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Em geral, prefiro " A Cor do Dinheiro",  melhor história - sem desviar exageradamente para o lado romântico como este de 1961 -  mais ação, mais ironia, mais direção. Os dois filmes, como todo mundo sabe, compartilham a indicação a Melhor Ator para Paul Newman, sendo a segunda a que finalmente lhe valeu um Oscar, em 1987. Pena ele não ter estado presente à cerimônia.

Contudo, acho que vale conferir a bela atuação da Piper Laurie, também ela indicada ao Oscar. Sobre o Paul, em sua segunda indicação, nem precisa falar nada: beleza e talento em proporções gigantescas.

Vale dizer que este"The Hustler" ganhou o insano título de "Desafio à Corrupção", o qual não tem nada a ver com a trama.

The Hustler (1961)

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Level 16 é um thriller scy-fy com uma dimensão distópica que funciona dentro de sua simplicidade, uma vez que a diretora nos conta pouco mas é o suficiente pra manter o "mistério" do que ocorre nesta produção indie canadense. É atual e inventivo, uma espécie de Handmaid Tales futurista (como diz a tagline), mas provavelmente quem ta habituado ao cinemão comercial vai querer bem mais. Atente pras ótimas atuações do elenco feminino mirim. 8,5-10
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Time Trap por sua vez é um pequeno filme scy-fy sobre viagem temporal, mundo paralelo e paradoxo temporal que tem até uma premissa bacana e te prende a atenção, assim como Predestination, Primer, Sinchronity, Coerence, Plus 1, Almanac Project e tantas outras produções do gênero. Mas a precariedade de sua produção e a pretensão de ser infantil demais (quiçá pra abraçar mais público) o prejudica, resultando num tipo de Goonies de ficção bem irregular. 7,5-10

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Magnífico!

Eu tinha achado "Beira-Mar" um porre, mas esse "Tinta Bruta" me pegou de jeito. E acho que pegou o mundo. Ganhou dois prêmios em Berlim em 2018 - Panorama e Teddy!; ganhou os mais importantes do Festival do Rio; e acumula prêmios e mais prêmios pelo mundo. 

Se fosse apenas pelo final, que o Pablo veio a sentenciar como um dos melhores do ano, o filme já seria inesquecível. Mas ele é tão inteligente, tão moderno, tão caprichado ao longo de suas duras horas...A fotografia é espetacular! A Trilha Sonora é maravilhosa! O Roteiro é incrível! Estou perplexo com a qualidade cinematográfica de tudo... 

Acho que é meu segundo filme preferido no ano!

As pessoas do Rio Grande do Sul PRECISAM ver esse filme! É o filme do momento do estado, com a cidade de Porto Alegre se degradando, se afundando, se enfeando, onde a única saída é o aeroporto... Os gaúchos entenderão!

Um estudo de personagem extraordinário sobre alguém que vai se ressensibilizar pelo amor, depois de ser embrutecido pela violência. 

Viva o cinema nacional! (Falei tão mal dele nos últimos tempos...não custa repetir:) Viva o cinema nacional!

Shico Menegat in Tinta Bruta (2018)

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Já escrevi diversas vezes sobre como o cinema da Claire Denis é cambiante pra mim. Amo alguns de seus filmes, detesto outros. Esse "High Life" tem uma primeira hora chatíssima, a segunda hora melhora muito.

Ela que é sempre interessada em colocar geografias diferentes num mesmo filme (Por exemplo, em "O Intruso", Áustria, Coreia, Polinésia), dessa vez foi para o espaço, para dentro de uma nave, depois para dentro de um buraco negro (Aliás, uma cena sensacional). Há sempre, em seu cinema, um deslocamento. 

Eis uma ficção científica evasiva, de poucas palavras, com cientistas loucos, um "Solaris" ( O Livro! Como li o livro recentemente pude catar várias referências) de Claire Denis. Primeiro filme dela em inglês, suponho.

É, pensando bem, acho que gostei... Mais um filme dela pra seção "Gostei". Que já é maior do que a seção "Não Gostei".

Robert Pattinson é bom ator. Aliás, depois de "Bom Comportamento", restou alguma dúvida?

High Life (2018)

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Arctic  é um ótimo drama de sobrevivência islandês que seria mais do mesmo não fosse a direção hábil de um brasileiro. Sua decisão pelo minimalismo, tanto na economia de diálogos como da narrativa, é um acerto. Simples, direto, frio, cru e visceral, o filme seria mais um 127 Horas ou Náufrago na neve não fosse a ótima performance do Mads "Hannibal" Mikkelsen no papel principal. 9/10

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Sink or Swim já é uma razoável comédia dramática francesa sobre "perdedores dando a volta pro cima" tipo "Ou Tudo ou Nada" tratando de temas como masculinidade e crise de meia idade. É bunitinho sim e tals, mas além da duração excessiva, tem personagens mal resolvidos e o próprio desfecho (previsível) parece jogado na tela, sem mais. Além do mais, falta mais graça, apesar de ser alto astral. 8-10

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Contém cinquenta e nove minutos de plano sequência em 3d! É o chamariz que fará o filme ser lembrado! 

 Desde "Arca Russa", do Sokurov, (e seus 99 minutos de único plano sequência) não fico submetido a essa sensação de "eternidade" , de "morosidade". É o cinema de Bi Gan, que, além do virtuosismo técnico, é ainda desconexo, evasivo, desossado.

O título se refere a um sonho que o protagonista tem no meio do filme, quando acontece o tal plano. Um sonho, vale dizer, dentro de um cinema. Ou seja, não se guiem pelo titulo, pois o enredo não tem nada a ver com a peça famosa de Eugene O`Nell, que deu azo ao estupendo filme de 1962 do Sidney Lumet. Aliás, o que tem de briga naquele texto, o que tem de história, o que tem de palavra...é o que não haverá aqui.

Chato, chato, chato; incrível, incrível, incrível.

Di qiu zui hou de ye wan (2018)

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BOO! é um drama sobrenatural fraquíssimo (e olha que curto o gênero) que não explora ou desenvolve sua premissa, que é uma interessante lenda urbana. Empaca, manja? Ritmo lento, atuações ruins e sustos ausentes, este indie só engrena nos finalmentes mas já é tarde demais porque o sono falou mais alto. Uma pena pois é um Hereditário piorado. 6-10

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Ride é um thriller indie noir até razoável por conta das boas atuações do trio principal, imagina um Collateral teen atualizado em tempos de Uber (do mal) e aplicativos de viagens compartilhadas. Mas é preciso muita suspensão da descrença diante da penca de situações inverossímeis e o desfecho frouxo que diluem o empenho das interpretações e dos bons diálogos. Dá pro gasto mas podia render mais. 8-10

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Maravilhoso é pouco! Que isso...

"Ruben Brandt, Colecionador", animação húngara, quase concorreu ao Oscar de Animação, e infelizmente não entrou. Obra do diretor esloveno, radicado na Hungria, Milorad Krstic, que não produzia há décadas...Tô de cara! É incrivelmente legal, inteligente, artístico, divertido, um clima de "Carmen Sandiego"...

A história gira em torno de um psicanalista, às raias da esquizofrenia, cujos pesadelos o ordenam a roubar quadros famosos pelo mundo (dando uma passadinha até pelo Museu de Arte de Niterói - pra roubar o quê?, né?!). Ele contará então com uma trupe de pacientes cleptomaníacos superengraçados e fodões.  Os personagens se parecem com rostos de Picasso, ou de Modigliani; a ação imita "Missão: Impossível", ou "Mad Max"; a trilha sonora é um primor; referências a Einstein, Freud,  Mozart, Hitchcock, Gauguin, enfim, é um conglomerado de pensamento humano, a serviço do divertimento. E ainda tem um segredo fabuloso só revelado na fantástica última cena! 

É maravilhoso! Assistam!

Ruben Brandt, Collector (2018)

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Nostalgia total, revi ontem esse divertido (e bem maldoso) filme infantil. "Convenção das Bruxas", mais que tudo, continua uma aula de maquiagem e efeitos práticos.

Nicolas Hoeg, diretor, morto no final do ano passado.

The Witches (1990)

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2 hours ago, SergioBenatti said:

Nostalgia total, revi ontem esse divertido (e bem maldoso) filme infantil. "Convenção das Bruxas", mais que tudo, continua uma aula de maquiagem e efeitos práticos.

Nicolas Hoeg, diretor, morto no final do ano passado.

Essse é legalzinho, lembro que curti quando assisti quando trampava numa locadora no século passado. Preciso rever pra ver se não envelheceu ou ficou datado, sei lá... Pior que ja tem refilmagem dele vindo aí. Coincidentemente e falando em filmes noventistas ontem assisti...

 

Backdraft 2 é a continuação do bacanudo filme do Ron Howard com elenco estelar, dos quais apenas dois retornam,  mas infelizmente o resultado não é o mesmo porque o resultado beira o de um telefilme mais caprichado. A sensação é a mesma de ter visto o Independence Day 2, o de que o filme era desnecessário. Roteiro e interpretações frouxas, restam os efeitos pirotécnicos aqui e ali, que não são lá aquela coisa. 6,5-10

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Hellboy é o reboot da franquia do del Toro que não é toda essa ruindade que andam pintando, mas ainda assim é inferior ao anterior pela sua total falta de ritmo. O Harbour é empenhado no papel título e o filme é muito bem feito tecnicamente, mas é muita trama paralela que chega até entediar/confundir. E o desfecho é meio que abrupto, rápido demais. Fica a sensação que não foi bem editado. Uma pena pois o diretor manja do gênero e fica o gostinho do que poderia ter sido um foderoso e épico filme de herói e não foi. Sim, assisti cópia pirata bem tosca da web.  7,5-10

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Mal Nosso é um filmaço tupiniquim que tem de tudo um pouco, flerta com thriller, torture porn, sobrenatural, possessão, etc.. é um Pulp Fiction do terror, onde várias estórias se amarram no final. Sim, tem atuações fracas mas isso não compromete o conjunto com gore lindo, imprevisibilidade, reviravoltas e ótimos FXs. É daqueles filmes que quanto menos se souber, melhor. Opção barra pesada da boa! 9-10

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Mi Obra Maestra é uma divertida comédia dramática que resumidamente faz crítica ácida ao mundo da arte, algo que Velvet Buzzsaw sequer passou perto, com muito humor negro e ironia. Mas claro que seu plot previsível só vingou por causa do roteiro afiado e a ótima dupla de atores principais, estupendos. 8,5-10

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MELHOR FILME DO ANO!!!!

As atualizações de melhor filme do ano foram atualizadas...

Estou completamente apaixonado pela esperteza, pela inteligência, pela capacidade dos irmãos Russo em conseguirem lidar com tanta complexidade, com tantas expectativas, com tantos desafios! 

Que Roteiro!! Drama, comédia, exibições de personalidade, construção de destinos, tudo perfeito! Mas, pra mim, os primeiros 40 minutos, resolvendo logo de cara o "problema" , e saltando no tempo, mostrando a questão individual do luto, a dor calada, a resignação, ou não, como a vida foi pra frente para alguns heróis, e para outros não... Estou encantado! Esse começo mais lento quebrou minhas expectativas, levou o filme pra outro lugar: o lugar da humanidade dos personagens ! Que coisa maravilhosa! Estou encantado!

A parte final, a luta final, me deixou arrepiado, só enxergo semelhança com o final de "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei". Mas foram os momentos de interação entre os personagens que mais me tocaram. Mini Spoiler: * O reencontro com pais, mães, amores, enfim, maravilhoso, mas mais que isso, o reencontro com momentos de outros filmes, foi maravilhoso! Dá um sentido de pertencimento pro espectador... 

Os atores estão estupendos! Dá pra sentir o quanto eles amaram (seus cachês e) seus personagens! Mark Ruffalo brilhante, Robert Downey Jr brilhante, Jeremy Renner brilhante, Chris Hemsworth brilhante...Em alguns momentos, eu fiquei de fato emocionado. E que finalização elegante, serena, de gabarito, e profunda! Estou encantado! E repetitivo.

Som, montagem, fotografia, roteiro, roteiro, roteiro, maquiagem, e direção...Quero esse filme no Oscar 2020, em todas as categorias.

Obrigado, Marvel!!! Só cineasta brasileiro pra não gostar.

 

Don Cheadle, Robert Downey Jr., Josh Brolin, Bradley Cooper, Chris Evans, Scarlett Johansson, Brie Larson, Jeremy Renner, Paul Rudd, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Danai Gurira, and Karen Gillan in Avengers: Endgame (2019)

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The Wandering Earth é um bacanudo blockbuster scy-fy-apocalíptica chinês que não deve em nada aos americanos por ser abonado em orçamento e muito bem caprichado tecnicamente. Mix de "Armageddon", "Dia depois de Amanha" e "Sunshine", o filme é envolvente e visualmente lindo. Bem atuado, esta produção pode não ser o novo "2001" mas decerto é o que o fraco "2010" deveria ter sido e não foi. Te cuida Hollywood porque particularmente achei bem melhor que o hypado "Vingadores Ultimato". 9-10

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American Nightmares é mais uma coletânea de terror, no caso, "terrir" involuntário. Sim, diferentemente dos ótimos "V/H/S", "Southbound" ou "Holydays" este compêndio de 7 contos é bem fraco, sem nenhum destaque. As atuações até se empenham mas os roteiros não tem impacto ou tensão algum. Quiçá os "melhorzinhos" são uns três que criticam abertamente o Trump, sobre misoginia, racismo e intolerância. Fora isso, o Danny Trejo tá ridículo como MC do terror ao lado da eterna "Uhura" Michelle Nichols.  6,5-10

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Indicado a 5 Oscars, em 1962, incluindo Melhor Filme, "Fanny" é um filme que ficou esquecido na cinematografia, tanto que só consegui achá-lo, depois de muita procura, sem legendas, e em cópia ruim. 

Tentando recriar uma certa magia de "Gigi", essa produção americana se passa no sul da França, e tem a linda Leslie Caron e o estupendo Maurice Chevalier no elenco. O filme é um romance, mas um romance de abdicação, cuja protagonista envolve-se com um aventureiro homem mais novo e casa-se com um rico homem mais velho, comprometendo assim o seu amor. Um enredo, portanto, trivial, que está na raiz histórica de todo folhetim.

Mesmo assim, com o talento dos atores envolvidos, o filme vai te conquistando, conquistando, conquistando...No final, fica a pergunta, se esse tipo de filme é datado ou é eterno? 

O engraçado é que Charles Boyer tinha tanta moral, mas tanta moral, que conseguiu sua quarta e última indicação a Melhor Ator, sendo um claríssimo Coadjuvante.

Filme para se ver com tias e avós.

Horst Buchholz and Leslie Caron in Fanny (1961)

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Documentário que a Netflix disponibilizou recentemente a respeito da produção do álbum "Imagine", de 1971, com muitas entrevistas e imagens inéditas. Também é uma pequena redenção à figura de Yoko Ono, sempre alvejada por críticas tacanhas. Se alguém ainda não percebeu, a letra de "Imagine" é a vocalização dos pensamentos e dos conceitos artísticos dela.

 

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Depois do @Jorge Soto, minha vez de conferir o primeiro longa do brasileiro Joe Penna (que depois de conquistar o Ártico, vai para Marte no próximo filme).

É admirável sob todos os aspectos, notadamente a parte do "confronto animal", digamos assim. Mas podiam ter mais um ou dois momentos assim. Bom pra se pensar também no que é a fisicalidade da atuação: gemer, urrar, ofegar...

Haja azar.

Arctic (2018)

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The Head Hunter é um filme de fantasia de orçamento merreca que faz mágica com suas limitações. Emulando Conan e a arte de Frazetta, este indie tem um ótimo ator e é lindo visualmente, mas por conta da falta de grana enrola demais em termos narrativos. Olhando por esse viés, este conto de fadas sombrio vingaria melhor como um ótimo curta. 8-10

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The Endless é uma scy-fy de seitas secretas, cultos malucos, mundos paralelos, loops temporais, etc.. bastante diferenciada. É um quebra cabeça que te prende logo no início, mas é de difícil digestão. Repleto de metáforas (nossa vida é resultado do destino ou livre arbítrio?), este exemplar do meta-cinema pode ser visto como extensão do ótimo Resolution, dos mesmo diretores. Tô digerindo até agora, mas reconheço que é inteligente demais pra minha mente pequena. 8-10

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Estou revendo os filmes de 1961, por causa do "Meu Tio Oscar"...E é sempre um prazer rever esse filmaço aqui do Stanley Kramer. Impresionante como a câmera flui dentro do tribunal, de forma tão criativa, e os atores, inclusive, são usados como elementos de cena, como elemento artístico...Fora que o roteiro fabuloso consegue fazer 3 horas passarem num instante. "É possível", dita daquela forma, quase trivial, talvez seja uma das frases mais retumbantes do cinema, premiado justamente com o Oscar. É possível. Vimos depois isso no Camboja, em Ruanda, na Bósnia, na Síria...

Dos atores em cena, acho que o mais sensacional dos sensancionais, é o Montgomery Clift.

 

Judgment at Nuremberg (1961)

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Mais um dos indicados a Melhor Filme em 1962. Enquanto seu concorrente de guerra, visto ontem, é cerebral e feito de palavras, em "Os Canhões de Navarone" a guerra é uma missão, em certa medida, uma grande aventura. Bebendo claramente em David Lean, a produção é gigantesca, cheia de efeitos (que lhe valeram o seu único Oscar), cheia de figurantes, com várias locações, com a participação real de navios da Marinha, e suas quase três horas se fartam enormemente dessa majestade.

Mas, com o passar dos anos, o filme assumiu um caráter antigo, acrítico. Digamos que é o exterior da guerra, nunca seu interior, nunca nem mesmo o interior dos personagens, mostra pouquíssimo também o que foi a Segunda Guerra na Grécia (o que muito me interessaria saber mais). Falei que é o exterior, e penso em "Julgamento em Nuremberg", este sim, o "interior" da guerra - o que ia na cabeça dos juízes, o que ia na cabeça das vítimas, o que ia na cabeça dos alemães locais.

Já confessei aqui que não gosto tanto assim do Gregory Peck como ator (porque ele, como pessoa, era formidável), uma espécie de Tarcísio Meira dos "States". Pra mim, do trio de protagonistas, o que tem a melhor performance é o David Niven.

Não é um filme ruim, todavia. Vale conferir.

David Niven, Gregory Peck, and Anthony Quinn in The Guns of Navarone (1961)

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Cold Pursuit é uma refilmagem borocoxô do bacana thriller norueguês Cidadão do Ano, mesmo sendo do mesmo diretor. O filme entretêem, tem humor negro e tals, mas tem problemas - ser caricato demais e torna-se esquecível, a diferença do seu original. Como sempre, refilmagens só devem funcionar pra quem desconhece a fonte ou tem preguiça de ler legenda.O Neeson ta ok, mas afinal parece que ele só sabe fazer esse tipo de papel, de pai vingativo. 7,5-10

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Book of Monsters é um divertido terrir que parece ter sido feito nos anos 80 e as referências vão desde Gremlins até Alien, com o diferencial da heroína ser sapatão. É um filme de orçamento merreca que faz das tripas coração dentro de sua proposta, produção old school e atuações canhestras de filme trash. Se não for exigente demais, é pegar a pipoca e mandar ver sem dó. Tem até cena pós-crédito, vai vendo! De todos seus personagens quem rouba a cena fácil é o hilário stripper! 8-10

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Se existisse Tinder em 2008, nas planíces desérticas do Cazaquistão, o nosso personagem protagonista, um pretendente a pastor de ovelhas, só encontraria a fotinha da jovem Tulpan, única garota em centenas e centenas de quilômetros. O pior é que ela ia apertar o "x" e dar não a ele.

"Tulpan" ganhou o prêmio "Um Certain Regard" em Cannes 2008. É um belo filme de Sergei Dvortsevoy,  que 10 anos mais tarde faria o mais recente "Ayka", que eu ainda não vi. A linguagem é semidocumental. Às vezes é até irritantemente documental, como mostrar o cuidado sanitário de ovelhas, assim, com muiiiiiiitos detalhes, meticulosamente... De qualquer forma, é bonito perceber como as pessoas vivem nas mais remotas regiões do globo: seus sonhos, hábitos, e dificuldades.

O cinema é um professor de geografia.

Tulpan (2008)

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Lindíssimo filme do diretor dinamarquês Bille August, vale a pena ver este "Um Homem de sorte", de quase 3 horas. Acho que foi inicialmente uma produção para a tv, dividida em capítulos, e a Netflix os juntou. Se no início pensamos que se trata de novela, que se trata de um folhetim, logo depois entendemos que a raíz é um livro, e da lavra de um Nobel. Que densidade de sentimentos! Que composição de personagens! Que profundidade!

Os atores estão espetaculares. E, como Bille August fez no espetacular "Peele, O Conquistador" (sua Palma de Ouro), mais uma vez, vemos a faceta da Dinamarca pobre, rural, antes de ser a pujança que é.

Orgulho, antítese do amor.

Esben Smed and Katrine Greis-Rosenthal in Lykke-Per (2018)

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No Dormirás é um thrilher psicológico argentino que flerta com o sobrenatural quase nos mesmos moldes de Cisne Negro, mas tratando de teatro, e Insidious. Ele é muito bem feito e até começa bem, com uma premissa que te segura e atores competentes, mas depois seu roteiro se torna confuso até chegar naquele desfecho borocoxô (e previsível) até o sabugo da unha. Vale apenas como interessante metáfora da imersão dos atores num papel específico. 8-10

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I Trapped the Devil já é um pequeno indie que funciona bem como horror psicológico e ensaio sobre a paranóia. Tenso do início ao fim te deixa na dúvida sobre o título do filme e sua premissa ambígua, fato que só é desvendado em seu desfecho dúbio. Parece episódio esticado do seriado Além da Imaginação e sua duração enxuta de 80min é um acerto. É uma aula de como fazer um filme com orçamento merreca e uma única ambientação. 8,5-10

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Mais uma bomba Netflix e forte candidato a pior filme do ano.

Mesmos erros, mesmos trejeitos, mesma estereotipia. Atores muito mais velhos interpretando adolescentes; sorrisos profissionais a casa frase dita; caras e bocas; roteiro "superescrito" com falas antinaturais; diversidade racial só pra constar; superfície de um pires...

Que dura é a vida! Escolher entre a Universidade de Nova York ou Berkeley! 

Preferia desver.

Tyler Posey, Maia Mitchell, and K.J. Apa in The Last Summer (2019)

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"A Ilha", ou "O Bordel do Lago", é um filme do ano 2000 do coreano Kim Ki-Duk. Um belo trabalho, uma obra pra ficar na prateleira de cima da filmografia dele.

É impressionante como ele consegue construir uma linda "história de amor", quase sem diálogos, apenas com metáforas e signos, e ainda assim incluir : suicídio, sangue, defecação, tortura de animais...

"É um doente" dirão, ou, como estamos acompanhando pelo noticiário recente, talvez seja até mesmo um assediador sexual. Mas o talento não tem paradeiro.

A imagem final é de cair o queixo.

 

Seom (2000)

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