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O Que Você Anda Vendo e Comentando?


Nacka
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Manhattan Murder Mystery (Allen)

 

Eu ia dizer que este filme era muito abaixo do que eu esperava de um reencontro entre Keaton e Woody, mesmo sendo agradável de se ver e mesmo sendo um prazer indescritível vê-los contracenar depois de anos, até que chega aquele clímax com a sequência dos espelhos que compensa tudo.

 

É um Allen menor, mas divertido e tem seus momentos.
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Maridos e esposas (Woody Allen)

 

Nossa' date=' por essa eu não esperava. É um filme bem escondido na filmografia do Allen que está no nível de seus melhores. O nível de intimidade dele com seus personagens aqui é algo impressionante, a ponto de você firmemente acreditar que cada uma daquelas pessoas foi inspirada em alguém real - não duvido nada que ele tenha utilizado elementos de sua relação com Mia Farrow ao compor a desintegração do casamento entre seu personagem e o dela. É interessante, nesse sentido, que em determinado momento descobrimos que o Gabe (personagem dele aqui) utiliza incidentes de sua vida ao escrever seus livros e isso parece dizer muito sobre este filme.

 

É um filme rodado com a câmera na mão, atenta aos detalhes, que documenta a ação no ato bruto, com crueza total (me lembrou o Dogma 95, mas com uma fotografia mais bem cuidada), potencializando esse respaldo mais pessoal que ele contém.

 

Woody na sua melhor atuação. E os outros eu nem preciso comentar, né.
[/quote']

Esse é muito bem mesmo, e bem subestimado. Mas puderas. Se não me engano, ainda nem saiu em dvd aqui no Brasil.09

 

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Não saiu mesmo. Tem vários dele que ainda não saíram, o que é até compreensível, já que ele fez uns 46 filmes, mas não menos lamentável.

 

------

 

Setembro (...)

 

Vi esse filme nas cegas, sem ler nem saber de nada e me pegou completamente de surpresa. É o Sonata de outono do Allen, ligeiramente abaixo ao filme de Bergman, mas maravilhoso ainda assim e com vários momentos bastante dignos daquela OP.

 

Todas as conversas se desenrolam numa naturalidade deliciosa, com você conhecendo aos poucos cada uma daquelas pessoas. Quando ele finalmente arma e desenvolve esta teia de personagens interessantíssima, é que ele te pega de surpresa com a intensidade com que as discussões se desenrolam, ainda que mantendo a naturalidade de antes. É cheio de diálogos muito, muito bem escritos (arrepiei com a Mia Farrow dizendo "That's my problem: I always wanted to live") e atuações memoráveis, com Farrow num tour de force tão embasbacante quanto o de Liv Ullmann lá.

 

Acho que é o filme menos comentado do Allen, o que é uma pena, pois é espetacular.
Lumière2010-08-06 01:46:10
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O Silêncio de Lorna
Filmão francês c/ jeitão documental q trata da máfia dos “casórios arranjados” p/ obtenção de cidadania européia, alem da questão da culpabilidade já vista em “ Match Point” . Td vai bem pra Lorna, ambiciosa imigrante albanesa naturalizada belga por conta do seu “casório” com um drogado belga boa-praça marcado pra “ir pro saco” pela máfia. Mas aí as emoções e compaixão dela pelo futuro presunto podem colocar td “esquema” água abaixo. A atriz principal (uma Ellen Page mais velha) carrega o filme nas costas e literalmente fala com o corpo, daí o seu “silencio”. O chapado tb convence nos poucos momentos q aparece. O único porém é uma grave falha de continuidade (na edição ou no roteiro mesmo) num momento crucial da trama, q quem assistir reconhecerá imediatamente. 9/10

 

 

le-silence-de-lorna.jpg
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Não saiu mesmo. Tem vários dele que ainda não saíram' date=' o que é até compreensível, já que ele fez uns 46 filmes, mas não menos lamentável.

 

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Setembro (...)

 

Vi esse filme nas cegas, sem ler nem saber de nada e me pegou completamente de surpresa. É o Sonata de outono do Allen, ligeiramente abaixo ao filme de Bergman, mas maravilhoso ainda assim e com vários momentos bastante dignos daquela OP.

 

Todas as conversas se desenrolam numa naturalidade deliciosa, com você conhecendo aos poucos cada uma daquelas pessoas. Quando ele finalmente arma e desenvolve esta teia de personagens interessantíssima, é que ele te pega de surpresa com a intensidade com que as discussões se desenrolam, ainda que mantendo a naturalidade de antes. É cheio de diálogos muito, muito bem escritos (arrepiei com a Mia Farrow dizendo "That's my problem: I always wanted to live") e atuações memoráveis, com Farrow num tour de force tão embasbacante quanto o de Liv Ullmann lá.

 

Acho que é o filme menos comentado do Allen, o que é uma pena, pois é espetacular.
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Na verdade Setembro é o filme menos apreciado do Allen, nem ele gostou muito porque refez 3 vezes (inclusive com atores diferentes), e queria refazer uma quarta vez, mas não rolou. Eu gostei do filme, é uma peça filmada.
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Maldito. den.gif Mas é uma beleza ou não? A criatividade' date=' o Bava ainda vivo no exagero das cores, os 5 minutos finais de nostalgia no retorno ao horror. Coisa linda. Pena que ele é um diretor falecido artisticamente.[/quote']

 

É sensacional. Chega a ser curioso o início, porque eu esperava algo mais fantástico, no nível dos outros filmes que eu tinha visto dele, e ele dá pinta de que será um "thriller" mais convencional. Daí, a cada pessoa que o protagonista vai deixando pra tras, ele vai dando guinadas de estilo, como que tentando se "adaptar" a nova fase do cara (chegando até a um momento meio Michael Mann, na hora do roubo/tiroteio, eheh). Aquele segmento final é realmente brilhante, depois de tudo que se passa, volta-se ao fetiche do giallo, como se o Soavi dissesse "rodei, rodei, mas é aqui que eu me sinto melhor, e é aqui que o personagem vai se encontrar".

E aquele plano final, o lance da "reintegração" por via do guarda chuva abrindo / misturando-se ao resto, é genial demais. Dos melhores que vi esse ano.
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<SPAN style="FONT-FAMILY: Georgia; FONT-SIZE: 11pt">

 

oporcoespinhoavi0007120.jpg

 

 

 

Paloma' date=' de<SPAN style="mso-spacerun: yes">  </SPAN>11 anos<SPAN style="mso-spacerun: yes">  </SPAN>resolve se suicidar aos 12. Motivo: por não esperar mais da vida do que presencia.<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></SPAN>

 

<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" =Msonormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Georgia; FONT-SIZE: 11pt">Solitária, melancólica, culta e com uma noção aguçada sobre cinema, tem como única missão antes de morrer fazer um filme sobre sua vida, marcando regressivamente os dias num calendário, não com x, mas com símbolos de como se sente no dia.O que mais impressiona no filme é<SPAN style="mso-spacerun: yes">  </SPAN>de como seu olhar fura a carapaça de porco espinho de que todos se cobrem<SPAN style="mso-spacerun: yes">  </SPAN>e é estupendo como é madura e cruelmente lúcida em sua interpretação filosófica do mundo, registrando tudo com sua câmera <I style="mso-bidi-font-style: normal">(descartando o romance de cinderela de meia idade da zeladora, outro porco espinho).<o:p></o:p></SPAN>

 

<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" =Msonormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Georgia; FONT-SIZE: 11pt">Estranho é que será a morte a lhe ensinar um pouco mais sobre a vida.<o:p></o:p></SPAN>

 

<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" =Msonormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Georgia; FONT-SIZE: 11pt"><o:p> </o:p></SPAN>

 

<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" =Msonormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Georgia; FONT-SIZE: 11pt">“<B style="mso-bidi-font-weight: normal">O Porco Espinho” – 10,0/10,0<o:p></o:p></SPAN>

 

<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" =Msonormal><o:p><FONT size=1 face="Times New Roman"> </o:p>

 

<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" =Msonormal><SPAN style="mso-bidi-font-size: 11.0pt"><o:p><FONT size=1 face="Times New Roman"> </o:p></SPAN>

[/quote']

 

 

 

Excelente esse filme. Ótima dica, MariaShy.

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A Origem....o novo filme do Christopher Nolan

 

assisti hj na

primeira sessão....e o filme é realmente espetacular(Efeitos Visuais

fantasticos, Trilha Sonora maravilhosa,Atuações boas...destaque pra do

Leonardo Di caprio, Direção de Arte de cair o queixo, Edição perfeita e

Roteiro inteligentíssimo)....e dá pra entender perfeitamente o

filme....não achei confuso como alguns vinha falando.....o tempo passou

rapido.....aconselho a todos a ir no cinema...

 

 

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Inception (Christopher Nolan, 2010)

 

É incrivelmente bem escrito e

tem tantas camadas quanto os sonhos que emula mas nada tira da minha

cabeça que o Nolan é melhor roteiristo do que diretor. Isso aqui na mão

de um Spielberg viraria uma OP absoluta. Na mão do Nolan, é um ótimo

filme. Agora, se tem algo que esse cara sabe fazer muito bem é terminar

filmes. Foda o fim desse. O que ocorre é previsível, mas o timing é bem

bom.

 

 

 

 

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Sobre os últimos filmes comentados, curto demais Maridos e Esposas. Grande Judy Davis!

 

E O Grande Truque não envelheceu muito bem na minha cabeça depois de um tempo. Não que seja um filme ruim, é só quebra-cabeças demais, explicação demais. Espero que esse novo não enverede pela mesma trilha.
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Vistos:


Revanche (Götz Spielmann' date=' 2008)

É um filhotinho de Haneke e é muito, muito bom também. A diferença é que o Hanekão não tem coração. Estranho não ter lido muitos comentários sobre esse aqui. De qualquer forma, tem aquele estilo todo europeu de ser, sem trilha, sem câmeras espalhafatosas, com atitudes abruptas e inimagináveis por parte dos personagens, etc. De qualquer forma, recomendadíssimo.


[/quote']

 

Quero muito ver esse filme, muito mesmo. Assim que o fizer, volto pra comentar alguma coisa também.
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A ORIGEM -

9.5/10 - Trata-se de uma viagem tensa e angustiante ao labirinto da

mente humana. Um filme que beira a perfeição do início ao fim.

Christopher Nolan constrói um quebra-cabeças refinado e muito bem

acabado a partir de uma premissa absurda que aborda a ação de um grupo

de ladrões que invadem a mente das pessoas para descobrir seus mais

profundos segredos. Além desta narrativa que flerta maravilhosamente bem

com a ficção científica e que ainda apresenta personagens atraentes em

sua complexidade, o filme ainda permite uma série de conjunções

psicológicas a respeito de sentimentos como a frustração, a culpa, a

ambição, entre outros. O elenco é de tirar o fôlego com atuações acima

da média. Um Senhor filme! Ele não reinventa a roda, a embalagem algumas

vezes é até mais "bonita" que a idéia, mas é refinado e Nolan sabe

muito bem com defender a sua proposta. A trilha sonora de Hans Zimmer é divina.

 

PS: Adoro os filmes do Christopher Nolan, ótimo diretor e roterista, talvez aquele que goste um pouco menos é "Insônia". E os finais são igualmente fodas.

 

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Guest
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