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O Grande Chefe


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Notícia do Folha Online

 

07/12/2006 - 14h23

Lars Von Trier dará recompensa a quem resolver mistério de filme

da Efe, em Copenhague

O diretor dinamarquês Lars Von Trier prometeu uma recompensa de 30 mil coroas (cerca de R$ 4 mil) e um papel como figurante em seu próximo filme ("The Anti-Christ") a quem desvendar um mistério incluído em seu novo filme, "The Boss of It All". O longa estréia amanhã na Dinamarca.

O diretor, que há uma década foi co-fundador do movimento Dogma 95, escondeu em seu novo filme uma série de dicas visuais que juntas formam um código que deve ser decifrado, informou hoje o jornal "Berlingske Tidende". O passatempo se chama "Lookey", uma contração do inglês "Look for the key" (encontre a chave).

Um "lookey" é um distúrbio visual que está fora de contexto com o resto do filme e que, para os não iniciados, parece um erro, embora na realidade todos respondem a um sistema único para cada filme, que costuma incluir entre 5 e 7 destes passatempos.

Von Trier afirmou que colocará à disposição de qualquer diretor o conceito de "lookey", para que possa ser utilizado livremente.

Na comédia "The Boss of It All", o dono de uma empresa inventa um presidente imaginário que é sempre responsabilizado por medidas impopulares tomadas no dia-a-dia. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
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Ainda não sei muito, fiquei curioso com esse notícia do código que está no filme, mas achei mais algumas notícias sobre ele:

 

 

O último longa-metragem de Lars von Trier' date=' "The boss of it all", terá sua estréia internacional nesta sexta-feira, dia 22, durante o Festival Internacional de Cinema de Copenhague.

 

"É a primeira vez que Lars von Trier escolhe fazer a estréia de um de seus filmes na Dinamarca. Ele é um dos maiores talentos do cinema europeu", disse o presidente de programação do festival, Jacob Neiiendam.

O cineasta dinamarquês já dirigiu grandes sucessos como "Ondas da Paixão", "Dançando no Escuro", "Dogville" e "Manderlay".

"The boss of it all" terá uma abordagem diferente, sendo uma comédia filmada usando a técnica ultra-realista Dogma 95, criada por ele.

Entre as regras dessa técnica está o uso de uma iluminação não artificial, com câmeras na mão. As cenas são filmadas na locação e todo o som do filme precisa vir das cenas rodadas.

O Festival de Copenhague tem o foco no cinema europeu, com a exibição de 145 filmes. Desses, cerca de dez - divididas em cinco categorias - participarão da mostra competitiva.

O grande vencedor do ano passado foi "Live and become", de Radu Mihaileanu.

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Sex' date=' 13 Out - 12h58
ENTREVISTA-Von Trier chega aos 50 anos cheio de novidades

Por Gelu Sulugiuc

COPENHAGUE (Reuters) - O diretor de cinema Lars von Trier, conhecido por seus filmes sombrios e pelo minimalismo do movimento Dogma, rompeu com a tradição em seu mais recente lançamento --uma comédia que se passa nos escritórios de uma empresa dinamarquesa de telecomunicações.

Aos 50 anos de idade, e em busca de mudanças, Von Trier desenvolveu uma nova técnica de filmagem computadorizada para "The Boss of it All" (o chefe de tudo isso), pretende fazer sua primeira incursão pelo gênero do terror e está decidido a superar seu medo de voar pilotando um helicóptero.

"Eu acabei de completar 50 anos e achei que era hora de fazer o que quero realmente fazer", afirmou à Reuters em uma entrevista recente, concedida em seus escritórios, montados em uma antiga caserna no subúrbio de Copenhague.

"The Boss of it All", que estreou no Festival de Filmes de Copenhague no mês passado, se passa em uma empresa cujo proprietário inventa um chefe de mentira para levar a culpa pelas decisões impopulares.

O plano começa a gerar problemas quando ele tenta vender a empresa para um islandês grosseiro que insiste em negociar diretamente com o chefe imaginário. O proprietário, então, contrata um ator fracassado para sustentar a farsa.

Essa é a primeira comédia rodada por Von Trier desde "Os Idiotas", de 1998, e marca seu afastamento de trabalhos mais soturnos como "Dançando no Escuro", que venceu o Festival de Cannes em 2000, e "Dogville", que contou com a participação de Nicole Kidman.

"Os filmes depressivos são muito divertidos de fazer", afirmou. "É fantástico fazê-los, a gente se sente realmente bem. Mas essa comédia foi muito fácil do ponto de vista da produção. Eu tentei fazer um filminho raso."

"Eles (o público) nunca vão achá-lo tão engraçado quanto eu achei. Mas fiquei contente com a reação obtida em algumas exibições do filme."

O mesmo, no entanto, não pode ser dito sobre os críticos.

"As críticas dinamarquesas que tivemos foram bastante ruins. Acho que eles teriam me tratado melhor se eu tivesse mostrado o mesmo filme em Cannes."

NOVA TÉCNICA DE FILMAGEM

Na qualidade de co-fundador do movimento Dogma, Von Trier fixou uma série de regras que obrigavam o cineasta a rodar apenas em locações, a usar luz e som naturais e a filmar com câmeras portáteis.

Para "The Boss of it All", o diretor desenvolveu uma nova técnica que batizou de Automavision. Uma vez determinada a posição da câmera, o computador decide quanto ela deve se mexer, quanto se inclinar ou quanto alterar a exposição dela.

"Acho que isso resultou em algo com mais frescor", afirmou Von Trier. "Primeiro, os atores riram muito, mas então se acostumaram com a técnica."

O novo projeto do diretor selará outra mudança radical --trata-se de um filme de terror, "Antichrist" (anticristo), que começa a ser rodado no próximo verão europeu.

Von Trier viu-se obrigado a reescrever o roteiro depois de o parceiro dele, Peter Aalbaek Jensen, ter revelado detalhes demais aos meios de comunicação dois anos atrás.

"O Peter gosta bastante de conceder entrevistas e eu odeio conceder entrevistas", disse o diretor. "Na verdade, eu deveria falar mais e ele, menos. Agora, tudo será um segredo para ele. Ele terá de ler sobre o filme nos jornais."

E, em mais uma empreitada inédita para Von Trier, conhecido por ter aversão a aviões, o diretor pretende pilotar um helicóptero.

"Estou agora voando com helicópteros de controle remoto. Então pensei que deveria, em algum momento, tentar com um helicóptero de verdade. Vou tentar fazer isso apenas uma vez e o instrutor estará do meu lado, com acesso aos controles do aparelho também."

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Von Trier lança filme menos badalado em festival na Dinamarca

22/09/2006

O sempre excêntrico e imprevisível Lars von Trier lançou na noite de quinta seu mais novo filme' date=' The Boss of It All [O chefe de tudo'], na abertura do quarto Festival Internacional de Cinema de Copenhague. A grande surpresa, no entanto, ficou por conta da ausência do cineasta, que não fez a apresentação de praxe antes da exibição do filme.

The Boss of It All é algo diferente na carreira do diretor, que vem de duas grandes produções internacionais faladas em inglês, Dogville e Manderlay (foto). Aqui, uma comédia pequeno orçamento e falado em dinamarquês e sem nenhuma grande estrela. A trama gira em torno de um ator contratado para se passar pelo presidente de uma grande empresa e vende-la para um islandês temperamental.

Segundo Leslei Felperin, jornalista da Variety que cobriu o evento, o filme foi muito bem recebido pelo público, na première, porém dividiu a crítica local. Hoje, durante uma coletiva, von Trier disse que os críticos pegaram muito pesado com seu filme. Quanto à parte final de sua trilogia, formada por Dogville e Manderlay, ele disse que não saberá quando vai filmar. O filme deve se chamar Wasington, ou seja, o nome da capital dos EUA, com a grafia adulterada.

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Veja o trailer da comédia de Lars von Trier

Por Marcelo Hessel
11/12/2006

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direktoren.jpgO cineasta dinamarquês Lars von Trier deu um tempo na trilogia sobre os EUA - composta por Dogville, Manderlay e Wasington, cuja produção começa ano que vem - para rodar uma comédia. Direktøren for det hele (o chefe de tudo isso) acaba de ter seu trailer divulgado.

Mesmo sem entender dinamarquês, a prévia vale para sentir um pouco o clima do filme - que tem jeito de comédia rasgada mesmo, inclusive com gags físicas. Clique aqui para assistir (no menu da esquerda, escolha "aktuel i biografen" e selecione o filme pelo título na barra de rolagem).

Na história, um executivo de um escritório contrata seu amigo ator para servir de chefe por uns dias, até que um islandês interessado no negócio compre toda a empresa. Em entrevistas, Von Trier disse que teve a idéia do filme ao ver como sua parceira de produção agia com bondade diante de atores. Cabia ao diretor ser o "tira malvado". Em Direktøren, o ator é contratado para ser o "chefe malvado" no lugar do executivo de verdade.

Mais uma vez, o interesse maior do filme está na parte técnica. No trailer, repare na captação do som e nos enquadramentos. Von Trier filmou tudo com o que apelidou de Automavision. É um computador quem seleciona o enquadramento e o modo com que o som será registrado. O diretor só posiciona a câmera, não a opera. O cineasta optou por esse conceito depois de dizer que "não vê mais sentido em ficar escolhendo enquadramentos".

Direktøren for det hele estreou na última sexta-feira na Dinamarca e chega aos EUA em 9 de maio.

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  • 4 months later...

Com certeza, Jack. E mesmo com a maioria dos comentários sendo ruins, não consigo imaginar que venha uma porcaria de filme. Até porque, no começo, Os Idiotas é bem cômico. E nesse aqui tem o Jens Albinus também. Yeah!

 

Mas eu estou ansioso mesmo é por Antichrist. Mas do que por qualquer outra coisa que possa ser lançada nessa década.

 

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  • 1 month later...
  • 2 months later...

poster.jpg

Sinopse: Na história, um executivo dinamarquês planeja vender sua empresa, mas não tem coragem de contar para os seus empregados. Na verdade, ele nunca contou nada - para manter sua fama de bonzinho, sempre inventou que havia um "grande chefe" morando nos EUA e, assim, se omitia de assumir as suas responsabilidades. Agora que a negociação vai sair, ele precisa arrumar alguém para interpretar o "grande chefe" por alguns dias - alguém que assine o contrato da venda.

Ninguém foi/vai ver? Vou hoje, acho.
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Faz um bom tempo que eu assisti Dogville, e a despeito do cenário, não consigo pensar em um visual estranhíssimo como o desse aqui. Pode parecer devaneio, mas o que ficou na minha cabeça foi que ele queria deixar as coisas de um jeito fora do lugar, assim como ele queria enquadrar tortamente os personagens pra vc nem conseguir ver direito. É uma comédia, só que daquelas que não é de soltar piadas, mas que fica nessas situações de farsa, dos personagens se entrelaçando, do ator interpretando o ator que interpreta o que o outro ator interpretaria. E esse subtexto de todo mundo ficar interpretando um personagem pra subir - do dono da empresa criar um personagem pra exteriorizar o que ele não tem culhões pra fazer -, recebe bem no meio a intervenção de um diretor auto-depreciativo que tira sarro do próprio público, de si mesmo e do filme.

 

Enfim, surtado, hehe.
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Faz um bom tempo que eu assisti Dogville' date=' e a despeito do cenário, não consigo pensar em um visual estranhíssimo como o desse aqui. Pode parecer devaneio, mas o que ficou na minha cabeça foi que ele queria deixar as coisas de um jeito fora do lugar, assim como ele queria enquadrar tortamente os personagens pra vc nem conseguir ver direito. É uma comédia, só que daquelas que não é de soltar piadas, mas que fica nessas situações de farsa, dos personagens se entrelaçando, do ator interpretando o ator que interpreta o que o outro ator interpretaria. E esse subtexto de todo mundo ficar interpretando um personagem pra subir - do dono da empresa criar um personagem pra exteriorizar o que ele não tem culhões pra fazer -, recebe bem no meio a intervenção de um diretor auto-depreciativo que tira sarro do próprio público, de si mesmo e do filme.

 

Enfim, surtado, hehe.
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Esse visual "torto" e "fora de lugar" é por causa do Automavision, não?
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Como é de praxe em filmes do Von Trier, leva-se um tempo para se adaptar à sua narrativa.

Superada essa fase, percebe-se que o diretor conseguiu uma perfeita junção de uma comédia de clichês com sua linguagem excentrica. Há momentos geniais em cima da criação de uma expectativa de cenas manjadas, mas que conseguem se superar por algum elemento absurdo.

 

Mesmo assim, parecia que só eu estava rindo no cinema 17
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  • 2 weeks later...
  • 1 year later...

Foi uma grata surpresa! No início, não estava gostando muito, mas depois o Von Trier surpreende com uma revelação que faz você mudar completamente seus sentimentos por um personagem, tornando tudo infinitamente mais interessante. Depois disso, o tom do filme começa a ficar um pouco (mas só um pouco) mais sombrio. Mas isso nem supera o final GENIAL:

SPOILERS

novamente tu muda sua posição com relação aos personagens: se antes você odiava o Ravn, depois você odeia é o Kristoffer.06 E que final, gente, que final!!! Seria triste, se não fosse tão engraçado; consegue ser amargo e, ao mesmo tempo, hilário!!06

FIM DOS SPOILERS

 

Outra coisa que eu gostei foi das alfinetadas que Von Trier lança ao público, principalmente quando ele se intromete no meio do filme. Jens Albinus está muito bem!

 

Quero ver Os Idiotas.05
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