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Oscar 2010: Indicados e Previsões


MacGruber
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Mas isso não é justo' date=' a categoria é Efeitos, não Filme. Acho, isso sim, que parte da Academia nem viu Transformers. [/quote']

 

 

Mas isso acontece muito. E em categorias mais nobres, inclusive.

 

Eu não adorei o poster.

E pensei poster tinha acento. Ou tiraram?

 

 

Tem pq aportuguesaram a palavra. Mas em inglês não.
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Eu acho os efeitos da "Bússola" melhores sim; a diferença é que Transformers é totalmente calcado nos efeitos, e serem grandiosos e gritantes, "chamam" mais atenção, e são constrúidos em cima de robôs. Em a "Bússola" a maioria dos efeitos está pautada na recriação de animais, ou seja, a comparação feita pelo público entre um "genuíno" bicho e sua "cópia" digital é constantemente colocada, e neste filme o urso, por exemplo, é de uma perfeição; e todos os daemons, exceto o Macaco Dourado da Coulter. Golden comparada a Transformers é a melhor adaptação de todos os tempos, de longe. Em a "Bússola" fizeram uma péssima transposição do livro para o cinema; mas ali tentou-se criar uma história. Em "Transformers" todos já sabem onde reside a preocupação narrativa e toda a criativa; é um lixo eletrônico incomparável, que continuará a ser feito pela boa bilheteria.

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Compass, apesar de fraco, poderia melhorar, pelo elenco muito bem escalado - gosto de todos no filme, principalmente da protagonista, Lyra - caso a New Line não resolvesse, nos outros dois, mutilar o filme; mas não, os EUA promovem a perpetuação de Transhit, com essa bilheteria exorbitante; é uma tristeza. 

 

Sim Bruno, a indicação a "Direção de Arte" também foi muito coerente; o filme, artisticamente falando; o figurino é excelente, eu não conseguiria ter pensado em visual melhor para as roupas dos gipcíos, de Serafina, enfim: é uma pena que um livro tão bom tenha resultado em filme tão aquém de seu original.

 

Sobre o poster, eu não vi nada demais - é um dos filmes que mais quero ver, adoro a Jane.
pantalaimon2009-07-17 23:20:00
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O CRIME COMPENSA

Em Inimigos Públicos, o diretor Michael Mann dá ao bandido e herói
popular John Dillinger a aura intensa de Johnny Depp para reimaginar,
em todos os aspectos, o que um filme de gângster deve significar hoje

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Isabela Boscov


 

É 1934. Há três anos já os americanos padecem sob os efeitos da fase mais profunda da Depressão, e o crime viceja. Essa é a era dos "desesperados" como Baby Face Nelson, Pretty Boy Floyd, Ma Barker, e Clyde Barrow e sua namorada, Bonnie Parker – jovens vindos de famílias pobres ou, no melhor, remediadas que já tiveram encontros com a polícia por causa de contravenções e que, em tempos normais, teriam seguido como pequenos marginais ou então voltado a trabalhar na fazenda ou na loja de ferragens de seus pais. Mas, nesses tempos em que tudo parece virado de cabeça para baixo – e em que, de qualquer jeito, a fazenda e a loja foram tomadas pelos bancos –, eles pegaram um desvio. Reúnem-se em bandos transitórios e, munidos de metralhadoras Thompson, as "Tommy guns", cometem assaltos ousados, à luz do dia, que não raro deixam mortos. Não é de surpreender que o governo os declare inimigos públicos. Exceto pelo fato de que o público, na maioria, os acolhe a ponto de dar-lhes guarida. Contribui para isso a maneira como a imprensa romantiza esses personagens; mas o fator decisivo, para as pessoas comuns, é que a seus olhos os "desesperados" estão roubando de quem roubou delas. São inimigos do governo e dos bancos – mas não delas. Tanto maior a necessidade, portanto, de o governo reafirmar sua autoridade capturando tais criminosos. E tanto maior o efeito obtido se o alvo da captura for o mais eficiente, audaz e insolente deles, o número 1 da lista de procurados: John Dillinger, cuja trajetória breve e intensa o diretor Michael Mann recria no não exatamente breve, mas muito intenso e frequentemente brilhante Inimigos Públicos (Public Enemies, Estados Unidos, 2009), que estreia nesta sexta-feira no país.

cinema3.jpg

ENTRE O MITO E O HOMEM
Depp, como Dillinger, que sacudiu os Estados Unidos em 1934: modos sedutores, alfaiataria impecável – e uma visão radicalmente pragmática do crime e da violência


Desde a sequência de abertura, este é um filme especial. Dillinger (Johnny Depp) é levado por um xerife até o portão de um presídio em que os construtores ainda trabalham, e cujas linhas vastas o céu azul e a planície à volta ressaltam; esses tempos estranhos estão mudando a própria paisagem da América. O xerife, na verdade, é um comparsa. Juntos, ele e Dillinger libertarão os amigos presos. Parte do plano não transcorre como deveria e um dos criminosos é alvejado. Na fuga em alta velocidade, Dillinger segura a mão do homem ferido, arrastando-o do lado de fora do carro e olhando em seus olhos, até que ele expire. Assim que ele morre e é largado, Dillinger faz uma rápida consulta aos ocupantes do carro e fuzila o companheiro que desencaminhou o plano. Códigos claros ditam a conduta desses homens. E serão eles o aspecto prevalente da trama (cujos primeiros tratamentos couberam ao romancista irlandês Ronan Bennett, que na juventude foi preso por um roubo a banco organizado por terroristas do IRA): das cenas magistrais de assalto e perseguição aos momentos mais ternos entre Dillinger e sua namorada, Billie Frechette (Marion Cotillard), Inimigos Públicos revolve em torno de decisões sobre o que é ou não permissível. Roubar de cidadãos não é, porque a imagem heroica de Dillinger é o que garante sua sobrevivência; mexer com Billie é vetado, porque o criminoso prometeu a ela segurança; e errar é inaceitável, porque a vaidade profissional de Dillinger não o admite.

cinema4.jpg

JOHNNY & TOMMY
Dillinger posa com os acessórios indispensáveis ao gângster da Depressão: a metralhadora Thompson e o sorriso insolente


Mann, um dos mais vigorosos cineastas americanos, tem uma carreira que, do seriado Miami Vice, do qual foi produtor, a filmes como Fogo Contra Fogo, O Informante e Colateral, é marcada pela preocupação com a ética do trabalho – seja qual for ele. Em Inimigos Públicos, não apenas a vida de crime de Dillinger o interessa: fascina-o na mesma medida o conflito de Melvin Purvis (Christian Bale), o agente federal encarregado da perseguição a Dillinger. Um homem da lei honesto na essência, Purvis foi se repugnando com os métodos de seu chefe, J. Edgar Hoover (Billy Crudup), o sinistro diretor do FBI, cuja cruzada era menos contra o crime que em prol da ampliação ilimitada de seu poder. Hoover, enfim, não tinha códigos claros, e nesse sentido pode ser visto como um homem ainda mais perigoso que Dillinger. Purvis cumpriu o que Hoover queria, como ele queria, mas se arruinou no íntimo. Com sua economia característica, o diretor une esses elementos em algo que ultrapassa em muito o retrato de época (embora também esse seja extraordinário). Inimigos Públicos retorna à questão que está no âmago dos melhores filmes de gângster: o fato de que lei e moralidade nem sempre coincidem e, em momentos tumultuados como na Depressão, podem guardar entre si uma distância grave.

O primeiro clássico do gangsterismo, Inimigo Público, de 1931 – lançado portanto no calor da hora –, reconhecia a divergência entre o que é a lei e o que é justo, mas condenava o crime como instrumento de reparação. O marco da fase seguinte, Bonnie & Clyde, de 1967, é representativo do ideário do período: Clyde Barrow e Bonnie Parker, que na verdade eram ignorantes e violentos, são apresentados pelo diretor Arthur Penn, em seu filme inimitável, como mártires de um credo antiautoritário. Na década seguinte, O Poderoso Chefão e sua primeira sequência proporiam uma visão bem mais complexa. O crime, nas obras-primas de Francis Ford Coppola, é uma atividade econômica que, como as atividades legítimas, está entretecida na sociedade americana e responde por muito de seu ímpeto. Inimigos Públicos não se sobrepõe aos Chefões, mas como que dá um passo para trás para abrir o quadro e incluir nele um outro elemento: o do pragmatismo como traço intrínseco do caráter americano. Um pragmatismo tão acentuado que, em condições drásticas, pode evoluir para o radicalismo: se não há esperança, a lógica manda que se viva cada dia como se fosse o último, até que ele chegue de fato.

Michael Mann, que é um artífice de primeira grandeza, inventa aqui um código visual para ilustrar essa cisão moral. Rodando em vídeo digital de alta definição, formato com o qual obtém resultados inacreditáveis, ele contrapõe a dimensão arquitetônica dos Estados Unidos – grandiosa e ostentatória nas cidades, esparsa até os limites do horizonte fora delas – a closes imensos e ultradetalhados do rosto de seus atores (e Johnny Depp e Marion Cotillard, que sabem trabalhar em voltagem baixa, mas constante, tornam esses momentos infinitamente interessantes). Não há cena aqui, por mais explosiva, que culmine com excitação ou alívio; só com mais tensão e apreensão. Mann, é verdade, não resiste à faceta mítica do fora da lei – a alfaiataria impecável, o sorriso sedutor, o gosto pelo perigo. Mas a cultiva só na medida em que ela serve ao seu propósito, de reimaginar o que um filme de gângster deve dizer ao mundo de hoje. E que talvez possa ser resumido assim: ordem e desordem às vezes são inimigas em público – e quase impossíveis de distinguir em privado.

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Crítica primorosa da Boscov. Mais uma.

...

 

Não sei se vai além do Globo de Ouro, mas (500) Days of Summer tá fazendo bonito. E, putz, o trailer é sensacional! 16

 

Metacritic Gets a Makeover and (500) Days

17 Jul

Did I just dream this or did it really happen?  Last time I checked, Metacritic looked the same.  Now it’s gone and changed itself to a new color scheme.   This could explain why there was all of that weirdness with the Half-Blood Prince reviews not showing up.

metacritc

Meanwhile, 500 Days of Summer seems to be doing fairly well.  It’s this Ty Burr quote that puts me off the most, though: “It’s an “Annie Hall” for the iPod generation: über-designed, pleasing to the touch, making up in generic sweetness what it lacks in bite.”

Metacritic has it at a cool 74 but the reviews seem to be more positive than that.  RT has it at 89, with “top critics” at 85.

 
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Pra mim era apenas um Juno Reloaded (como esse novo do Mendes tem tudo pra ser) e a presença da Deschanel não me animava. Mas o trailer me pegou de jeito e, como foi dito na matéria, as críticas em si são bem mais animadoras que as notas (que já são ótimas).

 

Sobre as chances nas premiações, como falei, acho que deve parar pelo Globo de Ouro mesmo. Mas se a gente adicionar uma boa bilheteria nisso aí, fica uma delícia.
BrnoSoares2009-07-19 12:01:06
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Acabei de voltar de Harry Potter e achei um filme muito coeso e muito bem definido dramaturgicamente. O roteiro é minimalista, bem escrito e por mais impressionante que seja, comedido. Não deixa em nada para filmes de fantasia como O Senhor dos Anéis. Melhor da série disparado e QUE FOTOGRAFIA!

 

...

 

Sobre Ryan Gosling e seu Lars And The Real Girl, o filme deveria ter sido indicado ao Oscar, é uma pequena pérola, assim como o ator, que teve a melhor atuação do ano, inclusive melhor que Daniel Day-Lewis em Sangue Negro.

 

FeCamargo2009-07-19 22:13:26

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Essa esnobada no Gosling foi tão (ou ainda mais) imbecil do que as esnobadas na Kristin Scott Thomas (que bom que mais gente viu a atuação dela. O filme merece ser visto por isso ao menos) e na Sally Hawkins esse ano.

Ps ; Tomara que as campanhas da Abbey Cornish e da Carey Mulligan vinguem. Chega dos mesmos nomes indicados todo ano.

Beckin2009-07-19 22:26:18
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Assisti o trailer de 500 Days of Summer. Parece que tem coisa muito boa aí...

 

Assisti ao trailer do Shutter Island e que merda!

Concordo que "merda" é a palavra certa pra definir o trailer de Shutter Island. Mas o trailer não sinaliza que o filme é ruim. O problema vem da mesma fonte que o problema do trailer de outro filme do mesmo diretor. Gira em torno de vingança, pra ser atrair o povão, mesmo que o filme seja sobre Nova York.

 

Não consigo pensar em Shutter Island nas categorias principais.

Lucy in the Sky2009-07-19 23:46:28

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Crítica primorosa da Boscov. Mais uma.

...

 

Não sei se vai além do Globo de Ouro' date=' mas (500) Days of Summer tá fazendo bonito. E, putz, o trailer é sensacional! 16

 

Metacritic Gets a Makeover and (500) Days

17 Jul

Did I just dream this or did it really happen?  Last time I checked, Metacritic looked the same.  Now it’s gone and changed itself to a new color scheme.   This could explain why there was all of that weirdness with the Half-Blood Prince reviews not showing up.

metacritc

Meanwhile, 500 Days of Summer seems to be doing fairly well.  It’s this Ty Burr quote that puts me off the most, though: “It’s an “Annie Hall” for the iPod generation: über-designed, pleasing to the touch, making up in generic sweetness what it lacks in bite.”

Metacritic has it at a cool 74 but the reviews seem to be more positive than that.  RT has it at 89, with “top critics” at 85.

 

 

Sobre Boscov, é ironia ou você realmente gosta dela?Eu a adoro.
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Sempre gostei muito dela. É daquelas que conseguem fazer textos deliciosos sobre filmes que não tem absolutamente nada a dizer a ninguém.

...

 

Lucy, com 10 vagas o Scorsese entra fácil, fácil. Aliás, 2 coisas que não falharam nessa década: os indies da Fox Searchlight e qualquer coisa dirigida por ele.
BrnoSoares2009-07-20 00:14:51
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A Boscov é OK, mas sou (beeeem) mais KMF.

 

Assisti o trailer de 500 Days of Summer. Parece que tem coisa muito boa aí...

Assisti ao trailer do Shutter Island e que merda!

Concordo que "merda" é a palavra certa pra definir o trailer de Shutter Island. Mas o trailer não sinaliza que o filme é ruim. O problema vem da mesma fonte que o problema do trailer de outro filme do mesmo diretor. Gira em torno de vingança' date=' pra ser atrair o povão, mesmo que o filme seja sobre Nova York.

Não consigo pensar em Shutter Island nas categorias principais.

[/quote']

 

E de forma alguma é isto que quis dizer, só pra constar. Quero muito ver este, ainda que não seja das estréias que mais aguardo.
Luizz2009-07-20 00:25:56
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A Boscov é OK' date=' mas sou (beeeem) mais KMF.

 

Assisti o trailer de 500 Days of Summer. Parece que tem coisa muito boa aí...

 

Assisti ao trailer do Shutter Island e que merda!

Concordo que "merda" é a palavra certa pra definir o trailer de Shutter Island. Mas o trailer não sinaliza que o filme é ruim. O problema vem da mesma fonte que o problema do trailer de outro filme do mesmo diretor. Gira em torno de vingança' date=' pra ser atrair o povão, mesmo que o filme seja sobre Nova York.

 

Não consigo pensar em Shutter Island nas categorias principais.

[/quote']

 

E de forma alguma é isto que quis dizer, só pra constar. Quero muito ver este, ainda que não seja das estréias que mais aguardo.

Eu desconfiei que você não estava prevendo que o filme é ruim. 03

Sobre Leonardo DiCaprio em Shutter Island: pelo trailer eu não consegui pensar que ele tira daí uma indicação.

 

 

Lucy in the Sky2009-07-20 01:03:40

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Eu adoro Lars and The Real Girl, filme brilhante. E Gosling é um ator formidável e esteve tão bem quanto Day-Lewis naquele ano. Pelo menos a indicação deveria ser obrigatória, mas preferiram George Clooney e Jonnhy Depp (ator notável, mas aquele filmeco do Burton).

Eu fiquei meio decepcionado com o trailer de Shutter Island. Espero me arrepender quando vir o filme.
saulomeri2009-07-20 11:28:40
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