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Forum Cinema em Cena

Avatar - James Cameron


Nacka
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Acabei de assistir o filme em Curitiba, no Imax 3D. Ainda estou embasbacado. Fiquei duas semanas evitando ver qualquer coisa sobre Avatar (é nessa época que surgem os piores spoilers), e confesso que valeu a pena. Muita coisa me pegou de surpresa.

 

 

 

O filme é EXCELENTE. Minha expectativa era gigantesca, então é provável que melhore ainda mais quando assistir pela segunda vez.

 

 

 

James Cameron sabe como conduzir uma platéia, sabe como fazer o público literalmente viajar para dentro da história. E sim, há história em Avatar. Conforme imaginamos, não é nenhum 2001 - Uma Odisséia no Espaço, mas o filme nunca se propôs a algo assim (e é bobagem cobrar isso).

 

 

 

A história é tão simples quanto um Terminator ou um Aliens da vida, mas o mais importante não é isso. Avatar certamente não é um filme para "fazer pensar" (no sentido intelectualóide da coisa); Avatar é uma experiência sensorial, lisérgica e extraordinária. Não ficamos cheios de "ohs" e "ahs" a cada criatura que flutua diante de nosso nariz, pois somos literalmente transportados para Pandora, e tudo soa natural (embora sempre maravilhoso). O 3D nunca se sobrepõe à história, ele está lá para CONTAR a história, portanto, não espere ver respingos de água ou talheres sendo jogados na tela, a torto e a direita. Objetos "jogados para fora da tela" podem ser contados nos dedos após a sessão, pois quando aconteceu, havia motivo para isso.

 

 

 

O cinema de James Cameron é um cinema de detalhes: de naves colossais, cujas engrenagens podemos imaginar em movimento quando a nave pousa (pois vimos seu sistema de amortecimento funcionando quando ela aterrisou). É um cinema onde cada gesto soa natural e valioso, onde uma criatura humanóide de 3 metros faz cara de "ai que saco" quando recebe uma ordem da líder do clã ou expressa todo seu desgosto e ciúmes sem dizer nada, tornando-se assim um personagem real e convincente, alguém por quem torcemos (não ficamos pensando "nossa, como esses seres foram bem feitos"; ficamos pensando "nossa, como esses seres atuam bem"). É um cinema onde cada criatura parece real, mesmo tendo seis pernas e respirando por orifícios parecidos com guelras... enfim, estes são pequenos exemplos que não refletem o mundo novo que é Avatar.

 

 

 

O que posso dizer, ainda tonto com a experiência, é que o filme é ótimo sim. Será ótimo mesmo para aqueles que assistirem em 2D, porém, ele certamente foi feito para o 3D. O filme não irá emocionar menos em 2D, não irá causar menos calafrios e exclamações a cada cena de ação, nem menos risadas a cada piadinha (piadinhas que funcionam). Mas em 3D é outro patamar, com certeza. É uma experiência completa. Está na dúvida se vai gostar do filme? Acho que posso afirmar o seguinte: se você for fã de James Cameron (ou seja, se for uma pessoa de bom gosto, rsrs), não tem o que temer. O sujeito não perdeu a mão, nem se deslumbrou com suas invencionices. Avatar é, acima de tudo, cinema. Do bom.

 

 

 

Não dá para descrever os efeitos, é só vendo para crer. No início, uma ou outra coisa ainda parece estranha, um ou outro bicho ainda parece um tanto irreal, mas logo deixamos de pensar nisso e embarcamos com tudo. É até estranho quando as luzes acendem, o mundo real parece tão... Sem graça (aqui não tem aqueles répteis alados pra gente voar entre montanhas flutuantes, pô!!!)

 

 

 

Avatar é cinema para maravilhar. Nâo é filme para quem já está torcendo contra, e que já está com a crítica pronta semanas antes de ver o filme. Avatar vai divertir e fascinar a maioria das pessoas que for assistir com a mente aberta, com sua história ingênua (e um tanto esotérica, vá lá) e personagens cativantes. Avatar é exatamente o que eu esperava, um filme para nos tornar crianças durante algumas horas. Parabéns James Cameron, a espera valeu à pena.

 

 

 

Nota: 10/10RAZIEL2009-12-17 21:26:55

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Naum é besteira puritana naum FelDias' date=' para mim um filme feito exclusivamente para impressionar o espectador com recursos em 3D naum deve ser encarado como uma boa obra cinematográfica, é uma visão particular.

 

Acredito q estes elementos técnicos devem estar a serviço de uma boa história, sua presença na tela deve ser justificada, sabe.

 

Com relação a última linha do texto, quis dizer 3D mesmo. Só irei assistir o filme em 3D, depois que assistí-lo em 2D na sua estréia.

 

Meu problema com o 3D, na verdade, são os óculos. Aquilo me incomoda muito já que eu já uso óculos e tenho que colocar o do cinema por cima do meu, é muito ruim(naum sei se alguém aqui usa óculos e sente o mesmo q eu). Muitas vezes eu naum consigo apreciar o filme como deveria por conta disso, como aconteceu, por exemplo, na primeira vez que assisti Up-Altas Aventuras, este ano. Quero q tudo conspire para ter uma primeira impressão boa de Avatar.
[/quote']

 

 

 

Tinha dúvidas sobre isso, então é assim mesmo né?Mas já imaginava, claro, não teriam óculos com o grau específico do seu óculos. Também uso óculos, incomoda muito é?Pff, como tenho pouco de miopia, acho que verei sim. Concordo texer. A Boscov gostou do filme, falou do roteiro limitado e tudo, e diz: "tenho reparos ao filme, sim. Eles incomodam crucialmente?Não". É bem a visão que terei de tudo, acho.

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E por que não? E se o filme em questão for relativamente bem desenvolvido' date=' com roteiro coeso, atuações aceitáveis, direção boa etc etc etc? Que diferença faz o objetivo para o qual o filme é feito em relação a qualidade do mesmo? Você está sendo preconceituoso, não é porque um filme é feito exclusivamente para impressionar visualmente o expectador que ele vai deixar a desejar em outros quesitos (utilizando da mesma mentalidade, poderia-se dizer que filmes que visam somente o apelo comercial são exemplos de cinema ruim e ponto final, o que seria bobagem sem tamanho, não faltam exemplos de filmes comerciais que são bons). Ainda mais em se tratando de um diretor com o currículo como o de James Cameron...


Sim, concordo, não estou defendendo o contrário. História é importante, sem dúvida. É justamente aí que reside o grande ponto de interrogação sobre Avatar. Mas uma coisa é você ver um filme se enxer de efeitos visuais para disfarçar uma narrativa frágil e dizer que é exemplo de mau cinema, nisso eu concordo com você. Outra é você deixar de ver um filme que se propõe a seguir uma determinada linha porque você previamente julga essa linha uma coisa artisticamente irrelevante. Não é. A proposta de Avatar é ser visto em 3D, está aí o forte do filme, se você ignorar isto o filme fatalmente vai perder força, tendo um primor de roteiro ou não.
[/quote']

 

Falaste bem, se estes aspectos(direção, atores, roteiro forem bons me conquistam de cara), forem bons, certamente as sequências de efeitos especiais farão sentido.

Naum estou sendo preconceituoso, só estou expondo um ponto de vista. Adoro blockbusters, mas acima de tudo gosto de boas histórias no cinema, e sinceramente acredito q Avatar seja. Mas já vi muito filme de férias confiar 100% em efeitos especiais e esquecer a história e isso naum me agrada(mais uma vez é uma questão de gosto, estou lá para ver uma boa história, independente dos recursos utilizados).

Sobre a última parte grifada, repetiu exatamente o que quis dizer. Só discordo da última parte, naum estou me recusando a ver Avatar por preconceito, pelo contrário, estou muito ansioso para vê-lo, é o tipo de blockbuster que me agrada, naum estou considerando-o irrelevante pela tecnologia empregada.

O fato de naum querer vê-la na estréia em 3D é uma opção pessoal. Os óculos me incomodam e ninguém gosta de assistir um filme incomodado, quero entrar de cabeça no universo do Cameron, sem elementos externos que possam interferir no prazer de assistir a um bom filme, quero ter uma opinião isenta. É só um ponto de vista.

Claro q a força de Avatar está nos recursos 3D, naum nego. Mas se o filme for bom, funcionará de qualquer maneira...Naum fosse isso, como ficará sua versão para DVD ou como as platéias que naum possuem salas 3D em suas cidades ficarão?
texer2009-12-17 22:01:39
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Avatar (Avatar, EUA, 2009, Dir.: James Cameron) - 10/10

 

Nunca vi Dança com Lobos, mas já li algumas coisas sobre ele, que vieram à minha mente enquanto eu assistia o novo filme do Cameron. Também me lembrei de A Missão (esse eu assisti), que possui toda essa temática de "homem branco que fica encantado com um povo 'selvagem'". Basicamente, essa é a ideia de Avatar.

 

A história se passa num futuro distante (exatamente em 2154), num período em que a humanidade passa a ter o costume de extrair minérios de outros planetas. Um destes planetas, de nome Pandora, possui um minério (de cujo nome não me recordo) cujo quilo vale 20 bilhões de dólares, o suficiente para despertar a cobiça de muita gente na Terra.

 

Os nativos desse planeta não são exatamente iguais aos humanos: são azuis, possuem três metros de altura (smurfs são baixinhos...) e, ao contrário dos terráqueos, preferem conviver em paz com a natureza, em vez de agredí-la para conseguir dinheiro fácil. Eles se denominam como Na'vis.

 

Há uma base de humanos em Pandora - basicamente de mercenários que planejam garantir a colheita do minério - e existe lá uma cientista, a Dra. Grace (interpretada por Sigourney Weaver), que desenvolveu uma tecnologia para criar avatares (seres parecidos com os Na'vis, que possuem o DNA de um Na'vi combinado com o de um humano. O ser humano que cedeu o seu DNA pode controlar o seu avatar "à distância": o corpo fica hibernando numa cama especial, enquanto o seu avatar anda por aí).

 

Algumas pessoas foram selecionadas para interagirem com os Na'vis, através de seus avatares (os humanos não podem andar livremente pelo planeta, até porque a atmosfera dele é irrespirável para terráqueos). Infelizmente, um dos selecionados morre antes de a missão dele começar. Por coincidência, ele tinha um irmão gêmeo, paralégico, que aceitou de imediato participar disso.

 

E a partir daí o filme mostra as duas vidas desse irmão, o fuzileiro Jake Sully: como humano, limitado e dependente de auxílio e como avatar, possuindo a mobilidade e o poder que não possui na outra vida (inclusive, a cena em que Jake anda com seu avater pela primeira vez é uma das coisas mais bonitas do filme). Ele começa acompanhando a cientista e seu assistente (que também possuem avatares) pelas florestas do planeta, estudando as plantas. Após uma luta em que se envolveu com alguns animais de lá, acabou se perdendo dos dois e conheceu Neytiri, uma Na'vi que, apesar de desconfiar dele, acredita que a divindade de lá (uma entidade holística chamada Enwa) confia o suficiente nele. Neytiri leva Jake para a aldeia, onde ela fica incumbida de educá-lo na língua e nos costumes do povo de lá.

 

Coincidentemente, o centro da aldeia fica em cima da maior fonte em todo o planeta do minério precioso. O Coronel Quaritch, comandante da operação, fica sabendo da história e oferece para Jake o seguinte acordo: saber de tudo sobre a tribo, conseguir a confiança dos nativos e descobrir como tirá-los de lá para extrair calmamente a pedra bilionária, tudo isso em pouco tempo. Se for bem sucedido, a companhia pagará a operação para que ele volte a andar.

 

E começa a ocorrer em Jake um conflito de interesses entre sua parte humana e sua nova parte Na'vi, o que irá desembocar num caminho sem volta, trágico para todos.

 

Uma coisa interessante no filme é que, quanto mais Jake sente interesse pelos Na'vi, mais você sente interesse em assistir (comigo foi assim). E, quando a coisa começa a pegar fogo, as emoções se afloram de maneira intensa (quase chorei em várias partes da história), e cresce, cresce, crese, até o final, apoteótico. Não dá para não sair do cinema sem um sorriso no rosto.

 

Tecnicamente, o filme é maravilhoso. Para quem acompanhou, nos últimos anos, vários filmes em que as tentativas de colocar efeitos de computador se tornaram desastrosas (como em Matrix Reloaded, Homem-Aranha, a nova saga do Star Wars...), vai ficar impressionado com os efeitos de Avatar. Eu sei que os efeitos do filme (e que efeitos) foram feitos em computador, mas o filme não passa isso. Comparo com Star Wars: o Yoda da série antiga era um boneco, todo articulado, de movimentos limitados, coisa e tal. A imagem dele soava como real. O Yoda da nova saga luta pra caramba, dá piruetas, coisa e tal, mas tava na cara que era um boneco de computador, e não dava para negar isso. O mundo de Avatar, apesar de ser feito em computador, é incrivelmente real, tão real que dá a impressão de ser natural, e isso faz toda a diferença. Eu não tentei identificar na tela o que era CG ou o que não era, até porque uma comparação dessas é inútil para Avatar.

 

No mais, recomendo fortemente o filme, independente de assistir em 3D ou não. O filme se aproveita muito bem dos efeitos 3D (tanto que direto eu achava que tinha folha indo na minha cara), mas não é necessário, juro. Só fazendo uma comparação: todas as lutas épicas na cinessérie d'O Senhor dos Anéis são muito boas, e não precisou ninguém falar que ficaria melhor em 3D. Creio que não faz diferença para as emoções assistir Avatar de maneira convencional. Avatar não precisa de um óculos 3D para consegir respeito.

 

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      Pré-estréia de Avatar, são 7h da noite e estamos eu mais três amigos comendo na praça de alimentação do shopping esperando as primeiras pessoas irem pra fila pra gente se juntar a eles. 7:45 h a fila começa a se formar para  a primeira sessão de Avatar que começaria às 9h da noite. Fomos pra lá, e a expectativa era alta, comentários já denunciavam a ansiedade de quase todos presentes,e fiz questão de levar um amigo que nunca tinha ouvido falar em James Cameron, e nem se preocupa com cinema e tals, só pra ver sua reação.

       Acomodados num dos melhores lugares da sala, começa-se então a sessão; os diálogos iniciais como em todo filme demoram a nos envolver, a dublagem (afinal assistimos numa sessão 3d) e o cinema daqui optou por esse formato, incomoda um pouco; principalmente para quem já se acostumou com as famosas frases do trailer. Com o tempo a gente se acostuma, e deixa rolar.

        Sem dúvida nenhuma o filme começa a pegar fogo quando entramos, juntamente com Jake, em Pandora. Bom, falar das plantas, dos animais, da riqueza visual é chover no molhado; são mais que impressionantes, são inebriantes, todos os efeitos, as cores, o som, o deslumbramento do personagem, tudo é captado de uma forma tão sensorial pelos nossos sentidos que ficamos embasbacados pelo mundo criado pelo senhor James Cameron.

      E sobre a imersão do espectador pela técnica do 3d esta é feita de forma gradual, nada forçada e muito bem planejada para colocar o espectador no lugar onde ele deve estar, dentro do filme. Aos poucos percebemos que estamos diante de um grande contador de histórias, que apenas está utilizando mais um recurso disponível para dar vida ao mundo imaginado por ele. Os efeitos em 3d são sim um recurso importantíssimo para nos trasnportar a Pandora, mas fica claro e muito claro que a história sobrevive sem tais efeitos; eles só trazem mais deslumbramento e mais "ohhh" "uhhh" por parte do espectador.

        Quando os personagens  mostram a que veio e a história começa a incendiar a tela,  até esquecemos que estamos diante de um filme recheado de efeitos especiais ou que os tais navi´s foram feito com "motion picture" e cgi, esquecemos de todas as críticas negativas, inclusive as das pessoas que nem sequer viram o fime. Estamos tão imersos no universo de pandora, que como o personagem principal ficamos irritados cada vez que seu avatar volta para a forma humana. Até nesse ponto o diretor não esconde sua clara preferência por pandora e o espectador claro, acompanha essa tendência. Estamos, tal qual o personagem, apaixonados pelos habitantes, por sua cultura, por sua conexão com a natureza, pela pureza presente naquele mundo.

       Tamanha é nossa paixão pelo novo mundo, que até quando Jake mata um animal de forma "limpa" no filme, para levar para a tribo, nos tocamos pelo animal. Viramos defensores da floresta mágica, e como já foi dito em algumas críticas, lamentamos por cada árvore derrubada, por cada animal morto em batalha e torcemos e muito pelos bichanos azuis de 3,5 metros.

        Que a história era simples disso todos já sabíamos, mas as mesmas pessoas que a pré-julgaram de simples será que serão capazes de julgar, ou melhor, será que serão capazes de perceber o quanto a história é bela, apaixonante, e profunda em termos de sentimentos (não estou me referindo a emaranhado de situações que muitas vezes confundem o espectador, e é tido como ótimos roteiros), será que terão a sensatez de se entregarem a uma das mais puras sensações humanas; o delumbramento.

         E quando falo em deslumbramento não falo apenas do visual, que é de longe, anos-luz, o mais perfeito já visto nas telas do cinema. Me refiro ao deslumbramento que a história como um todo nos causa, a cultura é tao rica, o universo deles está tão conectado ao puro, ao belo, ao natural, ao bom , que quem chama esse roteiro de um script falho é porque não teve a inteligência de entendê-lo.Cameron a cada tomada, a cada diálogo navi, nos transporta para o mundo deles, para um mundo simplesmente natural, singelo.

        O roteiro não nos faz pensar? Bom considero muito mais um roteiro simples que me faz indagar sobre minha condicão humana do que um roteiro picoteado que me faz pensar somente sobre o desfecho da história, pois parece que essa é a noção de bom roteiro para muitos. Estamos diante de um filme que nos faz pensar a todo momento, que nos faz ter asco do que estamos a nos tornar, que faz a gente se deslumbrar com um mundo muito distante do nosso. Talvez seja a maior crítica que a nossa sociedade global tenha levado, pois nunca fomos apresentados a um mundo tão superior ao nosso, nunca fomos transportados para um universo tão bem criado e unicamente realizado como este. E pensar que um dia já tivemos culturas como as do navi´s, é impossível evitar as  referências aos massacres  que as culturas indígenas americanas sofreram e ainda sofrem.

         Aberto a caixa de Pandora, já estamos acostumados ao seu habitat, já estamos quase falando ou entendo o idioma deles, tamanha a conexão. Há momentos que eles não traduzem as falas dos navi´s, e percebemos que não havia necessidade, pois as atuações, pasmem! as atuações, nos dizem, (isso sinceramente não acontece em nehuma parte de O Senhor dos Anéis). Bom quando passa o delumbramento inicial pela beleza de pandora e riqueza da cultura de seus habitantes, Cameron inicia o que ele sabe fazer e o faz com maestria, somos invadidos por cenas de ação sem precedentes na história, junte todas as batalhas de grandes filmes, e chegará perto da eclosão de Avatar. Falar que são impressionantes é usar clichê, para falar a verdade não existem palavras para definir as batalhas de Avatar, vá ao cinema mais próximo e veja, ou melhor sinta, se deixe imergir pela obra, sem preconceitos, sem cobranças, e de forma natural você estará diante de uma experiência inovadora, emocionante e estonteante.

        Durante a sessão é fácil você ouvir palavras de ovações, suspiros e até frases como a de um moço sentado na fileira atrás de mim, que no ápice da batalha final soltou " puta que pariu, esse filme mandou star wars tomar no **" . Quando vemos as últimas imagens de pandora, a platéia não aguenta e um solta um "urhuuuuuuuu" e o cinema inteiro bate palmas, para a tela escura mesmo, para os créditos, para a viagem que acabamos de embarcar.

       Meu amigo que nunca ouvir falar de Cameron ficou fascinado e veio me perguntar se todo filme era assim, se todo filme tinha esses efeitos, detalhe ele não é muito de ir ao cinema, eu falei para ele que na verdade esse era o filme que tava deixando todos os outros para trás, era o filme que veio para ser um marco do novo cinema, e que todas as grandes produções vão ter que suar muito para impressionar, para nos transportar para dentro de uma tela. As pernas, ao final da sessão não respondem mais ao sentido racional do corpo, que é deixar a sala de cinema, as pernas querem ficar, sério os arrepios são tão verdadeiros que não queremos abandonar o mundo para o qual o nosso corpo foi levado, talvez por isso esse filme atenda pelo nome de Avatar, pois viajamos juntos com os personagens, somos transportados a ponto de nosso corpo querer continuar ali. E sim, tem hora que quase tocamos em Pandora. Tem hora que Pandora nos toca, e nesse momento você não vai pensar em mais nada, vai apenas sentir....

Elton

 

 

dinhoems2009-12-18 04:09:50

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Espero que quando sair em DVD, venha com os óculos 3-D.

 

Severiano Ribeiro tá pisando feio na bola, no site oficial aparecem só duas salas com 3-D, nenhuma na Zona Sul.

 

Daí sobra só o Cinemark e o UCI. No UCI do Barra Shopping, ao que parece, só uma sala 3-D, que, pelo visto, vai ficar superlotada nos próximos dias. No Cinemark, tem mais opções.

 

-

 

O GLOBO

 

87678477.jpg

 

 

49519441.jpg

 

Eduardo2009-12-18 04:25:34

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é ridículo o filme falar sobre a vitória do espírito sobre a tecnologia sendo que o filme se apóia tecnicamente em tecnologia de ponta


Báh' date=' que tentativa horrível de criar um paradoxo. Onde tu leu essa, Dani? 07.gif [/quote']

 

RT... não lembro agora quem foi o ser... É uma das únicas críticas negativas...

 

06
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Comentário de um amigo, mostrando pq filmes devem ser vistos no cinema:

 

Seguinte:

Começando por aquele papo de game changer: sim' date=' é. Mas acho que por um motivo singelo: Avatar é filme pra ser visto no cinema e pronto. Vai morrer em DivX, DVD ou blu-ray porque ele é todo orientado para a experiência de imersão. James Cameron não pensou em cada detalhe daquela porra daquele planeta à toa. Para ser mais realista aqui, só faltou o cheiro do lugar.

Numa época em que as pessoas se contentam com AVIs baixados em torrent vistos em uma TV de 20 polegadas, Avatar é um lembrete de que nada, nada, absolutamente nada substitui a experiência de se assistir a um filme numa tela gigantesca dentro de uma sala escura, cercado por gente rindo e se emocionando ao mesmo tempo que você. Avatar é game changer nisso.

E nos efeitos, ferramenta primordial para a construção desse mundo em que somos jogados (o 3D aqui é importante pra isso - nada de coisinhas voando na sua cara). O que mais impressiona não são as cenas de destruição em larga escala, mas o realismo das expressões corporais dos personagens principais, os Na'vi. Os detalhes podem parecer imperceptíveis, mas vocês vão NOTAR A DIFERENÇA quando chegarem a uma cena-chave do filme, ali pelo meio, envolvendo uma árvore gigante. Chorei feito uma menininha.

É bem verdade que o filme demora um bocado a engrenar, mas pensem na importância da ambientação, na experiência de imersão. Vale cada minuto modorrento, cada hipponguice.
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Comentário de um amigo' date=' mostrando pq filmes devem ser vistos no cinema:

 

Seguinte:

Começando por aquele papo de game changer: sim, é. Mas acho que por um motivo singelo: Avatar é filme pra ser visto no cinema e pronto. Vai morrer em DivX, DVD ou blu-ray porque ele é todo orientado para a experiência de imersão. James Cameron não pensou em cada detalhe daquela porra daquele planeta à toa. Para ser mais realista aqui, só faltou o cheiro do lugar.

Numa época em que as pessoas se contentam com AVIs baixados em torrent vistos em uma TV de 20 polegadas, Avatar é um lembrete de que nada, nada, absolutamente nada substitui a experiência de se assistir a um filme numa tela gigantesca dentro de uma sala escura, cercado por gente rindo e se emocionando ao mesmo tempo que você. Avatar é game changer nisso.

E nos efeitos, ferramenta primordial para a construção desse mundo em que somos jogados (o 3D aqui é importante pra isso - nada de coisinhas voando na sua cara). O que mais impressiona não são as cenas de destruição em larga escala, mas o realismo das expressões corporais dos personagens principais, os Na'vi. Os detalhes podem parecer imperceptíveis, mas vocês vão NOTAR A DIFERENÇA quando chegarem a uma cena-chave do filme, ali pelo meio, envolvendo uma árvore gigante. Chorei feito uma menininha.

É bem verdade que o filme demora um bocado a engrenar, mas pensem na importância da ambientação, na experiência de imersão. Vale cada minuto modorrento, cada hipponguice.

 

Seu amigo provavelmente não foi informado que junto com o lançamento de Avatar a Panasonic lançou as bases do HT 3D. Em 2010 serão lançadas em larga escala as primeiras tvs com esta tecnologia. Para quem acha que não é a mesma coisa, pode-se argumentar que de igual forma assistir Avatar em um cinema 3D não é a mesma coisa que assisti-lo em IMAX.

 

Aqui, para este final de semana não há um mísero ingresso... 12

 

 

 

 
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Acabei de voltar da sessão. 5/5

Extasiante. Uma experiência que talvez se repita' date=' mas que significa muito como divisora de águas na forma de se fazer cinema.

Nunca pensei que diria isso, mas...

Ignorem a história! 05.gif [/quote']

 

Vc quer dizer, ignorar o roteiro? 06

 

 

Sim. 08

Inexiste roteiro, na verdade.06 Queriam reproduzir essa tecnologia em alguma lugar e a historinha é um background bacana, fácil de digerir, mas insuficiente se isolada dos efeitos especiais breathtaking. O clichê não incomoda, mas também não agrega.

Concordo que o filme vai morrer em DVD, Blu-Ray e outras mídias "não-sala de cinema" que vierem a surgir.

 
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Seguinte:Começando por aquele papo de game changer: sim, é. Mas acho que por um motivo singelo: Avatar é filme pra ser visto no cinema e pronto. Vai morrer em DivX, DVD ou blu-ray porque ele é todo orientado para a experiência de imersão. James Cameron não pensou em cada detalhe daquela porra daquele planeta à toa. Para ser mais realista aqui, só faltou o cheiro do lugar.Numa época em que as pessoas se contentam com AVIs baixados em torrent vistos em uma TV de 20 polegadas, Avatar é um lembrete de que nada, nada, absolutamente nada substitui a experiência de se assistir a um filme numa tela gigantesca dentro de uma sala escura, cercado por gente rindo e se emocionando ao mesmo tempo que você. Avatar é game changer nisso.E nos efeitos, ferramenta primordial para a construção desse mundo em que somos jogados (o 3D aqui é importante pra isso - nada de coisinhas voando na sua cara). O que mais impressiona não são as cenas de destruição em larga escala, mas o realismo das expressões corporais dos personagens principais, os Na'vi. Os detalhes podem parecer imperceptíveis, mas vocês vão NOTAR A DIFERENÇA quando chegarem a uma cena-chave do filme, ali pelo meio, envolvendo uma árvore gigante. Chorei feito uma menininha.É bem verdade que o filme demora um bocado a engrenar, mas pensem na importância da ambientação, na experiência de imersão. Vale cada minuto modorrento, cada hipponguice.

 

 

 

Fiquei muito emocionado com Avatar, mas confesso que, na sessão de 2012 que assisti, a platéia ficou BEM MAIS entusiasmada (tanto que gostei do novo filme do Emmerich 08.gif ).

 

 

 

E me lembro de ter me emocionado com não-sei-quantos-filmes só de assisti-los pelo computador, pelo DVD ou até pelo VHS (quando vi 2001: uma Odisséia no Espaço, num VHS antigo e fullscreen cujo som oscilava entre Mono e Estéreo 07.gif , senti o mesmo medo e o mesmo desespero narrados por quem o assistiu em cinemas - e todo mundo fala que 2001 é filme para se ver no cinema...).

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[ALGUNS SPOILERS ABAIXO]

 

Experiência única. Esse filme pode ser definido em algumas palavras: forte, feroz, exagerado. Mas exagerado num bom sentido. Cameron é megalomaníaco e essa megalomania não passa apenas pela escala dos inumeros objetos e criaturas e seres que ele coloca na tela, mas muito também pela emoção dos personagens e a exuberância das imagens. É muito do que se espera de Cameron, incluindo ai a possibilidade dele te surpreender.

 

A história em si não tem nada demais, mas não é essa a questão. O que importa é como ele conta, com que personagens ele trabalha, em que ambiente ocorre toda a ação e acontecimentos. E isso faz toda diferença. O filme não é perfeito, achei o começo rápido demais, tinha ouvido falar de cenas na Terra, mas não teve(pelo menos não externas que mostrassem o planeta no futuro). O filme começa a crescer conforme Jake vai descobrindo o planeta e seus habitantes. Há alguns momentos cheesy, mas que não comprometem a experência do todo. Algumas cenas de cair lágrimas, a que mais me impactou foi quando Neytiri entra em contato com o corpo humano de Jake. Gostei também do momento de preliminares entre eles.

 

Enfim, acho que é um filme que representa o potencial que só cinema tem de verdadeiramente nos transportar para outros mundos. A comparação com o 1º Star Wars não é nada injusta.

 

ps.: Eu acho que eu falei aqui sobre as legendas do Avatar Day serem um tanto incomodas. Ontem elas não me incomodaram em nada, só são estranhas em alguns momentos, elas ficam mudando de profundidade dependendo do foco, pelo que notei.

 

ps2.: Melhores CGIs que já vi. E poucos sabem filmar ação como Cameron.

 

 

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Começando por aquele papo de game changer: sim, é. Mas acho que por um motivo singelo: Avatar é filme pra ser visto no cinema e pronto. Vai morrer em DivX, DVD ou blu-ray porque ele é todo orientado para a experiência de imersão. James Cameron não pensou em cada detalhe daquela porra daquele planeta à toa. Para ser mais realista aqui, só faltou o cheiro do lugar.

 

Numa época em que as pessoas se contentam com AVIs baixados em torrent vistos em uma TV de 20 polegadas, Avatar é um lembrete de que nada, nada, absolutamente nada substitui a experiência de se assistir a um filme numa tela gigantesca dentro de uma sala escura, cercado por gente rindo e se emocionando ao mesmo tempo que você. Avatar é game changer nisso.

 

E nos efeitos, ferramenta primordial para a construção desse mundo em que somos jogados (o 3D aqui é importante pra isso - nada de coisinhas voando na sua cara). O que mais impressiona não são as cenas de destruição em larga escala, mas o realismo das expressões corporais dos personagens principais, os Na'vi. Os detalhes podem parecer imperceptíveis, mas vocês vão NOTAR A DIFERENÇA quando chegarem a uma cena-chave do filme, ali pelo meio, envolvendo uma árvore gigante. Chorei feito uma menininha.

 

É bem verdade que o filme demora um bocado a engrenar, mas pensem na importância da ambientação, na experiência de imersão. Vale cada minuto modorrento, cada hipponguice.

 

Concordo plenamente com ele(tirando o fato da presença das pessoas, preferia ver filmes num cinema gigante sozinho06). Embora eu não tenha visto em IMax, que seria a experiência completa, eu acho que o filme se compara a 2001 nesse aspecto. É claro que todo filme que se preze merece ser visto no cinema, mas acho que nesses filmes, pelos próprios objetivos deles de te proporcionarem uma viagem por outros mundos, universos, dimensões, essa necessidade é mais radical.

 

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