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Nacka
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PQP! 09  Pensei que depois das preliminares como a trilogia da vingança e "The Chaser" estaria preparada p/ esse ... aff!

Mais de 2 horas de duelo de puro sadismo (e masoquismo de quem vê)' date=' entre um ingênuo revoltado tentando vingar, punir um insano.

Já devia ter sacado que essa vibe asiática de vingança sempre está vinculada a estupros, torturas, tendões cortados, facas, cutelos, machadinhas...

Deu p/ mim essa vibe coreano de vingança.

Saw The Devil” - 7,0/10,0
[/quote']

 

Eu gostei muito desse. E adoro esses filmes policiais dessa fase sul-coreana. Claro que esse não chega perto de Memórias de um Assassino, mas é um ótimo filme no nível de O Caçador e Mother.

Meu único senão para I Saw the Devil é o final um pouco alongado.

 

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http://www.shoppingblog.com/pics/ryan_reynolds_buried_0410.jpg

Enterrado Vivo (Buried, 2010) - Rodrigo Cortés

Não esperava muita coisa do filme, e talvez por isso tenha gostado bastante. O filme é praticamente inteiro dentro do caixão com o personagem do Reynolds tentando entender o porquê de estar ali e principalmente como sair. Cortés faz um bom trabalho visto as suas limitações, não só de espaço e orçamento, mas ele consegue fazer com que o Reynolds segure o filme. Gostei do desenrolar da trama, achei que foi corajoso até certo ponto. Minhas ressalvas ao filme se dão pela péssima trilha sonora, principalmente a dos créditos finais, inapropriada e de um péssimo gosto, e uma sequencia com uma cobra que claramente foi adicionada pra fazer um suspense barato e idiota, tirando isso, recomendo.

 

 

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Bom lembrar que o público responde como quiser. 06

 

Só pra dar mais ibope' date=' vejo problemas ali mas pra mim eles são, de certa forma, amenizados pelo estado de espírito/capacidade de me divertir da coisa. A certa altura fica a sensação bacana de que tô vendo um cara fazendo bem o filme que sempre quis fazer. (sei que é viagem minha e não tem nada a ver com eu gostar, mas essa escolha do DiCaprio, penteado incluso, hehe, dá a impressão de que o Nolan quer mais é se ver naquela história).
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Realmente, o visual tá bem parecido.
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Robin Wood (Dir. Ridley Scott) 2/5

 

 

 

Scott totalmente no automátic. O filme é tipo uma sopa de entulho de outros épicos dele, da fotografia a alguns atores já vistos em outras obras suas. O pior é o cara fazendo o mesmíssimo papel hehe

 

Chato um diretor com imenso potencial entregar uma coisa tão sem graça.

 

 

 

 

 

Scott Pilgrin Vs The World (Dir: Edgar Wright) 4/5

 

 

 

Tem altos e baixos. O começo é lento pra caramba, mas quando deslancha, diverte bastante. O filme quer ser nada a ver mesmo 06.gif

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Dogville (idem) - Lars Von Trier' date=' 2003

 

 

 

Von trier parece tão focado na sua visão do lado obscuro da sociedade (que, aliás, eu achei superficial) que se esqueceu em fazer uma boa direção.

 

 

 

1/5
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Achei horrível na primeira vez que vi. Desliguei a tv e fui dormir. Dei mais uma chance e acabei achando OP. 16.gif

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Visto:

 

Thelma and Louise (Ridley Scott, 1991)

 

Olha, se alguém me

dissesse que eu iria gostar de um filme feminista do início da década de

90 eu riria da cara. Por incrível que pareça, esse é bem bom,

independente de estar certamente um pouco datado. O Scott é um bom

diretor quando quer e, além dele, temos ótimas atuações de todo o elenco

e uma história bacana.

 

Revisto:

 

Slumdog Millionaire (Danny Boyle, Loveleen Tandan, 2008)

 

Tudo bem

que o Boyle consegue ser bem irritante com uns princípios de carnaval

no melhor(pior) estilo Tony Scott, mas poxa, a idéia do filme é ótima e é

desenvolvida à contento. Nada que merecesse milhões de prêmios e tals,

mas bem longe de ser ruim. E a Freida Pinto é maravilhosa, divina. Nunca

pensei que diria isso de um Pinto.

 

 

 

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Orlando (Sally Potter, 1992) - 3/5

 

Narra as experiências de Orlando em diferentes temas ao longo de 400 anos. Tilda Swinton interpreta o personagem principal, que é um homem e depois uma mulher, sem deixar de ser a mesma pessoa. Ela atua bem. Convence nos dois sexos e mostra uma transformação discreta do personagem, que ganha mais maturidade ao longo dos anos. É um filme exótico, e não apenas pelas peculiaridades de Orlando, mas também pelas escolhas da diretora. Ainda que ele sofra uma decepção atrás da outra, o filme não é triste porque não se leva muito a sério. A bizarrice é para ser apreciada e a exuberância do figurino também.

 

 

 

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PQP! 09  Pensei que depois das preliminares como a trilogia da vingança e "The Chaser" estaria preparada p/ esse ... aff!
Mais de 2 horas de duelo de puro sadismo
(e masoquismo de quem vê),
entre um ingênuo revoltado tentando vingar, punir um insano.
Já devia ter sacado que essa vibe asiática de vingança sempre está vinculada a estupros, torturas, tendões cortados, facas, cutelos, machadinhas...
Deu p/ mim essa vibe coreano de vingança.

Saw The Devil” - 7,0/10,0


Eu gostei muito desse. E adoro esses filmes policiais dessa fase sul-coreana. Claro que esse não chega perto de Memórias de um Assassino, mas é um ótimo filme no nível de O Caçador e Mother.
Meu único senão para I Saw the Devil é o final um pouco alongado.

Jim-Woon  força até o limite do suportável nas cenas de violência... aff! 09

 

By the way, tem cenas de quase gêmeas de "Memórias de um assassino"...aff!
MariaShy2011-01-11 15:05:41
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Enterrado Vivo

A historia do cara enterrado vivo nao é nova, mas aqui ela é esticada por quase duas horas. Ja foi visto no Kill Bill e no ótimo a Maldicao dos Mortos Vivos, mas aqui ja soa como piada curta esticada até o talo. Os momentos claustrofobicos tornam-se normais depois de sua primeira hr de projecao e o q vem a seguir fica meio obvio. Reynolds segura a peteca com responsa na medida q pode mas, a diferenca de outros filmes com um unico cenario (tipo o otimo O Sequestro de Alice Creed ), o suspense inicial se dilui até o final quase -previsivel, o q resulta num Por um Fio (do Schumaquer) melhorado. É um filme bacana, mas eu esperava mais do fuzuê q vem sendo feito em torno dele. E se alguem souber a marca do celular do Reynolds (q liga numa boa do Iraque pros States, a quase 2m abaixo da terra) me diga ai pq o meu nao pega nem qdo ando de metrô. 8/10

 

Buried+poster.jpg
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Não dá pra misturar as coisas' date=' o cara pode querer ver o filme porque tem um mega sistema high end em casa, mas dizer que ele é uma grande obra só por conta disso é papo mais apropriado, sei lá, pro ht fórum.
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É verdade.

 

Cada um fala mais daquilo que realmente gosta e enfatiza aquilo que mais lhe dá prazer. Como eu disse, puramente subjetivo. Não acho no entanto, que a pretensão seja do diretor.

 

 

 

Pretensão todo diretor tem a partir do momento que ele se propõe a fazer um filme. Eu, honestamente, não gosto muito destes argumentos que ficam sustentando "pelo menos Nolan faz com que as pessoas vão ao cinema", "pelo menos o Nolan realiza filmes criativos e pretensiosos", isso não é garantia de nada. O Shyamalan pode fazer um filme sobre uma dama que vive na piscina do hotel em que um escritor vive e ser um puta filme (o que não é o caso), e a "A Origem" simplesmente poderia ser um asco (o que não é o caso). Se todo filme diferente fosse sinônimo de qualidade, David Lynch seria Deus (aposto que alguns concordarão...rsrsrs).

 

"A Origem" é um filme soberbo. Trata-se de um filme que você vê na tela mais uma evidência do amadurecimento técnico e artístico de Nolan fazendo um filme com uma coerência narrativa de rara beleza e que ainda equilibra um labirinto de idéias e emoções. Como o Pablo muito bem comentou: "o filme emociona ao apelar para a nossa razão.". Razão, emoção. São camadas que fazem parte dos sonhos do filme, do trabalho de um artista, da experiência cinematográfica, do ser humano. Sensacional. Um filme marcante.

 

PS: Ainda assim, "O Segredo dos Seus Olhos" foi o filme que mais me arrebatou no ano.
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screenshot_3_2758.jpg

 

Os Amantes Crucificados (Chikamatsu monogatari, Kenji Mizoguchi, 1954) 3/5

 

Consequências absurdas de rígidos valores morais, que criam uma falta de liberdade injusta e esmagam as pessoas desnecessariamente. Não é o que eu chamaria de um filme romântico, embora tenha como base não apenas a moral do Japão de algum período do século XVII, mas também o amor que surge entre o casal.

 

 

 

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Sobre Inception' date=' o Nolan realmente me leva ao cinema. Considero seus filmes interessantíssimos em vários aspectos, mas eles tem uma forte tendência à serem ancorados pelo "o quê" ao invés do "como". Se puxarmos da memória seus filmes, é difícil apontar cenas memoráveis, embora algumas existam. Enquanto isso, se pegarmos um War of the Worlds da vida, várias cenas surgem instantaneamente em nossa memória. Acho que isso que falta ao Nolan, especialmente em cenas de ação. Nisso, ele deixa de sermediano pra ser muito, muito ruim.

[/quote']

 

acho que é isso... o Nolan precisa de umas aulinhas com o tio De Palma06
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critters-3-leo-nude2.jpg

 

 

 

Criaturas 3 (Critters 3, Kristine Peterson, 1991) 2/5

 

 

 

Mistura de comédia e terror, com Gremlins comedores de gente. A diretora

não domina muito os dois gêneros, mas acerta principalmente nas partes

em que os bichos atacam e evita que o lado cômico seja irritante. O

resultado é um filme razoavelmente divertido, que faz bem em ter apenas

86 minutos.

Só assisti por causa de Leonardo DiCaprio, sem esperar uma

grande atuação. 06

Lucy fer2011-01-11 22:55:36

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127horas_3.jpg

 

 

 

 

 

127 Horas

 

 

 

Danny Boyle conseguiu deixar sua direção ainda mais inventiva, só que dessa vez, com um roteiro infinitamente superior ao "Slumdog Millionaire". E falando em superior, melhor atuação de James Franco até hj.

 

A montagem também merece vários créditos!

 

 

 

5/5

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Persona (Ingmar Bergman, 1966) 4/5

 

 

 

Gostei muito da fotografia, principalmente nas cenas em que

existe um grande contraste entre o que está iluminado e o que fica no escuro. A

sensação desagradável criada por imagens com aspecto aleatório faz sentido mais

adiante, quando o que parece bonito vira algo feio e perturbador. A

necessidade desesperada de alcançar alguém. E a vontade, transmitida para o

espectador, de chegar ao íntimo de uma mente que se fechou e assim nos desafia. A atuação das duas

atrizes é interessante, mas Liv Ullmann chamou mais a minha atenção, pela ausência de palavras.

 

 

 

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Wall Street - Poder e Cobiça (1987)

 

Wall-Street_01.jpg

 

É simplesmente incrível o que Michael Doulgas nos entrega aqui nesse filme... Uma atuação simplesmente fantástica, na qual Douglas encarna com uma brutalidade sem tamanho o grande especulador da Bolsa da década de 80... E, o filme é sustentado por ele, sem dúvida... Sheen faz o que pode, mas o biquinho constante e a nítida incapacidade de se estabelecer quando Geko está em cena é algo que até incomoda... Para tirar um pouco do mérito do filme, temos Daryl Hanna, que, misericórdia... Nem bonita está...

 

Classificação: 4/5

 

Homens em Fúria (2010)

 

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Como é bom ver Edward Norton matando a pau novamente... E de Niro, desligando o piloto automático, mesmo que não se mostre em seu auge que tanto nos deixou felizes... Mas, o grande do filme realmente é Norton... Num trabalho que desde Uma outra história americana eu não o vejo fazer, Norton nos entrega um personagem complexo e profundo, que mexe com a mente de Stone (de Niro) e dos espectadores a todo instante... Para completar, Milla Jovovich, linda e mostrando que de vez em quando ela sabe atuar bem... Se de Niro estivesse com na mesma forma de Touro Indomável, seria máxima...

 

Classificação: 4,5/5

 

Conviction (2010)

 

Rockwell-Conviction.jpg

 

Me pergunto quando a Academia irá enxergar o que já é notório para todos nós desde Confissões de uma mente perigosa... Sam Rockwell é um excelente ator... Não poderia deixar de ser diferente nesse filme... Ao lado de Hillary Swank, Norton encarna um personagem real de uma maneira incrível... Lógico que faltou uma entrega física dele para compor o personagem (dado que, na realidade, seu personagem é bem maior - obeso, na verdade - do que ele)... Mas, deixando de lado essa questão física, mas não menos importante, Rockwell mata a pau... Swank, ao contrário, está burocrática, assim como Minie Driver (que até hoje me pergunto o que ela tem de mais como atriz)...

 

Classificação: 4/5
sunderhus2011-01-12 13:53:04
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Conviction (2010)

 

Rockwell-Conviction.jpg

 

 

Classificação: 4/5

Super concordo qto a Rockwel.

Chegou a fazer Swank desaparecer na cena... aff!

Mas o filme não valeu esse ator. Talvez Swank tenha se cansado dessa vibe de cinebiografia.

By the way, quem vale a pena nesse filme?  Juliette Lewis!

Ela fez mais em uns 8 minutos em cena que quase todo o elenco... (tá, exagerei, mas ela tá fantastica mesmo).
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Conviction (2010)

 

Rockwell-Conviction.jpg

 

 

Classificação: 4/5

Super concordo qto a Rockwel.

Chegou a fazer Swank desaparecer na cena... aff!

Mas o filme não valeu esse ator. Talvez Swank tenha se cansado dessa vibe de cinebiografia.

By the way, quem vale a pena nesse filme?  Juliette Lewis!

Ela fez mais em uns 8 minutos em cena que quase todo o elenco... (tá, exagerei, mas ela tá fantastica mesmo).
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Sinceramente, não achei isso tudo de Lewis... É bom vê-la de volta... Mas, acha que em oito minutos ela fez mais que todo o elenco? Lógico, se fóssemos colocar em grau de qualidade, ela viria logo após Rockwell...
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Adam - Memórias de uma guerra

Misto de Patch Adams com Um Estranho no ninho. este drama pesadao se arrasta ao limites da sanidade e pq nao,  da paciencia do espectador. É bacana, mas cansa ate certo pto ao mostrar esta historia de redencao de um ex-magico sobrevivemnte do Holocausto encarregado de entreter os sobreviventes meio lelés de um instituto em Israel. Vale apenas pela boa atuacao do mosca Goldblumm. 8/10

 

 

 

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BR é só o melhor sci fi já feito. Tudo nele é perfeito!

 

 

 

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Sei lá como Dumont fez aqui, mas tu meio que passa a vislumbrar qual é a dos  fanáticos religiosos, homens-bombas e tals. No caso de Celine é a insatisfação perene, não com Deus, com sua fé não saciada, a angústia da não-realização plena desse seu amor, devotamento, não aliviado nem pelos jejuns e orações.
As cenas são longas e silenciosas e o ritmo é lento, aqui não incomodou nada.
Essa Julie Sokolowsk nem é atriz e no entanto tu fica com os olhos presos a ela em toda e qquer cena que ela apareça!

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MariaShy2011-01-12 17:52:57
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Arizona Nunca Mais (Rising Arizona)

Os irmãos Coen caminham, em seu segundo filme, para um rumo totalmente diferente do que foi apresentado em "Gosto de Sangue". "Arizona Nunca Mais" expõe um outro lado dos diretores, numa comédia divertida e repleta do humor negro inconfundível. Mais uma vez, notamos a incrível capacidade de Joel e Ethan, para criar cenas e sequências marcantes, trabalhando com mais de um gênero, de forma eficiente. Seria difícil imaginar que começaram há tão pouco tempo.

No filme, um casal formado por uma policial e por um bandido - Holly Hunter e Nicolas Cage - descobre que não podem ter filhos, e nem ao menos adotar um, afinal de contas, a ficha criminal do "pai" acaba comprometendo. No entanto, o casal planeja um roubo extremamente inusitado; pegar um, dos cinco filhos que nasceram de um famoso vendedor. Tudo sai muito bem, entretanto, aos poucos, o casal começa a perceber que não são tão capazes assim de lidar com o mais novo integrante da família.

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"Arizona Nunca Mais" não é a melhor exibição dos diretores, e nem aparenta querer essa intitulação, entretanto, não se rende a um trabalho raso. Novamente com roteiro escrito pelos próprios irmãos, "Arizona Nunca Mais" é o outro lado dos diretores, que também ganharia espaço nas próximas obras. Bem conduzido e divertido, é um filme menor, mas ainda assim, importante dentro da filmografia de Joel e Ethan Coen. Os primeiros minutos resgatam a técnica utilizada em "Gosto de Sangue". Os diálogos já marcam os primeiros minutos do filme, com a narração do personagem de Nicolas Cage, colocando o espectador a par da sua situação. Em pouco tempo, já é fácil de notar o tom cômico que seria utilizado, principalmente pela construção dos personagens.

Passando pelas figuras mais bizarras possíveis, desde um prisioneiro que sofre com cólicas menstruais, até um caçador de bebês desaparecidos, os irmãos Coen exploram seus personagens, sempre bem construídos, para criar bons momentos dentro da produção. A atuação de Nicolas Cage colabora para o efeito desejado, se destacando em quase todas as cenas. Nada como bons diretores e um papel interessante para auxiliar o início de uma nova carreira. Sobre o trabalho de câmera, novamente temos um bom desempenho, com enquadramentos marcantes, como a cena em que o casal toma sol, e sequências caprichadas, como o sonho sobre o tal caçador de bebês desaparecidos. Por fim, a montagem que prioriza as expressões dos bebês de acordo com cada situação, é outro fator relevante, e, por conseguinte, engraçado.

12-1510444218T.jpg

 

Mesmo com a comédia sendo o foco principal da produção, notamos uma alternância de gêneros, com o passar do tempo. Vemos a transição para a ação, devido as perseguições, sempre causadas por motivos cômicos, e até mesmo para o drama, nos minutos finais. O desfecho representa um dos melhores momentos do filme, onde os diálogos, como já é de praxe, encerram com uma frase curta, mas que funciona muito bem. Ao som de Way out There, de Carter Burwell, "Arizona Nunca Mais" garante sua boa posição num ano de grandes obras.

Estreiar bem é de suma importância, justamente por aguçar os olhos do espectador, entretanto, manter a eficiência com o passar dos anos, é algo que poucos diretores conseguem fazer. Além de manter um bom nível, Joen e Ethan comprovam a versatilidade tão almejada pelo público, proveniente de um grande amor pelo Cinema. Juntamente com os diretores, vemos Nicolas Cage num dos seus primeiros trabalhos e, sem dúvida alguma, dos mais importantes. Infelizmente, o espectador não foi presenteado com outra parceria entre eles.

Nota: 7,5

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Começando o ano como sempre com...

 

De Volta para o Futuro (Back to the Future, Dir.: Robert Zemeckis, 1985) 4/4

 

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De Volta para o Futuro Parte II (Back to the Future Part II, Dir.: Robert Zemeckis, 1989) 4/4

 

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De Volta para o Futuro Parte III (Back to the Future Part III, Dir.: Robert Zemeckis, 1990) 4/4

 

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SS.smokesignals.jpg

 

Sinais de Fumaça (Smoke Signals, Chris Eyre, 1998) 4/5

 

 

Thomas, que aparentemente não tem amigos, perdeu os pais num incêndio causado por alguém, quando ele era criança. E Victor enfrentou problemas

familiares na infância e acabou sendo abandonado pelo pai. Mesmo assim

o filme foge do clima pesado, com sua história sobre ser capaz de ir em

frente apesar dos erros cometidos pelos outros. O primeiro dos dois

rapazes tem um jeito bobo e alegre, enquanto o segundo é sério e

antipático. Eles saem da reserva indígena para uma viagem juntos, na

qual Victor briga com as lembranças do pai falecido e Thomas tenta se

aproximar dele, e as personalidades opostas da dupla funcionam sem a aparência de clichê. O filme não tem momentos forçados de redenção. É comovente, equilibrando comédia e drama.

 

 

 

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