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Crise Árabe: Democracia vem aí ou Novas Ditaduras?


Jailcante
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Não sei se tinha um tópico sobre. Anyways:

 

 

Conheça as diferentes oposições que atuam na crise do mundo árabe

A onda de protestos que desbancou em poucas semanas os governos da Tunísia e do Egito continua inspirando manifestações em outros países do mundo árabe. Enquanto os dois países passam por um momento de transição, outros demonstram a insatisfação com a situação político-econômica e a necessidade de liberdade e democracia.

Protestos mais intensos vêm sendo registrados na Líbia, onde a população pede a saída do ditador Muammar Gaddafi, na presidência do país há 42 anos, e no Bahrein, onde a maioria xiita pede mudanças no governo do rei Hamad Bin Isa Al Khalifa, no poder desde 1999.

Há ainda protestos no Iêmen, contra o governo de Ali Abdullah Saleh, no poder desde 1978, na Argélia -- desde o começo do ano -- contra o presidente Abdelaziz Bouteflika, que ocupa o cargo desde 1999, na Jordânia, contra o rei Abdullah, no posto desde 1999, e em Omã, no qual o sultão Al Said reina desde 1970.

Conheça abaixo os principais nomes e diferentes vertentes da oposição nos países árabes:

Tunísia

Tunísia

As manifestações na Tunísia não ficaram restritas a apenas uma camada da população. Contou com a participação de setores chave da classe de trabalhadores, públicos e de empresas privadas, da indústria, além dos jovens e estudantes. Com a renúncia do presidente Ben Ali, importantes figuras e forças da oposição comandam a transição para novas eleições, entre eles o partido islamita tunisiano "Ennahda", inspirado pela Irmandade Muçulmana egípcia, o Movimento da Renovação, e Mustapha Ben Jaafar, do Fórum Democrático pelo Trabalho e as Liberdades, e Moncef Marzouki, fundador do Congresso para a República, ambos cotados para disputar a presidência.

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Egito

Egito

As manifestações populares no Egito foram organizadas por jovens, via internet, que reivindicavam melhores oportunidades de trabalho, melhores condições econômicas e a substituição do presidente Hosni Mubarak, há 30 anos no poder. Derrubado o regime, o país está em um momento de transição e entre os que despontam como possíveis lideranças estão o líder da Irmandade Muçulmana, o maior grupo de oposição no Egito, Mohammed Badie; o prêmio Nobel da Paz Mohammed ElBaradei e Ayman Nour, líder do partido de oposição "El-Ghad" ("amanhã", em árabe).

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Líbia

Líbia

Forças de oposição líbias, entre partidos e a população contrária ao regime de Muammar Gaddafi, estão unidas em um Conselho Nacional, que reúne representantes de todas as zonas do país livres do controle político do ditador. Abdelhafiz Hoga, porta-voz do conselho, afirmou que a missão do órgão é "dirigir o processo de transição", mesmo com Gaddafi ainda no poder.

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Bahrein

Bahrein

A maioria Xiita, organizada pelos partidos Wefaq a Waad, protesta contra o regime do rei Hamad bin Issa Al Khalifa, sunita, há 40 anos no poder. A população exige reformas reais e a convocação de eleições livres para a formação de um novo governo. Assim como em outros países, a situação política do país trouxe de volta o líder xiita Hassan Mushaima, que retornou do exílio ao país para pressionar o governo de Al Khalifa.

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Argélia

Argélia

Na Argélia, a oposição está concentrada na Coordenação Nacional pela Democracia e a Mudança (CNCD) composta por grupos civis, sindicatos e partidos da oposição, entre eles o RCD. Após divergências, a Coordenação criou uma segunda estrutura, a Coordenação da Sociedade Civil, composta principalmente pela Liga Argelina de Defesa dos Direitos Humanos, o sindicato de funcionários públicos e o grupo SOS Desaparecidos. Na semana passada o governo argelino suspendeu o estado de emergência após 19 anos e anunciou uma série de medidas a favor da economia, do emprego e da habitação.

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Iêmen

Iêmen

Os islâmicos compõem o maior partido de oposição do Iêmen, o Islah, liderado por Mohammed al-Saadi. Além deles, os estudantes também tiveram um papel central na organização das manifestações contra o governo de Ali Abdullah Saleh, principalmente nos protestos realizados na capital Sanaa, nos arredores da Universidade de Sanaa. Cerca de 10 mil estudantes participaram dos primeiros protestos, exigindo a saída de Saleh. Mas os opositores enfrentam um problema: cidadãos e partidos de oposição estão divididos, sendo que as legendas ainda não estão apoiando totalmente a manifestação popular, o que pode enfraquecer o movimento.

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Jordânia

Jordânia

Os protestos no país foram impulsionados por funcionários do setor público, que foram às ruas reivindicar contra o aumento dos preços e do custo de vida na capital, Amã, e os baixos salários. No início, as manifestações eram limitadas aos trabalhadores, sem a adesão de nenhum partido político. Só depois dos primeiros dias de protestos a Frente de Ação Islâmica (FAI), vinculada à Irmandade Muçulmana, principal partido de oposição no país, aderiu ao movimento.

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Omã

Omã

A população de Omã, principalmente os trabalhadores, é a principal força por trás dos protestos no sultanato. Na segunda-feira (28), centenas de manifestantes bloquearam o acesso por estrada do porto de Sohar, o segundo maior de Omã.

 

 

O mundo Árabe tá que nem BBB: Eliminando um por semana.

 

Digo que esses protestos são muito importantes. Pelo menos é uma esperança que surge contra esses cidadões aí que ficam 1000 anos no poder, achando que são deuses porque só e unicamente eles é que vão defender o povo dali do imperialismo americano e aquele blábláblá todo (Esse da Líbia particularmente é muito ridículo), e fazendo e acontecendo. Matando e dizimando o povo a custo de nada. Ver esse povo levando o pé na bunda: Priceless.

 

Mas eu sou pessimista. Acho que tende a novas ditaduras surgirem por aí nesses países (É uma Utopia imaginar uma democracia por lá). Tão trocando 6 por meia dúzia. Só que espero estar bem errado sobre isso, quem sabe...

 

(Não tenho capacidade de escrever um texto bonito sobre, então vai esse mesmo)
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Também acho que já passou da hora desses ditadores vazarem, mas para os cidadãos árabes a coisa sem eles vai piorar muito antes de melhorar. Essas ditaduras foram apoiadas pelo ocidente durante anos a fim de se chegar a um equilíbrio no Oriente Médio. o "equilíbrio" que se instalou nessas últimas décadas vai ser totalmente quebrado.

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Não dá para saber o que vai acontecer. O que sei é que eles precisam enfrentar esses problemas. O caminho da democracia não é fácil e haverá muito sofrimento, pobreza e sangue derramado até que se estabeleça um equilíbrio. Mas nada disso poderia acontecer se eles todos ficassem parados, satisfeitos com a mediocridade das ditaduras vigentes.

 

Não existem caminhos facéis... para tomar as rédeas do próprio destino, um povo deve estar preparado para as consequencias...
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Pelo que eu vi o ditador da Libia não vai deixar o cargo, colocou a culpa no ocidente e nas manchetes (claro, alguém tinha que levar a culpa060606)

Enfim passou da hora deles sairem, como ja disseram é dificil, mas um povo não pode viver sob o regime da ditadura, é demais
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Também acho que já passou da hora desses ditadores vazarem' date=' mas para os cidadãos árabes a coisa sem eles vai piorar muito antes de melhorar. Essas ditaduras foram apoiadas pelo ocidente durante anos a fim de se chegar a um equilíbrio no Oriente Médio. o "equilíbrio" que se instalou nessas últimas décadas vai ser totalmente quebrado.[/quote']

 

É nesse hora que a coisa piora que surge um louco novo que o povo vai atrás seguindo cegamente e lá vamos nóis com outra ditadura num desses países. Muito complicada a coisa lá.
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Poisé... é uma questão complicada. Ainda mais generalizando a questão para toda a região. Cada país é uma história diferente, apesar do movimento estar se alastrando.

 

Muito se fala na ditadura de Gadaffi, mas o curioso é que é um dos países com maiores IDH e renda per capita no Oriente Médio (inclusive maior que a do Brasil). Houve sim uma melhora nas condições materiai de vida, inclusive da mulher.

 

Também é o mesmo caso de Omã e do Bahrein. Países muito bem econômicamente e com alto IDH.

 

A Tunísia também foi um país que de acordo com a ONU está em sétimo lugar na lista dos países que mais evoluíram em condições de vida nos últimos 30 anos (e o Omã em primeiro).

 

Agora temos que ver são movimentos mais complicados do que parecem. Estariam em busca de melhores condições de vida simplesmente? Ou é um povo engajado politicamente buscando reformas políticas?

 

Também há a hipocrisia da comunidade internacional de apoiar movimentos de certos países e, por conveniência, deixar outros de lado. A mídia americana está bombando em cima da Líbia, mas os confrontos violentos no Bahrein não foram cobertos pela mídia com a mesma intensidade.

 

Estes movimentos no Oriente Médio também mostram que o cenário internacional está mudando drásticamente. As coisas não passam mais exclusivamente pelo eixo EUA-Europa. A Europa é corpo morto. Os Eua estão diante de uma situação difícil:

Como os EUA, principalmente a presidência Democrata de Obama, vão lidar com o conflito entre interesses nacionais americanos e a defesa de valores democráticos pelo mundo?

 

As questões do Oriente Médio, assim como as do mundo, não podem mais serem decididas a partir de um grupo fechado. Os árabes estão escolhendo o próprio caminho, a despeito dos interesses geo-políticos de outros países.

 

Na minha opinião pessoal, no caso do Brasil, o governo Dilma deu para trás do que foi em relação ao governo Lula. Está perdendo o bonde da história para se afirmar como país de opinião no cenário internacional ao adotar a tradicional postura em cima do muro.

 

E não, não acho utópico a democracia nos países árabes. por que seria? Isso é subestimar a capacidade dos povos de outros lugares.
Conan o bárbaro2011-03-03 14:24:14
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Na minha opinião pessoal' date=' no caso do Brasil, o governo Dilma deu para trás do que foi em relação ao governo Lula. Está perdendo o bonde da história para se afirmar como país de opinião no cenário internacional ao adotar a tradicional postura em cima do muro.[/quote']

 

 

 

Considerando que o governo Lulladrão quando se manifestava era para dar apoio ao Irã, essa neutralidade acaba sendo um ponto positivo do governo Dilma.

 

 

 

Se afirmar como país de opiniões idiotas não é vantagem. Melhor ficar neutro que ficar do lado de ditadores e teocratas.

 

 

 

Além disso, Dilmentira está muito ocupada cortando verbas da educação e da cultura. Não tem tempo para se preocupar com crise no Oriente Médio.Nostromo2011-03-03 19:28:18

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Na minha opinião pessoal' date=' no caso do Brasil, o governo Dilma deu para trás do que foi em relação ao governo Lula. Está perdendo o bonde da história para se afirmar como país de opinião no cenário internacional ao adotar a tradicional postura em cima do muro.[/quote']

 

 

 

Considerando que o governo Lulladrão quando se manifestava era para dar apoio ao Irã, essa neutralidade acaba sendo um ponto positivo do governo Dilma.

 

 

 

Se afirmar como país de opiniões idiotas não é vantagem. Melhor ficar neutro que ficar do lado de ditadores e teocratas.

 

 

 

Além disso, Dilmentira está muito ocupada cortando verbas da educação e da cultura. Não tem tempo para se preocupar com crise no Oriente Médio.

 

 

 

Não se trata de ser amiguinho de ditador. Temos mais é que condenar estes crimes (mas o engraçado é que o Brasil sempre teve boas relações com o Egito, e nnguém se incomodava...)

 

 

 

Mas o fato é que a iniciativa do Brasil e Turquia deu um resultado que a postura intransigente dos EUA (e em segunda instância da Europa) não alcançou. Não é ficar do lado de ditaduras, mas ver que o Brasil tem um papel importante sim e devemos assumir esta responsabilidade. As decisões no cenário internacional não podem ser tomadas somente pelo seleto grupo do conselho de segurança da ONU. Assim a situação no Oriente Médio não vai para frente mesmo..

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Alcançou um resultado? O único resultado que eu vejo é que uma ditadura teocrata conhecida por proteger terroristas, por ser intolerante, dentre outras coisas, vai ter acesso a material nuclear 20% mais potente.

 

 

 

Se isso não é ficar ao lado de criminosos então não sei mais o que é... Se é para fazer uma idiotice como esse acordo com o Irã, é melhor o governo brasileiro ficar calado mesmo.

 

 

 

A "situação no Oriente Médio não vai para frente" por culpa de quem vive lá. É por culpa de governos como o do Irã que a situação na região é sempre tensa. Não por culpa da posição que o Brasil assume.

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Alcançou um resultado? O único resultado que eu vejo é que uma ditadura teocrata conhecida por proteger terroristas' date=' por ser intolerante, dentre outras coisas, vai ter acesso a material nuclear 20% mais potente.

 

 

 

Se isso não é ficar ao lado de criminosos então não sei mais o que é... Se é para fazer uma idiotice como esse acordo com o Irã, é melhor o governo brasileiro ficar calado mesmo.

 

 

 

A "situação no Oriente Médio não vai para frente" por culpa de quem vive lá. É por culpa de governos como o do Irã que a situação na região é sempre tensa. Não por culpa da posição que o Brasil assume.[/quote']

 

 

 

Alcançou resultado sim senhor, pois o Irã assinou um acordo com o mesmo conteúdo daquele que estava sendo proposto pela ONU anteriormente. Mas depois disso, os EUA tiraram outros elementos da manga dizendo que estava faltando e por isso não valia nada.

 

 

 

E está no direito do Irã ter acesso ao enriquecimento de urânio e à tecnologia nuclear. Aliás, é um direito de todos os países. Ele faz parte do Tratado de não proliferação, e até agora não o desrespeitou.

 

 

 

A situação não vai para a frente se as decisões continuarem a serem tomadas no âmbito unilateral. Não culpo o Brasil, óbvio.Mas também não é assunto de um clube fechado (aliás, qualquer assunto no cenário internacional). Se os EUA resolverem invadir a Líbia e deus e o mundo, isso será justo?

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  • 3 weeks later...

Conan, não dá pra concordar que seja um direito do Irã ter acesso à tecnologia nuclear.

 

 

 

Um ditador que massacra o próprio povo (tal qual Fidel) e que fala abertamente em "destruir o Estado de Israel" - e aqui poderia ser qualquer outro Estado - não pode ter acesso a armas nucleares, aliás, não poderia ter acesso a arma nenhuma.

 

 

 

Os EUA estão muito certos em ficarem alertas, na minha opinião já deveriam ter invadido e acabado com a palhaçada.

 

 

 

No passado os EUA e a URSS nos deram provas de que não queriam a guerra nuclear. Hoje a URSS não existe mais, e a Rússia, a China, os EUA e os países europeus são sabedores de que uma guerra nuclear pode representar o fim da nossa espécie ou, pelo menos, o fim da nossa civilização tal qual a conhecemos. Mas governos liderados por radicais religiosos, de qualquer que seja a religião, que acreditam que estão a serviço de Deus, podem muito bem pôr fim à nossa Espécie achando que estão fazendo a vontade de Deus.

 

 

 

Talvez - e ênfase neste TALVEZ - uma solução pra tudo isso passasse por colocar TODAS as armas nucleares existentes sob controle de uma organização governamental internacional, como a ONU, a AIEA ou a OTAN. E tirar do poder à força QUALQUER governante, ditador ou não, que tentasse construir armas nucleares sem autorização internacional.

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Conan' date=' não dá pra concordar que seja um direito do Irã ter acesso à tecnologia nuclear.

Um ditador que massacra o próprio povo (tal qual Fidel) e que fala abertamente em "destruir o Estado de Israel" - e aqui poderia ser qualquer outro Estado - não pode ter acesso a armas nucleares, aliás, não poderia ter acesso a arma nenhuma.

Os EUA estão muito certos em ficarem alertas, na minha opinião já deveriam ter invadido e acabado com a palhaçada.

No passado os EUA e a URSS nos deram provas de que não queriam a guerra nuclear. Hoje a URSS não existe mais, e a Rússia, a China, os EUA e os países europeus são sabedores de que uma guerra nuclear pode representar o fim da nossa espécie ou, pelo menos, o fim da nossa civilização tal qual a conhecemos. Mas governos liderados por radicais religiosos, de qualquer que seja a religião, que acreditam que estão a serviço de Deus, podem muito bem pôr fim à nossa Espécie achando que estão fazendo a vontade de Deus.

Talvez - e ênfase neste TALVEZ - uma solução pra tudo isso passasse por colocar TODAS as armas nucleares existentes sob controle de uma organização governamental internacional, como a ONU, a AIEA ou a OTAN. E tirar do poder à força QUALQUER governante, ditador ou não, que tentasse construir armas nucleares sem autorização internacional.[/quote']


Compreendo.

Mas antes de tudo temos que ver quem diz estas coisas. Compramos muito facilmente as notícias que nos são dadas. Mas vamos aos fatos:

 

- Ahmadinejad não é ditador. Ele não detém o poder do país. Se tem alguém se aproximaria desta posição seria o Supremo líder religioso da Revolução, o Aitaolá Kamenei. Na verdade, o sistema política iraniano é totalmente diverso do caso do Kaddafi e do Hussein. É um sistema com várias instâncias e altamente complexo (o que não significa democrático).

- Temos que separar o que o presidente diz e o que ele realmente faz. O Irã realmente se coloca contra o governo de Israel (não contra os judeus). Mas isso não singifica que seja um Estado agressivo. Na verdade tem mais de 100 anos que o Irã não faz uma guerra. A única, e terrível, exceção foi a guerra sanguinolenta Irã-Iraque, mas iniciada pela agressão do Iraque (e com apoio tácito dos países ocidentais contra o regime islâmico). Irã nem mesmo tomou partido enfático nas guerras envolvendo os países árabes e Israel.
O que realmente foi dito é que o governo sionista de Israel, assim como a união soviética e o regime do Apartheid, há de cair. Isso será inevitável. Mas nunca mencionaram sequer possibilidade de intervenção ou guerra.

 

- Segundo pesquisas das opiniões públicas da região e entre os árabes, a maior ameaça é os Estados Unidos. O Irã não é visto como ameaça. E esta sensação procede, pois quem realmente desestabiliza a região, com guerras e financiando ditaduras, são os EUA.
E além do mais os EUA já deram provas que são capazes de utilizares a bomba atômica.

- Israel é um país muito mais agressivo e conta com centenas de ogivas nucleares.

- O Irã sofre sanções internacionais que visa enfraquecer o seu poderio bélico e a compra de armas modernas. A única solução para fazer frente a agressões externas é uma arma total que anula esta diferença (mas não é justificar a arma atômica de maneira alguma).
De qualquer modo, até agora não foram encontradas provas que apontam para o caráter bélico do desenvolvimento da tencologia atômica.

- Importante: Irã não é um país governado por malucos fanáticos. O discurso religioso é muito forte, realmente. Mas eles não são estúpidos. São racionais como qualquer um. É ingenuidade pensar que França tem uma responsablidade maior que o Irã, que ao contrário da maioria dos países árabes, é uma nação antiquíssima, com fortes tradições e muita experiência (tal qual a China e a Índia).
Irã não é Taliban (e um é inimigo mortal do outro).

- E finalmente a sua solução, interessante por sinal, nunca vai acontecer. Pois nenhum país vai abrir mão de seu poderio e de sua força em nome de uma instância maior.

 

E por último mesmo, e o essencial:

Se os EUA invadissem o Irã, isso nada mais faria do que justificar a busca de tecnologia nuclear.

Tudo tem que ser resolvido na diplomacia e no diálogo. Sanções bloqueiam este caminho, e além do mais fortalecem o regime conservador em prejuízo das correntes mais liberais (veja o caso de Cuba)

Conan o bárbaro2011-03-23 14:27:11
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Compreendo.

Mas antes de tudo temos que ver quem diz estas coisas. Compramos muito facilmente as notícias que nos são dadas. Mas vamos aos fatos:

 

- Ahmadinejad não é ditador. Ele não detém o poder do país. Se tem alguém se aproximaria desta posição seria o Supremo líder religioso da Revolução' date=' o Aitaolá Kamenei. Na verdade, o sistema política iraniano é totalmente diverso do caso do Kaddafi e do Hussein. É um sistema com várias instâncias e altamente complexo (o que não significa democrático).

- Temos que separar o que o presidente diz e o que ele realmente faz. O Irã realmente se coloca contra o governo de Israel (não contra os judeus). Mas isso não singifica que seja um Estado agressivo. Na verdade tem mais de 100 anos que o Irã não faz uma guerra. A única, e terrível, exceção foi a guerra sanguinolenta Irã-Iraque, mas iniciada pela agressão do Iraque (e com apoio tácito dos países ocidentais contra o regime islâmico). Irã nem mesmo tomou partido enfático nas guerras envolvendo os países árabes e Israel.
O que realmente foi dito é que o governo sionista de Israel, assim como a união soviética e o regime do Apartheid, há de cair. Isso será inevitável. Mas nunca mencionaram sequer possibilidade de intervenção ou guerra.

 

- Segundo pesquisas das opiniões públicas da região e entre os árabes, a maior ameaça é os Estados Unidos. O Irã não é visto como ameaça. E esta sensação procede, pois quem realmente desestabiliza a região, com guerras e financiando ditaduras, são os EUA.
E além do mais os EUA já deram provas que são capazes de utilizares a bomba atômica.

- Israel é um país muito mais agressivo e conta com centenas de ogivas nucleares.

- O Irã sofre sanções internacionais que visa enfraquecer o seu poderio bélico e a compra de armas modernas. A única solução para fazer frente a agressões externas é uma arma total que anula esta diferença (mas não é justificar a arma atômica de maneira alguma).
De qualquer modo, até agora não foram encontradas provas que apontam para o caráter bélico do desenvolvimento da tencologia atômica.

- Importante: Irã não é um país governado por malucos fanáticos. O discurso religioso é muito forte, realmente. Mas eles não são estúpidos. São racionais como qualquer um. É ingenuidade pensar que França tem uma responsablidade maior que o Irã, que ao contrário da maioria dos países árabes, é uma nação antiquíssima, com fortes tradições e muita experiência (tal qual a China e a Índia).
Irã não é Taliban (e um é inimigo mortal do outro).

- E finalmente a sua solução, interessante por sinal, nunca vai acontecer. Pois nenhum país vai abrir mão de seu poderio e de sua força em nome de uma instância maior.

 

E por último mesmo, e o essencial:

Se os EUA invadissem o Irã, isso nada mais faria do que justificar a busca de tecnologia nuclear.

Tudo tem que ser resolvido na diplomacia e no diálogo. Sanções bloqueiam este caminho, e além do mais fortalecem o regime conservador em prejuízo das correntes mais liberais (veja o caso de Cuba)

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Pena que os trogloditas do fórum não conseguem entender isto. Seria mais fácil se eles admitissem que não sabem nada da cultura árabe e odeiam nada que é ocidental ao invés de usarem mascaras de defensores da falsa democracia, que ajuda as ditaduras árabes por décadas e depois exigem democracia.

 

Sobre o tópico vale lembrar que a cada dia a Arábia Saudita também está no barco das revoluções.

 

Acho que a intervenção internacional sobre a Líbia vai ser um ato mais desastroso do que benéfico, me lembra e muito um novo Kosovo. E o motivo desta comoção e “ajuda bélica internacional” é obvia: Petróleo.  Isto além de outras cositas...

Plutão Orco2011-03-23 15:40:12
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Poisé... mas é difícil mesmo.


Vai tentar buscar alguma informação "alternativa", uma análise focando uma outra perspectiva. Não acha!
Está tudo vomitando em cima de nós as mesmas coisas... repetindo as mesmas coisas.
Realmente há violações do direitos humanos na Líbia. Mas aí todos tiram da cabeça que há miséria, doença, etc. Mas lá é um país que cresceu bastante, inclusive nas condições de vida da população.

 

E as notícias alternativas são muito teoria da conspiração.
Sobre o Irã eu consegui algumas informações que servem para contrapor a esta opinião vigente.
Mas sobre a Líbia está difícil. Se alguém me passar uma fonte de notícias confiáveis, eu agradeceria.
Conan o bárbaro2011-03-23 16:13:42
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Outras vozes

Quarta, 23 Março 2011 01:00

António%20Barata

António Barata

Ao que tudo indica, passada a surpresa e a desorientação provocada pelos levantamentos populares que derrubaram os ditadores "amigos" da Tunísia e do Egipto, a "comunidade internacional" parece ter recuperado e voltado a tomar as rédeas da nova ordem internacional.


 

Podem pois respirar de alívio os nossos políticos, comentadores a soldo e fazedores de opinião que ainda há semanas lamentavam a falta de estratégia e as hesitações de Obama e da União Europeia. Afinal, ainda não vai ser desta que os bárbaros vão invadir o império e privar-nos do gás e do petróleo que sustenta o bem-estar e o progresso das "nossas" democracias e faz a miséria dos povos ricos em matérias-primas.

Obama, ao contrário do bronco que o antecedeu, sabe que os recursos militares, financeiros e económicos do seu país e dos seus aliados europeus não são infinitos. Por isso em vez de levar tudo a eito com a desculpada do combate ao terrorismo, implementado e a liberdade e a democracia à bordoada nos países com povos incultos e atrasados que teimam em não ter em grande conta as potências ocidentais e ainda não perceberam o que é bom para eles, optou por um registo manhoso. Se as massas populares já não suportam os ditadores nossos aliados e se revoltam aos milhões, o melhor é não antagonizar as revoltar populares e ir tentando controlá-las à distância e procurara revertê-las a seu favor, mesmo que isso implique deixar o antigo aliado entregue ao seu destino. Começa-se com os apelos à calma e à negociação, e se necessário aposta-se em alguém próximo do regime, moderado e moderno, de preferência com algum curriculum oposicionista, para que o petróleo, o sangue da "nossa" economia, continue a correr livremente. Não só se evitam as chatices políticas e os custos económicos que os massacres e as invasões militares sempre acarretam, como sai tudo muito mais barato e com menos perguntas. Ao mesmo tempo que permite às potências imperiais assumirem um ar humanista e de paladinos dos direitos humanos e das liberdades democráticas, remetendo para o esquecimento o facto dessas ditaduras caídas em desgraça só se terem podido manter no poder durante décadas graças ao apoio generoso dos EUA e das potências europeias.

Mas a novidade esgota-se aqui. Ao contrário do que muitos imaginaram, as ditaduras norte africanas e do médio oriente não vão cair umas atrás de outras, como um dominó. Basta compararmos a atitude da UE e dos EUA face à repressão na Líbia e no Baharaime, o aval que deram à invasão deste emirato pela Arábia Saudita, para percebermos que os donos do mundo não vão abrir mão da influência e do controlo que detêm na área, que continuam a considerar que há os bons e maus ditadores, orientando-se pelo mesmo velho guião de sempre. Pelo que vamos continuar a ser instruídos por governantes e imprensa sobre a justeza e a necessidade de se apoiar os bons ditadores e a de eliminar os maus, como nos explicou o primeiro-ministro britânico num rasgo de rara clarividência ao nos esclarecer que não podemos comparar a Líbia e o Baharaime. É que na Líbia, disse, o ditador Kadafi massacra o seu povo há 30 anos e reprime as manifestações à bala. Enquanto que no Bahhraim o rei apenas se limita a repor a ordem e a evitar o caos. O rei do Baharaime pode fazer o mesmo que Kadafi mas, diz-nos o primeiro-ministro, não é a mesma coisa! – explica, sem explicar nada. Dualidade de critérios que não será estranha ao facto de ser neste emirato que está instalada a maior base americana do Golfo Pérsico, a qual precisa de um poder submisso ao interesse norte-americano, que não condescenda com o sentimento anti-americano partilhado pelos povos árabes nem tenha tentações nacionalistas. O alinhamento noticioso e a rapidez com que os governos dos EUA e da União Europeia tomaram partido contra Kadafi (num claro contraste com os apelos à negociação quando se tratou da Tunísia e do Egipto), a começar nas fantasiosas notícias sobre o bombardeamento das manifestações pela aviação – onde estão as provas, as imagens desses bombardeamentos, que a acontecerem teriam causado não dezenas mas milhares de vítimas – o anúncio diário e continuado da queda eminente do líder líbio e do continuo reforço e apoio popular aos rebeldes, a proclamação francesa e italiana (caninamente papagueada pelo nosso ministros dos estrangeiros) de que o regime de Kadafi já não existia, tinha terminado, faz lembrar a campanha de desinformação contra os sérvios quando do desmembramento da Jugoslávia. Também na altura fomos bombardeados com notícias e relatos fabricados e/ou ampliados denunciando as atrocidades e os massacres cometidos pelo aliado dos EUA caído em desgraça e despromovido, o ditador Milosevik (apelidado de novo Hitler), ao mesmo tempo que eram silenciados os massacres e as atrocidades cometidas pelos croatas e as milícias muçulmanas. Tal como agora, foi em nome da protecção das populações (na altura os muçulmanos e os kosovares) que a NATO interveio bombardeando humanitariamente os sérvios. Com os tristes resultados que se conhecem.

Fonte: http://www.diarioliberdade.org/  Plutão Orco2011-03-24 14:30:40
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