Jump to content
Forum Cinema em Cena
Nacka

Avatar - James Cameron

Recommended Posts

EI li q tinha sido em torno de 330 milhões... Não lembro onde... Deixa eu caçar...

Com um orçamento total estimado em US$ 500 milhões - só os custos

de produção' date=' segundo a Associated Press, consumiram US$ 237

milhões - “Avatar” é possivelmente o filme mais caro da história

de Hollywood.[/quote']

 

Matéria completa em http://migre.me/fWA5

 

 

Share this post


Link to post
Share on other sites

Só consegui assistir ao filme nessa quarta-feira. Em parte graças ao Dook, que me passou boas dicas sobre os cines de Campinas (é, precisei viajar para encontrar 3D legendado). Obrigado mesmo pela presteza, Dook!

 

Quanto ao filme, nem sei muito bem o que dizer por agora, pois a Ursa, o Alexei e o Jack expressaram muito do que senti durante a sessão. É um filme relativamente bonzinho, com defeitos e boas escolhas e intenções convivendo na tela, constantemente escoltados por uma revolução tecnológica que, a meu ver, não veio. Devo ser muito leigo e/ou ingênuo no assunto, pois esse é um filme que, pra mim, só tem mais profundidade de campo, perspectiva, esse tipo de coisa. Vários outros filmes me levaram com muito mais força e facilidade para seu universo.

 

Share this post


Link to post
Share on other sites

quarta vez que assisti, fui no kinoplex do shopping Dom Pedro em Campinas e todas as sessões em 3D estavam com ingressos esgotados. Pergunta-se, quando o filme vai parar de lotar as salas de cinema. Sim, estamos diante de mais um fenômeno da cultura pop ocidental e em cada sessão escutar a reação da platéia é arrepiante.É muito bom ver as pessoas tentando pegar as folhas ou as flechas durante sessão.

Share this post


Link to post
Share on other sites

Conferi hj, como muitos já falaram, o roteiro não é original nem nada, mais a diferença está na direção do Cameron e na Puta q par...!!!! CGI foto realista perfeito, movimentos das arvóres reagindo aos ventos, fogo e movimentos de personagens perfeitos!!! A última vez que eu fiquei embasbacado com um cgi tão foda foi com o Tiranossauro de Jurassic Park!!

800pxJurassic_Park_screenshot_4.jpg

Share this post


Link to post
Share on other sites

Acho que a revolução foi tanta que as pessoas nem se deram conta de que aconteceu algo ali.

 

Só pelo fato de tudo ter sido criado em computador já deixa o filme lá em cima. A criações são perfeitas!

 

 

 

Só posso lamentar por essas pessoas...

Share this post


Link to post
Share on other sites

 

Acho que a revolução foi tanta que as pessoas nem se deram conta de que aconteceu algo ali.

Só pelo fato de tudo ter sido criado em computador já deixa o filme lá em cima. A criações são perfeitas!

 

Não sei direito o que você quis dizer com isso mas revolucionário ou não, pra mim filmes devem funcionar como cinema. Esse funciona parcialmente.

 

 

 

Share this post


Link to post
Share on other sites

Crítica da Contracampo(http://www.contracampo.com.br/94/critavatarjr.htm):

 

A

inovação tecnológica gera uma

confusão: a

pressuposição imediata de que com ela se desbrava

um

terreno inaudito, descobre-se um mundo jamais visitado. Avatar vem

provar o contrário: o parceiro ideal da mais

avançada

tecnologia em efeitos visuais é o mais ancião dos

enredos. O recuo é monumental, pois recupera muito mais que

uma simples tradição cinematográfica

(Cameron

aproveita para alertar os cinéfilos de que o cinema

é

só uma fração de segundo na

duração

da história da humanidade), retornando ao ponto zero de um

antigo mito da criação, que fala de uma época em

que tudo nos

seres

humanos era duplo e eles tinham dois rostos, dois

órgãos

genitais, quatro mãos, quatro pés, etc. Essa

história

de Avatar,

de dois corpos que ocupam situações distintas

um acondicionado a uma cápsula enquanto seu duplo se imiscui

num mundo pleno de vida e movimento – até que um

decida

perecer para a prevalência do outro, essa história

nada

mais é que a re-encenação do momento

em que Zeus

decidiu dividir cada ser humano em duas partes, automaticamente

impelindo-as a querer se juntar e restabelecer o estado anterior,

quando as duas metades fundiam-se em um só ser.

 

 

 

Em Pandora, planeta no qual o filme

literalmente se

ambienta, tal estado anterior é passível de ser

atualizado e convidado a participar da realidade presente. A

população nativa é composta pelos

Na'vi,

humanóides com traços felinos e

hábitos

guerreiros que, nada por acaso, nos fazem pensar nos Navajos e em

outros povos indígenas exterminados em massa durante a

expansão da fronteira norte-americana. Eles só se

tornam grandes guerreiros quando conseguem formar uma unidade

visceral com algumas outras espécies locais. Para domar um

animal parecido com o cavalo, por exemplo, os Na'vi precisam juntar

as pontas de seus cabelos às da crina do animal, estabelecer

um circuito energético único e fazer os dois

corpos se

comportarem como um só. Pandora, esse lugar distante, essa

projeção futura, é no fim das contas

uma terra

primitiva, tão primitiva que nela as formas inteligentes de

vida ainda se enxergam como parte integrante da Natureza. A vida para

eles depende de uma porção de energia que tomam

emprestada da natureza e que, ao morrer, devolvem à fonte.

Entretanto, os humanos envolvidos na missão de

colonização

desse planeta, financiados pelo poder econômico de grandes

corporações e amparados por uma estupidez que se

legitimou como ideologia oficial, enxergam em Pandora

tão-somente

o reservatório de uma valiosa substância (um

petróleo

da era intergaláctica). Pandora funde os desertos das guerras do

Golfo, do Iraque e do Afeganistão às florestas do

Vietnã.

 

 

 

 

 

Fusão,

condensação, síntese: essa

é a tática

de Cameron. Sua versão para o mito do cinema-total

não

é a transparência absoluta que anularia as

fronteiras

entre o cinema e a percepção real da vida

(não é

para isso que lhe serve o 3D), mas sim a síntese perfeita de

inúmeros marcos históricos do cinema, misturados

meio

anarquicamente, sem muita hierarquia, de modo que elementos de 2001,

Jurassic Park

e Redacted

possam

se combinar espontaneamente (ou seja, sem

rejeição) aos

de Dança

com Lobos e

Coração

Valente.

 

 

 

 

Mas

as principais figuras de confronto/transformação

do

cinema de James Cameron possuem seu paralelo mais forte é na

biologia, mais até que na mitologia, nas

criações

de outros mestres da ilusão cinematográfica ou

nas

grandes aventuras do romance oitocentista. Uma cena típica e

indispensável em seus filmes é a da

aquisição

de um corpo ou de sua modificação: um

robô

exterminador vestindo uma pele elástica que simula o tecido

humano (O

Exterminador do Futuro),

ou então se metamorfoseando em algum outro ser, ou ainda se

camuflando no espaço tal qual um camaleão (O

Exterminador do Futuro 2);

uma mulher pilotando uma empilhadeira mecânica que parece um

exosqueleto crustáceo (Aliens),

prótese robótica que agora reaparece como um

equipamento de guerra dos humanos vilões em Avatar.

Em todos os casos, questão de sobrevivência.

Muitas

vezes a adaptação a um outro corpo, outra

atmosfera,

outro nicho, obriga um retorno aos primeiros estágios da

vida:

o personagem de Ed Harris em O

Segredo do Abismo

aprende a respirar no interior de um ambiente líquido como

se

voltasse a ser um feto no útero; o Jake Sully de Avatar

ensaia os primeiros passos com o novo corpo e esbarra em tudo

(“você

parece um bebê”, a nativa Neytiri repete

várias

vezes, reprovando Jake por ainda não saber se mover em

silêncio na floresta de Pandora). Nesses universos a que

Cameron nos transporta, as leis biológicas (metamorfose,

seleção natural) pesam mais que quaisquer outras.

 

 

 

 

 

Enquanto

a saga do casal de heróis de Titanic

consistia em se livrar de um mundo agonizante (o Velho Continente e

sua aristocracia decadente), o herói de Avatar

precisa ir mais longe e se livrar de uma espécie moribunda,

degradada por seus próprios meios: a espécie

humana.

Jake deixa o corpo humano paraplégico para trás e

elege

seu avatar no mundo alienígena como novo suporte vital.

Outra

dicotomia cara a James Cameron, aquela entre o soma (o corpo em sentido estrito, a metade mortal) e o plasma (potência imortal, devir permanente), recebe aqui uma

sofisticada resolução: a parte imortal se

transfere

definitivamente de um corpo para outro, a alma de Jake passa

inteiramente para o lado dos habitantes de Pandora, primeiro

simbolicamente, tão-logo ele se apaixona pela natureza

local,

por Neytiri e pelo povo Na'vi, depois fisicamente, naquela cena

para o final, quando debaixo da grande árvore ele se submete

a

um transplante espiritual que o integra de vez ao mundo dos Na'vi.

Essa cena retoma e fusiona duas

outras: a da

“ressurreição” da personagem

de Mary

Elizabeth Mastrantonio em O

Segredo do Abismo

e a da despedida de Leonardo Di Caprio em Titanic.

O único objetivo dos heróis de Cameron

é manter

acesa a chama da vida. No primeiro caso, dispõe-se de um

corpo, não é ainda o caso de tentar transferir a

vida

de uma matéria fragilizada para outra em bom estado; a luta

(respiração boca-a-boca,

desfibrilação e

tudo mais) é para não deixar a vida se esvair

desse

único corpo de que a personagem dispõe para

alojar sua

energia vital. Em Titanic,

já se trata de um drama partilhado por dois corpos: a

mocinha

está sobre um destroço do navio e o rapaz

está

congelando na água do mar, sacrificando-se para manter a

amada

viva pelo tempo necessário até que chegue o

resgate. No

já clássico momento em que ela solta o corpo

inerte do

rapaz e ele finalmente afunda, podemos enxergar a mais

romântica

ou humanista das mensagens, ou podemos simplesmente constatar o

instinto de sobrevivência: a

moça

se desprende de uma pele morta para melhor se adaptar à

circunstância. Avatar,

por sua vez, propõe o raccord

definitivo entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. Jake

também precisa se livrar de uma carcaça inútil,

mas dessa vez é seu próprio corpo, e não o de

outro, que deverá ser desertado. Acabou, para Cameron, o

luto das grandes formas do passado, o cinema pode enfim prescindir de

seus fantasmas, ou melhor, não vê-los mais como

assombrações paralisantes. Uma vez plasmados pela mesma

placenta digital, corpo

real e corpo-imagem podem se resumir em um só.

 

 

 

 

A

passagem da energia

vital de Jake de um corpo humano aleijado para um corpo

alienígena

sadio realiza ainda a utopia da comunhão do homem com o

Outro.

O filme que começara como uma espécie de remake

em 3D

de Aliens acaba

sendo seu oposto radical. No

filme de 1986,

o trauma da maternidade indesejada – que é quando

um ser

humano se torna hospedeiro do alienígena – acha

seu

inverso, a boa maternidade, no momento em que Ripley adota a menina

Newt, encontrada órfã no planeta LV-426 (escuro,

soturno, cinzento, hostil, feio, inóspito, enfim, um

negativo

de Pandora). A verdadeira cena traumática, para a qual a

catarse deve convergir, é aquela em que um alien rasga o

peito

de uma pessoa e vem à luz. É com essa cena que

Ripley

tem um pesadelo na primeira parte do filme, quando ela vive

à

semelhança de uma traumatizada de guerra. E é ao

assistir a um alien saindo do peito de uma vítima,

durante a missão, que Ripley se dá conta de que

está

de volta ao inferno – ela assiste à cena

através

de um monitor de vídeo, e o rosto de Sigourney Weaver

transmite toda a sensação de pavor de sua

personagem ao

ver aquilo acontecendo de novo. A menina Newt, portanto,

será

o agente positivo da catarse de Ripley: a única forma eficaz

de exorcizar o medo do feto indesejado. Ripley não pode

suportar sequer a idéia de trazer dentro de si um outro.

Newt,

sendo uma filha adotiva, poupa a mãe do trauma, afasta de

Ripley a própria noção de gravidez e,

mais

ainda, de parto (que é a expulsão

traumática, a

violência originária da qual ela, mulher anulada

em sua

sexualidade, precisa fugir).

 

 

 

 

Avatar

já vai no sentido oposto. Diferentemente de Ripley, Jake não teme uma

invasão alienígena em seu corpo. Ele mesmo

é o

invasor, que se depara com a mais positiva das alteridades e se

converte a ela. À imagem grotesca do alien rasgando o peito

de

um humano se substitui essa outra imagem, poética, de um

olho

se abrindo uma vez que a alma de um humano habitou pacificamente o

corpo de um alienígena. Tudo se inverteu. Avatar

materializa um desejo – totalmente fora do contexto de Aliens

– de se tornar o outro, de viver lá o que

não se

viveu plenamente aqui.

 

 

 

 

Então,

o classicismo?

 

 

 

 

 

“Então,

o

barroco?”. Assim Serge Daney terminava em 1982 o artigo

“A

rampa (bis)”, ampliação de um texto

publicado

numa edição especial dos Cahiers du

Cinéma

sobre cenografia no cinema. Tomando por base o sistema hegeliano das

artes – popularizado na França por

André Malraux

–, modelo que desde cedo fora incorporado nos Cahiers,

Daney indagava se o maneirismo que ele e outros detectavam em

cineastas tão diversos como Syberberg e Coppola precipitaria

uma era barroca.

 

 

 

 

Dezesseis

anos depois

de “A rampa”, e seis após a morte de

Daney,

Titanic obrigou um outro crítico,

Jean-Marc Lalanne, de

uma outra geração dos Cahiers,

a especular se

James Cameron não estaria levando ao limite um novo sonho do

cinema americano, um sonho neoclássico de

“encontrar na

morte uma forma de retornar às fontes, situar-se de novo nas

origens”. “Será Titanic

um ponto de mutação

maior na história do cinema norte-americano, sua passagem do

maneirismo ao neoclassicismo?”, interrogava Lalanne.

 

 

 

 

Titanic era um filme menos sobre um naufrágio do que sobre um

artista

aventureiro, persuasivo e, acima de tudo, louco o suficiente para

resgatar um gigante abandonado – a saber, o melodrama

épico

cujo segredo e cuja magia Hollywood havia esquecido no fundo do mar

e colocá-lo para funcionar novamente.

 

 

 

 

Com

Avatar,

Cameron faz um recuo ainda mais lento e extenso, e dá

razão

ao que Rohmer vivia dizendo nos anos 1950: o classicismo, no cinema,

pertence ao futuro, está sempre à nossa frente.

No caso

específico de Avatar,

isso significa afirmar a forma clássica como a

única

que vai sempre casar com qualquer tecnologia, em qualquer

época.

Cameron se reconciliou com facilidade a um mundo do qual quase todos

os outros cineastas se sentem completamente alienados. Nesse mundo,

o

artista sabe o que quer e pode o que quer, tem

uma

idéia perfeitamente clara do conteúdo substancial

que

deseja tornar perceptível e possui o poder

técnico que

sua realização exige; ele encontra seus conteúdos

em mitos que precedem idéias originais, e suas obras se destinam

à emoção das

massas bem

como ao ensinamento dos homens.

 

 

 

 

 

Em

geral, quando um

cineasta filma o mundo de hoje com a paixão de ontem, o

resultado é uma forma doente, fracassada. Cameron, contudo,

triunfou mais uma vez.

 

 

 

 

 

bullet_seta.gif Luiz Carlos Oliveira Jr.

 

 

Share this post


Link to post
Share on other sites

Estabelecer o que é revolucionário e principalmente o que funciona como

revolucionário para alguém é muito complicado. Por isso nem me atrevo

muito a discutir abertamente sobre isso. Quando utilizo o termo no meu

comentário, é mais no sentido da profundidade com que a tecnologia

empregada no filme (que, concordo, é muito boa) conseguiu me sugar para

dentro dele. Alguém comentou que normalmente não tem problemas para

entrar de cabeça dentro de um filme, desde que ele seja cativante de

algum modo. E eu concordo, é claro. O meu modo de enxergar esse tipo de

relação no cinema é a competência com que os artifícios te conectam ao filme. Pra mim, de nada serve ser tecnicamente impressionante se na

prática a minha experiência não sofre qualquer tipo de aprimoramento na

maneira de experimentar o produto fílmico. É o que aconteceu comigo na

sessão de Avatar. Embora eu particularmente não tenha alcançado um estado de enlevo sobrenatural com os aparatos tecnológicos do Cameron, ele é eficaz

em mostrar um universo bastante próprio, criado em computador,

possibilitando uma profundidade de campo mais realista, etc. É um lance

bacana de experimentar, sem dúvida alguma. Mas o filme possui um

sem-número de outras coisas na sua constituição, e várias delas me

incomodaram, de um jeito ou de outro. À parte a sensação de novidade que o filme causa, ele me encanta muito por causa de suas intenções do que pelo modo como é desenvolvido narrativa e dramaturgicamente. O balanço, no fim das contas, é curioso, até interessante. Porém um tanto distante do arrebatamento que eu busco numa sala de cinema. Acontece, infelizmente.

 

Share this post


Link to post
Share on other sites

 

Eu realmente gostaria que a maior parte das discussões que tenho visto sobre Avatar ultrapassassem esse estágio de "novidade tecnológica", "3D magnífico", "revolução", "CGI", Bilheteria (esse aqui então, não dou a mínima), etc.

Particularmente acho o filme tão mais que isso que essas coisas se tornam secundárias, nem vale a pena discuti-las.

 

Mr. Scofield2010-01-10 16:17:34

Share this post


Link to post
Share on other sites

Pra ter mais ou menos uma idéia do que o filme causou em mim, pegando aquela cena da árvore sendo destruída, eu fiquei pensando "uou, nossa, técnologia fantástica, que destruição plasticamente fodidona, parece que ela ta caindo nos meus pés, impressionante. mas hei, o que será dos azulzinhos? ah, foda-se eles, essa destruição foi muito massa". e é mais ou menos isso, efeitos lindões mesmo, mas capacidade de emocionar, de sensibilizar, criar um vinculo mais forte com aquela mensagem... quase nula, oca.

Share this post


Link to post
Share on other sites

Pra ter mais ou menos uma idéia do que o filme causou em mim' date=' pegando aquela cena da árvore sendo destruída, eu fiquei pensando "uou, nossa, técnologia fantástica, que destruição plasticamente fodidona, parece que ela ta caindo nos meus pés, impressionante. mas hei, o que será dos azulzinhos? ah, foda-se eles, essa destruição foi muito massa". e é mais ou menos isso, efeitos lindões mesmo, mas capacidade de emocionar, de sensibilizar, criar um vinculo mais forte com aquela mensagem... quase nula, oca.

[/quote']

 

 

 

Então, vou falar o que o filme causou em mim (nesse ponto que vc tocou). Pra mim, foi o contrário. Fiquei preocupado com os tais azuizinhos (não apenas nessa cena, mas o tempo todo em que corriam perigo). Achei o filme emocionante, me sensibilizei, senti uma simpatia por esses personagens que não sentia faz anos no cinema. E nas cenas de batalha, que eu temia que iriam ser como as batalhas da "nova" trilogia Star Wars e similares (onde acontece muita coisa mas nada importa, não estamos nem aí), foi o contrário: cada Na'vi que morria, eu ficava com pena, e cada "maldito humano" que ia pro saco, eu vibrava! E não, não sou besta de me deixar enganar por efeitos especiais, por perfumaria somente (aliás, por isso não estava gostando de quase nada no estilo "blockbuster" nos últimos anos).

 

 

 

De fato, eu já andava bem desanimado com cinema no geral, quase não via filmes novos; nem entrava no fórum pq não via nada que me animasse a conversar, debater, etc. Então, vejo Avatar, e a chama reascendeu! Avatar é o tipo de filme que faz isso, que renova o gosto pelo cinema. Ao menos, comigo foi assim. RAZIEL2010-01-10 17:15:01

Share this post


Link to post
Share on other sites

Pra ter mais ou menos uma idéia do que o filme causou em mim' date=' pegando aquela cena da árvore sendo destruída, eu fiquei pensando "uou, nossa, técnologia fantástica, que destruição plasticamente fodidona, parece que ela ta caindo nos meus pés, impressionante. mas hei, o que será dos azulzinhos? ah, foda-se eles, essa destruição foi muito massa". e é mais ou menos isso, efeitos lindões mesmo, mas capacidade de emocionar, de sensibilizar, criar um vinculo mais forte com aquela mensagem... quase nula, oca.

[/quote']

 

eu pensei exatamente o oposto,

Bacaninha a árvore caindo... impressionante os efeitos, mas são só efeitos.

 

O impacto da cena em si e o desespero dos azulzinhos e do próprio Jake me comoveram muito mais.

Share this post


Link to post
Share on other sites

 

a destruição da árvore eu senti como se estivessem destruindo a minha própria casa, cena carregada de angústia, desespero, simplesmente um soco no estômago.

 

cena sensacional, tanto visualmente como, sobretudo, no aspecto sentimental

 

 

 

Aragorn2010-01-10 17:49:39

Share this post


Link to post
Share on other sites

Eu tenho dificuldade de me envolver e torcer por bonecos digitais. Esse filme tinha tudo para mudar isso, mas a parte mais "corriqueira" da coisa falhou comigo. Era como se eu presenciasse um mundo de novos seres perfeitamente digitalizados mas ocos por dentro. A conexão emocional entre eu e os personagens não existiu, pelos problemas já relatados. O Cameron falhou comigo em algo que ele já havia conseguido utilizando um robô!

 

Share this post


Link to post
Share on other sites

Eu tenho dificuldade de me envolver e torcer por bonecos digitais. Esse filme tinha tudo para mudar isso' date=' mas a parte mais "corriqueira" da coisa falhou comigo. Era como se eu presenciasse um mundo de novos seres perfeitamente digitalizados mas ocos por dentro. A conexão emocional entre eu e os personagens não existiu, pelos problemas já relatados. O Cameron falhou comigo em algo que ele já havia conseguido utilizando um robô!

 

[/quote']

 

 

 

Esse robô seria o Terminator? Se for, achei a comparação meio estranha, já que esse robô foi interpretado por um humano (embora não pareça, o Schwarzenegger ainda é um ser humano 06.gif).

 

 

 

Vc já conseguiu sentir esse envolvimento com algum personagem digital?RAZIEL2010-01-10 18:07:27

Share this post


Link to post
Share on other sites

Eu acho que Avatar consegue a proeza de nos fazer esquecer por vários momentos que aquele personagens são digitais. Em vários momentos eu fiquei prestando atenção no realismo do CG, nas texturas, nos movimentos faciais. Mas na maior parte do filme eu estava envolvido dentro da narrativa e isso aconteceu logo de cara, já na cena em que Jake corre pela primeira vez. Se a parte do laboratório antes é um momento que vc realmente presta atenção nos efeitos, na cena seguinte isso passa pq algo mais importante e emocianante está ocorrendo.

 

Share this post


Link to post
Share on other sites
Eu acho que Avatar consegue a proeza de nos fazer esquecer por vários momentos que aquele personagens são digitais. Em vários momentos eu fiquei prestando atenção no realismo do CG' date=' nas texturas, nos movimentos faciais. Mas na maior parte do filme eu estava envolvido dentro da narrativa e isso aconteceu logo de cara, já na cena em que Jake corre pela primeira vez. Se a parte do laboratório antes é um momento que vc realmente presta atenção nos efeitos, na cena seguinte isso passa pq algo mais importante e emocianante está ocorrendo.

 

[/quote']

 

 

 

Comigo foi mais ou menos o mesmo. Eu estava estranhando um pouco os Na'vi durante toda a "primeira aparição" e a primeira missão de Jake na floresta... Mas em algum momento que não sei definir, parei de pensar nisso e me envolvi. Infelizmente, um ou outro Na'vi não parecia tão bom durante o filme, e momentaneamente, eu voltava a pensar na questão dos efeitos, mas o saldo foi bem positivo. Na esmagadora maioria das cenas, eu estava envolvido com os personagens.

 

 

 

Mas sim, ainda está pra nascer o filme com humanos (ou humanóides) digitais que serão convincentes em 100% do tempo. O próprio James Cameron admitiu, antes de Avatar estrear, que nem todas as cenas com os Na'vi seriam totalmente convincentes. A idéia era que o filme seria tão envolvente, que as pessoas não se preocupariam com isso. Eu acho que deu certo, mas nem todo mundo concorda que ele conseguiu, é claro.

 

 

 

É o tal negócio: embora os efeitos especiais de Avatar não sejam "perfeitos", acho que eles são muito superiores a tudo que foi feito antes (e provavelmente, a muita coisa que será feita depois).

Share this post


Link to post
Share on other sites

Pra ter mais ou menos uma idéia do que o filme causou em mim' date=' pegando aquela cena da árvore sendo destruída, eu fiquei pensando "uou, nossa, técnologia fantástica, que destruição plasticamente fodidona, parece que ela ta caindo nos meus pés, impressionante. mas hei, o que será dos azulzinhos? ah, foda-se eles, essa destruição foi muito massa". e é mais ou menos isso, efeitos lindões mesmo, mas capacidade de emocionar, de sensibilizar, criar um vinculo mais forte com aquela mensagem... quase nula, oca.

[/quote']

 

 

 

Então, vou falar o que o filme causou em mim (nesse ponto que vc tocou). Pra mim, foi o contrário. Fiquei preocupado com os tais azuizinhos (não apenas nessa cena, mas o tempo todo em que corriam perigo). Achei o filme emocionante, me sensibilizei, senti uma simpatia por esses personagens que não sentia faz anos no cinema. E nas cenas de batalha, que eu temia que iriam ser como as batalhas da "nova" trilogia Star Wars e similares (onde acontece muita coisa mas nada importa, não estamos nem aí), foi o contrário: cada Na'vi que morria, eu ficava com pena, e cada "maldito humano" que ia pro saco, eu vibrava! E não, não sou besta de me deixar enganar por efeitos especiais, por perfumaria somente (aliás, por isso não estava gostando de quase nada no estilo "blockbuster" nos últimos anos).

 

 

 

De fato, eu já andava bem desanimado com cinema no geral, quase não via filmes novos; nem entrava no fórum pq não via nada que me animasse a conversar, debater, etc. Então, vejo Avatar, e a chama reascendeu! Avatar é o tipo de filme que faz isso, que renova o gosto pelo cinema. Ao menos, comigo foi assim.

 

esse cara ae que usa o símbolo do jurassic park é o mais inteligente do fórum, ehheheheh, faço das suas palavras as minhas. resumiu em poucas palavras a experiência de assistir Avatar.

Share this post


Link to post
Share on other sites

 

Eu realmente gostaria que a maior parte das discussões que tenho visto sobre Avatar ultrapassassem esse estágio de "novidade tecnológica"' date=' "3D magnífico", "revolução", "CGI", Bilheteria (esse aqui então, não dou a mínima), etc.Particularmente acho o filme tão mais que isso que essas coisas se tornam secundárias, nem vale a pena discuti-las.

 

[/quote']

 

 

 

Bom, eu tentei algumas vezes conversar sobre outros assuntos relativos ao filme, mas pouca gente deu atenção (não, não estou reclamando, só constatando, rs). Mas se quiser conversar sobre aspectos do filme que te interessam, sou todo ouvidos.

Share this post


Link to post
Share on other sites

Vocês acham mesmo que é possível dissociar qualquer coisa que se sinta ao assistir Avatar dos seus efeitos?

 

A cena da árvore eu já descrevi lá atrás. Para mim, simboliza todo o filme, o forte tomando do fraco tudo aquilo que ele acha que lhe pertence. Cameron sintetizou tudo em uma imagem poderosa.

 

A dependência de Jack pelo mundo Na'vi é outra situação fantástica. Como esquecer a experiência (que compartilhamos com ele) de poder andar depois de tanto tempo? Sentir a terra sob os pés? Nenhum efeito especial é mais importante que isso e no entanto eles estavam lá.

 

A experiência completa de Avatar é esquecer que aquilo é um mundo de fantasia, estando nele e a chave é o 3D. Não se enganem, Cameron não fez um filme para ser assistido de maneira normal (isso é necessário mas não é o propósito).

 

E aqui acontece uma coisa curiosa, quem não conseguir ver essas coisas é uma pena, vai ver só mais um filme arrasa quarteirão com efeitos de ponta mas jamais terá toda a experiência.

 

 

 

Share this post


Link to post
Share on other sites

De fato, eu já andava bem desanimado com cinema no geral, quase não via filmes novos; nem entrava no fórum pq não via nada que me animasse a conversar, debater, etc. Então, vejo Avatar, e a chama reascendeu! Avatar é o tipo de filme que faz isso, que renova o gosto pelo cinema. Ao menos, comigo foi assim.

 

 

 

 

Mesma coisa aqui.

Share this post


Link to post
Share on other sites

 

Esse robô seria o Terminator? Se for' date=' achei a comparação meio estranha, já que esse robô foi interpretado por um humano (embora não pareça, o Schwarzenegger ainda é um ser humano 06.gif).

 

 

 

Vc já conseguiu sentir esse envolvimento com algum personagem digital?[/quote']

 

Sim, é o Terminator. Sim, o Schwarza é humano (creio), mas ele faz, perfeitamente aliás, o papel de um robô. E ele me emocionou em T2, torci por ele, etc.

 

E sobre a pergunta, sim, pelo Gollum, que embora fosse digitalmente inferior aos Avatares, era mais bem desenvolvido e provoucou o envolvimento. E nem venero SDA como alguns, acho os filmes falhos, mas a condução desse personagem, a interpretação, etc é perfeita.

 

 

 

Share this post


Link to post
Share on other sites

Join the conversation

You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.

Guest
Reply to this topic...

×   Pasted as rich text.   Paste as plain text instead

  Only 75 emoji are allowed.

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.

Loading...

×
×
  • Create New...