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Trilogia De Volta Para o Futuro

Qual é o melhor filme da trilogia De Volta Para o Futuro? 72 members have voted

  1. 1. Qual é o melhor filme da trilogia De Volta Para o Futuro?

    • De Volta Para o Futuro
      54
    • De Volta Para o Futuro Parte II
      41
    • De Volta Para o Futuro Parte III
      7

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  • Meu preferido é o primeiro. Apesar de quando criança gostava mais do segundo (talvez por aquela visão futrista que temos n filme e eu sonhava com aquilo). Apesar que reconheço o excelente trabalho

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  • Nike já tá afirmando que o tênis do filme sai esse ano...     http://www.ign.com/articles/2015/01/07/nike-confirms-back-to-the-future-shoes-with-power-laces-are-coming-this-year?watch=&utm_camp

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Recentemente eu descobri 2 vídeos antigos, um de Eric Stoltz sobre ter sido demitido de DVPF, e outro de MJFX falando sobre o assunto brevemente... Esse ano a trilogia completa 4 décadas e lamentavelmente não veremos 2 coisas:

- O áudio original em inglês sem ser 5.1/modificado, em estéreo/original;

- Essas cenas cortadas de Stoltz, que claro que não incluem apenas ele, mas outros personagens. Elas existem, foram preservadas, mas Bob Gale não coloca porque acha que a audiência seria "crítica demais", o que eu acho uma bobagem. A qualquer ator não é merecido um papel ou aprovação, senão ele seria produtor. Lógico que foi uma experiência ruim, mas ele sequer precisaria autorizar que fosse incluída num box em mídia física.

Se fosse, duvido que daria alguma repercussão a ponto de novo processo que nem no caso do Crispin Glover. Até porque ele não fala mais a respeito desde essa época.

Fora tudo isso, uma pena também se não colocarem extras novos (e existem vários) numa eventual coleção de 40 anos.

  • 2 weeks later...
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BIFFS.jpg

Nunca tinha parado pra pensar nisso, mas realmente, o Biff de 1985 na parte 2 tem aparência ruim, pois lembra muito aquele de 2015. O do primeiro filme tem maquiagem bem melhor. No terceiro, já nas cenas finais, é a pior de todas, parecendo feita nas coxas.

Mas dá pra dar um desconto pro Bob Zemeckis, pois recriar cenas com elenco que envelheceu não é exatamente fácil. Michael J. Fox, por exemplo, naqueles segundos finais com a (nova) Jennifer, dava pra passar como adolescente no primeiro filme, mas na parte 2 não, é um "adulto jovem".

Se a Jennifer não tivesse sido substituída (a atriz), só a parte do Biff de 1985 teria sido refeita, claro. Será que o Mal de Parkinson contribuiu muito pro envelhecimento dele?

LINK para a discussão do REDDIT, aberta esse mês

  • 2 weeks later...
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Eu ia postar isso aqui, no tópico sobre avaliações de DVDs e BDs, mas vale o registro neste tópico dedicado:

- Foram postados links pros áudios originais em inglês (2.0 estéreo) da trilogia DE VOLTA PARA O FUTURO, neste link do fórum Blu-ray.com. Neste momento eu ainda estou analisando como colocar todos eles nas diferentes edições dos 3 filmes (infelizmente sem reencode eu não tenho mais os DVDs, sendo que já tive até mesmo os importados em 4x3), mas já estão sincronizados nos UHDs-4Ks.

Vale lembrar que desde que os DVDs surgiram (2002?), a Universal só colocou tudo em remixes, 5.1.

Mas quanto a estes, é interessante ver como fizeram uma salada de mudanças. Vou explicar:

PARTE 3 de 1990:

- Aqui eu recomendo analisar uma cena específica, que é aquela em que o Dr. Brown envia o Marty para 1885 (em torno de 18 minutos), e atira dus vezes com aquela arma que provavelmente é a que falhou no filme #1 quando os líbios chegam naquela van. O efeito sonoro era mais "abafado" originalmente, e a Universal parece que o melhorou no REMIX. Mas claro, é sempre bom ter a opção de ambos. Só que isso apenas veio a ocorrer em 2020, depois de décadas sem este. Vejam abaixo:

- LASERDISC em 2.0, dos anos 1990 - ÁUDIO ORIGINAL

- DVD em 5.1 - REMIX
- Blu-ray de 2010, em 5.1 - REMIX

- Blu-ray de 2020 (remasterizado), em 5.1 - ÁUDIO ORIGINAL
- UHD/4K de 2020 (faixa Atmos, por exemplo), pelo menos em 5.1 - ÁUDIO ORIGINAL

Isso mesmo, as fontes de 2020 restauraram a trilha como era ouvida no LD, e nas dublagens, sendo que DVD e Blu-ray antigo só tem os remixes.

Já a PARTE 2 de 1989, o Strickland (43 minutos, no 1985-alternativo) dá tiros com a shotgun, e nessa cena, temos:

- Laserdisc - ÁUDIO ORIGINAL (idem pras dublagens, o efeito sonoro é o "INALTERADO")
- Todos os outros lançamentos em home-vídeo: REMIXES

Sim, todos eles possuem uma alteração nesse trecho. Mas não é o único. Depois de 1h02m, quando o Delorean volta para 1955 (saindo do 1985-A), dá para perceber um "sonic boom" (do carro materializando), mas:

- Esse "boom" não tem no LASERDISC. Já os DVDs e Blu-ray de 2010 sim, e soam mais fortes que as fontes de 2020 (1080p e 4K), que parecem ter o mesmo, mas bem reduzido.

- Outra diferença (e essa talvez eu tenha sido o único a notar) foi também neste DVPF #2, foi aos 2m30s. Na cena repetida do finalzinho do filme #1, em que o Delorean voa em direção a tela (depois do Biff dizer "Um Delorean voador?"), apenas nas fontes de 2020 ouvimos um NOVO EFEITO SONORO.

Que não existe no LD, DVD e Blu-ray de 2010. Esse efeito inclusive dá para notar ao assistir esse trailer abaixo, aos 2 minutos:

Outra que notaram foi na cena em que o rapaz da Western Union dá a carta ao Marty ( 1h39m30s )

- Na fala "We had a little bet to see if this "Marty" would actually be here" (apostamos se esse Marty estaria aqui, depois de tanto tempo/70 anos que a carta de Doc foi escrita).

- Curiosamente, apenas nas fontes de 2020 tem um leve delay antes do "be here". É quase imperceptível, mas vc o nota se tiver as outras para comparar.

- JÁ SOBRE A PARTE 1 de 1985:

Como dá pra notar, naquele momento em que o Doc Brown diz "Marty, você veio!" (Marty, you made it!"), há um grito no LASERDISC, mas em todas as outras mídias, ele fala de forma calma.

Provavelmente há mais alguma diferençazinha entre os 3 filmes, mas se há ainda não notei ou comparei.

O interessante seria, claro, pegar os 3 filmes e ao menos na forma de ARQUIVO Matroska, sincronizar as fontes diferentes dos áudios. Porque duvido muito que a Universal cogite colocar as faixas ESTÉREO nos futuros discos 4K comemorando os 40 anos. Pois nem as cenas deletadas de Eric Stoltz devem dar as caras, novamente.

Por fim, estou dando uma olhada novamente nos Blu-rays/1080ps remasterizados de 2020, e embora tenham um ganho no brilho/contraste/cores, e talvez pequeno ajuste no enquadramento (pra melhor), infelizmente se nota com relação aos antigos de 2010 que poderia ter sido amenizado, mas não foi, pois tem cena específica que vc perde nitidez/detalhes (como por ex. na textura de colunas ao fundo), no disco novo com relação ao antigo, pela imagem estar mais acesa do que deveria.

Eu recomendo, pra quem for possível, ter as duas edições, não apenas uma.

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Thomas F. Wilson, o Biff, no segundo vídeo apareceu recentemente no canal gringo do Critical Drinker... e sobre o tema do vídeo #1, acho que já morreu faz tempo qualquer expectativa que o que saísse do cinema fosse ARTE...

  • 2 months later...
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Uma curiosidade que nem eu sabia é que no segundo filme de 1989 (e dia 3/7 o primeiro completou 40 anos do lançamento nos cinemas americanos) parece que filmaram algumas cenas com o Otis Peabody do primeiro, mas pelo visto elas só existem em imagens.

https://backtothefuture.fandom.com/wiki/Otis_Peabody

Em uma cena deletada de De Volta para o Futuro Parte II , que foi restaurada por Craig Shaw Gardner para a adaptação em livro, após ter escapado por pouco de encontrar cara a cara com seu eu mais jovem de 1955 na Praça do Tribunal, Doc encontrou Peabody e um policial perto do outdoor dos Lyon Estates, onde a máquina do tempo DeLorean está escondida.

XX12.jpg

A novelização: https://backtothefuture.fandom.com/wiki/Back_to_the_Future_Part_II_novelization

Se existir alguma gravação (o que não acredito, pois cenas cortadas foram colocadas já nos discos), deve estar no mesmo cofre que aquela do Eric Stoltz...

E o Delorean falhando no 1985-Alternativo parece que foi adicionada em refilmagens, uma vez que a cena do Otis atirando no Delorean e causando o defeito foi cortada. Outra hipótese bem provável é que quando o velho Biff furtou o carro em 2015, ele bateu a traseira no lixão, o que meio que danificou. Por isso é que o visor ficava aparecendo 1885 e não 1955, pouco antes do raio atingir.

RR.jpg

Fora isso, ninguém sabe o que o VELHO BIFF pode ter feito com o carro, como pousar de maneira inadequada...

Mais sobre as cenas removidas:

https://backtothefuture.fandom.com/wiki/Deleted_scenes

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Algo que não faz sentido no terceiro filme:

- Não importa se o Dr. e Marty já estivessem no DELOREAN, e a Clara nem estivesse lá. Ou, como vimos no filme, Marty estivesse ajudando ambos. Existe uma placa "Track ends 1/4 mile", que se choca com o carro, e se não fosse uma ficção, teria destruído o vidro da frente totalmente, talvez até perfurando, e arruinado a ideia de voltar de 1885 para 1985.

Depois de 6m05s, dá pra ver o que estou falando:

O que é mais curioso é o fato do Dr. Brown e Marty terem visitado o fim da rota da locomotiva:

Depois de 45s nesse segundo vídeo. Como Doc não viu a placa? Ela não se materializou do nada.

A cena em que ele explica com miniaturas também não leva a mesma em conta:

 

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Discussão interessante que abri no Reddit, sobre a parte da meteorologia...

++++++++
Algumas correções sobre como o clima é retratado nos dois primeiros filmes
++++++++

Uma coisa que sempre me incomodou foi a cena final do primeiro filme mostrando um raio atingindo a torre do relógio do tribunal de Hill Valley, mas sem chuva torrencial no local (no segundo filme, se não me engano, começa a chover depois que o Doc é enviado para 1885, e aparentemente para antes de Marty correr em direção ao Doc).

Eu achava que era impossível isso acontecer (raios) sem que houvesse chuva acompanhando. Acontece que isso pode acontecer:

https://en.wikipedia.org/wiki/Dry_thunderstorm

Aqui está uma explicação científica (vou falar sobre a parte 2 depois):

Isso é totalmente possível do ponto de vista meteorológico. Raios não exigem chuva visível exatamente no local onde o observador está. O que é necessário é uma nuvem cumulonimbus eletricamente ativa, e essa nuvem pode produzir raios mesmo quando a precipitação não está atingindo o solo naquele ponto específico.

Para entender isso com mais precisão, ajuda observar a física das tempestades.

Dentro de uma nuvem cumulonimbus, fortes correntes ascendentes e descendentes causam colisões entre cristais de gelo, gotas de água super-resfriadas e graupel (uma espécie de granizo macio). Essas colisões levam à separação de cargas elétricas dentro da nuvem. Normalmente, carga negativa se acumula na parte inferior da nuvem enquanto carga positiva se acumula na região superior. Quando a diferença de potencial elétrico entre a nuvem e o solo se torna grande o suficiente, a atmosfera sofre uma ruptura elétrica e ocorre uma descarga de raio.

É importante notar que essa descarga elétrica não depende de chuva caindo naquele local específico. Ela apenas exige o campo elétrico produzido pela nuvem carregada.

Meteorologistas reconhecem vários cenários em que raios podem ocorrer sem chuva evidente.

Um caso é chamado de “raio seco” (dry lightning). Isso acontece quando a precipitação se forma dentro da nuvem, mas evapora antes de atingir o solo. Essa evaporação ocorre quando o ar abaixo da nuvem é relativamente seco. As faixas de chuva que estão caindo evaporam durante a descida, um fenômeno chamado virga. Para alguém no solo, pode parecer que o raio está caindo mesmo sem chuva.

Outra situação envolve raios atingindo o solo longe do núcleo principal de chuva da tempestade. Os canais do raio podem percorrer vários quilômetros horizontalmente antes de se conectar ao solo. Meteorologistas às vezes chamam esses raios de “bolts from the blue” (“raios vindos do azul”). Nesses casos, uma pessoa sob condições relativamente secas ainda pode ver um raio atingindo o solo nas proximidades, porque a descarga se originou em outra parte da nuvem de tempestade.

Um terceiro cenário ocorre quando uma célula de tempestade está enfraquecendo ou se afastando. A chuva pode já ter parado em determinado local, mas a nuvem ainda pode conter carga elétrica suficiente para produzir algumas descargas adicionais.

Agora relacionando isso com Back to the Future:

No primeiro filme (1985), durante a cena climática em Hill Valley, vemos uma tempestade elétrica intensa com ventos fortes e raios frequentes. O filme enfatiza visualmente os raios porque eles são cruciais para a trama. A ausência de chuva evidente pode simplesmente ser uma escolha cinematográfica — chuva forte dificulta filmagens noturnas e pode obscurecer a ação — mas também é compatível com o comportamento real de tempestades, nas quais raios podem ocorrer fora do núcleo principal de precipitação.

Em DVPF parte 2, quando Marty retorna para 1955 durante a mesma tempestade, a cena sugere que havia chovido anteriormente, mas que a chuva já havia parado ou diminuído quando ele chega à praça da cidade. Isso também é realista. Uma célula convectiva de tempestade pode passar rapidamente por uma área, deixando atividade elétrica residual mesmo depois que a chuva se deslocou.

Portanto, em condições atmosféricas reais, todas as seguintes combinações são possíveis:

  • raios com chuva forte

  • raios com chuva caindo em outro lugar nas proximidades

  • raios sem chuva visível no nível do solo

Essa é uma das razões pelas quais tempestades são perigosas mesmo fora da área principal de precipitação: raios podem atingir o solo muito além da região onde está chovendo.

Sobre esta cena da parte 2 (2015):

E aqui:

https://backtothefuture.fandom.com/wiki/National_Weather_Service

Desta vez, a crítica se aplica apenas a essa cena. Observe o ponto abaixo sobre a velocidade com que as nuvens estavam se movendo (isso nunca fez sentido para mim), além de outros aspectos:

Ela retrata um comportamento atmosférico que não é fisicamente plausível segundo a meteorologia real. Há três problemas separados envolvidos: a cessação abrupta da chuva forte, o movimento irrealisticamente rápido das nuvens e a ideia de que o clima pode ser previsto com precisão até o segundo exato.

Do ponto de vista meteorológico, aqui está a explicação de por que isso não é possível:

Primeiro, considere a chuva torrencial parando quase instantaneamente. Chuvas intensas desse tipo normalmente são produzidas por células convectivas dentro de nuvens cumulonimbus. Essas células de tempestade geralmente têm dimensões horizontais da ordem de 5 a 20 km (3 a 12 milhas). Quando a borda de um núcleo de precipitação passa sobre um determinado local, a transição de chuva forte para ausência de chuva não acontece em segundos. Em vez disso, normalmente leva vários minutos.

Em tempestades reais, a progressão típica seria algo assim: chuva forte enfraquece para chuva moderada, depois para chuva fraca ou garoa, e só então para completamente. Mesmo que o núcleo de chuva esteja se deslocando rapidamente com o vento, o observador veria a chuva se afastando gradualmente, não simplesmente “desligando”. A cena do filme mostra uma chuva extremamente intensa que então para completamente em cerca de cinco segundos, o que é meteorologicamente irrealista.

Segundo, há a questão do movimento das nuvens. Imediatamente após a chuva parar, o filme mostra as nuvens se afastando rapidamente e revelando o sol. Na realidade, nuvens se movem com o vento na altitude em que se encontram. Velocidades típicas para nuvens cumuliformes são de cerca de 20 a 60 km/h, e em ambientes de tempestade mais fortes podem atingir 80 a 100 km/h.

Mesmo nessas velocidades, uma massa de nuvens levaria minutos, não segundos, para se deslocar o suficiente a ponto de alterar dramaticamente as condições do céu sobre um único local. No filme, as nuvens parecem deslizar para longe extremamente rápido, quase como se o céu estivesse sendo exibido em time-lapse. A velocidade aparente corresponderia a centenas de quilômetros por hora, o que é impossível para estruturas de nuvens atmosféricas por causa da inércia e da dinâmica da massa de ar.

Terceiro, o diálogo sugere uma previsão do tempo precisa até o segundo exato. Quando Doc diz:

“Right on the tick! Amazing. Absolutely amazing.”

(“Bem na hora exata! Incrível. Absolutamente incrível.”)

A piada é que o serviço meteorológico do futuro pode prever o momento exato em que a chuva vai parar.

Na meteorologia real, mesmo com tecnologia moderna — satélites, radar Doppler e modelos numéricos de alta resolução — as previsões trabalham com probabilidades e janelas de tempo, não instantes exatos. Uma previsão realista de curtíssimo prazo poderia dizer que a chuva deve parar por volta das 16:30, ou entre 16:20 e 16:40. Prever que a chuva parará precisamente às 16:29:55 é impossível na prática porque a atmosfera se comporta como um sistema caótico. Pequenas mudanças nas condições iniciais podem produzir grandes diferenças no resultado em poucos minutos.

Portanto, a cena exagera a capacidade da meteorologia muito além do que a física permite.

Narrativamente, a cena foi pensada para apresentar uma ideia futurista bem-humorada: em 2015, o serviço meteorológico seria tão avançado que poderia prever o clima até o segundo exato. O filme nunca esclarece se isso seria devido a uma tecnologia de previsão perfeita ou a algum tipo de controle atmosférico, mas a piada do Doc sugere a primeira opção.

Há também um detalhe interessante do mundo real relacionado à data do filme. 21 de outubro de 2015, frequentemente chamado de “Back to the Future Day”, na verdade ocorreu durante uma seca severa na Califórnia. Na realidade, não houve chuva na Califórnia nessa data, o que torna a previsão fictícia do filme ainda mais imprecisa em comparação com as condições reais.

Em resumo, a cena contém três impossibilidades meteorológicas: chuva torrencial que para instantaneamente, nuvens se movendo a velocidades irreais e previsões meteorológicas precisas até o segundo exato. A sequência foi claramente concebida como uma representação estilizada e humorística de um sistema meteorológico futurista, e não como uma representação realista da física atmosférica.

Algumas respostas pertinentes:

++++++

Perguntaram se nunca tinha visto raios sem chuva. Respondi:

Não que eu lembre. Não sei por que sempre associei a queda de raios com chuvas em toda parte. Pra mim, pareceu que os produtores decidiram não filmar dessa forma, apenas pra não dificultar.

Na cena do primeiro filme:

Não chove diretamente sobre Marty e Dr. Brown (momento que ele volta pra 1985). Mas chove bastante na parte 2, quando Marty recebe a letra do Dr. de 1885 (e antes dessa cena, não estava chovendo).

++++++

Um usuário disse:

Isso faz sentido.

Nós temos raios secos aqui na Califórnia, mas, pelo que entendo, isso é extremamente raro fora de climas desérticos, porque as condições necessárias raramente são atendidas. Essencialmente, está chovendo bem alto na atmosfera, mas o ar é tão seco que a chuva evapora e vira umidade antes de atingir o solo em forma de gotas. Eles não chamam isso de chuva, já que não há gotas chegando ao chão; isso é chamado de virga. Mas ainda assim é suficiente para que o raio desça através da atmosfera.

O que também faz sentido, já que Hill Valley em 1885 é mostrado como um deserto seco.

Aqui é relativamente comum parecer que vai chover, e então isso não acontece, mas o ar ainda fica extremamente úmido como se tivesse chovido.

Isso também representa um grande risco de incêndios florestais, porque raios atingindo vegetação seca na ausência de chuva podem facilmente iniciar um incêndio, e historicamente isso já foi um problema na Califórnia. Pesquise no Google por “California Lightning Siege” e você poderá ler sobre um grande episódio que tivemos há cerca de seis anos.

Outro disse:

Raios também podem preceder uma tempestade de chuva. Assim, você tem trovões e relâmpagos por 20 minutos (ou até mais), e só depois finalmente começa a chover.

Isso é bastante comum no Colorado, onde também temos um clima seco (embora não tão seco quanto o do sul da Califórnia).

E o comentarista original:

Ah sim, isso também acontece o tempo todo por aqui.

Acho que a maior parte do sudoeste dos Estados Unidos tem raios secos, mas o restante da América não. Nunca tinha realmente pensado nisso até ver esta postagem, porque para nós isso é algo bastante normal.

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