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Forum Cinema em Cena

Filmes Subestimados


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eu adoro guerra dos mundos' date=' mas não sei como defender o final dele. Digo, não falo a explicação, que acho muito boa, mas sim o moleque voltar vivo. Aquilo simplesmente não me incomoda em nada, mas entendo quem ache uma merda.[/quote']

 

Eu acho muito fácil, por dois motivos:

 

Primeiro, porque o simples fato do garoto estar vivo no final é algo que, pra mim, não revela incoerência alguma. Ele estava no meio de uma guerra e, no fim das contas, sobreviveu - como tantos outros no próprio filme. Lembro mais ou menos de algo que o Serge Hall disse tempos atrás, e era um pouco assim: se quando o personagem do Cruise é capturado por aquele tripé o Spielberg cortasse para dar sequência ao filme, a gente naturalmente assumiria que ele morre, afinal não haveria como sair vivo de uma enrascada daquelas. O negócio é que ele mostra como ele e os demais seres humanos se livram do problema, e tudo fica crível. Um raciocínio parecido pode ser aplicado ao caso do menino: a gente não pode presumir sua morte pelo simples fato dele ter entrado numa guerra, até porque estamos assistindo a um filme no qual pessoas sobrevivem a uma brutal invasão alienígena! Pensar nisso como um problema é, na minha opinião, se irritar com qualquer coisa que pudesse ser decidida numa jogada de dados, e aí não dá.

 

Segundo que considero o final de Guerra dos mundos bem parecido com o de Marcas da violência. A linda e cheirosa família estadunidense dando continuidade ao sonho americano, mesmo após o pai de família ter assassinado pessoas no meio do caminho. A diferença entre os dois é que o Cronenberg filma o desfecho de um jeito silencioso e meio contundente, enquanto o Steven captura o momento final como se um sol iluminasse aquela família - algo que, pra mim, é uma fina e perturbadora ironia. É como se o Spielberg fizesse um filme de gênero todinho em cima do reencontro familiar (tanto físico quanto de espírito), só pra contrastar a ternura do momento com as atitudes duvidosas de seu protagonista até ali - egoísmo e assassinato. Eu particularmente penso assim e acho maravilhoso.

 

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eu adoro guerra dos mundos' date=' mas não sei como defender o final dele. Digo, não falo a explicação, que acho muito boa, mas sim o moleque voltar vivo. Aquilo simplesmente não me incomoda em nada, mas entendo quem ache uma merda.[/quote']

Eu acho muito fácil, por dois motivos:

Primeiro, porque o simples fato do garoto estar vivo no final é algo que, pra mim, não revela incoerência alguma. Ele estava no meio de uma guerra e, no fim das contas, sobreviveu - como tantos outros no próprio filme. Lembro mais ou menos de algo que o Serge Hall disse tempos atrás, e era um pouco assim: se quando o personagem do Cruise é capturado por aquele tripé o Spielberg cortasse para dar sequência ao filme, a gente naturalmente assumiria que ele morre, afinal não haveria como sair vivo de uma enrascada daquelas. O negócio é que ele mostra como ele e os demais seres humanos se livram do problema, e tudo fica crível. Um raciocínio parecido pode ser aplicado ao caso do menino: a gente não pode presumir sua morte pelo simples fato dele ter entrado numa guerra, até porque estamos assistindo a um filme no qual pessoas sobrevivem a uma brutal invasão alienígena! Pensar nisso como um problema é, na minha opinião, se irritar com qualquer coisa que pudesse ser decidida numa jogada de dados, e aí não dá.

Segundo que considero o final de Guerra dos mundos bem parecido com o de Marcas da violência. A linda e cheirosa família estadunidense dando continuidade ao sonho americano, mesmo após o pai de família ter assassinado pessoas no meio do caminho. A diferença entre os dois é que o Cronenberg filma o desfecho de um jeito silencioso e meio contundente, enquanto o Steven captura o momento final como se um sol iluminasse aquela família - algo que, pra mim, é uma fina e perturbadora ironia. É como se o Spielberg fizesse um filme de gênero todinho em cima do reencontro familiar (tanto físico quanto de espírito), só pra contrastar a ternura do momento com as atitudes duvidosas de seu protagonista até ali - egoísmo e assassinato. Eu particularmente penso assim e acho maravilhoso.

 

Concordo em absoluto contigo, porém, acho que a parte grifada acaba gerando em muitos uma sensação de "bah, mais um final feliz e mela-cueca do spielbão". E isso não é culpa do público, acho que o próprio Spielberg acabou construindo essa fama ao longo da carreira, então, bem ou mal acaba sendo um ponto meio negativo.
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Concordo em absoluto contigo' date=' porém, acho que a parte grifada acaba gerando em muitos uma sensação de "bah, mais um final feliz e mela-cueca do spielbão". E isso não é culpa do público, acho que o próprio Spielberg acabou construindo essa fama ao longo da carreira, então, bem ou mal acaba sendo um ponto meio negativo.[/quote']

 

Eu não sei se entendi muito bem o que você quis dizer, Schon. Que o fato dessa cena te lembrar e passar a sensação de uma característica do Spielberg que geralmente te incomoda é um ponto negativo, é isso?

 

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eu adoro guerra dos mundos' date=' mas não sei como defender o final dele. Digo, não falo a explicação, que acho muito boa, mas sim o moleque voltar vivo. Aquilo simplesmente não me incomoda em nada, mas entendo quem ache uma merda.[/quote']

Eu acho muito fácil, por dois motivos:

Primeiro, porque o simples fato do garoto estar vivo no final é algo que, pra mim, não revela incoerência alguma. Ele estava no meio de uma guerra e, no fim das contas, sobreviveu - como tantos outros no próprio filme. Lembro mais ou menos de algo que o Serge Hall disse tempos atrás, e era um pouco assim: se quando o personagem do Cruise é capturado por aquele tripé o Spielberg cortasse para dar sequência ao filme, a gente naturalmente assumiria que ele morre, afinal não haveria como sair vivo de uma enrascada daquelas. O negócio é que ele mostra como ele e os demais seres humanos se livram do problema, e tudo fica crível. Um raciocínio parecido pode ser aplicado ao caso do menino: a gente não pode presumir sua morte pelo simples fato dele ter entrado numa guerra, até porque estamos assistindo a um filme no qual pessoas sobrevivem a uma brutal invasão alienígena! Pensar nisso como um problema é, na minha opinião, se irritar com qualquer coisa que pudesse ser decidida numa jogada de dados, e aí não dá.

Segundo que considero o final de Guerra dos mundos bem parecido com o de Marcas da violência. A linda e cheirosa família estadunidense dando continuidade ao sonho americano, mesmo após o pai de família ter assassinado pessoas no meio do caminho. A diferença entre os dois é que o Cronenberg filma o desfecho de um jeito silencioso e meio contundente, enquanto o Steven captura o momento final como se um sol iluminasse aquela família - algo que, pra mim, é uma fina e perturbadora ironia. É como se o Spielberg fizesse um filme de gênero todinho em cima do reencontro familiar (tanto físico quanto de espírito), só pra contrastar a ternura do momento com as atitudes duvidosas de seu protagonista até ali - egoísmo e assassinato. Eu particularmente penso assim e acho maravilhoso.

 

Claro, como eu falei, não me importo em nada com o final. Mas pegando o primeiro paragrafo, e esse exemplo que tu citou do serge, apesar de achar muito bom, entendo quem não consiga se apegar a ele. No caso do cruise, realmente, as chances seriam minimas, para a cena ali e o provavel é sua morte. Acontece que a cena não parou ali, e ele teve que desenvolver toda ela pra mostrar como ele sai da enrascada. Sugestionar algo como aquilo (foi um lance pesado mesmo) e depois ele aparece limpinho e bonito no final esperando o abraço carinhoso do papai, na "desculpa" (não falo por mim) de que "aha! eu não mostrei ele morto, então posso fazer o que quiser!" sei lá, pode parecer uma saída muito fácil, não tão honesta. Eu não me importo, como disse, mas entendo quem considera isso como uma falha (só acho condenar o filme todo por isso besteira) 

 

já quanto ao segundo, humm, não vejo muito similiaridade entre ambos não. pra mim existe duas diferenças basicas: um é um fdp realmente, que matava por prazer, ou por propositos egoistas; já com o outro, não vejo isso que tu falou, o assassinato acontece por um motivo "nobre" (vejo assim mesmo), a proteção dos filhos. e quanto à atitude egoistas, também não encaro dessa forma, naquele universo não existe muito tempo pra pensar no próximo, se ele realmente fizesse isso, colocaria em risco quem tem que proteger. Ele escolheu se entregar pela segurança dos dois. Claro que ele chega no final carregado de dor, culpa (não interessa quem se assassina, não tem como mudar isso) mas vejo uma diferença bem drástica em relação aos dois, principalmente nesse sentido moral da coisa.
Tensor2009-10-23 16:42:05
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Claro' date=' como eu falei, não me importo em nada com o final. Mas pegando o primeiro paragrafo, e esse exemplo que tu citou do serge, apesar de achar muito bom, entendo quem não consiga se apegar a ele. No caso do cruise, realmente, as chances seriam minimas, para a cena ali e o provavel é sua morte. Acontece que a cena não parou ali, e ele teve que desenvolver toda ela pra mostrar como ele sai da enrascada. Sugestionar algo como aquilo (foi um lance pesado mesmo) e depois ele aparece limpinho e bonito no final esperando o abraço carinhoso do papai, na "desculpa" (não falo por mim) de que "aha! eu não mostrei ele morto, então posso fazer o que quiser!" sei lá, pode parecer uma saída muito fácil, não tão honesta. Eu não me importo, como disse, mas entendo quem considera isso como uma falha (só acho condenar o filme todo por isso besteira) 

 

já quanto ao segundo, humm, não vejo muito similiaridade entre ambos não. pra mim existe duas diferenças basicas: um é um fdp realmente, que matava por prazer, ou por propositos egoistas; já com o outro, não vejo isso que tu falou, o assassinato acontece por um motivo "nobres" (vejo assim mesmo), a proteção dos filhos. e quanto à atitude egoistas, também não encaro dessa forma, naquele universo não existe muito tempo pra pensar no próximo, se ele realmente fizesse isso, colocaria em risco quem tem que proteger. Ele escolheu se entregar pela segurança dos dois. Claro que ele chega no final carregado de dor, culpa (não interessa quem se assassina, não tem como mudar isso) mas vejo uma diferença bem drástica em relação aos dois, principalmente nesse sentido moral da coisa.[/quote']

 

Não, não estou dizendo que seja uma saída ou um artifício que o Spielberg usou. O exemplo é apenas uma ilustração de como eu acho que realmente não dá pra assumir com certeza uma coisa desse tipo, de que o menino certamente morreu. Se o Spielberg mostrasse de longe que três pessoas se esconderam no porão de casa e que um ou daqueles aliens entraram por lá e não mostrasse mais nada, o que a gente pensaria? Que eles morreram. É o mesmo caso que acontece no filme, e eles escapam. Não é uma ferramenta do tipo "se aconteceu isso aqui, estou livre para decidir o destino dos personagens da maneira que eu quiser". É apenas um modo de mostrar que não dá pra cobrar esse tipo de lógica absoluta num filme de invasão alienígenas. Eu sinceramente não vejo porque ele deveria necessariamente ter morrido - esse é o meu ponto.

 

Talvez eu tenha dado a impressão errada quanto ao segundo parágrafo. Eu não julgo como certas ou erradas as atitudes do personagem do Cruise, mas elas são negras e estão lá. Claro que você pode dizer que a ocasião eliminou a culpabilidade do ato, mas pra mim a filhadaputagem (assassinato a sangue frio!) continua lá. De todo modo, as semelhanças as quais me refiro são: família americana reunida e feliz após trilharem um caminho deveras questionável. Eu fico impressionado com aquele happy ending de Guerra dos mundos, por mais que o Cruise estivesse fazendo o "correto". Só de pensar o que ele fez atrás daquela porta, só pra estar ali, me faz engolir seco.

 

(também não estou comparando a potência de cada desfecho, apenas os considero semelhantes etc.)

Gago2009-10-23 17:09:37
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eu adoro guerra dos mundos' date=' mas não sei como defender o final dele. Digo, não falo a explicação, que acho muito boa, mas sim o moleque voltar vivo. Aquilo simplesmente não me incomoda em nada, mas entendo quem ache uma merda.[/quote']

 

tipo eu. 06

 

o rike é uma figura, a explicação dele pra dizer que atonement é subestimado eu ri demais aqui. 06

 

 

 

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eu não gosto pelo Scott e pelo Bloom 06 impossível um filme com esse cara de protagonista dar certo, ainda mais quando o filme exige doses de energia do personagem. a única coisa que acho razoável no filme é a fotografia azulada. esse é outro que não considero subestimado, tá aonde merece... no limbo. 06

 

(detalhe que meu mouse pad é desse filme, malditos brindes haha)

 

 

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Claro' date=' como eu falei, não me importo em nada com o final. Mas pegando o primeiro paragrafo, e esse exemplo que tu citou do serge, apesar de achar muito bom, entendo quem não consiga se apegar a ele. No caso do cruise, realmente, as chances seriam minimas, para a cena ali e o provavel é sua morte. Acontece que a cena não parou ali, e ele teve que desenvolver toda ela pra mostrar como ele sai da enrascada. Sugestionar algo como aquilo (foi um lance pesado mesmo) e depois ele aparece limpinho e bonito no final esperando o abraço carinhoso do papai, na "desculpa" (não falo por mim) de que "aha! eu não mostrei ele morto, então posso fazer o que quiser!" sei lá, pode parecer uma saída muito fácil, não tão honesta. Eu não me importo, como disse, mas entendo quem considera isso como uma falha (só acho condenar o filme todo por isso besteira) 

 

já quanto ao segundo, humm, não vejo muito similiaridade entre ambos não. pra mim existe duas diferenças basicas: um é um fdp realmente, que matava por prazer, ou por propositos egoistas; já com o outro, não vejo isso que tu falou, o assassinato acontece por um motivo "nobres" (vejo assim mesmo), a proteção dos filhos. e quanto à atitude egoistas, também não encaro dessa forma, naquele universo não existe muito tempo pra pensar no próximo, se ele realmente fizesse isso, colocaria em risco quem tem que proteger. Ele escolheu se entregar pela segurança dos dois. Claro que ele chega no final carregado de dor, culpa (não interessa quem se assassina, não tem como mudar isso) mas vejo uma diferença bem drástica em relação aos dois, principalmente nesse sentido moral da coisa.[/quote']

 

Não, não estou dizendo que seja uma saída ou um artifício que o Spielberg usou. O exemplo é apenas uma ilustração de como eu acho que realmente não dá pra assumir com certeza uma coisa desse tipo, de que o menino certamente morreu. Se o Spielberg mostrasse de longe que três pessoas se esconderam no porão de casa e que um ou daqueles aliens entraram por lá e não mostrasse mais nada, o que a gente pensaria? Que eles morreram. É o mesmo caso que acontece no filme, e eles escapam. Não é uma ferramenta do tipo "se aconteceu isso aqui, estou livre para decidir o destino dos personagens da maneira que eu quiser". É apenas um modo de mostrar que não dá pra cobrar esse tipo de lógica absoluta num filme de invasão alienígenas. Eu sinceramente não vejo porque ele deveria necessariamente ter morrido - esse é o meu ponto.

 

Talvez eu tenha dado a impressão errada quanto ao segundo parágrafo. Eu não julgo como certas ou erradas as atitudes do personagem do Cruise, mas elas são negras e estão lá. Claro que você pode dizer que a ocasião eliminou a culpabilidade do ato, mas pra mim a filhadaputagem (assassinato a sangue frio!) continua lá. De todo modo, as semelhanças as quais me refiro são: família americana reunida e feliz após trilharem um caminho deveras questionável. Eu fico impressionado com aquele happy ending de Guerra dos mundos, por mais que o Cruise estivesse fazendo o "correto". Só de pensar o que ele fez atrás daquela porta, só pra estar ali, me faz engolir seco.

 

(também não estou comparando a potência de cada desfecho, apenas os considero semelhantes etc.)

 

Nessa discussão eu concordo com o Tensor. Acho que o ponto no caso é o seguinte: Será que as ações do Cruise são mesmo questionáveis? Posso parecer um FDP miserável questionando isso, mas, falando por mim, posso te diser que faria boa parte das ações dele no filme caso acontecesse algo daquela magnitude (ainda mais se ameaçasse sériamente alguém da minah família). Inclusive a minha visão do final é um pouco diferente, de alguém que negligenciava os filhos, que tinha atitudes egoístas anteriormente, e que esse incidente, de alguma forma, uniu essa família.

 

Mas aí entraremos naquela mesma discussão de final feliz X final triste que tivemos com "Two Lovers", então vou parar por aí...06

 

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Nessa discussão eu concordo com o Tensor. Acho que o ponto no caso é o seguinte: Será que as ações do Cruise são mesmo questionáveis? Posso parecer um FDP miserável questionando isso' date=' mas, falando por mim, posso te diser que faria boa parte das ações dele no filme caso acontecesse algo daquela magnitude (ainda mais se ameaçasse sériamente alguém da minah família). Inclusive a minha visão do final é um pouco diferente, de alguém que negligenciava os filhos, que tinha atitudes egoístas anteriormente, e que esse incidente, de alguma forma, uniu essa família.

 

Mas aí entraremos naquela mesma discussão de final feliz X final triste que tivemos com "Two Lovers", então vou parar por aí...06

[/quote']

 

Mas então, o que eu vejo de pungente nesse teor familiar presente no final é que o Tim Robbins precisou ser assassinado de maneira fria e cruel no meio do caminho pra que fosse possível ocorrer esse reencontro entre pessoas de mesmo sangue. Pensar nesse pequeno detalhe naquele desfecho mela-cueca é aterrorizante, por mais que eu comporeenda o porquê do Tom ter feito o que fez.

 

Com isso eu não quero comparar as famílias retratadas pelo Cronenberg e pelo Spielberg, mas tão somente buscar a semelhança de que as duas se reestabelecem como unidade familiar após guardar seus esqueletos no armário. A importância em cada família varia, é claro, mas eles existem e isso é inegável.

 

É claro que as situações nas quais o persnagem do Cruise age à sua maneira parecem depurá-lo. Mas isso é outra história.Gago2009-10-23 19:25:40

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Fonte da Vida

Não preciso nem argumentar' date=' né?[/quote']

Não gosto. O filme quer ser profundo, mas eu não vi nada ali além de uma história confusa.

 

isso de público convencional é estranho. pq hoje o

público convencional não gosta nem de casablanca' date=' e não significa que

seja subestimado. acho que abismo do medo ta onde merece, ou seja, um

lugar bem bom.[/quote']

 

É ruim definir subestimação. Vamos considerar o CeC, a crítica, o Oscar, os cinéfilos, o povão? Se formos pensar no

povão, filmes como Cidadão Kane e Casablanca, que são tidos como

obras divinas, são subestimados (Cidadão Kane nem sequer é conhecido). Eu prefiro não considerar o povão. A

não ser que o tópico seja "Filmes subestimados pelo povão".

 

 

Depende do ponto de vista. Certamente

não faço parte da elite intelectual do fórum' date=' já que não escrevo usando

palavras difíceis.[/quote']

Não' date=' parceiro...

Povão... deixa eu citar um exemplo.

 

Fui ver o Distrito 9 no cinema. No meio do filme deu um pico de luz aí quando voltou tinha pulado uma parte do filme.

Aí acenderam as luzes e o cara do projetor começou a voltar o rolo.

E as pessoas olharam lá pra salinha e dava pra ver um monte de filme voando pela sala.

 

Aí, uma desinfeliz atrás de mim fala assim:

"Nossa, é filme de verdade, que antigo. Que trabalheira pra voltar isso tudo. Não era mais simples passar em dvd?"

 

Isso é povão06
[/quote']

 

Assim é demais. 06

É a espécie de povão mais povônica. Eu sou da outra espécie.

 

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  • 1 year later...

Eu não sei listar filmes que são subestimados na minha opinião. Porém, quando lembrar de algo, colocarei aqui pra discutir com o pessoal.

 

Um filme que eu gosto muito e ele é bem criticado, e subvalorizado é o Último Samurai.

 

Entendo quem aponta os cliches, mas se para muitas críticas positivas, uma cena ou um personagem podem encantar, pra mim o Kensaku Watanabe simplesmente carrega o filme nas costas. A atuação do cara é soberba, roubando todas as cenas e ofuscando o Tom Cruise, algo que independente do talento (ou falta de) deste, é algo bem difícil de ver.

 

Porém, entendo muito quem não gosta, seja pelo americanismo e pelos clichês que acontecem durante praticamente toda a projeção.
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  • 3 weeks later...

Acho que a análise do Luizz citando o cinema como uma "cornucópia de discrepâncias" é algo que eu me relacionei bastante.O duro na análise de filmes pra um "mero mortal" que não trabalhe com isso, é saber separar o carinho e a memória afetiva que a gente tem por alguma obra específica de uma análise mais fria,crítica...profissional. Na maioria das vezes,com a maturidade,fica mais fácil...mas e aqueles filmes que a gente viu em várias e várias fases da vida e que nunca perderam o significado?

 

 

 

Não sei se é porque eu amo tanto esse filme,e provavelmente seja,mas nunca achei que "Groundhog Day" fosse respeitado como deveria. Não é profundamente técnico,não é inovador,não foi um divisor de águas,mas tem um espaço bem especial na minha memória.

 

 

 

Eu sei que tem uma legião de fãs,mas deveria ser mais do que é perante os olhos das pessoas. Realmente me fez reavaliar o quanto eu deixava de aproveitar as pequenas coisas na minha rotina,me fez e faz pensar sempre,e não através de um filme duro,crítico,visceral...me fez fazer isso rindo,com o Murray em plena forma no que até hoje pra mim é o filme em que,em termos de comédia,ele foi melhor aproveitado. Uma série infindável de boas sacadas e uma vastidão de detalhes que fazem os "repetecos" do filme se tornarem cada vez mais interessantes também chamaram minha atenção. É uma obra íncrivel.

 

 

 

Showtime*2011-10-26 02:16:19

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