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Forum Cinema em Cena

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    • 335) "N`um vou nem falar nada!!" Gente...Vivo dizendo que meu critério amoroso é: Encha o meu cérebro!  Quando o cinema faz isso comigo é igualmente apaixonante. Estou embasbacado com "Violência e Paixão", de 1974, penúltimo filme de Luchino Visconti.  Em inglês, o título é "Conversation Piece", pois se refere às pinturas de famílias nobres dos séculos passados, e o personagem do professor, vivido por Burt Lancaster, é um colecionador desse tipo de quadro. Ele, que não tem ninguém, vive sozinho, dedicado aos livros, à arte, vê sua vida mudar, quando uma família burguesa, caótica, vulgar, endinheirada, cheia de segredos e fúria de viver, aluga dele o apartamento acima do seu. Uma mãe, sua filha, seu noivo, e o amante-michê da mãe. Quantos tormentos! Quanto estrondo! Quanta juventude! Quanto erotismo! entram va vida do velho professor. O filme, na verdade, é uma elaboradíssima e refinadíssima alusão à vida pessoal do diretor. Sabe-se que ele era bissexual/homossexual, e que desde o fim dos anos 1960 relacionava-se com o ator austríaco Helmut Berger, um bissexual assumido, ator de tantos de seus filmes. Visconti, a esta altura, dirigia na cadeira de rodas, com sequelas de um AVC, que acabariam por vitimá-lo em 1976. Burt Lancaster é quase um alter ego do diretor, um cansado e requintado homem de saber. Lancaster que, em sua vida privada, também era bissexual, e por imposições de Hollywood teve de colocar sua sexualidade no armário. Pensava nessas alusões todas, quando, em uma das mais incríveis cenas do filme, uma sala secreta, contígua à biblioteca se abre. Um cômodo escondido, no velho apartamento, onde, no passado esconderam-se judeus e foragidos políticos, diz o professor. Um armário, pensei! E dentro dessa sala secreta se dará uma cena de ménage à trois, entre a filha, seu noivo, e o amante-michê da mãe, com o professor observando, só observando, mesmo sendo chamado a participar. E embala a cena "A Distância", de Roberto e Erasmo Carlos. Mais uma música brasileira presente no cinema internacional. Mais um exemplo para a minha coleção mental!  O filme é sobre um homem culto enrustido que apaixona-se por toda aquela família. Mas em especial se apaixona obliquamente pelo modo de vida sem-limites dos mais jovens. Ainda que eles firam seu sistema de vida, de educação, formalismo, e refinamento. Chega um momento que quase não pode evitar se apaixonar pelo personagem de Helmut Berger, o amor do diretor italiano na vida real. É o mundo do aristocrático Visconti que não existe mais. Vê-se tomado pela vulgaridade do mundo contemporâneo. Mas pela sua liberdade sexual também. Amei!
    • Cara, mas os irmãos Russo são muito foda.  Não tenho certeza se postei aqui, mas tem um vídeo deles falando sobre a influência deles no MCU de guerra civil até o fim e é muito massa.  Muito cuidadoso.     
    • GUERRA CIVIL: MARVEL QUASE VETOU LUTA DO CAPITÃO AMÉRICA E DO HOMEM DE FERRO NO FILME O Universo Cinematográfico da Marvel se tornou um verdadeiro referencial no que diz respeito ao planejamento e à integração de grandes franquias no mercado de Hollywood. Muitos elogiam o trabalho de Kevin Feige, que não só é presidente da Marvel Studios como também supervisiona a área criativa de todos os filmes e séries que fazem parte dele. Porém, isso não quer dizer que o estúdio não tenha alguns atritos com a Marvel Comics… Recentemente, foi publicado o livro The Story of Marvel Studios: The Making of the Marvel Cinematic Universe, um compilado de informações e entrevistas dos bastidores dos longas da Casa das Ideias. Em um artigo publicado pela SlashFilm falando sobre os conteúdos do livro, descobrimos sobre um grande embate que a Studios teve com o comitê criativo da Comics acerca do final de Capitão América: Guerra Civil. A equipe de produção do filme – o que inclui os Irmãos Russo, Kevin Feige e os roteiristas Stephen McFeely e Christopher Markus – queriam fazer um embate fiel ao final da saga que baseia a trama, com uma luta épica entre o Sentinela da Liberdade e o Vingador Dourado. Esse embate serviria para acentuar as diferenças entre ambos os heróis e mostrar o “fim dos Vingadores”, com a equipe despedaçada por esse confronto. Contudo, o comitê criativo da Marvel Comics não queria deixar a ideia passar. Em vez disso, eles queriam que o filme terminasse com os Vingadores reunidos para enfrentar o Barão Zemo e o exército de Supersoldados, que estava congelado em uma base da Sibéria. Assim, as duas facções da batalha se reuniriam mais uma vez e tudo ficaria bem para a equipe. Quem foi veementemente contra essa ideia foi o roteirista Stephen McFeely, que disse (trecho retirado do livro): “Nós tivemos que fazer um rascunho onde todos eles lutavam em uma base submarina com cinco Supersoldados.” Depois, o co-diretor Joe Russo também comentou, falando sobre como essa era uma ideia genérica para um filme qualquer de super-heróis: “Nós continuamos dizendo: ‘Não há nada de interessante sobre esse filme. Não estamos aqui para fazer esse filme. Não estamos interessados em contar outra história de super-herói. ‘Guerra Civil’ começou uma guerra civil dentro da Marvel. Mas quando nós definimos os nossos lados, ficou claro que ou a companhia voltaria de onde veio ou então começaria a ir para um novo território.” No fim, o Chefe Criativo da Disney, Alan Horn, foi chamado para ouvir os dois lados e resolver a disputa, fazendo o papel de mediador do conflito. De um lado, ele ouviu Feige, os Russo e os roteiristas, mas também teve que lidar com as demandas do comitê da Marvel Entertainment, que era composto por Ike Perlmutter, o diretor da Marvel Comics Alan Fine e os editores e roteiristas Joe Quesada, Brian Michael Bendis e Dan Buckley. O próprio Joe Russo vendeu uma analogia bem interessante para provar para Horn que estavam tentando fazer a coisa certa em Guerra Civil: “A maior coisa que eu costumava dizer o tempo todo era: ‘As pessoas te dizem o quanto elas amam sorvete de chocolate. Você dá a elas seis dias durante a semana, e elas vão vomitar na sua cara no sexto dia. E o problema é que, se você dá três sorvetes de chocolate em uma lata que custa US$ 200 milhões, você está ferrado. É melhor começar a pensar em como ser disruptivo’.” Como a história já deixou bem claro, Alan Horn acabou ficando do lado de Feige e dos Russo. Porém, isso não foi tudo. A discussão entre esses dois lados acabou resultando em uma boa saída para Feige e para a Marvel Studios, já que a partir dali o estúdio foi “emancipado” da Marvel Entertainment e tinha autonomia para agir fora do conselho. Depois desse momento, Kevin Feige deixou de ser submisso a Ike Perlmutter. Desde então, a Marvel Studios só precisa consultar o chefe criativo da Disney para decidir o que vai fazer ou não em seus filmes. Esse foi um bom momento para os fãs, especialmente levando em conta como Perlmutter costumava tomar algumas decisões questionáveis – como não produzir filmes de minorias e mulheres por achar que isso iria afetar a venda de bonecos. Capitão América: Guerra Civil está disponível em DVD, Blu-Ray e mídias digitais, além de estar no catálogo do Disney+.     Os caras tem cada ideia de Jerico que pqp hein! Qualquer um que olhe isso de fora vê que é uma ideia merda, como os caras que tão lá dentro do negócio não enxergam? A gente nem quer ficar levantando a bola do kevin Feige o tempo todo pq pode parecer que tá puxando o saco mas vê um negócio desse e não tem como.  Sem falar que seria bem decepcionante assistir os Vingadores enfrentarem "só" 5 supersoldados depois de terem enfrentado uma invasão alienígena com o Loki e o Ultron e seu exército de robôs nos filmes anteriores. 🤣 
    • MARVEL IMPEDIU MOTOQUEIRO FANTASMA, DEMOLIDOR E JUSTICEIRO DE APARECER NOS FILMES O Universo Cinematográfico da Marvel tem crescido muito ao longo dos anos, porém, a ausência de alguns personagens como Justiceiro e Demolidor, que já estrelaram séries na Netflix, faz com que os fãs se questionem o porquê deles nunca terem aparecido no MCU. Mas não foi por falta de interesse: foi revelado que a Marvel Studios não teve sequer a opção de trabalhar com estes heróis. Entenda o problema A restrição teria surgido em decorrência do conflito de interesse entre o produtor executivo da Marvel Studios, Kevin Feige, e o ex-presidente da Marvel Entertainment, Ike Perlmutter. Em seu novo livro chamado The Story of Marvel Studios: The Making of the Marvel Cinematic Universe (A História do Marvel Studios: Os Bastidores do Universo Cinematográfico da Marvel, em tradução livre), tivemos a revelação de que a Marvel Entertainment evitou, durante todo esse período, ceder o acesso desses personagens à Marvel Studios (via CBR). “Embora muitos presumissem que todo esse grupo de personagens iria diretamente para o  processo de desenvolvimento de filmes da Marvel Studios, foi decidido por superiores da Marvel Entertainment que, como o lado do filme já estava profundamente comprometido com o sucesso dos Vingadores e a iminente entrada dos Guardiões da Galáxia, os [heróis] retornados ajudariam a construir um império na TV sob o controle direto da Marvel Entertainment (totalmente separada da Marvel Studios),” de acordo com o livro. Este é um resultado da venda dos direitos de filmes de seus personagens ao longo dos anos. Quando a Marvel declarou falência, a empresa precisou vender os direitos de adaptação de diversos heróis. Assim, a Sony conquistou o Homem-Aranha, a Universal se apoderou do Hulk, a Fox conseguiu os X-Men e os demais acabaram em estúdios que não souberam utilizá-los. Conforme o tempo foi passando, os heróis que não tiveram novos filmes produzidos tiveram seus direitos revertidos legalmente para a Marvel Entertainment, como foi o caso do Motoqueiro Fantasma. Mas como a empresa não conseguiu emplacar o mesmo sucesso dos cinemas em suas produções televisivas, os executivos decidiram segurar os novos heróis em uma tentativa de tornar a TV mais atrativa, impedindo a Marvel Studios de usá-los. O futuro desses personagens Como o livro observa, a Marvel Studios tinha sim interesse nos personagens desde aquela época, mas qualquer pedido de permissão para utilizá-los foi rejeitado: “O lado do filme não tinha controle sobre esses personagens, apesar de seu interesse em desenvolvê-los. Em vez disso, todos foram para a Marvel Entertainment. Motoqueiro Fantasma apareceu em Agentes da S.H.I.E.L.D., e os outros foram colocados em diferentes séries de streaming.” Tudo indica que a retenção dos heróis que retornaram para a Casa das Ideias foi mais um capítulo da famosa briga entre Feige e Perlmutter, mas o livro não trouxe confirmação ou novos detalhes sobre a treta. Hoje, com o encerramento da divisão televisiva da Marvel, o Marvel Studios assumiu controle completo sobre os filmes e séries produzidos pela empresa. Sendo assim, não existiriam impedimentos reais para o retorno dos personagens no presente. A questão agora é definir qual a melhor maneira que personagens como Motoqueiro Fantasma, Justiceiro e Demolidor sejam inseridos oficialmente no Universo Cinematográfico da Marvel.     Aquela "conexão fajuta" entre os filmes e as séries de TV está começando a fazer mais sentido. Provavelmente era só a Marvel Entertainment tentantando surfar no sucesso dos filmes e a Marvel Studios achando ruim😂
    • Reparei agora que Barry tocando as costas da Nora após viagem no tempo faz rima com o filme da Liga, naquele caso, Victor Stone.
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