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Forum Cinema em Cena

Indiana Jones

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Everything posted by Indiana Jones

  1. Remoendo o filme durante todos esses meses (ainda não revi). O que me incomoda continua sendo o desfecho, que praticamente joga no lixo a essência do Batman. Na cena do jatinho de Batman Begins, citada por Nolan como a gênese do final, Wayne chega à conclusão de que precisa se transformar num símbolo. Ok, maravilhoso, não é? O problema é que Nolan deixa claro (assim como nos filmes de Burton e nos melhores momentos do personagem em outras mídias) que a verdadeira persona não é o Batman, que seria a resposta mais "legal", mas Bruce Wayne (mas não o playboy que ele mostra a todos). É sua humanidade e integridade que tornam o Batman algo mais que um mero justiceiro. O Batman é um símbolo sim, mas não algo que possa ser passado a outras pessoas. Não é necessário ele se sacrificar e passar o manto para um policial sem qualificações nenhumas para isso. Lembremos também do árduo treinamento e dos sete anos (algo em torno disso) de treinamento físico e mental de Wayne. São todas essas qualificações (únicas de Bruce Wayne) que o tornam Batman. Consideremos também que é de uma irresponsabilidade tamanha passar o manto para o Robin, já que isso jogaria mais uma vez no lixo seu "sacrifício" final por Gotham. Ou ninguém se sentiria enganado por uma pegadinha do Mallandro quando Blake aparecesse mais uma vez como Batman? "Ops, ele não tinha morrido? O otário enganou todo mundo!". Fora que Wayne foi de uma canalhice sem precedentes ao se aposentar e deixar a cidade (que parece ser um chamariz de vilões bizarros) à mercê de futuras ameaças ("ah não, agora todo mundo aprendeu com o exemplo dele"). O que me faz pensar que talvez Nolan deveria voltar à série, com Wayne percebendo que é único no posto, consertando essa burrada. Ideia impossível a minha, claro (e estamos na Era dos Reboots, com lixo atrás de lixo). PS: lembremos ainda do modelo máximo utilizado pelo filme: Rocky III. Tem a porra da estátua no final.
  2. Pra quem se interessa (o que não é o meu caso), o Pablito detonou Lincoln no twitter. Chamou de hagiográfico e blá blá blá. Claro que ele já tinha uma concepção prévia do filme, por simplesmente parecer cool e intelectual ao meter o pau no Spielberg.
  3. Necessária, mas ainda muito conservadora no Brasil. Mas é bem justa se comparada com países como França e Itália, que dão censura livre para Era uma Vez na América e Os Infiltrados (vide IMDb), ou a China, que censura qualquer bobagem.
  4. Pesquisei um pouco mais sobre o assunto. Não há como saber com certeza se um filme foi bem-sucedido. Os números do orçamento e da bilheteria não são divulgados com precisão. Varia também o contrato de cada filme. Esses contratos em geral são mais generosos para o estúdio do tocante à bilheteria americana e à primeira semana (ou fim-de-semana) de estreia. Resumindo... é melhor acreditar na palavra dos estúdio. Se não fizerem continuação alegando fracasso de bilheteria é porquê a recepção foi fraca. Claro que o estúdio pode fraudar seus números perante a imprensa e/ou ao governo (e provavelmente o faz). Consideremos ainda que a fatia do home video é cada vez maior, muitas vezes salvando a produção do seu fracasso nos cinemas.
  5. Não vi o filme ainda, mas... http://omelete.uol.com.br/tom-cruise/cinema/jack-reacher-o-ultimo-tiro-dificilmente-tera-continuacao/ Juro que não entendo essas contas dos estúdios. São absolutamente irracionais. Como um filme com orçamento de 60 milhões (e chutemos mais 60 marketing) precisa fazer pelo menos 250 milhões para ser considerado um sucesso? Lucro é lucro, a matemática é simples. Ou esses caras não se tocaram que estão no meio de duas crises fodidas (a econômica e a da própria indústria do cinema) e querem fazer a mesma grana dos tempos áureos?
  6. Nagisa Oshima http://www.guardian.co.uk/film/2013/jan/15/nagisa-oshima
  7. Sobre As Aventuras de Pi. Só eu fiquei incomodado com aquela fotografia? É tudo 100% CGI. Em nada justifica a indicação. Além do mais, a relação de aspecto mudar de 1.85:1 para outras, sem motivo aparente, é de um amadorismo gritante. Tudo chega ao cúmulo com a mudança grosseira para 2.35:1 na cena dos peixes pulando no barco (ok Jesus, eu entendi o paralelo, não precisa tacar um tijolo na minha cara)... com os peixes aparecendo nas tarjas pretas da imagem! Meu Deus do céu Ang Lee, para quê essa bobagem? Parecia efeito 3D de parque de diversão.
  8. Vai ficar de castigo: vai ter que ler todos os contos que o Pablo postou no blog. ******* Outro absurdo nas indicações foi o Desplat (que eu amo) por Argo, mas que apresentou um trabalho fraquinho. Aquele final clichêzento foi o cúmulo. Argo. Um filme que eu gostei muito e fiquei feliz de vê-lo nas premiações. Mas não consigo entender porquê está sendo tão endeusado. PS: ah, e como será triste ver Riva humilhada na premiação. Torço por um milagre aqui...
  9. John Ford tem 4 Oscars na direção.
  10. Pessoal, na boa: uma premiação que indica Stephen Daldry por qualquer porcaria merece respeito? Nunca foi uma premiação justa. Vemos isso esse ano com aberrações como a indicação de Alan Arkin (ops, cadê o Bryan Cranston?), a esnobada a Skyfall (um dos melhores do ano por unanimidade) e Holy Motors (claro, não são americanos, simples assim) e o oba-oba de Os Miseráveis, para citar os que mais me "irritaram" (não, não ligo para essa bobagem de premiação, mas acompanho). As 'surpresas', destoando do conservadorismo ferrenho, são Django Livre e Amor. O primeiro por não fazer o tipo básico dos indicados e o outro por ser estrangeiro. Mas nenhum que sejam surpresas, mas são bem-vindos por fugir do biotipo de sempre.
  11. Meu único problema com o filme é que ele atrasaria um provável Indiana Jones, prometido há alguns anos já. E, claro, prefiro Indy 5 a qualquer outro filme que o Spielberg tenha pela frente.
  12. http://omelete.uol.com.br/robopocalypse/cinema/robopocalypse-novo-filme-de-steve-spielberg-e-adiado-por-tempo-indeterminado/ Aêeê!!!! Será que cancelar essa bobagem significa Indiana Jones 5?
  13. Tenta dar um flush no dns, Soto. http://www.whatsmydns.net/flush-dns.html
  14. Não li Os Filhos de Húrin ainda, mas o relato apresentado em O Silmarillion revela um ser realmente grotesco. Daria um filmaço, ainda que seja um possibilidade remota. Sobre o 'jovem' Gandalf. Trata-se de um ser imortal da 'espécie' dos Ainur > Maiar. Surge com o nome de Olórin, antes da criação do mundo. Em tese, não tem uma forma física específica, seja ela humana ou não. Além do mais, não participa de nenhum dos eventos importantes antes de O Hobbit. É enviado à Terra-média no ano 1000 da Terceira Era (a de O Hobbit e O Senhor dos Anéis) como um membro da ordem dos Istari, os magos, composta por outros quatro membros, a fim de impedir o ressurgimento de Sauron (embora não possam enfrentá-lo diretamente, apenas aconselhando os outros povos). Todos tem aparência de senhores idosos, apesar de manterem a imortalidade da alma, e envelhecem ligeiramente ao longo dos anos. Até onde eu saiba, não há nada de relevante sobre o personagem antes desses eventos. Ele é apenas citado em poucas linhas no começo de O Silmarillion como o mais sábio e blá blá blá. Além do mais, ao contrário do que foi dito por McAvoy (ou seu agente cretino), a obra não é composta de poemas. A não ser, claro, que Peter Jackson transforme tudo num longa de ação com o jovem Gandalf (não utilizem outros nomes para não confundir o público) tomando o lugar dos demais heróis da narrativa, o que não seria muito difícil...
  15. Exato. Mas seria bacana ver pelo menos a queda de Númenor (aquele ataque a Valinor é provavelmente meu momento favorito da obra), a queda de Gondolin e Beren e Lúthien.
  16. Argo é um filme muito bom. O problema é que em nada justifica esse oba oba todo. Mas tem um "prólogo" estupendo; me lembrou a abertura de Munique do Spieberg.
  17. Exato. Não consigo entender porquê todos ficam presos a essa ideia de que a "mensagem" do filme é defendida pelo diretor (e pela obra em si). Toda a construção do filme é voltada para o personagem de Kevin Spacey, o seu fracasso absoluto em todos os aspectos da vida. O cara está no fundo do poço. O tema da pena de morte chega a ser secundário. É mera consequência das atitudes mostradas ao longo da narrativa. Juro que não consigo entender porquê o público insiste em encontrar uma mensagem em todo santo filme que assiste, ou até mesmo que a obra defenda um certo ponto de vista. O filme está lá para você ver o que quiser nele. Não é uma interpretação absoluta como "David Gale defende o fim da pena de morte a qualquer custo".
  18. Me preparando para ver o Roger Deakins quebrar a cara mais uma vez (por um possível preconceito contra o blockbuster 007)...
  19. Levando em conta, ainda, que o filme não é 3D nem Imax (no tocante à filmagem). Difícil uma produção "convencional" do ponto de vista técnico alcançar essa cifra.
  20. DNR pesadão mesmo? Dizem que diverge demais dos demais filmes do box.
  21. A pegada de Salles foi diferente do livro. Do jeito que Kerouac escreveu, não daria para filmar. O distanciamento causado pelo tempo mostrou que não havia tanta magia, como Kerouac escreve. O filme se baseia no On the Road publicado, no manuscrito original (praticamente todo o sexo presente no filme está lá) e na própria vida real. E o resultado é cruel. Até mesmo indigesto. Não vemos o Dean animado do livro ou a prosa romântica (e ao mesmo tempo, realista, claro) de Kerouac. Mesmo gostando do livro e considerando que o espírito do filme é diferente, gostei muito da obra de Salles. Manteve-se fiel ao livro, mas retirando os aspectos fictícios criados por Kerouac. Ainda assim, consegue manter o espírito do original... Parece contradição? Pois são exatamente esses sentimentos conflitantes que o filme me causou. Impossível de exprimir em palavras, mesmo não sendo uma obra-prima, mas me tocou profundamente.
  22. Um cara que eu aprendi a apreciar, mesmo sendo o mais fraco dos seis atores, foi o Lazenby. É um ator limitado, mas que funciona no contexto de OHMSS. O filme precisa convencer o público de que Bond é mais que um mero instrumento sexual para as mulheres: é um homem íntegro, gente boa e digno de casamento. Não consigo imaginar o Bond cínico do Connery e nem mesmo o bem humorado Moore se encaixando no filme do jeito que ele está. Comparando com os outros atores: Dalton é um tiozão que fica lendo Seleções quando chega do expediente; Brosnan segue a linha mais cínica (mas mais humana) de Connery; e Craig já mostrou que seu 007 é um cara duro demais para o casamento. Lazenby, mesmo com seu jeito toscão, cumpre bem o papel de ser o único Bond a se casar por justamente investir nas qualidades que levariam uma mulher a se interessar por ele (com o intuito de constituir família), algo ausente nos outros intérpretes. PS: Talvez eu tenha aceito melhor o Lazenby depois percebi que um amigo meu (um 007 da vida real, com resorts, carros importados, muita grana e mulheres ao redor) tem o mesmo jeitão do Lazenby em OHMSS (tosco, mas esforçado para agradar)
  23. Alguém sabe se o BD nacional do The Dark Knight de 2008 é simples ou duplo? Valeu!
  24. Os três filmes do Gilbert tem o mesmo roteiro. Vilão ricaço quer causar instabilidade global sequestrando veículos das superpotências. Naves em YOLT e M e navios em TSWLM.
  25. Lembrando que o Fincher trabalhou nos efeitos especiais do Retorno de Jedi e O Templo da Perdição, ambos pela ILM.
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