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Cotas em Universidades


Travis Bickle
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Você é a favor da adoção do sistema de cotas em universidades ?  

19 members have voted

  1. 1. Você é a favor da adoção do sistema de cotas em universidades ?

    • Sim
      10
    • Não
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Isso é meritocracia. Aqueles que se esfoçam conseguem. Simples assim.

 

Claro, claro... Vamos ver o que é meritocracia, ok? Um cara que foi um aluno relapso a vida toda, não estudava, passava sempre de ano com a média mínima... Ao cabo do Ensino Médio, resolve 'tirar o atraso' e pagar um cursinho intensivão e passa numa USP, enquanto aquele que teve uma vida escolar exemplar não consegue passar em UMA prova e é preterido a entrar na universidade pública a qual ele faz jus pois ESTUDOU a vida inteira ao contrário do relapso que 'por sorte', passou... Isso é a meritocracia que vcs estão fazendo apologia... Que lindo...

 

070707
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Em conformidade com a realidade de nosso país' date=' o vestibular é sim o meio mais adequando para o ingresso de qualquer aluno numa universidade. Independente do método adotado por países de primeiro mundo ou que, ao contrário do Brasil, não tem um sistema de ensino sucateado. Sejamos realistas! Portanto o vestibular, DEVE, TEM E PRECISA ser implementado como fator classificatório para TODOS os interessados em entrar numa universidade!

[/quote']

 

Este é o problema: o sistema é deficitário e vcs propõem o comodismo! Ou seja, já que o sistema é uma bosta, vamos dizer amém para um meio injusto de avaliação que é o sistema vestibular já que ele evita que mais zé manés entrem na faculdade...

 

Comodismo jamais. Eu ainda acredito no Brasil, embora em menor grau de uns tempos pra cá, por tanto continuarei votando e justificando nas urnas minhas expectativas para um país melhor. Porém, além disso o que poderemos fazer a mais? Protestos, Atentados terroristas para pressionar o governo? O que poderíamos fazer além disso?

 

 

Vamos ser realistas: mesmo com o vestibular MILHÕES de formandos inaptos são literalmente vomitados pelas universidades (todas' date=' tanto públicas quanto particulares) no mercado de trabalho todos os anos! A prova é a já conhecida reprovação recorde do Exame da OAB (que aumenta também por causa da falta de transparência da OAB, mas isso é outra história). Cadê a eficiência do vestibular aí? Como um sistema 'justo', 'meritório', que elege os mais 'capacitados', pode ser o co-responsável pela inépcia de milhões de formados que pisam no mercado de trabalho?

[/quote']

 

Já vimos diversas vezes erros médicos, erros em projetos de engenharia que culminaram em desabamentos, mas de quem é a culpa? De um profissional formado que passou pelo vestibular ou por má fé e descuido de um sujeito incompetente? Puxando o histórico escolar desses tipos de indivíduos, teríamos uma idéia da média de profissionais que foram brilhantes quando estudantes ou meros relaxados que só se esforçaram para passar no vestibular.

 

Mas isso não tem nada haver com vestibular. Vestibular você só presta uma vez e depois cursa de 4 a 5 anos normalmente, e se após todo esse ciclo o estudante sai um mal profissional, então quer dizer que escolheu a profissão errada ou a própria instituição de ensino não cumpriu com a proposta de formá-lo corretamente.
-THX-2007-07-02 18:18:38
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PRIMEIRA PARTE:

 

Peguei o barco andando, mas acho que sei mais ou menos para onde ele está indo, então vou emitir minha opinião.

 

Houve um tempo em que eu era contra o sistema de cotas, mas creio agora que os únicos que assim podem se manifestar são os negros e pobres.

Além desse motivo, tem a questão individual. Nunca fui incomodado pelo sistema de cotas, então estou cagando e andando. Na verdade, acho um pouco de incopetência alguém reclamar do sistema, tendo estudado em escolas particulares.

 

Outra coisa que me incomoda é a dor pela qual a alma do pobre Orco passa, e como ela o  lapidou, fazendo dele um sujeito exemplar. Em outras palavras vou citar o que aconteceu com minha mãe e com meu pai, e o que provavelmente acontecerá com Plutão.

 Minha mãe viveu em condições bastante humildes, estudou em escola pública, conseguiu ganhar o primeiro dinheiro dela aos 13 anos dando aulas particulares...blá, blá, blá... obviamente deve ter sofrido muito até conseguir ingressar na USP vir aqui ao Ceará e ser professora universitária.

Meu pai tinha tudo pra ser mais um "playboy" odioso, senão fosse a capotagem que mataria seu pai(meu avô) com ele dentro do carro, quando tinha 12 anos. O destino porém o deixou com sua mãe e seus outros seis irmãos, obrigando-o a sair do Ceará até o Rio de janeiro sozinho, onde fez seu ganha pão trabalhando como taxista até se formar em direito e voltar para o Ceará 10 anos depois.

 

Depois dessa grande jornada que deixa lágrimas torrenciais nos meus olhos, eis que minha e meu pai se conhecem,e depois de 9 anos resolvem conceber o filho caçula, eu, dando-me tudo que alguém da classe média alta poderia dar para o seu filho querido. O único filho que não precisou levar muitas surras para se acertar, o filho prodígio em termos escolares(o que não é lá grande coisa, mas que faz grandes profissionais se este realmente souber o que quer), o filho que facilmente se tornaria rico, mas em vez disso vai se formar em matemática por vontade própria caso não passe no ITA e IME este ano.

 

Então, Plutão, quando vc tiver seus filhos pense bem se mandá-los trabalhar ao 13 anos é uma boa idéia pq uma formação escolar sólida, leva a uma formação sólida na faculdade(isso, repetindo, se ele souber o que quer), o que leva o seu filho a ganhar 4 mil reais aos 19-20 anos, como técnico ou analista do TRE, 8 mil reais aos 22 anos como procurador do estado, e não sei quanto como juiz federal ou procurador da república ou advogado da união depois de mais alguns anos. Isso é claro, se ele se formar em direito.
filmesking2007-07-02 20:35:52
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Já vimos diversas vezes erros médicos' date=' erros em projetos de engenharia que culminaram em desabamentos, mas de quem é a culpa? De um profissional formado que passou pelo vestibular ou por má fé e descuido de um sujeito incompetente? [/quote']

 

Primeiramente, não estou me referindo a erros médicos, projetos de engenharia que desabam, isso são coisas extraordinárias. Me refiro ao dia a dia do profissional, em coisas pequenas, que demonstram o quão preparado ele é para exercer a sua função, função essa que a faculdade molda mas que o queridinho vestibular já deveria ter 'testado', afinal, o vestibular não é um método seletivo eficiente? Ele não avalia a capacidade de aprendizado e - vc mesmo disse! - a condição psicológica e emocional da pessoa?

 

Mas isso não tem nada haver com vestibular. Vestibular você só presta uma vez e depois cursa de 4 a 5 anos normalmente' date=' e se após todo esse ciclo o estudante sai um mal profissional, então quer dizer que escolheu a profissão errada ou a própria instituição de ensino não cumpriu com a proposta de formá-lo corretamente.
[/quote']

 

Errado, errado, errado! Pelo raciocínio de vocês, o vestibular é o método seletivo que seleciona os MELHORES para a faculdade. Se são os melhores, estes devem ser, no mínimo, bons na função profissional que exercem e não é isso que vemos. Um mal profissional não é aquele que 'escolheu a profissão errada', isso é um simplismo absurdo e jamais deveria existir na mente de alguém que tem acesso à internet e, portanto, acesso à informação irrestrita. Um mal profissional é tão somente aquele que não soube aproveitar as possibilidades que a universidade lhe deu ou não teve a iniciativa de buscar meios fora da faculdade para se aprimorar profissionalmente (palestras, simpósios, etc.), no caso de cursar uma faculdade deficitária. E nem me venha com essa de que a instituição não cumpriu com a proposta de formá-lo corretamente pq o que temos de excelentes profissionais no mercado que se formaram em faculdades vagabundas geraria uma lista quilométrica.

 

Uma faculdade deficitária não pode ser desculpa para a inépcia do profissional. A escolha equivocada na profissão também não... Sobra somente a iniciativa intrínseca da pessoa em querer ser o melhor e, segundo vocês, o vestibular avalia isso. Acabo de provar que não, ou seja, o vestibular, enquanto meio seletivo justo e meritório que vcs pregam, é INÓCUO, não fede, nem cheira... E pior: não contribui em nada para a formação profissional do sujeito pois se utiliza de UM elemento apenas (uma mera prova) para avaliar zilhões de pessoas. Ou seja, existe a possibilidade (grande) de uma pessoa que repetiu de ano 5 vezes, fazer um cursinho de 6 meses e passar numa USP. Absurdo, para dizer o mínimo... Esse é o sistema que vcs defendem.
Dook2007-07-02 19:16:47
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No quesito vestibular ou não vestibular, eu não tenho uma opinião formada. Não sei se a questão do profissionalismo mal executado reside aí.

 

Fato é que o Brasil passou, desde as reformas educacionais da década de 60, por uma inclusão discente para a qual não estava preparado (na verdade, não estavam preparados AMBOS - instituição e discente). Acho que o grande problema da educação brasileira foi a inclusão das classes menos favorecidas ao sistema educacional público e a consequente queda nos níveis do ensino público com a retirada em massa da classe média do sistema. O ensino público se tornou sinônimo de ensino para os pobres (a velha retórica populista).

 

Esta queda nos níveis vem, ao longo dos últimos anos, perpassando todos os níveis educacionais e tem alcançado o ensino superior agora (porque os incluídos no sistema a vinte ou trinta anos atrás, estão em idade de cursarem faculdades hje). Ou seja, o cara alcança um grau sem o devido conhecimento que deveria estar vinculado ao grau alcançado. Como as faculdades públicas sempre foram um funil do sistema (por causa de suas estratégias de seleção) a maré ainda não as alcançou. Mas alcançou as faculdades privadas, onde os processos seletivos são pouco concorridos ou devidamente facilitados para que ocorra a aprovação do indivíduo.

 

Eu penso um pouco diferente dos outros. Eu acho que faculdade NÃO é para todos. É para quem quer...
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SEGUNDA PARTE:

Agora vou para o que está sendo discutido: o vestibular é ou não é uma boa forma de seleção?

A minha resposta é algo que eu repudio: o equilíbrio. Em outras palavras, depende.

 

Pergunto para o Dook se ele não acha o vestibular um tanto parecido com os concursos públicos? Me darei ao luxo de de responder:

É parecido, mas totalmente diferente, pois o que ocorre em concursos públicos é a seleção de formandos, recém-formados ou veteranos na área que sabem exatamente o que querem, já o vestibular é a seleção de um monte de gente insegura totalmente influenciada por colégios e modismos.

Um concurso para procurador da república, por exemplo, não vai envolver nenhum pereba, ninguém vai estudar apenas um ano e passar. O mesmo ocorre com o ITA e o IME, por exemplo, ou qualquer outro lugar que requira alunos realmente determinados, por isso há excessões.

 

Outra ponto interessante é a questão do mérito, discordo quando falam que uma pessoa que estudou um ano e passou no vestibular não tem mérito. Discordo completamente, caso contrário o "caipira" que em um momento de lucidez e extrema determinação resolveu estudar e conseguiu passar no ITA seria apenas um "caba de sorte".

Consideremos o caipira como uma "exceção". Mesmo assim a pessoa que estuda um ano e passa tem mérito, é claro que tem. Convenhamos, entretanto, que o curso que ela prestara não era lá muito difícil, e que mais tarde provavelmente, ela voltará aos hábitos da velha e boa vagabundagem. É aí então que reside o ponto do dook, pois estes sujeitos dificilmente se tornam bons profissionais.

 

Mas esse ponto também é falho, porque o que não faltam são esses sujeitos que a gente não dá nada por eles, mas se tornam profissionais; além disso acompanhamento do histórico escolar seria uma forma de exclusão social sem noção, já que a adequação ao sistema escolar acontece desde pequeno.

A principal falha do vestibular creio que seja a falta de capacidade de medir se uma pessoa tem ou não propensão a determinada profissão.
filmesking2007-07-02 20:37:48
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No quesito vestibular ou não vestibular' date=' eu não tenho uma opinião formada. Não sei se a questão do profissionalismo mal executado reside aí. [/quote']

 

Só esclarecendo uma coisa: o vestibular não é a causa do mal profissionalismo, eu nunca disse isso (não estou querendo dizer que vc quis dizer que eu disse... 06 ...apenas estou esclarecendo). O mal profissional é mal profissional pq é um zé mané e ele não virou um zé mané DEPOIS que entrou na faculdade. Logo, o vestibular, como ferramenta de seleção que querem acreditar, deveria filtrar esse tipo de gente.  
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SEGUNDA PARTE:

Agora vou para o que está sendo discutido: o vestibular é ou não é uma boa forma de seleção?

A minha resposta é algo que eu repudio: o equilíbrio. Em outras palavras' date=' depende.

 

Pergunto para o Dook se ele não acha o vestibular um tanto parecido com os concursos públicos? Me darei ao luxo de de responder:

É parecido, mas totalmente diferente, pois o que ocorre em concursos públicos é a seleção de formandos, recém-formados ou veteranos na área que sabem exatamente o que querem, já o vestibular é a seleção de um monte de gente insegura totalmente influenciada por colégios e modismos.

Um concurso para procurador da república, por exemplo, não vai envolver nenhum pereba, ninguém vai estudar apenas um ano e passar. O mesmo ocorre com o ITA e o IME, por exemplo, ou qualquer outro lugar que requira alunos realmente determinados, por isso há excessões.

 

Outra ponto interessante é a questão do mérito, discordo quando falam que uma pessoa que estudou um ano e passou no vestibular não tem mérito. Discordo completamente, caso contrário o "caipira" que em um momento de lucidez e extrema determinação resolveu estudar e conseguiu passar no ITA seria apenas um "caba de sorte".

Consideremos o caipira como uma "exceção". Mesmo assim a pessoa que estuda um ano e passa tem mérito, é claro que tem. Convenhamos, entretanto, que o curso que ela prestara não era lá muito difícil, e que mais tarde provavelmente, ela voltará aos hábitos da velha e boa vagabundagem. É aí então que reside o ponto do dook, pois estes sujeitos dificilmente se tornam bons profissionais.

 

Mas esse ponto também é falho, porque o que não faltam são esses sujeitos que a gente não dá nada por eles, mas se tornam profissionais; além disso acompanhamento do histórico escolar seria uma forma de exclusão social sem noção, já que a adequação ao sistema escolar acontece desde pequeno.

A principal falha do vestibular creio que seja a falta de capacidade de medir se uma pessoa tem ou não propensão a determinada profissão.
[/quote']

 

Não entendi a comparação... 09

 

Concurso público é para vc engressar num EMPREGO público, é um processo seletivo da mesma forma que uma entrevista de emprego, dinâmica de grupo e afins... Visa selecionar o melhor dos candidatos para preencher uma vaga de TRABALHO, não de faculdade. Vestibular é para vc engressar numa faculdade para ESTUDAR e depois ter emprego. O concurso público é uma forma válida de seleção pois estamos no campo do mercado de trabalho onde essa seleção é mais que necessária, é vital! Assim, qual seria a validade do vestibular? Permitir que vagais que resolvem estudar no último ano de sua vida escolar ingressem nas melhores faculdades do país?

 

E sinceramente não vejo onde o acompanhamento de histórico escolar possa ser instrumento de exclusão social. Obviamente que como já foi colocado, há uma disparidade imensa entre a qualidade do ensino público e o privado. Porém, esse fator sozinho não tem o condão de gerar exclusão social e falo como aluno da rede pública que eu fui, que tirar 10 na rede pública não é tão fácil, mesmo o ensino sendo vacilante... E mesmo que ocorra uma dificuldade de adaptação do aluno da rede pública numa universidade como USP, isso já ocorre com muitos alunos hoje em dia que - ohhhhhh - passam no vestibular.
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Isso é meritocracia. Aqueles que se esfoçam conseguem. Simples assim.

 

Claro' date=' claro... Vamos ver o que é meritocracia, ok? Um cara que foi um aluno relapso a vida toda, não estudava, passava sempre de ano com a média mínima... Ao cabo do Ensino Médio, resolve 'tirar o atraso' e pagar um cursinho intensivão e passa numa USP, enquanto aquele que teve uma vida escolar exemplar não consegue passar em UMA prova e é preterido a entrar na universidade pública a qual ele faz jus pois ESTUDOU a vida inteira ao contrário do relapso que 'por sorte', passou... Isso é a meritocracia que vcs estão fazendo apologia... Que lindo...

 

070707
[/quote']

 

Estamos nos tratando de uma prova, querido Dook. As chances de você conseguir ir bem "por sorte" são zero. E que determinismo cego o seu dizer que aquele que estudou a vida inteira não vai passar, e o relapso que fez cursinho vai passar. Já disse e repetirei: cursinho não é nada se não for o esforço e a dedicação daquele que o faz.

 

Acima disso, me sinto injustiçado em saber que sou discriminado e excluído por ser branco (se é que sou) e de família de classe média.
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Ou seja' date=' existe a possibilidade (grande) de uma pessoa que repetiu de ano 5 vezes, fazer um cursinho de 6 meses e passar numa USP. Absurdo, para dizer o mínimo... Esse é o sistema que vcs defendem.
[/quote']

 

Observe as duas questões abaixo:

1)

O Raio-X é uma onda eletromagnética de comprimento de onda ( λ ) muito pequeno. A fim de observar os efeitos da difração de tais ondas é necessário que um feixe de Raio-X incida sobre um dispositivo, com fendas da ordem de λ . Num sólido cristalino, os átomos são dispostos em um arranjo regular com espaçamento entre os átomos da mesma ordem de λ . Combinando esses fatos, um cristal serve como uma espécie de rede de difração dos Raios-X. Um feixe de Raios-X pode ser refletido pelos átomos individuais de um cristal e tais ondas refletidas podem produzir a interferência de modo semelhante ao das ondas provenientes de uma rede de difração. Considere um cristal de cloreto de sódio, cujo espaçamento entre os átomos adjacentes é a = 0,30 x 10-9 m, onde Raios-X com λ = 1,5 x 10-10 m são refletidos pelos planos cristalinos. A figura (1) mostra a estrutura cristalina cúbica do cloreto de sódio. A figura (2) mostra o diagrama bidimensional da reflexão de um feixe de Raios-X em dois planos cristalinos paralelos. Se os feixes interferem construtivamente, calcule qual deve ser a ordem máxima da difração observável?

 

fisica1cp4.jpg

2)

 quimicanj2.jpg

À pressão de 1 atm, uma amostra sólida de 25 g da substância A é aquecida de −40 oC até 100 oC, a uma velocidade constante de 450 J min−1. Considere que todo calor fornecido é absorvido pela amostra. Construa o gráfico de temperatura (oC) versus tempo (min) para todo o processo de aquecimento considerado, indicando claramente as coordenadas dos pontos iniciais e finais de cada etapa do processo. Mostre os cálculos necessários.

 

Portanto um candidato à vaga que faça 6 meses de cursinho e responda questões desse tipo e passe no vestibular, digo que passa, mas passa bonito e da forma mais justa possível porque é o MELHOR. Absurdo é você achar que não!

 

Sem mais 03

 

 

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Estamos nos tratando de uma prova' date=' querido Dook. As chances de você conseguir ir bem "por sorte" são zero.[/quote']

 

Fato ou opinião?

 

E que determinismo cego o seu dizer que aquele que estudou a vida inteira não vai passar' date=' e o relapso que fez cursinho vai passar. Já disse e repetirei: cursinho não é nada se não for o esforço e a dedicação daquele que o faz.[/quote']

 

Nunca disse que é o cursinho que faz passar, releia os posts... 03
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Observe as duas questões abaixo:

1)
O Raio-X é uma onda eletromagnética de comprimento de onda ( λ ) muito pequeno. A fim de observar os efeitos da difração de tais ondas é necessário que um feixe de Raio-X incida sobre um dispositivo' date=' com fendas da ordem de λ . Num sólido cristalino, os átomos são dispostos em um arranjo regular com espaçamento entre os átomos da mesma ordem de λ . Combinando esses fatos, um cristal serve como uma espécie de rede de difração dos Raios-X. Um feixe de Raios-X pode ser refletido pelos átomos individuais de um cristal e tais ondas refletidas podem produzir a interferência de modo semelhante ao das ondas provenientes de uma rede de difração. Considere um cristal de cloreto de sódio, cujo espaçamento entre os átomos adjacentes é a = 0,30 x 10-9 m, onde Raios-X com λ = 1,5 x 10-10 m são refletidos pelos planos cristalinos. A figura (1) mostra a estrutura cristalina cúbica do cloreto de sódio. A figura (2) mostra o diagrama bidimensional da reflexão de um feixe de Raios-X em dois planos cristalinos paralelos. Se os feixes interferem construtivamente, calcule qual deve ser a ordem máxima da difração observável?


fisica1cp4.jpg
2)
 quimicanj2.jpg
À pressão de 1 atm, uma amostra sólida de 25 g da substância A é aquecida de −40 oC até 100 oC, a uma velocidade constante de 450 J min−1. Considere que todo calor fornecido é absorvido pela amostra. Construa o gráfico de temperatura (oC) versus tempo (min) para todo o processo de aquecimento considerado, indicando claramente as coordenadas dos pontos iniciais e finais de cada etapa do processo. Mostre os cálculos necessários.


Portanto um candidato à vaga que faça 6 meses de cursinho e responda questões desse tipo e passe no vestibular, digo que passa, mas passa bonito e da forma mais justa possível porque é o MELHOR. Absurdo é você achar que não!

Sem mais 03

[/quote']

 

Claro, claro... o vestibular é composto só de duas questões como essas e/ou só de questões de exatas e/ou só passa aquele que acertar TODAS as questões semelhantes a essa... 06

 

Vc já prestou vestibular antes?
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No quesito vestibular ou não vestibular' date=' eu não tenho uma opinião formada. Não sei se a questão do profissionalismo mal executado reside aí. [/quote']

 

Só esclarecendo uma coisa: o vestibular não é a causa do mal profissionalismo, eu nunca disse isso (não estou querendo dizer que vc quis dizer que eu disse... 06 ...apenas estou esclarecendo). O mal profissional é mal profissional pq é um zé mané e ele não virou um zé mané DEPOIS que entrou na faculdade. Logo, o vestibular, como ferramenta de seleção que querem acreditar, deveria filtrar esse tipo de gente.  
Concordo com vc.

 

Antes das reformas educacionais da década de 60, a inclusão universitária era inteiramente eliminatória e não havia número de vagas máxima definida, como acontece hje. O cara passava por provas e entrevistas eliminatórias com os doutores responsáveis pelo processo seletivo em cada área e, independentemente do número de vagas ser X, se passassem apenas Y alunos, as outras vagas ficavam sobrando. Esta era a maneira que utilizavam para selecionar apenas aqueles que tinham chance de se tornarem profissionais qualificados em cada área. O vestibular normatizou o processo seletivo, tornando iguais as chances de todos os concorrentes, por área. Além disto, o exame classificatório e com X vagas a ser preenchidas faz com que sejam selecionadas pessoas em ordem decrescente das notas, até que se completem todas as vagas ofertadas... Nessa toada, meu caro, entram pessoas (e isto depende da área, claro) que tiraram notas horríveis em algumas provas (incluindo provas da própria área a que se concorre, o que é muito frequente nos cursos de exatas). Aí o cara que tirou 25, em 100, na prova de matemática, vai cursar ENGENHARIA... o cara que tirou 10, em 100, na prova de química, vai cursar FARMACIA, e por aí vai... Como será que este aluno vai se dar em cálculo?? Como será que o outro aluno vai se dar em Química Analítica Instrumental, Química orgânica e Estrutura da matéria??? Claro que as dificuldades serão bem maiores, se não intrasponíveis...

 

Difícil esta questão.
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Estamos nos tratando de uma prova' date=' querido Dook. As chances de você conseguir ir bem "por sorte" são zero.[/quote']

 

Fato ou opinião?

 

E que determinismo cego o seu dizer que aquele que estudou a vida inteira não vai passar' date=' e o relapso que fez cursinho vai passar. Já disse e repetirei: cursinho não é nada se não for o esforço e a dedicação daquele que o faz.[/quote']

 

Nunca disse que é o cursinho que faz passar, releia os posts... 03

 

Bom, se me perdoam a intromissão, eu conheci pessoalmente três pessoas que passaram no vestibular por puríssima sorte... E todos três utilizaram o mesmo método: escolheram apenas uma letra para chutar toda a prova... (um deles, por exemplo, escolheu D por causa de Deus... 06)
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Estamos nos tratando de uma prova' date=' querido Dook. As chances de você conseguir ir bem "por sorte" são zero.[/quote']

 

Fato ou opinião?

 

E que determinismo cego o seu dizer que aquele que estudou a vida inteira não vai passar' date=' e o relapso que fez cursinho vai passar. Já disse e repetirei: cursinho não é nada se não for o esforço e a dedicação daquele que o faz.[/quote']

 

Nunca disse que é o cursinho que faz passar, releia os posts... 03

 

Bom, se me perdoam a intromissão, eu conheci pessoalmente três pessoas que passaram no vestibular por puríssima sorte... E todos três utilizaram o mesmo método: escolheram apenas uma letra para chutar toda a prova... (um deles, por exemplo, escolheu D por causa de Deus... 06)

Eu que não dou uma cagada dessas...
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Obrigado Jack por trazer elementos preciosos para o deslinde da questão... Aguardo as réplicas da THX e do Anakin' date=' se é que haverão... [/quote']

Então Dook, conforme eu já falei... Tanto o vestibular quanto uma vaga ou prêmio seriam justos para um candidato à vaga de uma universidade (Por falar em justiça, essa é mais uma de tantas questões sobre justiça no nosso país a serem discutidas... Nosso sistema de saúde é justo? Você se sente seguro ao sair à rua a noite? Isso é justo??). No entanto, a realidade atual não colabora para outra alternativa, se não com vestibular e por isso não podemos simplesmente acabar com o isso de uma hora para outra. Mas quem passa pela experiência de um vestibular, por si só já é um vencedor por estar lá e merece crédito pela dedicação e esforço empreendido no objetivo que ela conseguiu com tanto sacrifício. Estando devidamente matriculada e cursando na área escolhida, já é outra história e que renderia outro tópico nesse fórum...

 
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No entanto' date=' a realidade atual não colabora para outra alternativa, se não com vestibular e por isso não podemos simplesmente acabar com o isso de uma hora para outra.[/quote']

 

Sim, mas eu não estou propondo uma ruptura do status quo sem as devidas modificações. Se eu for levar em consideração a realidade educacional de nosso país (demanda x vagas na faculdade) o vestibular é sim o único meio de suprir parte da demanda, já que existem mais pessoas que querem entrar na universidade do que vagas disponíveis.

 

O acompanhamento do histórico escolar que proponho não pode ser aplicado na atual situação em que estamos. É necessário investimento no setor, aumento das vagas nas universidades públicas, aprimoramento do ensino fundamental e por aí vai...

 

Quem passa no vestibular tem mérito por ter passado por uma prova, apenas isso... É o mesmo que vc tirar 10 numa única prova e isso automaticamente te habilita a um status de 'sabe tudo' quando sabemos que não é assim...

 

A discussão sobre o vestibular que empreendo aqui é meramente retórica. Entretanto, as problemáticas levantadas não podem ser ignoradas. Se o vestibular é um sistema 'meritório' para ingresso na faculdade, selecionando somente os 'melhores', ele é falho, pois já foi demonstrado aqui que pessoas passam nos vestibulares por sorte, maus profissionais são despejados no mercado de trabalho todos os anos e por aí vai... Em síntese apertada, o vestibular serve apenas para conter a demanda de gente que quer ingressar na faculdade, apenas isso.
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Não entendi a comparação... 09

 

Concurso público é para vc engressar num EMPREGO público' date=' é um processo seletivo da mesma forma que uma entrevista de emprego, dinâmica de grupo e afins... Visa selecionar o melhor dos candidatos para preencher uma vaga de TRABALHO, não de faculdade. Vestibular é para vc engressar numa faculdade para ESTUDAR e depois ter emprego. O concurso público é uma forma válida de seleção pois estamos no campo do mercado de trabalho onde essa seleção é mais que necessária, é vital! Assim, qual seria a validade do vestibular? Permitir que vagais que resolvem estudar no último ano de sua vida escolar ingressem nas melhores faculdades do país?

 

E sinceramente não vejo onde o acompanhamento de histórico escolar possa ser instrumento de exclusão social. Obviamente que como já foi colocado, há uma disparidade imensa entre a qualidade do ensino público e o privado. Porém, esse fator sozinho não tem o condão de gerar exclusão social e falo como aluno da rede pública que eu fui, que tirar 10 na rede pública não é tão fácil, mesmo o ensino sendo vacilante... E mesmo que ocorra uma dificuldade de adaptação do aluno da rede pública numa universidade como USP, isso já ocorre com muitos alunos hoje em dia que - ohhhhhh - passam no vestibular.
[/quote']

 

O meu objetivo foi apontar o que é, na minha opinião, a razão principal para a falácia no vestibular, mostrando o quão diferente ele é dos concursos públicos, que muitos pensam que funcionam de forma idêntica.

Não estou me referindo a você absolutamente nesse quesito. Só o citei por causa do que vinha depois, a questão do mérito e de "vagabundos" que estudam de última hora, o que é pura picuinha se comparado a outras questões.

Quanto à questão da exclusão citei ligeiramente e talvez tenha dado a impressão de ser um fator de peso, mas o que penso é contrário,isto é, que muito poucas pessoas conseguem passar em um vestibular bom estudando de última hora, a maioria delas vai simplesmente para as inúmeras faculdadezinhas de plantão. Portanto seria, no mínimo, um pouco injusto não dar oportunidade(por causa do histórico escolar) às raras pessoas que por um motivo qualquer se converteram ao estudo.

Não esqueçamos que o que também não faltam são pessoas que ao ficarem mais velhas vão ficando cada vez mais propensos a vagabundagem.
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Estamos nos tratando de uma prova' date=' querido Dook. As chances de você conseguir ir bem "por sorte" são zero.[/quote']

 

Fato ou opinião?

 

E que determinismo cego o seu dizer que aquele que estudou a vida inteira não vai passar' date=' e o relapso que fez cursinho vai passar. Já disse e repetirei: cursinho não é nada se não for o esforço e a dedicação daquele que o faz.[/quote']

 

Nunca disse que é o cursinho que faz passar, releia os posts... 03

 

Bom, se me perdoam a intromissão, eu conheci pessoalmente três pessoas que passaram no vestibular por puríssima sorte... E todos três utilizaram o mesmo método: escolheram apenas uma letra para chutar toda a prova... (um deles, por exemplo, escolheu D por causa de Deus... 06)

 

Obrigado a contribuição, Jack. Quantos mais aqui passaram ou conhecem pessoas que passaram no vestibular por sorte?06

 

Você quer saber se é fato ou opinião? Não respondo. Procure a resposta dentro do você, o bom senso e o óbvil que você sempre reprimiu um dia vai brilhar e você verá a verdade...

 

Acho que imitei o mestre yoda agora06
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Observe as duas questões abaixo:

1)
O Raio-X é uma onda eletromagnética de comprimento de onda ( λ ) muito pequeno. A fim de observar os efeitos da difração de tais ondas é necessário que um feixe de Raio-X incida sobre um dispositivo' date=' com fendas da ordem de λ . Num sólido cristalino, os átomos são dispostos em um arranjo regular com espaçamento entre os átomos da mesma ordem de λ . Combinando esses fatos, um cristal serve como uma espécie de rede de difração dos Raios-X. Um feixe de Raios-X pode ser refletido pelos átomos individuais de um cristal e tais ondas refletidas podem produzir a interferência de modo semelhante ao das ondas provenientes de uma rede de difração. Considere um cristal de cloreto de sódio, cujo espaçamento entre os átomos adjacentes é a = 0,30 x 10-9 m, onde Raios-X com λ = 1,5 x 10-10 m são refletidos pelos planos cristalinos. A figura (1) mostra a estrutura cristalina cúbica do cloreto de sódio. A figura (2) mostra o diagrama bidimensional da reflexão de um feixe de Raios-X em dois planos cristalinos paralelos. Se os feixes interferem construtivamente, calcule qual deve ser a ordem máxima da difração observável?


fisica1cp4.jpg
2)
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À pressão de 1 atm, uma amostra sólida de 25 g da substância A é aquecida de −40 oC até 100 oC, a uma velocidade constante de 450 J min−1. Considere que todo calor fornecido é absorvido pela amostra. Construa o gráfico de temperatura (oC) versus tempo (min) para todo o processo de aquecimento considerado, indicando claramente as coordenadas dos pontos iniciais e finais de cada etapa do processo. Mostre os cálculos necessários.


Portanto um candidato à vaga que faça 6 meses de cursinho e responda questões desse tipo e passe no vestibular, digo que passa, mas passa bonito e da forma mais justa possível porque é o MELHOR. Absurdo é você achar que não!

Sem mais 03

[/quote']

 

A primeira questão é só ter um conceito básico de difração , algo que não sei por qual razão não é muito abordado em livros do segundo grau. A segunda não vejo nada demais.

Essas questões cairiam bem nas questões de múltipla escolha do ITA.
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