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Forum Cinema em Cena

19 Dias de Horror


Jailcante
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  Thriller sobrenatural brazuca relativamente competente. O filme não é aquela Brastemp, e possuí muito dos clichês do gênero "filme de fantasma", vide protagonista cético e crianças sinistras. Mas são clichês que no geral são bem utilizados. O CASEIRO não é o filme que vai colocar o horror nacional no mapa, mas também não faz feio, rendendo uma matinê bem atmosférica. Vale a conferida.

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  Baseado em um horripilante curta metragem, do mesmo diretor alias, este QUANDO AS LUZES SE APAGAM nunca consegue ser mais do que um "Supercine" bem meia boca. O filme tem até algumas sequências de "susto fácil" bem pensadas, afinal, a natureza da vilã, um fantasma que só pode se manifestar no escuro, favorece esse recurso. Mas os personagens são muito chatos, e a história alem de ser manjada, é contada sem nenhum carisma. Fiquem só com o curta que vocês ganham mais.

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 Thriller sobrenatural alemão bastante competente, que conta as desventuras de uma garota que após decepcionar a stalker depressiva errada, vê seus amigos e familiares passarem a morrer um por um, através de uma maldição que se propaga pela lista de amigos do Facebook. O suspense do filme é construído de forma bastante competente, e as cenas de gore até que não fazem feio. O filme através de sua história de vingança sobrenatural faz uma crítica a superficialidade das chamadas amizades das redes sociais, e de como elas podem ser usadas pra destruir a vida de alguém, mesmo sem a presença de um espirito vingativo. Infelizmente, FRIEND REQUEST é uma daquelas produções, que nos 45 do segundo tempo passam do rótulo "Que filme legal!" pra "Que bosta!', com um final que consegue ser abrupto, genérico e equivocado, tudo ao mesmo tempo. Mas se desconsiderar o final extremamente brochante, até vale a conferida.

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 Visto O VISITANTE

 

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  O VISITANTE parte de uma premissa já um pouco batida, mas sempre estimulante, que retrata uma figura satânica aparentemente simpatica chegando em uma cidadezinha e tocando o terror. No caso, tal figura é jovem profeta, vivido por Edward Furlong, o eterno John Connors de O EXTERMINADOR DO FUTURO 2 chega a uma pequena cidade, e começa a realizar uma série de milagres. Claro que o cara não é boa coisa, e cabe ao ex pastor da cidade descobrir o que está havendo. O problema é que falta um foco narrativo ao filme, que tropeça em fazer a trama principal correr junto com as subtramas. O diretor falha completamente também em estabelecer qualquer tipo de tensão que o filme poderia ter, resultando em um total anti climax. Pra piorar, Furlong interpreta o tal falso messias sem sutileza alguma.  Com certeza tem filmes muito mais interessante neste estilo. Não chega a ser uma película ofensiva de ruim, mas é bem inócua.

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 Visto O ESCARAVELHO DO DIABO

 

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   Há algum tempo o Brasil vem tentado deslanchar o cinema de horror ainda humilde em nosso país. 2016 viu uma série de lançamentos como O CASEIRO, MATE-ME POR FAVOR, O DIABO MORA AQUI, entre outros. Mas talvez este fosse um dos mais esperados, por ser uma adaptação de um romaance muito popular do suspense infanto juvenil nos anos 80 pertencente a Coleção Vagalume, uma série de livros de suspense e horror lançados no Brasil durante as décadas de 70 e 80 (li livros da Coleção Vaga Lume, mas este não foi um deles).

 

  Mas então, O ESCARAVELHO DO DIABO, que conta a história de um menino que começa a investigar as ações de um serial killer depois que seu irmão se torna a primeira vítima funciona muito bem em alguns momentos. O garoto que interpreta o protagonista é carismático, e segura bem o filme. O filme é um "horror for teens", e funciona muito bem em seu 1º ato. O diretor é competente em criar sequências de suspense, mas infelizmente o roteiro falha em equilibrar os diferentes núcleos da narrativa, que ganham e perdem importância sem organização nenhuma. Tinha muitos temas alí que davam um baita filme, vide a história do 1º amor do protagonista por uma colega que é uma potencial vítima do assassino, ou o velho delegado de Marcos Caruso, que sofrendo de uma doença degenerativa vê no menino o único que ainda tem fé nele para dar fim a onda de mortes. Mas nenhuma dessas subtramas é organizada pelo roteiro a contento. Pra piorar, o desfecho do filme é o cumulo do anti climax.

 

 No geral, O ESCARAVELHO DO DIABO tem seus bons momentos. Mas infelizmente não tem controle nenhum de sua narrativa. Ainda assim, mesmo não sendo uma experiência totalmente bem sucedida, acho louvável a tentativa, e é de mais iniciativas assim que nosso cinema precisa.

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Quiz legal aqui: Como você morreria num filme de terror.

 

Tá em inglês, mas acho que dá pra entender:

 

 

http://www.gamesradar.com/quiz-how-would-you-die-in-a-horror-movie/

 

 

O meu deu que eu seria rasgado por dentro. Pesado... rsrs

 

 

Esse outro é pra saber o quanto você saca da série Halloween (também em inglês):

 

 

http://www.joblo.com/movie-news/joblo-movie-trivia-quiz-halloween-159

 

 

Tirei nota 7/10.

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 Visto A SALA VERDE

 

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  Na trama, uma banda de rock alternativo liderada pelo Jovem Pat (Anton Yelchin em um de seus últimos trabalhos) acabam presenciando um assassinato em um bar frequentado por Skinheads, crime também presenciado pela misteriosa Amber (Imogen Poots).Inicialmente, eles acreditam que a situação vai ser resolvida chamando a polícia, mas o dono do bar, Darcy (Patrick Stewart) líder de um grupo neonazista não pretende deixar que nenhuma testemunha saia viva do local.

 

  Dirigido por Jeremy Saulnier, A SALA VERDE ganha pontos pela estética suja e rápida degradação de seus personagens, que pouco a pouco, são contaminados pela violência que os cerca. Em muitos aspectos, lembra filmes como SOB O DOMÍNIO DO MEDO do grande Sam Peckinpah, que retratava também como a violência pode rapidamente adentrar no nosso ser, já que a nossa natureza é muito mais selvagem e insidiosa do que a de um cão de briga, como o filme parece sugerir em seu desfecho.

 

 É uma pena que o roteiro escrito pelo próprio diretor não consiga fazer uma narrativa tão simples e básica funcionar. E se acerta na estética, Sautnier fracassa miseravelmente  na direção de atores e decupagens. Não há muito investimento emocional em nenhum dos personagens, portanto, quando eles começam a morrer, não me importei muito. A relação de Amber com a gangue nunca é explicada a contento, e depois de jogar algumas pistas aqui e ali, o filme perde o interesse na resposta.

 

  Mesmo a condução do suspense é um pouco frouxa, embora devo reconhecer, o cineasta recupera a mão no terço final. Na parte do elenco, o destaque vai mesmo pro Professor Xav.... Digo Patrick Stewart, que entrega um vilão simples, mas sinistro.

 

 No geral, não se perde nada em conferir. Mas também não se ganha muito também. Na duvida, assistam outra coisa.

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O Último Capítulo (I Am The Pretty Thing That Lives In The House, 2016) 0/4

 

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É nisso que o Netflix anda investindo nosso suado dinheirinho? Pra quê produzir isso, Netflix?

 

Não acontece NADA no filme, é um vazio enorme. Nem o final tem alguma grande revelação, ou algum grande lance, o filme simplesmente acaba, depois de não ter acontecido nada

Até a morte da mulher acontece sem um grande lance, ela simplesmente morre do nada e pra nada.

 

 

Enfim, uma enorme perda de tempo. Só uma hora e meia olhando o vazio.

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 Então o primeiro filme de terror original da Netflix foi fail, JAIL? Vi o trailer, e não parece muito atraente mesmo.

 

Bom, conferi HUSH: A MORTE OUVE, que não foi produzido pela Netflix, mas foi distribuído com exclusividade por ela.

 

 

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  Na trama, Maddie (Kate Siegel) é uma escritora surda muda, que vive sozinha em uma casa na floresta, tendo como companhia apenas a sua gata e um casal de vizinhos. Certa noite entretanto, quando um maníaco psicopata surge em sua casa, Maddie precisa lutar para sobreviver. Mas como vencer um inimigo que tem a vantagem da audição?

 

 Mike Flanagan é um diretor que tem chamado certa atenção nos últimos anos. Embora não tenha nenhum sucesso "absoluto" de público e crítica, seus filmes tem chamado certa atenção por suas narrativas de "mundos em camadas", sejam essas camadas dimensionais, como em ABSENTIA, formadas pelas ilusões de O ESPELHO, ou mesmo as camadas oníricas que dividem sonho e realidade em O SONO DA MORTE. E é justamente essa habilidade de Flanagan em trabalhar as camadas de seus filmes (especificamente nesse caso camadas literalmente sensoriais) que faz com que HUSH consiga ser mais do que um "Home Invasion" convencional.

 

 Não há nada de especial  no conceito do roteiro escrito pelo diretor em parceria com a atriz protagonista não é nada novo,. O cinema já viu pessoas com necessidades especiais lutando contra assassinos antes. Entretanto merece pontos por ser bem amarrado e não poupar nem a heroína e nem o vilão dos ferimentos que um jogo mortal de gato e rato podem causar. Mas o que brilha mesmo é a direção de Flanagan. Num filme protagonizado por uma surda muda, o diretor transforma o silêncio em um elemento essencial da narrativa, realmente nos levando em vários momentos a sentir o mundo como Maddie sente.

 

  Enxuto em seus oitenta e poucos minutos, HUSH é uma diversão descompromissada e um bom exercício de suspense, que explora muito bem a sua premissa. Vale a conferida.

 

PS: A máscara do assassino é basicamente a mesma do Michael Myers mesmo Hehehe. Mas ele passa pouco tempo com ela, então ok.

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 Visto KRAMPUS: O TERROR DO NATAL

 

 

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  Na trama, Max (Emjay Anthony) é um menino que natal após natal vê sua família cada vez mais desunida e brigando por disputas mesquinhas. Na véspera de natal, a decepção de Max diante da falta de espirito natalino de sua família acaba invocando Krampus, uma entidade que representa "a sombra do Papai Noel", e que pune aqueles que não acreditam verdadeiramente no natal. Agora, esta família precisa recuperar a fé uns nos outros antes de se tornarem vítimas de Krampus.

 

 Protegido de Brian Singer, o diretor Michael Dougherty tinha apenas um longa no currículo, a divertida antologia CONTOS DO DIA DAS BRUXAS. Este seu novo projeto, Krampus, guarda muitas semelhanças com seu trabalho de estréia. Não só ambos os filmes giram em torno de datas festivas, mas possuem um forte tom de fábula, quase como se fossem contos preventivos onde com muito humor negro, os personagens são punidos através de signos muito representativos destes feriados por desrespeitarem de alguma forma as tradições. Dougherty é habilidoso na condução desta fórmula, fazendo com que soe mais como uma assinatura do que como auto plágio.

 

 De fato, KRAMPUS tem uma atmosfera muito bem conduzida, equilibrando de forma harmoniosa o suspense com o humor, e tem um certo ar daqueles filmes de terror feito pra crianças, estilo GREMLINS que é de aplaudir. De certa forma, funciona mesmo como um conto natalino sombrio, que versa sobre crença e união familiar, sem soar meloso ou piegas. Deve-se elogiar também o uso constante de efeitos práticos em detrimento dos digitais (que só surgem aqui quando estritamente necessários) o que dá ao ao filme uma organicidade digna de nota.

 

  O filme escorrega apenas em seu desfecho, mas nada que comprometa o resultado final. Vale a conferida. Quem gostou do trabalho anterior de Doughtey, deve gostar dessa sua nova investida na cadeira de diretor.

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A Espinha do Diabo ( El Espinazo Del Diablo, Dir.: Guilhermo Del Toro, 2001) 3/4

 

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É um filme bem competente do Del Toro, bela estreia na direção, só não acho que seja terror/horror, diria que seria um drama com toques sobrenaturais. O foco é mais na história dos meninos no orfanato do que na do fantasma que habita por lá.

 

Sob o Poder da Maldade (The Sorcerers, Dir.: Michael Reeves, 1967) 3/4

 

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Gostei muito da estética dos anos 60 (nights clubs da época e tals), e a trama é bem legal, trazendo algo até atual como o controle de mente à lá Jessica Jones.

 

A Casa do Cemitério (Quella Villa Accanto al Cimitero, Dir.: Lucio Fulci, 1981) 2/4

 

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Lucio gosta de ser abstrato. Não tenho problemas com isso, até certo ponto. Quando se é muuuuuito abstrato, acabo me afastando. Beyond dele me deixou meio voando ali, sem saber muita coisa do que rolou, nesse aqui ele já foi mais "redondo", e deixou a história mais fechada. Esse acabou me agradando mais.

 

A Filha de Satã (Burn Witch, Burn, Dir.: Sidney Hayers, Dir.: 1962) 2/4

 

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O título em português é bem sensacionalista já que nada se fala em Satã no filme. São só bruxas e suas bruxarias (que não tem conexão direta com o tinhoso). É engraçado ouvir um narrador no começo fazendo uma magia para quem assistir não sofrer nenhuma maldição. hehe Mas enfim, o filme em geral, eu gostei. Preto e branco ainda, e o filme consegue se conduzir bem, sem entregar o final..

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 Então o primeiro filme de terror original da Netflix foi fail, JAIL? Vi o trailer, e não parece muito atraente mesmo.

 

 

 

Pior que ruim é um filme vazio, que te engana fazendo acreditar que vai te entregar algo, mas no fim não entrega nada. Só te enrolou por 1h30.

 

Só não parei de ver no meio, porque gosto de ver o filme até o final, pra saber se não presta (e no caso, não presta mesmo).

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A Espinha do Diabo ( El Espinazo Del Diablo, Dir.: Guilhermo Del Toro, 2001) 3/4

 

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É um filme bem competente do Del Toro, bela estreia na direção, só não acho que seja terror/horror, diria que seria um drama com toques sobrenaturais. O foco é mais na história dos meninos no orfanato do que na do fantasma que habita por lá.

 

 Esse filme é excelente mesmo. Em muitos aspectos é um irmão espiritual do mais famoso O LABIRINTO DO FAUNO, ao mostrar crianças lidandocom a guerra ao mesmo tempo que lidam com o fantástico.

 

 Só uma correção, JAIL. Essa não foi a estréia na direção do Del Toro. A essa altura ele já havia dirigido o ótimo CRONOS, e estreado em hollywood com o divertido MUTAÇÃO.

 

 

A Casa do Cemitério (Quella Villa Accanto al Cimitero, Dir.: Lucio Fulci, 1981) 2/4

 

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Lucio gosta de ser abstrato. Não tenho problemas com isso, até certo ponto. Quando se é muuuuuito abstrato, acabo me afastando. Beyond dele me deixou meio voando ali, sem saber muita coisa do que rolou, nesse aqui ele já foi mais "redondo", e deixou a história mais fechada. Esse acabou me agradando mais.

 

 Eu tenho problemas com esses filmes mais abstratos do Fulci. São um amontoado de cenas bizarras que formam um fiapo de fiapo de histórias. Claro, a criatividade dele nas cenas bizarras compensa algumas vezes a falta de história, mas em alguns casos como o desse exemplo citado por você, não rola pra mim.

 

 

 

A Filha de Satã (Burn Witch, Burn, Dir.: Sidney Hayers, Dir.: 1962) 2/4

 

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O título em português é bem sensacionalista já que nada se fala em Satã no filme. São só bruxas e suas bruxarias (que não tem conexão direta com o tinhoso). É engraçado ouvir um narrador no começo fazendo uma magia para quem assistir não sofrer nenhuma maldição. hehe Mas enfim, o filme em geral, eu gostei. Preto e branco ainda, e o filme consegue se conduzir bem, sem entregar o final..

 

 O titulo americano do filme não é muito melhor. Prefiro o nome que ele ganhou na Inglateta NIGHT OF THE EAGLE (A noite da Águia)

 

  Eu acho muito bom que o filme foge mesmo do clichê de ligar bruxaria ao satanismo (o que num filme de terror dos anos 60 é digno de aplausos).

 

 Uma das coisas mais legais do filme, é que ele lembra muito uma série de filmes de terror produzidos na década de 40 pelo produtor Val Lewton, onde o sobrenatural é muito mais sugerido do que mostrado. e mesmo quando abre espaço para o fantástico escancarado, como nos quinze minutos finais, o roteiro deixa brechas para que o publico encaixe se quiser, uma explicação lógica para o que acabou de ver, gerando a possibilidade de rejeição ao sobrenatural.

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Nasce um Monstro (It's Alive!, Dir.: Larry Cohen, 1974) 3/4

 

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Sempre achei esse aqui (pelo tema) seria um trashão daqueles brabos, mas me enganei. O filme não foca muito no bebê-monstro e sua matança (porque o pouco que mostra disso, dá uma cambaleada braba, pelos efeitos bem precários), o foco aqui é a situação do pai-mãe (mais do pai) com a situação de terem gerado uma abominação que sai matando todo mundo. E isso foi, felizmente, bem explorado.

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Só uma correção, JAIL. Essa não foi a estréia na direção do Del Toro. A essa altura ele já havia dirigido o ótimo CRONOS, e estreado em hollywood com o divertido MUTAÇÃO.

 

Acabei me enganando. Mutação é dos anos 90, e esse já é 2001.

 

 

 Eu tenho problemas com esses filmes mais abstratos do Fulci. São um amontoado de cenas bizarras que formam um fiapo de fiapo de histórias. Claro, a criatividade dele nas cenas bizarras compensa algumas vezes a falta de história, mas em alguns casos como o desse exemplo citado por você, não rola pra mim.

 

 

Fico sem jeito de falar algo do Beyond já que ele é bem cultuado, mas num rolou pra mim. É muuuuuito abstrato. Parece que o diretor deixou tudo por público montar. Filme que tem que ter manual de instruções é complicado.

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 Visto EX MACHINA: INSTINTO ARTIFICIAL

 

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  Na trama,Caleb (Domhnall Gleeson) é um programador que ganha um concurso na companhia onde trabalha para passar uma semana com Nathan Bateman (Oscar Isaac) o recluso bilionário que é presidente da empresa. Chegando ao retiro de Natan, o rapaz é informado que está ali para ajudar Nathan na fase final de seu novo e revolucionário projeto, uma robô chamada Ava (Alicia Vikander) a primeira inteligencia artíficial que pode ter desenvolvido consciência. Entretanto, o comportamento estranho tanto da maquina quanto de seu criador arrastam Caleb para um intenso jogo psicológico.

 

  Com EX MACHIINA, de Alex Garland, mais conhecido por ter escrito EXTERMÍNIO para Danny Boyle, e o já clássico cult DREED estréia na direção em um suspense de ficção científica que trata seus temas de forma muito delicada, possuindo uma estética que consegue ser refinada sem soar pretensiosa, e uma atmosfera que mantém o suspense na maior parte do tempo na interação entre o enxuto elenco.

 

  O roteiro escrito pelo próprio Garland aborda diversas frentes do nosso relacionamento com a tecnologia. Claro que o filme aborda a velha questão levantada por autores como Philip K. Dick e Isaac Asimov sobre a definição de consciência que nos diferencia (ou não) das maquinas. Entretanto, várias outras questões são abordadas, como a falta de privacidade que um mundo conectado provoca. E de como este mundo, em que tantas pessoas estão conectadas, a solidão continua a ser um problema forte. O filme até encontra tempo pra levantar o que parece ser uma bandeira contra a misoginia. E excetuando um escorregão ou outro, todos estes temas são tratados a contento.

 

  A parte técnica é impecável. A direção de arte do filme concebe a casa de Nathan através de um retrato minimalista, que condiz com a natureza fria do filme, além de situar discretamente a trama em um "futuro não muito distante". Os efeitos usados para criar Ava também são sensacionais. Toda a beleza do corpo de Alicia  Vikander foi captada, mas o design da robô nunca nos deixa esquecer a sua natureza não humana.

 

 Mas a maior força de EX MACHINA é mesmo o seu elenco. Domhnall Gleeson (que chegou a viver um robô em BLACK MIRROR) retrata bem o rapaz que a princípio vê a grande chance de impressionar o seu chefe e mostrar a sua genialidade, mas que aos poucos se vê cada vez mais intrigado pela figura de Ava. Surgido em tela praticando boxe em um saco de areia, Nathan aparece em tela desde o começo como um sujeito em que não se pode confiar. Isaac entrega aos poucos as diferentes camadas de seu personagem, em uma atuação bastante segura. Mas o destaque vai mesmo para Vikander. Dona de um rosto angelical e de uma silhueta nada má também, Alicia com sua personagem consegue ser muito mais do que algo agradável aos olhos. Toda a sua relação com o protagonista se desenvolve na base da sutileza, e mesmo quando vemos movimentos mais óbvios, como quando Ava decide se vestir e usar uma peruca, há uma sutileza por trás disso que o publico vê, mas não tem muita certeza até o momento da virada.

 

 Enfim, pra quem curte ficção científica e um bom thriller psicológico em que um mero olhar pode ser tão ameaçador quanto uma faca erguida, EX MACHINA: INSTINTO ARTIFICIAL é uma boa pedida.

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Na Solidão da Noite (Dead of Night, Dir.: Alberto Cavalcanti, Charles Crichton, Basil Dearden e Robert Hamer, 1945) 2/4

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O que prejudica o filme é que ele tem um ritmo meio lento. A cena que o pessoal está ali na sala é meio demorada porque ficam discutindo muito o que está rolando. E como é um filme de histórias separadas, sempre tem aquela que a gente curte e outras que nem tanto (não gosto do da menina na festa e a do golf). Mas o final do filme compensa: É BEM FODA.

 

O Túmulo Vazio (The Body Snatcher, Dir.: Robert Wise, 1945) 2/4

 

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O que prejudica o filme é o personagem coadjuvante, assistente do médico, Donald Fettes. É um personagem bem bocó, que vai aceitando as coisas sem uma reação contra. E aí, as coisas vão acontecendo e ele meio que ainda se faz de inocente. Dos outros personagens se dá pra entender atitudes, mas a desse cara, não (o Boris entregar o corpo da mulher que ele viu que o cara acabou de matar, e ele aceitar sem reação, é dose). E o Boris vai fazendo as coisa de forma fácil demais sem aparição da polícia ou alguém que dê alguma dificuldade em ele fazer o que faz (o Fettes teria que ser esse personagem, mas o cara prefere ficar fazendo cara de galã). Enfim. Tem coisas pontuais que prejudica, mas é legal.

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Instinto Secreto (Mr. Brooks, Dir.: Bruce A Evans, 2007) 2/4

 

 

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É o típico filme que poderia ter funcionado bem melhor, mas não consegue alçar voos mais altos. O elenco tá bem mal escalado mesmo e a história não traz algum twist interessante, acaba sendo tudo meio previsível mesmo. Mas se não exigir demais, dá pra dar uma olhada descompromissada.

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Na Solidão da Noite (Dead of Night, Dir.: Alberto Cavalcanti, Charles Crichton, Basil Dearden e Robert Hamer, 1945) 2/4

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O que prejudica o filme é que ele tem um ritmo meio lento. A cena que o pessoal está ali na sala é meio demorada porque ficam discutindo muito o que está rolando. E como é um filme de histórias separadas, sempre tem aquela que a gente curte e outras que nem tanto (não gosto do da menina na festa e a do golf). Mas o final do filme compensa: É BEM FODA.

 

 

 Esse filme é bem legal. Faz alguns anos que eu assisti, mas a ultima história estrelada pelo Michael Redgrave como um ventríloquo é muito boa e continua marcada na minha memória. Que final foda!

 

 

 

 

 

O Túmulo Vazio (The Body Snatcher, Dir.: Robert Wise, 1945) 2/4

 

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O que prejudica o filme é o personagem coadjuvante, assistente do médico, Donald Fettes. É um personagem bem bocó, que vai aceitando as coisas sem uma reação contra. E aí, as coisas vão acontecendo e ele meio que ainda se faz de inocente. Dos outros personagens se dá pra entender atitudes, mas a desse cara, não (o Boris entregar o corpo da mulher que ele viu que o cara acabou de matar, e ele aceitar sem reação, é dose). E o Boris vai fazendo as coisa de forma fácil demais sem aparição da polícia ou alguém que dê alguma dificuldade em ele fazer o que faz (o Fettes teria que ser esse personagem, mas o cara prefere ficar fazendo cara de galã). Enfim. Tem coisas pontuais que prejudica, mas é legal.

 

 Assisti esse logo que o TCM chegou no Brasil. Gostei quando eu vi. O Boris manda muito bem. Foi um dos últimos filmes do gênero produzido pelo Val Lewton, e já não tem a pegada dos primeiros filmes desse ciclo, como SANGUE DE PANTERA ou A MORTA VIVA, mas ainda acho bacana; Tem cenas muito boas ai. A que mais ficou na minha memória é 

Quando o Boris mata o personagem do Bela

enquanto conta a história do homem do machado.

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 Visto JURASSIC WORLD

 

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  Quarto filme da franquia de dinossauros iniciada pelo clássico JURASSIC PARK de 1993. Embora esteja a anos luz de provocar o fascínio e os arrepios infantis (no bom sentido) do original, eu diria que talvez esta seja a melhor sequência do filme de Spielberg. Ironicamente, é o filme que mais segue de perto a fórmula do original em sua estrutura, em muitos momentos correndo o risco de auto plágio. Felizmente, o diretor Colin Trevorrow sabia muito bem o material que tinha em mãos, conseguindo validar (na maior parte do tempo) idéias que eram vistas com desconfiança pelos fãs, como a do dinossauro mutante e os Raptors adestrados. Só por fazer isso funcionar, já merece um premio.

 

 A honestidade e auto consciência com que Trevorrow conduz a narrativa é digna de nota, pois sim, ele sabe que JURASSIC PARK foi uma grande coisa (chegando a botar um "representante" dos fãs na figura de um dos assistentes de Claire, principal personagem feminino do filme), assim como sabe que é preciso mais pra impressionar o publico do que tornar um dinossauro convincente. Afinal, muitas vezes não sabemos se os personagens estão falando do parque ou da franquia.

 

JURASSIC WORLD é diversão escapista, e sabe disso. E este é um dos seus maiores méritos.

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 Visto THE MINDWILL MASSACRE

 

 

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   Slasher holandês bem sem vergonha, que acompanha um grupo de pessoas em uma excursão de ônibus pelos campos da Holanda, até que o ônibus quebra perto do moinho do título, que seria assombrado pelo espirito assassino do moleiro que lá vivia, e a matança parte dai. Por um lado, o filme foge do clichê de ter todo o elenco representando um bando de adolescentes. Na verdade temos um núcleo até bem diversificado, de uma fotógrafa tentando um avanço na carreira, passando pelo japonês que esta espalhando as cinzas da avó, a fugitiva da justiça e por ai vai. Mas toda essa diversividade não serve pra nada, pois nenhum desses personagens é carismático o bastante para que realmente gostemos ou torcemos para algum deles, isso pra não falar no desenvolvimento zero.

 

  Mas claro, a maior falha de WINDMILL MASSACRE é o fracasso total em criar qualquer tipo de atmosfera, algo vital em um filme de horror, e mais ainda em um slasher, que geralmente dependem mais de atmosfera do que de narrativa. A fotografia até tenta, retratando os campos holandeses como um lugar etéreo e misterioso, mas se não tem direção, não adianta de nada. Pra não dizer que nada se salva, tem uns efeitos práticos bem bacana, vide o sujeito que tem a cabeça esmagada na base do chute pelo assassino.

 

 Ainda assim, maior perda de tempo. Passem longe.

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