreu...não robôs não morrem, são desplugados". Até o pai dele ja tava achando chato pq ele so falava "aham aham", daí eu virei pro pai dele e perguntei se dava pra eu assistir o filme sossegado, acho que ele tava esperando isso, ele falou algo pro menino, mas nao deu jeito e eles trocaram de lugar.

 

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Aparentemente o Pablo acha que a profissão dele é ver o filme, "processar" ele e apresentar à mentes mais incautas.

 

E a frase do Dook está quase certa, Filmes não foram NECESSARIAMENTE feitos pra serem pensados. O ato de pensar o filme é natural de qualquer ser humano (em níveis e de forma diferentes). O que o Dook critica é esses scan consciente do filme, como se fosse uma certificação e determinadas regras devessem ser aplicadas pra funcionar.

 

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Aparentemente o Pablo acha que a profissão dele é ver o filme' date=' "processar" ele e apresentar à mentes mais incautas.

E a frase do Dook está quase certa, Filmes não foram NECESSARIAMENTE feitos pra serem pensados. O ato de pensar o filme é natural de qualquer ser humano (em níveis e de forma diferentes). O que o Dook critica é esses scan consciente do filme, como se fosse uma certificação e determinadas regras devessem ser aplicadas pra funcionar. [/quote']

 

Não, "Perucatorta", minha profissão resume-se a ver o filme, analisar sua linguagem (narratica, técnica, temática) e apresentar minhas conclusões para quem se interessar em discutir o filme de maneira mais aprofundada, concordando ou discordando do que escrevi.

 

Se você e o Dook são incapazes de compreender conceito tããão complexo, então é realmente melhor que nem tentem "pensar" o Cinema, pois ficariam confusos demais.
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Olha a "arte" de pensar filmes aí de novo... 06

Não vi nada de absurdo no comentário do cara. Se vc não pensasse nos filmes, não haveria então necessidade por coerência ou continuidade, os roteiristas nem se preocupariam em corrigir os buracos no roteiro e viraria um vale-tudo.

E até pq é difícil estabelecer um limite entre pensar e sentir o filme. Se a suposta incoerência do filme incomodou o cara logo prejudicou tbm o que ele sentiu assistindo o filme.

 

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Felipe, alguns excelentes filmes mandam a narrativa, a continuidade e a lógica para o espaço. Inland Empire do Lynch é apenas um dentre tantos exemplos. Kubrick também se permitia surtar e mandar a lógica às favas (ex: O Iluminado).

 

Se eu me prender a coisas como continuidade, lógica, coerência e outros elementos fúteis, não vou gostar de filme nenhum, já que não existe filme que preencha 100% esses requisitos que você mesmo citou. Agora se você acha que o cinema se presta APENAS para contar uma historinha através de imagens, aí tem sentido vc achar que coerência ou continuidade são os elementos mais necessários de um filme.

 

No mais, leia o post do Perucatorta na página anterior onde ele explica bem o que quero dizer com "pensar" filmes.
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Segue um comentário do Noonan que aborda em partes o que estamos falando e que acho oportuno para o momento:

 

Suspensão da descrença não é responsabilidade do diretor/roteirista/escritor' date=' e sim do consumidor da obra em questão. E mais, não pode ser parcial, como acho que o Umberto Eco falou - "ah, extrapolou o limite do aceitável", como diz o texto, nada a ver; ou o cara vai ao cinema ver uma obra de FICÇÃO disposto a aceitar qualquer coisa, ou fique em casa.
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Felipe' date=' alguns excelentes filmes mandam a narrativa, a continuidade e a lógica para o espaço. Inland Empire do Lynch é apenas um dentre tantos exemplos. Kubrick também se permitia surtar e mandar a lógica às favas (ex: O Iluminado).

 

Se eu me prender a coisas como continuidade, lógica, coerência e outros elementos fúteis, não vou gostar de filme nenhum, já que não existe filme que preencha 100% esses requisitos que você mesmo citou. Agora se você acha que o cinema se presta APENAS para contar uma historinha através de imagens, aí tem sentido vc achar que coerência ou continuidade são os elementos mais necessários de um filme.

 

No mais, leia o post do Perucatorta na página anterior onde ele explica bem o que quero dizer com "pensar" filmes.
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Uma coisa não anula a outra, porém "uma coisa" não deve atrapalhar a "outra". O fato de você gostar de um filme também não lhe deve "cegar" quanto aos problemas que ele apresenta. A experiência de assistir um filme acontece dentro da nossa cabeça, o filme é processado dentro da nossa cachola, pensar e sentir caminham de mão juntas. Penso, logo sinto. E aí entra em jogo aquilo que você julga ser aceitável, coerente ... ou até mesmo inaceitável e incoerente. Não existem regras dentro do cinema, existem técnica e ferramentas que colaboram, que criam, mas por mais lindo que seja um puta de um plano ferradaço de um diretor, o que fica mesmo é a sensação/êxtase/prazer/desprazer que aqueles poucos segundos lhe procuraram.Logo, uma coisa não anula a outra.
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Thiago, se eu gosto de um filme significa que os problemas que os outros acham que ele tem não são problemas pra mim, entende? Pensar e sentir NÃO caminham de mãos juntas, não no sentido do "pensar" que eu coloco (que vai além do significado do Aurélio).

 

No mais, determinar que se deve pensar o filme tão somente pq você o processa dentro da sua cabeça já é impor regras para o cinema.

 

E reporto-me, uma vez mais, ao post do Sapo.
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Comecei a pensar sobre esse assunto e isso é muito relativo, depende muito de como você se envolveu com o filme o quanto você entrou no universo do filme.

 

 

 

Por Exemplo, eu odiei o filme "Cidade dos Sonhos" para mim é um filme sem pé nem cabeça, que é uma viagem total e chato para ser revisto e muitos adoram e procuram varias teorias para o filme, ou seja, "pensam o filme".

 

 

 

Outro filme é o "Efeito Borboleta", muita gente adora mas existe um erro de sequencia que atrapalha e muito no filme, me incomoda a tal ponto que num consigo nem rever o filme, para mim aquilo é um erro de sequencia, algo muito gritante e não se precisa "pensar o filme" para entender que aquilo é um erro.

 

 

 

Donnie Darko, é um filme que tem que se pensar, ver as logicas, mas nele eu entrei no clima do filme me envolvi e ele é um dos melhores filmes que ja vi, mas tem que dar uma pensada para se entender.

 

 

 

 

 

No caso do Wall-e pode ser considerado sim, um erro do roteiro, mas não achei gritante e nem me atrapalhou no decorrer do filme e nem chega a atrapalhar, acho que o filme de animação deixa espaço para a imaginação e acreditar naquele mundo e pensar apenas "Ahhh eles davam um jeito", pois nenhum rato cozinha e nenhum pinguim dança.

 

 

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Outro filme é o "Efeito Borboleta"' date=' muita gente adora mas existe um erro de sequencia que atrapalha e muito no filme, me incomoda a tal ponto que num consigo nem rever o filme, para mim aquilo é um erro de sequencia, algo muito gritante e não se precisa "pensar o filme" para entender que aquilo é um erro. [/quote']

 

Qual é o erro? 17
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Há uma grande diferença entre pensar e interpretar. Se vc entra na proposta do filme, já está apto pra interpretá-lo. Agora se vc assiste buscando respostas imediatas, vc estará atropelando todo o processo de digestão.

Donnie Darko é um filme que mistura entretenimento com inteligência, é um filme com ambições, mas bem mais acessível que o filme do Lynch. Cidade dos Sonhos sacrifica o fator entretenimento, mas compensa com o interessante (na minha visão), e dificuldade não deve ser confundido com má qualidade.

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Outro filme é o "Efeito Borboleta"' date=' muita gente adora mas existe um erro de sequencia que atrapalha e muito no filme, me incomoda a tal ponto que num consigo nem rever o filme, para mim aquilo é um erro de sequencia, algo muito gritante e não se precisa "pensar o filme" para entender que aquilo é um erro. [/quote']

 

 

Qual é o erro? [img>http://www.cinemaemcena.com.br/forum/smileys/17.gif" height="20" width="21" align="absmiddle" alt="17" />

 

 

 

off topic - Na cena que ele entra no presidio e volta para o passado e enfia a mão em uns "pinos"(aquele negócio para espetar papeis usados de rascunho), nessa cena teria que ter mudado totalmente a vida dele, mas não ele volta para dentro do presidio, e o cara ve as cicatrizes sendo criadas, mesmo se a história não tivesse mudado ele teria entrado lá ja com as cicatrizes...

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Thiago' date=' se eu gosto de um filme significa que os problemas que os outros acham que ele tem não são problemas pra mim, entende? Pensar e sentir NÃO caminham de mãos juntas, não no sentido do "pensar" que eu coloco (que vai além do significado do Aurélio).

 

No mais, determinar que se deve pensar o filme tão somente pq você o processa dentro da sua cabeça já é impor regras para o cinema.

 

E reporto-me, uma vez mais, ao post do Sapo.
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Ok, entendo, mas acho que não existe nada que impeça que vc goste de um filme que tenha problemas. Aliás, no meu caso, são pouquíssimos filmes que eu realmente gosto e são infalíveis até mesmo pra mim. Por exemplo, eu não gosto da entrada do terceiro ato do "King Kong" de Peter Jackson (ressucitando uma discussão antiga06), acho que ela enfraquece um pouco o impacto dramático do que aconteceu antes e o que vem depois, mas eu tanto gosto do filme como eu o tenho em casa. 

 

Pra mim "pensar" o filme engloba o "sentir" o filme tb, não dá pra separar ... agora outra coisa completamente diferente é vc racionalizar a experiência e colocá-la dentro de regras e conceitos como se todo filme se dirigisse a um mesmo ponto comum. Todos nós pensamos os filmes, inclusive você. Pense nisso03
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