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O Que Você Anda Vendo e Comentando?

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Não sei por que deixei passar esse filme do Ozon. Impossível não pensar em "A Bela da Tarde" versão 4K, 5G, atual atalíssimo.

Sofisticado, chic, objetivo e inteligente. A protagonista, Marine Vacht, é de tirar o fôlego. Ainda bem que continuou na carreira, o que não costuma acontecer com papeis tão marcantes.

Quando ouço algum conservador dizer que o sexo tem a finalidade natural de procriação, fico pensando como pode saber tão pouco da vida! Neste filme, vê-se como o sexo pode ser uma maneira de enxergar a si mesmo, apenas testar a si.

Marine Vacth in Jeune & jolie (2013)

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Fechamento da chamada "Trilogia do Proletariado", este "A Garota da Fábrica de Fósforos", de menos de 70 minutos, é brilhante.

O estilo severo do finlandês Aki Kaurismäki casou-se perfeitamente com a história ( adaptada de um conto dinamarquês). Há momentos iluminados que adoraria discutir, mas seriam mega spoilers.

Um filme  preciso sobre como a ausência de amor estraga as pessoas. E ainda consegue ser bastante político, ao discutir lateralmente a objetificação do trabalhador.

Amei.

Kati Outinen in Tulitikkutehtaan tyttö (1990)

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Comédia irrelevante, um leve passatempo. Mais uma vez a questão da representação: negros e índios americanos.

A questão é que a Alfre Woodard é talentosa demais e vê-la como protagonista, com muito tempo em tela, só reforça isso. Pode-se dizer que 2019 será um ano muito especial para ela, já que seu novo trabalho, "Clemency", foi elogiadíssimo em Sundance, e muitos já a consideram forte concorrente ao Oscar de Melhor Atriz em 2020! O que é muito merecido, já que ela só tem uma indicação até hoje ( Coadjuvante, em 1984, por "Cross Creek") por um filme que caiu no esquecimento,  em um papel muito pequeno.

Alfre Woodard in Juanita (2019)

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Revi "Blade Runner" ontem, na tv. Mas qual das 7 versões, alguém perguntaria. A versão do cinema internacional, mesmo, com o final feliz. Que, sinceramente, é a que vai ficar, porque é a que a grande maioria das pessoas viu. 

É a primeira vez que vejo, desde que li o livro. Impressiona o roteiro. Que diferente é do livro do Philiph K. Dick, que, por sinal, é esplêndido. Como esse filme perdeu Direção de Arte no Oscar de 1983? Bom, "Gandhi" (Stuart Graig), e sua "maior cena do cinema", com mais de 300 mil figurantes, na cena do funeral, responde a pergunta. 

Não foi indicado a Melhor Fotografia! É um crime. Perdeu Efeitos Visuais para "E.T". 

Lágrimas na chuva.

Harrison Ford in Blade Runner (1982)

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One Cut of the Dead é um filme genial e algo que o Romero gostaria de ter feito, com todo respeito. É um filme de zumbi estupidamente divertido e original que leva a metalinguagem no cinema a outro patamar. Sendo de origem japa, passar pelas interpretações caricatas e a primeira meia hora, o resto é o mais puro ouro desta produção de orçamento merreca mas muita, muita criatividade. 9-10

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Destroyer é um filmaço de thriller que parece ser estrelado pela Charlize Theron mas não...é a insossa e botocada Nicole Kidman!! Meu, ela ta muito bem.. A formula de investigacão mais vingança é super empolgante e te leva junto nesta producão indie que tem o Soldado Invernal como coadjuvante. É mais um dos filmes que quanto menos se souber, melhor e foi  grata surpresa desta semana em que estou de viagem e com poucas oportunidades de internetar pra baixar pérolas como estas deste post😢. 8,5-10

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Tipo de produção que nunca associaria ao gênio Mike Leigh, "Peterloo" é um épico, mas principalmente um épico de palavras. Discurso, discurso, discurso; discussões discussões, discussões. Enfim, um novelo enorme de palavras. Nesse sentido, me remeteu à "Lincoln", que, vocês sabem, eu não gosto de jeito nenhum, pelas mesmas razões.

Fotografia de Dick Pope; Design de Produção de Suzie Davies; Figurino de Jacqueline Durran. Então, o que dizer? Mais um trabalho técnico grandioso e excelente dos três. Os atores, um batalhão de ingleses, são excelentes.

Contudo, é chato.  2h e 34 minutos tampouco ajudam.

Eu quero o Leigh de "Vera Drake" e "Secrets & Lies", de volta! O Leigh do realismo da vida privada, de volta! O Leigh da vida doméstica, que é tão real, que surpreende os próprios atores em cena.

Peterloo (2018)

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Não vai mudar a história do cinema, mas é lindo demais, heim?  Colheu muitos elogios em Berlim eem Sundance, e agora colhe-os do povo. Não conheço uma pessoa que assistiu e não gostou (ou não chorou).

Elenco fantástico, a começar pelo menino. E tem muito respeito e cor local.

 

The Boy Who Harnessed the Wind (2019)

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Depois de "The Boy Who Harnessed the Wind", eu tive que rever "Sounder",ou, "Lágrimas de Esperança", pois os paralelos eram fortes demais na minha cabeça. Indicado a 4 Oscars, em 1973, este filme de Martin Ritt está injustamente esquecido na cinefilia. O Malauí de 2001 do filme da Netflix é a Louisiana de 1933 deste filme. As comunidades rurais negras sofrendo privações materiais, racismo, esquecimento público, com famílias enormes a alimentar, e um cãozinho fiel acompanhando-as. Novamente, será a educação a mola para se superar as condições adversas.

Cicely Tyson, aos 94 anos, foi a primeira negra a vencer o Oscar honorário ano passado, e foi por "Sounder" sua única indicação. Um lindo trabalho, a ponto de terem perguntado a Glenn Close, durante o longo circuito de entrevistas, qual performance a um Oscar que a havia marcado, e ela respondeu: "Cicely Tyson in Sounder". Fiquei surpreso. Tão bom gente que sai do óbvio! Quem está maravilhoso também, fazendo as vezes de Ejiofor no longa citado, é Paul Winfield, também ele indicado ao Oscar pelo papel. Como barreira à estatueta, os atores protagonistas teriam: Marlon Brando e Liza Minelli. Nada é fácil.

Quem quiser falar de representação negra no cinema, sem obviedades,  terá que falar de "Sounder".

Sounder (1972)

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 Eu me considero "cinéfilo". Pois eu tenho amor ao cinema, e não apenas a um tipo, ou a um gênero de filme. Eu assisto a tudo. As pessoas hoje em dia acham que filme de super-herói é a quintessência do cinema. Que preguiça que me dá...sério! Como assim brigar por Marvel ou DC? Eu, heim?! Outro comportamento infantil é qualificar um filme como "legal", ou "bom", ou "daora" - dependendo do vocabulário - pela quantidade de Easter Eggs detectados. E pra fechar a minha gastura: Um filme se sobressai atualmente pelo poder do cliffhanger...

Esse nariz-de-cera é pra dizer apenas que eu gostei relativamente pouco de "Capitã Marvel". E gostei por que o cinema pra mim tem mais a ver com estruturas do que com efeitos sociais, por exemplo. A questão da representatividade - que agita os corações - não me comove essencialmente. É legal ter uma heroína poderosa mulher? É legal. Mas eu iria adorar, de fato, se o DESIGN DE PRODUÇÃO fosse tão original quanto. Não é.

Vi um filme esteticamente repetitivo, burocrático, sem criatividade nenhuma, com uma paleta de cores pouco expressiva. Tudo foi bem déjà-vu. Eu teria batido palmas de verdade quando da frase "Não preciso provar nada", se ela não tivesse sido precedida de batalhas aéreas tão mal dirigidas, com ações copiadas de mil-outros filmes que vão ao meu mil-avô (como diria a poeta Adélia Prado). Exemplo: aquela perseguição ser barrada finalmente pela montanha...

Eu teria vibrado com o "Homem Macho: ameaça baixa ou nula", se o resto do roteiro não tivesse tantos outros clichês, a bem dizer, como aqueles do início do filme, quando do treinamento da Capitã. Embora, eu não ache o roteiro ruim, eu acho que ele resolveu bem a questão temporal, e a parte das memórias. Porque roteiro não é só frase, ou diálogo, é organização dramatúrgica. E eu achei que ficou bom, na verdade.

Eu gostei dos atores, relativamente. O gato foi o melhor. A Brie Larson tá com uma cara de brava, que, em "Temporário 12" (pra mim, sua melhor atuação) ela não tinha. Será que é por conta do "papel forte"? Tem que concentrar a força no maxilar? É assim que faz uma mulher forte?  Mas e eu que li " A Preparação do Ator", do Stanislavski, e entendi que a interpretação começa dentro do ator? E aí domina-se o corpo. Enfim, eu não curti o trabalho dela. E olha que seu diretor e sua codiretora, escreveram e dirigiram, uma performance es-pe-ta-cu-lar, estou falando de Ryan Gosling em "Half Nelson", que merecia o Oscar naquele ano.

Tem homenagem a Stan Lee? Tem. Tem um link maneiro com "Vingadores: EndGame"? Tem, mal posso esperar. Mas se "Capitã Marvel" tivesse uma trilha sonora bonita, ousada, olha, eu iria achar muito melhor! Que trabalho fraco! A música é onipresente, mas nem por isso ela é boa. Não gostei nada da trilha. Aquela música de No Doubt na hora da batalha não "ornou" nada.

Tem camisa foda do Nine Inch Nails? Porra, tem. Tem pôster do Smashing Pumpkins? Tem. Meu lado roqueiro adorou. Mas se "Capitã Marvel" tivesse uma Maquiagem decente, não copiada de "Bright" e outros mil filmes que vão ao meu mil-avô, eu teria gostado mais.

Essa é a humilde opinião de um adulto, que já viu muitos filmes na vida (que catou a brilhante sacada reversa de "Depois do Vendaval" (1952), quando John Wayne arrasta Maurren O`Hara pelos campos durante boa parte do filme, numa das cenas mais machistas da história), e que analisa filmes segundo sua estrutura, e não segundo seu exterior.

Se "Capitã Marvel" fosse mais cinema do que é, eu teria gostado mais. E se terminasse com o verso final do poema que eu citei no início, eu teria gostado muito mais:

"Vai ser coxo na vida é maldição pra homem. Mulher é desdobrável. Eu sou."

Brie Larson in Captain Marvel (2019)

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13 hours ago, Gust84 said:

Odiou tanto assim?

 

e viva as diferencas....😄

 

11 hours ago, SergioBenatti said:

Eu gostei pouco.

 

eu acho que curti mais do que você... claro que não é aquela Brastemp, mas també ta longe de ser aquela m.. que os haters tão falando.. 

 

The House of Tomorrow é um drama teen bem água com acúcar, ideal pra Sessão da Tarde,  que usa da música como elemento transformador, tipo o simpático Sing Street.  Aqui é na base do punk rock (boa trilha sonora!) quem com bom elenco (onde o Asa Butterfly ta apenas ok, mas nem chega aos pés do Alex Wolff) faz um filme sensível, correto e agradavelmente previsível, sem mais.  8-10

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Operação Fronteira é um bacanudo thriller de ação que a despeito de não oferecer nada novo em termos narrativos, o filme acerta em cheio em seu ritmo e, principalmente, explora muito bem seu elenco estelar. É uma espécie de Mercenários com boas atuações, resumidamente, onde o Affleck, Isaac, Hunnan e cia fazem o action fest valer a pena. Um filme pra chamar amigos e assistir com pipoca. 8,5-10

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2 hours ago, Jorge Soto said:

 

 

eu acho que curti mais do que você... claro que não é aquela Brastemp, mas també ta longe de ser aquela m.. que os haters tão falando.. 

 

 

Fui ver o vídeo do Pablo depois que escrevi meu comentário, e a análise dele foi muito parecida com a minha. Também não gostou da parte estética e, de outro lado, elogiou a organização do roteiro. A questão é que ele dá muito mais valor à representatividade, e outras questões sociais, do que eu. Por isso gostou mais. 

Concordo contigo, tá longe de ser uma m****!

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Oscar de Melhor Atriz em 1986, em sua oitava e última indicação, Geraldine Page morreria no ano seguinte.

O filme não disfarça sua condição original de peça teatral. Muitos diálogos, muitas evocações, pouca "cinematografia" . As atuações são ótimas. E o papel principal é um dos pouco clássicos em que uma atriz mais velha pode realmente brilhar, por essas e outras razões a peça segue encenada.

Cara de anos 1980.

The Trip to Bountiful (1985)

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"O Sol Enganador" deu o Oscar de Filme Estrangeiro à Rússia em 1995.  Mesmo sendo sobre a época dos violentos expurgos stalinistas, quando todos eram possíves inimigos, é bem sutil e indireto, com confontos quase silenciosos, explodindo apenas em seus minutos finais. Quem ganha o filme é a garotinha, encantadora, que ama inconsciente do perigo. Não sabia que era uma história real.

Nikita Mikhalkov já dirigiu outros filmes indicados ao Oscar, o lindo "12", em 2008; e "Urga: Uma paixão no fim do Mundo", em 1993 - que falta eu ver.

"O Sol Enganador" ganhou de "Comer, Beber, Viver"; "Antes da Chuva"; e "Morango e Chocolate". Competição tremenda.

Utomlennye solntsem (1994)

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Stan & Ollie é uma bacana cinebiografia meio padrão, mas se sustenta nas ótimas atuações da dupla principal. Não chega aos pés do noventista "Chaplin" , mas ainda assim é superior a muito blockbuster no cinema. 8,5-10

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Wildlfife é um sensível e bonito drama sobre deterioração familiar e de amadurecimento. Mas não apenas amadurecimento do pivete cabeção como também dos pais. O filme é meio lento mas te fisga pela estupenda atuação do moleque (e da Carey Mulligan). 8-10

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É o chamado "popular com qualidade". 

"Ben is Back" conseguiu transitar muito bem entre o edificante e o sombrio, e quando flerta com o sombrio, o filme torna-se ótimo. Julia Roberts e Lucas Hedges estão igualmente ótimos. Aliás, o filme é dirigido pelo papai do Lucas Hedges, Peter Hedges.

Gostei bastante.

Julia Roberts and Lucas Hedges in Ben Is Back (2018)

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Igual ao @Jorge Soto, também gostei muito. As pessoas têm reclamado da falta de ação, mas isso foi o que eu mais gostei. O roteiro do Boal, como sempre, se concentra no "procedimento" de algo, não é a ação que importa, mas acompanhar as tomadas de decisão. É o estilo conhecido dele, que o premiou com um Oscar, e outra indicação. Elenco ótimo, e direção competente.

Sério que esse era o filme cujo projeto atormentou os políticos brasileiros, que achavam que ia manchar a imagem nacional? Aliás, o ponto mais estranho do filme, pra todo mundo que gosta de geografia, é que essa fronteira do Brasil é muito maluca, por que os Andes estão logo na esquina, há uma superfavela colada à floresta que fala espanhol, e também é perto dos Estados Unidos. E fizeram muito bem em conceber a maluquice, assim nenhum país se ofende.

Ben Affleck, Pedro Pascal, Charlie Hunnam, Oscar Isaac, and Garrett Hedlund in Triple Frontier (2019)

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Eu gostei também, mas o final me incomodou muito. No sentido do filme não desenvolver corretamente uma justificativa que mereça as decisões dos personagens nos minutos finais.

 

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No filme "Nós" Jordan Peele acertou novamente! Ao invés de apenas repetir as mensagens e associações presentes em "Corra", ele eleva tudo a isso a um patamar ainda mais abrangente sobre a humanidade e suas questões sociais... E o terror em si é simplesmente espetacular, mesmo sob a ótica de "filme de gênero".
A quem interessar, segue minha crítica curta e direta (sem spoilers):
https://www.youtube.com/watch?v=UAQ-4zUHcu4

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1 hour ago, Gust84 said:

Eu gostei também, mas o final me incomodou muito. No sentido do filme não desenvolver corretamente uma justificativa que mereça as decisões dos personagens nos minutos finais.

 

É que você é muito muquirana, GUST84! :)

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Primeiro filme da pessoa, e, de quebra, ela já ganha o Festival de Berlim (1988). É Zhang Yimou, desde o início e desde sempre, portanto, tudo é belíssimo: Fotografia, Design de Produção, Trilha Sonora, nessa adaptação do livro do futuro vencedor do Nobel, Mo Yan.  "Sorgo Vermelho", visto em retrospecto, além de tudo, é uma história bem feminista, que se enquadra bem no momento atual.

Zhang Yimou está, certamente, entre os meus 10 diretores favoritos da atualidade., embora reconheça que vem errando a mão nos últimos anos.

Só que o perdoo, porque além de ter feito "Lanternas Vermelhas", que é a perfeição em forma de filme, ele ainda dirigiu o espetáculo mais bonito da história da humanidade: a Cerimônia de abertura da Olimpíada de Pequim.

 

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12 minutes ago, Pop Reverso said:

No filme "Nós" Jordan Peele acertou novamente! Ao invés de apenas repetir as mensagens e associações presentes em "Corra", ele eleva tudo a isso a um patamar ainda mais abrangente sobre a humanidade e suas questões sociais... E o terror em si é simplesmente espetacular, mesmo sob a ótica de "filme de gênero".
A quem interessar, segue minha crítica curta e direta (sem spoilers):
https://www.youtube.com/watch?v=UAQ-4zUHcu4

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Opa, comentei e dei like.

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