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Pequena Miss Sunshine


-felipe-
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Pretendo ver nesse domingo. Estou muito curioso, não só pelo roteiro mas também porque me amarro em Toni Collette e Greg Kinnear ( pra mim, são dois dos maiores coadjuvantes do tipo rouba-cena que existem - e em Jantar Com Amigos, filmaço por sinal, a química deles é perfeita ).

Muito antes da estréia lá fora e desse "bafafá" no Festival do Rio eu já tinha consultado a ficha da Collete e posso dizer que há um bom tempo um filme não me despertava tanto interesse. E o trailer então? Muito engraçado... Esse mosaico de personagens desajustados numa pegada indie é o tipo de filme que me conquista. Tô acreditando... 

Será que rola indicações ao Oscar pros já citados e também pro Alan Arkin como coadjuvante? Tá sendo bastante elogiado...

 

 
Bruno Tarantino2006-10-21 18:57:54
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Comédia suave e muito boa.Com coisas simples o filme arranca boas gargalhas dos telespectadores.

 

O filme conta a história de um aspirante a escritor que não consegue publicar o seu livro sobre os 9 passos para obter o suscesso, possui um pai viciado, um cunhado suicida, um filho que se recusa a falar e uma filha gorducha que sonha em ser Miss. De todos, a mais norma é a esposa que procura manter a ordem do grupo.

 

Com a chance que a caçula tem de concorrer ao concurso de Miss, todos vão para a California numa Kombi velha.

Como eu já disse, com coisas simples o filme consegue arrancar boas gargalhadas e a cena da kombi é uma delas.06

 

 

 
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Pequena miss Sunshine

 

Por

Mario “Fanaticc” Abbade

 

19/10/2006

 

 

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trailersp.jpg

 

Trailer

Pequena

miss Sunshine

 

Little miss Sunshine

 

EUA, 2006

 

Comédia - 101 min

Direção:

Jonathan Dayton e Valerie Farise

 

Roteiro: Michael

Arndt

 

 

 

Elenco: Abigail Breslin, Greg Kinnear, Paul Dano,

Alan Arkin, Toni Collette, Steve Carell, Bryan Cranston, Marc

Turtletaub, Beth Grant, Jill Talley, Brenda Canela, Julio Oscar

Mechoso

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Depois que o Festival de Sundance ganhou status internacional, cada vez mais

cineastas iniciantes procuram seguir a fórmula do filme independente: família

disfuncional em uma situação excêntrica. Pequena Miss Sunshine

(Little Miss Sunshine, 2006) é mais um exemplo. Para temperar a receita,

a narrativa acontece no gênero "filme de estrada" (road movie),

outro estilo em que os realizadores norte-americanos são especialistas.

Os protagonistas são os membros da família Hoover, moradores do Novo México.

Richard (Greg Kinnear) é o pai, um palestrante motivacional

que está tentando vender seu programa de auto-ajuda chamado os "9 passos",

que promete transformar qualquer pessoa em um vencedor. Sheryl (Toni

Collette) é a mãe, mulher que trabalha fora e também exerce as funções

domésticas em casa. Seus filhos são Dawyne (Paul Dano) e

Olive (Abigail Breslin). Dawyne resolveu fazer o voto do

silencio até conseguir se integrar na escola de pilotos das Forças Armadas:

não fala há meses e segue a filosofia de Friedrich Nietzche. Olive é uma menina

de 9 anos que sonha em se tornar miss. Frank (Steve Carrell)

é irmão de Sheryl, um professor universitário que se diz maior conhecedor

sobre a vida do escritor Marcel Proust e que recentemente tentou o suicídio.

Completa o grupo Edwin (Alan Arkin), o pai de Frank e Sheryl.

Um senhor que foi expulso do asilo por ser viciado em heroína.

Durante um jantar com toda a família, Olive recebe um telefonema, um convite

para participar de um concurso supercompetitivo chamado de Little Miss

Sunshine no sul da Califórnia. A viagem é muita cara ser feita de avião.

O jeito é ir de carro. Mas Sheryl precisa levar Frank, pois tem medo que ele

tente se suicidar de novo. Vovô Edwin quer ir também, pois criou a coreografia

que Olive usará no concurso. Mas como o carro de Sheryl é muito pequeno e

desconfortável para a viagem, o jeito é usar a velha Kombi amarela de Richard.

O problema é que a única pessoa da família que saber guiar com

embreagem e marcha é Richard. Sobra então Dawyne, que por ser

adolescente não pode ficar sozinho em casa. Resultado: a família toda acaba

pegando a estrada na tentativa de realizar o sonho de Olive.

Tudo isso acontece nos primeiros 12 minutos. O restante do filme é ambientado

na estrada, na tentativa de chegar ao concurso a tempo. Essa sinopse parece

até uma cópia do famoso Férias Frustradas estrelado por Chevy Chase.

Realmente a espinha dorsal é a mesma, muda apenas o objetivo da viagem. Mas

isso não diminui em nada a qualidade do filme, já que a mensagem é

bem diferente. Em Pequena Miss Sunshine a epístola é sobre perdedores,

vencedores e aceitação.

As situações no filme são hilárias, chegando ao nonsense. Mas apesar

de absurdas, são verossímeis. Essa sustentação parte da ótima

interpretação de todos os atores, sendo impossível destacar apenas um. Nenhum

deles fica preso em um estereótipo e disparam com igual competência

os diálogos afiados escritos pelo estreante Michael Arndt,

responsável pelo roteiro.

Igualmente felizes é o casal de diretores Jonathan Dayton

e Valerie Faris, egressos dos videoclipes e comerciais. Eles

conseguem imprimir ritmo e evitam competentemente as típicas grosserias escatológicas

das comédias ou a pieguice. Os aplausos no último Sundance foram merecidíssimos.

 

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Analisar esse filme é complicado. Gostar dele, mais complicado.

 

Falar que os personagens são caricaturas é chover no molhado e apenas parte do problema. O filme mostra seis pessoas cuja existência é não menos que miserável, em um final de semana ainda mais miserável no qual todos viajam em uma Kombi velha para que a caçula da família participe do Concurso Little Miss Sunshine. Tem seqüências incrivelmente engraçadas, mas um dos seus problemas - talvez o principal deles - é o fato de que a plataforma sobre a qual se apóiam os diálogos ligeiros e o humor pastelão é muito séria: falência familiar, auto-estima como imposição social, preconceito, culto ao kitsch. Nada disso é verticalizado no filme e isso aponta para escolhas muito erradas do roteiro.

 

Há outros pontos desfavoráveis, como algumas seqüências de mau gosto involuntário e a alternância humor - momento emoção/revelação - humor - momento emoção/revelação e assim vai, bem feijão com arroz. Pior ainda: o personagem mais rico e interessante do filme é o que menos tempo tem na tela e parece ser descartado de forma quase gratuita.

 

Se tem aspectos positivos? Tem. O elenco sustenta a pobreza do roteiro com bravura, principalmente o Alan Arkin, a Toni Collette (ótima, dá uma dimensão de humanidade que o personagem implorava e o roteirista teimou em não conceder) e o melhor deles, Steve Carell, que é quem melhor passa a impressão de que seu personagem tem uma vida e uma história no mundo além-Kombi. A garotinha Abigail Breslin interpreta muito bem uma criança de verdade, como são as de hoje: com uma certa maturidade emocional e neuras dos adultos que vão se instalando de forma insidiosa mas, ainda assim, crianças.

 

Falei do mau gosto involuntário porque todos os pecados do filme são amenizados no final, tão hilário quanto chocante. Quando a gente acha que os Hoover são o fundo do poço humano, o concurso Little Miss Sunshine subverte tudo como um espetáculo tão dandesco que parece de um outro mundo - mas infelizmente é real. É a pobreza estética orgulhosa de si própria, sinalizando que a cultura americana não tem mais salvação.

 

Com rompantes de brilhantismo e um elenco de primeira, Dayton/Faris parecem apreciar que a platéia ria debochadamente da desgraça alheia. Mas esse é um humor que tem efeito rebote e o saldo acaba sendo inferior ao que poderia ser.
Alexei2006-10-23 12:42:09
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pô Alexei, um pouco de humor negro não faz mal a ninguém. 06

 

não achei os personagens caricaturais, tanto que dá pra compor toda uma história dos seis no além-Kombi. Talvez o único que não esteja tããããããããão bom quanto os outros seja o Greg Kinnear, que ainda assim, gera bons momentos.

 

E ué, eles são uns desgraçados, e essa uma das graças do filme, rir um pouco disso é legal.

 

O filme é um pouco formulaico sim (especialmente na cena de Frank e Dwayne no pier perto do prédio), mas funciona, grande parte disso mérito do elenco.

 

O roteiro também não é perfeito (spoilersacho um pouco forçado o cara descobrir que é daltônico só com 15 anos, e ainda mais de uma forma como aquela/spoilers), mas circunda temas interessantes, como o sarcasmo com que trata a própria auto-ajuda dos losers que o filme mesmo diz (o niilismo do personagem de Paul Dano evidencia esse sarro), a segurança em tratar temas e acontecimentos comuns à road-movies.

 

Além disso, o filme mostra a sociedade americana, de como a política de ser um winner nem sempre funciona. Como uma família de tipos tão bizarros acaba se unindo depois de ver que os defeitos deles eram mais saudáveis que a plastificação que o "resto" se auto-impunha. Outra boa sacada nessa distinção é o (little spoilers ahead...) tipo do show de talentos das Miss Sunshine: embora todas as crianças tenham tido performances de conteúdo curioso, a única censurada foi da mais vivaz.

 

Mas o que foram os diálogos ligeiros e personagens caricatos?
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Muitas das coisas que você escreveu eu concordo, Ruby. Outras ainda não me desceram pela garganta. As caricaturas a que eu me referi se devem ao unidimensionalismo dos personagens. Os poucos lados deles que aparecem no filme são ampliados até dizer chega, ainda que o filme tenha tido oportunidades de mostrá-los sob outras perspectivas. Me pareceram caricaturas mesmo. O perdedor que se acha vencedor, o adolescente problemático, o coroa porra-louca...

Mas é como eu disse, isso nem me incomodou muito, pois serve ao propósito satírico e aí vale quase tudo. Os temas sérios e a falta de tratamento adequado a eles, como se desimportantes fossem, é o que me incomodou. Veja só, a abertura do filme com a palestra dos nove passos tem um recado bem óbvio dos diretores sobre a incerteza do que é ser winner ou loser, mas algum tempo depois, o que eles fazem? Rotulam Marcel Proust de loser, a despeito de tudo o que ele fez, segundo um dos próprios personagens. Colocam a conceituação americana de loser em cheque mas depois a confirmam. Não coincidentemente é justamente a cena que você menos gostou.

Cara, humor negro ali é pouco... A coisa toda é sádica porque a gente não ri tanto das situações, mas sim da própria condição da família Hoover, e o filme deixa claro que eles definitivamente não queriam ser assim. O que aflige os Hoover também maltrata muita gente por aí, de forma involuntária. Isso eu achei meio pesado e torna o filme bem indigesto pra mim. Daí a expressão que abriu meu primeiro post: "gostar dele, mais complicado ainda"...

Sobre o concurso, concordo plenamente contigo. O elenco é maravilhoso, como havia dito. Já os diálogos ligeiros foram um elogio mesmo. Eles são geralmente bons, principalmente os do personagem do Steve Carell, que é, insisto, uma das melhores coisas do filme. Talvez a melhor.

 

Legais os seus comentários. Será que eu pedi mais do que o filme poderia oferecer? Hmm...
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Sobre as caricaturas, eu vejo diferente: o vovô dopado por exemplo. Alan Arkin também está excelente, e eu adoraria ter um avô como aqueles. Os defeitos dele são mais amenos do que os de muitos avôs que viveram por aí. Ele pra mim foi um dos que mais se distanciou da caricatura.

O adolescente problemático, não vejo muito problema no estereótipo, mesmo porque eu consegui estabelecer um elo entre ele e eu.

 

O perdedor que se acha vencedor é o Greg Kinnear? Pois bem, pra mim, ele mesmo sendo o mais próximo da caricatura, ele é o mais emblemático. Por quê? Porque ele serve como artifício para invalidar qualquer teoria de losers/winners que possam atribuir ao filme.

 

Olha, a condição da família é satirizada sim, mas é como diz o cartaz: "De perto, nenhuma família é normal". Acho que foi até feita de maneira realista, porque minha família é cheia de freaks, já coloquei essa prosa na mesa com muitos amigos e dá pra perceber que isso acontece com todo mundo. Os Hoover não pareceram o cúmulo dos cúmulos pra mim, e sim mais uma no meio de tantas... o que anulou em mim qualquer sentimento negativo que uma possível caricatura pudesse causar.

 

Sobre Proust ser loser, aí é um campo mais complicado. Justamente porque mesmo assim, ele é passível de admiração. E a rotulação dele de loser pelos personagens é até duvidosa: o personagem de Steve Carell não prefereria pessoa diferente, tanto que o que ele ressalta é que Proust se definiu pelos maus momentos, o que é bem diferente de ser um loser. O que eu não gostei da cena  é que ela tenta enfiar pela goela a moral de que somos compostos por todos os bons e maus momentos, e que ser loser é bem diferente disso. Essa cena meio que contraria o espírito do filme (que gostei bastante), de não querer ser mais do que é...
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É, Rubysun, voltei aqui só para informar que, apesar de seus argumentos, o fato é que o filme caiu ainda mais no meu conceito (não por causa dos seus comentários, longe disso). Antes eu o achava razoável, agora não estou gostando mesmo.

 

É que, além de ser um humor cruel e rasteiro, ele agora também está me parecendo uma apologia da mediocridade. "Somos horrorosos, eu sei, mas ria com a gente (e da gente) e venha ser um loser você também".

 

Não acho que o filme quebre os conceitos de winner e loser, apenas afirma que ser loser não é tão ruim, muito pelo contrário. E, ao tentar puxar para cima o que está embaixo, ele não questiona o mecanismo, apenas o reforça. É aí que mora o perigo.
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O Alexei acabou de tocar na ferida. Acho que é por aí mesmo.

 

Num primeiro momento, eu estava analisando de uma forma curiosa, principalmente pela fala do adolescente dizendo que a vida é como um concurso de beleza. Cri que, no fim das contas, eles não eram losers, apenas diferentes, e a sociedade (vamos pôr assim) não estava preparada para uma família/pessoas assim. Eles só eram diferentes e ponto final. Mas já não acredito que tenha sido isso mesmo.

 

Curiosamente, há um tempo eu venho mantendo uma conversa com um amigo que vai meio que tem a ver com o que diz o personagem do Carell: até concordo que os fracassos vêm para lapidar uma pessoa, fazer com que ela aprenda e evolua, mas o grande problema está realmente em dizer que isso é o melhor, o essencial. É exatamente aí que não concordo nem um pouco, e me vem à cabeça as falas do avô dizendo para o jovem trepar muito - o que acabaria sendo uma forma do rapaz aliviar a cabeça de tensão e tentar curtir ao máximo, evitar problemas, ser feliz e pronto. Seria um contra-ponto interessante, mas isso é dito apenas no início do filme, e o que fica na cabeça é o fim, ou seja, a mensagem dita pelo Alexei.

 

Mas ainda fico pensando sobre o filme...
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Pequena Miss Sunshine ('Little Miss Sunshine' - EUA - 2006 - Dir: Jonathan Dayton, Valerie Farris)

Delicioso, divertido. Um filme agradabilíssimo, dotado de grandes atuações. De fato, um dos roteiros mais inteligentes deste ano. Espero uma indicação ao Oscar de Roteiro Original.

 

 

Veredicto: **** e 0.25 | 9.0 | A-

 

=D
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mas Kakashi, eu não acho que ele tenha dito que isso é o essencial, ele só diz que os fracassos vêm pra lapidar alguém, e que não devem ser ignorados.

 

não acho que ele faz apologia à mediocridade, mas sim a ponto de dizer aquela velha história de que somos todos diferentes, e todos têm virtudes e defeitos. e sendo assim, todo mundo é um loser, de certa maneira. os tipos estranhos que eles cruzam na estrada só reforçam aquela velha tese de que ninguém é perfeito.
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Por exemplo aquilo de dormir até os 18 anos. Ele diz que mudou de idéia (antigamente gostaria de tê-los evitado), e que sim, que venham os 18 anos, os problemas de colégio, as dificuldades adolescência, etc. Sob o ponto de vista de que os erros vão lapidar e melhorar a pessoa, é muito legal o pensamento, seria o correto e ideal, obviamente. Mas a minha discordância é a de que não, não venham esses momentos de sofrimento, por mais que eles venham a melhorar a minha pessoa. Eu quero ser uma pessoa feliz, por mais que isso não venha a me tornar melhor em outros sentidos. Chega a ser uma questão bem pessoal de minha parte mesmo, acho.

 

E foi mais ou menos com essa impressão que eu saí da sessão, como disse na primeira parte do post. Mas agora já não sei mais, estou bem confuso com relação ao filme, teria que reassistí-lo.
Kakashi2006-11-03 22:35:39
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putz, eu encaro de maneira bem diferente. tem alguns dias que eu sinto falta de cagadas, pq tá tudo dando estranhamente certo pra ser verdade. 06

 

considero a tristeza necessária, e saudável.

 

não é a questão dos momentos ruins tentarem te tornar perfeito. pra mim, alguém perfeito não tem a tal parcela ruim, é 100% virtude, e tal...

 

a desgraça é necessária até pra servir de parâmetro. por exemplo, Admirável Mundo Novo. todos se consideravam felizes e perfeitos, mas a ausência do contraste tornava tudo tão assustador como o livro é.

 

o Alexei mesmo já chegou a dizer em um tópico: "O que seria dos filmes bons se não houvessem os ruins como parâmetro?".
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Pequena Miss Sunshine - smiley10smiley10smiley10smiley10 ou 7/10

 

Q filme divertido, elenco homogeneamente ótimo (destaque pro Carell, pra quem vou tercer por uma indicação ao Oscar) e roteiro inteligente e leve...acho q já temos o vencedor nessa categoria.

 

Se os filmes q estão pra sair não forem bons acho q Sunshine pode arrancar uma vaga na categoria principal, e com mérito.

 

 

 

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