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Forum Cinema em Cena

Coco Antes de Chanel


Liv A.
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18/04/2009

-

22h54

Coco Chanel ganha vida em produções da França e dos EUA

 

da Efe, em Paris

 

 

 

A vida de Gabrielle Bonheur Chanel ganha as telas do cinema a partir de

quarta-feira com a estreia de "Coco Avant Chanel", uma obra de Anne

Fontaine com Audrey Tautou no papel da estilista.

 

 

O filme, cuja estreia nas telas brasileiras está prevista para

outubro, quer se tornar um sucesso internacional, em boa parte graças

ao carisma da protagonista de "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain"

(2001) e de "O Código da Vinci" (2006).

 

 

Divulgação

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Pôster do filme "Coco Avant Chanel", com a atriz Audrey Tautou

 

 

A semelhança física da atriz com a jovem Chanel (1883-1971) é grande.

 

 

"Coco Avant Chanel" é a primeira produção de uma série de filmes

sobre a estilista, e será seguida por "Coco Chanel et Igor Stravinsky",

de Jan Kounen.

 

 

O diretor escolheu Anna Mouglalis e Mads Mikkelsen para reviver a

relação entre a grande modista e o compositor russo que, nos anos 20,

encontrou refúgio na casa da francesa.

 

 

O longa de Kounen tem estreia prevista para o segundo semestre de

2009, mas ainda haverá um segundo filme sobre o tema que é preparado

pelo diretor William Friedkin, de "O Exorcista".

 

 

O cineasta trabalha no insight histórico que a estilista teve com o

"petite robe noir" (tubinho preto), peça obrigatória nos armários

femininos.

 

 

Inicialmente, o filme do diretor americano se chamará

"Igor&Coco" e o papel da estilista será interpretado por Marina

Hands, segundo anunciou ele mesmo há dois anos no Festival de Cannes.

 

 

A história de Chanel é pontuada por algumas passagens polêmicas,

como sua paixonite por um militar nazista durante a ocupação alemã na

França, que foi acompanhada de uma rede de intrigas durante essa mesma

época para aumentar o já imponente império da estilista.

 

 

Sobre a famosa personalidade também está sendo preparada uma

superprodução dirigida por Danièle Thompson e que poderia ter Demi

Moore no papel principal.

 

 

O nome de Angelina Jolie também foi levantado para dar vida à jovem

que, depois de ser internada em um orfanato com a morte da mãe,

conquistou muitas glórias antes de acabar os dias sozinha no hotel Ritz

de Paris.

 

 

 

21/09/2009

-

16h21

 

Coco Chanel promoveu direitos das mulheres, diz Audrey Tautou

 

 

da Reuters, em Nova York

 

 

 

Gabrielle "Coco" Chanel não apenas criou roupas belas, mas também

promoveu os direitos das mulheres, diz a atriz Audrey Tautou, que terá

o papel da pioneira estilista francesa em um novo filme.

 

 

"Coco Before Chanel", que estreia nos EUA nesta sexta-feira, conta a

história do início da vida de Chanel, que passou a infância em um

orfanato, tentou ser cantora com a irmã e tornou-se amante de um homem

rico para escapar da pobreza.

 

 

Depois disso, conheceu o amor de sua vida, que a ajudou a fazer seu

talento de estilista desabrochar e financiou o início de sua grife.

 

 

"Sua personalidade, seu desejo de desfrutar a mesma liberdade dos

homens, e não depender deles, é exatamente aquilo pelo qual lutamos",

disse Tautou, cujos trabalhos anteriores incluem "O Fabuloso Destino de

Amélie Poulain" e "O Código Da Vinci."

 

 

Divulgação

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"Seu desejo de desfrutar a mesma liberdade dos homens é aquilo pelo qual lutamos", diz Audrey Tautou

 

"Ela lutou por ela mesma, mas acho que ela mudou muitas coisas para

ela e para nós", disse Tautou. "Ela fez as coisas primeiramente para

ela mesma, e não por uma causa."

 

 

Tautou disse que foi abordada para diferentes filmes sobre Chanel,

mas escolheu o filme da diretora Anne Fontaine porque focava o início

da vida de Chanel. Ela admitiu, também, que ficou insegura ao retratar

a estilista.

 

 

Estou ansiosa por esta produção, Coco Chanel era uma grande figura feminina. 03

 

Ursa2009-09-21 21:26:58

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Audrey Tautou comenta sobre a sua personagem - 21/09/2009 18:36

A atriz Audrey Tautou, interprete de Chanel em Coco Antes de Chanel, revelou como foi viver a estilista e o que pensa dela.

"Ela buscava a mesma liberdade que os homens tinham e não depender deles", disse a atriz à Reuters. "Tudo o que fez foi por ela mesma, mas acho que isso também trouxe benefícios para as mulheres".

"Ela foi uma mulher tão excepcional, ousada, fora do seu tempo e carismática que tive medo de não conseguir transmitir isso tudo", confessou Tautou. "Não quis fazer algo superficial, pois ela foi uma mulher singular. Minha intenção foi tirar o véu".

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A vida dessa estilista deve ser muito interessante mesmo.

Procurando por legenda encontrei uns 3 filmes sobre ela.

E Demi Moore ainda pensa em produzir mais um... afff!

 

Anyway, o da Tautou é diferente dos demais pq é mais focado na vida amorosa dela, antes da fama.

O da Maclaine aborda mais seus últimos anos de vida.
MariaShy2009-09-24 08:31:07
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  • 1 month later...

Crítica: Coco Antes de Chanel

Uma bem vestida história da carochinha

27/10/2009

O que você sabe sobre Coco Chanel? Se não tiver curiosidade por estilistas nem recebeu criação francesa, onde a moda é patrimônio nacional, provavelmente ligará o nome a um perfume, uma bolsa ou a um corte de cabelo. Ou ainda à figura vaga de uma estilista imponente e com fama de importante - que você não sabe explicar exatamente de onde vem.

Mas sua importância não é gratuita, nem restrita a iniciados. Trabalhando com moda a partir dos anos 1910, Chanel construiu um império e revolucionou o pensamento do século XX. A estilista liberou as mulheres da silhueta firme e conservadora de então, marcada pelo corselete, e introduziu roupas inspiradas no vestuário masculino. Uma explicação simplificada, mas que dá o tom da quebra de conceitos que ela provocou.

Não espere, porém, nenhum escândalo de Coco Antes de Chanel (Coco Avant Chanel, 2009), novo filme de Anne Fontaine. Como o título promete, o enredo enfoca os anos pré-império da moda da protagonista. Quem está ali, retratada por Audrey Tautou, não é a poderosa estilista. E, sim, a moça órfã e de família humilde, que costura de dia e canta em cabarés de noite.

É nesse meio tempo que Gabrielle, seu nome real, tem seus primeiros (de muitos) romances poderosos e ganha seu acesso à alta roda parisiense. Primeiro através de Étienne Balsan, com quem constrói uma relação esquisita de submissão às avessas. Em seguida vem "Boy" Capel, amigo de Balsan, que se torna seu grande amor e ajuda Chanel a transformar seu hobby de criação de chapéus no embrião da maison que conhecemos hoje.

O figurino, como é de se esperar, é bem cuidado e dá o tom sutil na evolução de pensamento da personagem. Vale destaque também a caracterização de Tautou, que consegue reproduzir a carranca ranzinza de Chanel, com o cigarro na boca caída. Nada tão marcante quanto Marion Cotillard em Piaf, mas funciona. E, infelizmente, é uma das poucas coisas que realmente funcionam.

De um ícone francês para outro, a comparação com Piaf é válida. Apesar de mergulhado em sentimentalismo, a biografia da cantora cumpre, com louvor, a missão de apresentar sua história do começo ao fim. Coco Antes de Chanel, por outro lado, não consegue nem mesmo manipular as emoções do espectador.

Chanel, pobrezinha, ganhou uma biografia insossa, que não vai, nem vem. É apenas um filme OK, que não conquista quem não está por dentro da história pós-cenas finais. A estilista é reduzida a uma mulher de romances, que soube tirar proveito dos seus homens. Suas motivações e personalidade avant garde ficam para fora, mostrando uma Chanel rasa e entediante.

Assim, limando as arestas mais polêmicas, Coco Antes de Chanel serve para uma campanha velada de limpeza da reputação da estilista para os novos tempos politicamente corretos. Omite-se cada vez mais seus movimentos mais polêmicos. Como seu envolvimento com nazistas, que lhe rendeu uma prisão por crimes de guerra, um exílio de uma década e o ódio dos franceses. Tudo isso vai para sob o tapete, e a biografia da estilista ganha, cada vez mais, ares de história da carochinha. Uma carochinha muito bem vestida, aliás.

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  • 2 weeks later...

Acorda moderação! Move aqui.

 

Me surpreendi, é bom filme sim. A Tautou apanha da Cotillard, mas Piaf apanha desse aqui. O legal é que a história é contada com muita naturalidade, não tem nenhum momento de epifania mirabolante. Mais do que o mito, o filme enxerga a mulher.

 

Um dos coadjuvantes, Benoît Poelvoorde, quase rouba o filme da Tautou.
Jonny Greenwood2009-11-07 18:52:10
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  • 1 month later...

Não ache que apanhe, não sei, o que não gosto em "Piaf" é a tentativa de mostrar "toda" a história dela, fica muito fracionado. Aqui como é um período só, até o sucesso, não se tenta ir além, deu mais tempo de você se envolver, não sei, a impressão é melhor mesmo. Eu que não simpatizo tanto com a Tautou - trauma de "Amelie" - gostei bastante dela, o filme também é bom, a trilha, média, meio repetitiva, mas sempre boa do Desplat também ajuda, bom filme sim.

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  • 1 month later...

É extremamente primário, com direito até mesmo a velhíssima cena em que a protagonista é aplaudida de pé no final, depois de "sofrer tanto" - e a Anne Fontaine chega ao cúmulo de inserir flashbacks que mastigam esse "sofrimento" (entre aspas porque não me pareceu tanto assim).

 

Segura-se bem na atuação da Audrey Tautou, que consegue nos prender ao filme graças ao seu carisma e à sua forma contida de se expressar (não cheguei a me importar com Coco, mas aí são outros quinhentos), embora nem ela consiga vencer a superficialidade com que sua personagem é tratada: o máximo que a Fontaine cria é um triângulo amoroso brega, que só interessa pelas atuações do trio. Vez por outra ela cita a família de Coco e sua estadia em um orfanato, mas de forma superficial e desinteressante. Nem a genialidade dela como estilista recebe um bom tratamento, tudo porque a Fontaine teima nesse triângulo (e é por isso que os figurinos são tão bons: expõe o talento de Coco, coisa que a diretora jamais consegue fazer).

 

Para um filme que se orgulha tanto de possuir uma protagonista ousada e a frente de seu tempo, Coco Avant Chanel é extremamente convencional, cafona e antiquado, o tipo de obra que sabe-se lá como continua a ser feita. Em outras épocas, poderia ter achado um passatempo aceitável. Agora já não dou trela pra esse tipo de preguiça.

 

A trilha do Desplat é muito boa, apesar de tudo.
Lumière2010-02-05 22:53:32
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