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Forum Cinema em Cena

A Casa do Lago


Angelo Voorhees
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Esse filme tem um enorme buraco no roteiro que pode causar um loop temporal que resultaria no fim do universo...

 

 

spoilers...

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Se ele foi, de certa forma a causa dela ir para  a casa do lago, pq ela o viu sendo atropelado, se ela mandou a carta e ele não morreu, então ela nunca foi pra casa do lago... pior ainda... se ele não morreu, entao ele não saiu da casa pra deixar ela ir morar la... pq ele nunca recebeu as cartas dela e os dois nunca se encontrariam...

 

spoilers...

 

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Eu sabia que iriam tocar nesse assunto, da questão intertemporal. Como time's a-wastin', melhor colar o que escrevi no tópico do Filmes em Geral:

A Casa do Lago, de Alejandro Agresti. Esse me surpreendeu, e positivamente.

Créditos iniciais de bom gosto, enquadramentos muito bonitos - como na cena em que Alex e Kate se beijam pela primeira vez -, uma dupla de atores em sintonia e o mais importante: personagens que vão se descortinando aos poucos, de forma cadenciada e natural (demonstrando os acertos da montagem). O final decepcionou um pouco por apelar para fórmula já surrada, mas não tira o brilho.

Quem procurar furos na teoria intertemporal do filme vai encontrar muitos, mas as prioridades do diretor não estão nela. Melhor aproveitar toda a melancolia, o doce-amargo que o filme traz. Vale a pena.

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Sobre esses furos...é normal nesse tipo de filme.

Até De Volta para o Futuro também tem seus furos é o meu filme favorito.

 

Agora se gostei ou não?

Gostei muito.

Agora...qual o problema do final feliz?

Tá uma modinha chata agora ter achar que os filmes tem que ter um fim melancolico.

 

 

 

clark2006-9-2 18:46:31

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Fui assistir A CASA DO LAGO (The Lake House) porque um dos filmes que mais me comoveram em tempos recentes foi o argentino VALENTIN, de Alejandro Agresti, e o filme protagonizado por Sandra Bullock e Keanu Reeves era a primeira incursão de Agresti no mercado norte-americano.

Fiz um esforço grande para "entrar" na história do filme, entender a questão do tempo e tal. Não que eu esteja exigindo verossimilhança em excesso, longe de mim, mas muitas coisas nunca são explicadas e o roteiro é repleto de furos grotescos que acabam por impedir uma interação com os presonagens (como único exemplo/spoiller que eu citarei, vem o fato de ela sempre ir colocar cartinhas para um cara que ela não conhece e que supostamente vive em outra época _ela acaba por constatar isso mesmo_ em um ritmo diário, em um local distante, sendo que ela mora num grande centro, é médica e trabalha 30 horas seguidas, como ela mesma citou. Ou seja, além de se comunicar com alguém em um tempo diferente a personagem de Sandra Bullock se multiplica e é capaz de fazer 1000 coisas simultaneamente smiley5.gif).

 

Algumas partes interessantes (gosto da cena em que Bullock espera a resposta perto da caixa de correio da casa), planos bacaninhas, outros meio ridículos (a árvore aparecendo do nada é tosqueira total), Reeves fraco como de costume, Sandra bem, mas nada demais...filme sem nexo e incapaz de despertar relação com o público (ao menos comigo). Não é nenhuma bomba, mas é uma estréia sem graça para Agresti. Melhores ventos em próximas viagens!

 

 

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Contém spoilerssss

Mais um filme, com uma ropua nova,mas o esqueleto igual aos demais românticos. Ruim por isso?

Não achei. Gostei do roteiro (mesmo com o final adocicado), com o paralelismo do tempo entre os personagens e a boa e velha química entre Sandra Bullock (como ela ficou bela com cabelos curtos) e Keanu Reeve (apesar de agora ser rotulado como Neo de Matrix).

Descobri desde o início que aquele atropelamento era do personagem de Keanu. Uma cena necessária, mas para estava ligado já descobria toda história do filme em apenas 15 minutos.

Gostei daquela casa do lago. Putz, moraria numa casa daquela com certeza.

Nota do Filme (0 a 10): 8

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  • 2 weeks later...

Sei não se vou ver esse filme... depois de tantos elogios06

 

Parece que a moda agora é final feliz no cemitério. 11

 

Os finais felizes dos filmes românticos ou não nunca me afetaram, sei que é bobagem, mas a maioria das pessoas desejam esse final feliz e convenhamos,  como o filme se paga se não agradar a maioria, se torna um mal negócio.
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O filme tem três grandes problemas: Keanu Reeves, Sandra Bullock, e o roteiro.    Todos péssimos.

 

Mas ainda assim é um ótimo filme. A direção do Alejandro Agresti é maravilhosa e incrivelmente ousada.

 

Adorei alguns exibicionismos cinemáticos sem propósitos. Por exemplo, a cena em que a câmera acompanha o irmão do Keanu Reeves no hotel, e quando esse sai do hotel por uma porta giratória, a câmera se torna a porta giratória, faz uma volta completa e pára onde possa ver o Keanu Reeves e seu irmão se abraçando.  SENSACIONAL.

 

E a sequência toda da conversa entre o Keanu Reeves e a Sandra Bullock, que depois resulta na dança e no primeiro beijo também é maravilhosa. Além de mostrar o quão ousada é a direção aqui para um filme do gênero. Eles começam conversando de costas para câmera (referência a Godard, han han?), depois corta para eles de frente, e eles continuam conversando durantes uns dois minutos sem cortes, e depois tem a sequência da dança e do beijo, uma das mais lindas cenas do ano.

 

E a trilha sonora também é ótima. O filme é muito bom, mas é uma pena o roteiro ser tão bobo e furado, e o elenco ser encabeçado por dois dos piores atores da atualidade.
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Finalmente pude ver A Casa do Lago nos cinemas. Como tem poucas cópias no Brasil o filme demorou para chegar ao interior, porém está fazendo sucesso, merecido. A história pode até ser por muitos considerada boba e implausível, principalmente se formos computar a questão da caixa postal mágica e o lapso temporal (melhor nem começarmos a discutir paradoxos...), mas não era esse o ponto central do filme, de forma que já no começo praticamente todo mundo sabe o que vai acontecer. O tema principal do filme é a solidão, a falta de comunicação e contato que o ser humano tem um com o outro em nossa época de vida agitada e contatos tão impessoais, como e-mail. Hoje estamos perto de todo mundo e nem por isso nos sentimos menos solitários. E os dois protagonistas personificam essas pessoas, ainda jovens, bem sucedidads, promissoras, mas que ao mesmo tempo não tem rumo, não se encontram.

A leitura das cartas, a forma como lentamente o diálogo vai ficando mais íntimo é algo realmente fascinante. A forma como Alejandro Agresti filmou as cenas deixa tudo muito mais dinâmico, como se ambos estivessem ali, frente a frente. O bom gosto da trilha sonora e da fotografia também encantam.

Para mim, que discordo de algumas opiniões sobre os atores, eles são o ponto forte do filme. Agresti conseguiu transformar as duas figuras tão já estigmatizadas de Keanu e Bullock (ele por causa dos filmes de ação e ela por suas personagens mais cômicas e sem afetação) em duas pessoas maduras e sensatas,  solitárias e melancólicas, porém sem deixar ambos cairem na pieguice e no exagero. São  pessoas discretas, normais, como encontraríamos em qualquer lugar. Passam naturalidade e, mais importante, são críveis.

Sinceramente eu ando cheia de over acting. Parece que somente o excesso de expressividade e dramaticidade é tido como sinal de atuação. Na minha opinião é bem o contrário. A Kate de Bullock é uma mulher frustrada e reprimida e realmente nos passa isso. O Alex de Keanu personifica o herói romântico que as mulheres sonham, mas sem exagero. É um gentleman, não um príncipe. Ele é capaz de esperar a mulher de seus sonhos, mas sabemos que nesse caminho ele continuaria levando sua vida normalmente. Gostei muito da interação de ambos com os personagens coadjuvantes, como Kate e sua mãe e principalmente da tensão entre Alex e seu pai, um relacionamente forte e reprimido, evidente nas cenas em que que Alex timidamente observa o  pai dormir,  ou quando chora vendo a foto antiga. Recentemente li o review  da revista Salon em que a jornalista falava da atuação sempre tão subestimada de Keanu Reeves. Ela comenta que homens, com raras exceções, nunca choram abertamente, sempre tentam esconder-se e essa é uma característica natural deles. E naquela cena ele agiu exatamente dessa forma, engolindo o choro e o espectador sente-se realmente desconfortável com isso por que a idéia do homem chorar ainda é incômoda e ele nos faz sentir como intrusos dentro daquela casa, como se estivessemos realmente invadidndo a privacidade de alguém que não quer ser visto em um momento de fragilidade. Em vários momentos me senti dessa forma no filme, como se invadindo a privacidade deles, o que mostra a humanidade com que esse dois personagens foram construídos.

Por fim,  é muito bom ver na telona dois quarentões que, embora lindos, possuem marcars da idade sim, que se comunicam com inteligência e maturidade, que se apaixonam sem se verem em um filme que se concentra em explorar os sentimentos além do desejo físico. A prova é a bela cena em que dançam e  se beijam pela primeira vez, sem um pingo de apelação e ainda assim uma das mais sensuais do ano.  Um filme para colocar na coleção de DVDs, sem dúvida. 10

E que se danem a lógica e os paradoxos! All we need is love! 06

 

 

 
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Oi Alexei, obrigada pelo elogio! 02 Realmente, gostei muito do filme, com uma história que diz mais para a gente do que parece na superfície e que não se preocupa em nos explicar relativismos ou teorias temporais... apenas que as vezes o destino nos coloca em "tempos" (situações) diferentes mas que, se tem que ser, a espera vai valer a pena.


Li uma curiosidade no board do IMDB que não sabia: que o beijo no final é exatamente igual ao beijo de Cary Grant e Ingrid Bergman  em Notorius, o filme que Kate aparece assistindo em algumas cenas.  10
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Disponha! Essa do beijo final eu não sabia. O filme é repleto de referências, mais literárias do que cinematográficas, mas eu nem lembrava dessa...

 

É interessante como o diretor consegue transmitir a idéia de que Alex e Kate têm muita química quando Reeves e Bullock têm tão pouco tempo juntos na tela. Fora aquela seqüência muito bonita da dança e do beijo, ele só se encontram ao final mesmo. Mas passam, o tempo todo, a sensação de que foram realmente feitos um pro outro. Méritos não só do diretor, mas dos atores também.

 

O filme é muito charmoso. E seu comentário está concorrendo ao prêmio Pablito de Ouro. Votei nele.
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Boa noite turma!

 

 

 

A casa do Lago afundou na minha opinião, um roteiro regular, um nome bonitinho e uma interpretação bem natural de Keanu Reeves que sem o computador não consegue desenvolver uma boa interpretação e a Sandra Bullock é isso mesmo, ela não tem condições técnicas de ir alem de boas interpretações, eu gosto dela, mas ela não vem convencendo há muito tempo.

 

 

 

T+! 16.gif

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  • 2 weeks later...

Assisti na quinta-feira...

 

9,0
Gostei... Muito gostoso de se assistir, mas o final é previsivel... Deixa a sensação de que tinha que acabar assim, soa forçado, sei lá... Mas, o filme te deixa na espectativa, eu fiquei perdida várias vezes, mas o filme é muito romantico, Alex é muito romantico e quando chega a hora da Kate retribuir, ela faz isso de uma ótima maneira... A única coisa realmente desconfortável é o final... Sem contar que o filme se perde muito com relação ao efeito borboleta...
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  • 1 month later...

A CASA DO LAGO 7/10 - Gostei da Sandra Bullock ( é sempre bom vê-la em cena fazendo um trabalho autêntico de atriz, interpretando uma pessoa real, uma mulher de verdade, sem esteriótipos ou trejeitos que de uma certa forma a caracterizam no cinema ), gostei do Keanu Reaves ( é bom ver o "Mr. Ice" fazendo uma atuação "clean" e nos convencendo de que se trata de um ator, mesmo limitado, capaz de soar natural, talvez seja o seu melhor trabalho desde sempre ... ) e gostei do filme de uma maneira geral, mas não foram poucas as vezes que a razão acabou superando o apelo emocional da história ( nada impedia que ele a encontrasse onde ela dizia estar no passado e as sub-tramas dos personagens não convenceram muito, apenas a relação pai e filho, mas nem sempre de maneira satisfatória ), o que atrapalha um pouco a "diversão", mas uma das coisas que mais me chatearam foi a necessidade do roteiro em fazer com que algumas situações ficassem incompletas e sofressem um corte sem muita explicação ( o atropelamento, a traição no aniversário ) apenas para que posteriormente soubéssemos que se trata da dinâmica do relacionamento do casal ... como assisti sozinho, saí do cinema com uma vontade louca de ligar pra minha namorada ... para um filme ter provocado essa situação é pq funcionou apesar de algumas falhas ( o beijo deles no final foi bem sem graça, bem "xoxo" )...

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