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Evil Dead 4 (20..)


crazy
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Sem falar que o próprio Sam Raimi já disse que pretende fazer um quarto filme da série inicial. Então, vamos ter esse remake, + continuação do remake, + quarto filme da série original. Pra enlouquecer mesmo a cabeça de qualquer um, Raimi...

 

Bem provável que o remake e suas sequels vão continuar com o título "Evil Dead" (e 2, e 3 e etc...), já o quarto filme, se o Raimi o realizar, deve ter um título sem vínculo com os anteriores, algo que já rolou com o 3, onde ele só se chamava "Army of Darness" (e não Evil Dead 3).

 

No Brasil, aparentemente vai rolar a mesma coisa, já que o remake está se chamando "A Morte do Demônio", abandonando o "Uma Noite Alucinante" que ficou mais popular por aqui, mas se o quarto filme do Raimi sair é bem provável que vai ser chamar "Uma Noite Alucinante 4" por aqui.

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 Isso se sair, pois o proprio Raimi meio que desmentiu essa historia ao dizer que "não tem tanta certeza" se o filme vai acontecer", o que foi endossado pelo proprio Campbell. Na verdade, desde Evil Dead 3, o Raimi ameaça lançar um quarto filme estrelado pelo Ash.

 

 Pessoalmente, eu não acredito que vá rolar e que vão ficar só com a nova franquia mesmo.

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Acabou acontecendo o óbvio, depois da declaração dele, é bem provável que os demais produtores do remake deve ter puxado a orelha dele pra ele desmentir. O pior é que ele nem desmentiu propriamente, só tentou abafar a declaração anterior.

 

Nem sei se ele vai realmente vai fazer um Evil Dead 4, mas não sou contra ele fazer, mesmo com esse remake e sua possível sequel por aí.

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 Já eu seria contra em primeira instância. Se acabou a franquia, então acabou a franquia. Afinal, ate onde se sabe, a idéia do remake partiu do proprio Raimi. Inclusive foi ele que escolheu o diretor.

 

 E como o Campbell disse, Raimi ameaça fazer esse filme a cada novo trabalho, mas mais por pressão dos fãs. Se ele tivesse planos reais de realizar um 4º filme, provavelmente não teria produzido o remake, já que os direitos da série pertencem a Ghost House, que tem justamente Sam Raimi como sócio majoritario.

 

 Mas nunca se sabe.

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Que ele quer fazer, com certeza, ele quer. Mas se vai, aí já é outra história...

 

Essa de "pressão de fã", é história pra boi dormir. Ele acha que fãs vão se matar se ele simplesmente chegar e falar: "Não vai ter um Evil Dead 4 com o Ash. E Fim". Ainda mais porque saiu o remake, então os fãs naturalmente não vão mais esperar um 4º filme como tanta ansiedade.

 

Da minha parte, não estou esperando que ele faça, mas se fizer, não reclamarei. Só acho que se ele não vai realmente fazer, então não fique jogando essa bola pras costas de fãs.

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  • 3 weeks later...
  • 2 weeks later...

depois desta critica animei... mas claro, procurando deixar de lado (dificil) o classico do Raimi.. mas e bom saber q tem uma cena pos-creditos.

 

 

A Morte do Demônio (2013)

 

Postado por  Marcelo Milici  no dia 13/04/2013

É um ótimo filme, mas jamais alcançará o status de clássico absoluto, divisor de águas ou experiência definitiva, como o original! 

 

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Uma folha seca, amarelada, morta é focalizada na terra fria. A câmera se ergue e passeia entre as árvores, acompanhadas de um som macabro que intensifica sua aproximação. Ela invade uma velha cabana, arrebentando as portas com extrema violência, até encontrar do outro lado um rapaz assustado, sujo e ensanguentado. Ele só tem tempo para gritar de desespero, surgindo, então, os créditos finais, encerrando o que ninguém imaginava que poderia ser o clássico absoluto de horror de todos os tempos! Aquele jovem estudante de cinema havia conseguido o que muitos haviam tentado nas décadas anteriores, adequadamente expresso na tagline promocional: “A experiência definitiva em horror repulsivo.” The Evil Dead começou a ser realizado em 1978, quando Sam Raimi reuniu uns amigos e produziu o curta Within the Woods para angariar fundos para o seu primeiro trabalho. Em 15 de outubro de 1981, o filme teve sua première em Michigan, mas só alcançaria o mercado comercial de distribuição em 1982, chegando ao Brasil no ano seguinte pela Look Vídeo com o título errôneo A Morte do Demônio. Apesar de conter todos os elementos necessários para figurar entre as melhores produções do gênero, Raimi, não satisfeito com o resultado final, realizou em 1987 uma refilmagem, embora a tenha intitulado Evil Dead 2. Carregado no humor, com influência das séries que o cineasta acompanhava – como Os Três Patetas -, o longa fez jus ao original e motivou os envolvidos a fazer uma parte 3, misturando os estilos épico e pastelão, com o herói Ash enfrentando demônios na Idade Média.

Com o passar dos anos, por diversas vezes Sam Raimi foi questionado sobre a produção de uma quarta parte, talvez levando o personagem até um futuro pós-apocalíptico. Ao mesmo tempo, a onda de remakes se intensificava, tendo produções consideradas “imexíveis” sendo refeitas em versões inferiores, ainda que tentem honrar a fonte de inspiração. Desde Psicose até O Massacre da Serra Elétrica, de Sexta-Feira 13, passando por Halloween e até mesmo A Profecia. Nos encontros com fãs em fóruns de cinema, Raimi demonstrava intenção em produzir um remake, desde que possa ser filmado nos moldes do original: com um cineasta amador, vindo da produção de curtas, com uma mente aberta para uma nova proposta, sem copiar as cenas, sem usar efeitos de computador ou exagerar no orçamento.

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O jovem cineasta uruguaio Fede Alvarez, de 36 anos, foi a aposta de Raimi. Até então, ele havia comandado três curtas, sendo elogiado pelos dois últimos: a comédia El cojonudo (2005) e o scifiAtaque de pánico! (2009). No final de 2011, ele foi anunciado como o carrasco que poderia dar um fim ao horror genuíno, cravando uma cruz de madeira no peito dos fãs! Ele passou a trabalhar no roteiro, ao lado de seu parceiro de sempre Rodo Sayagues, sendo ofuscados com as notícias de que Diablo Cody iria revisar o texto final. O que poderia trazer de bom aquela que desenvolveu o terror teenGarota Infernal? Sem o nome nos créditos, ainda resta a dúvida sem houve ou não influência de Cody no produto final, mesmo que para acrescentar um ou dois diálogos.

Não teve jeito! A Morte do Demônio ganhou realmente seu segundo remake, estreando oficialmente nos EUA em 5 de abril e no Brasil, dia 19. A reação do público foi dividida entre aqueles que odiaram o filme – principalmente aqueles que veneram o clássico – e os que viram no longa aspectos positivos e que podem defini-lo como uma boa refilmagem, ousada e violenta, sem ferir o original. Fui um daqueles que não viam a menor possibilidade do resultado dar certo, falando mal dos trailers e imagens divulgadas nos últimos meses. E, arranquei um naco da língua literalmente, quando o acompanhei numa cabine de imprensa e pude constatar que se trata de um ótimo filme, podendo até mesmo figurar entre os melhores de 2013, ainda que seja desnecessário e absolutamente inferior ao original.

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A primeira boa notícia sobre o Evil Dead 2013 está na história nova, preservando apenas alguns elementos clássicos. Há a cabana isolada na mata, há a garota possuída no porão, a motosserra, o colar servindo como amuleto, o estupro das árvores, o caminhar do demônio pela floresta e, principalmente, o Livro dos Mortos. Contudo, as motivações são diferentes, assim como a condução, as sequências de invocação e possessão e o final semi-apocalíptico. Temos, por exemplo, algo praticamente inédito no gênero fantástico e que precisa ser enaltecido: jovens inteligentes! Eles não estão ali para fazer sexo, usar drogas, andar pelado ou com a intenção de conquistar alguém ou passar um final de semana de curtição. Além disso, as soluções que eles encontram são as mais corretas dentro do que está sendo proposto, com até um mea culpa nos erros cometidos.

No prólogo, uma floresta envolta numa névoa densa traz uma jovem caminhando de forma desorientada. Ela parece ter sobrevivido a um massacre, com as roupas enlameadas e gotas de sangue escorrendo pelas pontas dos dedos. Ela é sequestrada por dois homens e amarrada num toco de madeira, sendo testemunhada por pessoas estranhas e seu dramático pai. Entre o desespero e a confusão mental, ele ignora os suplícios da garota e a deixa embebida com gasolina, quando ela se revela possuída pelo demônio das matas! A jovem é queimada viva, surgindo enfim o título EVIL DEADem letras garrafais e os créditos iniciais.

Na sequência seguinte, conhecemos os personagens do futuro pesadelo: David (Shiloh Fernandez, deA Garota da Capa Vermelha) está com os amigos Eric (Lou Taylor Pucci, de Vírus, 2009) e a namorada Natalie (Elizabeth Blackmore, da série Beauty and the Beast), além da amiga Olivia(Jessica Lucas, de Cloverfield – Monstro) com a intenção de desintoxicar Mia (Jane Levy, de Pequeno Problema, Mega Confusão), uma jovem viciada em entorpecentes. A intenção é mantê-la na cabana pelo final de semana para evitar que a garota use drogas e tenha uma outra overdose. Uma observação: você notou que as iniciais dos nomes deles forma a palavra DEMON? David, Eric, Mia, Olivia e Natalie!

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David sabe das dificuldades que enfrentará para salvar sua irmã. Quando ela sofre de abstinência costuma agir com violência, tendo acessos de loucura, sintomas mais do que propícios de serem confundidos com uma possessão – uma belíssima ideia do roteiro! Antes de entrar na cabana, ele a presenteia com um colar similar ao que Ash deu à namorada Linda no original. Aliás, note que a garota está sentada sobre o famoso carro xodó de Sam RaimiDelta 88, que aparece no original e em praticamente todos os filmes do cineasta! A cabana escolhida, com aspectos parecidos com o do filme de 81, pertencia a família de David e Mia, fazendo parte da infância dos dois, não sendo utilizada há muitos anos.

Se o lado de fora é tenebroso, o interior ainda é mais assustador, sendo fortalecido por um cheiro de morte, entre as poeiras e teias. Os amigos alertam David sobre as reações de Mia, dizendo que ela implorará para sair dali, tendo como resposta a fragilidade do rapaz diante do sofrimento da irmã. Seus primeiros sintomas não demoram para surgir, como uma aparição na mata e o cheiro de algo podre, morto. O cachorro que trouxeram para o passeio, o tal Grandpa, é quem localiza o porão e mostra a origem dos odores, num ambiente repleto de animais sacrificados, vítimas de bruxaria. Lá encontram o um livro protegido com arames, algo que atiçará a curiosidade de Eric para abri-lo e futuramente ler umas passagens que despertarão o “mal adormecido“.

Mia será, obviamente, a primeira a ser possuída. Ocorrerá depois de uma tentativa de fuga, num encontro da garota com as árvores estupradoras e mais uma visão do demônio nas matas. Diferente do original, cada detalhe da possessão é descrito no livro maldito, com desenhos que antecipam os atos, como tomar um banho em água fervente e rasgar o rosto – detalhes desnecessários, apresentados como uma contra-indicação de uma bula. O Livro anuncia o Apocalipse a partir do momento em que cinco almas foram tomadas pelo Demônio, quando uma chuva de sangue despertará a Besta! Apesar da proposta curiosa, ela funciona melhor no papel ou até mesmo na sugestão!

Os detalhes que faziam com que o filme original alçasse o título de Melhor Filme de Horror de Todos os Tempos foram deixados de lado na refilmagem. A imagem envelhecida, a cadeira que bate na porta como um tambor macabro e que cessa quando a porta é aberta, a ponte destruída e que dá uma sensação intensa de claustrofobia, a noite que nunca termina, o porão que se abre sozinho para revelar o Necronomicon…Fiquei incomodado também com as inúmeras cenas que acontecessem à luz do dia, deixando apenas o terceiro ato para e escuridão plena.

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Jessica Lucas em momento não tão agradável…

Outros aspectos negativos estão na concepção visual dos demônios, numa caracterização que remete à possuída Reagan, de O Exorcista. O original teve personalidade nas possessões, incluindo as vozes demoníacas que pareciam crianças, ou quando surgiam flutuando com um forte vento no rosto, enquanto diziam a clássica “join us” (junte-se a nós). Também era interessante as sequências em queAsh parecia sem saída, sendo atacado por dois demônios ao mesmo tempo, fazendo o público não imaginar uma solução para o pesadelo. No clássico, o demônio do porão incomodava os jovens o tempo todo, auxiliando na insanidade de Ash, fazendo-o misturar realidade com ficção. Aqui esses elementos acontecem sem muito impacto, sem a mesma intensidade do original.

Apesar dessas falhas – todas relacionadas a uma comparação inevitável com original -, se avaliar como uma produção independente, A Morte do Demônio 2013 possui elementos que irão satisfazer a todos os gostos: gore e violência em esquartejamentos e mutilações (uma envolvendo uma faca elétrica é impressionante), demônios e possessão, bruxaria, aparições, nojeiras…tem um pouco de tudo! Aqui não há um Ash ou herói absoluto, tendo na figura de David o mais próximo dessas características, embora o ato final reserve surpresas – algumas absurdas, diga-se de passagem!

O elenco está bem, embora alguns não consigam expressar o desespero da situação. Por exemplo, compare a reação dos jovens diante da ponte quebrada no original com o alagamento do novo filme para confirmar o que estou dizendo. Se a fotografia não é genial, Aaron Morton fez um trabalho correto ao esconder o sol, com tempestades contantes, e manter uma neblina intensa que acentua as incertezas, a depressão e o pessimismo. Também considero positiva a trilha incidental de Roque Baños, com destaque no surpreendente último ato, quando o novo Evil Dead mostra por que veio. Já o tal CGI, que Raimi disse não existir em diversas entrevistas, está lá, sim, disfarçado e discreto.

Com uma surpresa pós-créditos que irá arrancar um riso dos fãs do original, A Morte do Demônio 2013 jamais alcançará o status de clássico absoluto, divisor de águas ou experiência definitiva, ou até mesmo fará jus a tagline promocional: “O filme mais apavorante que você verá nesta vida“. Mesmo assim deve ser visto nos cinemas com a satisfação de saber que seu clássico foi, de certa forma, honrado num longa ousado e criativo, capaz de permitir novos tratamentos e curiosos para o original, provando as suas fantásticas qualidades que devem ser sempre enaltecidas e revisitadas. (Nota. 4 de 5)

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Remake apenas razoável. Anos-luz acima dos recentes “Sexta-Feira 13”,“Profecia”,“Massacre da Serra Elétrica”,“Hora do Pesadelo” e “Halloween”, mas ainda inferior ao original, claro. A estória é basicamente a mesma, só q com as pitadas psicotrópicas de “Adorável Molly” e algumas referências ao clássico de 82. O problema é q neste aqui já não há a novidade, impacto e intensidade brutais do original. Pronto, falei. Restam somente gore e violência de montão q irão satisfazer quem curte esse tipo de nojeira. Pior defeito: prum filme q se diz “Evil Dead” e não ter seu próprio Ash é algo imperdoável; é o mesmo q “Hellraiser” sem Pinhead.. tendeu? É bem provável q se não tivesse visto o do Raimi minha nota aqui seria a máxima. Mas me desculpem, neste caso a comparação é inevitável. Ah, e atente pra divertida cena pós-creditos. 8/10

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uma materia bacana sobre o original.. e curiosidades da produção e elenco

 

 

A Morte do Demônio (1982)

Sem dúvida nenhuma, uma obra prima do horror com algumas das cenas mais repugnantes e violentas já filmadas, tudo de forma avassaladora!

 

No cinema de horror, é interessante salientar a existência e fazer uma análise de dois sub-gêneros principais com características e estilos distintos, que foram criados de forma natural ao longo de mais de um século de cinema. Um deles é mais antigo, numa época onde os filmes se preocupavam em enriquecer os roteiros e transmitir ao público uma sensação de medo e pavor, através principalmente de situações sugeridas que causavam desconforto. As histórias exploravam temas sobrenaturais como mansões assombradas, maldições, cientistas loucos, fantasmas, ou mesmo os grandes monstros consagrados do cinema como o vampiro Drácula (tendo o filme homônimo de 1931 com Bela Lugosi como um de seus expoentes máximos); a Criatura de Frankenstein (retratada no clássico de 1931 pelo magnífico ator Boris Karloff); o Lobisomem (1941, com Lon Chaney Jr.); a Múmia (1932, com Boris Karloff), o Monstro da Lagoa Negra (1954, uma criatura mutante, misto de homem e anfíbio); o Fantasma da Ópera (1926, com Lon Chaney como um psicopata desfigurado); e outras dezenas de produções de baixo orçamento, porém de alto entretenimento.

O outro sub-gênero veio somente mais tarde sendo representado pelos filmes de violência explícita, ou aqueles cujos roteiros procuram mostrar o horror de forma mais crua e direta em vez de apenas a sugestão. O objetivo não é somente assustar como também enojar o público. As histórias em sua maioria são clichês desgastados prevalecendo muitas vezes os impressionantes efeitos especiais. As características principais desses filmes são a presença de muito sangue, tripas, vômitos, mutilações, massacres, demônios, psicopatas, monstros asquerosos, etc. Pertencentes a esse contexto, citamos apenas alguns entre muitos outros, como o clássico em preto e branco A Noite dos Mortos Vivos (dirigido pelo mestre George Romero em 1968, com sua legião de zumbis comedores de carne humana); a enorme franquia Sexta-Feira 13 (saga que iniciou em 1980 com o imortal psicopata Jason Voorhees batendo o recorde de assassinatos de adolescentes, e de sequências também); o clássico O Massacre da Serra Elétrica (1974, introduzindo o maníaco da motosserra Leatherface); Hellraiser (1987, inspirado em obra do escritor Clive Barker, com suas criaturas do inferno lideradas por Pinhead); e sem dúvida nenhuma, um dos maiores e mais definitivos representantes do estilo, The Evil Dead.

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Infelizmente para nós brasileiros, foi feita uma verdadeira bagunça com os títulos dos dois primeiros filmes da franquia. The Evil Dead (1982) foi lançado em vídeo VHS pela Look com o nome de A Morte do Demônio. Esse mesmo filme foi exibido nos cinemas como Uma Noite Alucinante – Parte 1 – Onde Tudo Começou. Já Evil Dead II (1987) foi lançado em vídeo VHS pela Tec Home com o nome de Uma Noite Alucinante e foi exibido nos cinemas em 1988 com esse mesmo nome, seguido do subtítulo Mortos ao Amanhecer. Toda essa confusão aconteceu porque o segundo filme estreou por aqui antes do original. E para complicar mais ainda, vale registrar um protesto quanto ao péssimo título nacional escolhido para The Evil Dead. O filme recebeu o nome equivocado de A Morte do Demônio quando o ideal seria manter o título original. Porém, se ainda assim os responsáveis pela distribuição da fita no país preferissem optar por um nome nacional, o mais correto seria algo como Os Mortos Malignos, uma tradução literal e mais coerente com a obra.

Toda essa longa introdução teve por objetivo situar o leitor e fã para uma interpretação de dois tipos básicos do cinema de horror: o sugerido e o explícito. Nessa última categoria os últimos anos foram invadidos por uma avalanche de produções com verdadeiros banhos de sangue em suas histórias. Filmes como Fome Animal (1990, de Peter Jackson, que mais tarde dirigiria a trilogia O Senhor dos Anéis), mostram um excesso tão grande de tripas e corpos decepados que parece que recebemos uma chuva de sangue ao ver o filme. Só que no caso específico desse filme, a história tem muitos elementos de humor negro inseridos em sua trama, a qual tem o objetivo de enojar o público em meio a momentos de risos. Comparando com The Evil Dead, este último tem menos sangue, mas não há humor negro. Se o espectador rir de alguma coisa que está vendo na tela, não é porque é engraçado, e sim porque está transtornado pelas cenas grotescas apresentadas a sua frente.

 

Nesse aspecto, a essência de The Evil Dead é infinitamente superior a qualquer outro filme já realizado, mesmo que tenha muito mais violência e sangue. Já o segundo filme da série, Evil Dead II, é na verdade uma refilmagem da mesma história do original, só que inserindo elementos de humor negro que inevitavelmente diminuíram sua carga de agressividade brutal. Porém, ainda assim é um bom filme de horror, amparado por um orçamento bem maior e efeitos especiais mais sofisticados.

Ambos os filmes foram escritos e dirigidos pelo jovem e competente cineasta Sam Raimi (que faria mais tarde a mega-produção Homem-Aranha e suas sequências), e estrelados pelo hábil Bruce Campbell, que também foi produtor. Como já mencionado, há diferenças entre as duas produções mesmo porque não há uma sequência exata entre elas. O segundo filme é apenas uma variação da história do primeiro e está mais voltado para o humor negro. Já o primeiro filme é bem mais violento, repleto de cenas repugnantes e assustadoras, tanto é que foi proibida sua exibição na Inglaterra por dois anos, e mesmo assim ganhou vários prêmios em festivais sendo até hoje aclamado pelos fãs como um dos principais filmes de horror já realizados.

Desde 1978, o jovem Sam Raimi com a ajuda do produtor Robert G. Tapert e do ator Bruce Campbell, estavam planejando realizar um filme diferente e de impacto.

Então um ano depois eles lançaram o violento e raro Within the Woods, cuja história acabou dando origem em 1982 ao brutal The Evil Dead. Nada melhor que o escritor Stephen King para comentar esse projeto: Eu gosto desse filme, é diferente dos outros. O apoio de King foi fundamental para o sucesso da produção. A história é simples e sem novidades, girando em torno da descoberta de um livro antigo amaldiçoado chamado de O Livro dos Mortos. Esse artefato, confeccionado e escrito há mais de três mil anos, com pele e sangue humanos, era composto de frases e passagens cabalísticas de rituais de sepultamento e feitiços funerários, que uma vez recitadas tinham o poder de ressuscitar demônios até então adormecidos, e forças malignas que vagam pelas florestas e pela escuridão da civilização, as quais uma vez despertadas, podiam se apossar dos vivos. O Livro dos Mortos nada mais é do que uma versão do famoso e obscuro Necronomicon, mito largamente explorado na literatura macabra do escritor Howard Phillips Lovecraft.

Um grupo formado por cinco jovens estão em passeio nas montanhas do Tenessee e se hospedam numa velha cabana abandonada. Ashley (Bruce Campbell), sua namorada Linda (Betsy Baker) e sua irmã Cheryl (Ellen Sandweiss), além do casal de amigos Scott (Hal Delrich) e Shelly (Sarah York), procuram apenas bons momentos de diversão e descanso, não imaginando o inferno que os aguardava. Eles encontram no porão um estranho livro acompanhado de um gravador com uma fita, material pertencente a um arqueólogo que trabalhava em misteriosas escavações nas Ruínas de Kandar. Os jovens resolvem ouvir a fita, que reproduz a narração do arqueólogo falando de suas descobertas e explicando que involuntariamente invocou entidades demoníacas que tinham o poder de se apossar dos vivos. A única forma de livrar o corpo do espírito maligno era através do esquartejamento. E acidentalmente a fita recita um encantamento diabólico:
Tatra amistrobin azarta, tatis manor manziz hounaz, ansobar saman darobza dahir saika danz deroza, kandar, kandar, kandar. (Nota do Autor 1: Não me responsabilizo pela citação dessas palavras e a possibilidade hostil de suas consequências…). Dessa forma, os jovens inadvertidamente permitiram ressuscitar ferozes demônios kandarianos que estavam inativos. Os espíritos malignos estavam apenas aguardando a oportunidade de se manifestarem e se apossar dos humanos um a um, sobrando apenas o herói Ashley para combatê-los e lutar bravamente por sua vida.

São várias as sequências de destaque como a cena perturbadora em que Cheryl sai à noite sozinha pelo bosque e é estuprada violentamente por árvores vivas, possuídas por demônios. Ou ainda quando a mesma garota torna-se a primeira vítima de possessão, gritando com uma voz gutural aos seus amigos: Por que vocês perturbaram nosso sono? Acordando-nos de nossa duradoura inatividade? Vocês morrerão! Como os outros antes de vocês! Um por um, nós vamos tomá-los!. Essa sequência já é clássica e define apenas o início da carnificina sangrenta que estava por vir.

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O desfile de atrocidades continua quando Shelly é a próxima possuída e num momento de insanidade total, ela arranca a própria mão direita vagarosamente com os dentes numa cena grotesca. Após muito sangue, gosmas coaguladas, vísceras expostas, líquidos putrefatos, carne destroçada, ossos partidos, desmembramentos e cabeças decepadas, a noite infernal termina e o início da manhã reservaria um desfecho digno para o herói Ashley, permitindo várias interpretações e certamente fugindo do convencional clichê de final feliz. Sem dúvida nenhuma, uma obra prima do horror com algumas das cenas mais repugnantes e violentas já filmadas, tudo de forma avassaladora.

Tanto Sam Raimi como Bruce Campbell nasceram na mesma pequena cidade de Royal Oak (Michigan, EUA). Campbell veio ao mundo em 22/06/1958, seguido de perto por Raimi (23/10/1959). Uma vez jovens com afinidades em comum, como a preferência pelo cinema fantástico, eles se conheceram na adolescência e decidiram formar uma parceria que resultaria em verdadeiras preciosidades do gênero.

Sam Raimi é um profissional multifuncional, trabalhando como diretor, roteirista, produtor e até ator. Conhecido por seu talento ao manipular uma câmera com rápidos movimentos acrobáticos e cortes bruscos, seu primeiro filme de reconhecimento foi The Evil Dead em 1982 (ele tinha apenas 22 anos de idade), que formou depois uma trilogia com mais dois filmes produzidos em 1987 e 93 (Nota do Autor 2: Em 1993 foi lançado Evil Dead III: Army of Darkness ou Exército da Escuridão, completando a trilogia, contando as aventuras de Ashley na época medieval, mantendo a linha humorística do segundo filme e trazendo alguns bons efeitos especiais).

Ainda no gênero horror, Raimi dirigiu Darkman – Vingança Sem Rosto em 1990 e O Dom da Premonição (2001). Também experimentou outras temáticas com a comédia policial Dois Heróis Bem Trapalhões (1985), o western Rápida e Mortal (95, com Sharon Stone), o suspense Um Plano Simples (98, um fenomenal thriller abordando a cobiça humana), o drama romântico Por Amor (99), até culminar no mega sucesso Homem-Aranha (2002), filme do famoso personagem de quadrinhos que transformou-se numa das maiores bilheterias da história. (N.A. 3: Em 2009 ele dirigiu o divertido “Arraste-me Para o Inferno” / “Drag me to Hell”, e para 2013 foi anunciada uma refilmagem de “The Evil Dead”).

O ator Bruce Campbell foi o astro principal da trilogia Evil Dead e demonstrou muita habilidade no papel de herói combatente de demônios ferozes. Sua amizade com Raimi proporcionou algumas participações especiais em pontas rápidas em filmes como Darkman e Homem-Aranha. Ele também experimentou a direção, sendo responsável por alguns episódios na televisão da série de fantasia Hércules, produzida pelo amigo Robert G. Tapert. Sua filmografia inclui ainda atuações na série de TV Arquivo X e no filme Cine Majestic (2001), dirigido por Frank Darabont.

Como curiosidades podemos notar no filme algumas possíveis falhas totalmente desprezíveis por se tratar de The Evil Dead, como principalmente o fato de Ash, ferido várias vezes, não ter sido possuído por um dos demônios kandarianos, enquanto todos os seus amigos eram brutalmente transformados em mortos malignos. A reposta é simples: alguém tinha que sobrar para combater os zumbis e lutar por sua vida, afinal essa é a premissa de todo o filme. Outro possível erro foi quando Ash toma literalmente um banho de sangue na explosão de um cano e no momento seguinte ele está limpo novamente. O mesmo aconteceu com sua namorada Linda, que ao ser possuída transformou-se numa criatura hedionda repleta de feridas sangrentas e quando Ash a amarrou numa mesa para esquartejá-la com uma moto-serra, ela estava totalmente com o rosto normal e limpo. Como os demônios estavam manipulando a mente de Ash, criando confusões entre ilusão e realidade, essas cenas podem não ter o menor efeito.

O filme foi lançado no Brasil também em DVD com distribuição em banca pela LW Editora e a seção de Extras traz uma coletânea de 20 minutos com filmagens de testes de cena, onde podemos ver o nome do filme como sendo Book of the Dead (Livro dos Mortos), provável título inicial que depois foi alterado para o conhecido The Evil Dead (aliás, bem melhor e menos convencional). Outra coisa interessante notada no final dos créditos do disco é uma frase com a seguinte tradução aproximada: The Evil Dead, a experiência definitiva em horror repulsivo. (aliás, também concordo).

 

Para concluir: apesar de The Evil Dead ter sido conduzido por um diretor e atores ainda estudantes muito jovens e em início de carreira; ter um roteiro clichê com uma história simples e óbvia (porém elementos como cabanas abandonadas em florestas fantasmagóricas e povoadas por demônios são sempre alguns dos melhores ingredientes para um filme assustador); e ter efeitos especiais toscos (fato perfeitamente compreensível pelo baixíssimo orçamento da produção), o filme é um dos mais cultuados na história do cinema de horror e faz parte de qualquer lista dos mais preferidos de qualquer fã do gênero, geralmente liderando o topo das preferências, provando que mesmo com pouco dinheiro, mas com muito talento, pode-se fazer uma obra-prima de valor inestimável.

(N.A. 4: Uma pequena base desse texto foi escrito originalmente em 1989 e publicado no fanzine “Megalon”, abordando os primeiros dois filmes da trilogia. Foi atualizado em outubro de 2002 (quando o filme completou 20 anos), acrescentando mais informações e novas impressões pessoais sobre a obra, e novamente atualizado em 06/01/10.)

 

 

Conheça os personagens e seus atores

 

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Ash (Bruce Campbell)

Ashley ‘Ash’ J. Williams é um sujeito simples, bom caráter, sorridente e matador de demônios. Ele entrou na trilogia como um rapaz covarde e saiu como um herói, o único capaz de matar demônios em qualquer época. Foi forçado a enfrentar os seus amigos possuídos, inclusive a namorada, quando eles foram possuídos pelos demônios kandarianos. Teve a coragem de cortar a própria mão que já não mais obedecia a seus comandos e de transformá-la numa motosserra. Enfrentou um exército de mortos vivos, liderados por uma versão demoníaca dele próprio. Tudo isso sem deixar de lado o bom humor, típico dos heróis das histórias em quadrinhos. E agora vaga numa realidade alternativa, podendo estar num futuro distante ou num supermercado enfrentando o Mal e os clientes ruins.

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Campbell não necessita de apresentações. É um ator de filmes B consagrado em atuações como no papel que fez de Elvis em Bubba Ho-Tep. Também esteve em outros filmes curiosos como My Name is Bruce e Man With the Screaming Brain.

Cheryl (Ellen Sandweiss)

Cheryl é irmã de Ash. Ela é a primeira a notar a presença de forças maléficas nos bosques. Quando foge para lá, ela é estuprada de forma violenta pelas árvores, o que altera o humor de qualquer um. Com isso, fica louca e acaba sendo facilmente possuída pelo demônio. Ash e seus amigos a prendem no porão da casa. Quase no final do filme, ela escapa de sua prisão e quase mata o próprio irmão, distraído.

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Ellen Sandweiss esteve em Within the Woods, filme de 1978 que deu origem ao clássico The Evil Dead e também atuou no curta Shemp Eats the Moon ao lado de Bruce Campbell e Sam Raimi, seus colegas de faculdade. Após atuar como Cheryl, a atriz desapareceu das telas, só retornando em 2005 com Satan’s Playground, de Dante Tomaselli. A partir daí, fez também o terror The Dread, as comédias de humor negro, My Name is Bruce (com Bruce Campbell), e Brutal Massacre: A Comedy (com Betsy Baker) e, por fim, o terror The Rain. A atriz também gravou episódios da série Dangerous Women (com Betsy e Theresa Tilly/Sarah York), atuando como Cheryl.

Linda (Betsy Baker)

Linda é a namorada de Ash. Do grupo, ela é a mais sensata, segura e madura. Cheryl a apunhala no tornozelo com um lápis No 2. Ela é possuída pelo demônio, mas de forma inofensiva. Passa a maior parte do tempo cantando “We’re gonna get you, we’re gonna get you. Not another peep, time to go to sleep” (Nós vamos pegar você; nós vamos pegar você, sem mais um olhar, hora de dormir). Ash tenta enterrá-la, mas ela o ataca, forçando-o a decapitá-la.

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Antes de atuar em The Evil Dead, Betsy Baker esteve numa produção para a TV, Word of Honor, em 1981. Depois de interpretar Linda, a atriz sumiu dos estúdios de gravação até 1990, quando fez o drama Appearances. Dezesseis anos se passaram até a Betsy resolver fazer o curta The Cat’s Meow em 2006. Daí por diante não parou mais de trabalhar, fazendo aparições em séries de TV como Dangerous Women (com Ellen e Sarah York/Theresa Tilly) e ER e outros curtas. Em 2007, a atriz voltou a encontrar a companheira Ellen Sandweiss e outros astros do gênero no terror-humor Brutal Massacre: A Comedy, de Stevan Mena. Betsy também produziu o curta Life After Dead: The Ladies of the Evil Dead, documentário de Gary Hertz.

Scotty (Hal Delrich)

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Scotty é o mais bem-humorado do grupo. Na primeira metade do filme, ele aparenta ser o o herói, enfrentando os demônios com ousadia e competência. É dele que surge o erro mais tosco do filme, quando o personagem simplesmente aparece com um novo penteado e roupa na mesma cena. Aos 43 minutos, decide procurar sua namorada (Shelly) pela casa e olha em todos os cômodos. Na cena em que ele olha para dentro de uma banheira, vocês podem reparar claramente que o visual do ator (cabelo seco e depois lambido e roupas) que abre as cortinas não é o mesmo do que vira o rosto depois. È a típica cena filmada dias depois e que o figurinista come bola.

 

Dez minutos depois o ator novamente refez algumas cenas e seu visual diferente pode ser claramente notado. Detalhe: é uma cena seguida da outras, mas ninguém percebeu até hoje…O demônio está segurando seu pescoço, mas como ele conseguiu mudar o cabelo e as roupas tão rapidamente?

 

Depois de The Evil Dead, Hal Delrich mudou de nome para Richard DeManincor e só apareceu no filme Crimewave, de 85, dirigido também por Sam Raimi, com Bruce Campbell no elenco.

Shelly (Sarah York)

Shelly, figura materna do grupo, é a namorada de Scotty. Shelly é possuída pelo demônio, quando está trocando de roupa no quarto. Ela ataca Scotty no banheiro, quando ele a procura (cena citada acima). Shelly-demônio é atirada na lareira, mas Scotty a tira de lá. Ela o ataca e ele é obrigado a desmembrá-la com um machado.

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Sarah York fez o curta Torro. Torro. Torro!, de Scott Spiegel, antes de atuar em The Evil Dead. Depois mudou o nome para Theresa Tilly e apareceu num episódio da série Designing Women, de 87. e no filme para a TV, Appearances, de 1990, ao lado de Betsy Baker. Fez Debutante, de 98, e episódios das séries Ryan Caulfield: Year One e Family Law, em 99, e Six Feet Under, em 2001. Cinco anos depois, estaria no curta Projectorhead e, no ano seguinte, em Brutal Massacre: A Comedy (com Ellen e Betsy). Recentemente, entrou para o elenco da série Dangerous Women, com suas colegas de The Evil Dead. Também produziu o curta Life After Dead: The Ladies of the Evil Dead e também The Ladies of the Evil Dead Meet Bruce Campbell , ambos de 2007.

 

 

 

Curiosidades

- O filme foi rodado com o título Book of the Dead, escolhido por Sam Raimi. Na hora do lançamento, entretanto, o produtor Irvin Shapiro exigiu a mudança para The Evil Dead temendo que as pessoas fossem ver o filme achando que continha citações literárias, sendo que o tal “Livro dos Mortos” aparece muito pouco na trama.

- A cabana abandonada onde o filme foi rodado era, realmente, uma cabana abandonada! E que pegou fogo, misteriosamente, alguns anos após as filmagens!

- No porão da cabana, é possível ver um pôster do filme Quadrilha de Sádicos, de Wes Craven.

- A voz do professor na gravação encontrada pelos jovens é do ator Bob Dorian, que não foi creditado.

- O líquido branco que os humanos possuídos por demônios cuspiam era leite. Raimi usou isso não só para mostrar que o “sangue” dos demônios era diferente, mas também conseguir uma classificação mais branda da censura, do que se usasse um sangue parecido com o real.

- A cena do sangue escorrendo sobre um projetor de cinema é uma homenagem de Sam Raimi a um amigo de escola, Andy Grainger. Quando Raimi e Bruce Campbell contaram a Grainger sobre a ideia para um filme, este respondeu: “Façam o que fizerem, deixem o sangue escorrendo na tela o tempo todo“. E assim foi feita uma homenagem literal.

- A cabana usada para as filmagens não tinha porão. Assim, os produtores fizeram um buraco no piso, cavaram um pouco e colocaram um pedaço de escada, para as cenas onde alguém aparecendo entrando no porão. Sempre que os personagens estão caminhando no cenário do porão, as filmagens foram realizadas na garagem da casa de Sam Raimi.

- Supostamente, o personagem de Bruce Campbell se chama Ashley “Ash” J. Williams, mas nem em The Evil Dead, nem em qualquer outro dos filmes da série, o nome de batismo do personagem é citado. Neste primeiro filme ele é chamado duas vezes de Ashley, e o restante do tempo de “Ash“. Mesmo assim, o nome completo pegou e todo fã da série o conhece.

- As misteriosas palavras ditas pelo professor na gravação, e que tem o poder de despertar os demônios, são fragmentos da frase “Rob Tapert e Sam Raimi are the men on the side of the road” (Fulano e Beltrano são os homens do lado da estrada), entregando a participação especial do diretor e do produtor Tapert no início do filme, logo depois do carro onde estão os cinco amigos quase bater num caminhão.

- Um dos macabros desenhos no interior do Livro dos Mortos é uma reprodução da pintura “The Great Red Dragon and the Woman Clothed With the Sun“, de William Blake. Este desenho tornou-se famoso como elemento principal do livro Dragão Vermelho, de Thomas Harris, onde o serial killer é “possuído” pelo dragão do desenho. O detalhe também é mostrado no remake Dragão Vermelho.

- Evil Dead foi um dos primeiros filmes a ser proibido na Inglaterra devido ao excesso de sangue e violência.

- Os atores possuídos por demônios normalmente eram substituídos por dublês com maquiagem carregada, que representavam os demônios. Os irmãos de Sam, Ted e Ivan Raimi, e o amigo Scott Spiegel (diretor de Um Drink no Inferno 2), foram dois destes dublês.

- Sam Raimi fez a voz da força demoníaca que grita “Join us! Join us!” aos personagens.

- A atriz Betsy Baker faz uma cena em que tenta apunhalar Ash, cambaleando pela sala como se fosse cega. Bem, a atriz realmente não estava enxergando nada, graças às lentes de contato brancas, e realmente não fazia noção de onde Bruce Campbell estava!

- Há uma cena cortada, mostrada no DVD lançado em banca no Brasil, que acontece logo depois que todos os amigos de Ash são transformados em demônios. Ele sai da cabana e começa a gritar desesperado, antes de destruir o vidro de uma das janelas da cabana com um chute.

- O filme foi lançado nos EUA em uma versão especial para colecionador, em um estojo de plástico que imitava a capa do Livro dos Mortos mostrado na história.

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Vi ontem.

 

Apesar de ver que é um filme de terror competente, bem realizado e tals, não curti muito. É que mudaram muuuuuita coisa, e não curti muito essas mudanças (pelo menos, a maioria delas), e acabou virando outra coisa que não Evil Dead. E a reviravolta final achei meio brochante e nada a ver (pior ainda que fiquei até o fim dos créditos pra ver a cena extra e me arrependi). Enfim, mais um remake que não me animou muito.

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Considero Cabana do Terror bem melhor que esse remake.

 

E dessa onda de remakes que surgiram ultimanente desde Massacre da Serra Elétrica (2003), considero o Madrugada dos Mortos do Zack Snyder o melhor, e talvez o único relevante da safra (e até agora o único filme relevante do Snyder também).

 

E até dá pra fazer um nexo entre o Madrugada e Evil Dead. Ambos mudaram muito em relação ao original e só usam sua premissa básica, mas um é bem melhor que o outro. Então, mudar tudo em relação ao filme orginal não seja o problema em si.

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fui ontem empolgado pra estreia do remake...

 

 

da pra "se divertir" bastante, visualmente é MUITO bem feito, muito bem trabalhado , mas achei que a historia que eles refizeram nao funciona muito nao....a historia e a trilha do orginal com toda a sua simplicidade consegue predender a atenção do inicio ao fim e manter o clima de tensao constantes.... no geral, é bom, vale muito a pena, surpreende visualmente, tem otimas cenas mas ta longe de ser uma OP de horror!! da pra ver q o diretor ainda ta verde nao consegue passar uma identtidade ainda, mas enfim... vale a pena, compensa muito, visualmente! como se sabe, nao da pra esperar muito de um remake, ainda mais de um trash... mas este apesar dos pesares é muito competente, e deve, provavelmente, dividir muitas opinioes!!

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Não vi ainda. Acho que a crítica do Omelete entregou um baita spoiler....

 

 

Deu a entender que o Ash aparece no final (acho que na cena pós crédito), o que revela que o filme não é um remake, mas sim uma sequência.

 

 

Quem assistiu, essa informação confere?

 

Spoiler:

 

Sim. O Ash aparece nos  pós-créditos. Mas é uma cena bem avulsa, sem ligação com o resto do filme. É só ele em close num fundo preto falando "groove". Pra mim, soou como "easter egg" pra fã, do que indicação que esse remake fosse sequel.

 

Mas vou mastubar mentalmente aqui sobre esse tema:

 

A indicação que esse remake pode ser sequel, não é essa cena pós-crédito, mas sim, uma cena logo no início do filme onde uma das garotas aparece sentada no capô do carro que era do Ash. O carro tá abandonado por lá e com cara de que tá lá a um tempão. Isso pode ser outro easter egg pra fã, mas se for colocar como motivo pra colocar o remake como sequel teríamos isso aqui:

 

Se for analisar, o carro foi pro passado junto do Ash no fim do 2º filme, e pelo final que o Raimi deu pro 3º filme, o Ash volta no carro num tempo bem futuro onde a terra já era (já no final do 3º filme nos cinemas, não indica onde o carro ficou, provavelmente no passado). Ou seja, continuação da trilogia não seria. Não encaixaria ali.

 

O remake poderia ser sequel, mas só do 1º filme, já que muita gente não considera as continuações, porque o Ash teria morrido no fim do filme, sem chance da história continuar. Se for analisar o começo do 2º filme, Raimi reconta a história do 1º filme, mas de outra forma, então ali já seria uma reimaginação da história do Evil Dead original dando outro final pra Parte 2 continuar dali.

 

Então, a gurizada do remake apareceu na mesma cabana muito tempo depois dos eventos do passado, mas só se considerar a história do 1º filme, e esquecendo das 2 continuações. Aí, seria um sequel. Mas se colocar o 2 e 3 no meio, não faria sentido. 

 

Se for assim, Raimi estaria criando duas linhas do tempo pra série. Uma pro primeiro filme seguido das partes 2 e 3, e a outra do primeiro filme seguido muitos anos depois da história desse remake.

 

Como ele não desistiu de fazer um Evil Dead 4 com o Ash, nem duvido que possa ser assim.

 

(lembrando que isso é masturbação mental minha, partindo da cena do carro do Ash abandonado na cabana)

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Vi ontem.

 

Apesar de ver que é um filme de terror competente, bem realizado e tals, não curti muito. É que mudaram muuuuuita coisa, e não curti muito essas mudanças (pelo menos, a maioria delas), e acabou virando outra coisa que não Evil Dead. E a reviravolta final achei meio brochante e nada a ver (pior ainda que fiquei até o fim dos créditos pra ver a cena extra e me arrependi). Enfim, mais um remake que não me animou muito.

 

 

tb tive essa impressao..o filme poderia perfeitamente passar sem fazer parte da franquia do raimi q quica chamasse mais a atencao..  é o lance da super-expectativa, ne?

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Vi ontem.

 

Gostei muito, mas como disseram, a expectativa de ser um remake de fato pode decepcionar. As referências são aleatórias, mas definitivamente é um filme bem diferente do clássico.

 

Eu, na verdade, gostei disso, porque um não compete com o outro. O clássico continua em um pedestal ( para os fãs, claro ) e este novo é nada mais que um novo filme que faz homenagens ao anterior. Quem não conhece o clássico obviamente não vibra ao ver o carro, o relógio, o livro, a câmera-demônio, etc.. mas o filme não deixa de ser bacana em nenhum momento também para os 'novatos'. Uma amiga que não conhecia o clássico gostou muito do filme e agora tá louca pra ver o antigo.

 

A cena pós créditos para mim não indica absolutamente nada... vi somente como uma brincadeira mesmo. Já tinha visto online e nem fiquei até o fim da sessão.

 

Acho que a única coisa que eu não gostei é que a cena do trailer da Mia cantando' we gonna get you' não está no filme.

 

Que venha o 2. :)

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Conferido. Decepção.

 

Não é ruim, mas longe de ser bom também. Mas o pior de tudo é que o filme empalidece diante do original. O filme não tem 10% da personalidade e charme do original. E depois da "promessa" no cartaz, o filme soa mais patético ainda.

 

Que venha o Evil Dead 4... e retornando ao gênero terror, pois Evil Dead 3 foi uma aventura medieval digna da Sessão da Tarde.

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  • 1 month later...

 Filme visto.

 

 Curti bastante. Bem divertido este remake de EVIL DEAD. Segue o que considero o mantra do bom remake que é " Respeito ao original, mas coragem para seguir o próprio caminho". Diferente de remakes de outros clássicos do horror como A HORA DO PESADELO e HALLOWEEN, o filme pega só a premissa básica do original. Ou seja, jovens vão passar o fim de semana numa cabana, encontram o livro dos mortos, e fazem a besteira de ler um trecho (no original, escutam a leitura em um gravador, mas dane-se).

 

 O filme é bastante sanguinolento, consegue criar tensão em cenas como a da possessão da garota enfermeira. E ainda ganha pontos por se valer de efeitos totalmente artesanais. O problema é que falta certo carisma aos personagens. Eles não são tipificados, mas não são interessantes. A personagem mais interessante passa 1/3 da projeção possuída.

 

 Em resumo, gostei do filme, mas faltou um algo mais.

 

 Nem vou comparar com o original do Sam Raimi, que esta á anos luz de distancia.

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  • 3 weeks later...

Fede Alvarez comenta sequência de A Morte do Demônio

Postado por Silvana Perez no dia 16/07/2013

Diretor fala sobre a continuação ideal e sobre o mercado atual

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You’re all going to die tonight.

Depois de anunciar oficialmente a sequência para A Morte do Demônio no festival SXSW, em março, o diretor Fede Alvarez deu mais informações sobre a produção. Em uma entrevista para a Collider no lançamento do filme em DVD e Blu ray, o diretor falou um pouco sobre o projeto.

“Nós estamos discutindo”, afirmou Alvarez, explicando que eles ainda estão os estágios iniciais de desenvolvimento da produção. “Nós ainda estamos conversando com Sam [Raimi] e tentando descobrir o que devemos fazer.

“Talvez por eu ser uma criança dos anos 80, para mim uma sequência é uma história que continua o anterior, e às vezes, se você não vu o original, não entenderá o segundo”, ele continua, usando De Volta Para o Futuro 2 como exemplo. “Então essa é a minha sequência ideal – um filme que continua a história, pega um personagem e segue em frente”.

Mas é mais fácil falar do que fazer: “A realidade da indústria hoje é que a sequência é só o mesmo conceito, mas com um novo grupo de personagens. Essa é a realidade de Premonição e Jogos Mortais. Mas, pessoalmente, eu não acho que nós devemos pegar um grupo de adolescentes e jogá-los na cabana e abrir o livro de novo. Então é isso que estamos tentando – estamos discutindo sobre a realidade do mercado e que tipo de filme devemos fazer”.

Até o momento, Fede Alvarez está ligado à continuação de A Morte do Demônio somente como roteirista, não tendo assinado oficialmente como diretor. Mais informações devem ser divulgadas em breve.

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  • 3 weeks later...

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