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CACO/CAMPOS

Garota Exemplar, Dir: David Fincher

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E o que vocês acharam da qualidade visual do filme?

Não entendo absolutamente nada da parte técnica, mas vi em uma sessão de cinemark normal e achei a imagem muito impressionante. Brilhante, com um HD fascinante, quase um 3d, tamanha a definição. Nenhum ruído característico de cinema na imagem.

Parecia que eu estava vendo um blue ray em casa numa tela gigante, tamanhã a qualidade da imagem.

 

 Achei a qualidade visual impressionante. O que dizer do caráter onírico e belo de Amy andando na chuva de açúcar? Ou um momento climax em frente a casa dos Dunn em que várias câmeras fotográficas disparam ao mesmo tempo? Fincher sempre foi muito atento a luz e os enquadramentos de seus filmes, e com esse filme não foi diferente.

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Eu entendo sua critica Scofied, na segunda vez que eu assisti, eu percebi que muita gente pode não gostar pelo seu tom arrastado.

Mas eu primo mais pelo conteúdo que o filme guarda, pelas experiências emocionais e introspectivas-reflexivas, cognitivas... do que pela agradabilidade, pela sua capacidade na dinamicidade em entreter-me. 

Achei sim melhor até do que Seven.

 

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Entendo. Só para você ter uma ideia e saber o tipo de construção perfeita para mim de personagens, cito todos os que compõem o clássico "Who's Afraid of Virginia Woolf?", que considero magnificamente interpretado (este sim, na minha humilde opinião, considero que todos os atores atingiram a quase perfeição), com um espectro absurdo reflexivo e um roteiro extraordinário.  Não precisava chegar em um nível tão alto, porque para mim esse é um extremo onde tudo funciona mas eu procurei algo tão diferente ou original em Gone Girl que me deixasse maravilhado como você e não achei. Eu ficava pensando: "tá, eu entendi que isso é uma crítica a isto, mas o que o filme traz de curioso a respeito?" - e acabava me frustrando porque eu esperava do Fincher muito mais.

Talvez eu tivesse admirado se não houvesse tanta expectativa.  : /

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Eu entendo sua critica Scofied, na segunda vez que eu assisti, eu percebi que muita gente pode não gostar pelo seu tom arrastado.

Mas eu primo mais pelo conteúdo que o filme guarda, pelas experiências emocionais e introspectivas-reflexivas, cognitivas... do que pela agradabilidade, pela sua capacidade na dinamicidade em entreter-me. 

Achei sim melhor até do que Seven.

 

 

 

 

 Pô, eu não achei o filme nada arrastado. Pra mim é uma montanha russa emocional que inclusive transita entre subgêneros com uma elegância incrível. A forma como vai apresentando as camadas reais e fictícias de cada personagem é extraordinária. E acho que no conjunto da oibra, GAROTA EXEMPLAR é bem superior a SEVEN, que também é ótimo.

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Talvez por ser mais recente, essa impressão esteja mais forte mas Se7en me parece um filme impecavelmente mais objetivo, cujas emoções possuem um foco definido e não se dispersam assim. Não houve em mim uma montanha russa de emoções porque ela demorou tanto pra ocorrer e o filme mudou tanto antes que eu já não me importava, observava o relógio. O humor e até um certo tom caricatural em alguns momentos parece ser muito mais inconveniente para dissimular a atmosfera dramática (que depois mudará um bocado) em Gone Girl que em Se7en. O último, aliás, resolve ao fim uma problemática encadeada através de uma estrutura muito elaborada, que privilegia o ritmo e o denso envolvimento dos personagens no contexto. se7en é um filme melhor baseado em um roteiro melhor.

E olha que sou muito mais fã de Saw hahahaha

Mas, como sempre, é só questão de opinião. Vocês percebem como me incomoda a mudança de tom de Gone Girl? As transições realmente se sobrepuseram à minha interação com a história (muito embora eu ache o comentário do Adler, repito, imensamente melhor que esse filme do Fincher).

Também sabem que os rapazes tem achado Coherence arrastadíssimo e eu vi 3 vezes em 2 semanas sem desvidrar os olhos. Filmes são experiências muito pessoais. XD

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 Pô, eu não achei o filme nada arrastado. Pra mim é uma montanha russa emocional que inclusive transita entre subgêneros com uma elegância incrível. A forma como vai apresentando as camadas reais e fictícias de cada personagem é extraordinária. E acho que no conjunto da oibra, GAROTA EXEMPLAR é bem superior a SEVEN, que também é ótimo.

 

Eu achei potencialmente arrastado porque se você não se envolver emocionalmente nos momentos em que o filme está apresentando o personagem do Nick em pessoa procurando a esposa se transformando em culpado, na Amy saindo da cidade e indo pra vida de morta...., você vai acabar sentindo o filme arrastado, porque acho que faltou ai mecanismos que prendessem mais a atenção.

 

Mas eu acho que toda esse "arrastamento" é fundamental para o filme, pra o que propõe-se o filme. É que numa segunda olhada, você já sabendo do filme, esse prolongamento de certas micro histórias que fazem parte de toda a história (a psicopatia da mulher, o "desligamento" do Nick....) acabam por você já querer pula-los porque já sabe a respeito da psicopatia da mulher e desse "alívio" do Nick por não estar mais sob a companhia de sua companheira. 

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(deve conter spoilers)

 

David Fincher é um dos sujeitos que mais manjam do seu ofício na atualidade, pois o filme é, na minha opinião, um triunfo do ponto de vista formal: foto maravilhosa, linda mesmo, transbordando a tela; trilha sonora bastante atmosférica, que não demora muito para me lançar dentro do filme; e um ritmo impecável, marca registrada do diretor, que nos dá uma das mais eficientes edições de imagens ano. Uma delícia de assistir.

 

Gosto do olhar distorcido e ácido para a instituição do casamento, mas não tanto quando os maiores entusiastas do filme. A inversão é interessante, jogando com a nossa percepção usual dos papeis de cada gênero dentro de uma união amorosa. É quase uma piada, só que abordada seriamente, até pelos detalhes sombrios, como a psicopatia da esposa e a liberdade e tranquilidade transmitidas pelo marido mesmo sabendo que o pior poderia ter acontecido com o cônjuge.

 

A questão do jornalismo é um tema já abordado (e pouco comentado) em Zodíaco, mas que aqui recebe um tratamento mais pungente, pois há uma crítica mordaz pela sua utilização espetaculosamente irresponsável, criando e se alimentando de factoides e manipulando a opinião pública ao seu bel-prazer, a ponto de que todo o desenrolar da trama (e suas consequências) necessariamente passem pelo crivo dos programas sensacionalistas, trazendo à reboque um sub-tema que vi pouca gente comentando: o culto à celebridade. No filme, os personagens transitam entre o amor e o ódio das massas em questão de segundos, e acho extremamente perspicaz e irônico que, no apagar das luzes, eles se perpetuem no imaginário popular como um casal queridinho da América.

 

Gostei muito, algo como 74/100.

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Talvez por ser mais recente, essa impressão esteja mais forte mas Se7en me parece um filme impecavelmente mais objetivo, cujas emoções possuem um foco definido e não se dispersam assim

 

  Não tem nada a ver com tempo. Até por que revi SEVEN a menos de um ano. E claro que SEVEN é mais objetivo. Até por que objetividade é a coisa que Fincher menos quer passar em GAROTA EXEMPLAR. É um filme que basicamente é construído em cima da subjetividade.

 

Eu achei potencialmente arrastado porque se você não se envolver emocionalmente nos momentos em que o filme está apresentando o personagem do Nick em pessoa procurando a esposa se transformando em culpado, na Amy saindo da cidade e indo pra vida de morta...., você vai acabar sentindo o filme arrastado, porque acho que faltou ai mecanismos que prendessem mais a atenção.

 

 

  Discordo. Vejo ali todos os mecanismos que prendem a atenção no(s) gênero(s) que o filme esta inserido. Se você não se envolver emocionalmente com os personagens que uma obra apresenta, qualquer filme se torna arrastado

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  Discordo. Vejo ali todos os mecanismos que prendem a atenção no(s) gênero(s) que o filme esta inserido. Se você não se envolver emocionalmente com os personagens que uma obra apresenta, qualquer filme se torna arrastado

 

é, Questão, não deixa de ter razão.

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  Não tem nada a ver com tempo. Até por que revi SEVEN a menos de um ano. E claro que SEVEN é mais objetivo. Até por que objetividade é a coisa que Fincher menos quer passar em GAROTA EXEMPLAR. É um filme que basicamente é construído em cima da subjetividade.

 

 

  Discordo. Vejo ali todos os mecanismos que prendem a atenção no(s) gênero(s) que o filme esta inserido. Se você não se envolver emocionalmente com os personagens que uma obra apresenta, qualquer filme se torna arrastado

 

Não entendi seu questionamento sobre o tempo. Experiências pessoais não são passíveis de questionamentos. No meu caso tem a ver e pronto.

 

Quanto ao envolvimento emocional com os personagens, não faz sentido algum avaliar uma perspectiva geral com uma frase desse cunho. É o mesmo que não podermos falar que um filme de Uwe Bowl é ruim porque filmes são experiências subjetivas, é claro que pode ser bom para algumas pessoas e elas podem argumentar, mas em geral o público avalia como ruim. Existem filmes que podem ser vistos por um grupo de pessoas como arrastados (aqui tratamos somente de um grupo significativo) por causa de uma série de fatores como o ritmo lento ou complexidade de enredo (este último não creio ser o caso aqui), por exemplo. Gone Girl é um filme lento, logo é razoável achar que existe um público que o achará arrastado. 

 

Incêndios, que é um filme que adoro, pode ser visto como arrastado, e daí? É bem diferente de Haute Tension, que eu detesto, mas dificilmente será visto como tal.

 

Pessoal, não é porque vocês gostam de um filme que tem que ficar rebatendo exposições com opiniões diferentes pra mostrar sei lá o que. Que bobagem. Deixem as pessoas não gostarem em paz, hahaha.

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Não entendi seu questionamento sobre o tempo.

 

 Não fiz nenhum questionamento sobre o tempo. Respondi o questionamento que você fez ao sugerir que " Talvez por ser mais recente, essa impressão esteja mais forte". Achei que você estava se referindo a mim e não a si próprio. Falha de comunicação, acho eu.

 

Quanto ao resto do seu post, você basicamente disse em mais palavras a mesmíssima coisa que eu disse no post que o ADLER quotou acima do seu. Se quem está assistindo não se envolve com os personagens ou com a história, até VELOCIDADE MÁXIMA pode parecer arrastado. Isso é subjetivo. Concordamos nisso.

 

Quanto a rebater exposições, é um fórum de debate, certo? Acho que ninguém aqui quer mostrar nada, e nem fazer com quem gostou de um filme passe a desgostar e vice versa. As pessoas só querem debater e trocar idéias. Quem não quiser, simplesmente não responde o post.

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 Não fiz nenhum questionamento sobre o tempo. Respondi o questionamento que você fez ao sugerir que " Talvez por ser mais recente, essa impressão esteja mais forte". Achei que você estava se referindo a mim e não a si próprio. Falha de comunicação, acho eu.

 

Quanto ao resto do seu post, você basicamente disse em mais palavras a mesmíssima coisa que eu disse no post que o ADLER quotou acima do seu. Se quem está assistindo não se envolve com os personagens ou com a história, até VELOCIDADE MÁXIMA pode parecer arrastado. Isso é subjetivo. Concordamos nisso.

 

Quanto a rebater exposições, é um fórum de debate, certo? Acho que ninguém aqui quer mostrar nada, e nem fazer com quem gostou de um filme passe a desgostar e vice versa. As pessoas só querem debater e trocar idéias. Quem não quiser, simplesmente não responde o post.

 

Se você entendeu que eu disse a mesma coisa, melhor reler, pois acho que não entendeu.

Não, também não é necessário rebater exposições. Podemos conversar sobre eventos do filme sem ficar com posturas defensivas quotando sistematicamente o que o outro achou do filme. Há milhares de outras formas de debater um assunto. Nunca questionei ninguém que não gostasse de Donnie Darko, que é meu filme preferido e já rendeu ótimas discussões.

 

Enfim, se defesa/ataque é o que lhe agrada em debates, pode agradar a outros, mas não a mim. Darei pitacos sobre outras coisas que estiverem conversando e achar bacanas, mas não sobre isso, ok? A conversa está boa.

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Scofield, me desculpe, mas acho que aqui, se eu entendi bem o que você disse, você está sendo medíocre.

Quotar tudo o que o outro comenta não é porque se quer mudar a opinião do outro, mas é porque quer discutir a respeito do assunto a fim de contrapor o que você acha certo que é contrário ao que e ele acha certo, de forma que permita o outro fazer o mesmo..... e assim a discussão progride construtivamente de forma que cada um perceba os erros de lógica, de coerência, de embasamento... contidos em cada pensamento expressos pela palavra, para que no fim cada parte consiga produzir um entendimento a respeito do assunto mais consistente e coerente... 

Isso é fundamental para o conhecimento, conhecimento não se adquiri com as descobertas individuais, isso é somente o material para que se possa no diálogo construir o conhecimento, e cinema é um conhecimento, mesmo que seja um conhecimento do porque você mesmo gosta do filme, o que você gosta do filme, quais são as características dos filmes que te faz gostar, ou você não gostou do filme porque você não percebeu que ele tem as mesmas características dos quais você gosta e que o fez gostar de outros filmes, e se não gostou, apesar de ter essas características, o que mais tinha no filme que impediu de gostar... ou seja, até para ter conhecimento a respeito da sua própria subjetividade de gostar do filme.

O final de uma discussão pode ser diametralmente opostos (como muitas vezes ocorre comigo e com o Questão, dando o exemplo dos vingadores estarem amarrados na Hidra que é manifestação de uma cultura, que o Questão discordou até o fim), porém, os participantes ao término da discussão acabam por ter uma opinião mais sólida e consistente, tem uma opinião mais bem desenvolvida.

E para explicar melhor o porque chamei de medíocre, não chamei de medíocre no sentido de dizer que todos deveriam participar de discussões, pois isso também é medíocre. Achei medíocre porque você definiu a discussão de responder quote a quote a ponto, negando qualquer benefício a mais que possa vir a ter. Que cada um se predispõe a engajar-se em uma discussão ou não a respeito do que quer que seja (mesmo que o assunto seja subjetivo) é de cunho pessoal, não faz ser uma posição medíocre, porém é medíocre ignorar ou tentar negar os potenciais benefícios (e outros benefícios desconhecidos) de um comportamento, como se engajar em discussões, tornando mais fácil justificar sua postura, sendo que sua postura já está justificada pelo fato de você não se interessar pelos benefícios ou achar que tais benefícios podem ser adquiridos por outras alternativas,... ou mesmo por não gostar de realizar esses comportamentos....

Não precisa fechar os olhos para algo que possa oferecer riquezas para que possas evitar o comportamento que você detesta, isso é uma posição medíocre, ao meu ver, porque você acaba perdendo oportunidades dos quais se você visse, talvez você poderia se dispor a executar o comportamento que oferece tais benefícios.  

 

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Post assustador esse último.

 

 

O conhecimento na arte, na minha opinião, é construído pela ampliação de significados e variabildade de visões, não por confrontos que levam a eliminações de "teorias" em busca de uma verdadeira. Arte não é ciência. Não é aplicável método científico.

 

Tanto que Adler e Questão concordam sobre o filme e a discussão estava boa. Falar um outro ponto de vista não desconstrói o anterior, dá só outra perspectiva que não pretende e nem quer invalidar a anterior. Logo, não há porqie discutir falhas ou incoerências (a não ser que se tratem de problemas evidentes na história como - "não foi fulano que matou beltrano, foi cicrano").

 

Então, Adler, com todo respeito, eu quero ser sempre medíocre e limitado. Porque curiosamente no final eu gosto muito de ter muitas visões possíveis e simultâneas do filme todas válidas e sem confrontos e desgastes.

 

Outra: eu falei que não é o MEU estilo de debate, é um direito meu, como é seu me achar medíocre ou sei lá o que.

 

Tô fora.

 

Dica: não adianta você chamar alguém de idiota, besta, imbecil ou ignorante e depois explicar porque. Continua sendo escroto. Eu conversava com o Questão, aliás.

 

Não precisa responder porque não vou entrar aqui mais.

 

Questão, perdoe-me, mas prefiro conversar contigo sobre outros filmes no 19 dias de horror.

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Post assustador esse último.

 

 

O conhecimento na arte, na minha opinião, é construído pela ampliação de significados e variabildade de visões, não por confrontos que levam a eliminações de "teorias" em busca de uma verdadeira. Arte não é ciência. Não é aplicável método científico.

 

Tanto que Adler e Questão concordam sobre o filme e a discussão estava boa. Falar um outro ponto de vista não desconstrói o anterior, dá só outra perspectiva que não pretende e nem quer invalidar a anterior. Logo, não há porqie discutir falhas ou incoerências (a não ser que se tratem de problemas evidentes na história como - "não foi fulano que matou beltrano, foi cicrano").

 

Então, Adler, com todo respeito, eu quero ser sempre medíocre e limitado. Porque curiosamente no final eu gosto muito de ter muitas visões possíveis e simultâneas do filme todas válidas e sem confrontos e desgastes.

 

Outra: eu falei que não é o MEU estilo de debate, é um direito meu, como é seu me achar medíocre ou sei lá o que.

 

Tô fora.

 

Dica: não adianta você chamar alguém de idiota, besta, imbecil ou ignorante e depois explicar porque. Continua sendo escroto. Eu conversava com o Questão, aliás.

 

Não precisa responder porque não vou entrar aqui mais.

 

Questão, perdoe-me, mas prefiro conversar contigo sobre outros filmes no 19 dias de horror.

 

confronto?

 

assustador é a sua interpretação de diálogo.

 

E mais uma vez, você não está sendo medíocre em fazer uma escolha, está sendo medíocre em querer negar os benefícios de cada opção que se apresenta a você. 

 

E eu não te xinguei, Scofield, não quis dizer que você está errado, mas apenas quis dizer sim que está errado (pra você mesmo, ou seja, só você é quem está perdendo) você fechar os olhos para as opções que você não concorda. 

 

Discussão serve para tudo, não só para ciência ou outra área do conhecimento humano mais objetivo, é para tudo, inclusive para as áreas de natureza subjetiva. 

Vou replicar o que escrevi anteriormente pra ver se consegues entender ao re ler: 

 

"Isso é fundamental para o conhecimento, conhecimento não se adquiri com as descobertas individuais, isso é somente o material para que se possa no diálogo construir o conhecimento, e cinema é um conhecimento, mesmo que seja um conhecimento do porque você mesmo gosta do filme, o que você gosta do filme, quais são as características dos filmes que te faz gostar, ou você não gostou do filme porque você não percebeu que ele tem as mesmas características dos quais você gosta e que o fez gostar de outros filmes, e se não gostou, apesar de ter essas características, o que mais tinha no filme que impediu de gostar... ou seja, até para ter conhecimento a respeito da sua própria subjetividade de gostar do filme."

 

Ora, quando você vê um filme, você está conhecendo o filme e conhecendo seus gostos, o que você gosta no filme, o que não gosta, o que você gosta de um filme, o que você acha interessante ao assistir um filme...... Discutir é enriquecer esse conhecimento em todos os sentidos.

 

E, para finalizar, volto a questão da opinião oposta x opinião conjunta.... Eu não me incomodei com sua opinião oposta, ou com a sua forma de comentar, discutir.... me incomodei sim com a sua recriminação as discussões, mas não porque isso foi direcionado a discussão entre mim e o questão, porque isso nem foi agressivo, foi apenas uma opinião. 

 

Me incomodei porque você parece tratar as discussões como uma disputa de ego, negando os benefícios que existem em trocar ideias, em discutir, discordar cada virgula, como se fosse algo inútil. Me desculpe, você pode não gostar, mas discussão, debater ideias, seja elas qual for, NUNCA É INÚTIL. A gente tem que parar de querer explicar nossas escolhas tentando diminuindo as outras, é uma questão simples, você não gosta de discutir, pronto, morre ai, você prefere os benefícios de guardar sua opinião a respeito de algo subjetivo como a arte a sua subjetividade, sem expor ela a um processo de construção ou desconstrução através do diálogo, do debate. Porém, isso não faz com que o debate não tenha valor, qualidade, que outras pessoas não possam se beneficiar do debate, apenas que você não se interessa por esses benefícios, simples assim. 

 

Em resumo, em nenhum momento eu estava em um embate com o Questão, e muito menos com você, meu embate foi com a sua ideia de que discutir a sua opinião sobre algum filme não tem valor, pra mim tem e muito. 

 

 

Mas por fim, não estou querendo te xingar, eu apenas quis dizer que é limitado essa forma de agir, negando quaisquer benefícios que outros possam ter engajando em um debate de filme, do qual você não gosta.

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