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Forum Cinema em Cena

Ernesto "Che" Guevara


Michel M.
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Hasta Siempre Comandante!

 

 

 

 

 

 

O

título acima também dá nome a uma obra prima da música cubana em que o

compositor Carlos Puebla homenageia Che Guevara, o médico argentino que

se propôs a lutar por um povo que ele nem sequer conhecia.

Ernesto

Guevara de la Serna, por obra do destino, conhece, no México, um certo

Fidel Castro, que lhe faz um proposta indecorosa: Lançar-se ao Golfo do

México rumo a um país desconhecido junto com 81 companheiros para lutar

contra mais de três mil homens apoiados militarmente pelos Estados

Unidos.

O que um jovem recém-formado em medicina pela Universidade

de Buenos Aires poderia dizer diante de uma proposta dessas? A sensatez

sugerida pela ordem teórica ditada pelo capitalismo nos levaria a

imaginar que ele não aceitaria a proposta. Mas ele disse sim.

Começava ali a epopéia de um homem que mais tarde seria preconizado como o grande tutor da causa revolucionária.

Ao

desembarcar em Cuba o exército rebelde foi recebido por um bombardeio

aéreo que o faz sofrer grandes baixas. Reduzido a um contingente de 18

soldados feridos e mal armados, o grupo marcha para a legendária Sierra

Maestra onde daria início a batalha de Davi contra Golias. Aqueles

jovens idealistas começavam ali o que se chamou de “A revolução

impossível”. Foi dada a partida para a mais romântica das empreitadas

da esquerda latino-americana. Começava a Revolução Cubana.

- Mas, por que ele disse sim?

Essa

é a indagação pairou sobre as mentes de muitas pessoas que não o

conheciam mais profundamente. – Mas o que diria o filho de uma família

que via permanentemente a mesa de jantar rodeada de meninos pobres,

fiéis escudeiros do filho mais velho. O que poderia dizer um médico

recém-formado que ignora a possibilidade de adquirir automóveis

importados e mansões. Que parti em busca dos mais recônditos

leprosários para trabalhar a troco de cama e comida? Qual resposta

poderia dar um aventureiro que da garupa de uma motocicleta conhece

toda a miséria e toda a sorte de exploração que possa recair sobre um

povo que vive à sombra de um império? Como poderia reagir uma pessoa

que se alimentava ideologicamente da indignação de ver um ser humano

ser explorado por outro.

- Quem o conhecia tinha plena convicção de

que aquele jovem se lançaria sem pensar em uma luta cuja causa era tudo

aquilo que lhe serviu de alimento enquanto construía o próprio caráter.

Não havia para ele outra resposta se não dizer sim a uma proposta que

lhe tiraria da posição de observador para assumir a função de

modificador de uma ordem pré-estabelecida. Era chegada, portanto, a

hora de cumprir aquilo que bradou seu comandante: “Em 1956 seremos

livres ou seremos mártires”.

Quer saber o final dessa história? Eles

se tornaram livres. O impossível aconteceu. Davi venceu Golias. Aqueles

18 soldados que iniciaram a luta contra os três mil, venceram. A

Revolução triunfou. Como dizia Che Guevara: “O extraordinário virou

cotidiano”.

Ao aceitar a proposta de Fidel Castro, Che desafiou a

Grande Potência do Norte que há décadas dominava econômica e

politicamente a ilha. Venceram, expulsaram os americanos e deram um

“mau exemplo” para toda a América Latina.

É isso o que esbraveja a

velha e resignada elite burguesa, doutrinada aos moldes do capitalismo.

É essa verdade que certa revista brasileira e a mídia neoliberal

desejam subverter. É esse exemplo que pasquins a serviço da classe

opressora desejam apagar. Depois da malfadada campanha contra o MST,

contra as ONG’s e contra todo e qualquer movimento social, eis que a

revista Veja vem tentar subverter a verdade histórica, mas dá um tiro

no próprio pé: Na passagem dos 40 anos da morte de Che Guevara ela diz:

“Por suas convicções ideológicas, Che tem seu lugar assegurado na mesma

lata de lixo onde a história já arremessou há tempos outros

teóricos(...)”. Há dez anos atrás, no 30º aniversário da morte de Che,

a revista tinha outra opinião: “Che Guevara (...) era bonito, destemido

e morreu jovem, defendendo conceitos igualmente jovens, como a

solidariedade e a justiça social”.

O filósofo francês Jean-Paul

Sartre classificou Che como “o mais completo ser humano da nossa era”.

Como escreveu Pablo Neruda, o poeta preferido de Guevara: "Podem matar

as flores, mas, jamais acabarão com a Primavera".

Luciano Soares
Confira abaixo uma síntese da história de Che Guevara:

 

 

 

 

 

 

 

----------------- CHE GUEVARA -----------------

 

 

 

 

 

 

 

Che+7.jpg

 

 

Há 40 anos nascia um mito

 

O

dia 9 de outubro de 2007 marca os 40 anos da morte de Che Guevara, um

médico que para muitos se tornou um herói, para outros, um mito, e para

alguns nada disso. Opiniões a parte, a história mostra que ele não só

mudou o rumo da política mundial, mas também a mentalidade de várias

gerações.

 

 

Ao final dos

anos 20, em Rosário na Argentina, vem ao mundo, prematuro e muito

fraquinho, Ernesto, o primogênito de uma família de cinco filhos. Seus

pais, Ernesto Guevara Lynch e Célia de la Serna, desde os primeiros

anos tiveram problemas com Ernestinho por causa dos ataques de asma que

o torturaria durante toda a vida.

 

O pequeno Guevara entregava-se

vorazmente ao esporte e a leitura. Nas longas horas que passava em

casa, Ernesto devorava clássicos como Pablo Neruda e García Lorca,

entre outros.

 

A MEDICINA E AS VIAGENS

 

A

consciência política do jovem Guevara começava a nascer inevitavelmente

pela influência dos pais e pela intelectualidade de Córdoba, onde

morava. Um sentimento antiamericano já podia ser notado. Aos dezesseis

anos Ernesto Guevara começou a ler Marx e Engels.

 

Após terminar

os estudos secundários, Ernesto matricula-se na Faculdade de Medicina

de Buenos Aires. Durante o curso, era comum vê-lo discutindo com seus

colegas a respeito da socialização da medicina. Guevara defendia com

vigor a abolição da medicina comercial e se colocava contra a

desigualdade na distribuição de médicos entre a sociedade e o campo.

 

 

Insistia também na tese de que era necessário dar um tratamento mais

humano aos pacientes e, sobretudo, em “como era importante para a

psique dos leprosos o modo familiar como os tratavam”.

 

No início

de 1949, Guevara percorreu as províncias do Norte de seu país em uma

espécie de bicicleta motorizada que ele mesmo projetou e construiu. A

viagem permitiu-lhe romper com as formas ortodoxas de turismo; ele

assumiu a postura do que hoje chamaríamos de mochileiro.

 

Para

evidenciar isso, veja o que ele próprio escreveu em seu diário de

viagem: “Não cultivo os mesmos gostos que os turistas [...] o Altar da

Pátria, a catedral, o precioso púlpito e a virgem milagrosa [...] a

sede da revolução [...] não é assim que se conhece um povo, seu modo de

viver ou sua interpretação da vida, aquilo é uma luxuosa cobertura; a

alma de um povo se reflete nos enfermos dos hospitais, nos reclusos da

prisão, no andarilho ansioso com quem se conversa enquanto se observa o

turbulento caudal do rio Grande abaixo”.

 

Seria interessante

citar também o trecho de uma carta que ele escrevera a sua tia Beatriz

quando passava pelo Brasil: “Desta terra de belas e ardentes mulheres,

mando um abraço compassivo a Buenos Aires, que cada vez mais me parece

aborrecida [...] Depois de superar mil dificuldades, lutando contra os

tufões, os incêndios, as sereias com seu canto melodioso (aqui as

sereias são da cor do café), levo como recordação desta terra

maravilhosa [...] um coração saturado de belezas”.

 

No início de

1952 começou a primeira grande viagem de Che Guevara; ele visitaria

cinco países ao longo de quase oito meses em companhia de seu amigo

Alberto Granado. A intenção inicial do Che seria fazer todo o percurso

em uma motocicleta Norton, batizada com o nome de La Poderosa II,

porém, depois de repetidas avarias no início da viagem a moto teve que

ser abandonada em Santiago no Chile.

 

A dupla de rapazes fez mais

ou menos tudo o que se propôs. Através dessa viagem, Che Guevara

passaria a conhecer a triste realidade de miséria, injustiças e

desigualdades em que se enquadrava quase toda a América latina naquela

época.

 

Após receber o título de doutor da Faculdade de Medicina

de Buenos Aires em 12 de outubro de 1953, apenas um mês depois, tomou o

trem na estação de Retiro acompanhado do amigo Carlos Ferrer, o Calica,

em direção à Bolívia, primeira escala rumo à Venezuela. Pouco depois de

completar 25 anos, Che Guevara deixa sua pátria para nunca mais voltar.

 

 

A POLÍTICA: DE MÉDICO A REVOLUCIONÁRIO

 

Ernesto

Guevara e Calica Ferrer chegaram a La Paz em 11 de julho de 1953, um

ano depois da tomada do poder pelo Movimento Nacionalista

Revolucionário (MNR), quando o país ainda vivia um efervescente período

de reforma. A dupla permaneceu cinco semanas na Bolívia, período

apontado como passo fundamental na evolução política do Che.

 

Depois

da Bolívia Ernesto optou por viajar para a Guatemala, enquanto Calica

Ferrer viajaria para a Venezuela ao encontro de Alberto Granado, mas

antes disso, passou pelo Panamá e Costa Rica.

 

Foi aí que se deu

o primeiro contato dele com os cubanos, ao encontrar-se com dois

sobreviventes exilados do assalto ao Quartel Moncada, ocorrido em 26 de

julho de 1953. Calixto García e Severino Rossel foram os primeiros a

lhe contar sobre a história inacreditável da tentativa de Fidel Castro

de derrubar o regime de Fulgêncio Batista assaltando o quartel militar

da segunda maior cidade de Cuba.

 

Guevara chegou à Guatemala as

vésperas do ano-novo, em 1953. Permaneceu no país durante oito meses e

meio. O objetivo inicial era ficar dois anos na Guatemala, antes de se

dirigir ao México.

 

No entanto, em sua luta por um trabalho, o

máximo que o Che conseguiu foi um modesto salário em um laboratório no

Ministério da Saúde, depois de um período em que vendeu enciclopédias.

 

 

A Guatemala foi para o Che o país da iniciação política. Foram tempos

cruciais em sua vida e na história da América Latina. Iniciava naquele

país uma verdadeira covardia política cujo objetivo se tornaria um

estereótipo rude por que passaria quase todos os países da América

Latina: a destruição por parte do imperialismo, de regimes honestos e

justos, em favor de interesses políticos e comerciais dos Estados

Unidos.

 

Da Guatemala, Ernesto Guevara decidi viajar para o

México. Em sua bagagem, levava uma última recordação da Guatemala: o

apelido que os amigos tinham posto nele, por causa de sua nacionalidade

e modo de falar - o Che.

 

 

O MÉXICO E FIDEL CASTRO

 

 

 

Em meados de setembro Che Guevara chega a Cidade do México, capital da

corrupção, como escrevera a sua tia Beatriz. Os primeiros meses naquele

país, em fins de 1954, não foram fáceis: sem dinheiro, sem trabalho,

sem amigos.

 

Tinha apenas o endereço de vários amigos de seu pai,

um deles, um roteirista de cinema chamado Ulisses Petit de Murat, que o

recebeu afetuosamente. O Che comprou uma máquina fotográfica, e junto

com um companheiro que havia conhecido durante a viagem de trem,

começou a ganhar a vida tirando fotos de turistas norte-americanos nas

ruas da Cidade do México.

 

Conseguiu um mal remunerado emprego de pesquisador de alergia no Hospital Geral.

 

Em junho, o médico argentino foi apresentado a Raúl Castro, líder

estudantil cubano recém-saído de uma prisão de Havana. Poucos dias

depois, o irmão deste chegou ao México, e Raúl levou o Che para

conversar com ele.

 

Foi em julho de 1955 que Ernesto Guevara

conheceu Fidel Castro. - “Na realidade, depois da experiência vivida em

minhas caminhadas por toda a América Latina e do arremate na Guatemala,

não era difícil incitar-me a participar de qualquer revolução contra um

tirano.” (Che Guevara)

 

Fidel Castro dirigiu-se ao México com um

único objetivo: dar início a uma insurreição contra a ditadura de

Batista. A situação de Cuba não era das melhores, depois da ocupação

direta dos Estados Unidos iniciada nos fins do século XIX, o país

passou a ser administrado por governos subalternos aos interesses

norte-americanos.

 

- “Aquela pequena ilha solta em meio ao Mar do

Caribe era um país sem futuro, sem amanhã, sem porvir, sem o direito de

querer, a mingua de orgulho. Um povo sem esperança. Nessa Cuba, a

expectativa de progresso da mulher camponesa, da filha do trabalhador,

da menina de classe média era a prostituição. O agricultor não tinha

terra para plantar: 70% de todo o território cubano estava nas mãos de

militares, grandes latifundiários e executivos norte-americanos”.

(Jorge Castañeda – Biógrafo de Che Guevara)

 

Em agosto Guevara

casa-se com a peruana Hilda Gadea. Em novembro durante uma visita de

Castro aos Estados Unidos, viajou em lua-de-mel para o Sudeste

mexicano, onde finalmente pode conhecer as ruínas da civilização Maia.

 

 

De volta a cidade do México Che Guevara aceita o convite de Castro e

adere ao grupo que marcharia até Cuba para tentar derrubar o ditador

Fulgêncio Batista. O treinamento para a luta armada logo começou. A

lealdade e solidariedade de Castro para com seus homens, contribuíram

para dissipar as dúvidas do argentino, fortalecendo a sua decisão de se

unir à expedição.

 

O Che participou dos exercícios físicos, de

tática, de tiro e resistência junto com os demais, ao mesmo tempo em

que desempenhava a função de chefe de pessoal. E mesmo com a asma e a

altitude, descobriu que podia manter-se a altura de seus companheiros e

obter as melhores classificações do grupo. Guevara foi classificado

como número 1 no grupo. Em tudo teve nota máxima: 10.

 

Era

chegada a hora de partir rumo a Cuba, o Movimento Vinte Seis de Julho

estava perto de acontecer. Hilda Gadea, a esposa do Che, partira para o

Peru junto com a filha. Um iate (“o Granma”, como foi chamado) foi

comprado por 15 mil dólares para transportar os revolucionários.

 

A

partida foi precedida por uma longa série de problemas pessoais e

contratempos políticos, logísticos e militares: dias antes, a polícia

mexicana confiscou aos cubanos vinte fuzis e 50 mil cartuchos na

capital.

 

Apesar dos problemas, Fidel tinha pressa. Não tanto por

causa das pressões exercidas pelas autoridades, nem pelos perigos

derivados da virtual ação dos agentes de Batista no México, mas pela

promessa repetida em várias ocasiões: “Em 1956 seremos livres ou

seremos mártires”.

 

Assim, não havia outra alternativa para o grupo a não ser lançar-se ao Golfo do México antes que o ano terminasse.

 

Nasce um guerrilheiro

 

 

Na noite de 25 de novembro, num velho iate, cuja capacidade era de

apenas 20 passageiros, partiram 82 soldados revolucionários

atravessando o Canal do México, com as luzes apagadas e os motores

silenciosos.

 

Che Guevara assumiu o comando de umas das frentes

do exército revolucionário e após três anos de batalhas na Sierra

Maestra, e de muitas baixas de ambos os lados, com o apoio da

população, os objetivos da missão foram sendo alcançados. Faltava pouco.

 

O

exército de Che Guevara marchou para o grande e último desafio: o

domínio de Santa Clara, uma cidade de 150 mil habitantes, o principal

núcleo urbano do centro de Cuba, onde a guarnição militar compreendia

mais de 2500 homens e dez tanques, contra o jovem, inexperiente e

fatigado grupo de 300 homens comandado por Che Guevara. As estratégias

do comandante foram superando todas as dificuldades e a inferioridade

numérica.

 

O domínio de um trem blindado, no qual deslocavam os

soldados de Batista se tornou um fator decisivo daquela batalha,

deixando os rebeldes próximos da vitória e atribuindo ao Che o mérito

de ser um dos grandes responsáveis pelo triunfo da Revolução.

 

O

primeiro dia de 1959 foi marcado pela negociação da rendição dos

oficiais aquartelados em Santa Clara. A batalha terminou. O povo sai às

ruas, festeja a vitória, e aclama Che Guevara. Os rebeldes marcham rumo

a capital: a Revolução triunfou.

 

 

A luta continua

Depois

que os rebeldes tomaram o poder, Guevara ocupa vários cargos

importantes no governo cubano, como os de presidente do Banco Nacional

de Cuba e Ministro da Indústria. O governo revolucionário alcança

grandes avanços sociais.

 

Mas o Che não se acomoda com a vitória

da Revolução e não consegue se acostumar com o poder e, em abril de

1965, viaja para o Congo, na África. Acompanhado por um grupo de

cubanos, e sem o conhecimento de Fidel, Guevara parte para se aliar ao

exército rebelde na luta contra os brancos mercenários contratados pelo

ditador Tshombe.

 

Lá permanece até o inicio de 1966. Com a

derrota dos rebeldes, os sobreviventes voltam para Cuba, mas Che não

esta satisfeito: Envia a Fidel Castro a sua famosa carta de despedida

ao povo de cuba e parte para a Bolívia com a intenção de comandar a

luta contra o ditador Barrientos.

 

 

Nasce um mito

Che

permanece na Bolívia de 7 de novembro de 1966 a 8 de outubro de 1967.

Depois de enfrentar fortes ataques de asma e problemas estratégicos

causado por um erro de logística, ou suposta traição, de um informante

boliviano, Guevara é capturado junto com alguns companheiros.

 

Até

seus inimigos se surpreenderam no momento da captura quando ouviu do

próprio Ernesto: “Não atirem. Sou Che Guevara. Valho mais vivo do que

morto.” Um dia depois de ser capturado pelo exército boliviano Ernesto

Guevara de la Serna é executado com o tiro no peito, aos 39 anos de

idade.

 

Seus restos mortais foram encontrados na Bolívia em 1997

e levados para Cuba. Che Guevara deixou três filhos e um legado de

superação e luta por justiça social.

 

Carta de Che aos filhos:

Queridos

filhos, Se alguma vez tiverem que ler esta carta, será porque eu não

estarei mais entre vocês. Quase não se lembrarão de mim e os mais novos

não recordarão nada. Seu pai sempre foi um homem que atua como pensa e,

com certeza, tem sido leal às suas convicções. Cresçam como bons

revolucionários. Estudem muito para poder dominar a técnica que permite

dominar a natureza. Lembrem-se que a Revolução é o mais importante e

que cada um de nós, sozinho, não vale nada. Sobretudo, sejam sempre

capazes de sentir no mais fundo de seus íntimos qualquer injustiça

cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a

qualidade mais linda de um revolucionário.

Até sempre, filhinhos, espero vê-los ainda. Um beijo grande e um grande abraço do Papá.

Pesquisa e texto: Luciano Soares

Aquiles2007-10-04 01:26:52

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 Não acho ele idiota. Mas tb acho que há um endeusamento, sim.

 

 Tipo, ele foi um guerrilheiro e isso os separa dos bonzinhos!

 Dizem que tb ele  era chegado numa torturazinha...aff! 09
[/quote']

 

 

Bush não é Guerrilheiro e está longe de ser bonzinho, cuidado com o prè-conceito.

 

 

Shy, para de acreditat no que a veja ou midia pro estadunidense fala, deturpar a imagem do Guevara e destruir o ideal de liberdade e revolução é o que eles querem.  Usa-se como exemplo a greve nas  universidades estaduais de São Paulo aonde o errado era o estudante, pois bem eu estava na greve e sei bem quem estava errado.

 

 

Não vou negar que Che matou e torturou, isso tudo é verdade, mas a questão é, com quem ele fez isso, e isso seu deu com os que lutavam pelo lado de Fulgencio Batista que era um carniceiro desgraçado também e este sim matava inocentes.

 

 

 

 

 

 

Aquiles2007-10-04 09:03:00

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 Não acho ele idiota. Mas tb acho que há um endeusamento, sim.

 

 Tipo, ele foi um guerrilheiro e isso os separa dos bonzinhos!

 Dizem que tb ele  era chegado numa torturazinha...aff! 09
[/quote']


Bush não é Guerrilheiro e está longe de ser bonzinho, cuidado com o prè-conceito.


Shy, para de acreditat no que a veja ou midia pro estadunidense fala, deturpar a imagem do Guevara e destruir o ideal de liberdade e revolução é o que eles querem.  Usa-se como exemplo a greve nas  universidades estaduais de São Paulo aonde o errado era o estudante, pois bem eu estava na greve e sei bem quem estava errado.


Não vou negar que Che matou e torturou, isso tudo é verdade, mas a questão é, com quem ele fez isso, e isso seu deu com os que lutavam pelo lado de Fulgencio Batista que era um carniceiro desgraçado também e este sim matava inocentes.






 

como se uma coisa justificasse outra.. a partir do momento em q se igualou a seus algozes perdeu td razao. Tem gente q tem motivacoes similares e dispensa do uso de forca pra passar sua mensagem. Concordo com o Marko...como um babaca desses virou icone de estudante maconheiro de faculdade de humanas publica...e ate de neo-hippies mauricinhos q vao na modinha cool, tal qual passeatas anti-Bush..
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lembrando q no final ja nem o Fidel queria ele perto...06 mandava ele pra bem longe, onde td aquele papo furado de liberdade e blablabla o tornou nem sequer sobmbra do q ja tinha sido..um patetico mendigo! Seu apelido era El Chancho, de tao imundo q andava... triste fim de um sonho legitimo! Creio q o filme Diarios da Motocicleta mostra o melhor de Che, pq depois disso ele optou pelo dark side of the Force, mas isso poucos livros mostram e essa pivetada alienada desconehce. Em suma, quem adora Che tb deve amar Chavez...0714

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Bush não é Guerrilheiro e está longe de ser bonzinho' date=' cuidado com o prè-conceito.

Shy, para de acreditat no que a veja ou midia pro estadunidense fala, deturpar a imagem do Guevara e destruir o ideal de liberdade e revolução é o que eles querem.  Usa-se como exemplo a greve nas  universidades estaduais de São Paulo aonde o errado era o estudante, pois bem eu estava na greve e sei bem quem estava errado.

Não vou negar que Che matou e torturou, isso tudo é verdade, mas a questão é, com quem ele fez isso, e isso seu deu com os que lutavam pelo lado de Fulgencio Batista que era um carniceiro desgraçado também e este sim matava inocentes.
[/quote']

 

Os estudantes estavam tb errados sm.

E  eu tb não entendo o pq de babarem tanto pra um guerrilheiro/arruaceiro.07
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lembrando q no final ja nem o Fidel queria ele perto...06 mandava ele pra bem longe' date=' onde td aquele papo furado de liberdade e blablabla o tornou nem sequer sobmbra do q ja tinha sido..um patetico mendigo! Seu apelido era El Chancho, de tao imundo q andava... triste fim de um sonho legitimo! Creio q o filme Diarios da Motocicleta mostra o melhor de Che, pq depois disso ele optou pelo dark side of the Force, mas isso poucos livros mostram e essa pivetada alienada desconehce. Em suma, quem adora Che tb deve amar Chavez...0714[/quote']

 

 

Achar universitário alienado é ser mais alienado ainda.

 

 

Esqueci que você é Chileno Soto portanto deve ter um retrato do Pinochet na parede0707

 

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lembrando q no final ja nem o Fidel queria ele perto...06 mandava ele pra bem longe' date=' onde td aquele papo furado de liberdade e blablabla o tornou nem sequer sobmbra do q ja tinha sido..um patetico mendigo! Seu apelido era El Chancho, de tao imundo q andava... triste fim de um sonho legitimo! Creio q o filme Diarios da Motocicleta mostra o melhor de Che, pq depois disso ele optou pelo dark side of the Force, mas isso poucos livros mostram e essa pivetada alienada desconehce. Em suma, quem adora Che tb deve amar Chavez...0714[/quote']


Achar universitário alienado é ser mais alienado ainda.


Esqueci que você é Chileno Soto portanto deve ter um retrato do Pinochet na parede0707

 

quem idolatra um carniceiro com desconehcimento de causa é alienado sim...e em tese, qq aluno de humanas o é ..isso to cansado de ver aqui na Usp...exemplo disso foi a ocupacao da Reitoria, onde teve muito pc surrupiado (bens publicos)..

E em casa tem um retrato do Pinochet sim, mas ta guardado na boca de um sapo, numa encruzilhada..06
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Diga-me com quem andas e te direi quem és

 

 


Associar Guevara a Cuba e a Fidel Castro apenas é de uma idiotice sem tamanho' date=' tavez seja fácil posta-lo com a imagem de assassino e torturador, afinal tem gente aqui que diz amem para tudo que a Veja, globo, etc fala.
[/quote']

 

se for assim, entao ja nao e assunto de discussao e sim pro Mulder e Scully..0606

 

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  O Che de "Diários da Mortocicleta" tinha ideais, viu o que não gostou, se indignou e resolveu fazer algo. Ponto p/ ele.

 Só acho que deve-se desmitificar essa imagem do cara.

 

 Nessa "Missão", ele foi tão ou mais cruel que seus adversários.

 Se foi legítima o uso da sua violência (nunca é), não sei, mas que se mostre os dois lados da história.

 

 Talvez sua figura de héroi ficasse mais pálida, mas pelo menos seria mais verdadeira.

 

  Nem endeusar nem desmerecer o cara.

 

 

 

 

 
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Eu não sei porque um idiota como esse é tão endeusado .

 

Não o acho idiota, mas também não sou o típico e estúpido latino americano que acha bonito buscar a guerra de classes para ter paz e "igualdade". Em fim, entendo que mesmo um saco esta babação de ovo por um guerrilheiro e um certo descaso e até esquecimento de homens muito melhores, que buscaram mais um dialogo do que pegar <?:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" />em armas. Homens como Mahatma Gandhi, Liev Tolstoi, Martin Luther King, Henry David Thoreau ou mesmo Chico Mendes. <?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

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Bush não é Guerrilheiro e está longe de ser bonzinho' date=' cuidado com o prè-conceito.


Shy, para de acreditat no que a veja ou midia pro estadunidense fala, deturpar a imagem do Guevara e destruir o ideal de liberdade e revolução é o que eles querem.  Usa-se como exemplo a greve nas  universidades estaduais de São Paulo aonde o errado era o estudante, pois bem eu estava na greve e sei bem quem estava errado.


Não vou negar que Che matou e torturou, isso tudo é verdade, mas a questão é, com quem ele fez isso, e isso seu deu com os que lutavam pelo lado de Fulgencio Batista que era um carniceiro desgraçado também e este sim matava inocentes.


[/quote']

 

Tá até etendo o seu ponto de vista e admiro bastante. Mas convenhamos que sangue chama sangue.<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

A injustiça, não deve ser igualada ou usada como justificativa para cometer mais atos de injustiça. O povo de Cuba ainda sofre restrições de liberdade, tudo por um capricho de seu ditador.

O caminho da revolução foi por um justa causa? Com certeza, mas também se ilude achar que estavam buscando o melhor para o povo. Um déspota sempre busca a coroa de outro. Não devemos aceitar injustiça através de uma guerra ou guerrilha injusta, que suja as mãos e perverte os próprios valores de liberdade e justiça.

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Mais um idealizadorzinho inconsequente, que acha que a morte de alguns (muitos) vale pela vida de outros. Andou pelo mundo, viu a podridão e se achou no dever de combater. Os ideais até poderiam ser nobres, mas o que fica é a ação, e isso faz com que ele não deixe der ser mais um genocida filho da puta. Tensor2007-10-04 11:56:11

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quem idolatra um carniceiro com desconehcimento de causa é alienado sim...e em tese' date=' qq aluno de humanas o é ..isso to cansado de ver aqui na Usp...exemplo disso foi a ocupacao da Reitoria, onde teve muito pc surrupiado (bens publicos)..

E em casa tem um retrato do Pinochet sim, mas ta guardado na boca de um sapo, numa encruzilhada..06
[/quote']

 

O legal que vocês de ambos os lados sempre descambam para a generalização. É até estranho achar que alguém do curso de humanas é mal informado, uma vez que eles vivem exclusivamente de várias fontes que o curso oferece. Logo, a informação não é unilateral como é taxada aqui. O que acontece que existe uma palavra que se chama ignorar, é o que a maioria faz aqui. Ignora as evidências distorcidas do seu “mundo perfeito”. 03<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

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Mais um idealizadorzinho inconsequente' date=' que acha que a morte de alguns (muitos) vale pela vida de outros. Andou pelo mundo, viu a podridão e se achou no dever de combater. Os ideais até poderiam ser nobres, mas o que fica é a ação, e isso faz com que ele não deixe der ser mais um genocida filho da puta. [/quote']

 

Acho exagero isto. Assassino, guerrilheiro ele foi assim como todo homem que lutou em alguma guerra ou conflito. Isto é fato. Mas ele é genocida do que?

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