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11 de novembro de 2013 às 13h22 A recusa de Darin a Tarantino

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Entrevistado em setembro no late show argentino Animales Sueltos, o ator e também argentino Ricardo Darín me sai com essa:

Fantino: É verdade que você recusou uma oferta para filmar em Hollywood com Tarantino?
Darín: Sim, é.
F: E por quê?
D: Porque me ofereceram o papel principal mas eu teria que fazer um traficante mexicano. E eu perguntei ao produtor por que os mexicanos sempre tem que fazer os traficantes se os maiores consumidores em nível planetário são os ianques.
F: E o que ele respondeu?
D: Bom, a resposta que ele me deu me incomodou tanto que confirmou minha escolha de não filmar com Tarantino. Me disse “Então é uma questão de dinheiro. Diga quanto você quer que pagamos. Você coloca o preço”. Quer dizer, não podem chegar a ver nem a compreender que existem códigos fora do dinheiro que alguns de nós temos… entende?
F: Mmm… não, na verdade não.
D: Como não? Ale, você é esperto, tem que entender o que falo…
F: Mas você poderia ter ganho mais dinheiro.
D: Mais dinheiro? Ser milionário? Pra quê?
F: Como pra quê? Pra ser feliz.
D: Feliz com mais dinheiro? Do que você está falando?

F: Bom, todos queremos ter mais dinheiro pra ser felizes.
D: Ale, eu tenho dinheiro, tenho um carro importado de alto nível. Como o que quero no café da manhã, no almoço e no jantar, e posso tomar dois banhos quentes por dia. Você tem ideia de quantas pessoas no mundo podem tomar dois banhos quentes por dia? Muito pouca gente, entende? E como eu não me considero um excelente ator, sempre digo a mim mesmo que foi por pura sorte, entende? Nesse mundo capitalista selvagem eu sou um cara de muita sorte. Eu sou um privilegiado entre milhões de pessoas. E mais, eu tenho a sorte de poder ver isso em mim, o que me permite ter uma boa conta bancária e não acreditar nela. Eu posso me ver de fora e dizer “Puta, que louco, que sorte você teve”.
F: Mas você filmaria em Hollywood… e não pode negar que do Tarantino ao Oscar seria um pulo…
D: Acho que eu não sei me explicar direito… eu já estive na cerimônia do Oscar e não gostei, tudo é de plástico dourado, até as relações entre as pessoas. Fui, aproveitei, mas esse mundo não é o meu, não é o que elegi nessa vida.

 

Numa época de busca desenfreada de likes, views, cliques e de questionamento das estruturas sociais, é sempre bom ter uns exemplos práticos e consistentes de quem prefere se apegar à substância do seu ofício. Pra não falar de quem tem uma mínima noção de como é a vida lá fora.

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=izOatvH5vPk

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E mais uma tragédia na república dos bananas.   Mais uma vez nossa população omissa "essa mesma que não sabe votar e tão pouco conviver em sociedade de forma decente" irá clamar por justiça "no país

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Morre Nelson Mandela, herói da luta pela igualdade racial

 

Ex-presidente sul-africano liderou a luta contra o regime do apartheid em seu país

 

Do R7

 

200px-Nelson_Mandela-2008_%28edit%29.jpg

 

Morreu nesta quinta-feira (5), aos 95 anos, o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, símbolo da luta contra a discriminação racial. Mandela combateu o regime de segregação, conhecido como apartheid, que perdurou de 1948 a 1994 em seu país e impôs duras restrições aos direitos da maioria negra. A luta de Mandela o tornou um líder admirado e respeitado em todo o mundo.   

 

O herói da luta antiapartheid, morreu em sua residência de Johannesburg, informou o presidente sul-africano Jacob Zuma em mensagem à Nação.

 

Nelson Mandela "faleceu", declarou Zuma. "Nosso querido Madiba terá funerais de Estado" e as bandeiras serão colocadas a meio pau a partir desta sexta-feira e até seus funerais.

O ex-líder já havia sido levado ao hospital pelo menos seis vezes em apenas dois anos. Ele deixou a instituição médica em setembro após passar 87 dias internado para tratar uma infecção recorrente nos pulmões.

 

Em abril, ele chegou a ficar dez dias hospitalizado por causa de uma pneumonia. Antes, em março, o ex-presidente sul-africano já havia sido internado para ser submetido a exames de rotina.

Meses antes, em dezembro de 2012, ele foi operado por causa de cálculos na vesícula, mas acabou passando mais de duas semanas no hospital devido a complicações respiratórias.

 

África do Sul se despede de Mandela convivendo com racismo, desigualdade e violência

 

Relembre a trajetória de Nelson Mandela, símbolo da luta contra a segregação na África do Sul

 

Seus problemas pulmonares se devem, provavelmente, às sequelas da tuberculose contraída na prisão da ilha de Robben, onde Mandela passou 18 dos 27 anos de prisão sob o regime racista do apartheid.

Libertado em 1990, Mandela recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1993 por sua atuação nas negociações de paz que instalaram uma democracia multirracial na África do Sul, ao lado do último presidente do regime do apartheid, Frederik de Klerk.

 

Mandela foi o primeiro presidente negro de seu país (1994-1999), tornando-se um líder de consenso que soube conquistar o coração da minoria branca.

Sua última aparição pública aconteceu na cerimônia de encerramento da Copa do Mundo de 2010, realizada na África do Sul.

Madiba, como era conhecido em seu país, faria 95 anos no dia 18 de julho.

 

De Estado racista a país democrático

 

Nelson Rolihlahla Mandela era um homem simples, que gostava de assistir ao pôr-do-sol sul-africano enquanto escutava Handel e Tchaikovsky, seus compositores favoritos. Mas, durante 27 anos, ele viveu atrás das grades, privado da luz do sol e das músicas que tanto apreciava.

 

Advogado, líder rebelde e ativista pelos direitos da maioria negra, foi preso em novembro de 1962. Permaneceu na cadeia até fevereiro de 1990. Nesse período, recusou ofertas de revisão de sua pena e de liberdade condicional em troca de concessões ao governo que combatia.

 

Foi na prisão que Mandela tornou-se o principal ícone da luta contra a discriminação racial imposta pelo apartheid na África do Sul. Transformou a cadeia em um centro de aprendizado político para os colegas detentos, conquistou a simpatia de guardas e carcereiros e conseguiu, ao longo dos anos, angariar apoio internacional para sua causa.

 

Libertado em 1990, Mandela conduziu as negociações para transformar o país em uma democracia multirracial — trabalho pelo qual recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 1993.

Já vitorioso e empossado presidente, em 1994, conduziu de forma pacífica as mudanças que transformaram o Estado racista da África do Sul em um país democrático.

 

Casou-se três vezes, a última delas aos 80 anos, com Graça Machel, viúva de Samora Machel, ex-presidente de Moçambique e aliado ao CNA (Congresso Nacional Africano, partido de Mandela). Também foi casado por 13 anos com Evelyn Ntoko Mase, e por 38 anos com Winnie Madikizela, ou Winnie Mandela.

 

O guarda noturno vira advogado

 

Nelson Mandela nasceu em 18 de julho de 1918, no vilarejo de Mvezu, na região de Transkei. Filho único de Nosekeni Fanny e Henry Gadla Mandela — conselheiro do chefe supremo do povo thembu, Jongintaba Dalindyebo —, Mandela foi o primeiro de sua família a frequentar a escola.

 

Matriculou-se em 1939 na Universidade Fort Hare College, onde conheceu o futuro revolucionário Oliver Tambo (1917-1993), de quem se tornou um grande amigo.

Ambos foram expulsos da faculdade em 1940 por participar de uma greve. Mandela iria concluir o curso por correspondência.

 

Ao retornar à tribo, Mandela desentendeu-se com o chefe Dalindyebo, que já havia arranjado uma noiva para que ele se casasse.

 

Partiu para Johannesburgo, onde trabalhou como guarda noturno em uma mina de ouro e depois em uma imobiliária. Em 1942, filiou-se ao CNA (Congresso Nacional Africano), movimento que lutava contra o apartheid, e matriculou-se em direito na Universidade de Witwatersrand, em 1943.

 

No auge da Segunda Guerra Mundial, passou a integrar, junto com Tambo, um grupo de 60 jovens sul-africanos sob a liderança de Antom Lembebe (1914-1947). O grupo queria transformar o CNA em um movimento de massa e romper com a política legalista e pacífica da velha guarda da organização, que não vinha dando resultados.

 

Desse trabalho nasceu a Liga da Juventude do CNA, em 1944. A disciplina e a capacidade de liderança de Mandela logo impressionaram os colegas, e ele foi eleito secretário da Liga da Juventude, em 1947.

Sob sua liderança, o grupo conseguiu ganhar espaço na estrutura do CNA. Após a vitória dos africânderes, que apoiavam o sistema de segregação racial, na eleição de 1948, Mandela conseguiu fazer com que o Programa de Ação proposto pela liga — e que propunha boicotes, greves e desobediência civil — fosse adotado como uma política oficial da organização.

 

O massacre de Sharpeville e a luta armada

 

Em 1952, Nelson Mandela correu o país para liderar a Campanha em Desafio às Leis Injustas, que angariou o apoio de milhares de pessoas comuns para o CNA e culminou com uma desobediência civil em massa.

 

Como retaliação, o governo o proibiu de participar de atos públicos e de sair de Johannesburgo por seis meses. Neste mesmo ano, Mandela e Tambo abriram o primeiro escritório de advogados negros da África do Sul.

 

Nessa época, Mandela organizou os membros do CNA em uma rede nacional clandestina, prevendo que o grupo entraria na clandestinidade. Participou de protestos pacíficos até 1961, quando aderiu à luta armada.

 

O marco para a mudança foi o massacre de Sharpeville, em 1960, quando a polícia atirou em manifestantes negros que protestavam contra o regime do apartheid, matando 69 pessoas.

O CNA entrou logo depois na clandestinidade, como previra Mandela, que chegou a ser detido por alguns meses. Quando foi solto, ele fundou o Umkhonto we Sizwe (MK), braço armado do CNA. Em 1962, deixou o país para um treinamento militar na Argélia.

 

Caçado pelas autoridades, foi preso novamente em agosto daquele ano. Dessa vez, escapou da pena de morte por enforcamento e foi condenado à prisão perpétua em uma penitenciária perto da cidade do Cabo.

 

Da prisão à Presidência foram quase três décadas

 

Mandela só seria libertado 27 anos mais tarde a mando do então presidente sul-africano Frederik Willem de Klerk, após uma intensa campanha do CNA e de uma grande pressão internacional.

Em liberdade, voltou a ser protagonista na luta contra a segregação racial. Sua liderança foi fundamental na luta final contra o apartheid na África do Sul.

A vitória na luta contra as leis segregacionistas em seu país lhe garantiu, em 1993, o Prêmio Nobel da Paz, junto com De Klerk. Em 1994, Mandela foi eleito presidente da África do Sul nas primeiras eleições em que os negros puderam votar desde o fim do apartheid.

 

Em seu mandato, que durou até junho de 1999, conseguiu adquirir respeito da comunidade internacional pelo seu regime de conciliação. As práticas racistas foram proibidas de uma vez por todas em sua administração.

 

Depois de presidente, Mandela voltou a ser militante

 

Mesmo após o fim do mandato, Mandela continuou atuando como militante. Em 2003, chegou a fazer pronunciamentos contra a política externa do então presidente dos EUA, George W. Bush.

 

Ainda se engajou em campanha para arrecadar recursos para combater a Aids, que foi denominada "46664", seu número de identificação na prisão. Em 2005, revelaria ao mundo que a doença matara seu filho Makgatho, em 6 de janeiro daquele ano. No ano seguinte, aos 85 anos, anunciou que sairia da vida pública por problemas de saúde.

Continuou recebendo prêmios, como o concedido pela Anistia Internacional, de Embaixador de Consciência, em 2006.

 

Em 2010, com a saúde debilitada e após a morte de sua bisneta, ficou ausente durante quase todos os eventos relacionados à Copa do Mundo em seu país. Mas apareceu na festa de encerramento. Carregado em um carrinho de golfe, foi aplaudido de pé pelo público, que lotou o famoso estádio Soccer City.

 

Ao morrer, era considerado um herói para negros e brancos de seu país e um símbolo da igualdade racial em todo o mundo.

 

Site.: http://noticias.r7.com/internacional/morre-nelson-mandela-heroi-da-luta-pela-igualdade-racial-06122013

 

 

Plutão: Nelson Mandela foi um grande exemplo para humanidade, que carece de exemplos positivos na influencia das sociedades por um mundo melhor. Alias o mundo perde não um herói ou líder, mas ser humano que lutou contra injustiças e amante da liberdade.

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Treinador de homens-bomba explode turma por engano

Homem dava aula para aspirantes a ataques suicida quando detonou explosivos presos ao corpo matando 22 e ferindo 15

 

 

 

BAGDÁ - Um grupo de extremistas sunitas que assistiam a uma aula de treinamento para atentados suicidas em um acampamento ao norte de Bagdá foi morto na segunda-feira quando seu comandante involuntariamente realizou uma demonstração com um cinto que estava cheio de explosivos, contaram funcionários do Exército e da polícia iraquiana.

Os combatentes pertenciam a um grupo conhecido como o Estado Islâmico do Iraque e da Síria, ou Isis, que luta na província de Anbar contra o Exército iraquiano, dominado por xiitas. Mas eles também estão ligados a ataques a bomba em outros lugares.

Vinte e dois membros do Isis foram mortos e 15 ficaram feridos na explosão no acampamento, que está em uma área de plantações no nordeste da cidade de Samarra, afirmaram as autoridades policiais e do Exército. Armazéns de explosivos e armas pesadas também ficavam nesse acampamento, segundo os funcionários. Oito militantes foram presos quando tentavam fugir.

O homem que estava conduzindo o treinamento não foi identificado pelo nome, mas foi descrito por um oficial do Exército iraquiano como um recrutador prolífico, que foi “capaz de matar os bandidos de uma vez”.

No início deste mês, militantes do Isis invadiram a cidade de Fallujah e a vizinha Ramadi, ambas na província de Anbar, com armamento pesado, assumindo o controle de vias de acesso e escritórios de autoridades locais.

Desde então, forças de segurança locais e tribais reestabeleceram o controle em Ramadi.

Mas o Iraque está desenvolvendo um plano, com a ajuda dos Estados Unidos, que faria tribos sunitas assumirem a liderança na luta contra o Isis em Fallujah com apoio do Exército iraquiano, um alto funcionário do Departamento de Estado disse ao Congresso na semana passada.

A fonte, o funcionário Brett McGurk, afirmou que o Isis tinha cerca de dois mil combatentes no Iraque, e que seu objetivo a longo prazo era estabelecer uma base de operações em Bagdá, liderada por Abu Bakr al-Baghdadi, que foi classificado como terrorista global pelo Departamento de Estado.

 

DO NEW YORK TIMES

Publicado:  10/02/14 - 15h34
Atualizado:  10/02/14 - 18h05

 

 

 

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Polícia fecha restaurante canibal na Nigéria

 

A polícia fechou um restaurante especializado em menu canibal na cidade de Anambra(Nigéria). Agentes encontraram no estabelecimento, situado em um hotel, duas cabeças humanas cobertas por papel celofane. Onze pessoas foram presas no local, de acordo com o jornal londrino "Independent". Policiais apreenderam, ainda, fuzis Ak-47 e outras armas. 

Segundo a investigação inicial, carne humana estava sendo servida no restaurante como uma iguaria exótica e cara. Cabeça humana assada fazia parte do cardápio

Além disso, os donos do restaurante enganavam outros clientes. Um pastor, que frequentava o local, contou ter comido carne humana sem saber. 

"No que este país está se transformando? Você consegue imaginar pessoas vendendo carne humana como se fosse carne animal?", desabafou.

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  • 1 month later...

depois reclamam de homofobia e o escambau... tem gente sem nocao q faz qq coisa pra aparecer na midia! tai uma foto apelativa q causaria mesmo sendo com casal hetero..

 

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Thammy Miranda e a namorada, Andressa Ferreira, fizeram um clique pra lá de provocante. De maiô cavado, Andressa apareceu com a mão dentro da calça da atriz. 'Bom dia, iniciando os trabalhos. A novidade está chegando semana que vem', disse Thammy, misteriosa, em seu Instagram
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Mais uma da série "quando tu pensa que já viu de tudo na vida, eis que..."

 

 

Bebê de nove meses é acusado de tentativa de assassinato no Paquistão

 

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Um bebê foi convocado a aparecer diante de um tribunal no Paquistão sob a acusação de tentativa de assassinato a um policial.  Muhammad Mosa Khan, que tem nove meses, foi uma das 30 pessoas chamadas para prestar esclarecimentos sobre uma operação da polícia, que tentava prender ladrões de gás na cidade de Lahore. As informações são da agência de notícias AFP.

 

O garoto foi detido no início de fevereiro junto com vários membros de sua família. A polícia acusa os suspeitos de jogarem pedras e golpear um policial com pedaços de madeira.

Muhammad Mosa Khan compareceu nesta quinta-feira (3) ao tribunal no colo de Muhammad Yasin, seu avô. Ele foi liberado e o julgamento foi adiado para 12 de abril, segundo relatos da mídia de Lahore. O pai de Khan também está entre os acusados.

"Todos os presentes perguntavam como um garoto pode ser envolvido em um caso como este? Que tipo de justiça e política é essa?", criticou Yasin

Para o advogado da família do bebê, não há sustentação jurídica para acusar o garoto. "O tribunal deve reconhecer que ele é inocente, pois a idade penal mínima é de sete anos", disse Irfan Sadiq Chaundhry, que defende o menino. Desde 2013, segundo a agência de notícias AFP, o país aumentou a idade mínima para ser penalizado de sete para 12 anos. A única exceção são em casos de terrorismo.

 

 

Tirando as digitais com essa mamadeira aí do lado, ficou ainda mais surreal...afff!..

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Irracionalidade pura! Isto é o cúmulo do absurdo. Obviamente isto é tirania da pior espécie ao acusar um bebê que nem deve saber andar direito de tentativa de assassinato. Mal tem controle ainda de seus membros quanto mais ser uma ameaça a vida de alguém. É claro que isto é corrupção policial de lá e a corrupção de todas as instituições irracionais envolvidas.

 

A partir do momento que instituições trilham esse caminho da mais pura tirania está na hora de serem destituídas ou levarão a humanidade ao abismo ou a seu fim.

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=E2zjjmTNPjU

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Dizem que devemos olhar com olhos menos ocidentais p/ outras culturas, pq o que nos parece bizarro a eles tb pode parecer algo que fazemos e achamos perfeitamente normal... sei lá...

 

Engraçado que o protesto aí não só é por ser um bebe de 9 meses mas tb pela penalidade ser aplicada aos 7 anos.

Quer dizer, como se aos 7 sete as crianças tb tivessem discernimento de adulto... sei lá...

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  • 5 weeks later...

Ucrânia é governada por nazistas. Como se não bastasse os desfiles, o golpe de estado e ocupação forçada de vários cargos públicos por pessoas treinadas na OTAN ( historicamente conhecida por treinar neonazistas na Europa como a Gladio). Para a extrema direita criminosa a culpa dos seus problemas são os russos e os judeus. Alguma semelhança com algo?

 

Vídeo da BBC têm esses e outros sobre o assunto:

 

 

Essa russo fobia não é surpresa. Já que a ex-primeira ministra Tymoshenko pediu até o extermínio dos russos em áudio que vazou.

 

OTAN ou NATO fazendo seu trabalho imundo no treinamento de grupos radicais de extrema direita. Virou até documentário. Resumindo a OTAN é Evil.

 

http://www.dailymotion.com/video/x1224fc_o-exercito-secreto-da-nato_news

 

Aqui uma matéria do Observatório da Imprensa sobre o envolvimento criminoso e costumas da Otan com grupos de extrema direita.

 

MÍDIA & GEOPOLÍTICA

 

O que a mídia ocidental ignora sobre a Ucrânia

 

Por Mário Augusto Jakobskind em 22/04/2014 na edição 795

 

Artigo do jornalista francês Thierry Meyssan ajuda a esclarecer muitos fatos relacionados com os acontecimentos na Ucrânia. Meyssan revela que a imprensa polonesa informou aos seus conterrâneos e ao mundo um fato dos mais relevantes e que permaneceu escondido durante cerca de sete meses.

 

Matéria do semanário polonês Nie (Não) mostra que, em setembro de 2013, 86 ucranianos integrantes do Pravy Sector (Setor de Direita), de extrema direita, foram convocados para ir à Polônia treinar. Mas o convite feito pelo ministro das Relações Exteriores Radoslaw Sikorski veio disfarçado de um programa de cooperação interuniversitário.

 

Os “estudantes” no caso eram totalmente distintos de universitários propriamente ditos. Os convidados pelo governo polonês não eram propriamente jovens universitários e muitos deles tinham mais de 40 anos.

 

Ironias da história

 

Os extremistas de direita que não escondem sua simpatia pelos nazistas, inclusive cultuando ucranianos que pegaram em armas ao lado das forças do Terceiro Reich, na verdade, segundo revela o semanário Nie, foram se adestrar no Centro de Treinamento da Polícia de Legionowo, distante uma hora da capital Varsóvia.

 

Por incrível que pareça, os 86 simpatizantes do nazismo receberam durante um mês treinamento intensivo de como lidar com multidões, técnica de reconhecimento de pessoas, táticas de combate e de comando, comportamento em situações de crise e proteção contra gases utilizados por forças de segurança.

 

Mas tem mais: o principal do curso era o aprendizado de formas de atirar, que incluíam o uso de fuzis de franco-atiradores. E no treinamento preparatório para o golpe de Estado, os 86 ucranianos convidados oficiais do governo polonês trajavam uniformes nazistas, conforme comprovam fotos publicadas pelo semanário Nie.

 

Vítima do nazismo ajuda nazistas

 

Essas impressionantes revelações demonstram como o governo de direita polonês está implicado na preparação do golpe de Estado que em fevereiro destitui o governo democrático de Viktor Yanukovitch, eleito pelo povo da Ucrânia.

 

O jornalista Thierry Meyssan também analisa em seu artigo os vínculos da Polônia com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que acabou por impor, junto com o governo dos Estados Unidos, os novos governantes de Kiev a partir de um golpe de Estado.

 

Vale também ressaltar a importância assumida pelo ministro polonês Sikorski nas negociações de 21 de fevereiro último para a saída da grave crise ucraniana. Apesar de firmado, o acordo não foi cumprido. E, na prática, o mesmo Sikorski que promoveu a ida dos simpatizantes do nazismo para treinar na Polônia aparecia como um dos negociadores. Os golpistas adestrados nas proximidades de Varsóvia derrubavam o governo legítimo da Ucrânia depois de sucessivas “manifestações” numa praça central de Kiev.

 

Cabem as aspas para se referir as manifestações na praça de Maidan, porque os 86 extremistas adestrados em Varsóvia, certamente junto com outros integrantes de grupos nazistas similares, entre os quais o denominado Svoboda, participaram ativamente das manifestações que culminaram com a queda do governo de Viktor Yanukovitch.

 

O lamentável desta história toda é que a mesma Polônia que sofreu na carne as agruras das forças de ocupação nazistas na Segunda Guerra Mundial, hoje se alia com grupos extremistas de direita ucranianos para impor um governo que se alia a União Europeia, integrada por países que também foram vítimas do nazismo.

 

Israel silencia

 

Também não se pode excluir a colaboração com a OTAN do atual governo extremista de direita de Israel, sob a chefia de Benyamin Netanyahu, que se utiliza do martírio do Holocausto para chantagear a opinião pública mundial e cometer atrocidades contra o povo palestino.

 

Não houve uma só palavra do governo israelense, aliado incondicional dos Estados Unidos, de denúncia sobre a ascensão de forças extremistas que reabilitam combatentes ucranianos pró-nazistas. Alguns analistas, entre os quais Thierry Meyssan, denunciam a participação de Israel no esquema golpista fomentado pela OTAN e pelos Estados Unidos que permitiu a ascensão e o fortalecimento de partidários do nazismo.

 

Não se pode deixar também de destacar a cobertura questionável dos grandes veículos de comunicação ocidentais, que de um modo geral omitem informações relevantes, como as mencionadas neste espaço tendo como fonte principal o jornalista Thierry Meyssan.

 

Só desta forma os leitores, telespectadores e ouvintes teriam melhores condições de formar opinião sobre o significado dos fatos atuais e que antecederam a crise na Ucrânia, que para muitos analistas, como o cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira, deram início a uma segunda Guerra Fria.

***

Mário Augusto Jakobskind é jornalista

 

Link.: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed795_o_que_a_midia_ocidental_ignora_sobre_a_ucrania

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As opiniões de Noam Chomsky e John Pilger sobre a crise na Ucrânia. Duas figuras que respeito e muito. Pois ambos de fato têm embasamento e conhecimento de sobra sobre geopolítica coisa que muitos dos nossos "formadores de opiniões" carecem em ter.

 

 

A política das linhas vermelhas

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Noam Chomsky - Publicado em Quarta, 07 Maio 2014 10:37

 

A crise atual na Ucrânia é séria e ameaçadora, tanto que alguns comentaristas a equiparam à crise dos mísseis em Cuba, em 1962. 

 

O colunista Thanassis Cambanis resume o âmago da questão no Boston Globe: "A anexação da Crimeia pelo (presidente russo Vladimir) Putin é uma ruptura de uma ordem em que os Estados Unidos e seus aliados confiam desde o fim da guerra fria, na qual as grandes potências só intervêm militarmente quando há consenso internacional a seu favor ou, na ausência dele, quando não cruzam as linhas vermelhas de uma potência rival".

 

Portanto, o crime internacional mais grave desta era, a invasão do Iraque pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, não foi uma ruptura da ordem mundial porque, apesar de não terem apoio internacional, os agressores não cruzaram as linhas vermelhas russas ou chinesas.

 

Em contrapartida, a anexação russa da Crimeia e suas ambições na Ucrânia cruzam as linhas norte-americanas. Consequentemente, “Obama se concentra em isolar a Rússia de Putin, cortando seus laços econômicos e políticos com o mundo exterior, limitando suas ambições expansionistas em sua própria vizinhança e transformando o país, de fato, em um Estado pária”, informa Peter Baker no New York Times.

 

Em suma, as linhas vermelhas norte-americanas estão firmemente estabelecidas nas fronteiras da Rússia. Consequentemente, as ambições russas “em sua própria vizinhança” violam a ordem mundial e criam uma crise.

 

Esta premissa é de aplicação geral. Às vezes, permite que outros países tenham linhas vermelhas em suas fronteiras (onde também estão as linhas vermelhas dos Estados Unidos). Mas não se aplica ao Iraque, por exemplo. Nem ao Irã, que Washington ameaça continuamente com ataques (“nenhuma opção sai da mesa”).

 

Tais ameaças violam não apenas a Carta das Nações Unidas, como também a resolução de condenação da Assembleia Geral à Rússia, que os Estados Unidos acabam de assinar. A resolução começa destacando que a Carta da ONU proíbe “a ameaça ou o uso da força” em assuntos internacionais.

 

A crise dos mísseis em Cuba também deu ênfase às linhas vermelhas das grandes potências. O mundo perigosamente se aproximou de uma guerra nuclear quando o então presidente John F. Kennedy rechaçou a oferta do primeiro-ministro soviético Nikita Kruschov de colocar fim à crise mediante a retirada pública e simultânea dos mísseis soviéticos em Cuba e dos mísseis norte-americanos da Turquia (já estava programada a substituição dos mísseis dos Estados Unidos por submarinos Polaris, muito mais letais – parte do enorme sistema que ameaça destruir a Rússia).

 

Também naquele caso, as linhas vermelhas dos Estados Unidos estavam na fronteira da Rússia, um fato aceito por todos os envolvidos.

 

A invasão norte-americana da Indochina, como a do Iraque, não cruzou as linhas vermelhas, e tampouco muitas outras destruições norte-americanas pelo mundo. Deve-se repetir este fato crucial: às vezes, permite-se que outros adversários tenham linhas vermelhas, mas em suas fronteiras, onde também estão colocadas as linhas vermelhas norte-americanas. Se um adversário tem “ambições expansionistas em sua própria vizinhança” e cruza as linhas vermelhas norte-americanas, o mundo enfrenta uma crise.

 

No último número da revista International Security, do Harvard-MIT, o professor Yuen Foong Khong, da Universidade de Oxford, explica que existe uma “longa (e bipartidarista) tradição no pensamento estratégico norte-americano: governos sucessivos colocaram ênfase no que é um interesse vital dos Estados Unidos, prevenir que uma hegemonia hostil domine alguma das principais regiões do planeta”.

Além disso, existe consenso de que os Estados Unidos devem “manter sua predominância” porque “a hegemonia norte-americana é a que sustentou a paz e a estabilidade regional”, eufemismo que se refere à subordinação às demandas norte-americanas.

 

Da forma como são as coisas, o mundo opina de modo diferente e considera os Estados Unidos um “Estado pária” e “a maior ameaça à paz mundial”, sem um competidor sequer próximo nas pesquisas. Mas, “o que o mundo sabe?”.

 

O artículo de Khong se refere à crise provocada pela ascensão da China, que avança em direção à “primazia econômica” na Ásia e, assim como a Rússia, possui “ambições expansionistas em sua própria vizinhança”, cruzando as linhas vermelhas norte-americanas. A recente viagem do presidente Obama à Ásia tinha objetivo de reafirmar a “longa (e bipartidária) tradição”, na linguagem diplomática.

 

A quase universal condenação de Putin pelo Ocidente faz referência ao “discurso emocional” em que o governante russo explicou com amargura que os Estados Unidos e seus aliados “nos enganaram uma e outra vez, tomaram decisões pelas nossas costas e nos apresentaram fatos consumados, com a expansão da OTAN no Oriente, com a instalação de infraestrutura militar em nossas fronteiras. Sempre nos dizem o mesmo: 'Bem, isto não tem a ver com você'”.

 

As queixas de Putin se baseiam em fatos. Quando o presidente soviético Mikhail Gorbachev aceitou a unificação da Alemanha como parte da OTAN – concessão assombrosa à luz da história –, houve uma troca de concessões. Washington acordou que a OTAN não se direcionaria “um centímetro em direção ao Leste”, em referência à Alemanha Oriental.

 

A promessa foi imediatamente quebrada e, quando o presidente soviético Mikhail Gorbachev se queixou, indicaram a ele que havia somente uma promessa verbal, carente de validade.

 

Logo Bill Clinton expandiu a OTAN muito mais ao Leste, em direção às fronteiras da Rússia. Atualmente, há quem queira levá-la até à mesma Ucrânia, bem dentro da “vizinhança” histórica da Rússia. Mas isso “não tem a ver” com os russos, porque a responsabilidade dos Estados Unidos de “manter a paz e a estabilidade” requer que suas linhas vermelhas estejam nas fronteiras russas.

 

A anexação russa da Crimeia foi um ato ilegal, violou o direito internacional e tratados específicos. Não é fácil encontrar algo comparável nos últimos anos, mas a invasão do Iraque foi um crime muito mais grave.

 

Entretanto, vem à mente um exemplo parecido: o controle norte-americano da baía de Guantánamo, sudeste de Cuba. Ela foi tomada a tiros de Cuba em 1903 e não foi devolvida, apesar dos constantes pedidos cubanos desde o triunfo da revolução, em 1959.

 

Sem dúvidas, a Rússia tem argumentos mais sólidos em seu favor. Ainda sem considerar o forte apoio internação à anexação, a Crimeia historicamente pertence à Rússia; conta com o único poto de águas quentes na Rússia e abriga a flotilha russa, além de ter enorme importância estratégica. Os Estados Unidos não têm nenhum direito sobre Guantánamo, a não ser pelo monopólio da força.

 

Uma das razões por que Washington recusa devolver Guantánamo a Cuba, é possível presumir, é que se trata de um porto importante, e o controle norte-americano representa um formidável obstáculo ao desenvolvimento cubano. Esse tem sido o principal objetivo da política norte-americana ao longo de 50 anos, que inclui terrorismo em grande escala e guerra econômica.

 

Os Estados Unidos se dizem escandalizados pelas violações aos direitos humanos em Cuba, ignorando que as piores dessas violações são cometidas em Guantánamo; que as acusações válidas contra Cuba não se comparam nem de longe às práticas regulares entre os clientes latino-americanos de Washington; e, finalmente, que Cuba esteve submetida a um severo e implacável ataque dos Estados Unidos desde o triunfo de sua revolução.

 

Mas nada disso cruza as linhas vermelhas de ninguém, nem causa uma crise. Cai na categoria das invasões norte-americanas da Indochina e do Iraque, da rotineira derrubada de regimes democráticos e das instalações de impiedosas ditaduras, assim como de nosso espantoso histórico de outros exercícios para “sustentar a paz e a estabilidade”.

 

Tradução: Daniella Cambaúva.

 

Link.: http://www.truth-out.org/opinion/item/23448-noam-chomsky-red-lines-in-ukraine-and-elsewhere

 

O efeito Strangelove: Como somos levados a aceitar uma nova guerra mundial

 

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  John Pilger - Publicado em Domingo, 27 Abril 2014 13:16

 

Há poucos dias estive a rever o filme Dr. Strangelove [1] . Já o assisti talvez uma dúzia de vezes; dá sentido a notícias sem sentido. Quando o major T.J. 'King' Kong entra em conflito com os russos e envia o bombardeiro nuclear B52 contra um alvo na Rússia, quem tem que tranquilizar o Presidente é o general 'Buck' Turgidson [2] . Ataque primeiro, diz o general, afinal "são apenas 10 a 20 milhões de mortos, no máximo"

Presidente Merkin Muffley: "Não vou ficar na história como o maior assassino de massas desde Adolf Hitler".

 

General Turgidson: "Talvez fosse melhor, senhor Presidente, que se preocupasse mais com o povo americano do que com a sua imagem nos livros de história".

 

O génio do filme de Stanley Kubrick é que representa com rigor a loucura e os perigos da guerra-fria. A maior parte dos personagens baseia-se em pessoas reais e em maníacos reais. Não há hoje ninguém equivalente a Strangelove, porque a cultura popular está dirigida quase totalmente para as nossas vidas interiores, como se a identidade seja o zeitgeist moral e a verdadeira sátira seja redundante; mas os perigos são os mesmos. O relógio nuclear parou às cinco para a meia-noite; as mesmas bandeiras falsas estão hasteadas sobre os mesmos alvos pelo mesmo "governo invisível", como Edward Bernays, o inventor das relações públicas, descreveu a propaganda moderna.

 

Em 1964, o ano em que foi realizado Strangelove, "a diferença de mísseis" era a falsa bandeira. A fim de construir mais armas nucleares, e maiores, e de prosseguir uma polícia de domínio não declarado, o presidente John Kennedy aprovou a propaganda da CIA de que a União Soviética estava mais avançada do que os EUA na produção de Mísseis Balísticos Intercontinentais. Isso encheu primeiras páginas como a "ameaça russa". Na realidade, os americanos estavam muito à frente na produção de ICBMs, os russos nunca estiveram lá perto. A guerra-fria baseou-se largamente nesta mentira.

 

Desde o colapso da União Soviética, os EUA têm cercado a Rússia com bases militares, aviões nucleares e mísseis, ao abrigo do "Projecto de Ampliação da NATO". Renegando uma promessa dos EUA feita ao presidente soviético Mikhail Gorbachev em 1990 de que a NATO não avançaria "nem um centímetro para Leste", a NATO entrou à grande na Europa de Leste. No antigo Cáucaso soviético, a ocupação militar da NATO é a mais ampla desde a segunda guerra mundial.

 

Em Fevereiro, os Estados Unidos montaram um dos seus golpes "coloridos" contra o governo eleito da Ucrânia; as tropas de choque eram fascistas. Pela primeira vez, desde 1945, um partido pró-nazi, abertamente anti-semita controla áreas chave do poder estatal numa capital europeia. Nenhum líder da Europa ocidental condenou este renascimento do fascismo na fronteira com a Rússia. Morreram cerca de 30 milhões de russos na invasão do seu país pelos nazis de Hitler, que foram apoiados pelo Exército Insurgente Ucraniano, o UPA, responsável por inúmeros massacres de judeus e polacos. O UPA era a ala militar, que inspira o actual partido Svoboda.

 

Desde o golpe de Washington em Kiev – e da reacção inevitável de Moscovo na Crimeia russa, para proteger a sua Frota do Mar Negro – a provocação e o isolamento da Rússia têm sido invertidos nos noticiários como uma "ameaça russa". Isto é uma propaganda fossilizada. O general da Força Aérea americana que chefia as forças da NATO na Europa – nada mais nada menos que o general Breedlove – afirmou há mais de duas semanas que tinha fotos que mostravam 40 mil tropas russas a "concentrarem-se" na fronteira com a Ucrânia. Também Colin Powell afirmou ter fotos de armas de destruição maciça no Iraque. O que é certo é que o golpe temerário e predatório de Obama na Ucrânia desencadeou uma guerra civil e Vladimir Putin está a ser atraído a uma armadilha.

 

Na sequência dos conflitos de 13 anos que começaram no Afeganistão muito depois de Osama bin Laden ter fugido, de terem destruído o Iraque sob uma falsa bandeira, depois de inventarem um "inimigo nuclear" no Irão, de enviarem a Líbia para uma anarquia hobbesiana e de apoiaram os jihadistas na Síria, os EUA têm finalmente uma nova guerra fria para complementar a sua campanha mundial de morte e terrorismo com aviões telecomandados.

 

Um Plano de Acção para Adesão à NATO (MAP) – directamente da sala de guerra de Strangelove – é o presente do general Breedlove à nova ditadura na Ucrânia. "Rapid Trident" [3] vai instalar tropas americanas na fronteira com a Rússia e "Sea Breeze" [4] vai colocar navios de guerra americanos à vista de portos russos. Simultaneamente, os exercícios de guerra da NATO por toda a Europa de Leste destinam-se a intimidar a Rússia. Imaginem qual seria a resposta se esta loucura se invertesse e acontecesse nas fronteiras da América. É ver o general 'Buck' Turgidson.

 

E ainda há a China. A 24 de Abril, o presidente Obama vai iniciar uma visita à Ásia para promover a sua "Campanha para a China". O objectivo é convencer os seus "aliados" na região, em especial o Japão, a rearmarem-se e prepararem-se para a eventual possibilidade de guerra com a China. Em 2020, quase dois terços de todas as forças navais no mundo estarão concentradas na área Ásia-Pacífico. É a maior concentração militar naquela grande região desde a II Guerra Mundial.

 

Num arco que se estende desde a Austrália até o Japão, a China enfrentará os mísseis e os bombardeiros nucleares americanos. Está a ser construída uma base naval estratégica na ilha coreana de Jeju a menos de 640 km da metrópole chinesa de Xangai, centro industrial do único país cujo poder económico vai provavelmente ultrapassar o dos EUA. A "campanha" de Obama destina-se a minar a influência da China naquela região. É como se uma guerra mundial tivesse começado por outros meios.

 

Isto não é uma fantasia Strangelove. O secretário da Defesa de Obama, Charles 'Chuck' Hagel, esteve em Beijing na semana passada para entregar um aviso ameaçador de que a China, tal como a Rússia, pode vir a conhecer o isolamento e a guerra se não se vergar às exigências dos EUA. Comparou a anexação da Crimeia à complexa disputa territorial da China com o Japão sobre as ilhas desabitadas no Mar da China Oriental. "Não podem ir pelo mundo afora", disse Hagel descaradamente, "e violar a soberania das nações pela força, coerção e intimidação". Quanto ao movimento maciço de forças navais e de armas nucleares da América para a Ásia, isso é "um sinal da ajuda humanitária que as forças armadas americanas podem proporcionar".

 

Obama está neste momento à procura de um orçamento para armas nucleares, maior do que no pico histórico durante a guerra-fria, a era de Strangelove. Os Estados Unidos estão a avançar na sua antiga ambição de dominar o continente eurasiano, estendendo-se da China à Europa: um "destino manifesto" assegurado pelo poder.

 

Notas:

 

[1] Dr. Strangelove (Dr. Estranhoamor): filme de Stanley Kubrick realizado em 1964, uma comédia de humor negro, que satirizou a tensão nuclear vivida pelo mundo durante a guerra-fria. Considerado "a melhor sátira política do século".

 

[2] A personagem Turgidson sabe como fazer a guerra, mas falta-lhe a perspectiva de decidir se deve ou não fazer a guerra. Compreende a política do Presidente contra ataques nucleares mas tem dúvidas quando se lhe apresenta a possibilidade de anular essa política e varrer do mapa a Rússia. Sente-se feliz em apresentar a ideia de desencadear o ataque mais destrutivo contra um inimigo que não fez nada.

 

[3] Rapid Trident: exercício militar conjunto de 12 países na Ucrânia, que deve iniciar-se em Julho, com a participação dos EUA.

 

[4] Sea Breeze: exercícios militares anfíbios organizados à escala multinacional (NATO), realizados anualmente na Ucrânia.

Tradução de Margarida Ferreira.

 

Fonte original: johnpilger.com/.

 

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Ex-jogador de basquete Shaquille O’Neal é processado por imitar jovem com distúrbio raro na internet

 

O ex-jogador de basquete Shaquille O’Neal, dos Estados Unidos, vai ter que explicar à Justiça um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, no último mês de abril. Na postagem, Shaq, como ficou conhecido, imitava uma foto publicada por Jahmel Binion, um jovem americano de Michigan que sofre de distúrbio chamado displasia ectodérmica. Na ocasião, a publicação foi curtida por mais de 14 mil pessoas em poucos minutos, antes de ser apagada pelo atleta. As informações são do New York Post.

 

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Um frame do vídeo publicado por Shaquille O’Neal em seu Instagram: “Sorria hoje”, escreveu ele, na época Foto: Reprodução / Instagram

 

Binion, que tem 23 anos, decidiu levar o caso aos tribunais, mesmo depois de receber uma ligação de O’Neal, que lhe pediu desculpas pelo ocorrido. Outros dois amigos de Shaq — o também jogador de basquete Trey Burke e o rapper Waka Flocka Flame — também foram processados, por zombarem do jovem no post. Na acusação, Binion declara que teve a privacidade invadida quando “comentários ofensivos” sobre a sua aparência foram publicados e vistos por milhões de pessoas. Ele também processa o trio por difamação, destratamento intencional e negligência, de acordo com as leis americanas.

A displasia ectodérmica é um distúrbio raro que afeta o desenvolvimento dos tecidos do corpo humano. Essas alterações se manifestam principalmente nos cabelos, dentes, unhas e glândulas.

Os três acusados chegaram a pedir desculpas publicamente para Jahmel Binion, por meio de seus perfis oficiais no Twitter. Mesmo assim, o jovem não abriu mão de levar o caso à Justiça.

 

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Foto: Reprodução/Ciamar Studio


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Recentemente, uma série de crânios estranhos foram encontrados no Peru e a notícia mais intrigante é que o DNA dos crânios não tem nenhuma relação com o DNA humano. A informação foi revelada pelo diretor assistente do Museu Paracas, Brien Foerster, e tem dado o que falar - pode significar que a ciência está perto de ter uma prova da existência de uma espécie inteiramente nova, que alguns diriam se tratar de uma espécie alienígena.


O DNA é diferente de qualquer ser humano ou ainda de qualquer criatura conhecida na face da Terra. A análise dos crânios foi feita por um geneticista que não teve a identidade revelada. O cientista vai se manter no anonimato até realizar mais testes que comprovem o primeiro resultado.


A artista Marcia K. Moore usou programas específicos para criar representações tridimensionais de como poderiam ter sido os donos dos crânios encontrados no Peru. Mais de 300 crânios foram encontrados em 1929 em uma vala comum perto da costa do sul do Peru.


Durante anos, os crânios alongados eram consideradas anomalias propositais, como era parte da cultura de algumas tribos. Entretanto, médicos afirmam que, embora o crânio possa ser deformado, os tamanhos permanecem os mesmos. No caso dos crânios encontrados no Peru, isso não acontece, pois eles são muito maiores.


Os próximos testes podem revelar que tudo não passou de um engano e que os crânios pertenceram a humanos. Mas, se os resultados iniciais forem confirmados, os crânios então não têm ligação com nenhuma espécie terrestre. E então de onde será que eles vieram?


 


 


http://www.tribunahoje.com/noticia/94224/mundo/2014/02/16/cranios-encontrados-no-peru-no-tem-dna-humano-diz-geneticista.html



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