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Pinochet Vaya Con Los Diabos


Plutão Orco
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Augusto José Ramón Pinochet Ugarte (Valparaíso, 25 de novembro de 1915Santiago, 10 de dezembro de 2006) foi um general reformado do Exército, senador vitalício chileno e chefe de Estado. Foi ditador em seu país de 1973 a 1990.

O golpe de 1973

Em 1973, Pinochet torna-se comandante-chefe do Exército chileno. Opositor ferrenho do presidente de esquerda Salvador Allende (que foi acusado pela Câmara dos Deputados de ter violado a Constituição chilena), o general Pinochet, até então considerado um general leal e apolítico, chefiou a junta militar que tomou o poder através de um golpe militar que depôs e matou seu inimigo político.

O golpe de Estado se deu em 11 de Setembro de 1973 (somente 18 dias após de tomado posse do cargo de chefe das Forças Armadas) bombardeando o palácio presidencial com aviões da força aérea, na expectativa de destruí-lo e matar todos os ministros, derrubando assim o presidente Salvador Allende. Allende morreu logo após ser preso. As circunstâncias exatas de sua morte nunca foram esclarecidas. Uma autópsia realizada em 1990 apontou que ele pode ter cometido suicídio.[1]

Após o golpe de Estado, uma junta militar (Conselho do Chile) foi estabelecida para governar o Chile, e Pinochet foi apontado como representante do Exército. A 17 de Junho de 1974, Pinochet assumiu formalmente o cargo de Chefe Supremo da Nação. Em 1981 foi proclamado presidente da República do Chile para um mandato de oito anos.

Durante os 17 anos de seu regime, Pinochet perseguiu membros e aliados da coalizão União Popular, ligada ao antigo governo. Em 1973, ao menos 70 foram vítimas da Caravana da Morte.

Crise econômica

O Chile vivia então uma forte crise económica e social decorrente do rotundo fracasso das acções desenvolvidas durante o mandato de Salvador Allende (compreendendo medidas de carácter socializante como a nacionalização de bancos, as minas de cobre e algumas grandes empresas) que provocaram uma enorme agitação social, o que culminou com a instauração de uma sangrenta ditadura militar.[2]

Já em 1978 assistiu-se a um dos anos mais críticos para o Governo de Pinochet, com os EUA a condenarem veementemente a politica totalitária e opressora do direitos civis chilenos.

Politica económica

A ditadura militar chilena comandada pelo governo de Pinochet permitiu o livre ingresso de capital estrangeiro no país e um importante processo de liberalização económico do país, o que possibilitou um considerável avanço econômico durante a década de 70. Este esforço de apoio ao "mercado livre" e à desregulamentação da economia teve como grande impulsionador um grupo de economistas da Universidade de Chicago [ tinham como grande mentor o famoso economista norte-americano Milton Friedman ], sendo, então, denominados por Chicago Boys. Dado o enorme sucesso das politicas implementadas os seus apoiantes deram-lhe o titulo de "O milagre chileno" para caracterizar o periodo vivido.

Contudo a crise económica de 1981 e as suas avultadas complicações, com elevadas taxas de desemprego e uma balança comercial deficitária , proporcionou uma crescente onda de contestação contra regime de Pinochet.

A evolução do seu Governo

Pinochet organizou plebiscitos em 1978 e 1980 para manter-se no cargo. O plebiscito de 78 lhe conferiu a maioria dos votos da população e seu governo obteve alguma legitimidade. Sob uma nova Constituição de 1980, foi proclamado novamente presidente, mas, a partir de 1982, a economia começou a entrar em declínio. Isso abriu caminho para uma onda de protestos populares, contra a ditadura, que culminou com a campanha do "não" no plebiscito de 1988, que determinaria o "direito" de Pinochet concorrer a novo mandamento.[3]

O "não" pressionou a ditadura a implementar uma abertura política negociada que conduziu o democrata cristão Patricio Aylwin, que tinha apoiado o golpe em 1973, contra o presidente Allende.

Em 18 de fevereiro de 1988 foi derrotado, por pequena margem no plebiscito que teria prolongado seu mandato por mais oito anos. Em 1989 foram realizadas as primeiras eleições desde 1970, quando o General Pinochet entregou a presidência a Patricio Aylwin, o vencedor das eleições, em 11 de março de 1990. Permaneceu, entretanto, como comandante das forças armadas até ao ano de 1998.

Passou então a exercer as funções de senador vitalício no Congresso chileno, às quais renunciou em virtude dos problemas de saúde e das diversas acusações de violações aos direitos humanos.

As acusações na Justiça

Augusto Pinochet, que governou o país com mão de ferro por dezassete anos perdeu o controle quase absoluto que detinha sobre as instituições chilenas, enquanto tutelou o regime chileno e mais tarde quando ainda detinha a imunidade (por ser senador vitalício), passando a temer eventuais investigações e processos judiciais que pudessem fazê-lo responder por seus atos.

Ao todo, o ex-ditador chileno enfrentou uma dezena de processos judiciais.Sendo que para cada um deles os juizes tiveram que obter o levantamento da imunidade de que gozava Pinochet graças à sua condição de ex-chefe de Estado, além de terem de provar as suas condições de saúde para poder enfrentar os processos.

Segundo a Comissão RettingComissão Nacional de Verdade e Reconciliação Chilena —(relatório enviado ao presidente Patrício Aylwin no dia 8 de fevereiro de 1991) e diversas outras investigações foram feitas mais de 3.197 vítimas[números não são consensuais], das quais, 1.192 são detidos desaparecidos (a maioria ocorreu no período inicial, decorrentes dos confrontos aquando do Golpe de Estado) uma prática sinistra que terá seguidores nas ditaduras vizinhas.

Em 16 de outubro de 1998, Pinochet foi detido em Londres pela Scotland Yard. A prisão do ex-chefe obedece ao mandado de busca e apreensão internacionais, "com fins de extradição", expedido pelo juiz espanhol Baltasar Garzón e enviado à Interpol, onde é responsabilizado por crimes de genocídio, terrorismo e torturas, com base em denúncias de familiares de espanhóis desaparecidos no Chile durante sua ditadura. Fica retido por 503 dias na capital britânica sendo libertado em virtude de razões médicas. O governo britânico, alegou razões de saúde, recusou-se a extraditá-lo para a Espanha e Pinochet voltou ao Chile em março de 2000.

O juiz Garzón jamais abandonou as investigações sobre o ditador e obteve, em outubro, da justiça chilena a autorização para interrogar Pinochet e sua esposa pelo caso dos fundos secretos que o general possuía fora de seu país.

No Chile acumula mais de 300 queixas e processos e onde a imunidade lhe é levantada nos casos de violações de direitos do homem e de corrupção.

Em Julho de 2001, apresentou um atestado de debilidade mental que o terá salvado de uma possível condenação.

Alguns dos casos mais conhecidos da lista de acusações sobre o ex-ditador são o assassinato do general Prats, o centro de detenção de Villa Grimaldi, o desaparecimento do sacerdote espanhol António Llidó. Além de outros episódios que marcaram a sua presidencia como são os casos da "Operação Colombo" ; "Operação Condor" e "Caravana da Morte"

Contas secretas

Em 2004 Pinochet passou a ser acusado de manter contas secretas no exterior, a partir de investigações realizadas pelo Senado dos EUA no Banco Riggs. Embora tenha deixado de responder a processos por violações a direitos humanos nos casos "Caravana da Morte" e "Operação Condor", em virtude de sua frágil saúde, Pinochet continua sendo responsabilizado por organizações de defesa das vítimas, que lhe imputam os crimes cometidos pelo regime militar de que era o chefe supremo.

Ainda que protegido pela imputabilidade, tal fato não impediu o prosseguimento das investigações dos fatos ocorridos durante o período de trevas militares. Então, em Julho de 2006, a partir dos depoimentos do general reformado Manuel Contreras, ex-chefe da DINA - a Polícia Secreta do regime militar - e, até então, um dos mais fiéis subordinados do ex-ditador Augusto Pinochet, surgiram acusações de que o ditador enriquecera a partir da fabricação de cocaína em instalações do exército chileno (fatos publicados em matéria do jornal La Nación de domingo 9 de julho de 2006).

Falecimento

Em 3 de Dezembro de 2006 sofre um ataque cardíaco e, aos 91 anos, falece em 10 de Dezembro (Dia dos Direitos Humanos)[4] às 14h15 (15h15 horário de Brasília) devido a um infarto do miocárdio e um edema pulmonar agudo no Hospital Militar. Uma hora depois do anúncio de sua morte, várias manifestações acontecem em frente ao hospital, tanto a favor quanto em oposição ao ex-ditador.

O Artigo completo está na Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Pinochet

 

Plutão Orco:

 

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Como eu já disse, ele morreu impune. E quando eu falo que aqui na América Latina, é uma região de ferrenha colaboração para a marcha anti-esquerdista utilizando de todos os meios para tanto, não se importam. Como um cara que é responsável por mais de 3 mil mortes pelo menos fica livre do julgamento desta vida. Acho um desrespeito sem tamanho para com a humanidade, e somando todas as ditaduras da América Latina não levou nada menos do 70 mil vidas aproximadamente ao que se sabe. As pessoas devem deixar de lado suas ideologias fanáticas, e passar por cima da vida de pessoas por interesses mesquinhos. Nada justifica, matar e criar subcampos de concentração, para defender com unhas e dentes este absurdo independente de sua colocação política. Stalin, Hitler são exemplos ainda vivos na nossa memória do que o fanatismo político pode fazer. Acho que não importa se eles tinham boas intenções, elas não se salvaram do julgamento perante a humanidade. Em sumo um erro não justifica outro.

 

Aqueles que defenderam Augusto Pinochet fizeram nada mais nada menos do que colaborar com a morte, a tortura e a impunidade. Sinto um nojo desta gente, embora tenha aqueles que defendem fervorosamente isto, não considero que estas pessoas tenham dignidade. E digo isto especialmente, para a Margaret Thatcher, a fanática defensora da direita. Ao lamentar a morte de Augusto é uma prova cabal, que ela não lamenta 3 mil vidas por uma.

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Maldito!!!!

 

Porque ele não levou o Fidel e o Hugo Chavez com ele?11

 

Váde retrô' date=' todos eles!06
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Tá certo que o Hugo parece um populista escroto. Mas acho que se ele foi reeleito é por meios democráticos é um meio justo de chegar ao poder. Pinochet não foi eleito, ele se elegeu por meio da força. Embora, a democracia seja uma convertida ditadura da maioria. Ainda sim, ele foi eleito pela vontade dos meios constitucionais já estabelecidos. Diferente dos outros citados.

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Porque ele não levou o Fidel e o Hugo Chavez com ele?11

 

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Tá certo que o Hugo parece um populista escroto. Mas acho que se ele foi reeleito é por meios democráticos é um meio justo de chegar ao poder. Pinochet não foi eleito, ele se elegeu por meio da força. Embora, a democracia seja uma convertida ditadura da maioria. Ainda sim, ele foi eleito pela vontade dos meios constitucionais já estabelecidos. Diferente dos outros citados.

 

Quem dera se o Hugo fosse ditador. Seria bem mais simples. O cara é um ultra-manipulador. E isso, é bem pior...
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eu sou chileno (so nasci lá) e digo q ja foi tarde... vi pais de amigos meus sumirem e ja levei porradas em manifestacoes, sem falar q dia sim-dia nao tinha toque de recolher, no inicio dos 80.... francamente, merecia o mesmo destino do Saddanm..16 É verdade q ele melhorou a economia, a custa de muito sangue derramado, claro! Na minha opiniao, a liberdade de expressao e de ir/vir NAO tem preço. Jorge Soto2006-12-12 16:47:18

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Maldito!!!!

 

Porque ele não levou o Fidel e o Hugo Chavez com ele?11

 

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Tá certo que o Hugo parece um populista escroto. Mas acho que se ele foi reeleito é por meios democráticos é um meio justo de chegar ao poder. Pinochet não foi eleito, ele se elegeu por meio da força. Embora, a democracia seja uma convertida ditadura da maioria. Ainda sim, ele foi eleito pela vontade dos meios constitucionais já estabelecidos. Diferente dos outros citados.

 

Quem dera se o Hugo fosse ditador. Seria bem mais simples. O cara é um ultra-manipulador. E isso, é bem pior...

 

pois é, da mesma forma q o Lula, teve maioria dos votos mediante sua politica populista-assistencialista... e da mesma forma, aumentou as desigualdades sociais e a miséria. Ele é tao democratico q quem votou contra ele perdeu emprego ou esta ameaçado disso. Sem falar q tem em vista ser presidente vitalicio..bela democracia. Se bilheteria (voto) fosse qualidade, Xuxa e os Duendes seria classico..
Jorge Soto2006-12-12 15:57:37
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Ola. Shy e Big One!

 

 

 

O Fidel Castro é visto com bons olhos pelos chefes de estado do continente sul-americano, é estranho, porque ele usa de um falso socialismo para se perpetuar e impedir a livre escolhas dos moradores de Cuba.

 

 

 

Shy, um bjaçoooooooo sensacionalmente gordistico e ultrafantástico suculento. 08.gif

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 Achei triste, ao ouvir no "Saia justa" a Waldvogel   dizer que havia algo a se comemorar apesar das atrocidades que estava acontecendo no Brasil e no mundo, pq o mundo poderia respirar um ar mais puro sem a presença de Pinochet na Terra!

 

 Que ele deveria estar fazendo festinha no Inferno com Hitler, Menguele, Milosevitch...

 

 Credo! Deve ser horrível ser tão odiado assim??!

 

 A familia dele deve se sentir entre triste e envergonhada.
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 Achei triste, ao ouvir no "Saia justa" a Waldvogel   dizer que havia algo a se comemorar apesar das atrocidades que estava acontecendo no Brasil e no mundo, pq o mundo poderia respirar um ar mais puro sem a presença de Pinochet na Terra!

 

 Que ele deveria estar fazendo festinha no Inferno com Hitler, Menguele, Milosevitch...

 

 Credo! Deve ser horrível ser tão odiado assim??!

 

 A familia dele deve se sentir entre triste e envergonhada.
[/quote'] A festinha de Pinochet  começou quando ele estava vivo.Acontece que a festa dele foi menos badalada...morreram "apenas" 3 mil e alguma coisa. Festa de luxo vimos com Mao Tse-Tung, que foi responsável por entre 40 e 50 milhões de mortes de camponeses, depois vem Stalin( 10 milhões foram vitimas das festinhas dele) e Hitler com seus 6 milhões de "participantes"...

 

Os números não são relevantes quando se está em jogo a liberdade, justiça e paz...portanto, certamente Pinochet foi um mal grande, mesmo tendo colocado o Chile um pouco nos eixos economicamente..pelo menos em comparação com Alliende

 
Olórin,o Ainur2006-12-15 15:45:50
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Até aí, nada muito anormal ,pois todos somos suscetíveis à insanidade...acontece que Pinochet tomou gosto pela coisa....

A gente, nessas horas, acha que a era dos ditadores acabou...

 

Precisamos é ficar de olhos bem abertos, isso sim. Alguém duvida, por exemplo, de um envolvimento do presidente Putin na morte da jornalista russa???Pela próprias palavras dela pouco antes de morrer, fica difícil não crê-las....

 

 

 

 

 

 
Olórin,o Ainur2006-12-15 17:01:51
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