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Forum Cinema em Cena

Guerra ao Terror (The Hurt Locker)


MacGruber
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Nem lembrava direito dessa passagem do oficial cuja namorada quer ter filhos' date=' não é lá memorável mesmo. Mas esse é justamente um dos motivos pelos quais eu acredito que tenha sido melhor não se focar nestas características mais pessoais dos personagens, nestes dramas... até porque é difícil fugir deste tipo de artificialidade, sem contar que essa espécie de "desenvolvimento de personagem" ia mais atrapalhar o foco real da narrativa e a atmosfera a qual a Bigelow pretendia alcançar do que qualquer outra coisa. Imagina se resolvessem quebrar a tensão das cenas ou dos intervalos entre as mesmas colocando mais alguns flashbacks ou coisas do tipo, por isso que achei melhor a tal da "enrolação" com o background do James ter acontecido mais pro fim. Ponto pra edição, muito bem estruturada

 

Já com relação a parte do Beckham não vi problemas, nem achei sentimentalóide a ponto de ser constrangedor, ao menos.
[/quote']

 

Você não lembrava, mas a cena existia e serve para estruturar o personagem, o que estava em jogo pra ele. Era possível fugir dessa artificialidade se houvesse um melhor desenvolvimento, um arco dramático mais coerente que poderia ser até previsível, mas que se desenvolvesse por si só. Do jeito que ficou, ficou artificial. Se toda a atmosfera colabora com a tensão, a tensão é valorizada a partir do momento em que sabemos que existe um "background" por trás daqueles soldados. E com relação ao James, o que ocorre entre ele e o Beckham e as sequências com a persongaem da Lily são descartáveis, só a ótima cena-clichê em que o soldado resolve ligar para a esposa, mas que resolve nem falar nada já é o suficiente pra ilustrar a obsessão do cara pela guerra, aliás, uma ótima maneira de subverter o clichê, de maneira simples e direta.

 

Como comentei, gostei do filme, especialmente pelo trabalho da diretora, o que ela faz neste filme é algo louvável, afinal ela consegue criar uma atmosfera, uma dimensão à tensão da guerra com um charme e um frescor incomparáveis. Mérito dela, da montagem, do elenco, da fotografia, não do roteiro.

 

Não há como deixar os conflitos familiares de fora de um filme assim. São eles que identificam os personagens. Ninguém chega na guerra virgem. Achei essa história do telefone uma coisa menor no filme. E Thiago o roteiro é muito feliz porque consegue equilibrar o conflito dos personagens de forma muito clara, a diretora tem seu mérito porque se apoia em algo firme.

 

 

Mas é que tá, Nacka. Se o contexto familiar de James ficasse apenas naquela cena do telefone por mais enxutíssima e menor que fosse, teria sido o bastante. Agora não, o roteiro vai lá, me leva o cara de volta pra casa pra comprar cereais e cortar batatas, apenas pra 10 segundos depois me mostrar que o cara era viciado na guerra (um problema de roteiro e não de montagem já que é o roteiro que coloca aquela cena ali naquele momento), algo que já tinha ficado mais do que claro, inclusive na cena em que o soldado, solitário, decide ligar pra esposa pra matar a saudade, mas simplesmente não diz nada porque ele simplesmente não quer. Será que ele realmente queria fazer aquilo? Será que ele não estava fazendo aquilo apenas por impulso? A quem ele queria enganar? Será que ele não fez aquilo apenas pra poder afirmar pra si mesmo que havia algo do que se importar fora dali? Talvez ele tivesse medo de encarar a resposta destas perguntas.

 

E tem a história do oficial que lamenta o fato de poder morrer sem se tornar pai, não precisava disso, ou pelo menos não com duas cenas mixurucas que são utilizadas e que se tornam piegas. É até por isso que quem mais me intrigou, além do James é claro, é aquele jovem oficial de comportamento agressivo, o cara se tornou um produto da guerra. É como se o filme estivesse nos mostrando: "Olha que estão fazendo com os nossos jovens? Olha no que eles estão se transformando?" Quando eu digo que fica na superfície é que o roteiro fracassa toda vez que tenta desenrolar o "background" dos personagens e/ou humanizá-los, como na subtrama do Beckham. Gosto do roteiro quando ele explora a relação entre os oficiais, mas não quando explora os conflitos individuais.
Thiago Lucio2009-12-28 20:11:00
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Eu vi este filme ontem, após todo barulho feito na mídia especializada. Para ser sincero foi uma das grandes frustações do ano. Achei raso e fraco. Para mim é pior que inimigos públicos, filme que para mim tem uma das atuações mais fracas dos deep de quem sou fã declarado, além de ser um filme que não marca, não se faz lembrar.

 

Vi tantos problemas no filme que vou numerá-los. 1) o filme tem um "objetivo" que só se revela para quem esta focado em procura-lo, de outra forma, passa batido. a temática e a forma de apresentação leva ao telespectador a acreditar que é um pipoca-guerra-genérico. ocorre que o filme para mim não alcança nem de longe o "objetivo", apesar de não ser um pipoca-comum. no final quem pode se agradar é o que procura o filme-pipoca-generico.

2) os personagem são rasos e as situações criadas são forçadas e absurdas, além de ser mal construidas. ué? se os personagens são fracos, não criam nenhuma ligação com o telespectador é sinal de que as coisas não vão bem. quer mostrar que o cara é viciado em guerra, ideia meia absurda!?, ok, mas faça direito. o personagem tem que ter um motivo ou causa para o vicio, é doido, é carente, é doente, etc. pois se não é igual ver o "stalone cobra", vc aceita que o cara é o "fod.." e pronto.

3) o fato de colocar atores "famosos" para alavancar o filme, sendo que estes pouco fazem em cena é fogo. parece "trovao tropical". se quer colocar algum ator famoso fazendo ponta, ele tem que destruir , vide Judi Dench em "shakespare apaixonado, e não ser figurante de luxo. 4) quando vc pega um ator tipo Guy Pearce e o explode logo no começo, vendo que o resto dos atores são fracos, é mal sinal. eu fiquei pensando, tras o cara de volta que estes três não seguram a onda não. para mim o unico personagem que tem sentido é o Eldridge, o resto é um forçação de barra danada 5) acho que qualquer filme tem que ser coerente e verdadeiro no universo que criou. por exemplo se o cara diz que o "alien" sangra ácido, não tem com o sangue cair encima de alguem é não causar nenhum dano. no caso em questão as táticas militares empregadas são todas erradas, este fato para mim destruiu o filme, pois toda vez que via o personagem fazendo algo errado me irritava e me impedia de ver qualquer qualidade "artitistica da cena". é como ver um filme de futebol onde o cara pega a bola com a mão ou em um filme que diz que no brasil fala espanhol, não dá. o pior é que os "erros técnicos" do "especialistas em bombas" são feitos de proposito para dá um carga dramática ao filme. nenhum grupo de bomba põe a mão em bomba de primeira, na verdade é a ultima coisa a fazer, para isto tem robo, canhão dágua, contra-carga, etc. para que vai ser arriscar a vida do cara sendo que bomba foi descoberta e esta em um local que no máximo vai causar uma janela quebra? ah mas você diz: - mas o cara é muito doido e ele não tem medo da morte... ok, mas na primeira vez que o cara colocasse a mão em bomba levaria um créu velocidade mil do chefe, responderia a uma corte marcial e nunca mais iria arranja alguem para trabalhar com ele. outra coisa - pq o mané foi na casa do bekhan!? pq ele não foi falar com o chefe!? pq ele não avisou que o outro moleque era risco para a tropa!?

 

 

 

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Acho que o que filme aborda tb é que o que tu vê e vive na guerra é algo que não dá p/ ser compartilhado com a família, só com parceiros que vivenciaram o mesmo que tu.

Qquer tentativa de retratar o que tu passou lá sempre será um pálidor etrato do que foi.

Tu matou, viu crianças explodirem, amigos seus morrerem na sua frente...aff!   Defintivamente tu nunca será o mesmo cara que foi p/ guerra.

Não dá p/ voltar e retomar sua vida de onde parou com essa carga na cabeça.

 

By the way, talvez seja isso que faz com que muitos soldados qd voltam da guerra não consigam mais viver na paz de um lar. Talvez não tenha tanto e só a ver com adrenalina.

 

...E tem a história do oficial que lamenta o fato de poder morrer sem se tornar pai' date=' não precisava disso...[/quote']

Mas essa cena faz super sentido.

Havia um cronometro sob as cabeças dos caras, uma contagem regressiva p/ que eles saíssem com vida de lá e pudessem fazer planos p/ o futuro.

365 dias vivendo cada um deles como se fosse o último.. aff!
MariaShy2009-12-29 09:19:51
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Nem lembrava direito dessa passagem do oficial cuja namorada quer ter filhos' date=' não é lá memorável mesmo. Mas esse é justamente um dos motivos pelos quais eu acredito que tenha sido melhor não se focar nestas características mais pessoais dos personagens, nestes dramas... até porque é difícil fugir deste tipo de artificialidade, sem contar que essa espécie de "desenvolvimento de personagem" ia mais atrapalhar o foco real da narrativa e a atmosfera a qual a Bigelow pretendia alcançar do que qualquer outra coisa. Imagina se resolvessem quebrar a tensão das cenas ou dos intervalos entre as mesmas colocando mais alguns flashbacks ou coisas do tipo, por isso que achei melhor a tal da "enrolação" com o background do James ter acontecido mais pro fim. Ponto pra edição, muito bem estruturada

 

Já com relação a parte do Beckham não vi problemas, nem achei sentimentalóide a ponto de ser constrangedor, ao menos.
[/quote']

 

Você não lembrava, mas a cena existia e serve para estruturar o personagem, o que estava em jogo pra ele. Era possível fugir dessa artificialidade se houvesse um melhor desenvolvimento, um arco dramático mais coerente que poderia ser até previsível, mas que se desenvolvesse por si só. Do jeito que ficou, ficou artificial. Se toda a atmosfera colabora com a tensão, a tensão é valorizada a partir do momento em que sabemos que existe um "background" por trás daqueles soldados. E com relação ao James, o que ocorre entre ele e o Beckham e as sequências com a persongaem da Lily são descartáveis, só a ótima cena-clichê em que o soldado resolve ligar para a esposa, mas que resolve nem falar nada já é o suficiente pra ilustrar a obsessão do cara pela guerra, aliás, uma ótima maneira de subverter o clichê, de maneira simples e direta.

 

Como comentei, gostei do filme, especialmente pelo trabalho da diretora, o que ela faz neste filme é algo louvável, afinal ela consegue criar uma atmosfera, uma dimensão à tensão da guerra com um charme e um frescor incomparáveis. Mérito dela, da montagem, do elenco, da fotografia, não do roteiro.

 

Não vi nada de muito incoerente nesse arco dramático, só não achei memorável. Eu não sei se artificalidade é a palavra certa, apenas quotei a tua utilização da mesma, mas acho que essas estruturações de personagens continuariam na mesma, mesmo que houvesse maior desenvolvimento de personagem e etc. Não vejo como um incremento necessariamente relevante, ao menos nessa trama específica.

 

2 - Nem concordo. Continuo não vendo necessidade de utilização maior desse background, existente ele ou não.
Beckin2009-12-29 12:32:46
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O filme tem qualidades mas não vi tudo o que viram não. É um retrato fiel da guerra mas para mim, fica no mesmo nível de outros filmes do gênero.

 

A atuação do Jeremy Renner sobressai do conjunto.

 

 
[/quote']

 

Quais filmes do gênero, Nacka ? Era bom ver alguns exemplos...

 

E esse filme do Sam Mendes citado por aí é medíocre até o talo. Não gosto mesmo 12. Aliás, o Mendes é um cara que tem problemas sérios pra estabelecer uma simples narrativa.

 

Um dos exemplos é exatamente esse que você não gosta: Eu já aprecio (e muito) a atmosfera de Jarhead e o que penso do filme é mais ou menos aquilo que o Cremis disse no post dele.

 

Filmes sobre guerra, qualquer um, tendem a ser semelhantes... pegue Full Metal Jacket, Saving Private Ryan ou a minissérie Band of Brothers e verá semelhanças bem nítidas, da fotografia à condução dos atores. O tema já foi explorado à exaustão. Não é que filmes sobre o assunto sejam medíocres ou tecnicamente imperfeitos, só não consigo ver nenhum frescor na abordagem atual.

 

Este aqui merece uma revisada (quem sabe se for para os cinemas).

 

 

 

 

 

Mas aí tu tá misturando tudo na mesma tigela... agrupando tudo por causa da ambientação/do gênero . Pega os dois filmes do Eastwood recentes sobre a guerra, por exemplo. Ok, os dois são contados sobre dois pontos de vista desiguais, mas não é só isso que faz Iwo Jimma e Conquista da Honra serem diferentes um do outro, apesar de tratarem sobre a mesma batalha.

 

Possuir semelhanças é uma coisa, mas não sei se consigo agrupar estes filmes num "mesmo nível", o mesmo com relação aos 3 que tu citaste.

 

Eu não sei se esse filme é sobre a guerra. É sobre um cara viciado em guerra. A guerra não é o sujeito' date=' é o adjetivo... [/quote']

 

Ta aí outro motivo pelo qual acho meio difícil comparar este filme a outros do gênero...

 

 

1 - Beckin, o assunto é o mesmo: Guerra. A maneira de contar pode diferir assim como o tratamento, por exemplo, algo que acho genial em Jarhead é tédio da guerra (algo que no imaginário comum quase ninguém cogita), quando todo mundo esperava tiros, explosões, tripas à mostra, membros decepados vem o  Sam Mendes mostra uma guerra sem graça, inútil. Os filmes do Clint são filmes de guerra visto por pontos de vista diferentes, talvez não seja só isso que os faz diferentes pra você, para mim é o ponto principal.

 

2 - Sobre The Hurt Locker não ser um filme de guerra, não concordo. A guerra é uma droga e quem a experimenta ou vicia de vez ou sai com sequelas. O que a diretora fez? Pegou uma parte da guerra, especialistas em desarmar bombas e contou o universo desses caras, Willian James (Jeremy Renner) é um porra louca do tipo que a guerra produz aos quilos mas no fundo nem ele mesmo entende a dimensão da merda na qual está metido. Quando se embrenha no bairro sozinho para saber da história do garoto que vendia dvds, por exemplo, viu que tinha mais coisas do que a diversão diária de desarmar bombas. 

 

A personalidade do James não é muito diferente da dos demais, são todos loucos, o tipo de loucura que quem está naquele meio experimenta é meio que necessária caso o sujeito queira voltar vivo,  quando se vive mais na guerra do que fora dela aí vem a descoberta que a vida do lado de cá pode ser tão sem graça ou sem sentido. Isso foi muito bem trabalhado no filme. O que eu quis dizer quando citei os outros é que com algumas nuances podemos ver o mesmo também nos filmes sobre o tema.

 

 

 

Eu concordo que vários pontos principais destes filmes muitas vezes se interligam e tem conexão, mas ainda assim eu vejo diferenças nas suas abordagens que simplesmente não me deixam muito confortável em situá-los de maneira tão simples dentro dessa expressão "de mesmo nível no gênero". Mas isso sou eu mesmo. Mais ou menos pelo motivo da primeira parte que eu negritei do teu comentário. De qualquer maneira, eles são passíveis de comparação sim.

 

2 - Ninguém disse que The Hurt Locker não é um filme de guerra, que não se encaixe no gênero. O que eu vi lá atrás foi dizerem que não é apenas um filme sobre a guerra, diretamente falando.

 

4 - Ah sim, se é assim sim.
Beckin2009-12-29 12:33:16
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Basicamente o que eu disse é que para mim usar ator talentoso só para fazer figuração de luxo é uma porcaria. Pode colocar quem quiser, mas para mim, se é para fazer ponta, que seja uma ponta memorável, algo que marque ou que contribuia para historia. As cenas em que há as pontas são descartaveis e não levam a lugar nenhum. Colocar o camarada do princila rainha do deserto e o outro do paciente ingles só para morrer igual os soldados vermelhos de star trek é rídiculo, alem de ambos seres caricaturais.

 

O que eu comparei com o inimigos publicos é que ambos foram um decepção. Achei ambos fracos e descartáveis.

 

O que disse sobre o stallone cobra é o fato do super-soldado-fod.. fazer merda desde do começo do filme e ninguem diz nada. Somos obrigados a aceitar que aquilo é normal, balela. Não aceitei este papo de que só quem tá na guerra entende ou irmão-de-sangue-soldados-amigos. Para mim foi uma forçassão, não é pq tó na guerra que vou aceitar um mané quem nem conheço bem fique arriscando minha vida por adrenalina. Neste ponto o unico personagem que faz sentido é o soldado que tem a perna destroçada. Ele sempre foi meio mané no começo do filme, mas depois que se deu mal por conta do machao viu que tinha sido muito burro.  O negão que posava de malandrão ficou amiguinho do machão sem motivo. E o comandante que aceita  e incentiva um soldado fazendo entrada manual em bomba que não oferece risco a ninguem é um absurdo sem tamanho. Ele pode até achar legal, mas sabe que se o mane explodir o dele é quem vai estar na reta.

Por fim acho que o filme, distorce o propria universo que constroiu para que acha um sentido, ou uma mensagem no final. Se é para ver um monte de mentirada que não tem sentido e ações-heroicas-americanas-pipoca prefiro ver duro de matar que é mais engraçado.

 

 

 

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se é para ver um filme de guerra que tenha sentido é melhor ver o O Sobrevivente do cristian bane, que para mim é bem superior.

 

acho que o marketing neste filme é devido a diretora ser ex-mulher do cameron que todo mundo tá bajulando, já que a sua tecnologia -que para mim não tem nada demais: prefiro por exemplo a animação tradicional ou até a criada para o final fantasy - pode ser a salvadora da industria do cinema, já que para ver o smurfs gigantes brincando de capitão planeta é preciso ir ao cinema e desembolsar uma bela grana.

 

 

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não vejo nada de descartável nas participações do Fiennes e do Pearce. A primeira cena com o Pierce é uma das minhas prediletas, criadora de uma tensão incrível que já dá o tom do filme. mas eles nem são tão famosos assim hoje em dia, vc nem sabe o nome deles.

e eu prefiro ver duro de matar and the hurt locker. em seguida, sessão dupla pauleira.
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não vejo nada de descartável nas participações do Fiennes e do Pearce. A primeira cena com o Pierce é uma das minhas prediletas' date=' criadora de uma tensão incrível que já dá o tom do filme. mas eles nem são tão famosos assim hoje em dia, vc nem sabe o nome deles.

e eu prefiro ver duro de matar and the hurt locker. em seguida, sessão dupla pauleira.
[/quote']

 

Mas o Esponja tem razão, não faria diferença alguma se fosse qualquer ator.

 

Escalar alguém famoso só pro cara morrer na primeira cena e o outro logo mais tarde?

Cool, mas desnecessário. Embora isso não tenha afetado meu julgamento sobre o filme.

 

 

 

 
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não vejo nada de descartável nas participações do Fiennes e do Pearce. A primeira cena com o Pierce é uma das minhas prediletas' date=' criadora de uma tensão incrível que já dá o tom do filme. mas eles nem são tão famosos assim hoje em dia, vc nem sabe o nome deles.

e eu prefiro ver duro de matar and the hurt locker. em seguida, sessão dupla pauleira.
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Mas o Esponja tem razão, não faria diferença alguma se fosse qualquer ator.

 

Escalar alguém famoso só pro cara morrer na primeira cena e o outro logo mais tarde?

Cool, mas desnecessário. Embora isso não tenha afetado meu julgamento sobre o filme.

 

 

 

 

 

 

é comum demais atores desse calibre toparem papéis pequenos em projetos nos quais eles enxergam grande potencial artístico. tão comum que não vejo como pode ser desnecessário.
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se é para ver um filme de guerra que tenha sentido é melhor ver o O Sobrevivente do cristian bane' date=' que para mim é bem superior.

acho que o marketing neste filme é devido a diretora ser ex-mulher do cameron que todo mundo tá bajulando, já que a sua tecnologia -que para mim não tem nada demais: prefiro por exemplo a animação tradicional ou até a criada para o final fantasy - pode ser a salvadora da industria do cinema, já que para ver o smurfs gigantes brincando de capitão planeta é preciso ir ao cinema e desembolsar uma bela grana.
[/quote']

 

Hein ?

 

Boiei no segundo paragrafo. O que tem haver uma coisa com a outra ?

 

--

 

Sobre as pontas, nem vi problema também e nem achei nenhuma das participações distrativa. Ao menos não como o George Clooney em Além da Linha Vermelha, por exemplo. Embora lá também não tenha me incomodado praticamente..
Beckin2009-12-29 20:05:35
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Basicamente achei o filme fraco pelos seguintes motivos:

1º o filme quer abordar o "vício na guerra" por parte dos especialistas de bomba. ocorre que tanto a forma como são apresentados estes especialistas, quanto as situações por eles vividas são artificiais e incorretas. não estou falando de licença poética, mas de erro e falha. o universo criado pelo filme, ao meu ver, não permite as atitudes heróicas ou onipotentes apresentadas. caso fosse um "armagedon" da vida eu aceitaria sem discutir haver um machão que resolve tudo e um tropa que aceita todas as barbaridades por ele feitas sem discutir, mas para um filme que quer se considerado sério não dá.

2º para mim as participações são dispensáveis, o que ao meu ver isto mostra que as participações tiveram o objetivo de "valorizar", artificialmente, o filme.

3º os personagens principais não são factiveis na realidade proposta pelo filme.

4º excesso de cenas inuteis, como já foi comentado.

 

Conclusão. filme fraco, que ao meu ver esta sendo promovido simplesmente em razão da diretora ser influente, ex-mulher do cameron. como o cameron tá sendo vendido como o salvador do cinema, eu acredito que a diretora esta indo de carona. não seria a primeira nem a ultima vez que isto ocorre.

Observação: O que quis dizer é que existem filmes de guerra, recentemente feitos, que foram mais bem construidos e que não tiveram a mesma repercussão, como o sobrevivente e o soldado anonimo, o que para mim mostra o interesse da industria em empurra este produto, guerra ao terror, em especifico.

 

 

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Conclusão. filme fraco' date=' que ao meu ver esta sendo promovido simplesmente em razão da diretora ser influente, ex-mulher do cameron. como o cameron tá sendo vendido como o salvador do cinema, eu acredito que a diretora esta indo de carona. não seria a primeira nem a ultima vez que isto ocorre.
Observação: O que quis dizer é que existem filmes de guerra, recentemente feitos, que foram mais bem construidos e que não tiveram a mesma repercussão, como o sobrevivente e o soldado anonimo, o que para mim mostra o interesse da industria em empurra este produto, guerra ao terror, em especifico.
[/quote']

 

 

o sobrevivente é bom, mas não tem metade do poder de fogo de the hurt locker. soldado anônimo é só uma grande bosta panfletária. mas, claro, só acho isso pq a bigelow foi casada com o cameron.06
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Eu estava revendo esse filme hoje e o que a Bigelow fez é algo sensacional. Não querendo reduzir os seus méritos às premiações da vida, mas se ela ganhar o prêmio de direção, ele estará em boas mãos pq todo o tesão que eu tenho por esse filme está nas mãos dela. Logicamente que se Tarantino e James Cameron ganharem, será justo, mas ela aqui também faz por merecer. Isso, logicamente, colocando os 3 como prováveis indicados e sem ainda ter conferido o trabalho dos outros 2 possíveis candidatos.

 

Em "Guerra ao Terror", Bigelow mata a pau !!!!!!
Thiago Lucio2010-01-02 15:42:39
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O filme ganhou o prêmio de melhor Filme, Direção e Ator do "National Society Films Critics"

 

 

BEST PICTURE

*1. The Hurt Locker (64 Votos) (Kathryn Bigelow)

 

2. Summer Hours 23 (Olivier Assayas)

 

3. Inglourious Basterds (17) Quentin Tarantino

 

 

BEST DIRECTOR

*1. Kathryn Bigelow 85 (The Hurt Locker)

 

2. Olivier Assayas 23 (Summer Hours)

 

3. Wes Anderson 18 (Fantastic Mr. Fox)

 

BEST ACTOR

*1.  Jeremy Renner 30 (The Hurt Locker)

 

2. Jeff Bridges 24 (Crazy Heart)

 

3. Nicolas Cage 15 (Bad Lieutenant)

 

 

 

 

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Não entendo o tal de "poder de fogo", é pq é sobre a guerra do iraque - vies politico? é pq fala da tara dos americanos com guerra? é pq mostra explosões? é pq mostra heroi machão cheio de testosterona fazendo o impossivel?

Para mim as três justificativas são rasas.

Guerra do iraque ficou lugar comum, igual nazista e vietan. Para mim não basta ter o cara falando arabe e pano na cabeça para mim achar que o filme é um obra de arte.

A tara pode até ter algum sentido, mas não gostei da forma que foi construida, preferia ver a vida do soldado-machão de volta a vida de civil, seria mais plausivel e interessante.

Explosões - qualquer filme sessão da tarde ou comédia adolescente tem explosão e isto é mais comum que ator global e dinheiro publico em filme nacional.

Heroi machão - prefiro ver um que pelo menos tenha carisma e seja engraçado.

 

Para mim o filme é fraco e não chega perto de ser minimamente completo. Dizem que a diretora fez estagio no iraque, então acho que enganaram ela, pois nunca vi nenhum super especialista em bomba metendo mão em bomba que esta no meio da rua, ainda mais tendo robo perto, com diria o "capitão nascimento" - isto é coisa de moleque. :)

 Para mim o filme é um emaranhado de testosterona que quer passar alguma mensagem.

 

 

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Vi hoje, e não vi nada de mais no filme inteiro... Bom mesmo apenas o diálogo que o James tem com o negão dentro do Humvee, de resto, nada de novo!

 

Uma colcha de retalhos de clichês retirados dos filmes, documentários e seriados sobre guerra e o impacto da mesma sobre os soldados e blá-blá-blá...

 

 

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Não entendo o tal de "poder de fogo"' date=' é pq é sobre a guerra do iraque - vies politico? é pq fala da tara dos americanos com guerra? é pq mostra explosões? é pq mostra heroi machão cheio de testosterona fazendo o impossivel?
Para mim as três justificativas são rasas.
Guerra do iraque ficou lugar comum, igual nazista e vietan. Para mim não basta ter o cara falando arabe e pano na cabeça para mim achar que o filme é um obra de arte.
A tara pode até ter algum sentido, mas não gostei da forma que foi construida, preferia ver a vida do soldado-machão de volta a vida de civil, seria mais plausivel e interessante.
Explosões - qualquer filme sessão da tarde ou comédia adolescente tem explosão e isto é mais comum que ator global e dinheiro publico em filme nacional.
Heroi machão - prefiro ver um que pelo menos tenha carisma e seja engraçado.

Para mim o filme é fraco e não chega perto de ser minimamente completo. Dizem que a diretora fez estagio no iraque, então acho que enganaram ela, pois nunca vi nenhum super especialista em bomba metendo mão em bomba que esta no meio da rua, ainda mais tendo robo perto, com diria o "capitão nascimento" - isto é coisa de moleque. :)
 Para mim o filme é um emaranhado de testosterona que quer passar alguma mensagem.
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Nada impede que um filme que tenha como pano de fundo a "Guerra do Iraque" seja ótimo por mais explorado que tenha sido o tema.

 

Não nego que a guerra seja um tema que dialoga fortemente com a sociedade americana, mas não chamaria de "tara". Penso no espírito patriota do Brasil em época de Copa do Mundo. O país pára. Digamos que os EUA pagam um preço muito caro em função das guerras que aconteceram ao longo de sua história.

 

Reduzir "Guerra ao Terror" a explosões e o herói machão seria algo digno de Michael Bay, o que não é o caso. A Bigelow faz, no mínimo, um filme com uma atmosfera muito mais interessante. E o que você considera como um erro faz jus ao perfil do personagem, afinal ele é impulsivo e tempestivo, ou seja, ele é capaz de desarmar uma bomba sem permitir que seus companheiros vejam o que ele está fazendo, inclusive tocando-a durante o processo; ele é capaz de desarmar uma bomba sem roupa alguma de proteção; ele é capaz de atravessar um campo minado para buscar um objeto pessoal que ele esqueceu.

 

O forte de "Guerra ao Terror" não é a mensagem e nem precisava ser, mas se você busca uma... que tal... "O que estão fazendo com os jovens americanos?"03
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O filme ganhou o prêmio de melhor Filme' date=' Direção e Ator do "National Society Films Critics"


BEST PICTURE
*1. The Hurt Locker (64 Votos) (Kathryn Bigelow)
2. Summer Hours 23 (Olivier Assayas)
3. Inglourious Basterds (17) Quentin Tarantino


BEST DIRECTOR
*1. Kathryn Bigelow 85 (The Hurt Locker)
2. Olivier Assayas 23 (Summer Hours)
3. Wes Anderson 18 (Fantastic Mr. Fox)

BEST ACTOR
*1.  Jeremy Renner 30 (The Hurt Locker)
2. Jeff Bridges 24 (Crazy Heart)
3. Nicolas Cage 15 (Bad Lieutenant)


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Com relação à vitória da Bigelow, considero mercedíssima. Ela faz um ótimo trabalho realmente. Agora, melhor filme??? Gostaria de ver quais foram os escolhidos nos anos anteriores para identificar alguma tendência nessa premiação e quem eram os outros indicados. Ele não estaria no meu TOP 5.

 

Com relação ao Renner, eu sinceramente, gosto bastante dele em "Guerra ao Terror", mas vejo que o personagem oferece muito mais possibilidades do que ele oferece em troca. É um bom trabalho, mas não estaria no meu TOP 5.
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Meu comentário sobre Guerra ao Terror está no meu blog:

http://peliculasaosol.wordpress.com

 

Pelo jeito gostei mais do que você, mas você foi bastante generoso na nota. Acho que o filme não segue tanto a cartilha como você, embora ele seja previsível em alguns momentos, o que não chega a ser um demérito. Mas a atmosfera do filme já o coloca em outro patamar, embora nada extraordinário, mas bem perto do ótimo.
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Vi hoje' date=' e não vi nada de mais no filme inteiro... Bom mesmo apenas o diálogo que o James tem com o negão dentro do Humvee, de resto, nada de novo!

Uma colcha de retalhos de clichês retirados dos filmes, documentários e seriados sobre guerra e o impacto da mesma sobre os soldados e blá-blá-blá...

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E qual o problema em não ter "nada de novo" ? Não é como se fosse esse o objetivo do filme, e nem é daí que vem a sua força. Ao menos não na questão de roteiro.
Beckin2010-01-05 09:15:45
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