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Forum Cinema em Cena

Woody Allen


Caio
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Pesquisei, e não encontrei nenhum tópico sobre esse gênio do humor. Particularmente, sou fã dele e gosto da maioria de seus filmes. É difícil eleger o melhor, mas vamos tentar. Ia criar uma enquete, mas as alternativas não eram suficientes para todos os filmes de Allen.

2005 - Ponto final- Match point (Match point)
2005 -
Melinda e Melinda (Melinda and Melinda)
2003 -
Igual a tudo na vida (Anything else)
2002 -
Dirigindo no escuro (Hollywood ending)
2001 -
O escorpião de jade (The Curse of the Jade Scorpion)
2000 -
Trapaceiros (Small Time Crooks)
1999 -
Poucas e boas (Sweet and Lowdown)
1998 -
Celebridades (Celebrity)
1997 -
Desconstruindo Harry (Deconstructing Harry)
1996 -
Todos dizem eu te amo (Everyone Says I Love You)
1995 -
Poderosa Afrodite (Mighty Aphrodite)
1994 -
Tiros na Broadway (Bullets Over Broadway)
1993 -
Um misterioso assassinato em Manhattan (Manhattan Murder Mystery)
1992 -
Maridos e esposas (Husbands and Wives)
1992 - Neblina e sombras (Shadows and Fog)
1990 -
Simplesmente Alice (Alice)
1989 -
Crimes e pecados (Crimes and Misdemeanors)
1989 -
Contos de Nova York (New York Stories) (3º Conto)
1988 -
A outra (Another Woman)
1987 - Setembro (September)
1987 -
A Era do Rádio (Radio Days)
1986 -
Hannah e suas irmãs (Hannah and her Sisters)
1985 -
A rosa púrpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo)
1984 -
Broadway Danny Rose (Broadway Danny Rose)
1983 -
Zelig (Zelig)
1982 -
Sonhos eróticos numa noite de verão (A Midsummer Night's Sex Comedy)
1980 -
Memórias (Stardust Memories)
1979 -
Manhattan (Manhattan)
1978 - Interiores (Interiors)
1977 -
Noivo neurótico, noiva nervosa (Annie Hall)
1975 -
A última noite de Boris Grushenko (Love and Death)
1973 -
O dorminhoco (Sleeper)
1972 - Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo mas tinha medo de perguntar (Everything You Always Wanted to Know About Sex But Were Afraid to Ask)
1971 -
Bananas (Bananas)

Postem os seus preferidos, e discorram sobre esse diretor fantástico.

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Minha ordem de preferência:

1) Match Point - 10/10
2) Annie Hall - 10/10
3) Manhattan - 10/10
4) Todos Dizem Eu Te Amo - 10/10
5) Zelig - 9/10
6) Hannah e Suas Irmãs - 9/10
7) Crimes e Pecados - 9/10
8) Desconstruindo Harry - 9/10
9) A Rosa Púrpura do Cairo - 9/10
10) Tiros na Broadway - 9/10
11) Interiores - 8/10
12) Poucas e Boas - 8/10
13) Poderosa Afrodite - 8/10
14) Melinda e Melinda - 8/10
15) Celebridades - 8/10 (preciso rever)
16) Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo Mas Tinha Medo de Perguntar - 7/10
17) Dirigindo no Escuro - 7/10
18) Um Assaltante Bem Trapalhão - 7/10
19) A Última Noite de Boris Grushenko - 7/10
20) Trapaceiros - 7/10 (preciso rever)
21) A Outra - 7/10
22) Igual a Tudo na Vida - 7/10
23) Bananas - 7/10 (preciso rever)
24) O Escorpião de Jade - 6/10
25) Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão - 6/10
26) O Dorminhoco - 5/10 (preciso rever)

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Vi pouquíssimos filmes dele..em geral só gosto dos que ele não atua...e mais engraçado, vou totalmente contra a opinião da crítica..acho Manhattan chatíssimo, adoro Melinda e Melinda (gosto mais do que de Match Point). Gostos são mesmo difíceis de comparar...

 

 

 

Melinda e Melinda 7,97/10

 

Match Point 7,85/10

 

O Dorminhoco 7,05/10

 

Crimes e Pecados 6,70/10

 

Manhattan 4,84/10

 

Tudo que você sempre quis saber... 6,21/10

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Aí abaixo algumas considerações sobre os q eu já vi...

 

2005 - Melinda e Melinda (Melinda and Melinda)

Filme legal, muito interessante a idéia do lance dividido com o ponto de vista dramático e o cômico... 8/10

 

2000 - Trapaceiros (Small Time Crooks)

Começa engraçado, depois parece q há uma mudança de rumo no roteiro e de estilo no filme... fica menos engraçado e um pouco mais triste, mas é um bom filme.. 7/10

 

1989 - Crimes e pecados (Crimes and Misdemeanors)

7/10 Bonzinho, mas nada espetacular...

1988 - A outra (Another Woman)

Drama, bom,mas um pouco parado demais...

1987 - A Era do Rádio (Radio Days)

excelente, muito engraçado... 8/10

1986 - Hannah e suas irmãs (Hannah and her Sisters)

Excelente. Um dos melhores dele. 8/10

1985 - A rosa púrpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo)

Engraçadinho, altos e baixos com momentos bem engraçados e outros nem tanto... 6/10

1983 - Zelig (Zelig)

Acho esse muito bom, não sei até aonde é original o esquema de apresentar como se fosse um documentário, mas ficou ótimo, espirituoso e engraçado... 8/10

1982 - Sonhos eróticos numa noite de verão (A Midsummer Night's Sex Comedy)

Filme leve, engraçado mas nem tanto... 7/10

1979 - Manhattan (Manhattan)

Na minha modesta opinião o melhor filme dele... Fotografia primorosa, triste e engraçado ao mesmo tempo... Os diálogos matam a pau... Esse filme tá na minha lista de melhores de todos os tempos... 10/10

1978 - Interiores (Interiors)

outro drama paradão, mas nem por isso ruim.. 7/10

1977 - Noivo neurótico, noiva nervosa (Annie Hall)

O segundo na escala... Muito bom, com muitos momentos engraçados de novo ótimos diálogos e um toque de melancolia.. bom p carai ... 9/10

1975 - A última noite de Boris Grushenko (Love and Death)

Comédia gostosa e despretenciosa... 7/10

1973 - O dorminhoco (Sleeper)

Pra mim , disparado o pior filme do diretor.. podre, muito ruim mesmo.. Humor pastelão boboca e acéfalo.. A graça e o charme dos filmes do cara são sempre os diálogos engraçados espirituosos e inteligentes... Nesse filme ele faz um humor mais visual, em detrimento dos diálogos, mas fracassa miseravelmente... Filme péssimo... 2/10

1972 - Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo mas tinha medo de perguntar (Everything You Always Wanted to Know About Sex But Were Afraid to Ask)

Esse eu gosto bastante, embora seja dividido em episódios, e uns sejam bem mais engraçados q os outros... 7/10

 

 

Comprei a coleção dele a um tempo atrás;  são 3 boxes, Vol 1, 2 e 3 ... No total são 12 filmes.. pra quem gosta do cara,vale a pena...

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Amo Woody.Sofri de paixao por ele nos últimos anos.Já vi 22 filmes.

Nota 100:

Hannah e suas Irmãs.

Annie Hall

Crimes e Pecados

Match point

Todos Dizem Eu Te Amo(comprei essa semana !!)

Memórias

Interiores

  Outros :

Melinda e Melinda (6,5/10,0)

Dirigindo No Escuro(7/10,0)

Édipo Arrasado(8/10)

Trapaceiros(8/10)

O Escorpião de Jade(8/10)

Manhattan(9/10)

A Era Do Rádio(9/10) adoro este !!!...

Rosa Púrpura do Cairo(8,5/10)

Neblina e Sombras(9,5/10)...........incrível..muito lindo este.

Sonhos eróticos(7,5/10)

Tudo que vc Sempre Quis Saber Sobre sexo(5/10)

Zelig(9,5/10)

Simplesmente Alice(8/10)

Um Misterioso Assassinato em Manhattan(8/10)

Dorminhoco(7/10)

 

 

murilosimao2006-5-8 23:54:17
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Alguém mais detestou Dorminhoco ou foi só eu?? Por favor, eu preciso saber..smiley5.gif

pq eu amo Woody Allen, mas abomino esse filme...

Ao contrário eu acho muito engraçado e gosto dele.Muito comico o trabalho de cenografia e vestuários.Ele tinha de ter a comédia futurista dele e é até legal.
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Os que vi


Todos dizem eu te amo
Crimes e pecados (perfeito)
Contos de Nova York
A outra
Hannah e suas irmãs
A rosa púrpura do Cairo
Zelig
Sonhos eróticos numa noite de verão
Manhattan (perfeito, o melhor)
Interiores
Noivo neurótico, noiva nervosa (perfeito) 
A última noite de Boris Grushenko (uma das melhores comédias que existem na minha opinião)
O dorminhoco
Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo mas tinha medo de perguntar (extremamente hilariante)

Pois é, na verdade adoro quase todos que vi.

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Os meus preferidos são Zelig e o Dorminhoco. Algumas frases memoráveis neste filme:

"Eu não acredito em Deus, eu acredito numa forma de consciência superior que está disseminada em todo o universo, exceto em certas regiões de New Jersey".

 

"

  - Eu estive congelado durante dois séculos

  - Quer dizer que você não faz sexo há 200 anos? 

  - 204 se contar o meu casamento.

"

smiley36.gifsmiley36.gifsmiley36.gif

 

Folco Gamgee2006-5-9 2:11:3
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Alguém mais detestou Dorminhoco ou foi só eu?? Por favor' date=' eu preciso saber..smiley5.gif
pq eu amo Woody Allen, mas abomino esse filme... [/quote']

Não chego a detestar, mas acho, de longe, o mais fraquinho e enjoado dele. Mas deu vontade de rever. Talvez eu passe a gostar ainda menos. smiley36.gif

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Já assiti vários filmes do Woody...este último Match Point foge um pouco da ótica... a não ser a comparaçãocom Crimes e Pecados...So vinha fazendo porcaria.. Como o escorpião de jade...trapaceiros e esse Melinda achei chatinho tb...O que mais gosto "A rosa Purpura do Cairo" O mais pesado "Interiores", o mais engraçado "Tudo que ce queria saber sobre sexo..."

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2005 - Ponto final- Match point (Match point)
2005 -
Melinda e Melinda (Melinda and Melinda)
2003 -
Igual a tudo na vida (Anything else)
2002 -
Dirigindo no escuro (Hollywood ending)
2001 -
O escorpião de jade (The Curse of the Jade Scorpion)
2000 -
Trapaceiros (Small Time Crooks)
1999 -
Poucas e boas (Sweet and Lowdown)
1998 -
Celebridades (Celebrity)
1997 -
Desconstruindo Harry (Deconstructing Harry)
1996 -
Todos dizem eu te amo (Everyone Says I Love You)
1995 -
Poderosa Afrodite (Mighty Aphrodite)
1994 -
Tiros na Broadway (Bullets Over Broadway)
1993 -
Um misterioso assassinato em Manhattan (Manhattan Murder Mystery)
1992 -
Maridos e esposas (Husbands and Wives)
1992 - Neblina e sombras (Shadows and Fog)
1990 -
Simplesmente Alice (Alice)
1989 -
Crimes e pecados (Crimes and Misdemeanors)
1989 -
Contos de Nova York (New York Stories) (3º Conto)
1988 -
A outra (Another Woman)
1987 - Setembro (September)
1987 -
A Era do Rádio (Radio Days)
1986 -
Hannah e suas irmãs (Hannah and her Sisters)
1985 -
A rosa púrpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo)
1984 -
Broadway Danny Rose (Broadway Danny Rose)
1983 -
Zelig (Zelig)
1982 -
Sonhos eróticos numa noite de verão (A Midsummer Night's Sex Comedy)
1980 -
Memórias (Stardust Memories)
1979 -
Manhattan (Manhattan)
1978 - Interiores (Interiors)
1977 -
Noivo neurótico' date=' noiva nervosa (Annie Hall)
1975 -
A última noite de Boris Grushenko (Love and Death)
1973 -
O dorminhoco (Sleeper)
1972 - Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo mas tinha medo de perguntar (Everything You Always Wanted to Know About Sex But Were Afraid to Ask)
1971 -
Bananas (Bananas)

[/quote']

Os grifados em Vermelho eu assisti.

Só de pensar que ainda faltam tantos filmes deste genial diretor para assistir, entro em pânico! smiley19.gif

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2005 - Ponto final- Match point (Match point)
2005 -
Melinda e Melinda (Melinda and Melinda)
2003 -
Igual a tudo na vida (Anything else)
2002 -
Dirigindo no escuro (Hollywood ending)
2001 -
O escorpião de jade (The Curse of the Jade Scorpion)
2000 -
Trapaceiros (Small Time Crooks)
1999 -
Poucas e boas (Sweet and Lowdown)
1998 -
Celebridades (Celebrity)
1997 -
Desconstruindo Harry (Deconstructing Harry)
1996 -
Todos dizem eu te amo (Everyone Says I Love You)
1995 -
Poderosa Afrodite (Mighty Aphrodite)
1994 -
Tiros na Broadway (Bullets Over Broadway)
1993 -
Um misterioso assassinato em Manhattan (Manhattan Murder Mystery)
1992 -
Maridos e esposas (Husbands and Wives)
1992 - Neblina e sombras (Shadows and Fog)
1990 -
Simplesmente Alice (Alice)
1989 -
Crimes e pecados (Crimes and Misdemeanors)
1989 -
Contos de Nova York (New York Stories) (3º Conto)
1988 -
A outra (Another Woman)
1987 - Setembro (September)
1987 -
A Era do Rádio (Radio Days)
1986 -
Hannah e suas irmãs (Hannah and her Sisters)
1985 -
A rosa púrpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo)
1984 -
Broadway Danny Rose (Broadway Danny Rose)
1983 -
Zelig (Zelig)
1982 -
Sonhos eróticos numa noite de verão (A Midsummer Night's Sex Comedy)
1980 -
Memórias (Stardust Memories)
1979 -
Manhattan (Manhattan)
1978 - Interiores (Interiors)
1977 -
Noivo neurótico, noiva nervosa (Annie Hall)
1975 -
A última noite de Boris Grushenko (Love and Death)
1973 -
O dorminhoco (Sleeper)
1972 - Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo mas tinha medo de perguntar (Everything You Always Wanted to Know About Sex But Were Afraid to Ask)
1971 -
Bananas (Bananas)

 

os grifados em azul eu assisti... e ja li 2 livros dele tb

artemis_delarge2006-10-13 23:00:48
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Gostei muito do recente Match Point e adorei Poderosa Afrodite! Pena que assisti muito nova... com uns 11 anos, talvez... e não devo ter entendido metade das piadas-de-duplo-sentido/de-cunho-sexuall. Mas lembro de ter rido muito mesmo assim... tanto que lembro as cenas até hoje... e nenhum filme dele me fez rir como tal.

 

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  • 2 months later...

 

Reportagem do Denver Post sobre a atual fase do mestre.

 

 

Woody Allen redescobriu a sua agilidade como

diretor

Lisa Kennedy

The Denver

Post

 

"E quanto a mim? E quanto ao vizinho na porta ao lado?... Não há nenhum problema quanto ao fato de eu ter que morrer?"

 

Esta é a questão melancólica que o fantasma de uma mulher idosa apresenta ao seu assassino no filme "Ponto Final" ("Match Point", Inglaterra/EUA/Luxemburgo, 2005), que estreou no inverno passado do Hemisfério Norte, obtendo aclamação dos críticos, e se revelando o maior sucesso de bilheteria de Woody Allen em décadas.

 

 

Reuters - 24.jul.2006  
Woody Allen com Scarlett Johansson, musa

de dois de seus últimos

longas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É um momento de um ace, um exemplo daquilo que poderia ocorrer se Sófocles

concedesse um serviço a Venus Williams. É verdade que o assassino, um

profissional do tênis, tenta responder a pergunta da mulher com um topspin, mas

trata-se de uma tentativa moral fracassada.

 

Uma aparição também se

materializa para roubar a ação em "Scoop" (EUA/Reino Unido, 2006). A comédia

rápida de mistério e assassinato dirigida por Allen estreou na última

sexta-feira, estrelando Allen, a líder do seu "Ponto Final", Scarlett Johansson

e Hugh Jackman.

 

E, assim, uma pergunta natural -- ou seria sobrenatural?

-- surgiu durante uma recente conversa telefônica com Allen, que está filmando o

seu terceiro trabalho consecutivo em Londres.

 

Você acredita em

fantasmas?

 

"Não", respondeu o diretor e roteirista de filmes tão

marcantes como "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" ("Annie Hall", EUA, 1977) e

"Crimes e Pecados" ("Crimes and Misdemeanors", EUA, 1989), e tão modestos como

"Simplesmente Alice" ("Alice", EUA, 1990).

 

"Foi algo estritamente

científico. Não tenho paciência para com fenômenos sobrenaturais, ou cristais,

ou astrologia, ou percepção extra-sensorial, ou qualquer coisa do gênero. Acho

que tudo isso não passa de bobagem."

 

Desculpem a tautologia, mas há algo

de uma natureza tranqüilizadora alleniana na resposta de Allen.

 

Não se

trata apenas dos ritmos inconfundíveis do homem de 70 anos, cuja voz e fraseado

esquisito faz parte da nossa realidade há cinco décadas. Por exemplo, após pegar

o fone, Allen me aconselhou: "Fale claramente porque os telefones nesta casa não

são suficientemente articulados".

 

"É a idéia de que o uso de um artefato

artístico tem uma função científica. É divertido utilizar isto em histórias

ficcionais", disse ele. "Mas, na vida real, sou um humanista teimoso, prático,

científico e secular."

 

Desde "Melinda e Melinda" ("Melinda and Melinda",

EUA, 2005), do ano passado, o humanista secular parece ter redescoberto a sua

agilidade como diretor. É tentador localizar um renascimento criativo na

produção recente de Allen -- até mesmo no erro intencional de "Scoop". Afinal,

os diretores de cinema freqüentemente fazem trabalhos impressionantes nos seus

últimos anos de produção.

 

Então a idade modificou a forma como ele faz

cinema?

 

"Vejo isso de forma diferente", diz Allen. "Durante muitos anos,

na verdade décadas, sem tentar, fiz um filme por ano. Agora estou fazendo um

filme em Londres. Editarei este filme de maneira bem rápida. Depois ficarei por

aí e, depois de uns dois meses, farei um outro filme porque é assim que as

coisas acontecem."

 

Ele diz que se concentra na idéia que o atrai no

momento. Os seus filmes muitas vezes contam com as preocupações e gestos

recorrentes encontrados nos trabalhos dos escritores prolíficos de contos. Ele

revisita. Ele revisa. Ele reconta a partir de uma nova perspectiva.

 

"As

platéias gostam de alguns trabalhos. De outros não. Creio que alguns deles são

bons, e que as platéias e os críticos não foram justos. E às vezes os críticos e

as platéias são excessivamente generosos para comigo. O filme que faço agora

poderia ser maravilhoso ou catastrófico. Se essa idéia for realmente tão

dramaticamente interessante quanto eu acho que ela é, então ela deveria entreter

bastante as pessoas. Mas se eu adivinhar erradamente, ou se executá-la mal, não

haverá sucesso."

 

Ele faz uma pausa. "Mas eu sou a mesma pessoa imatura

que era com vinte e poucos anos."

 

Allen acaba de concluir a segunda

semana do drama que está filmando em Londres. O lançamento está programado para

o verão de 2007.

 

Ao contrário do que ocorre em "Scoop", ele não atua no

novo filme.

 

"Sempre é mais divertido quando eu não apareço no filme", diz

ele, embora alguns dos seus melhores filmes mostrem evidências contrárias. "Eu

não preciso fazer a barba todos os dias. Posso relaxar. A responsabilidade de

atuar recai sobre as outras pessoas. Se eu consigo bons atores, algo com que fui

abençoado neste filme, eles fazem com que o meu material tenha uma aparência

realmente boa. Quando você é norte-americano e ouve ingleses interpretando o seu

material, isso realmente soa como um milhão de dólares."

 

Game. Set.

"Match Point".

 

Uma história de riqueza, desejo, ambição e, sim,

assassinato, "Ponto Final" foi um entretenimento de verdade para a platéia e

apresentou uma trama intrincada de uma forma que agradou aos críticos.

 

O

filme deu ouvidos aos dilemas éticos que Allen explorou em "Crimes e Pecados".

Mas pairando acima disso havia também o espectro de um clássico norte-americano

bem diferente deslocado para o ambiente da classe alta britânica, "Um Lugar ao

Sol" ("A Place in the Sun", EUA, 1951).

 

Em "Ponto Final", Allen capturou

Scarlett Johansson sob uma ótica diferente. A sua personagem Nola começa como a

mais agradável das consumidoras. E a direção da perseguição romântica parece

bastante óbvia: Smitten Wilton (Jonathan Rhys Meyers) continuará com a sua

perseguição intensa até destruir a vida suntuosa que conquistou. Mas quando Nola

fica grávida, a beleza é transformada em uma besta problemática necessária, não

muito diferente da personagem Shelley Winters no clássico de George Stevens,

baseado em "Uma Tragédia Americana", de Theodore Dreiser.

 

Todos os que

testemunharam a interação entre Allen e a sua estrela durante "Ponto Final"

disseram a Allen que ele deveria fazer algo com Johansson, que à época tinha 19

anos.

 

"Eu fazia piadas constantes com Johansson, e ela sempre foi mais

engraçada que eu. Toda vez que eu brincava com Johansson, ela me superava, e

sempre fazia grandes observações de maneira fantástica. Assim, pensei comigo

mesmo, 'É verdade, esta menina é realmente um talento cômico'. Adoro mostrar as

pessoas o quanto ela é agradável."

 

Em "Scoop", o lendário copista da

Fleet Street, Joe Strombel (Ian McShane) está em um barco que navega lentamente

para o Hades quando ouve aquilo uma dica que teria garantido o maior furo

jornalístico de toda uma vida profissional. Sujo de tinta até mesmo neste amargo

além, ele descobre a forma de passar essa dica a uma médium improvável, a

estudante de norte-americana de jornalismo representada por Johansson.

 

Se

a personagem anterior de Johansson, Nola, mergulhava na histeria, a sua Sondra

Pransky, de "Scoop", mostra coragem e insolência.

 

Allen faz o papel de

Sid Waterman, aliás, Splendini, um mágico norte-americano que gosta de dizer aos

seus voluntários frases leves, lisonjeiras e aduladoras enquanto os conduz para

uma grande caixa. É nessa caixa que Strombel encontra Pransky.

 

Allen

admite que se arriscou ao empurrar Johansson rumo à frivolidade. "Com bastante

freqüência temos algo que é bastante engraçado fora da tela, mas que quando é

filmado se torna muito desagradável", explica o diretor. "Esta poderia ser uma

dessas coisas engraçadas para mim, para a equipe e para Scarlett, mas bastante

irritante para o resto do mundo. Mas não creio que o resultado tenha sido tão

ruim. Scarlett é indestrutível, não importa o que solicitemos que ela faça. Ela

é um talento tão grande quanto foi, ou é, Diane Keaton."

 

Olhando em

retrospectiva para "Melinda e Melinda" é possível agora adivinhar a composição

de uma maravilhosa, apesar de acidental, trilogia.

 

A comédia-tragédia

reconta a história de amor de Melinda sob duas óticas, a da tragédia e a da

comédia.

 

Tendo Johansson como a personagem constante e a alta-sociedade

britânica como pano de fundo, "Ponto Final" e "Scoop" atacam o assassinato e a

classe social a partir do túmulo, assim como o ponto de vista dos

estúpidos.

 

Uma trajetória similar do sério ao idiota ocorreu na transição

que levou Allen do brilhantemente seguro de si "Crimes e Pecados" a "Assassinato

Misterioso em Manhattan" ("Manhattan Murder Mistery", EUA, 1993), que estrelou

Allen e Keaton. Pense nisso como em "Janela Indiscreta" ("Rear Window", EUA,

1954) de Alfred Hitchcock recontado como uma comédia com dois detetives casados

trapalhões. À época, "Assassinato Misterioso em Manhattan" gerou críticas

mistas.

 

Mas Allen gosta muito de agradar a si próprio. E a sua postura

faz com que ele revele independência de uma forma que muitos diretores jovens

invejariam, e com a qual aprenderiam.

 

"Quando fiz 'O Que é Que Há,

Gatinha?' ("What's New Pussycat", EUA, 1965), aquele foi um sucesso enorme", dez

ele sobre a comédia de 1965. "Eu escrevi o roteiro, mas não fui o diretor. E

acabei sendo humilhado pelo trabalho. Achei horrível, entendi que eles haviam

destruído o meu roteiro. Mas todos foram ao cinema assistir ao filme. Ele não me

deu prazer algum. Por outro lado, fiz filmes que os críticos ou o público

detestaram, mas dos quais eu gostei. E eu tive algum prazer com

isso".

 

Por falar em independência, talvez nenhum outro diretor tenha sido

usado com tanta freqüência como adaptador para cineastas jovens e

idiossincráticos. Lembram-se de quando Spike Lee foi apresentado como o Woody

Allen negro?

 

Assim, como é que o artigo genuíno se sente com relação a

isso?

 

"Eu me lembro de ter conversado certa vez com Martin Scorsese. Eu

lhe dizia - e não por falsa modéstia, mas apenas por uma questão de observação -

que sentia que não influenciei ninguém. Marty influenciou incontáveis pessoas.

Todo cineasta que surge procura fazer filmes como Marty, seja Spike Lee ou até

mesmo diretores mais velhos, como Brian de Palma, sejam brancos ou negros. Todos

foram influenciados por ele. O que é uma prova da sua grandeza, e creio que isso

é muito legal."

 

A seguir, este diretor que é clarinetista faz uma

analogia que nos lembra de novo como ele é um mantenedor e modificador das artes

norte-americanas, das piadas de vaudeville aos truques de Catskill e às notas de

jazz e blues.

 

"Bud Powell, o grande pianista, influenciou todos que

vieram depois dele", argumenta Allen. "Thelonious Monk, que era um pianista

perfeito, não influenciou ninguém. Sinto que me encaixo nesta categoria. Fiz

alguns trabalhos bastante decentes, mas eles nunca tiveram influência. Enquanto

ele faz uma pausa, eu penso em como adoro Monk.

 

"And on that cheerful

note..."

 

Big One2006-7-30 8:39:17

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woody allen com toda certeza um gênio.

se eu fosse fazer um top 10, ficaria mais ou menos assim:

01. crimes e pecados.
02. match point.
03. annie hall.
04. manhattan.
05. a última noite de boris grushenko.
06. a outra.
07. hannah e suas irmãs.
08. melinda e melinda.
09. zelig.
10. interiores.

os 6 primeiros são obras-primas. a última noite de boris grushenko é uma das melhores comédias que existe, assim como a outra é um dos filmes mais subestimados que já vi.

 

Estou apaixonado pela cena do planetário em "Manhattan". smiley19.gif

E que fotografia é aquela!? smiley4.gif

sensacional, né, serge? eu sinceramente acho uma das melhores fotografias que já vi. está entre as minhas 3 preferidas, com certeza.

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