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Chappie, dir Neil Blomkamp (2015)


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Chappie é uma extensão de um curta-metragem de Blomkamp chamado “Tetra Vaal” produzido em 2004 (assista abaixo).

O filme vai contar a história de um robô que é roubado por dois bandidos locais que querem usá-lo para cometer crimes. O filme será estrelado por Sharlto Copley como a voz de Chappie, e Ninja e Yolandi Visser como os dois bandidos.

Chappie deve estrear no dia 6 de março de 2015.

 

 

ads_chappie.jpg

 

Trailer

 

Curta Metragem

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  • 3 months later...

 

ALIEN | NEILL BLOMKAMP DIZ QUE AINDA PODE DIRIGIR FILME COM SIGOURNEY WEAVER

 

Diretor criou história e artes conceituais por conta própria

11/02/2015 - 12:34 - NATÁLIA BRIDI

alien_caQPcms.jpg

Neill Blomkamp ( Distrito 9  Elysium  e do ainda inédito  Chappie ) falou ao Collider   sobre as artes conceituais de um misterioso novo filme de  Alien que o diretor publicou no Instagram e no Twitter no mês passado.

"Há uma razão. Eu queria fazer aquele filme. Talvez eu ainda faça aquele filme. Pode acontecer. Mas eu fiz no meu tempo livre. Como quando Chappie estava indo para a pós-produção e eu tinha tempo, comecei a trabalhar nisso. Foi também por falar com Sigourney Weaver  durante as filmagens de Chappie. Quero dizer, fiz perguntas sobre Alien o tempo todo. Alien e Aliens são os meus filmes favoritos. Então eu genuinamente queria fazer aquele filme. Criei a história, criei muito mais do que aquilo que divulguei e nunca falei com a Fox oficialmente sobre isso, mas eles queriam fazer. Então toquei no assunto e não sabia o que fazer e não sabia se eu simplesmente ia deixar de dirigir por um bom tempo e pensei 'posso muito bem soltar umas artes'. Mas talvez eu faça o filme. Não sei. É nesse ponto em que estamos", explicou o diretor.

http://omelete.uol.com.br/filmes/noticia/alien-neill-blomkamp-diz-que-ainda-pode-dirigir-filme-com-sigourney-weaver/

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  • 2 months later...

vixe.....deram 6 de 10....

sera q Boomkamp tera o mesmo destino q Shyliaman

 

 

 

Crítica | Chappie
Publicado em 14/04/2015 por Pablo R. Bazarello
 
 
CinePop-11-650x400.jpg
NOTA6.0
Um Robô em Curto Circuito

Chappie é o novo filme do cineasta Neill Blomkamp, um dos nomes atuais referência no cinema de ficção científica. O cineasta sul africano começou a carreira como técnico em efeitos visuais no final da década de 1990. Em 2004 dirigia seu primeiro curta-metragem. Mas foi em 2009 que realmente teve sua presença notada no mundo da sétima arte, quando entregou Distrito 9 (com o aval do prestigiado Peter Jackson, produtor da obra), uma das ficções científicas mais chamativas dos últimos vinte anos. Com forte teor social,Blomkamp (também o roteirista) criava uma invasão alienígena diferente, mais inclinada a apontar para a segregação racial em Joanesburgo.

A produção foi um enorme sucesso e colocou o nome de Blomkamp no mapa com quatro indicações ao Oscar – incluindo roteiro para o diretor e filme (no ano em que as portas foram abertas para dez filmes). O próximo projeto do cineasta era esperado com grande entusiasmo e ele viria somente em 2013. Elysium criou ansiedade e prenúncio para outra grande ficção científica recente. A ideia agora apostava na segregação de classes sociais: os ricos viviam isolados constando como 1% da população da Terra, enquanto o restante vivia no lixão que o planeta se transformou. Uma ideia promissora, que demonstra que sem um bom desenvolvimento não é possível manter uma boa premissa. Elysium desapontou mais do que emplacou, e o próprio Blomkamp andou se referindo negativamente à obra.

CinePop.jpg

Corta para dois anos depois, e o novo projeto do diretor aporta nos cinemas. Desta vez sem o hype do filme anterior – o que sempre é uma boa coisa, já que expectativa demais quase sempre leva à decepção. Mas o que realmente temos aqui? O que é Chappie e o que Blomkamp deseja dizer com ele? Ao contrário das duas primeiras obras do cineasta, seu novo filme parece não possuir o contexto político e social de costume, e ter apenas o entretenimento como ambição. E isso é uma coisa ruim? Não necessariamente. Apenas não é o esperado do diretor. Pode-se dizer também que Chappie é parte de uma trilogia, com todos os filmes centrados em uma Joanesburgo futurista.

Pegando emprestado de Robocop (1987), Um Robô em Curto Circuito (1986) e atéPinóquio (1940), Blomkamp cria Chappie, um filme sobre robôs policiais substituindo humanos e terceirizando a força policial da cidade. A OCP, quer dizer, a companhia que fornece tais produtos é chefiada por Sigourney Weaver – com quem o diretor trabalhará novamente em breve, no seu próximo projeto, um novo filme da franquia Alien. Em tal empresa dois engenheiros também lutam pelo controle criativo dos robôs. Dev Patel(Quem Quer Ser um Milionário?) e Hugh Jackman (o Wolverine) são os criadores de Robocop e ED 209, quer dizer, Chappie e MOOSE, respectivamente.

CinePop-21.jpg

O cientista interpretado por Patel está interessado, no entanto, em dar o passo além, criando um chip que trará inteligência para sua criação. Assim, o robô posteriormente chamado Chappie (abreviação para chapa ou chapinha, em inglês) é criado como uma criança humana, aprendendo coisas básicas, pensando e sentindo. O problema é que a criatura vai parar nas mãos de um grupo de criminosos, comandados pelo casal Ninja eYolandi, que deseja usá-lo para saírem de uma enrascada financeira. Talvez o fato mais curioso e interessante da obra seja o uso dos bizarros Ninja e Yolandi, vocalistas da banda sul africana de rap-rave Die Antwoord, interpretando a si mesmos (ou uma versão mais hardcore de si mesmos). Eles são os verdadeiros protagonistas do filme e cuidam também da trilha sonora.

Essa estranheza traz certo equilíbrio a um filme que poderia ser muito mais comum e mundano. Um filme que poderia seguir de perto a cartilha de obras assim (e o faz) não fosse o casal dissonante, que parece pertencer a outro filme, ou quem sabe a outro mundo. Sharlto Copley, ator fetiche de Blomkamp também está no filme, por mais que muitos não o encontrem. Ele interpreta Chappie, a voz e a captura de movimento do ser artificial, que não chega a ser tão adorável quanto planejado. O filme não marca um golaço para o diretor e sua virtude realmente é não mirar alto dessa vez. Entretém enquanto estamos assistindo, sem nunca decolar ou desapontar de fato. Agora é esperar pelo novo Alien.

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